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Questões de Concurso Comentadas sobre português

Questões Discursivas

Foram encontradas 186.651 questões

Q3119628 Português
O texto a seguir deve ser lido com atenção para responder à questão.

IDEIAS DO CANÁRIO

   Um homem dado a estudos de ornitologia, por nome Macedo, referiu a alguns amigos um caso tão extraordinário que ninguém lhe deu crédito. Alguns chegam a supor que Macedo virou o juízo. Eis aqui o resumo da narração.

   No princípio do mês passado, — disse ele, — indo por uma rua, sucedeu que uma carroça, à disparada, quase me atirou ao chão. Escapei saltando para dentro de um brechó. Nem o ruído do cavalo e do veículo, nem a minha entrada fez levantar o dono do negócio, que cochilava ao fundo, sentado numa cadeira de abrir. Era um frangalho de homem, barba cor de palha suja, a cabeça enfiada em um gorro esfarrapado, que provavelmente não achara comprador. Não se adivinhava nele nenhuma história, como podiam ter alguns dos objetos que vendia, nem se lhe sentia a tristeza austera e desenganada das vidas que foram vidas.

   A loja era escura, atulhada das coisas velhas, tortas, rotas, enxovalhadas, enferrujadas que de ordinário se acham em tais casas, tudo naquela meia desordem própria do negócio. Essa mistura, posto que banal, era interessante. Panelas sem tampa, tampas sem panela, botões, sapatos, fechaduras, uma saia preta, chapéus de palha e de pelo, caixonetes, binóculos, meias casacas, uma espada, um cão empalhado, um par de chinelos, luvas, vasos sem nome, acessórios militares, uma bolsa de veludo, dois cabides, um estilingue, um termômetro, cadeiras, um retrato litografado pelo finado Sisson, um gamão, duas máscaras de arame para o carnaval que há de vir, tudo isso e o mais que não vi ou não me ficou de memória, enchia a loja nas imediações da porta, encostado, pendurado ou exposto em caixas de vidro, igualmente velhas. Lá para dentro, havia outras coisas mais e muitas, e do mesmo aspecto, dominando os objetos grandes, cômodas, cadeiras, camas, uns por cima dos outros, perdidos na escuridão.

   Ia a sair, quando vi uma gaiola pendurada da porta. Tão velha como o resto, para ter o mesmo aspecto da desolação geral, faltava-lhe estar vazia. Não estava vazia. Dentro pulava um canário.

    A cor, a animação e a graça do passarinho davam àquele amontoado de destroços uma nota de vida e de mocidade. Era o último passageiro de algum naufrágio, que ali foi parar íntegro e alegre como dantes. Logo que olhei para ele, entrou a saltar mais abaixo e acima, de poleiro em poleiro, como se quisesse dizer que no meio daquele cemitério brincava um raio de sol. Não atribuo essa imagem ao canário, senão porque falo a gente retórica; em verdade, ele não pensou em cemitério nem sol, segundo me disse depois. Eu, de envolta com o prazer que me trouxe aquela vista, senti-me indignado do destino do pássaro, e murmurei baixinho palavras de azedume.

    — Quem seria o dono execrável deste bichinho, que teve ânimo de se desfazer dele por alguns pares de moedas? Ou que mão indiferente, não querendo guardar esse companheiro de dono defunto, o deu de graça a algum pequeno, que o vendeu para ir ao jogo do bicho?

    E o canário, de cima do poleiro, trilou isto:

    — Quem quer que sejas tu, certamente não estás em teu juízo. Não tive dono horrível, nem fui dado a nenhum menino que me vendesse. São imaginações de pessoa doente; vai-te curar, amigo…

    — Como? — interrompi eu, sem ter tempo de ficar espantado. Então o teu dono não te vendeu a esta casa? Não foi a miséria ou a ociosidade que te trouxe a este cemitério, como um raio de sol?

    — Não sei que seja sol nem cemitério. Se os canários que tens visto usam do primeiro desses nomes, tanto melhor, porque é bonito, mas estou crendo que confundes. 

   — Perdão, mas tu não vieste para aqui à toa, sem ninguém, salvo se o teu dono foi sempre aquele homem que ali está sentado.

    — Que dono? Esse homem que aí está é meu criado, dá-me água e comida todos os dias, com tal regularidade que eu, se devesse pagar-lhe os serviços, não seria com pouco; mas os canários não pagam criados. Em verdade, se o mundo é propriedade dos canários, seria extravagante que eles pagassem o que está no mundo (…).


ASSIS, Machado de. Contos: uma antologia. São Paulo: Companhia das Letras, 2004, 2ª edição, volume II. pp. 427-432. Com adaptações.


