Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3942406 Português

Leia o Texto 5 para responder à questão.



Texto 5


 Modinhas imperiais: um mistifório pandêmico


Sandor Buys


Pandemia foi a palavra – tão em voga hoje em dia – que Mário de Andrade usou para falar da distribuição ampla e febril da modinha no Brasil imperial. Antes de apressadamente corrigir o pesquisador pelo uso desta palavra, visto que pandemia tem caráter global e, portanto, epidemia seria mais correto, prefiro imaginar que o autor usou conscientemente a palavra e queria ressaltar para os leitores que via o Brasil cultural como um vasto mundo.


Já para caracterizar a heterogeneidade da modinha, Mário escolheu a pouco usada palavra mistifório. Um “mistifório de elementos desconexos”, mas que tinha por unidade a doçura. Um sentimentalismo açucarado demais e já obsoleto quando aquele ramalhete de modinhas imperiais foi publicado. No prefácio, Mário de Andrade apresenta o primeiro estudo musicológico deste gênero musical.


Aprender sobre modinhas com Mário de Andrade é poético. Seguir nestes estudos com Mozart de Araújo é continuar com poesia. Muito me atraem os discos gravados no Brasil nas duas primeiras décadas do século XX, onde está fossilizado em gravações o sentimentalismo do século anterior, que, com florescimento de um Brasil republicano e em processo de modernização, vai se desfazendo como açúcar na água. Mas que ainda se deixa notar no tempero doce e lírico da canção brasileira do século XXI.


Mas o assunto não tem fim e é preciso fazer um corte abrupto, pois não são de bom tom os textos longos nestas redes sociais. Então vou apenas citar duas frases para finalizar. Primeira Frase: Mário de Andrade falando sobre a transformação da palavra “moda” em “modinha”: “É geito [sic] luso-brasileiro acarinhar tudo com diminutivos. Frase derradeira: Mário de Andrade falando sobre seu prefácio das Modinhas Imperiais para Mozart Araújo: “Leia com… atenção… há nas entrelinhas muita interrogação que só um acaso ou algum arquivo ou algum baú velho poderão desvendar ou esclarecer… há um silêncio de três séculos na nossa história musical”.


Disponível em: https://sandorbuys.wordpress.com/2020/07/14/modinhas-

imperiais-um-mistiforio-pandemico/. Acesso em: 8 jan. 2026. [Adaptado]. 

No primeiro parágrafo, ao comentar o uso da palavra “pandemia” por Mário de Andrade, o autor do texto
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Q3942405 Português

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Texto 


A literatura, que é a arte casada com o pensamento e a realização sem a mácula da realidade, parece-me ser o fim para que deveria tender todo o esforço humano, se fosse verdadeiramente humano, e não uma superfluidade do animal. Creio que dizer uma coisa é conservar-lhe a virtude e tirar-lhe o terror. Os campos são mais verdes no dizer-se do que no seu verdor. As flores, se forem descritas com frases que as definam no ar da imaginação, terão cores de uma permanência que a vida celular não permite. Mover-se é viver, dizer-se é sobreviver. Não há nada de real na vida que o não seja porque se descreveu bem. Os críticos da casa pequena soem apontar que tal poema, longamente ritmado, não quer, afinal, dizer senão que o dia está bom. Mas dizer que o dia está bom é difícil, e o dia bom, ele mesmo, passa. Temos pois que conservar o dia bom numa memória florida e prolixa, e assim constelar de novas flores ou de novos astros os campos ou os céus da exterioridade vazia e passageira. Tudo é o que somos, e tudo será, para os que nos seguirem na diversidade do tempo, conforme nós intensamente o houvermos imaginado, isto é, o houvermos, com a imaginação metida no corpo, verdadeiramente sido. Não creio que a história seja mais, no seu grande panorama desbotado, que um decurso de interpretações, um consenso confuso de testemunhos distraídos. O romancista é todos nós, e narramos quando vemos, porque ver é complexo como tudo. Tenho neste momento tantos pensamentos fundamentais, tantas coisas verdadeiramente metafísicas que dizer, que me canso de repente, e decido não escrever mais, não pensar mais, mas deixar que a febre de dizer me dê sono, e eu faça festas com os olhos fechados, como a um gato, a tudo quanto poderia ter dito.


