Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Ano: 2024 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2024 - UEPB - Nutricionista |
Q2629163 Português

Leia o trecho da reportagem abaixo exposto, extraído de Veja, 25/08/23 e, logo após, responda às questões 7 e 8.


Onda de estudos promissores abre avenida para tratamento do Parkinson

Anunciam-se avanços com transplante de células-tronco, edição genética, imunoterapia e métodos menos invasivos para estimulação cerebral, como o ultrassom


A doença de Parkinson, descrita e batizada em 1817 a partir do nome do neurologista que a definiu, James Parkinson (1755- 1824), ganhou recentemente muita visibilidade. A atenção ao distúrbio — antes conhecido como “paralisia agitante” – brotou da condição do ator Michael J. Fox, o astro da adorável franquia De volta Para o Futuro, que vive com o problema desde os 29 anos – ele tem agora 62 anos. Fox, sem medo de se exibir publicamente com os tremores [...] ajuda a reduzir tabus. Mostrou-se por inteiro na série Still: Ainda Sou Michael J. Fox, na Apple TV+, e avisou: “Não se morre de Parkinson – a gente morre com o Parkinson”. [...] Hoje, porém, pode-se dizer que, dada as dificuldades de antes, o Parkinson está de volta para o futuro. [...] Em uma parte profunda do cérebro, sabe-se que a doença se espraia e ganha as células nervosas produtoras de dopamina, conhecida com hormônio da felicidade, e que também atua na coordenação dos movimentos.


Fonte: https://veja.abril.com.br/saude/onda-de-estudos-promissores-abre-avenida-para-tratamento-do-parkinson. Acessado em 26 Ago 2023 (Adaptado).

Analise o emprego dos adjuntos adverbiais introduzidos pelas preposições DE e COM na estrutura oracional descrita na sequência.


“Não se morre DE Parkinson – a gente morre COM o Parkinson.”


A alternativa que indica o sentido expresso pelos dois constituintes, na ordem CORRETAé:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2024 - UEPB - Nutricionista |
Q2629162 Português

Após a leitura do texto abaixo, excerto do depoimento do cantor Djavan à Veja, de 23/08/2023, responda às questões 4, 5 e 6.


“Ainda não é hora de parar”

Aos 74 anos, Djavan luta para manter sob controle um distúrbio que afeta os movimentos


Costumo dizer que já nasci músico. Amúsica era o meu destino e sempre foi a minha vida. Imagine então, de repente, receber o diagnóstico de um distúrbio neurológico que afeta os movimentos. Aconteceu no fim do ano passado, quando soube sofrer de tremor essencial, um mal que, embora comum, eu não conhecia. Alguns sentem o efeito nas mãos, outros, nas pernas. O meu foi na cabeça, uma agonia. No início, a tremedeira era bastante aparente. Me preocupei com que isso comprometesse minha performance nos estúdios, nos palcos. Aos 74 anos, continuo ativo. Acabo de voltar de uma turnê na Europa e nos Estados Unidos, onde divulguei meu novo álbum, D, e passei por dezessete cidades. Com uma vida assim, preciso estar bem e sigo lutando, de forma disciplinada. Houve muita especulação sobre a doença e surgiram até boatos infundados de que seria Parkinson. Não é. Desde o momento em que ouvi aquelas palavras do médico — tremor essencial —, fiquei confiante em que poderia lidar com a situação. E iniciei imediatamente o tratamento para frear os sintomas.

O médico recomendou um medicamento diário e mudança de hábitos, já que a condição, no meu caso, não é genética. Ela está associada a falta de sono e estresse. Passei a cultivar uma rotina mais regrada, à base de alimentação saudável, muita água e, no mínimo, oito horas de sono à noite. Foi uma transformação radical. Sempre dormi de madrugada. [...] Hoje, brinco que a madrugada não é mais a senhora do meu destino. Não cometo mais loucuras que tragam prejuízo à saúde. [...] Nunca me deixei paralisar — muito menos agora, com o tremor essencial. Me empenho como posso para mantê-lo sob controle. Hoje, reconheço que estou bem graças à minha obstinação em ficar saudável. Agradeço todos os dias por poder seguir trabalhando com o que me faz feliz.


Fonte: https://veja.abril.com.br/cultura/djavan-ainda-nao-e-hora-de-parar. Acessado em 25 Ago 2023 (Adaptado).

Assinale a alternativa que contém uma frase, na qual ocorre o uso do pronome relativo:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2024 - UEPB - Nutricionista |
Q2629161 Português

Após a leitura do texto abaixo, excerto do depoimento do cantor Djavan à Veja, de 23/08/2023, responda às questões 4, 5 e 6.


“Ainda não é hora de parar”

Aos 74 anos, Djavan luta para manter sob controle um distúrbio que afeta os movimentos


Costumo dizer que já nasci músico. Amúsica era o meu destino e sempre foi a minha vida. Imagine então, de repente, receber o diagnóstico de um distúrbio neurológico que afeta os movimentos. Aconteceu no fim do ano passado, quando soube sofrer de tremor essencial, um mal que, embora comum, eu não conhecia. Alguns sentem o efeito nas mãos, outros, nas pernas. O meu foi na cabeça, uma agonia. No início, a tremedeira era bastante aparente. Me preocupei com que isso comprometesse minha performance nos estúdios, nos palcos. Aos 74 anos, continuo ativo. Acabo de voltar de uma turnê na Europa e nos Estados Unidos, onde divulguei meu novo álbum, D, e passei por dezessete cidades. Com uma vida assim, preciso estar bem e sigo lutando, de forma disciplinada. Houve muita especulação sobre a doença e surgiram até boatos infundados de que seria Parkinson. Não é. Desde o momento em que ouvi aquelas palavras do médico — tremor essencial —, fiquei confiante em que poderia lidar com a situação. E iniciei imediatamente o tratamento para frear os sintomas.

O médico recomendou um medicamento diário e mudança de hábitos, já que a condição, no meu caso, não é genética. Ela está associada a falta de sono e estresse. Passei a cultivar uma rotina mais regrada, à base de alimentação saudável, muita água e, no mínimo, oito horas de sono à noite. Foi uma transformação radical. Sempre dormi de madrugada. [...] Hoje, brinco que a madrugada não é mais a senhora do meu destino. Não cometo mais loucuras que tragam prejuízo à saúde. [...] Nunca me deixei paralisar — muito menos agora, com o tremor essencial. Me empenho como posso para mantê-lo sob controle. Hoje, reconheço que estou bem graças à minha obstinação em ficar saudável. Agradeço todos os dias por poder seguir trabalhando com o que me faz feliz.


Fonte: https://veja.abril.com.br/cultura/djavan-ainda-nao-e-hora-de-parar. Acessado em 25 Ago 2023 (Adaptado).

Avalie a veracidade das proposições a seguir com relação a alguns recursos linguísticos presentes no texto.


I- Na frase “Ainda não é hora de parar”, o advérbio “ainda” é uma pista de há informações pressupostas, ou não explícitas no enunciado: o cantor não vai parar neste momento em que fala do incidente, mas que a hora de parar vai chegar.

II- Na frase “A música era o meu destino e sempre foi a minha vida”, o emprego dos verbos no passado deixa subentendida a informação de que a música não é mais o seu destino.

III- Na frase “Alguns sentem o efeito (do distúrbio) nas mãos, outros, nas pernas”, o uso da segunda vírgula após “outros” se justifica para sinalizar a supressão de alguns constituintes oracionais – o verbo, o complemento e o adjunto [sentem / o efeito / do distúrbio].

IV- Sendo o advérbio um termo que tem mobilidade, a alternância de posição de “imediatamente” para antes do verbo “iniciar” (E imediatamente iniciei) ou para a posição posposta ao verbo “frear” (E iniciei o tratamento para frear imediatamente os sintomas) não provoca alteração de sentido.


É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2024 - UEPB - Nutricionista |
Q2629160 Português

Após a leitura do texto abaixo, excerto do depoimento do cantor Djavan à Veja, de 23/08/2023, responda às questões 4, 5 e 6.