"Essa mistura, posto que banal, era interessante". A locução conjuntiva destacada funciona como elemento de coesão e só NÃO pode ser substituída por: 
Alternativas
Q3119604 Português
"O anúncio publicitário visa apresentar, ao grande público, determinado produto, marca ou serviço, com o intuito de atrair e convencer os consumidores a adquirirem ou aderirem ao que está sendo apresentado. A linguagem desse gênero é mista, mesclando elementos verbais com não verbais. Para construir um bom anúncio, é preciso estar atento, além de ter em mente, de modo objetivo, o que está sendo apresentado. A forma de apresentação pode variar a depender da necessidade da marca."
(https://brasilescola.uol.com.br/redacao/anuncio-publicitario.htm)
A seguir, são apresentadas as principais práticas que você deve seguir para produzir um anúncio publicitário, EXCETO:
Alternativas
Q3119601 Português
Lamento crônico: o custo emocional e físico de reclamar de tudo o tempo todo


Imaginemos uma situação muito comum. Duas pessoas caminham apressadamente e se encontram na rua.

Eles podem ser amigos, colegas de trabalho ou conhecidos. Um deles cumprimenta o outro, dizendo "olá, como vai?" ou "tudo bem?".

Automaticamente, o outro responde "vamos indo" ou "caminhando, dentro do possível". E cada um segue o seu caminho.

O tom de queixa parece algo típico de um encontro como esse.

Em pleno século 21, as sociedades desenvolvidas aceitam este tipo de atitude como uma forma rotineira de interação social.

De fato, é muito frequente ouvir reclamações sobre o trânsito, o clima, o trabalho ou as dificuldades econômicas. Para muitos, é algo inofensivo e até terapêutico, já que serve de alívio emocional.

Mas já foi demonstrado que o lamento crônico traz impactos significativos para a saúde mental, emocional e até física − tanto de quem reclama quanto de quem ouve as queixas.

Fenômeno cotidiano

Abordaremos aqui a expressão recorrente de insatisfação, frustração ou mal-estar, causada por situações percebidas como negativas. Este é um fenômeno quase universal, que pode ser extrapolado para contextos familiares, sociais e profissionais.

Longe de uma visão cataclísmica, reclamar ocasionalmente é um aspecto normal da experiência humana. O desgaste emocional e fisiológico ocorre quando este estado de espírito negativo invade nossa rotina diária.

Mas por que reclamamos tanto?

Especialistas acreditam que as queixas agem como mecanismo de enfrentamento. Através delas, liberamos tensões ou buscamos aprovação.

Concretamente, já se observou que nós reclamamos para buscar a aceitação da nossa opinião ou percepção, como se fosse um loop.

Até aqui, a reclamação funciona como uma estratégia de apresentação perante o nosso grupo social. Ela é uma função adaptativa do ser humano.

O problema surge quando ela passa a ser crônica, estendendo-se a inúmeros contextos. É uma situação que se agrava com o uso e abuso das redes sociais.

Nelas, pessoas influentes entre os mais jovens costumam dedicar grande parte do seu conteúdo a atacar isso e aquilo, como estratégia de captação de seguidores ou para criar debates e intercâmbio de comentários.

Diversas pesquisas confirmaram que o cérebro humano foi desenhado para identificar ameaças e problemas, o que explica por que é tão fácil se fixar no negativo e porque algumas pessoas se queixam mais do que outras.

Trata-se de um mecanismo evolutivo de função protetora: o cérebro tende a se fixar no negativo porque isso permitia que se enfrentasse um perigo real e aumentava as chances de sobrevivência.

Mas esse efeito, chamado de viés de negatividade, pode ser contraproducente no entorno moderno.

Manter o foco no negativo de maneira contínua pode alterar a forma como as pessoas vêem o mundo e interagem com outras.

Alguns estudos destacam que o ato de se lamentar pode causar mudanças estruturais no cérebro que, por sua vez, dificultam a resolução de problemas e afetam as funções cognitivas.

Isso significa que as pessoas queixosas podem sofrer redução de funções como a resolução de problemas, a tomada de decisões ou o planejamento − o que gera ainda mais frustrações e, consequentemente, mais queixas.

Também se observou que a reclamação cotidiana está correlacionada com a sintomatologia ansiosa depressiva. Concretamente, ela traz pensamentos intrusivos, ruminações, baixa autoestima, cansaço e fadiga mental.

Por isso, os indivíduos que não param de se lamentar por tudo costumam ser mais pessimistas e menos resilientes frente às adversidades.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyjpen5gdko)
Quanto à ortografia, identifique a alternativa que apresenta uma informação INCORRETA:
Alternativas
Q3119599 Português
Lamento crônico: o custo emocional e físico de reclamar de tudo o tempo todo


Imaginemos uma situação muito comum. Duas pessoas caminham apressadamente e se encontram na rua.

Eles podem ser amigos, colegas de trabalho ou conhecidos. Um deles cumprimenta o outro, dizendo "olá, como vai?" ou "tudo bem?".

Automaticamente, o outro responde "vamos indo" ou "caminhando, dentro do possível". E cada um segue o seu caminho.

O tom de queixa parece algo típico de um encontro como esse.

Em pleno século 21, as sociedades desenvolvidas aceitam este tipo de atitude como uma forma rotineira de interação social.

