Questões de Concurso Comentadas sobre português
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O mais feroz dos animais domésticos
é o relógio de parede:
conheço um que já devorou
três gerações da minha família.
Mario Quintana
Sobre o poema, acima, pode-se afirmar que o poeta evidencia:
O verde faz do azul com o amarelo
O elo com todas as cores
Pra enfeitar amores gris”
Djavan
A forma verbal “nascerá”, na estrofe acima, está conjugada no
Martha Medeiros
Sobre o texto acima, assinale a alternativa CORRETA.
Relógio
O mais feroz dos animais domésticos
é o relógio de parede:
conheço um que já devorou
três gerações da minha família.
Mario Quintana
Sobre o poema, acima, pode-se afirmar que o poeta evidencia:
"Acredite em seu potencial e desperte a chama interior que te ......................... a alcançar grandes feitos. Supere os desafios com coragem e persistência. Cada obstáculo é uma oportunidade de crescimento. Mantenha viva a esperança e a determinação. Você nasceu para brilhar e conquistar o sucesso. Não desista dos seus sonhos. O mundo espera pelo seu brilho. Celebre cada vitória ao longo do caminho. O sucesso está ao seu alcance.”
José Jorge Souza
Assinale a alternativa que preenche adequadamente a lacuna no texto acima.
“Uma vertente envolvendo os livros no cuidado com a saúde mental vem ganhando cada vez mais espaço. A biblioterapia, como o próprio nome sugere, é uma terapia complementar que utiliza a leitura de livros que incluem um problema no qual uma pessoa ou um grupo precisam encarar. Pode ser realizada com adultos e crianças, utilizando as personagens das histórias para ilustrar a superação dos acontecimentos.”
Disponível em: https://jornal.usp.br (adaptado)
Sobre o texto acima, assinale a alternativa CORRETA.
“E tudo nascerá mais belo
O verde faz do azul com o amarelo
O elo com todas as cores
Pra enfeitar amores gris”
Djavan
A forma verbal “nascerá”, na estrofe acima, está conjugada no
“No quadro de oferta mundial de água, o rio Amazonas é a corrente de água doce mais extensa do planeta. Possui uma descarga aproximada de 210.000 m³ por segundo, sendo superior à soma das descargas de todos os outros nove maiores rios do mundo. Equivale a 20% do total de água doce disponível.
Uma série de intervenções humanas, no entanto, está colocando em risco o equilíbrio do sistema hídrico. Entre as várias formas de agressão, uma das principais é o desmatamento, responsável pela redução da cobertura vegetal, por problemas de degradação e erosão de solos, pela redução de biodiversidade e pela sedimentação dos rios.”
Walter Pinto
A função de linguagem predominante, no texto acima, é:
“Valoriza os pequenos gestos, se concentra nas atitudes que movem o seu mundo. Aposta nos sorrisos que pode distribuir, nos abraços gratuitos que podem emanar paz. Invista na fé transformadora. Na esperança que faz germinar novos impulsos.
Vista a vontade de ser, de fazer e de acontecer. Sem essa de alimentar medos e criar empecilhos. Construa alicerces seguros que o mantenham de pé quando a vida sair do eixo..."
Marcely Pieroni Gastaldi
Sobre o texto acima, assinale a alternativa CORRETA.
“Só nos tornamos adultos quando perdemos o medo de errar. Não somos apenas a soma das nossas escolhas, mas também das nossas renúncias. Crescer é tomar decisões e depois conviver em paz com a dúvida. Adolescentes prorrogam suas escolhas porque querem ter certeza absoluta – errar lhes parece a morte. Adultos sabem que nunca terão certeza de nada, e sabem também que só a morte física é definitiva. Já “morreram” diante de fracassos e frustrações e voltaram pra vida. Ao entender que é normal morrer várias vezes numa única existência, perdemos o medo – e finalmente crescemos."
Martha Medeiros
Sobre o texto acima, assinale a alternativa CORRETA.