“Ainda não é hora de parar”

Aos 74 anos, Djavan luta para manter sob controle um distúrbio que afeta os movimentos


Costumo dizer que já nasci músico. Amúsica era o meu destino e sempre foi a minha vida. Imagine então, de repente, receber o diagnóstico de um distúrbio neurológico que afeta os movimentos. Aconteceu no fim do ano passado, quando soube sofrer de tremor essencial, um mal que, embora comum, eu não conhecia. Alguns sentem o efeito nas mãos, outros, nas pernas. O meu foi na cabeça, uma agonia. No início, a tremedeira era bastante aparente. Me preocupei com que isso comprometesse minha performance nos estúdios, nos palcos. Aos 74 anos, continuo ativo. Acabo de voltar de uma turnê na Europa e nos Estados Unidos, onde divulguei meu novo álbum, D, e passei por dezessete cidades. Com uma vida assim, preciso estar bem e sigo lutando, de forma disciplinada. Houve muita especulação sobre a doença e surgiram até boatos infundados de que seria Parkinson. Não é. Desde o momento em que ouvi aquelas palavras do médico — tremor essencial —, fiquei confiante em que poderia lidar com a situação. E iniciei imediatamente o tratamento para frear os sintomas.

O médico recomendou um medicamento diário e mudança de hábitos, já que a condição, no meu caso, não é genética. Ela está associada a falta de sono e estresse. Passei a cultivar uma rotina mais regrada, à base de alimentação saudável, muita água e, no mínimo, oito horas de sono à noite. Foi uma transformação radical. Sempre dormi de madrugada. [...] Hoje, brinco que a madrugada não é mais a senhora do meu destino. Não cometo mais loucuras que tragam prejuízo à saúde. [...] Nunca me deixei paralisar — muito menos agora, com o tremor essencial. Me empenho como posso para mantê-lo sob controle. Hoje, reconheço que estou bem graças à minha obstinação em ficar saudável. Agradeço todos os dias por poder seguir trabalhando com o que me faz feliz.


Fonte: https://veja.abril.com.br/cultura/djavan-ainda-nao-e-hora-de-parar. Acessado em 25 Ago 2023 (Adaptado).

Em qual das alternativas abaixo, a frase apresentada contém uma locução verbal cuja noção expressa pelo verbo auxiliar é de ação habitual?

Alternativas
Ano: 2024 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2024 - UEPB - Nutricionista |
Q2629159 Português

Leia o texto e, em seguida, responda às questões 1, 2 e 3


Do tempo e do vento


(Por Ana Quitéria Homero Fonseca)


Coisas inerentes à existência do ser vivente são o tempo e o vento. Além de nome de obra literária e minissérie de TV, são realmente inspiradoras e, talvez por isso mesmo, batizaram criações humanas. Os seres viventes apreciam o vento. E o tempo é o melhor remédio para tudo, já diz o clichê. Os clichês nascem das verdades atávicas. Se não fossem verdades resistentes ao tempo, não seriam repetidos à exaustão e não seriam clichês. Clichês se fazem com o tempo.

O vento, sempre digo, é – depois das costas das mãos – o primeiro socorro no enxugamento das lágrimas. Chega antes do tempo, que, não horas mais impróprias, parece fazer de propósito a desfeita de passar devagar. O vento é companheiro de todos por onde cisma de soprar. Diferente do sol, de quem se pode fugir debaixo de uma marquise ou de uma sombrinha e que desaparece como se fosse dormir, o vento quando chega, é quase sempre bem-vindo, ao menos nessas terras de calor e sudorese. O vento seca suores.

O tempo tem o seu próprio tempo e por ser muito antigo, sabe bem das coisas. Viu tudo e todos que a terra já comeu e que, com o tempo, comerá. Chega no tempo certo, sempre na hora certa. Quando exatas e felizes, coincidências; quando tristes, fatalidades. O tempo assiste ao vento fazer e desfazer montanhas.

Não tente com muito afinco aparar o vento. Vire-se de banda e deixe-o passar raspando, ou ele carrega tudo, guarda-sóis, chapéus, saias, e se estiver realmente como vontade, telhados e casas. Dizem que até vacas já foram carregadas pelo vento.

Não tente com muito afinco parar o tempo. Dê de ombros e deixe-o passar macio, ou ele carrega tudo, a beleza de envelhecer, a felicidade, a dignidade, e se não for bem-aproveitado, as lembranças, os amigos. Fala-se muito de amores extintos pelo tempo.


(Coletânea Antônio Maria de Crônicas/Xico Sá... [et al]. Recife: Fundação de Cultura Cidade do Recife, 2010 – Vol.1)

Analise as estruturas I e II, reproduzidas abaixo e, logo após, avalie as explicações fornecidas nas alternativas, de modo a assinalar a única que é CORRETA.


I- [...] ou ele carrega tudo, guarda-sóis, chapéus, saias, e se estiver realmente como vontade, telhados e casas.

II- [...] ou ele carrega tudo, a beleza de envelhecer, a felicidade, a dignidade, e se não for bem-aproveitado, as lembranças, os amigos.

Alternativas
Ano: 2024 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2024 - UEPB - Nutricionista |
Q2629158 Português

Leia o texto e, em seguida, responda às questões 1, 2 e 3


Do tempo e do vento


(Por Ana Quitéria Homero Fonseca)


Coisas inerentes à existência do ser vivente são o tempo e o vento. Além de nome de obra literária e minissérie de TV, são realmente inspiradoras e, talvez por isso mesmo, batizaram criações humanas. Os seres viventes apreciam o vento. E o tempo é o melhor remédio para tudo, já diz o clichê. Os clichês nascem das verdades atávicas. Se não fossem verdades resistentes ao tempo, não seriam repetidos à exaustão e não seriam clichês. Clichês se fazem com o tempo.

O vento, sempre digo, é – depois das costas das mãos – o primeiro socorro no enxugamento das lágrimas. Chega antes do tempo, que, não horas mais impróprias, parece fazer de propósito a desfeita de passar devagar. O vento é companheiro de todos por onde cisma de soprar. Diferente do sol, de quem se pode fugir debaixo de uma marquise ou de uma sombrinha e que desaparece como se fosse dormir, o vento quando chega, é quase sempre bem-vindo, ao menos nessas terras de calor e sudorese. O vento seca suores.

O tempo tem o seu próprio tempo e por ser muito antigo, sabe bem das coisas. Viu tudo e todos que a terra já comeu e que, com o tempo, comerá. Chega no tempo certo, sempre na hora certa. Quando exatas e felizes, coincidências; quando tristes, fatalidades. O tempo assiste ao vento fazer e desfazer montanhas.

Não tente com muito afinco aparar o vento. Vire-se de banda e deixe-o passar raspando, ou ele carrega tudo, guarda-sóis, chapéus, saias, e se estiver realmente como vontade, telhados e casas. Dizem que até vacas já foram carregadas pelo vento.

Não tente com muito afinco parar o tempo. Dê de ombros e deixe-o passar macio, ou ele carrega tudo, a beleza de envelhecer, a felicidade, a dignidade, e se não for bem-aproveitado, as lembranças, os amigos. Fala-se muito de amores extintos pelo tempo.


(Coletânea Antônio Maria de Crônicas/Xico Sá... [et al]. Recife: Fundação de Cultura Cidade do Recife, 2010 – Vol.1)

Os dois últimos parágrafos do texto ilustram um paralelismo sintático. Todas as explicações fornecidas a seguir confirmam esse recurso, com uma única EXCEÇÃO. Indique-a:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2024 - UEPB - Nutricionista |
Q2629143 Português

Leia o texto e, em seguida, responda às questões 1, 2 e 3


Do tempo e do vento


(Por Ana Quitéria Homero Fonseca)


Coisas inerentes à existência do ser vivente são o tempo e o vento. Além de nome de obra literária e minissérie de TV, são realmente inspiradoras e, talvez por isso mesmo, batizaram criações humanas. Os seres viventes apreciam o vento. E o tempo é o melhor remédio para tudo, já diz o clichê. Os clichês nascem das verdades atávicas. Se não fossem verdades resistentes ao tempo, não seriam repetidos à exaustão e não seriam clichês. Clichês se fazem com o tempo.