De fato, é muito frequente ouvir reclamações sobre o trânsito, o clima, o trabalho ou as dificuldades econômicas. Para muitos, é algo inofensivo e até terapêutico, já que serve de alívio emocional.

Mas já foi demonstrado que o lamento crônico traz impactos significativos para a saúde mental, emocional e até física − tanto de quem reclama quanto de quem ouve as queixas.

Fenômeno cotidiano

Abordaremos aqui a expressão recorrente de insatisfação, frustração ou mal-estar, causada por situações percebidas como negativas. Este é um fenômeno quase universal, que pode ser extrapolado para contextos familiares, sociais e profissionais.

Longe de uma visão cataclísmica, reclamar ocasionalmente é um aspecto normal da experiência humana. O desgaste emocional e fisiológico ocorre quando este estado de espírito negativo invade nossa rotina diária.

Mas por que reclamamos tanto?

Especialistas acreditam que as queixas agem como mecanismo de enfrentamento. Através delas, liberamos tensões ou buscamos aprovação.

Concretamente, já se observou que nós reclamamos para buscar a aceitação da nossa opinião ou percepção, como se fosse um loop.

Até aqui, a reclamação funciona como uma estratégia de apresentação perante o nosso grupo social. Ela é uma função adaptativa do ser humano.

O problema surge quando ela passa a ser crônica, estendendo-se a inúmeros contextos. É uma situação que se agrava com o uso e abuso das redes sociais.

Nelas, pessoas influentes entre os mais jovens costumam dedicar grande parte do seu conteúdo a atacar isso e aquilo, como estratégia de captação de seguidores ou para criar debates e intercâmbio de comentários.

Diversas pesquisas confirmaram que o cérebro humano foi desenhado para identificar ameaças e problemas, o que explica por que é tão fácil se fixar no negativo e porque algumas pessoas se queixam mais do que outras.

Trata-se de um mecanismo evolutivo de função protetora: o cérebro tende a se fixar no negativo porque isso permitia que se enfrentasse um perigo real e aumentava as chances de sobrevivência.

Mas esse efeito, chamado de viés de negatividade, pode ser contraproducente no entorno moderno.

Manter o foco no negativo de maneira contínua pode alterar a forma como as pessoas vêem o mundo e interagem com outras.

Alguns estudos destacam que o ato de se lamentar pode causar mudanças estruturais no cérebro que, por sua vez, dificultam a resolução de problemas e afetam as funções cognitivas.

Isso significa que as pessoas queixosas podem sofrer redução de funções como a resolução de problemas, a tomada de decisões ou o planejamento − o que gera ainda mais frustrações e, consequentemente, mais queixas.

Também se observou que a reclamação cotidiana está correlacionada com a sintomatologia ansiosa depressiva. Concretamente, ela traz pensamentos intrusivos, ruminações, baixa autoestima, cansaço e fadiga mental.

Por isso, os indivíduos que não param de se lamentar por tudo costumam ser mais pessimistas e menos resilientes frente às adversidades.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyjpen5gdko)
Em relação à acentuação, marque (V) para verdadeiro ou (F) para falso nas afirmativas a seguir:

(__)O vocábulo 'vêem' está acentuado de forma incorreta, pois, de acordo com o Novo Acordo Ortográfico, o acento circunflexo de paroxítonas terminadas em 'êem' e em 'ôo' foi abolido.

(__)Os vocábulos 'experiência' e 'diária' são paroxítonas, mas com regras diferentes de acentuação. A primeira é acentuada por terminar em ditongo, enquanto a segunda é acentuada por apresentar hiato.

(__)São oxítonos os vocábulos 'aqui', 'social' e 'lamentar'.

(__)O vocábulo 'também' apresenta a mesma regra de acentuação do vocábulo 'hífen'.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, é: 
Alternativas
Q3119535 Português
Adolescentes: mais altos, gordos e preguiçosos

    A oferta de produtos industrializados e a falta de tempo têm sua parcela de responsabilidade no aumento da silhueta dos jovens. “Os nossos hábitos alimentares, de modo geral, mudaram muito”, observa Vivian Ellinger, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), no Rio de Janeiro. Pesquisas mostram que, aqui no Brasil, estamos exagerando no sal e no açúcar, além de tomar pouco leite e comer menos frutas e feijão.

     Outro pecado, velho conhecido de quem exibe excesso de gordura por causa da gula, surge como marca da nova geração: a preguiça. “Cem por cento das meninas que participam do Programa não praticavam nenhum esporte”, revela a psicóloga Cristina Freire, que monitora o desenvolvimento emocional das voluntárias.

    Você provavelmente já sabe quais são as consequências de uma rotina sedentária e cheia de gordura. “E não é novidade que os obesos têm uma sobrevida menor”, acredita Claudia Cozer, endocrinologista da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. Mas, se há cinco anos os estudos projetavam um futuro sombrio para os jovens, no cenário atual as doenças que viriam na velhice já são parte da rotina deles. “Os adolescentes já estão sofrendo com hipertensão e diabete”, exemplifica Claudia. DESGUALDO, P. Revista Saúde. Disponível em: http://saude.abril.com.br. Acesso em: 08/11/2024 (adaptado).
Na frase "Cem por cento das meninas que participam do Programa não praticavam nenhum esporte", o termo destacado exerce a função de:
Alternativas
Q3119451 Português

O texto a seguir deve ser lido com atenção para responder à questão.


