Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3142683 Português
Alcachofra


   Iguaria exótica utilizada por muitos chefes de cozinha, a hortaliça, que cresce bem em regiões de clima ameno, está se tornando popular entre os brasileiros.

    A temperatura e a umidade que durante o ano prevalecem em São Roque, no interior do Estado de São Paulo, formam as condições climáticas ideais para a cidade ser um polo produtor de alcachofra no país. Vivem da remuneração obtida do cultivo da hortaliça muitos agricultores moradores do município e arredores, pois a produção tem boa rentabilidade na comercialização.

   Plantada inicialmente em hortas caseiras por italianos, portugueses e espanhóis, que trouxeram a cultura para a região brasileira entre o fim do século XIX e começo do XX, a alcachofra foi submetida pelos próprios imigrantes europeus a um processo de melhoramento. A seleção resultou no desenvolvimento da cultivar roxa-de-são-roque, uma das principais variedades do vegetal — que conta com apreciadores cativos.

    O consumo da alcachofra também vem crescendo entre os brasileiros com o aumento do interesse da população por uma gastronomia mais requintada. Flor imatura da mesma família (Asteraceae) das margaridas e dos girassóis, tem a base e as pétalas carnudas presentes na elaboração de cardápios de muitos chefs. As partes comestíveis da hortaliça podem ser saboreadas cruas, cozidas ou em conserva.

   Com a perspectiva de popularização da alcachofra, seu cultivo é visto como uma oportunidade de investimento para produtores de diferentes locais do país onde predomina o clima ameno. Não é preciso ter experiência, já que a planta não é difícil de ser cultivada. Outra vantagem da hortaliça é ser perene, o que permite ser produzida por vários anos seguidos.

   Além de ser considerada uma iguaria exótica, a alcachofra contém em suas folhas e sementes a cinarina, uma substância com uso na medicina popular para complementar o tratamento de diversas doenças, entre elas gota, diabetes, anemia, reumatismo e problemas urinários. Por ter baixo valor calórico e ajudar no processo de digestão, a hortaliça é usada em dietas alimentares para a perda de peso.

  Dotada de vários antioxidantes, que agem contra a ação de radicais livres causadores do envelhecimento precoce, a alcachofra é um estimulante do aumento do fluxo biliar, melhorando as funções do fígado.

   Também é rica em vitaminas C, A e do complexo B. Planta herbácea originária da região do Mar Mediterrâneo, pode atingir entre 1,5 e 1,8 metro de altura e de 2 a 2,5 metros de diâmetro.


Revista Globo Rural
Uma outra maneira de reescrevermos o trecho: “Dotada de vários antioxidantes, que agem contra a ação de radicais livres causadores do envelhecimento precoce, a alcachofra é um estimulante do aumento do fluxo biliar, melhorando as funções do fígado.” (7º parágrafo), respeitando-se a lógica textual e as normas gramaticais, é:
Alternativas
Q3142682 Português
Alcachofra


   Iguaria exótica utilizada por muitos chefes de cozinha, a hortaliça, que cresce bem em regiões de clima ameno, está se tornando popular entre os brasileiros.

    A temperatura e a umidade que durante o ano prevalecem em São Roque, no interior do Estado de São Paulo, formam as condições climáticas ideais para a cidade ser um polo produtor de alcachofra no país. Vivem da remuneração obtida do cultivo da hortaliça muitos agricultores moradores do município e arredores, pois a produção tem boa rentabilidade na comercialização.

   Plantada inicialmente em hortas caseiras por italianos, portugueses e espanhóis, que trouxeram a cultura para a região brasileira entre o fim do século XIX e começo do XX, a alcachofra foi submetida pelos próprios imigrantes europeus a um processo de melhoramento. A seleção resultou no desenvolvimento da cultivar roxa-de-são-roque, uma das principais variedades do vegetal — que conta com apreciadores cativos.

    O consumo da alcachofra também vem crescendo entre os brasileiros com o aumento do interesse da população por uma gastronomia mais requintada. Flor imatura da mesma família (Asteraceae) das margaridas e dos girassóis, tem a base e as pétalas carnudas presentes na elaboração de cardápios de muitos chefs. As partes comestíveis da hortaliça podem ser saboreadas cruas, cozidas ou em conserva.

   Com a perspectiva de popularização da alcachofra, seu cultivo é visto como uma oportunidade de investimento para produtores de diferentes locais do país onde predomina o clima ameno. Não é preciso ter experiência, já que a planta não é difícil de ser cultivada. Outra vantagem da hortaliça é ser perene, o que permite ser produzida por vários anos seguidos.