"Quando se reduz a complexidade dos problemas educacionais a meros números, corre-se o risco de tomar decisões apressadas, e essas decisões, se não forem revisadas, podem agravar justamente os problemas que se pretendia combater."
Assinale a alternativa correta:
"Certos relatórios oficiais tratam a evasão como um fenômeno estritamente individual, ignorando as condições materiais que frequentemente determinam a permanência ou a saída do estudante.
"Assinale a alternativa correta quanto à análise dos termos destacados:
"No debate recente sobre a universidade pública, difundiu-se a ideia de que a simples ampliação de vagas garantiria, por si só, a democratização do acesso. Tal expectativa, contudo, desconsidera que a permanência estudantil depende de políticas articuladas de apoio pedagógico, psicológico e financeiro. Sem essas condições, a expansão numérica tende a produzir apenas uma democratização aparente, sustentada por índices que pouco revelam sobre quem, de fato, consegue permanecer e concluir o curso."
Com base no texto, assinale a alternativa correta.
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Não dispenso uma reserva de ilusão e ternura para atravessar os dias
Estou na sétima e última temporada de Younger, série que se propõe a debater o etarismo: uma mulher de 40 anos não consegue emprego e resolve mentir que tem 26, a fim de integrar a equipe de uma casa editorial de Nova York. Dá certo. A partir daí começa a história, os rolos e as mentiras que se sucedem. Ter 40 me parece pouca idade para configurar um problema. A editora onde ela trabalha só publica autores bizarros. E as reviravoltas amorosas são meio pueris. No entanto, me mantenho em frente à tevê e sigo rumo ao desfecho: são meus minutos de férias da truculência lá fora.
É o que nos faz, da mesma forma, assistir a Emily in Paris sem ligar a mínima para a ausência de verossimilhança com a vida real. Aliás, seu sucesso se deve justamente a isso. Cenários de cartão postal, elenco de beldades, doses excessivas de festas, viagens, moda e romance. Irã? Venezuela? Nem vem.
Essa alienação autoconcedida poderia ser um gatilho para a culpa, mas o passado nos absolve. Foram anos de Fassbinder, Alain Resnais, Godard, Truffaut, Bergman, Costa Gavras, Ettore Scola, para citar apenas o cinema europeu. Uma vida inteira de Eduardo Galeano, Garcia Marquez, Vargas Llosa, Borges, Mario Benedetti, Isabel Allende, Ernesto Sábato, Octavio Paz, para citar apenas a literatura latino-americana.
E uma abundância de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Rita Lee, Raul Seixas, Bethânia, Gal Costa, Gonzaguinha, Edu Lobo, João Bosco, para citar apenas a música popular brasileira. Podemos relaxar, portanto. Não será uma minissérie levezinha ou um filme água com açúcar que irá comprometer todo o sólido patrimônio intelectual que construímos até aqui. Temos repertório. Substância. Discernimento. Que venham, pois, as sessões da tarde.
Como você, também prefiro uma comédia ou drama com tutano, a fim de me sentir recompensada pelo tempo investido. Mas não dispenso uma reserva de ilusão e ternura para atravessar os dias. Nenhum problema em contrabalançar a aridez do mundo com a esperança de que o casal da trama fique junto no final. No nosso cotidiano, não entabulamos diálogos engraçadinhos, não temos um estoque de frases espirituosas, então, ao menos na ficção, que sejam fartas as tiradas ensaiadas.
Faz parte da saúde mental abandonar o realismo, vez que outra, em troca das boas risadas que os estereótipos entregam – sem prejuízo aos nossos neurônios. Na dúvida, foi aberta a temporada de lançamentos, e O Agente Secreto, Hamnet, Valor Sentimental, Uma Batalha Após a Outra e Foi Apenas um Acidente, para citar os queridinhos do momento, estão em cartaz em alguma sala perto de você. Cérebro em primeiro lugar. Mas, se doer, que a gente recorra a alguma anestesia, sem remorso.
Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Não dispenso uma reserva de ilusão e ternura para atravessar os dias
Estou na sétima e última temporada de Younger, série que se propõe a debater o etarismo: uma mulher de 40 anos não consegue emprego e resolve mentir que tem 26, a fim de integrar a equipe de uma casa editorial de Nova York. Dá certo. A partir daí começa a história, os rolos e as mentiras que se sucedem. Ter 40 me parece pouca idade para configurar um problema. A editora onde ela trabalha só publica autores bizarros. E as reviravoltas amorosas são meio pueris. No entanto, me mantenho em frente à tevê e sigo rumo ao desfecho: são meus minutos de férias da truculência lá fora.
É o que nos faz, da mesma forma, assistir a Emily in Paris sem ligar a mínima para a ausência de verossimilhança com a vida real. Aliás, seu sucesso se deve justamente a isso. Cenários de cartão postal, elenco de beldades, doses excessivas de festas, viagens, moda e romance. Irã? Venezuela? Nem vem.
Essa alienação autoconcedida poderia ser um gatilho para a culpa, mas o passado nos absolve. Foram anos de Fassbinder, Alain Resnais, Godard, Truffaut, Bergman, Costa Gavras, Ettore Scola, para citar apenas o cinema europeu. Uma vida inteira de Eduardo Galeano, Garcia Marquez, Vargas Llosa, Borges, Mario Benedetti, Isabel Allende, Ernesto Sábato, Octavio Paz, para citar apenas a literatura latino-americana.
E uma abundância de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Rita Lee, Raul Seixas, Bethânia, Gal Costa, Gonzaguinha, Edu Lobo, João Bosco, para citar apenas a música popular brasileira. Podemos relaxar, portanto. Não será uma minissérie levezinha ou um filme água com açúcar que irá comprometer todo o sólido patrimônio intelectual que construímos até aqui. Temos repertório. Substância. Discernimento. Que venham, pois, as sessões da tarde.
Como você, também prefiro uma comédia ou drama com tutano, a fim de me sentir recompensada pelo tempo investido. Mas não dispenso uma reserva de ilusão e ternura para atravessar os dias. Nenhum problema em contrabalançar a aridez do mundo com a esperança de que o casal da trama fique junto no final. No nosso cotidiano, não entabulamos diálogos engraçadinhos, não temos um estoque de frases espirituosas, então, ao menos na ficção, que sejam fartas as tiradas ensaiadas.
Faz parte da saúde mental abandonar o realismo, vez que outra, em troca das boas risadas que os estereótipos entregam – sem prejuízo aos nossos neurônios. Na dúvida, foi aberta a temporada de lançamentos, e O Agente Secreto, Hamnet, Valor Sentimental, Uma Batalha Após a Outra e Foi Apenas um Acidente, para citar os queridinhos do momento, estão em cartaz em alguma sala perto de você. Cérebro em primeiro lugar. Mas, se doer, que a gente recorra a alguma anestesia, sem remorso.
Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Não dispenso uma reserva de ilusão e ternura para atravessar os dias
Estou na sétima e última temporada de Younger, série que se propõe a debater o etarismo: uma mulher de 40 anos não consegue emprego e resolve mentir que tem 26, a fim de integrar a equipe de uma casa editorial de Nova York. Dá certo. A partir daí começa a história, os rolos e as mentiras que se sucedem. Ter 40 me parece pouca idade para configurar um problema. A editora onde ela trabalha só publica autores bizarros. E as reviravoltas amorosas são meio pueris. No entanto, me mantenho em frente à tevê e sigo rumo ao desfecho: são meus minutos de férias da truculência lá fora.
É o que nos faz, da mesma forma, assistir a Emily in Paris sem ligar a mínima para a ausência de verossimilhança com a vida real. Aliás, seu sucesso se deve justamente a isso. Cenários de cartão postal, elenco de beldades, doses excessivas de festas, viagens, moda e romance. Irã? Venezuela? Nem vem.