Conheça a história da educação para relações étnico-raciais no Brasil



O Ministério da Educação (MEC) tem promovido ações e programas educacionais voltados para a superação das desigualdades étnico-raciais, com o intuito de avançar significativamente na construção de uma educação mais inclusiva e plural. Nesse sentido, a Pasta lançou, em 2024, a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq). 


Coordenada pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), a política tem, entre suas metas, a formação de profissionais da educação para gestão e docência em educação para as relações étnico-raciais (Erer) e em educação escolar quilombola (EEQ). Assim, o MEC investirá, até 2027, R$ 2 bilhões para formação de 215 mil gestores e professores em todo o país.


Outra meta da política é o reconhecimento de avanços institucionais de práticas educacionais antirracistas. Além disso, a política busca consolidar a EEQ com a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola, instituídas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) por meio da Resolução nº 8/2012.


De acordo com a secretária da Secadi, Zara Figueiredo, a Pneerq surgiu em meio a desafios para a concretização da Erer e da EEQ na prática. Entre as dificuldades enfrentadas, estava a ausência de monitoramento da implementação da Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana no currículo das escolas de educação básica. Mais tarde, essa legislação foi modificada pela Lei nº 11.645/2008, que incluiu o ensino da história e cultura indígena na obrigatoriedade. Por isso, a primeira ação da Política Nacional de Equidade foi realizar um levantamento das ações para o cumprimento dessas leis entre as redes de ensino de todo o país.


Além disso, a política visa abordar o baixo número de docentes com formação voltada à gestão escolar para a Erer e a EEQ; a ausência de ações oficiais para a prevenção e o enfrentamento de ações racistas na escola e nas universidades; a elevada desigualdade no percurso de estudantes da educação básica; a baixa implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Escolar Quilombola; e a inadequada estrutura física e pedagógica nas escolas quilombolas, entre outras problemáticas.


"No que toca aos avanços e aos desafios após 20 anos de promulgação da Lei nº 10.639/2003, a Pneerq objetiva implementar ações e programas voltados à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo na educação brasileira e à promoção da política educacional para a população quilombola", explicou a secretária da Secadi.


Fonte: https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2024/novembro/conheca-a-historia-da-educacao-para-relacoes-etnico-raciais-no-brasil (adaptado).

Do trecho "Outra meta da política é o reconhecimento de avanços institucionais de práticas educacionais antirracistas", qual alternativa apresenta correta e respectivamente a classificação gramatical das palavras sublinhadas?
Alternativas
Q3119449 Português

O texto a seguir deve ser lido com atenção para responder à questão.


Conheça a história da educação para relações étnico-raciais no Brasil



O Ministério da Educação (MEC) tem promovido ações e programas educacionais voltados para a superação das desigualdades étnico-raciais, com o intuito de avançar significativamente na construção de uma educação mais inclusiva e plural. Nesse sentido, a Pasta lançou, em 2024, a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq). 


Coordenada pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), a política tem, entre suas metas, a formação de profissionais da educação para gestão e docência em educação para as relações étnico-raciais (Erer) e em educação escolar quilombola (EEQ). Assim, o MEC investirá, até 2027, R$ 2 bilhões para formação de 215 mil gestores e professores em todo o país.


Outra meta da política é o reconhecimento de avanços institucionais de práticas educacionais antirracistas. Além disso, a política busca consolidar a EEQ com a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola, instituídas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) por meio da Resolução nº 8/2012.


De acordo com a secretária da Secadi, Zara Figueiredo, a Pneerq surgiu em meio a desafios para a concretização da Erer e da EEQ na prática. Entre as dificuldades enfrentadas, estava a ausência de monitoramento da implementação da Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana no currículo das escolas de educação básica. Mais tarde, essa legislação foi modificada pela Lei nº 11.645/2008, que incluiu o ensino da história e cultura indígena na obrigatoriedade. Por isso, a primeira ação da Política Nacional de Equidade foi realizar um levantamento das ações para o cumprimento dessas leis entre as redes de ensino de todo o país.


Além disso, a política visa abordar o baixo número de docentes com formação voltada à gestão escolar para a Erer e a EEQ; a ausência de ações oficiais para a prevenção e o enfrentamento de ações racistas na escola e nas universidades; a elevada desigualdade no percurso de estudantes da educação básica; a baixa implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Escolar Quilombola; e a inadequada estrutura física e pedagógica nas escolas quilombolas, entre outras problemáticas.


"No que toca aos avanços e aos desafios após 20 anos de promulgação da Lei nº 10.639/2003, a Pneerq objetiva implementar ações e programas voltados à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo na educação brasileira e à promoção da política educacional para a população quilombola", explicou a secretária da Secadi.