O vento, sempre digo, é – depois das costas das mãos – o primeiro socorro no enxugamento das lágrimas. Chega antes do tempo, que, não horas mais impróprias, parece fazer de propósito a desfeita de passar devagar. O vento é companheiro de todos por onde cisma de soprar. Diferente do sol, de quem se pode fugir debaixo de uma marquise ou de uma sombrinha e que desaparece como se fosse dormir, o vento quando chega, é quase sempre bem-vindo, ao menos nessas terras de calor e sudorese. O vento seca suores.

O tempo tem o seu próprio tempo e por ser muito antigo, sabe bem das coisas. Viu tudo e todos que a terra já comeu e que, com o tempo, comerá. Chega no tempo certo, sempre na hora certa. Quando exatas e felizes, coincidências; quando tristes, fatalidades. O tempo assiste ao vento fazer e desfazer montanhas.

Não tente com muito afinco aparar o vento. Vire-se de banda e deixe-o passar raspando, ou ele carrega tudo, guarda-sóis, chapéus, saias, e se estiver realmente como vontade, telhados e casas. Dizem que até vacas já foram carregadas pelo vento.

Não tente com muito afinco parar o tempo. Dê de ombros e deixe-o passar macio, ou ele carrega tudo, a beleza de envelhecer, a felicidade, a dignidade, e se não for bem-aproveitado, as lembranças, os amigos. Fala-se muito de amores extintos pelo tempo.


(Coletânea Antônio Maria de Crônicas/Xico Sá... [et al]. Recife: Fundação de Cultura Cidade do Recife, 2010 – Vol.1)

Analise as afirmações a seguir concernentes à configuração macroestrutural do texto.


I- O texto expõe a percepção da autora a respeito de dois elementos considerados essenciais à existência humana, sem que haja a intenção de persuadir o leitor a aderir ao seu ponto de vista.

II- Por meio do paralelo entre os dois elementos que são parte da vida das pessoas, a autora busca mostrar que o vento é mais importante que o tempo, por sua utilidade e “por ser companheiro de todos por onde cisma de soprar”.

III- O texto caracteriza-se como crônica literária por atender aos requisitos do gênero: linguagem denotativa e presença de estruturas rebuscadas e complexas, em obediência à norma padrão.


É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q2629119 Português

Mesmo que o verbo acreditar esteja por um fio, é o que nos resta

Por Martha Medeiros


  1. Foi em um remoto 24 de dezembro. "Venham, vamos dar uma volta pelo quarteirão para
  2. ver se o Papai Noel está pelas redondezas". Que ideia. Vá que o Papai Noel passe aqui em casa
  3. bem na hora que estivermos na rua, pensei, mas não tive coragem de enfrentar o pai. Era uma
  4. fedelha de seis anos, sem direito a voto: lá fomos eu e meu irmão em busca do velhinho perdido.
  5. Caminhava pela rua aflita, girando a cabeça de um lado para o outro, até que tive certeza
  6. de ter visto, de relan...e, um pedaço de calça vermelha e bota preta dobrando a esquina. Será?
  7. Corremos. Não, não havia ninguém. Está bem, vamos voltar, disse o pai.
  8. Assim que chegamos em casa, adivinhe: "Ele acabou de sair daqui", anunciou a mãe. Era
  9. muito sadismo com dois inocentes. "Perguntou por vocês e até tomou um copo d'água, mas não
  10. ______ esperar". Corri para a cozinha. ______ mesmo um copo com restinho de água dentro
  11. da pia. Segurei-o como se fosse o Santo Graal, mas logo saí do tran...e, lembrei dos presentes
  12. fechados embaixo da árvore.
  13. Prometi para mim mesma que no próximo Natal eu não arredaria pé da sala, mas o ano
  14. sempre custava a passar e, até lá, o pai teria outra ideia fantástica para nos tirar de casa,
  15. enquanto a mãe retiraria os pacotes de dentro do armário e sujaria outro copo, a fim de nos
  16. iludir por mais um tempo.
  17. Eu adorava Natal. A frustração de nunca ter visto Papai Noel não atrapalhou em nada. Me
  18. bastava acreditar.
  19. Hoje em dia, passo os Natais na casa do sogro do meu irmão. Lá se reúnem nossas
  20. famílias, constituídas por idosos, vários maduros entre 40 e 60 anos, dois adolescentes e uma
  21. única criança, o Rodrigo, que ainda acredita em Papai Noel, e é fácil entender porquê: todos os
  22. anos, meu irmão, bem no meio da noite feliz, dá uma saída, com a desculpa de buscar algo na
  23. garagem ou comprar uma bobagem que faltou para a ceia, e retorna caracterizado como o Papai
  24. Noel mais lapônico do planeta, a gente jura que as renas estão estacionadas na praça em frente
  25. (meu irmão não é gordo, nem tem uma longa barba branca, o que ele tem é um figurino de
  26. musical da Broadway e uma performan...e que o teatro está perdendo).
  27. Rodrigo, se você já for um leitor de crônicas, a tia está brincando, viu?
  28. A realidade não se comove com fantasias infantis, mas mesmo que o verbo acreditar esteja
  29. por um fio, é o que nos resta, e agora a tia não está mais brincando. Acreditar que nossa
  30. negligência com florestas, mares e rios poderá ser revertida. Que os insanos que promovem
  31. guerras terão um instante de sensatez e humanidade, cancelando o inferno. E que somos capazes
  32. de abreviar a brutalidade cotidiana, sendo mais gentis e razoáveis uns com os outros, ou adeus,
  33. futuro luminoso. Então, mantenhamos a ilusão piscando.

(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que poderia substituir, sem alterar significativamente o sentido do texto, a palavra “sensatez” (l. 31).

Alternativas
Q2629118 Português

Mesmo que o verbo acreditar esteja por um fio, é o que nos resta

Por Martha Medeiros


  1. Foi em um remoto 24 de dezembro. "Venham, vamos dar uma volta pelo quarteirão para
  2. ver se o Papai Noel está pelas redondezas". Que ideia. Vá que o Papai Noel passe aqui em casa
  3. bem na hora que estivermos na rua, pensei, mas não tive coragem de enfrentar o pai. Era uma
  4. fedelha de seis anos, sem direito a voto: lá fomos eu e meu irmão em busca do velhinho perdido.
  5. Caminhava pela rua aflita, girando a cabeça de um lado para o outro, até que tive certeza
  6. de ter visto, de relan...e, um pedaço de calça vermelha e bota preta dobrando a esquina. Será?
  7. Corremos. Não, não havia ninguém. Está bem, vamos voltar, disse o pai.
  8. Assim que chegamos em casa, adivinhe: "Ele acabou de sair daqui", anunciou a mãe. Era
  9. muito sadismo com dois inocentes. "Perguntou por vocês e até tomou um copo d'água, mas não
  10. ______ esperar". Corri para a cozinha. ______ mesmo um copo com restinho de água dentro
  11. da pia. Segurei-o como se fosse o Santo Graal, mas logo saí do tran...e, lembrei dos presentes
  12. fechados embaixo da árvore.
  13. Prometi para mim mesma que no próximo Natal eu não arredaria pé da sala, mas o ano
  14. sempre custava a passar e, até lá, o pai teria outra ideia fantástica para nos tirar de casa,
  15. enquanto a mãe retiraria os pacotes de dentro do armário e sujaria outro copo, a fim de nos
  16. iludir por mais um tempo.
  17. Eu adorava Natal. A frustração de nunca ter visto Papai Noel não atrapalhou em nada. Me
  18. bastava acreditar.
  19. Hoje em dia, passo os Natais na casa do sogro do meu irmão. Lá se reúnem nossas
  20. famílias, constituídas por idosos, vários maduros entre 40 e 60 anos, dois adolescentes e uma
  21. única criança, o Rodrigo, que ainda acredita em Papai Noel, e é fácil entender porquê: todos os
  22. anos, meu irmão, bem no meio da noite feliz, dá uma saída, com a desculpa de buscar algo na
  23. garagem ou comprar uma bobagem que faltou para a ceia, e retorna caracterizado como o Papai
  24. Noel mais lapônico do planeta, a gente jura que as renas estão estacionadas na praça em frente
  25. (meu irmão não é gordo, nem tem uma longa barba branca, o que ele tem é um figurino de
  26. musical da Broadway e uma performan...e que o teatro está perdendo).
  27. Rodrigo, se você já for um leitor de crônicas, a tia está brincando, viu?
  28. A realidade não se comove com fantasias infantis, mas mesmo que o verbo acreditar esteja
  29. por um fio, é o que nos resta, e agora a tia não está mais brincando. Acreditar que nossa
  30. negligência com florestas, mares e rios poderá ser revertida. Que os insanos que promovem
  31. guerras terão um instante de sensatez e humanidade, cancelando o inferno. E que somos capazes
  32. de abreviar a brutalidade cotidiana, sendo mais gentis e razoáveis uns com os outros, ou adeus,
  33. futuro luminoso. Então, mantenhamos a ilusão piscando.