PESSOA, Fernando. Livro do desassossego: composto por Bernardo Soares,

ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. 2. ed. São Paulo:

Editora Brasiliense, 2003., p. 40

Considere o seguinte trecho: “A literatura, que é a arte casada com o pensamento e a realização sem a mácula da realidade, parece-me ser o fim para que deveria tender todo o esforço humano.” Do ponto de vista da revisão textual voltada exclusivamente à clareza sintática, no trecho apresentado, sem alteração de sentido nem descaracterização do estilo literário do autor, a intervenção adequada é
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Q3942404 Português

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Texto 


A literatura, que é a arte casada com o pensamento e a realização sem a mácula da realidade, parece-me ser o fim para que deveria tender todo o esforço humano, se fosse verdadeiramente humano, e não uma superfluidade do animal. Creio que dizer uma coisa é conservar-lhe a virtude e tirar-lhe o terror. Os campos são mais verdes no dizer-se do que no seu verdor. As flores, se forem descritas com frases que as definam no ar da imaginação, terão cores de uma permanência que a vida celular não permite. Mover-se é viver, dizer-se é sobreviver. Não há nada de real na vida que o não seja porque se descreveu bem. Os críticos da casa pequena soem apontar que tal poema, longamente ritmado, não quer, afinal, dizer senão que o dia está bom. Mas dizer que o dia está bom é difícil, e o dia bom, ele mesmo, passa. Temos pois que conservar o dia bom numa memória florida e prolixa, e assim constelar de novas flores ou de novos astros os campos ou os céus da exterioridade vazia e passageira. Tudo é o que somos, e tudo será, para os que nos seguirem na diversidade do tempo, conforme nós intensamente o houvermos imaginado, isto é, o houvermos, com a imaginação metida no corpo, verdadeiramente sido. Não creio que a história seja mais, no seu grande panorama desbotado, que um decurso de interpretações, um consenso confuso de testemunhos distraídos. O romancista é todos nós, e narramos quando vemos, porque ver é complexo como tudo. Tenho neste momento tantos pensamentos fundamentais, tantas coisas verdadeiramente metafísicas que dizer, que me canso de repente, e decido não escrever mais, não pensar mais, mas deixar que a febre de dizer me dê sono, e eu faça festas com os olhos fechados, como a um gato, a tudo quanto poderia ter dito.


PESSOA, Fernando. Livro do desassossego: composto por Bernardo Soares,

ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. 2. ed. São Paulo:

Editora Brasiliense, 2003., p. 40

No texto, a crítica aos “críticos da casa pequena” indica uma oposição entre
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Q3942403 Português

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Texto 


A literatura, que é a arte casada com o pensamento e a realização sem a mácula da realidade, parece-me ser o fim para que deveria tender todo o esforço humano, se fosse verdadeiramente humano, e não uma superfluidade do animal. Creio que dizer uma coisa é conservar-lhe a virtude e tirar-lhe o terror. Os campos são mais verdes no dizer-se do que no seu verdor. As flores, se forem descritas com frases que as definam no ar da imaginação, terão cores de uma permanência que a vida celular não permite. Mover-se é viver, dizer-se é sobreviver. Não há nada de real na vida que o não seja porque se descreveu bem. Os críticos da casa pequena soem apontar que tal poema, longamente ritmado, não quer, afinal, dizer senão que o dia está bom. Mas dizer que o dia está bom é difícil, e o dia bom, ele mesmo, passa. Temos pois que conservar o dia bom numa memória florida e prolixa, e assim constelar de novas flores ou de novos astros os campos ou os céus da exterioridade vazia e passageira. Tudo é o que somos, e tudo será, para os que nos seguirem na diversidade do tempo, conforme nós intensamente o houvermos imaginado, isto é, o houvermos, com a imaginação metida no corpo, verdadeiramente sido. Não creio que a história seja mais, no seu grande panorama desbotado, que um decurso de interpretações, um consenso confuso de testemunhos distraídos. O romancista é todos nós, e narramos quando vemos, porque ver é complexo como tudo. Tenho neste momento tantos pensamentos fundamentais, tantas coisas verdadeiramente metafísicas que dizer, que me canso de repente, e decido não escrever mais, não pensar mais, mas deixar que a febre de dizer me dê sono, e eu faça festas com os olhos fechados, como a um gato, a tudo quanto poderia ter dito.