Fonte: https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2024/novembro/conheca-a-historia-da-educacao-para-relacoes-etnico-raciais-no-brasil (adaptado).

No trecho "Além disso, a política visa abordar o baixo número de docentes com formação voltada à gestão escolar para a Erer e a EEQ", os termos "Além disso" classificam-se, gramaticalmente, como:
Alternativas
Q3119447 Português

O texto a seguir deve ser lido com atenção para responder à questão.


Conheça a história da educação para relações étnico-raciais no Brasil



O Ministério da Educação (MEC) tem promovido ações e programas educacionais voltados para a superação das desigualdades étnico-raciais, com o intuito de avançar significativamente na construção de uma educação mais inclusiva e plural. Nesse sentido, a Pasta lançou, em 2024, a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq). 


Coordenada pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), a política tem, entre suas metas, a formação de profissionais da educação para gestão e docência em educação para as relações étnico-raciais (Erer) e em educação escolar quilombola (EEQ). Assim, o MEC investirá, até 2027, R$ 2 bilhões para formação de 215 mil gestores e professores em todo o país.


Outra meta da política é o reconhecimento de avanços institucionais de práticas educacionais antirracistas. Além disso, a política busca consolidar a EEQ com a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola, instituídas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) por meio da Resolução nº 8/2012.


De acordo com a secretária da Secadi, Zara Figueiredo, a Pneerq surgiu em meio a desafios para a concretização da Erer e da EEQ na prática. Entre as dificuldades enfrentadas, estava a ausência de monitoramento da implementação da Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana no currículo das escolas de educação básica. Mais tarde, essa legislação foi modificada pela Lei nº 11.645/2008, que incluiu o ensino da história e cultura indígena na obrigatoriedade. Por isso, a primeira ação da Política Nacional de Equidade foi realizar um levantamento das ações para o cumprimento dessas leis entre as redes de ensino de todo o país.


Além disso, a política visa abordar o baixo número de docentes com formação voltada à gestão escolar para a Erer e a EEQ; a ausência de ações oficiais para a prevenção e o enfrentamento de ações racistas na escola e nas universidades; a elevada desigualdade no percurso de estudantes da educação básica; a baixa implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Escolar Quilombola; e a inadequada estrutura física e pedagógica nas escolas quilombolas, entre outras problemáticas.


"No que toca aos avanços e aos desafios após 20 anos de promulgação da Lei nº 10.639/2003, a Pneerq objetiva implementar ações e programas voltados à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo na educação brasileira e à promoção da política educacional para a população quilombola", explicou a secretária da Secadi.


Fonte: https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2024/novembro/conheca-a-historia-da-educacao-para-relacoes-etnico-raciais-no-brasil (adaptado).

O texto utiliza termos técnicos e formais relacionados à educação e à promoção da igualdade racial. Identificar o significado das palavras no contexto é essencial para a compreensão. No trecho "o MEC investirá, até 2027, R$ 2 bilhões para formação de 215 mil gestores e professores em todo o país", a palavra "formação" significa:
Alternativas
Q3119423 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.

Roupas-borboletas

Meu amigo Zé Klein jamais vestiu novamente o suéter preto que usou no enterro do pai. Ele o guarda há duas décadas como um sudário, gêmeo do pesar, enterrado na gaveta desde a data de falecimento.

É capaz de usar qualquer peça que foi do pai, mas não aquela que vestiu na despedida. Pois há vida na roupa do morto, enquanto a sua carrega apenas a morte.

É difícil ressignificar roupas após um adeus doloroso. Talvez porque, naquele momento, sentimos a alma nua. E, após enfrentar a angústia do velório, não queremos reviver os mesmos calafrios. Evitamos a roupa para não reencenar mentalmente o caixão baixando lentamente.

A muda de roupa é sacrificada. Deixa de aquecer e servir, tornando-se um tecido extinto.

Entendo o hábito de descartar o que usamos no dia de uma perda. Essas peças não guardam conexão com a saudade, mas simbolizam o fim. Saudade é preservar o que existia enquanto a pessoa vivia, não aquilo que marca sua ausência.

Meu primeiro presente para Beatriz foi o vestido que ela usou no enterro da mãe. Sabia que aquela peça teria um destino único e definitivo. O coração não permitiria que o traje ressuscitasse.

Aquele vestido era como uma borboleta rara, com a missão de sobrevoar por um único dia o jardim da ausência, embelezando a falta, trazendo brilho ao céu das perdas.

Imagino o orgulho de sua mãe, Clara, na outra dimensão. De alguma forma, ela deve ter visto sua filha vestida da fugacidade exuberante de uma borboleta, a mais linda entre todos os presentes.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado


https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/11/22/roup as-borboletas
No trecho abaixo, algumas frases são baseadas no texto "Roupas-borboletas", de Fabrício Carpinejar. Identifique a alternativa INCORRETA quanto ao uso da concordância verbal:
Alternativas
Q3119421 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.