(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as duas lacunas tracejadas da linha 10.

Alternativas
Q2628955 Português

Texto para responder às questões de 1 a 9.


Contato de povos da Amazônia com idioma espanhol mudou concepção de cores


Muitos membros da sociedade indígena Tsimane, moradora da Amazônia boliviana, aprenderam o espanhol como segunda língua. Com isso, eles começaram a classificar as cores usando mais palavras, segundo revela uma pesquisa publicada em 31 de outubro na revista Psychological Science.

O estudo conduzido por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, sugere que aprender uma segunda língua pode influenciar nosso idioma materno, aprimorando as descrições que damos às cores que enxergamos na natureza. A população Tsimane que aprendeu espanhol, por exemplo, começou a distinguir cores que não são usadas nos diálogos dos membros monolíngues de sua comunidade.

Gibson destaca que os indígenas bilíngues começaram a usar seus próprios termos da língua Tsimane para começar a dividir o espaço de cores de maneira mais semelhante ao espanhol. Eles adotaram, por exemplo, palavras de seu idioma nativo para descrever azul e verde, em vez de usarem palavras hispânicas para essas duas cores. Além disso, os Tsimanes bilíngues se tornaram mais precisos na descrição do amarelo e vermelho. Os falantes monolíngues tendem a descrever essas cores englobando-as em muitos tons além do que um falante de espanhol ou inglês incluiria.


O “surgimento” do verde e azul


Há alguns anos, em um estudo com mais de 100 línguas, incluindo a língua Tsimane, Gibson e colegas perceberam que os falantes tendem a dividir a parte “quente” do espectro de cores em mais palavras do que as regiões “frias”, que incluem azul e verde. Na língua Tsimane, isso é um pouco diferente. São usadas apenas três palavras de cores, que correspondem a preto, branco e vermelho. Enquanto isso, somente dois termos (“shandyes” e “yushñus”) são aplicados de forma intercambiável para qualquer matiz que se enquadre em azul ou verde.

Como parte do novo estudo, os pesquisadores pediram que indígenas Tsimane realizassem duas tarefas: na primeira, eles mostraram aos participantes 84 fichas de diferentes cores, uma a uma, e perguntaram qual palavra eles usariam para descrever a cor; na segunda, os voluntários viram o conjunto completo de fichas e foram convidados a agrupá-las por palavras de cores. Os indivíduos bilíngues tiveram que fazer as tarefas duas vezes, sendo uma vez em Tsimane e outra em espanhol. Com isso, os pesquisadores descobriram que, ao realizarem a tarefa nesse outro idioma, os indígenas classificavam as fichas coloridas nas palavras de cores tradicionais da língua espanhola.

Já ao fazerem isso em sua língua nativa, os indígenas bilíngues foram muito mais precisos do que os monolíngues: de forma surpreendente, eles começaram a usar palavras separadas para azul e verde, mesmo que sua língua não faça essa distinção. O grupo começou a aplicar exclusivamente “yushñus” para descrever azul e “shandyes” para a cor verde. Embora os pesquisadores tenham observado que as distinções entre azul e verde apareceram apenas nos Tsimane que aprenderam espanhol, eles dizem que é possível que esse uso se espalhe na população monolíngue.

Outra possibilidade, essa mais provável, é que mais pessoas se tornem bilíngues à medida que têm mais contato com as aldeias de fala espanhola próximas.

Os pesquisadores agora esperam estudar se outros conceitos, como referências temporais, podem se espalhar do espanhol para os falantes de Tsimane que se tornam bilíngues. MalikMoraleda espera ver se os resultados poderão ser replicados em outras populações remotas, especificamente no caso dos Gujjar, uma comunidade nômade que vive nas montanhas do Himalaia.


Revista Galileu. (Adaptado).

(https://revistagalileu.globo.com/sociedade/noticia/2023/11/contato-de-povos-da-amazoniacom-idioma-espanhol-mudou-concepcao-de-cores.ghtml)

Considere o excerto: “Como parte do novo estudo, os pesquisadores pediram que indígenas Tsimane realizassem duas tarefas: na primeira, eles mostraram aos participantes 84 fichas de diferentes cores, uma a uma, e perguntaram qual palavra eles usariam para descrever a cor; na segunda, os voluntários viram o conjunto completo de fichas e foram convidados a agrupá-las por palavras de cores.” Nesse contexto, o pronome em posição enclítica se justifica pois:

Alternativas
Q2628954 Português

Texto para responder às questões de 1 a 9.


Contato de povos da Amazônia com idioma espanhol mudou concepção de cores


Muitos membros da sociedade indígena Tsimane, moradora da Amazônia boliviana, aprenderam o espanhol como segunda língua. Com isso, eles começaram a classificar as cores usando mais palavras, segundo revela uma pesquisa publicada em 31 de outubro na revista Psychological Science.

O estudo conduzido por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, sugere que aprender uma segunda língua pode influenciar nosso idioma materno, aprimorando as descrições que damos às cores que enxergamos na natureza. A população Tsimane que aprendeu espanhol, por exemplo, começou a distinguir cores que não são usadas nos diálogos dos membros monolíngues de sua comunidade.

Gibson destaca que os indígenas bilíngues começaram a usar seus próprios termos da língua Tsimane para começar a dividir o espaço de cores de maneira mais semelhante ao espanhol. Eles adotaram, por exemplo, palavras de seu idioma nativo para descrever azul e verde, em vez de usarem palavras hispânicas para essas duas cores. Além disso, os Tsimanes bilíngues se tornaram mais precisos na descrição do amarelo e vermelho. Os falantes monolíngues tendem a descrever essas cores englobando-as em muitos tons além do que um falante de espanhol ou inglês incluiria.


O “surgimento” do verde e azul


Há alguns anos, em um estudo com mais de 100 línguas, incluindo a língua Tsimane, Gibson e colegas perceberam que os falantes tendem a dividir a parte “quente” do espectro de cores em mais palavras do que as regiões “frias”, que incluem azul e verde. Na língua Tsimane, isso é um pouco diferente. São usadas apenas três palavras de cores, que correspondem a preto, branco e vermelho. Enquanto isso, somente dois termos (“shandyes” e “yushñus”) são aplicados de forma intercambiável para qualquer matiz que se enquadre em azul ou verde.

Como parte do novo estudo, os pesquisadores pediram que indígenas Tsimane realizassem duas tarefas: na primeira, eles mostraram aos participantes 84 fichas de diferentes cores, uma a uma, e perguntaram qual palavra eles usariam para descrever a cor; na segunda, os voluntários viram o conjunto completo de fichas e foram convidados a agrupá-las por palavras de cores. Os indivíduos bilíngues tiveram que fazer as tarefas duas vezes, sendo uma vez em Tsimane e outra em espanhol. Com isso, os pesquisadores descobriram que, ao realizarem a tarefa nesse outro idioma, os indígenas classificavam as fichas coloridas nas palavras de cores tradicionais da língua espanhola.

Já ao fazerem isso em sua língua nativa, os indígenas bilíngues foram muito mais precisos do que os monolíngues: de forma surpreendente, eles começaram a usar palavras separadas para azul e verde, mesmo que sua língua não faça essa distinção. O grupo começou a aplicar exclusivamente “yushñus” para descrever azul e “shandyes” para a cor verde. Embora os pesquisadores tenham observado que as distinções entre azul e verde apareceram apenas nos Tsimane que aprenderam espanhol, eles dizem que é possível que esse uso se espalhe na população monolíngue.

Outra possibilidade, essa mais provável, é que mais pessoas se tornem bilíngues à medida que têm mais contato com as aldeias de fala espanhola próximas.