PESSOA, Fernando. Livro do desassossego: composto por Bernardo Soares,

ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. 2. ed. São Paulo:

Editora Brasiliense, 2003., p. 40

A afirmação “Dizer uma coisa é conservar-lhe a virtude e tirar-lhe o terror” sustenta a ideia de que a linguagem
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Q3942402 Português

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Texto 


A literatura, que é a arte casada com o pensamento e a realização sem a mácula da realidade, parece-me ser o fim para que deveria tender todo o esforço humano, se fosse verdadeiramente humano, e não uma superfluidade do animal. Creio que dizer uma coisa é conservar-lhe a virtude e tirar-lhe o terror. Os campos são mais verdes no dizer-se do que no seu verdor. As flores, se forem descritas com frases que as definam no ar da imaginação, terão cores de uma permanência que a vida celular não permite. Mover-se é viver, dizer-se é sobreviver. Não há nada de real na vida que o não seja porque se descreveu bem. Os críticos da casa pequena soem apontar que tal poema, longamente ritmado, não quer, afinal, dizer senão que o dia está bom. Mas dizer que o dia está bom é difícil, e o dia bom, ele mesmo, passa. Temos pois que conservar o dia bom numa memória florida e prolixa, e assim constelar de novas flores ou de novos astros os campos ou os céus da exterioridade vazia e passageira. Tudo é o que somos, e tudo será, para os que nos seguirem na diversidade do tempo, conforme nós intensamente o houvermos imaginado, isto é, o houvermos, com a imaginação metida no corpo, verdadeiramente sido. Não creio que a história seja mais, no seu grande panorama desbotado, que um decurso de interpretações, um consenso confuso de testemunhos distraídos. O romancista é todos nós, e narramos quando vemos, porque ver é complexo como tudo. Tenho neste momento tantos pensamentos fundamentais, tantas coisas verdadeiramente metafísicas que dizer, que me canso de repente, e decido não escrever mais, não pensar mais, mas deixar que a febre de dizer me dê sono, e eu faça festas com os olhos fechados, como a um gato, a tudo quanto poderia ter dito.


PESSOA, Fernando. Livro do desassossego: composto por Bernardo Soares,

ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. 2. ed. São Paulo:

Editora Brasiliense, 2003., p. 40

No texto apresentado, a literatura é concebida como um
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Q3942339 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Comportamentos que fazem você afastar pessoas ao seu redor sem notar, segundo a psicologia das relações


A dificuldade de manter conexões duradouras muitas vezes resulta de hábitos inconscientes que prejudicam a percepção de proximidade e confiança mútua. Compreender os mecanismos da psicologia das relações interpessoais permite identificar falhas na comunicação e nos vínculos afetivos. Este conhecimento é essencial para quem busca fortalecer laços sociais e evitar o isolamento emocional provocado por condutas prejudiciais recorrentes e comuns.


O desenvolvimento de uma maior segurança interna permite que a pessoa se sinta confortável em demonstrar vulnerabilidade sem medo de rejeição. Equilibrar a autonomia pessoal com a necessidade de conexão é o segredo para relacionamentos saudáveis. Reconhecer as próprias inclinações emocionais ajuda a mitigar reações automáticas que protegem o ego, mas isolam o indivíduo do saudável convívio social e humano.


SILVA, Patrick. Comportamentos que fazem você afastar pessoas ao seu redor sem notar, segundo a psicologia das relações. Correio Braziliense, 15 fev. 2026. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/comportamentos-que-faz-em-voce-afastar-pessoas-ao-seu-redor-sem-notar-segundo-a-psicologia-das-relacoes/. Acesso em: 18 fev. 2026. 

No período "A dificuldade de manter conexões duradouras muitas vezes resulta de hábitos inconscientes que prejudicam a percepção de proximidade e confiança mútua", quanto à classificação morfológica e à função sintática, o vocábulo "que" empregado em "hábitos inconscientes que prejudicam" deve ser corretamente analisado como:
Alternativas
Q3942301 Português
Na análise métrica da poesia em língua portuguesa, os versos podem ser classificados de acordo com o número de sílabas poéticas que apresentam. Considere o verso abaixo:
“Noite de luar”
Assinale a alternativa que identifica corretamente o tipo de verso. 
Alternativas
Q3942300 Português

Analise o trecho a seguir:


“A professora explicou que os alunos compreenderam o conteúdo e aplicaram o conceito corretamente.”