   Além de ser considerada uma iguaria exótica, a alcachofra contém em suas folhas e sementes a cinarina, uma substância com uso na medicina popular para complementar o tratamento de diversas doenças, entre elas gota, diabetes, anemia, reumatismo e problemas urinários. Por ter baixo valor calórico e ajudar no processo de digestão, a hortaliça é usada em dietas alimentares para a perda de peso.

  Dotada de vários antioxidantes, que agem contra a ação de radicais livres causadores do envelhecimento precoce, a alcachofra é um estimulante do aumento do fluxo biliar, melhorando as funções do fígado.

   Também é rica em vitaminas C, A e do complexo B. Planta herbácea originária da região do Mar Mediterrâneo, pode atingir entre 1,5 e 1,8 metro de altura e de 2 a 2,5 metros de diâmetro.


Revista Globo Rural
Assinalar a alternativa que apresenta trecho do texto com desvio de ordem gramatical.
Alternativas
Q3142681 Português
Alcachofra


   Iguaria exótica utilizada por muitos chefes de cozinha, a hortaliça, que cresce bem em regiões de clima ameno, está se tornando popular entre os brasileiros.

    A temperatura e a umidade que durante o ano prevalecem em São Roque, no interior do Estado de São Paulo, formam as condições climáticas ideais para a cidade ser um polo produtor de alcachofra no país. Vivem da remuneração obtida do cultivo da hortaliça muitos agricultores moradores do município e arredores, pois a produção tem boa rentabilidade na comercialização.

   Plantada inicialmente em hortas caseiras por italianos, portugueses e espanhóis, que trouxeram a cultura para a região brasileira entre o fim do século XIX e começo do XX, a alcachofra foi submetida pelos próprios imigrantes europeus a um processo de melhoramento. A seleção resultou no desenvolvimento da cultivar roxa-de-são-roque, uma das principais variedades do vegetal — que conta com apreciadores cativos.

    O consumo da alcachofra também vem crescendo entre os brasileiros com o aumento do interesse da população por uma gastronomia mais requintada. Flor imatura da mesma família (Asteraceae) das margaridas e dos girassóis, tem a base e as pétalas carnudas presentes na elaboração de cardápios de muitos chefs. As partes comestíveis da hortaliça podem ser saboreadas cruas, cozidas ou em conserva.

   Com a perspectiva de popularização da alcachofra, seu cultivo é visto como uma oportunidade de investimento para produtores de diferentes locais do país onde predomina o clima ameno. Não é preciso ter experiência, já que a planta não é difícil de ser cultivada. Outra vantagem da hortaliça é ser perene, o que permite ser produzida por vários anos seguidos.

   Além de ser considerada uma iguaria exótica, a alcachofra contém em suas folhas e sementes a cinarina, uma substância com uso na medicina popular para complementar o tratamento de diversas doenças, entre elas gota, diabetes, anemia, reumatismo e problemas urinários. Por ter baixo valor calórico e ajudar no processo de digestão, a hortaliça é usada em dietas alimentares para a perda de peso.

  Dotada de vários antioxidantes, que agem contra a ação de radicais livres causadores do envelhecimento precoce, a alcachofra é um estimulante do aumento do fluxo biliar, melhorando as funções do fígado.

   Também é rica em vitaminas C, A e do complexo B. Planta herbácea originária da região do Mar Mediterrâneo, pode atingir entre 1,5 e 1,8 metro de altura e de 2 a 2,5 metros de diâmetro.


Revista Globo Rural
Considerando-se os aspectos morfossintáticos do texto, assinalar a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3142680 Português
Alcachofra


   Iguaria exótica utilizada por muitos chefes de cozinha, a hortaliça, que cresce bem em regiões de clima ameno, está se tornando popular entre os brasileiros.

    A temperatura e a umidade que durante o ano prevalecem em São Roque, no interior do Estado de São Paulo, formam as condições climáticas ideais para a cidade ser um polo produtor de alcachofra no país. Vivem da remuneração obtida do cultivo da hortaliça muitos agricultores moradores do município e arredores, pois a produção tem boa rentabilidade na comercialização.

   Plantada inicialmente em hortas caseiras por italianos, portugueses e espanhóis, que trouxeram a cultura para a região brasileira entre o fim do século XIX e começo do XX, a alcachofra foi submetida pelos próprios imigrantes europeus a um processo de melhoramento. A seleção resultou no desenvolvimento da cultivar roxa-de-são-roque, uma das principais variedades do vegetal — que conta com apreciadores cativos.