Essa alienação autoconcedida poderia ser um gatilho para a culpa, mas o passado nos absolve. Foram anos de Fassbinder, Alain Resnais, Godard, Truffaut, Bergman, Costa Gavras, Ettore Scola, para citar apenas o cinema europeu. Uma vida inteira de Eduardo Galeano, Garcia Marquez, Vargas Llosa, Borges, Mario Benedetti, Isabel Allende, Ernesto Sábato, Octavio Paz, para citar apenas a literatura latino-americana.
E uma abundância de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Rita Lee, Raul Seixas, Bethânia, Gal Costa, Gonzaguinha, Edu Lobo, João Bosco, para citar apenas a música popular brasileira. Podemos relaxar, portanto. Não será uma minissérie levezinha ou um filme água com açúcar que irá comprometer todo o sólido patrimônio intelectual que construímos até aqui. Temos repertório. Substância. Discernimento. Que venham, pois, as sessões da tarde.
Como você, também prefiro uma comédia ou drama com tutano, a fim de me sentir recompensada pelo tempo investido. Mas não dispenso uma reserva de ilusão e ternura para atravessar os dias. Nenhum problema em contrabalançar a aridez do mundo com a esperança de que o casal da trama fique junto no final. No nosso cotidiano, não entabulamos diálogos engraçadinhos, não temos um estoque de frases espirituosas, então, ao menos na ficção, que sejam fartas as tiradas ensaiadas.
Faz parte da saúde mental abandonar o realismo, vez que outra, em troca das boas risadas que os estereótipos entregam – sem prejuízo aos nossos neurônios. Na dúvida, foi aberta a temporada de lançamentos, e O Agente Secreto, Hamnet, Valor Sentimental, Uma Batalha Após a Outra e Foi Apenas um Acidente, para citar os queridinhos do momento, estão em cartaz em alguma sala perto de você. Cérebro em primeiro lugar. Mas, se doer, que a gente recorra a alguma anestesia, sem remorso.
Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Não dispenso uma reserva de ilusão e ternura para atravessar os dias
Estou na sétima e última temporada de Younger, série que se propõe a debater o etarismo: uma mulher de 40 anos não consegue emprego e resolve mentir que tem 26, a fim de integrar a equipe de uma casa editorial de Nova York. Dá certo. A partir daí começa a história, os rolos e as mentiras que se sucedem. Ter 40 me parece pouca idade para configurar um problema. A editora onde ela trabalha só publica autores bizarros. E as reviravoltas amorosas são meio pueris. No entanto, me mantenho em frente à tevê e sigo rumo ao desfecho: são meus minutos de férias da truculência lá fora.
É o que nos faz, da mesma forma, assistir a Emily in Paris sem ligar a mínima para a ausência de verossimilhança com a vida real. Aliás, seu sucesso se deve justamente a isso. Cenários de cartão postal, elenco de beldades, doses excessivas de festas, viagens, moda e romance. Irã? Venezuela? Nem vem.
Essa alienação autoconcedida poderia ser um gatilho para a culpa, mas o passado nos absolve. Foram anos de Fassbinder, Alain Resnais, Godard, Truffaut, Bergman, Costa Gavras, Ettore Scola, para citar apenas o cinema europeu. Uma vida inteira de Eduardo Galeano, Garcia Marquez, Vargas Llosa, Borges, Mario Benedetti, Isabel Allende, Ernesto Sábato, Octavio Paz, para citar apenas a literatura latino-americana.
E uma abundância de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Rita Lee, Raul Seixas, Bethânia, Gal Costa, Gonzaguinha, Edu Lobo, João Bosco, para citar apenas a música popular brasileira. Podemos relaxar, portanto. Não será uma minissérie levezinha ou um filme água com açúcar que irá comprometer todo o sólido patrimônio intelectual que construímos até aqui. Temos repertório. Substância. Discernimento. Que venham, pois, as sessões da tarde.