Roupas-borboletas

Meu amigo Zé Klein jamais vestiu novamente o suéter preto que usou no enterro do pai. Ele o guarda há duas décadas como um sudário, gêmeo do pesar, enterrado na gaveta desde a data de falecimento.

É capaz de usar qualquer peça que foi do pai, mas não aquela que vestiu na despedida. Pois há vida na roupa do morto, enquanto a sua carrega apenas a morte.

É difícil ressignificar roupas após um adeus doloroso. Talvez porque, naquele momento, sentimos a alma nua. E, após enfrentar a angústia do velório, não queremos reviver os mesmos calafrios. Evitamos a roupa para não reencenar mentalmente o caixão baixando lentamente.

A muda de roupa é sacrificada. Deixa de aquecer e servir, tornando-se um tecido extinto.

Entendo o hábito de descartar o que usamos no dia de uma perda. Essas peças não guardam conexão com a saudade, mas simbolizam o fim. Saudade é preservar o que existia enquanto a pessoa vivia, não aquilo que marca sua ausência.

Meu primeiro presente para Beatriz foi o vestido que ela usou no enterro da mãe. Sabia que aquela peça teria um destino único e definitivo. O coração não permitiria que o traje ressuscitasse.

Aquele vestido era como uma borboleta rara, com a missão de sobrevoar por um único dia o jardim da ausência, embelezando a falta, trazendo brilho ao céu das perdas.

Imagino o orgulho de sua mãe, Clara, na outra dimensão. De alguma forma, ela deve ter visto sua filha vestida da fugacidade exuberante de uma borboleta, a mais linda entre todos os presentes.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado


https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/11/22/roup as-borboletas
Assinale a alternativa cuja oração em destaque é classificada como uma oração subordinada substantiva:
Alternativas
Q3119420 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.

Roupas-borboletas

Meu amigo Zé Klein jamais vestiu novamente o suéter preto que usou no enterro do pai. Ele o guarda há duas décadas como um sudário, gêmeo do pesar, enterrado na gaveta desde a data de falecimento.

É capaz de usar qualquer peça que foi do pai, mas não aquela que vestiu na despedida. Pois há vida na roupa do morto, enquanto a sua carrega apenas a morte.

É difícil ressignificar roupas após um adeus doloroso. Talvez porque, naquele momento, sentimos a alma nua. E, após enfrentar a angústia do velório, não queremos reviver os mesmos calafrios. Evitamos a roupa para não reencenar mentalmente o caixão baixando lentamente.

A muda de roupa é sacrificada. Deixa de aquecer e servir, tornando-se um tecido extinto.

Entendo o hábito de descartar o que usamos no dia de uma perda. Essas peças não guardam conexão com a saudade, mas simbolizam o fim. Saudade é preservar o que existia enquanto a pessoa vivia, não aquilo que marca sua ausência.

Meu primeiro presente para Beatriz foi o vestido que ela usou no enterro da mãe. Sabia que aquela peça teria um destino único e definitivo. O coração não permitiria que o traje ressuscitasse.

Aquele vestido era como uma borboleta rara, com a missão de sobrevoar por um único dia o jardim da ausência, embelezando a falta, trazendo brilho ao céu das perdas.

Imagino o orgulho de sua mãe, Clara, na outra dimensão. De alguma forma, ela deve ter visto sua filha vestida da fugacidade exuberante de uma borboleta, a mais linda entre todos os presentes.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado


https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/11/22/roup as-borboletas
Com base no trecho "É difícil ressignificar roupas após um adeus doloroso", do texto "Roupas-borboletas" de Fabrício Carpinejar, analise as alternativas e assinale a correta sobre a análise sintática dos termos da oração:
Alternativas
Q3119305 Português
Tendo em vista o contexto da tirinha, em qual dos quadrinhos a palavra "muito" tem sentido quantitativo, sendo, portanto, um pronome indefinido? 
Imagem associada para resolução da questão
Disponível em: https://cartum.folha.uol.com.br/quadrinhos/2024/11/20/niquel-nausea-fernando-gonsales.shtml. Acesso em: 20 nov. 2024.
Alternativas
Q3119304 Português
Qual das alternativas apresentadas justifica a concordância do verbo em destaque no trecho abaixo?

"Muito se discute sobre a relação da nossa galera com o trabalho, o comportamento nas redes sociais e a visão de futuro."

Disponível em: https://capricho.abril.com.br/identidade/alguem-ja-te-perguntou-como-e-ser-jovem-em-um-mundo-em-colapso/. Acesso em: 20 nov. 2024.
Alternativas
Q3119301 Português
O texto a seguir deve ser lido com atenção para responder à questão.

IDEIAS DO CANÁRIO

   Um homem dado a estudos de ornitologia, por nome Macedo, referiu a alguns amigos um caso tão extraordinário que ninguém lhe deu crédito. Alguns chegam a supor que Macedo virou o juízo. Eis aqui o resumo da narração.