    O consumo da alcachofra também vem crescendo entre os brasileiros com o aumento do interesse da população por uma gastronomia mais requintada. Flor imatura da mesma família (Asteraceae) das margaridas e dos girassóis, tem a base e as pétalas carnudas presentes na elaboração de cardápios de muitos chefs. As partes comestíveis da hortaliça podem ser saboreadas cruas, cozidas ou em conserva.

   Com a perspectiva de popularização da alcachofra, seu cultivo é visto como uma oportunidade de investimento para produtores de diferentes locais do país onde predomina o clima ameno. Não é preciso ter experiência, já que a planta não é difícil de ser cultivada. Outra vantagem da hortaliça é ser perene, o que permite ser produzida por vários anos seguidos.

   Além de ser considerada uma iguaria exótica, a alcachofra contém em suas folhas e sementes a cinarina, uma substância com uso na medicina popular para complementar o tratamento de diversas doenças, entre elas gota, diabetes, anemia, reumatismo e problemas urinários. Por ter baixo valor calórico e ajudar no processo de digestão, a hortaliça é usada em dietas alimentares para a perda de peso.

  Dotada de vários antioxidantes, que agem contra a ação de radicais livres causadores do envelhecimento precoce, a alcachofra é um estimulante do aumento do fluxo biliar, melhorando as funções do fígado.

   Também é rica em vitaminas C, A e do complexo B. Planta herbácea originária da região do Mar Mediterrâneo, pode atingir entre 1,5 e 1,8 metro de altura e de 2 a 2,5 metros de diâmetro.


Revista Globo Rural
Sobre os aspectos gerais do texto, analisar os itens.

I. O principal motivo para a alcachofra ser bastante consumida por brasileiros é o fato de ser utilizada na gastronomia mais requintada.

II. O cultivo da alcachofra não é oportuno em regiões onde tem clima ameno.

III. A alcachofra só começou a ser mais consumida em virtude de a população interessar-se em gastronomia.

Está CORRETO o que se afirma:
Alternativas
Q3142679 Português
Alcachofra


   Iguaria exótica utilizada por muitos chefes de cozinha, a hortaliça, que cresce bem em regiões de clima ameno, está se tornando popular entre os brasileiros.

    A temperatura e a umidade que durante o ano prevalecem em São Roque, no interior do Estado de São Paulo, formam as condições climáticas ideais para a cidade ser um polo produtor de alcachofra no país. Vivem da remuneração obtida do cultivo da hortaliça muitos agricultores moradores do município e arredores, pois a produção tem boa rentabilidade na comercialização.

   Plantada inicialmente em hortas caseiras por italianos, portugueses e espanhóis, que trouxeram a cultura para a região brasileira entre o fim do século XIX e começo do XX, a alcachofra foi submetida pelos próprios imigrantes europeus a um processo de melhoramento. A seleção resultou no desenvolvimento da cultivar roxa-de-são-roque, uma das principais variedades do vegetal — que conta com apreciadores cativos.

    O consumo da alcachofra também vem crescendo entre os brasileiros com o aumento do interesse da população por uma gastronomia mais requintada. Flor imatura da mesma família (Asteraceae) das margaridas e dos girassóis, tem a base e as pétalas carnudas presentes na elaboração de cardápios de muitos chefs. As partes comestíveis da hortaliça podem ser saboreadas cruas, cozidas ou em conserva.

   Com a perspectiva de popularização da alcachofra, seu cultivo é visto como uma oportunidade de investimento para produtores de diferentes locais do país onde predomina o clima ameno. Não é preciso ter experiência, já que a planta não é difícil de ser cultivada. Outra vantagem da hortaliça é ser perene, o que permite ser produzida por vários anos seguidos.

   Além de ser considerada uma iguaria exótica, a alcachofra contém em suas folhas e sementes a cinarina, uma substância com uso na medicina popular para complementar o tratamento de diversas doenças, entre elas gota, diabetes, anemia, reumatismo e problemas urinários. Por ter baixo valor calórico e ajudar no processo de digestão, a hortaliça é usada em dietas alimentares para a perda de peso.

  Dotada de vários antioxidantes, que agem contra a ação de radicais livres causadores do envelhecimento precoce, a alcachofra é um estimulante do aumento do fluxo biliar, melhorando as funções do fígado.