Os pesquisadores agora esperam estudar se outros conceitos, como referências temporais, podem se espalhar do espanhol para os falantes de Tsimane que se tornam bilíngues. MalikMoraleda espera ver se os resultados poderão ser replicados em outras populações remotas, especificamente no caso dos Gujjar, uma comunidade nômade que vive nas montanhas do Himalaia.


Revista Galileu. (Adaptado).

(https://revistagalileu.globo.com/sociedade/noticia/2023/11/contato-de-povos-da-amazoniacom-idioma-espanhol-mudou-concepcao-de-cores.ghtml)

No excerto “Os falantes monolíngues tendem a descrever essas cores englobando-as em muitos tons além do que um falante de espanhol ou inglês incluiria.”, a ação expressa pelo verbo ‘tendem’, em termos de aspecto, é:

Alternativas
Q2628953 Português

Texto para responder às questões de 1 a 9.


Contato de povos da Amazônia com idioma espanhol mudou concepção de cores


Muitos membros da sociedade indígena Tsimane, moradora da Amazônia boliviana, aprenderam o espanhol como segunda língua. Com isso, eles começaram a classificar as cores usando mais palavras, segundo revela uma pesquisa publicada em 31 de outubro na revista Psychological Science.

O estudo conduzido por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, sugere que aprender uma segunda língua pode influenciar nosso idioma materno, aprimorando as descrições que damos às cores que enxergamos na natureza. A população Tsimane que aprendeu espanhol, por exemplo, começou a distinguir cores que não são usadas nos diálogos dos membros monolíngues de sua comunidade.

Gibson destaca que os indígenas bilíngues começaram a usar seus próprios termos da língua Tsimane para começar a dividir o espaço de cores de maneira mais semelhante ao espanhol. Eles adotaram, por exemplo, palavras de seu idioma nativo para descrever azul e verde, em vez de usarem palavras hispânicas para essas duas cores. Além disso, os Tsimanes bilíngues se tornaram mais precisos na descrição do amarelo e vermelho. Os falantes monolíngues tendem a descrever essas cores englobando-as em muitos tons além do que um falante de espanhol ou inglês incluiria.


O “surgimento” do verde e azul


Há alguns anos, em um estudo com mais de 100 línguas, incluindo a língua Tsimane, Gibson e colegas perceberam que os falantes tendem a dividir a parte “quente” do espectro de cores em mais palavras do que as regiões “frias”, que incluem azul e verde. Na língua Tsimane, isso é um pouco diferente. São usadas apenas três palavras de cores, que correspondem a preto, branco e vermelho. Enquanto isso, somente dois termos (“shandyes” e “yushñus”) são aplicados de forma intercambiável para qualquer matiz que se enquadre em azul ou verde.

Como parte do novo estudo, os pesquisadores pediram que indígenas Tsimane realizassem duas tarefas: na primeira, eles mostraram aos participantes 84 fichas de diferentes cores, uma a uma, e perguntaram qual palavra eles usariam para descrever a cor; na segunda, os voluntários viram o conjunto completo de fichas e foram convidados a agrupá-las por palavras de cores. Os indivíduos bilíngues tiveram que fazer as tarefas duas vezes, sendo uma vez em Tsimane e outra em espanhol. Com isso, os pesquisadores descobriram que, ao realizarem a tarefa nesse outro idioma, os indígenas classificavam as fichas coloridas nas palavras de cores tradicionais da língua espanhola.

Já ao fazerem isso em sua língua nativa, os indígenas bilíngues foram muito mais precisos do que os monolíngues: de forma surpreendente, eles começaram a usar palavras separadas para azul e verde, mesmo que sua língua não faça essa distinção. O grupo começou a aplicar exclusivamente “yushñus” para descrever azul e “shandyes” para a cor verde. Embora os pesquisadores tenham observado que as distinções entre azul e verde apareceram apenas nos Tsimane que aprenderam espanhol, eles dizem que é possível que esse uso se espalhe na população monolíngue.

Outra possibilidade, essa mais provável, é que mais pessoas se tornem bilíngues à medida que têm mais contato com as aldeias de fala espanhola próximas.

Os pesquisadores agora esperam estudar se outros conceitos, como referências temporais, podem se espalhar do espanhol para os falantes de Tsimane que se tornam bilíngues. MalikMoraleda espera ver se os resultados poderão ser replicados em outras populações remotas, especificamente no caso dos Gujjar, uma comunidade nômade que vive nas montanhas do Himalaia.


Revista Galileu. (Adaptado).

(https://revistagalileu.globo.com/sociedade/noticia/2023/11/contato-de-povos-da-amazoniacom-idioma-espanhol-mudou-concepcao-de-cores.ghtml)

Considere o excerto: “aprender uma segunda língua pode influenciar nosso idioma materno, aprimorando as descrições que damos às cores que enxergamos na natureza.” No contexto apresentado, é correto afirmar que o acento indicativo de crase:

Alternativas
Q2628952 Português

Texto para responder às questões de 1 a 9.


Contato de povos da Amazônia com idioma espanhol mudou concepção de cores


Muitos membros da sociedade indígena Tsimane, moradora da Amazônia boliviana, aprenderam o espanhol como segunda língua. Com isso, eles começaram a classificar as cores usando mais palavras, segundo revela uma pesquisa publicada em 31 de outubro na revista Psychological Science.

O estudo conduzido por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, sugere que aprender uma segunda língua pode influenciar nosso idioma materno, aprimorando as descrições que damos às cores que enxergamos na natureza. A população Tsimane que aprendeu espanhol, por exemplo, começou a distinguir cores que não são usadas nos diálogos dos membros monolíngues de sua comunidade.

Gibson destaca que os indígenas bilíngues começaram a usar seus próprios termos da língua Tsimane para começar a dividir o espaço de cores de maneira mais semelhante ao espanhol. Eles adotaram, por exemplo, palavras de seu idioma nativo para descrever azul e verde, em vez de usarem palavras hispânicas para essas duas cores. Além disso, os Tsimanes bilíngues se tornaram mais precisos na descrição do amarelo e vermelho. Os falantes monolíngues tendem a descrever essas cores englobando-as em muitos tons além do que um falante de espanhol ou inglês incluiria.


O “surgimento” do verde e azul


Há alguns anos, em um estudo com mais de 100 línguas, incluindo a língua Tsimane, Gibson e colegas perceberam que os falantes tendem a dividir a parte “quente” do espectro de cores em mais palavras do que as regiões “frias”, que incluem azul e verde. Na língua Tsimane, isso é um pouco diferente. São usadas apenas três palavras de cores, que correspondem a preto, branco e vermelho. Enquanto isso, somente dois termos (“shandyes” e “yushñus”) são aplicados de forma intercambiável para qualquer matiz que se enquadre em azul ou verde.

Como parte do novo estudo, os pesquisadores pediram que indígenas Tsimane realizassem duas tarefas: na primeira, eles mostraram aos participantes 84 fichas de diferentes cores, uma a uma, e perguntaram qual palavra eles usariam para descrever a cor; na segunda, os voluntários viram o conjunto completo de fichas e foram convidados a agrupá-las por palavras de cores. Os indivíduos bilíngues tiveram que fazer as tarefas duas vezes, sendo uma vez em Tsimane e outra em espanhol. Com isso, os pesquisadores descobriram que, ao realizarem a tarefa nesse outro idioma, os indígenas classificavam as fichas coloridas nas palavras de cores tradicionais da língua espanhola.

Já ao fazerem isso em sua língua nativa, os indígenas bilíngues foram muito mais precisos do que os monolíngues: de forma surpreendente, eles começaram a usar palavras separadas para azul e verde, mesmo que sua língua não faça essa distinção. O grupo começou a aplicar exclusivamente “yushñus” para descrever azul e “shandyes” para a cor verde. Embora os pesquisadores tenham observado que as distinções entre azul e verde apareceram apenas nos Tsimane que aprenderam espanhol, eles dizem que é possível que esse uso se espalhe na população monolíngue.

Outra possibilidade, essa mais provável, é que mais pessoas se tornem bilíngues à medida que têm mais contato com as aldeias de fala espanhola próximas.