   No princípio do mês passado, — disse ele, — indo por uma rua, sucedeu que uma carroça, à disparada, quase me atirou ao chão. Escapei saltando para dentro de um brechó. Nem o ruído do cavalo e do veículo, nem a minha entrada fez levantar o dono do negócio, que cochilava ao fundo, sentado numa cadeira de abrir. Era um frangalho de homem, barba cor de palha suja, a cabeça enfiada em um gorro esfarrapado, que provavelmente não achara comprador. Não se adivinhava nele nenhuma história, como podiam ter alguns dos objetos que vendia, nem se lhe sentia a tristeza austera e desenganada das vidas que foram vidas.

   A loja era escura, atulhada das coisas velhas, tortas, rotas, enxovalhadas, enferrujadas que de ordinário se acham em tais casas, tudo naquela meia desordem própria do negócio. Essa mistura, posto que banal, era interessante. Panelas sem tampa, tampas sem panela, botões, sapatos, fechaduras, uma saia preta, chapéus de palha e de pelo, caixonetes, binóculos, meias casacas, uma espada, um cão empalhado, um par de chinelos, luvas, vasos sem nome, acessórios militares, uma bolsa de veludo, dois cabides, um estilingue, um termômetro, cadeiras, um retrato litografado pelo finado Sisson, um gamão, duas máscaras de arame para o carnaval que há de vir, tudo isso e o mais que não vi ou não me ficou de memória, enchia a loja nas imediações da porta, encostado, pendurado ou exposto em caixas de vidro, igualmente velhas. Lá para dentro, havia outras coisas mais e muitas, e do mesmo aspecto, dominando os objetos grandes, cômodas, cadeiras, camas, uns por cima dos outros, perdidos na escuridão.

   Ia a sair, quando vi uma gaiola pendurada da porta. Tão velha como o resto, para ter o mesmo aspecto da desolação geral, faltava-lhe estar vazia. Não estava vazia. Dentro pulava um canário.

    A cor, a animação e a graça do passarinho davam àquele amontoado de destroços uma nota de vida e de mocidade. Era o último passageiro de algum naufrágio, que ali foi parar íntegro e alegre como dantes. Logo que olhei para ele, entrou a saltar mais abaixo e acima, de poleiro em poleiro, como se quisesse dizer que no meio daquele cemitério brincava um raio de sol. Não atribuo essa imagem ao canário, senão porque falo a gente retórica; em verdade, ele não pensou em cemitério nem sol, segundo me disse depois. Eu, de envolta com o prazer que me trouxe aquela vista, senti-me indignado do destino do pássaro, e murmurei baixinho palavras de azedume.

    — Quem seria o dono execrável deste bichinho, que teve ânimo de se desfazer dele por alguns pares de moedas? Ou que mão indiferente, não querendo guardar esse companheiro de dono defunto, o deu de graça a algum pequeno, que o vendeu para ir ao jogo do bicho?

    E o canário, de cima do poleiro, trilou isto:

    — Quem quer que sejas tu, certamente não estás em teu juízo. Não tive dono horrível, nem fui dado a nenhum menino que me vendesse. São imaginações de pessoa doente; vai-te curar, amigo…

    — Como? — interrompi eu, sem ter tempo de ficar espantado. Então o teu dono não te vendeu a esta casa? Não foi a miséria ou a ociosidade que te trouxe a este cemitério, como um raio de sol?

    — Não sei que seja sol nem cemitério. Se os canários que tens visto usam do primeiro desses nomes, tanto melhor, porque é bonito, mas estou crendo que confundes. 

   — Perdão, mas tu não vieste para aqui à toa, sem ninguém, salvo se o teu dono foi sempre aquele homem que ali está sentado.

    — Que dono? Esse homem que aí está é meu criado, dá-me água e comida todos os dias, com tal regularidade que eu, se devesse pagar-lhe os serviços, não seria com pouco; mas os canários não pagam criados. Em verdade, se o mundo é propriedade dos canários, seria extravagante que eles pagassem o que está no mundo (…).


ASSIS, Machado de. Contos: uma antologia. São Paulo: Companhia das Letras, 2004, 2ª edição, volume II. pp. 427-432. Com adaptações.


É possível identificar uma clara metáfora no seguinte trecho do texto: 
Alternativas
Q3119270 Português

Sobre tipologia textual, marque (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa devida. 

( ) A dissertação-argumentativa defende ideias ou um ponto de vista do autor.


( ) A dissertação-argumentativa busca persuadir, convencer o leitor de algo. O texto, além de explicar, também persuade o interlocutor, objetivando convencê-lo de algo. O mais importante é haver uma progressão lógica e coerente das ideias, sem ficar no que é vago, impreciso.


( ) Injunção/instrucional, com uma linguagem objetiva e concisa, esse tipo de texto orienta como realizar uma ação.


( ) Na injunção/instrucional, predominantemente, os verbos são empregados no Modo Imperativo, todavia há também o uso do Infinitivo e do Futuro do Presente do Modo Indicativo.

Alternativas
Q3119269 Português

Tratando-se de pronome demonstrativo, relacione a Coluna I com a Coluna II e indique a alternativa correta.