   Também é rica em vitaminas C, A e do complexo B. Planta herbácea originária da região do Mar Mediterrâneo, pode atingir entre 1,5 e 1,8 metro de altura e de 2 a 2,5 metros de diâmetro.


Revista Globo Rural
No 3º parágrafo, o verbo “trazer”, no primeiro período, tem o mesmo sentido que:
Alternativas
Q3142648 Português
De acordo com as regras de emprego da vírgula, assinalar a alternativa que NÃO segue a norma padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q3142527 Português
Sobre conotação e denotação, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) Há sentido conotativo em “Aquele jornalista é uma cobra”.
( ) Há sentido conotativo em “A tampa da panela encaixa”.
( ) Há sentido denotativo em “Ela tem um coração de pedra”.
( ) Há sentido denotativo em “Fomos ao museu semana passada”.
Alternativas
Q3142525 Português
Em relação à concordância nominal, assinalar a alternativa que apresenta erro.
Alternativas
Q3142524 Português
A floresta como pirâmide


   “A Amazônia é ocupada há mais de 10 mil anos, em alguns casos por populações de milhares de pessoas. É de se esperar, portanto, que a floresta que hoje recobre muitos sítios arqueológicos tenha, além de uma história natural, também uma história cultural.” Essa passagem aparece no livro Arqueologia da Amazônia, do pesquisador Eduardo Góes Neves, um dos responsáveis por mudar a nossa compreensão do que vem a ser uma floresta.

   Reconhecemos a obra de civilizações antigas por marcas que nos são familiares, por ruínas que lemos como encarnações antigas de estruturas contemporâneas. O templo romano é a catedral, a mesquita, a sinagoga; o anfiteatro grego é a sala de espetáculos; a pirâmide egípcia é o túmulo e o monumento. Vale também para as construções simbólicas — para as epopeias, as leis, o Estado. Não temos dificuldade em identificá-las e valorizá-las porque sabemos do que se trata: somos feitos dessas mesmas coisas [...].

    Na Amazônia não se encontraram (até agora pelo menos) indícios do uso de metal, de domesticação significativa de animais, de estruturas centrais de poder que remetam à ideia de Estado. Mais prosaicamente, não vemos pirâmides na floresta, e ainda hoje essas ausências induzem à interpretação de que as civilizações amazônidas ficaram numa espécie de estágio inaugural da aventura humana [...].

   A pedra fica, o metal fica; a madeira, o cipó, a palma retornam ao solo e são reabsorvidos pelo que nasce e vive. Ruínas de civilizações orgânicas são mais difíceis de serem reconhecidas porque se confundem com a paisagem natural.

    As civilizações amazônidas precisam ser compreendidas nos seus próprios termos, sem tomar como referência padrões exteriores à floresta, construídos como representação de cidades, palácios, templos e estátuas. Aqui, coisas diferentes importam; coisas que, tomadas em seu conjunto, configuram uma complexidade de outro tipo. Na falta de expressão melhor, pode-se chamá-la de inteligência ecológica.

    Exemplo dessa inteligência é a manipulação de espécies vegetais. “Uma das maiores contribuições dos índios das Américas para a humanidade foi a domesticação de uma série de plantas que atualmente são consumidas de diferentes modos por todo o planeta”, diz Eduardo Neves.


Fonte: Revista Brasileira. 2022. — adaptado.
Na frase “Na Amazônia não se encontraram (até agora pelo menos) indícios do uso de metal, de domesticação significativa de animais, de estruturas centrais de poder que remetam à ideia de Estado.”, a flexão da forma verbal sublinhada, na terceira pessoa do plural, justifica-se pela sua concordância com: 
Alternativas
Q3142523 Português
A floresta como pirâmide


   “A Amazônia é ocupada há mais de 10 mil anos, em alguns casos por populações de milhares de pessoas. É de se esperar, portanto, que a floresta que hoje recobre muitos sítios arqueológicos tenha, além de uma história natural, também uma história cultural.” Essa passagem aparece no livro Arqueologia da Amazônia, do pesquisador Eduardo Góes Neves, um dos responsáveis por mudar a nossa compreensão do que vem a ser uma floresta.

   Reconhecemos a obra de civilizações antigas por marcas que nos são familiares, por ruínas que lemos como encarnações antigas de estruturas contemporâneas. O templo romano é a catedral, a mesquita, a sinagoga; o anfiteatro grego é a sala de espetáculos; a pirâmide egípcia é o túmulo e o monumento. Vale também para as construções simbólicas — para as epopeias, as leis, o Estado. Não temos dificuldade em identificá-las e valorizá-las porque sabemos do que se trata: somos feitos dessas mesmas coisas [...].