Como você, também prefiro uma comédia ou drama com tutano, a fim de me sentir recompensada pelo tempo investido. Mas não dispenso uma reserva de ilusão e ternura para atravessar os dias. Nenhum problema em contrabalançar a aridez do mundo com a esperança de que o casal da trama fique junto no final. No nosso cotidiano, não entabulamos diálogos engraçadinhos, não temos um estoque de frases espirituosas, então, ao menos na ficção, que sejam fartas as tiradas ensaiadas.
Faz parte da saúde mental abandonar o realismo, vez que outra, em troca das boas risadas que os estereótipos entregam – sem prejuízo aos nossos neurônios. Na dúvida, foi aberta a temporada de lançamentos, e O Agente Secreto, Hamnet, Valor Sentimental, Uma Batalha Após a Outra e Foi Apenas um Acidente, para citar os queridinhos do momento, estão em cartaz em alguma sala perto de você. Cérebro em primeiro lugar. Mas, se doer, que a gente recorra a alguma anestesia, sem remorso.
Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Não dispenso uma reserva de ilusão e ternura para atravessar os dias
Estou na sétima e última temporada de Younger, série que se propõe a debater o etarismo: uma mulher de 40 anos não consegue emprego e resolve mentir que tem 26, a fim de integrar a equipe de uma casa editorial de Nova York. Dá certo. A partir daí começa a história, os rolos e as mentiras que se sucedem. Ter 40 me parece pouca idade para configurar um problema. A editora onde ela trabalha só publica autores bizarros. E as reviravoltas amorosas são meio pueris. No entanto, me mantenho em frente à tevê e sigo rumo ao desfecho: são meus minutos de férias da truculência lá fora.
É o que nos faz, da mesma forma, assistir a Emily in Paris sem ligar a mínima para a ausência de verossimilhança com a vida real. Aliás, seu sucesso se deve justamente a isso. Cenários de cartão postal, elenco de beldades, doses excessivas de festas, viagens, moda e romance. Irã? Venezuela? Nem vem.
Essa alienação autoconcedida poderia ser um gatilho para a culpa, mas o passado nos absolve. Foram anos de Fassbinder, Alain Resnais, Godard, Truffaut, Bergman, Costa Gavras, Ettore Scola, para citar apenas o cinema europeu. Uma vida inteira de Eduardo Galeano, Garcia Marquez, Vargas Llosa, Borges, Mario Benedetti, Isabel Allende, Ernesto Sábato, Octavio Paz, para citar apenas a literatura latino-americana.
E uma abundância de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Rita Lee, Raul Seixas, Bethânia, Gal Costa, Gonzaguinha, Edu Lobo, João Bosco, para citar apenas a música popular brasileira. Podemos relaxar, portanto. Não será uma minissérie levezinha ou um filme água com açúcar que irá comprometer todo o sólido patrimônio intelectual que construímos até aqui. Temos repertório. Substância. Discernimento. Que venham, pois, as sessões da tarde.
Como você, também prefiro uma comédia ou drama com tutano, a fim de me sentir recompensada pelo tempo investido. Mas não dispenso uma reserva de ilusão e ternura para atravessar os dias. Nenhum problema em contrabalançar a aridez do mundo com a esperança de que o casal da trama fique junto no final. No nosso cotidiano, não entabulamos diálogos engraçadinhos, não temos um estoque de frases espirituosas, então, ao menos na ficção, que sejam fartas as tiradas ensaiadas.
Faz parte da saúde mental abandonar o realismo, vez que outra, em troca das boas risadas que os estereótipos entregam – sem prejuízo aos nossos neurônios. Na dúvida, foi aberta a temporada de lançamentos, e O Agente Secreto, Hamnet, Valor Sentimental, Uma Batalha Após a Outra e Foi Apenas um Acidente, para citar os queridinhos do momento, estão em cartaz em alguma sala perto de você. Cérebro em primeiro lugar. Mas, se doer, que a gente recorra a alguma anestesia, sem remorso.
Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).