Os pesquisadores agora esperam estudar se outros conceitos, como referências temporais, podem se espalhar do espanhol para os falantes de Tsimane que se tornam bilíngues. MalikMoraleda espera ver se os resultados poderão ser replicados em outras populações remotas, especificamente no caso dos Gujjar, uma comunidade nômade que vive nas montanhas do Himalaia.


Revista Galileu. (Adaptado).

(https://revistagalileu.globo.com/sociedade/noticia/2023/11/contato-de-povos-da-amazoniacom-idioma-espanhol-mudou-concepcao-de-cores.ghtml)

Assinale a alternativa em que o excerto “Os indivíduos bilíngues tiveram que fazer as tarefas duas vezes, sendo uma vez em Tsimane e outra em espanhol.” é reescrito correta e completamente na voz passiva.

Alternativas
Q2628951 Português

Texto para responder às questões de 1 a 9.


Contato de povos da Amazônia com idioma espanhol mudou concepção de cores


Muitos membros da sociedade indígena Tsimane, moradora da Amazônia boliviana, aprenderam o espanhol como segunda língua. Com isso, eles começaram a classificar as cores usando mais palavras, segundo revela uma pesquisa publicada em 31 de outubro na revista Psychological Science.

O estudo conduzido por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, sugere que aprender uma segunda língua pode influenciar nosso idioma materno, aprimorando as descrições que damos às cores que enxergamos na natureza. A população Tsimane que aprendeu espanhol, por exemplo, começou a distinguir cores que não são usadas nos diálogos dos membros monolíngues de sua comunidade.

Gibson destaca que os indígenas bilíngues começaram a usar seus próprios termos da língua Tsimane para começar a dividir o espaço de cores de maneira mais semelhante ao espanhol. Eles adotaram, por exemplo, palavras de seu idioma nativo para descrever azul e verde, em vez de usarem palavras hispânicas para essas duas cores. Além disso, os Tsimanes bilíngues se tornaram mais precisos na descrição do amarelo e vermelho. Os falantes monolíngues tendem a descrever essas cores englobando-as em muitos tons além do que um falante de espanhol ou inglês incluiria.


O “surgimento” do verde e azul


Há alguns anos, em um estudo com mais de 100 línguas, incluindo a língua Tsimane, Gibson e colegas perceberam que os falantes tendem a dividir a parte “quente” do espectro de cores em mais palavras do que as regiões “frias”, que incluem azul e verde. Na língua Tsimane, isso é um pouco diferente. São usadas apenas três palavras de cores, que correspondem a preto, branco e vermelho. Enquanto isso, somente dois termos (“shandyes” e “yushñus”) são aplicados de forma intercambiável para qualquer matiz que se enquadre em azul ou verde.

Como parte do novo estudo, os pesquisadores pediram que indígenas Tsimane realizassem duas tarefas: na primeira, eles mostraram aos participantes 84 fichas de diferentes cores, uma a uma, e perguntaram qual palavra eles usariam para descrever a cor; na segunda, os voluntários viram o conjunto completo de fichas e foram convidados a agrupá-las por palavras de cores. Os indivíduos bilíngues tiveram que fazer as tarefas duas vezes, sendo uma vez em Tsimane e outra em espanhol. Com isso, os pesquisadores descobriram que, ao realizarem a tarefa nesse outro idioma, os indígenas classificavam as fichas coloridas nas palavras de cores tradicionais da língua espanhola.

Já ao fazerem isso em sua língua nativa, os indígenas bilíngues foram muito mais precisos do que os monolíngues: de forma surpreendente, eles começaram a usar palavras separadas para azul e verde, mesmo que sua língua não faça essa distinção. O grupo começou a aplicar exclusivamente “yushñus” para descrever azul e “shandyes” para a cor verde. Embora os pesquisadores tenham observado que as distinções entre azul e verde apareceram apenas nos Tsimane que aprenderam espanhol, eles dizem que é possível que esse uso se espalhe na população monolíngue.

Outra possibilidade, essa mais provável, é que mais pessoas se tornem bilíngues à medida que têm mais contato com as aldeias de fala espanhola próximas.

Os pesquisadores agora esperam estudar se outros conceitos, como referências temporais, podem se espalhar do espanhol para os falantes de Tsimane que se tornam bilíngues. MalikMoraleda espera ver se os resultados poderão ser replicados em outras populações remotas, especificamente no caso dos Gujjar, uma comunidade nômade que vive nas montanhas do Himalaia.


Revista Galileu. (Adaptado).

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Considere o excerto: “Eles adotaram, por exemplo, palavras de seu idioma nativo para descrever azul e verde, em vez de usarem palavras hispânicas para essas duas cores.” No contexto apresentado, os pronomes “eles”, “seu” e “essas” são, respectivamente, dos tipos:

Alternativas
Q2628950 Português

Texto para responder às questões de 1 a 9.


Contato de povos da Amazônia com idioma espanhol mudou concepção de cores


Muitos membros da sociedade indígena Tsimane, moradora da Amazônia boliviana, aprenderam o espanhol como segunda língua. Com isso, eles começaram a classificar as cores usando mais palavras, segundo revela uma pesquisa publicada em 31 de outubro na revista Psychological Science.

O estudo conduzido por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, sugere que aprender uma segunda língua pode influenciar nosso idioma materno, aprimorando as descrições que damos às cores que enxergamos na natureza. A população Tsimane que aprendeu espanhol, por exemplo, começou a distinguir cores que não são usadas nos diálogos dos membros monolíngues de sua comunidade.

Gibson destaca que os indígenas bilíngues começaram a usar seus próprios termos da língua Tsimane para começar a dividir o espaço de cores de maneira mais semelhante ao espanhol. Eles adotaram, por exemplo, palavras de seu idioma nativo para descrever azul e verde, em vez de usarem palavras hispânicas para essas duas cores. Além disso, os Tsimanes bilíngues se tornaram mais precisos na descrição do amarelo e vermelho. Os falantes monolíngues tendem a descrever essas cores englobando-as em muitos tons além do que um falante de espanhol ou inglês incluiria.


O “surgimento” do verde e azul


Há alguns anos, em um estudo com mais de 100 línguas, incluindo a língua Tsimane, Gibson e colegas perceberam que os falantes tendem a dividir a parte “quente” do espectro de cores em mais palavras do que as regiões “frias”, que incluem azul e verde. Na língua Tsimane, isso é um pouco diferente. São usadas apenas três palavras de cores, que correspondem a preto, branco e vermelho. Enquanto isso, somente dois termos (“shandyes” e “yushñus”) são aplicados de forma intercambiável para qualquer matiz que se enquadre em azul ou verde.

Como parte do novo estudo, os pesquisadores pediram que indígenas Tsimane realizassem duas tarefas: na primeira, eles mostraram aos participantes 84 fichas de diferentes cores, uma a uma, e perguntaram qual palavra eles usariam para descrever a cor; na segunda, os voluntários viram o conjunto completo de fichas e foram convidados a agrupá-las por palavras de cores. Os indivíduos bilíngues tiveram que fazer as tarefas duas vezes, sendo uma vez em Tsimane e outra em espanhol. Com isso, os pesquisadores descobriram que, ao realizarem a tarefa nesse outro idioma, os indígenas classificavam as fichas coloridas nas palavras de cores tradicionais da língua espanhola.

Já ao fazerem isso em sua língua nativa, os indígenas bilíngues foram muito mais precisos do que os monolíngues: de forma surpreendente, eles começaram a usar palavras separadas para azul e verde, mesmo que sua língua não faça essa distinção. O grupo começou a aplicar exclusivamente “yushñus” para descrever azul e “shandyes” para a cor verde. Embora os pesquisadores tenham observado que as distinções entre azul e verde apareceram apenas nos Tsimane que aprenderam espanhol, eles dizem que é possível que esse uso se espalhe na população monolíngue.

Outra possibilidade, essa mais provável, é que mais pessoas se tornem bilíngues à medida que têm mais contato com as aldeias de fala espanhola próximas.

Os pesquisadores agora esperam estudar se outros conceitos, como referências temporais, podem se espalhar do espanhol para os falantes de Tsimane que se tornam bilíngues. MalikMoraleda espera ver se os resultados poderão ser replicados em outras populações remotas, especificamente no caso dos Gujjar, uma comunidade nômade que vive nas montanhas do Himalaia.