Coluna I.


A- Indica que o carro está perto da pessoa que fala.

B- Indica que o carro está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da pessoa que fala.

C- Diz que o carro está afastado da pessoa que fala e daquela com quem falo. D- Pronome demonstrativo invariável. 


Coluna II.


1- Compro esse carro.

2- Isto.

3- Compro este carro.

4- Compro aquele carro. 

Alternativas
Q3119268 Português

Referindo-se à devida colocação pronominal, marque (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa correta. 


( ) Regra de uso da próclise: diante de oração exclamativa.


( ) Quando houver preposição entre o verbo auxiliar e o infinitivo, a colocação do pronome será facultativa (ênclise ou próclise).


( ) Regra de uso da próclise: diante de oração optativa.


( ) Nas orações coordenadas sindéticas alternativas, usamos a ênclise. 

Alternativas
Q3119252 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.

O amor que acaba

Felizmente, a dor de cotovelo inspirou centenas de músicas, poemas e versos, oferecendo consolo a quem sobrevive ao desamor. Também existem viagens ao Caribe, à Patagônia ou, no pior dos casos, amigos e uísque para amenizar o sofrimento. Afinal, o término de um amor traz uma tristeza cruel, especialmente quando a paixão esfria e desaparece.

As razões para o fim do amor são variadas. Pode ser o tédio, a rotina, ou até a faísca que se acende por outra pessoa. Recentemente, deparei-me com dois casos tristes. O primeiro é o término de um casamento centenário entre Bibi e Poldi, tartarugas de 300 kg do zoológico de Viena. Unidos desde 1897, o casal vivia em harmonia até que, inesperadamente, Bibi atacou Poldi, cansada da relação. Ele, ferido, escondeu-se em sua carapaça enquanto ela ignorava sua presença. Assim, terminou um relacionamento de 115 anos.

O segundo caso, ainda mais triste, aconteceu na Itália. Em Recoaro Terme, um bêbado matou um cisne macho, deixando sua parceira devastada. Fiéis por natureza, os cisnes formam laços profundos. Após a morte do parceiro, a fêmea isolou-se, recusou comida e morreu três dias depois. O caso comoveu a Itália, levando à prisão do culpado e ao sepultamento das aves ao som de violinos.

Fosse apenas uma fantasia, eu diria que ambos, tartarugas e cisnes, agora aparecem serenamente sob a lua, deixando rastros luminosos para casais apaixonados.

Chega; parem de chorar, seus românticos molengas. Fernando Fabbrini - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/2024/9/26/o-amor -que-acaba
Leia o trecho abaixo e responda à questão:
"Felizmente, a dor de cotovelo inspirou centenas de músicas, poemas e versos, oferecendo consolo a quem sobrevive ao desamor."
Sobre a regência verbal e nominal no trecho acima, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3119251 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.

O amor que acaba

Felizmente, a dor de cotovelo inspirou centenas de músicas, poemas e versos, oferecendo consolo a quem sobrevive ao desamor. Também existem viagens ao Caribe, à Patagônia ou, no pior dos casos, amigos e uísque para amenizar o sofrimento. Afinal, o término de um amor traz uma tristeza cruel, especialmente quando a paixão esfria e desaparece.

As razões para o fim do amor são variadas. Pode ser o tédio, a rotina, ou até a faísca que se acende por outra pessoa. Recentemente, deparei-me com dois casos tristes. O primeiro é o término de um casamento centenário entre Bibi e Poldi, tartarugas de 300 kg do zoológico de Viena. Unidos desde 1897, o casal vivia em harmonia até que, inesperadamente, Bibi atacou Poldi, cansada da relação. Ele, ferido, escondeu-se em sua carapaça enquanto ela ignorava sua presença. Assim, terminou um relacionamento de 115 anos.

O segundo caso, ainda mais triste, aconteceu na Itália. Em Recoaro Terme, um bêbado matou um cisne macho, deixando sua parceira devastada. Fiéis por natureza, os cisnes formam laços profundos. Após a morte do parceiro, a fêmea isolou-se, recusou comida e morreu três dias depois. O caso comoveu a Itália, levando à prisão do culpado e ao sepultamento das aves ao som de violinos.

Fosse apenas uma fantasia, eu diria que ambos, tartarugas e cisnes, agora aparecem serenamente sob a lua, deixando rastros luminosos para casais apaixonados.

Chega; parem de chorar, seus românticos molengas. Fernando Fabbrini - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/2024/9/26/o-amor -que-acaba
Leia o trecho abaixo e responda à questão:
"Felizmente, a dor de cotovelo inspirou centenas de músicas, poemas e versos, oferecendo consolo a quem sobrevive ao desamor."
Sobre a construção do trecho e os possíveis vícios de linguagem, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Respostas
46061: D
46062: A
46063: C
46064: B
46065: A
46066: B
46067: C
46068: C
46069: A
46070: C
46071: B
46072: B
46073: B
46074: A
46075: A
46076: A
46077: C
46078: D
46079: A
46080: D