    Na Amazônia não se encontraram (até agora pelo menos) indícios do uso de metal, de domesticação significativa de animais, de estruturas centrais de poder que remetam à ideia de Estado. Mais prosaicamente, não vemos pirâmides na floresta, e ainda hoje essas ausências induzem à interpretação de que as civilizações amazônidas ficaram numa espécie de estágio inaugural da aventura humana [...].

   A pedra fica, o metal fica; a madeira, o cipó, a palma retornam ao solo e são reabsorvidos pelo que nasce e vive. Ruínas de civilizações orgânicas são mais difíceis de serem reconhecidas porque se confundem com a paisagem natural.

    As civilizações amazônidas precisam ser compreendidas nos seus próprios termos, sem tomar como referência padrões exteriores à floresta, construídos como representação de cidades, palácios, templos e estátuas. Aqui, coisas diferentes importam; coisas que, tomadas em seu conjunto, configuram uma complexidade de outro tipo. Na falta de expressão melhor, pode-se chamá-la de inteligência ecológica.

    Exemplo dessa inteligência é a manipulação de espécies vegetais. “Uma das maiores contribuições dos índios das Américas para a humanidade foi a domesticação de uma série de plantas que atualmente são consumidas de diferentes modos por todo o planeta”, diz Eduardo Neves.


Fonte: Revista Brasileira. 2022. — adaptado.
Em relação ao uso do pronome oblíquo átono “as”, junto aos verbos “identificar” e “valorizar” no segundo parágrafo, é CORRETO afirmar que o pronome substitui:
Alternativas
Q3142522 Português
A floresta como pirâmide


   “A Amazônia é ocupada há mais de 10 mil anos, em alguns casos por populações de milhares de pessoas. É de se esperar, portanto, que a floresta que hoje recobre muitos sítios arqueológicos tenha, além de uma história natural, também uma história cultural.” Essa passagem aparece no livro Arqueologia da Amazônia, do pesquisador Eduardo Góes Neves, um dos responsáveis por mudar a nossa compreensão do que vem a ser uma floresta.

   Reconhecemos a obra de civilizações antigas por marcas que nos são familiares, por ruínas que lemos como encarnações antigas de estruturas contemporâneas. O templo romano é a catedral, a mesquita, a sinagoga; o anfiteatro grego é a sala de espetáculos; a pirâmide egípcia é o túmulo e o monumento. Vale também para as construções simbólicas — para as epopeias, as leis, o Estado. Não temos dificuldade em identificá-las e valorizá-las porque sabemos do que se trata: somos feitos dessas mesmas coisas [...].

    Na Amazônia não se encontraram (até agora pelo menos) indícios do uso de metal, de domesticação significativa de animais, de estruturas centrais de poder que remetam à ideia de Estado. Mais prosaicamente, não vemos pirâmides na floresta, e ainda hoje essas ausências induzem à interpretação de que as civilizações amazônidas ficaram numa espécie de estágio inaugural da aventura humana [...].

   A pedra fica, o metal fica; a madeira, o cipó, a palma retornam ao solo e são reabsorvidos pelo que nasce e vive. Ruínas de civilizações orgânicas são mais difíceis de serem reconhecidas porque se confundem com a paisagem natural.

    As civilizações amazônidas precisam ser compreendidas nos seus próprios termos, sem tomar como referência padrões exteriores à floresta, construídos como representação de cidades, palácios, templos e estátuas. Aqui, coisas diferentes importam; coisas que, tomadas em seu conjunto, configuram uma complexidade de outro tipo. Na falta de expressão melhor, pode-se chamá-la de inteligência ecológica.

    Exemplo dessa inteligência é a manipulação de espécies vegetais. “Uma das maiores contribuições dos índios das Américas para a humanidade foi a domesticação de uma série de plantas que atualmente são consumidas de diferentes modos por todo o planeta”, diz Eduardo Neves.


Fonte: Revista Brasileira. 2022. — adaptado.
Considerando-se a discussão sobre as civilizações amazônidas realizada por Eduardo Góes Neves, é CORRETO afirmar que o conceito de inteligência ecológica se refere à:
Alternativas
Q3142521 Português
A floresta como pirâmide


   “A Amazônia é ocupada há mais de 10 mil anos, em alguns casos por populações de milhares de pessoas. É de se esperar, portanto, que a floresta que hoje recobre muitos sítios arqueológicos tenha, além de uma história natural, também uma história cultural.” Essa passagem aparece no livro Arqueologia da Amazônia, do pesquisador Eduardo Góes Neves, um dos responsáveis por mudar a nossa compreensão do que vem a ser uma floresta.