Considerando a relação sintática entre as orações e a estrutura do predicado na oração subordinada, o período classifica-se como:

Alternativas
Q3942299 Português

No âmbito da Análise do Discurso e da História Cultural, os conceitos de condições de produção, circulação e recepção do texto são empregados para compreender a constituição social dos sentidos.


À luz dessa perspectiva teórico-metodológica, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3942297 Português

Considere o enunciado abaixo, proferido em um comentário político veiculado na mídia digital:


“Esse governo realmente construiu um admirável mundo novo.”


A interpretação crítica desse enunciado depende do reconhecimento de sua relação com a obra Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley. À luz dos estudos sobre intertextualidade e significação contextual, assinale a alternativa que explica o funcionamento semântico-discursivo dessa construção.

Alternativas
Q3942296 Português
Leia o trecho a seguir:
“Antes mesmo de deixar a cidade, ele já sabia que, anos depois, retornaria apenas para reconhecer o corpo da mãe e encerrar uma história que ainda nem havia começado.”
O fragmento narrativo apresenta um deslocamento temporal específico em relação ao eixo principal da narrativa. Considerando os elementos estruturais da narrativa, assinale a alternativa correta quanto ao recurso empregado.
Alternativas
Q3942295 Português
Considere o período a seguir:
“Embora o texto apresente argumentos consistentes, apenas alguns dados sustentam plenamente a conclusão.”
Com base nessa abordagem, assinale a alternativa correta quanto à identificação dos elementos linguísticos destacados.
Alternativas
Q3942294 Português
Considere o excerto abaixo:
“O desmatamento cresce no país. A perda de áreas florestais afeta ecossistemas inteiros. Espécies desaparecem e o equilíbrio ambiental se rompe. Comunidades locais sofrem consequências diretas. As políticas públicas são insuficientes para conter esse processo.”
Quanto à coerência global e à coesão sequencial, esse texto é:
Alternativas
Q3942293 Português
Julgue as sentenças abaixo como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F).
(__) O modo narrativo organiza o discurso a partir de uma sequência temporal de eventos, reais ou fictícios, que envolvem agentes, ações e transformações. Sua lógica fundamental é a da mudança no tempo: algo acontece, rompe um estado inicial e conduz a um novo estado final.
(__) O modo descritivo organiza o discurso a partir da caracterização de seres, objetos, espaços ou estados, estruturando-se prioritariamente pela progressão temporal dos acontecimentos e pela sucessão de ações.
(__) O modo expositivo tem como finalidade principal informar, explicar ou sistematizar conhecimentos. Ele se orienta pela lógica da clareza, da ordenação conceitual e da progressão lógica, sendo típico de textos científicos, didáticos, enciclopédicos e institucionais.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta. 
Alternativas
Q3942292 Português
Considere o verso a seguir:
“Na alma antiga ecoa a dor”
Durante a contagem silábica poética desse verso, observa-se a fusão sonora entre vogais de palavras distintas, reduzindo o número de sílabas métricas. Esse fenômeno recebe, na teoria da versificação, a denominação de:
Alternativas
Q3942290 Português
As figuras de linguagem são recursos expressivos que exploram usos não literais ou não convencionais da língua, afastando-se da norma referencial para potencializar sentidos, produzir efeitos estéticos, intensificar emoções, condensar significados ou provocar estranhamento.
Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta um exemplo de hipérbato. 
Alternativas
Q3942289 Português
Considere o enunciado a seguir, retirado de um editorial jornalístico fictício:
“Sob o pretexto de modernização administrativa, o novo regulamento reorganiza fluxos, redefine prioridades e, silenciosamente, normaliza a exclusão de sujeitos historicamente marginalizados.”
Com base nos conceitos de denotação, conotação e efeitos de sentido, bem como em pressupostos da semântica discursiva, analise as afirmações a seguir.

I. O termo “modernização administrativa” opera predominantemente em nível denotativo, uma vez que remete a um processo técnico de reorganização institucional, semanticamente estável e desprovido de valoração ideológica.
II. A expressão “silenciosamente” produz um efeito de sentido que ultrapassa a descrição de modo de ação, funcionando como operador argumentativo que sugere ocultamento, assimetria de poder e ausência de debate público.
III. O enunciado constrói seus efeitos de sentido prioritariamente por meio da conotação, mobilizando escolhas lexicais que ativam uma memória discursiva crítica associada a discursos de denúncia social.
IV. A oposição entre “modernização” e “exclusão” instaura um conflito semântico-discursivo que evidencia a impossibilidade de neutralidade da denotação, uma vez que sentidos aparentemente técnicos são ressignificados no interior da formação discursiva.