Revista Galileu. (Adaptado).

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Assinale a alternativa que apresenta o excerto em que a palavra ‘se’ é empregada como conjunção integrante.

Alternativas
Q2628949 Português

Texto para responder às questões de 1 a 9.


Contato de povos da Amazônia com idioma espanhol mudou concepção de cores


Muitos membros da sociedade indígena Tsimane, moradora da Amazônia boliviana, aprenderam o espanhol como segunda língua. Com isso, eles começaram a classificar as cores usando mais palavras, segundo revela uma pesquisa publicada em 31 de outubro na revista Psychological Science.

O estudo conduzido por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, sugere que aprender uma segunda língua pode influenciar nosso idioma materno, aprimorando as descrições que damos às cores que enxergamos na natureza. A população Tsimane que aprendeu espanhol, por exemplo, começou a distinguir cores que não são usadas nos diálogos dos membros monolíngues de sua comunidade.

Gibson destaca que os indígenas bilíngues começaram a usar seus próprios termos da língua Tsimane para começar a dividir o espaço de cores de maneira mais semelhante ao espanhol. Eles adotaram, por exemplo, palavras de seu idioma nativo para descrever azul e verde, em vez de usarem palavras hispânicas para essas duas cores. Além disso, os Tsimanes bilíngues se tornaram mais precisos na descrição do amarelo e vermelho. Os falantes monolíngues tendem a descrever essas cores englobando-as em muitos tons além do que um falante de espanhol ou inglês incluiria.


O “surgimento” do verde e azul


Há alguns anos, em um estudo com mais de 100 línguas, incluindo a língua Tsimane, Gibson e colegas perceberam que os falantes tendem a dividir a parte “quente” do espectro de cores em mais palavras do que as regiões “frias”, que incluem azul e verde. Na língua Tsimane, isso é um pouco diferente. São usadas apenas três palavras de cores, que correspondem a preto, branco e vermelho. Enquanto isso, somente dois termos (“shandyes” e “yushñus”) são aplicados de forma intercambiável para qualquer matiz que se enquadre em azul ou verde.

Como parte do novo estudo, os pesquisadores pediram que indígenas Tsimane realizassem duas tarefas: na primeira, eles mostraram aos participantes 84 fichas de diferentes cores, uma a uma, e perguntaram qual palavra eles usariam para descrever a cor; na segunda, os voluntários viram o conjunto completo de fichas e foram convidados a agrupá-las por palavras de cores. Os indivíduos bilíngues tiveram que fazer as tarefas duas vezes, sendo uma vez em Tsimane e outra em espanhol. Com isso, os pesquisadores descobriram que, ao realizarem a tarefa nesse outro idioma, os indígenas classificavam as fichas coloridas nas palavras de cores tradicionais da língua espanhola.

Já ao fazerem isso em sua língua nativa, os indígenas bilíngues foram muito mais precisos do que os monolíngues: de forma surpreendente, eles começaram a usar palavras separadas para azul e verde, mesmo que sua língua não faça essa distinção. O grupo começou a aplicar exclusivamente “yushñus” para descrever azul e “shandyes” para a cor verde. Embora os pesquisadores tenham observado que as distinções entre azul e verde apareceram apenas nos Tsimane que aprenderam espanhol, eles dizem que é possível que esse uso se espalhe na população monolíngue.

Outra possibilidade, essa mais provável, é que mais pessoas se tornem bilíngues à medida que têm mais contato com as aldeias de fala espanhola próximas.

Os pesquisadores agora esperam estudar se outros conceitos, como referências temporais, podem se espalhar do espanhol para os falantes de Tsimane que se tornam bilíngues. MalikMoraleda espera ver se os resultados poderão ser replicados em outras populações remotas, especificamente no caso dos Gujjar, uma comunidade nômade que vive nas montanhas do Himalaia.


Revista Galileu. (Adaptado).

(https://revistagalileu.globo.com/sociedade/noticia/2023/11/contato-de-povos-da-amazoniacom-idioma-espanhol-mudou-concepcao-de-cores.ghtml)

Considere o excerto: “Já ao fazerem isso em sua língua nativa, os indígenas bilíngues foram muito mais precisos do que os monolíngues (...) O grupo começou a aplicar exclusivamente “yushñus” para descrever azul e “shandyes” para a cor verde.” O emprego da expressão ‘o grupo’ é uma estratégia de coesão:

Alternativas
Q2628948 Português

Texto para responder às questões de 1 a 9.


Contato de povos da Amazônia com idioma espanhol mudou concepção de cores


Muitos membros da sociedade indígena Tsimane, moradora da Amazônia boliviana, aprenderam o espanhol como segunda língua. Com isso, eles começaram a classificar as cores usando mais palavras, segundo revela uma pesquisa publicada em 31 de outubro na revista Psychological Science.

O estudo conduzido por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, sugere que aprender uma segunda língua pode influenciar nosso idioma materno, aprimorando as descrições que damos às cores que enxergamos na natureza. A população Tsimane que aprendeu espanhol, por exemplo, começou a distinguir cores que não são usadas nos diálogos dos membros monolíngues de sua comunidade.

Gibson destaca que os indígenas bilíngues começaram a usar seus próprios termos da língua Tsimane para começar a dividir o espaço de cores de maneira mais semelhante ao espanhol. Eles adotaram, por exemplo, palavras de seu idioma nativo para descrever azul e verde, em vez de usarem palavras hispânicas para essas duas cores. Além disso, os Tsimanes bilíngues se tornaram mais precisos na descrição do amarelo e vermelho. Os falantes monolíngues tendem a descrever essas cores englobando-as em muitos tons além do que um falante de espanhol ou inglês incluiria.


O “surgimento” do verde e azul


Há alguns anos, em um estudo com mais de 100 línguas, incluindo a língua Tsimane, Gibson e colegas perceberam que os falantes tendem a dividir a parte “quente” do espectro de cores em mais palavras do que as regiões “frias”, que incluem azul e verde. Na língua Tsimane, isso é um pouco diferente. São usadas apenas três palavras de cores, que correspondem a preto, branco e vermelho. Enquanto isso, somente dois termos (“shandyes” e “yushñus”) são aplicados de forma intercambiável para qualquer matiz que se enquadre em azul ou verde.

Como parte do novo estudo, os pesquisadores pediram que indígenas Tsimane realizassem duas tarefas: na primeira, eles mostraram aos participantes 84 fichas de diferentes cores, uma a uma, e perguntaram qual palavra eles usariam para descrever a cor; na segunda, os voluntários viram o conjunto completo de fichas e foram convidados a agrupá-las por palavras de cores. Os indivíduos bilíngues tiveram que fazer as tarefas duas vezes, sendo uma vez em Tsimane e outra em espanhol. Com isso, os pesquisadores descobriram que, ao realizarem a tarefa nesse outro idioma, os indígenas classificavam as fichas coloridas nas palavras de cores tradicionais da língua espanhola.

Já ao fazerem isso em sua língua nativa, os indígenas bilíngues foram muito mais precisos do que os monolíngues: de forma surpreendente, eles começaram a usar palavras separadas para azul e verde, mesmo que sua língua não faça essa distinção. O grupo começou a aplicar exclusivamente “yushñus” para descrever azul e “shandyes” para a cor verde. Embora os pesquisadores tenham observado que as distinções entre azul e verde apareceram apenas nos Tsimane que aprenderam espanhol, eles dizem que é possível que esse uso se espalhe na população monolíngue.

Outra possibilidade, essa mais provável, é que mais pessoas se tornem bilíngues à medida que têm mais contato com as aldeias de fala espanhola próximas.

Os pesquisadores agora esperam estudar se outros conceitos, como referências temporais, podem se espalhar do espanhol para os falantes de Tsimane que se tornam bilíngues. MalikMoraleda espera ver se os resultados poderão ser replicados em outras populações remotas, especificamente no caso dos Gujjar, uma comunidade nômade que vive nas montanhas do Himalaia.


Revista Galileu. (Adaptado).