   Reconhecemos a obra de civilizações antigas por marcas que nos são familiares, por ruínas que lemos como encarnações antigas de estruturas contemporâneas. O templo romano é a catedral, a mesquita, a sinagoga; o anfiteatro grego é a sala de espetáculos; a pirâmide egípcia é o túmulo e o monumento. Vale também para as construções simbólicas — para as epopeias, as leis, o Estado. Não temos dificuldade em identificá-las e valorizá-las porque sabemos do que se trata: somos feitos dessas mesmas coisas [...].

    Na Amazônia não se encontraram (até agora pelo menos) indícios do uso de metal, de domesticação significativa de animais, de estruturas centrais de poder que remetam à ideia de Estado. Mais prosaicamente, não vemos pirâmides na floresta, e ainda hoje essas ausências induzem à interpretação de que as civilizações amazônidas ficaram numa espécie de estágio inaugural da aventura humana [...].

   A pedra fica, o metal fica; a madeira, o cipó, a palma retornam ao solo e são reabsorvidos pelo que nasce e vive. Ruínas de civilizações orgânicas são mais difíceis de serem reconhecidas porque se confundem com a paisagem natural.

    As civilizações amazônidas precisam ser compreendidas nos seus próprios termos, sem tomar como referência padrões exteriores à floresta, construídos como representação de cidades, palácios, templos e estátuas. Aqui, coisas diferentes importam; coisas que, tomadas em seu conjunto, configuram uma complexidade de outro tipo. Na falta de expressão melhor, pode-se chamá-la de inteligência ecológica.

    Exemplo dessa inteligência é a manipulação de espécies vegetais. “Uma das maiores contribuições dos índios das Américas para a humanidade foi a domesticação de uma série de plantas que atualmente são consumidas de diferentes modos por todo o planeta”, diz Eduardo Neves.


Fonte: Revista Brasileira. 2022. — adaptado.
De acordo com o texto, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

( ) O autor desaprova a perspectiva que associa civilizações antigas apenas às estruturas remanescentes, argumentando que a ausência dessas estruturas na Amazônia contribui para a concepção errônea de que os povos que ali viveram possuiriam valor inferior.

( ) Ao afirmar “somos feitos dessas coisas”, o autor refere-se à familiaridade da sociedade moderna com símbolos das civilizações antigas que moldaram sua identidade, o que resultou no reconhecimento e na valorização dessas marcas ao longo dos séculos.

( ) O autor sugere que, caso estruturas como pirâmides estivessem presentes na Amazônia, a população moderna agregaria menor valor ao desenvolvimento cultural dessas civilizações, permitindo comparações com aquelas amplamente reconhecidas.
Alternativas
Q3142446 Português
Qual das alternativas NÃO apresenta tritongo? 
Alternativas
Q3142445 Português
Paronímia é a relação entre palavras com estrutura (grafia ou som) parecida e, apesar disso, significados diferentes. Com base nisso, assinalar a alternativa que apresenta um par de parônimos.
Alternativas
Q3142444 Português

Qual alternativa apresenta o sinônimo da palavra sublinhada abaixo?


O protótipo ainda é muito quebradiço, precisamos melhorá-lo.

Alternativas
Q3142442 Português
Quais são as 7 artes?


    Você já parou para se perguntar quais são as 7 artes? Afinal, usamos com frequência o termo sétima arte para nos referirmos ao cinema. Mas se o cinema é a 7ª arte, quais são as outras 6? Por que elas têm esse nome?

    Há um pouco de discordância sobre a lista e a ordem exata das 7 artes clássicas, mas a maior parte da literatura apresenta da seguinte forma: Arquitetura, Escultura, Pintura, Música, Literatura, Dança e Cinema.

   É difícil estabelecer um ponto de início para esta discussão, que foi travada durante décadas por diversos filósofos. Porém, é consenso no meio artístico que o ponto mais importante dessa denominação foi o “Manifesto das Sete Artes”, de Ricciotto Canudo. O intelectual italiano escreveu, em 1923, este documento que estabelecia as 7 artes clássicas.