Está(ão) correta(s) a(s) seguinte(s) proposição(ões). 
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Q3942046 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Folhas Secas


A inesquecível aula de Matemática e natureza


Eu estava dando uma aula de Matemática e todos os alunos acompanhavam atentamente.


Todos?


Quase. Carolina equilibrava o apontador na ponta da régua, Lucas recolhia as borrachas dos vizinhos e construía um prédio, Renata conferia as canetas e os lápis do seu estojo vermelhíssimo e Hélder olhava para o pátio.


O pátio? O que acontecia no pátio?


Após o recreio, dona Natália varria calmamente as folhas secas e amontoava e guardava tudo dentro de um enorme saco plástico azul. Terminando o varre-varre, dona Natália amarrou a boca do saco plástico e estacionou aquele bafuá de folhas secas perto do portão. Hélder observava atentamente. E eu observava a observação de Hélder - sem descuidar da minha aula de Matemática. De repente, Hélder foi arregalando os olhos e franzindo a testa.


Qual o motivo do espanto?


Hélder percebeu alguma coisa no meio das folhas movendo-se desesperadamente, com aflição, sufoco, falta de ar. Hélder buscava interpretações para a cena, analisava possibilidades, mas o perfil do passarinho já se delineava na transparência azul do plástico.


Um pássaro novo caiu do ninho e foi confundido com as folhas secas e foi varrido e agora lutava pela liberdade.


- Ele tá preso!


O grito de Hélder interrompeu o final da multiplicação de 15 por 127. Todos os alunos olharam para o pátio. E todos nós concordamos, sem palavras: o bico do passarinho tentava romper aquela estranha pele azul. Hélder saiu da sala e nós fomos atrás. E antes


que eu pudesse pronunciar a primeira sílaba da palavra "calma", o saco plástico simplesmente explodiu, as folhas voaram e as crianças pularam de alegria.


Alguns alunos dizem que havia dois passarinhos presos. Outros viram três passarinhos voando felizes e agradecidos. Lucas diz que era um beija-flor. Renata insiste que era uma cigarra. Eu, sinceramente, só vi folhas secas voando.


Para concluir esta inesquecível aula de Matemática, pegamos vassouras, pás e sacos plásticos e fomos varrer novamente o pátio.


Conto de Francisco Marques (Chico dos Bonecos), ilustrado por Ivan Zigg.


https://novaescola.org.br/conteudo/3172/folhas-secas

"O saco plástico simplesmente explodiu, as folhas voaram e as crianças pularam de alegria."


De acordo com o uso do verbo 'explodir' no texto, indique a reescrita que não mantém o sentido pretendido.

Alternativas
Q3942045 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Folhas Secas


A inesquecível aula de Matemática e natureza


Eu estava dando uma aula de Matemática e todos os alunos acompanhavam atentamente.


Todos?


Quase. Carolina equilibrava o apontador na ponta da régua, Lucas recolhia as borrachas dos vizinhos e construía um prédio, Renata conferia as canetas e os lápis do seu estojo vermelhíssimo e Hélder olhava para o pátio.


O pátio? O que acontecia no pátio?


Após o recreio, dona Natália varria calmamente as folhas secas e amontoava e guardava tudo dentro de um enorme saco plástico azul. Terminando o varre-varre, dona Natália amarrou a boca do saco plástico e estacionou aquele bafuá de folhas secas perto do portão. Hélder observava atentamente. E eu observava a observação de Hélder - sem descuidar da minha aula de Matemática. De repente, Hélder foi arregalando os olhos e franzindo a testa.


Qual o motivo do espanto?


Hélder percebeu alguma coisa no meio das folhas movendo-se desesperadamente, com aflição, sufoco, falta de ar. Hélder buscava interpretações para a cena, analisava possibilidades, mas o perfil do passarinho já se delineava na transparência azul do plástico.


Um pássaro novo caiu do ninho e foi confundido com as folhas secas e foi varrido e agora lutava pela liberdade.