(https://revistagalileu.globo.com/sociedade/noticia/2023/11/contato-de-povos-da-amazoniacom-idioma-espanhol-mudou-concepcao-de-cores.ghtml)

No excerto “Outra possibilidade, essa mais provável, é que mais pessoas se tornem bilíngues à medida que têm mais contato com as aldeias de fala espanhola próximas.”, a noção de proporcionalidade é veiculada por:

Alternativas
Q2628947 Português

Texto para responder às questões de 1 a 9.


Contato de povos da Amazônia com idioma espanhol mudou concepção de cores


Muitos membros da sociedade indígena Tsimane, moradora da Amazônia boliviana, aprenderam o espanhol como segunda língua. Com isso, eles começaram a classificar as cores usando mais palavras, segundo revela uma pesquisa publicada em 31 de outubro na revista Psychological Science.

O estudo conduzido por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, sugere que aprender uma segunda língua pode influenciar nosso idioma materno, aprimorando as descrições que damos às cores que enxergamos na natureza. A população Tsimane que aprendeu espanhol, por exemplo, começou a distinguir cores que não são usadas nos diálogos dos membros monolíngues de sua comunidade.

Gibson destaca que os indígenas bilíngues começaram a usar seus próprios termos da língua Tsimane para começar a dividir o espaço de cores de maneira mais semelhante ao espanhol. Eles adotaram, por exemplo, palavras de seu idioma nativo para descrever azul e verde, em vez de usarem palavras hispânicas para essas duas cores. Além disso, os Tsimanes bilíngues se tornaram mais precisos na descrição do amarelo e vermelho. Os falantes monolíngues tendem a descrever essas cores englobando-as em muitos tons além do que um falante de espanhol ou inglês incluiria.


O “surgimento” do verde e azul


Há alguns anos, em um estudo com mais de 100 línguas, incluindo a língua Tsimane, Gibson e colegas perceberam que os falantes tendem a dividir a parte “quente” do espectro de cores em mais palavras do que as regiões “frias”, que incluem azul e verde. Na língua Tsimane, isso é um pouco diferente. São usadas apenas três palavras de cores, que correspondem a preto, branco e vermelho. Enquanto isso, somente dois termos (“shandyes” e “yushñus”) são aplicados de forma intercambiável para qualquer matiz que se enquadre em azul ou verde.

Como parte do novo estudo, os pesquisadores pediram que indígenas Tsimane realizassem duas tarefas: na primeira, eles mostraram aos participantes 84 fichas de diferentes cores, uma a uma, e perguntaram qual palavra eles usariam para descrever a cor; na segunda, os voluntários viram o conjunto completo de fichas e foram convidados a agrupá-las por palavras de cores. Os indivíduos bilíngues tiveram que fazer as tarefas duas vezes, sendo uma vez em Tsimane e outra em espanhol. Com isso, os pesquisadores descobriram que, ao realizarem a tarefa nesse outro idioma, os indígenas classificavam as fichas coloridas nas palavras de cores tradicionais da língua espanhola.

Já ao fazerem isso em sua língua nativa, os indígenas bilíngues foram muito mais precisos do que os monolíngues: de forma surpreendente, eles começaram a usar palavras separadas para azul e verde, mesmo que sua língua não faça essa distinção. O grupo começou a aplicar exclusivamente “yushñus” para descrever azul e “shandyes” para a cor verde. Embora os pesquisadores tenham observado que as distinções entre azul e verde apareceram apenas nos Tsimane que aprenderam espanhol, eles dizem que é possível que esse uso se espalhe na população monolíngue.

Outra possibilidade, essa mais provável, é que mais pessoas se tornem bilíngues à medida que têm mais contato com as aldeias de fala espanhola próximas.

Os pesquisadores agora esperam estudar se outros conceitos, como referências temporais, podem se espalhar do espanhol para os falantes de Tsimane que se tornam bilíngues. MalikMoraleda espera ver se os resultados poderão ser replicados em outras populações remotas, especificamente no caso dos Gujjar, uma comunidade nômade que vive nas montanhas do Himalaia.


Revista Galileu. (Adaptado).

(https://revistagalileu.globo.com/sociedade/noticia/2023/11/contato-de-povos-da-amazoniacom-idioma-espanhol-mudou-concepcao-de-cores.ghtml)

De acordo com o texto, pode-se afirmar que pessoas bilíngues:

Alternativas
Q2628914 Português

Uma carta ao algoritmo

Por Fabrício Carpinejar

01 Algoritmo, já que você vive registrando nossas ações, onde estamos, onde compramos,

02 em que lugar queremos passar as férias, já que conhece as nossas mentiras e os limites de

03 nossos cartões de crédito, nossos arroubos, nossas vontades, nossas tristezas, nossas playlists,

04 nossas canções melancólicas e eufóricas, já que oferece produtos que mal começamos a

05 pesquisar, já que ______ o dom profético de se antecipar aos nossos desejos, já que tolera as

06 nossas neuroses, já que perdoa a nossa ansiedade, já que cronometra o nosso tempo on-line,

07 já que repassa vídeos emocionais pela enésima vez, já que cria ataques de fofura com vídeos de

08 cachorros e gatos, já que traz depoimentos de resiliência quando estamos prestes .... desistir de

09 tentar, eu rogo que use todas as nossas informações a nosso favor, não mais exclusivamente

10 .... seu benefício, por um breve momento de generosidade.

11 Não sei se você ______ pai, ou mãe, ou irmão, alguma ligação afetiva ou consanguínea

12 com os números, mas pense um pouquinho em nós como parte de sua família.

13 Suspenda por um instante sua ambição de estatísticas e nos ajude em nossas realizações.

14 Afinal, está milionário, não precisa de mais nada, pode diminuir o ritmo frenético de seus

15 negócios e faturamento sem correr nenhum risco de empobrecer de repente. Ofereça-nos a

16 tecnologia para encontros afetivos mais rápidos. Não precisamos nos desgastar tanto se você

17 tudo vê, tudo sabe.

18 Portanto, eu peço:

19 — Não deixe nossos amigos continuarem sofrendo por relacionamentos opressivos,

20 sufocantes. De tanto que quebraram a cara no amor, são vitrais. Ponha-os em contato com

21 pessoas que prestam, que possam estabelecer conexões profundas de respeito e admiração.

22 Facilite a intimidade mais do que a atração. Não permita que eles percam a esperança na vida a

23 dois. Não ______ como aconselhá-los depois que se apaixonam pelo perfil errado. Eles não mais

24 nos escutam. Doemos, impotentes, testemunhando que anulam suas identidades para agradar

25 e corresponder .... expectativas insanas da química. Perderão o emprego, a realidade, a razão,

26 o equilíbrio, sustentando a fantasia de quem não os merece.

27 — Afaste de nossa existência virtual os narcisistas. Poupe-nos do trabalho de bloqueá-los

28 após servirmos de cobaias. Já estaremos exaustos e sequelados. Use seu filtro como nosso

29 escudo. Aproxime-nos daqueles que se preocupam com os outros, que ainda postam o pôr de

30 sol ou a lua cheia, que se emocionam com a nudez do mar ou do rio, que ficam na janela,

31 imóveis, olhando a chuva, que recolhem o lixo da rua que não foi jogado por eles, que entendem

32 o valor de uma xícara de café quente e de um cálice de vinho, que passam adiante uma frase de

33 Clarice Lispector ou de Caio Fernando Abreu, que defendem a importância de embrulhar

34 presentes, que esperam ansiosamente o feriado para visitar os pais no interior, que festejam

35 cada móvel que chega em sua casa, que guardam suas moedas num potinho, que organizam o

36 armário inteiro quando adquirem uma peça nova, que dormem agradecendo e acordam rezando

37 por um mundo melhor.

38 — Cuide de nossa saúde mental porque um dia podemos nos cansar de você.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/01/uma-carta-aoalgoritmo-clr6p50dz003201475yj7tmnw.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Tendo em vista o fragmento adaptado “Perderão o emprego, a realidade, a razão, o equilíbrio”, analise as asserções a seguir:


I. O verbo “Perderão” é classificado como verbo transitivo indireto.


PORQUE


II. Tem complementos verbais que iniciam sem preposição.


A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Respostas
84301: E
84302: A
84303: B
84304: C
84305: B
84306: E
84307: E
84308: C
84309: D
84310: B
84311: C
84312: E
84313: B
84314: A
84315: C
84316: E
84317: E
84318: A
84319: B
84320: D