  Muito se discute até hoje a respeito dessa lista, uma vez que deixou elementos conhecidos e importantes de fora. Teatro, Coreografia, Ilusionismo, Fotografia, HQ e até mesmo Arte Digital não fazem parte dessa lista. O argumento dos que defendem a ideia mais clássica e conservadora é que estas formas de arte na verdade são a mistura de outras. O teatro, por exemplo, é a junção de diversas artes: literatura, pintura, dança e música.

   Fato é que a soma das artes compõe quase todo o lazer, a beleza e a cultura de nossa vida moderna. Afinal, o que seria das nossas vidas sem um destes 7 elementos? Pode até ser que você não goste de um ou de outro, mas a composição deles é fundamental para o estabelecimento de nossa identidade cultural.

    É possível conhecer um país, sua história e tradições, por meio das manifestações culturais. Investir em artes, mais do que um lazer ou passatempo, é saber aprofundar as raízes de um determinado grupo de pessoas.


Academia Brasileira de Artes – adaptado.
Com base no texto, analisar os itens.

I. Tanto o teatro quanto a dança fazem parte das 7 artes clássicas.
II. Os que defendem a ideia mais conservadora dizem que todas as formas de arte são misturas, sem distinção.
III. O texto de Ricciotto Canudo foi importante para o meio artístico chegar ao consenso sobre as 7 artes clássicas.

Está CORRETO o que se afirma:
Alternativas
Q3142441 Português
Quais são as 7 artes?


    Você já parou para se perguntar quais são as 7 artes? Afinal, usamos com frequência o termo sétima arte para nos referirmos ao cinema. Mas se o cinema é a 7ª arte, quais são as outras 6? Por que elas têm esse nome?

    Há um pouco de discordância sobre a lista e a ordem exata das 7 artes clássicas, mas a maior parte da literatura apresenta da seguinte forma: Arquitetura, Escultura, Pintura, Música, Literatura, Dança e Cinema.

   É difícil estabelecer um ponto de início para esta discussão, que foi travada durante décadas por diversos filósofos. Porém, é consenso no meio artístico que o ponto mais importante dessa denominação foi o “Manifesto das Sete Artes”, de Ricciotto Canudo. O intelectual italiano escreveu, em 1923, este documento que estabelecia as 7 artes clássicas.

  Muito se discute até hoje a respeito dessa lista, uma vez que deixou elementos conhecidos e importantes de fora. Teatro, Coreografia, Ilusionismo, Fotografia, HQ e até mesmo Arte Digital não fazem parte dessa lista. O argumento dos que defendem a ideia mais clássica e conservadora é que estas formas de arte na verdade são a mistura de outras. O teatro, por exemplo, é a junção de diversas artes: literatura, pintura, dança e música.

   Fato é que a soma das artes compõe quase todo o lazer, a beleza e a cultura de nossa vida moderna. Afinal, o que seria das nossas vidas sem um destes 7 elementos? Pode até ser que você não goste de um ou de outro, mas a composição deles é fundamental para o estabelecimento de nossa identidade cultural.

    É possível conhecer um país, sua história e tradições, por meio das manifestações culturais. Investir em artes, mais do que um lazer ou passatempo, é saber aprofundar as raízes de um determinado grupo de pessoas.


Academia Brasileira de Artes – adaptado.
A partir do trecho “Afinal, o que seria das nossas vidas sem um destes 7 elementos?”, pode-se inferir que:
Alternativas
Q3142440 Português
Quais são as 7 artes?


    Você já parou para se perguntar quais são as 7 artes? Afinal, usamos com frequência o termo sétima arte para nos referirmos ao cinema. Mas se o cinema é a 7ª arte, quais são as outras 6? Por que elas têm esse nome?

    Há um pouco de discordância sobre a lista e a ordem exata das 7 artes clássicas, mas a maior parte da literatura apresenta da seguinte forma: Arquitetura, Escultura, Pintura, Música, Literatura, Dança e Cinema.

   É difícil estabelecer um ponto de início para esta discussão, que foi travada durante décadas por diversos filósofos. Porém, é consenso no meio artístico que o ponto mais importante dessa denominação foi o “Manifesto das Sete Artes”, de Ricciotto Canudo. O intelectual italiano escreveu, em 1923, este documento que estabelecia as 7 artes clássicas.

  Muito se discute até hoje a respeito dessa lista, uma vez que deixou elementos conhecidos e importantes de fora. Teatro, Coreografia, Ilusionismo, Fotografia, HQ e até mesmo Arte Digital não fazem parte dessa lista. O argumento dos que defendem a ideia mais clássica e conservadora é que estas formas de arte na verdade são a mistura de outras. O teatro, por exemplo, é a junção de diversas artes: literatura, pintura, dança e música.