- Ele tá preso!


O grito de Hélder interrompeu o final da multiplicação de 15 por 127. Todos os alunos olharam para o pátio. E todos nós concordamos, sem palavras: o bico do passarinho tentava romper aquela estranha pele azul. Hélder saiu da sala e nós fomos atrás. E antes


que eu pudesse pronunciar a primeira sílaba da palavra "calma", o saco plástico simplesmente explodiu, as folhas voaram e as crianças pularam de alegria.


Alguns alunos dizem que havia dois passarinhos presos. Outros viram três passarinhos voando felizes e agradecidos. Lucas diz que era um beija-flor. Renata insiste que era uma cigarra. Eu, sinceramente, só vi folhas secas voando.


Para concluir esta inesquecível aula de Matemática, pegamos vassouras, pás e sacos plásticos e fomos varrer novamente o pátio.


Conto de Francisco Marques (Chico dos Bonecos), ilustrado por Ivan Zigg.


https://novaescola.org.br/conteudo/3172/folhas-secas

"Carolina equilibrava o apontador na ponta da régua, Lucas recolhia as borrachas dos vizinhos e construía um prédio, Renata conferia as canetas e os lápis do seu estojo vermelhíssimo e Hélder olhava para o pátio."


De acordo com o texto, qual é o objetivo do narrador ao descrever detalhadamente as ações dos alunos? 

Alternativas
Q3942044 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Folhas Secas


A inesquecível aula de Matemática e natureza


Eu estava dando uma aula de Matemática e todos os alunos acompanhavam atentamente.


Todos?


Quase. Carolina equilibrava o apontador na ponta da régua, Lucas recolhia as borrachas dos vizinhos e construía um prédio, Renata conferia as canetas e os lápis do seu estojo vermelhíssimo e Hélder olhava para o pátio.


O pátio? O que acontecia no pátio?


Após o recreio, dona Natália varria calmamente as folhas secas e amontoava e guardava tudo dentro de um enorme saco plástico azul. Terminando o varre-varre, dona Natália amarrou a boca do saco plástico e estacionou aquele bafuá de folhas secas perto do portão. Hélder observava atentamente. E eu observava a observação de Hélder - sem descuidar da minha aula de Matemática. De repente, Hélder foi arregalando os olhos e franzindo a testa.


Qual o motivo do espanto?


Hélder percebeu alguma coisa no meio das folhas movendo-se desesperadamente, com aflição, sufoco, falta de ar. Hélder buscava interpretações para a cena, analisava possibilidades, mas o perfil do passarinho já se delineava na transparência azul do plástico.


Um pássaro novo caiu do ninho e foi confundido com as folhas secas e foi varrido e agora lutava pela liberdade.


- Ele tá preso!


O grito de Hélder interrompeu o final da multiplicação de 15 por 127. Todos os alunos olharam para o pátio. E todos nós concordamos, sem palavras: o bico do passarinho tentava romper aquela estranha pele azul. Hélder saiu da sala e nós fomos atrás. E antes


que eu pudesse pronunciar a primeira sílaba da palavra "calma", o saco plástico simplesmente explodiu, as folhas voaram e as crianças pularam de alegria.


Alguns alunos dizem que havia dois passarinhos presos. Outros viram três passarinhos voando felizes e agradecidos. Lucas diz que era um beija-flor. Renata insiste que era uma cigarra. Eu, sinceramente, só vi folhas secas voando.


Para concluir esta inesquecível aula de Matemática, pegamos vassouras, pás e sacos plásticos e fomos varrer novamente o pátio.


Conto de Francisco Marques (Chico dos Bonecos), ilustrado por Ivan Zigg.


https://novaescola.org.br/conteudo/3172/folhas-secas

"Alguns alunos dizem que havia dois passarinhos presos. Outros viram três passarinhos voando felizes e agradecidos. Lucas diz que era um beija-flor. Renata insiste que era uma cigarra. Eu, sinceramente, só vi folhas secas voando."


Cada aluno tinha uma versão diferente sobre o que tinha dentro do saco plástico. Isso indica que:

Alternativas
Respostas
8341: A
8342: C
8343: D
8344: C
8345: B
8346: E
8347: E
8348: C
8349: D
8350: C
8351: C
8352: A
8353: C
8354: D
8355: C
8356: A
8357: C
8358: C
8359: A
8360: E