   Fato é que a soma das artes compõe quase todo o lazer, a beleza e a cultura de nossa vida moderna. Afinal, o que seria das nossas vidas sem um destes 7 elementos? Pode até ser que você não goste de um ou de outro, mas a composição deles é fundamental para o estabelecimento de nossa identidade cultural.

    É possível conhecer um país, sua história e tradições, por meio das manifestações culturais. Investir em artes, mais do que um lazer ou passatempo, é saber aprofundar as raízes de um determinado grupo de pessoas.


Academia Brasileira de Artes – adaptado.
Sobre as ideias do texto, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

( ) Essa discussão entre filósofos sobre as 7 artes foi breve.
( ) O teatro é a junção de somente duas artes: literatura e música.
( ) As manifestações culturais são um meio de conhecer um país, sua história e suas tradições. 
Alternativas
Q3142227 Português
Na metrópole agitada de Lumina, os arranha-céus se erguem imponentes, contrastando com os pequenos parques que pontilham a cidade. Nas ruas movimentadas, o tráfego incessante cria um cenário caótico, enquanto os pedestres se apressam em suas jornadas diárias. No entanto, algo incomum tem acontecido: os sinais de trânsito, que sempre foram confiáveis, começaram a apresentar falhas, levando a situações perigosas e congestionamentos ainda maiores.
(Texto gerado por IA)
Considerando o contexto fornecido, qual o tipo de oração presente na frase "que sempre foram confiáveis"?
Alternativas
Q3142088 Português

Texto 13


PL 2.630/2020: em direção a um ambiente online mais seguro



    O avanço tecnológico trouxe consigo um desafio crescente: a disseminação desenfreada de fake news. Diante desse cenário, o Projeto de Lei 2.630/2020 surge como uma iniciativa promissora para lidar com essa questão premente. Ao propor medidas para identificar, controlar e punir a propagação deliberada de informações falsas, o PL representa um passo significativo na proteção da integridade da informação e na salvaguarda da sociedade contra os males da desinformação.


    Entretanto, a implementação de uma legislação sobre fake news deve ser conduzida com cautela. É fundamental encontrar um equilíbrio delicado entre combater a desinformação e preservar a liberdade de expressão e a privacidade dos cidadãos. Qualquer medida adotada deve evitar o risco de se tornar uma forma de censura ou vigilância excessiva, garantindo que os direitos individuais sejam protegidos.


    Nesse sentido, o debate em torno do PL 2.630/2020 deve ser pautado pela busca por esse equilíbrio, considerando, desse modo, não apenas a eficácia das medidas propostas, mas também seu impacto nas liberdades democráticas e nos direitos dos cidadãos. Somente com um diálogo aberto e inclusivo será possível construir uma legislação sólida e eficiente para lidar com as fake news.


    Além disso, é importante destacar que o combate às fake news não é responsabilidade exclusiva do governo ou das plataformas digitais. Todos os setores da sociedade têm um papel a desempenhar nesse esforço conjunto. A educação digital, a promoção do pensamento crítico e o incentivo à responsabilidade individual são elementos-chave para enfrentar esse desafio de maneira eficaz.


    Portanto, o PL 2.630/2020 representa um passo na direção certa, mas ainda há um longo caminho a percorrer, de modo que é necessário continuar trabalhando para aprimorar e implementar políticas que protejam a integridade da informação online, ao mesmo tempo em que preservam os valores democráticos e os direitos individuais. Somente assim poderemos construir um ambiente online mais seguro e confiável para todos os cidadãos.


(Editorial sobre o PL 2.630/2020)

Considerando a coesão e coerência textuais no Texto 13 sobre o PL 2.630/2020, qual alternativa apresenta uma inferência correta em relação ao uso de elementos coesivos e à conexão lógica das ideias no trecho do texto destacado abaixo?

Trecho destacado: “Portanto, o PL 2.630/2020 representa um passo na direção certa, mas ainda há um longo caminho a percorrer, de modo que é necessário continuar trabalhando para aprimorar e implementar políticas que protejam a integridade da informação online, ao mesmo tempo em que preservam os valores democráticos e os direitos individuais.”
Alternativas
Respostas
48581: B
48582: A
48583: C
48584: C
48585: D
48586: B
48587: C
48588: D
48589: D
48590: B
48591: C
48592: A
48593: B
48594: A
48595: C
48596: A
48597: B
48598: D
48599: B
48600: B