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Questões de Concurso Comentadas sobre português

Questões Discursivas

Foram encontradas 186.672 questões

Q3120579 Português
As figuras de linguagem são comumente utilizadas nos textos literários em verso e em prosa, mas a publicidade e o jornalismo também lançam mão desse recurso para comunicar de forma mais atrativa.
Imagem associada para resolução da questão
Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/aricunha/sistema-carcerario-e-hoje-o-maior-problema-de-seguranca-publica-do-pais/. Acesso em: 19 nov. 2024.

Depreende-se do texto o uso da figura de linguagem
Alternativas
Q3120578 Português
Em termos de desenho sanitário, o sistema de saúde do Chile, Espanha e Itália se assemelham ao do Brasil, dividindo-se entre níveis de atenção primária, secundária e terciária. Nestes países, busca-se, também, um modelo integral com foco na atenção familiar e comunitária, sendo a atenção primária e comunitária principal componente de articulação com outros serviços da rede. Sendo assim, observa internacional a relevância da atenção básica como porta de entrada no sistema e distribuição os demais níveis de atenção.
[...]
FERNANDES, A. C. et al. Saud Pesq. 2024;17(2): e-12222 - e-ISSN 2176-9206.

Nos termos sublinhados no texto ao do Brasil e Nestes países, há a utilização de dois mecanismos de coesão textual denominados, respectivamente de
Alternativas
Q3120577 Português

Leia o primeiro quarteto do poema Vaso grego, de autoria de Alberto de Oliveira.


Esta, de áureos relevos, trabalhada

De divas mãos, brilhante copa, um dia,

Já de aos deuses servir como cansada,

Vinda do Olimpo, a um novo deus servia.


OLIVEIRA, Alberto de. Poesias In: Nossos Clássicos. Rio de Janeiro: Agir, 1959, p. 22.


Nos textos literários, não raro, há a inversão de termos da oração. Com base nessa informação, assinale a alternativa que apresenta o sujeito da oração do verbo ‘servir’, presente no fragmento.

Alternativas
Q3120576 Português
“Terra ___ vista, disse o marinheiro! Ao atracar, ___ comitiva foi entregue uma medalha em homenagem ao ato heroico de resgatar vidas animais em risco. O comandante agradeceu ___ prefeitura do Rio pela homenagem e se colocou ___ disposição para resgates futuros”.

O acento grave indicativo do fenômeno sintático “crase” é empregado em diversos contextos na escrita do Português, sendo responsável pela clareza e pela desambiguização das informações. Tendo isso em mente, assinale a alternativa que preenche adequadamente este enunciado.  
Alternativas
Q3120563 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


O amor que acaba


Felizmente, a dor de cotovelo inspirou centenas de músicas, poemas e versos, oferecendo consolo a quem sobrevive ao desamor. Também existem viagens ao Caribe, à Patagônia ou, no pior dos casos, amigos e uísque para amenizar o sofrimento. Afinal, o término de um amor traz uma tristeza cruel, especialmente quando a paixão esfria e desaparece.


As razões para o fim do amor são variadas. Pode ser o tédio, a rotina, ou até a faísca que se acende por outra pessoa. Recentemente, deparei-me com dois casos tristes. O primeiro é o término de um casamento centenário entre Bibi e Poldi, tartarugas de 300 kg do zoológico de Viena. Unidos desde 1897, o casal vivia em harmonia até que, inesperadamente, Bibi atacou Poldi, cansada da relação. Ele, ferido, escondeu-se em sua carapaça enquanto ela ignorava sua presença. Assim, terminou um relacionamento de 115 anos.


O segundo caso, ainda mais triste, aconteceu na Itália. Em Recoaro Terme, um bêbado matou um cisne macho, deixando sua parceira devastada. Fiéis por natureza, os cisnes formam laços profundos. Após a morte do parceiro, a fêmea isolou-se, recusou comida e morreu três dias depois. O caso comoveu a Itália, levando à prisão do culpado e ao sepultamento das aves ao som de violinos.


Fosse apenas uma fantasia, eu diria que ambos, tartarugas e cisnes, agora aparecem serenamente sob a lua, deixando rastros luminosos para casais apaixonados.


Chega; parem de chorar, seus românticos molengas.


Fernando Fabbrini - Texto Adaptado


https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/2024/9/26/o-amor -que-acaba


Leia o trecho abaixo e responda à questão:


"O caso comoveu a Itália, levando à prisão do culpado e ao sepultamento das aves ao som de violinos."


O uso da crase em "à prisão" está correto porque:

Alternativas
Q3120560 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


O amor que acaba


Felizmente, a dor de cotovelo inspirou centenas de músicas, poemas e versos, oferecendo consolo a quem sobrevive ao desamor. Também existem viagens ao Caribe, à Patagônia ou, no pior dos casos, amigos e uísque para amenizar o sofrimento. Afinal, o término de um amor traz uma tristeza cruel, especialmente quando a paixão esfria e desaparece.


As razões para o fim do amor são variadas. Pode ser o tédio, a rotina, ou até a faísca que se acende por outra pessoa. Recentemente, deparei-me com dois casos tristes. O primeiro é o término de um casamento centenário entre Bibi e Poldi, tartarugas de 300 kg do zoológico de Viena. Unidos desde 1897, o casal vivia em harmonia até que, inesperadamente, Bibi atacou Poldi, cansada da relação. Ele, ferido, escondeu-se em sua carapaça enquanto ela ignorava sua presença. Assim, terminou um relacionamento de 115 anos.


O segundo caso, ainda mais triste, aconteceu na Itália. Em Recoaro Terme, um bêbado matou um cisne macho, deixando sua parceira devastada. Fiéis por natureza, os cisnes formam laços profundos. Após a morte do parceiro, a fêmea isolou-se, recusou comida e morreu três dias depois. O caso comoveu a Itália, levando à prisão do culpado e ao sepultamento das aves ao som de violinos.


Fosse apenas uma fantasia, eu diria que ambos, tartarugas e cisnes, agora aparecem serenamente sob a lua, deixando rastros luminosos para casais apaixonados.


Chega; parem de chorar, seus românticos molengas.


Fernando Fabbrini - Texto Adaptado


https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/2024/9/26/o-amor -que-acaba


Considere o seguinte trecho do texto:


"Chega; parem de chorar, seus românticos molengas."


A pontuação no trecho acima desempenha diferentes funções. Assinale a alternativa correta sobre o uso do ponto e vírgula e da vírgula:

Alternativas
Q3120559 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


O amor que acaba


Felizmente, a dor de cotovelo inspirou centenas de músicas, poemas e versos, oferecendo consolo a quem sobrevive ao desamor. Também existem viagens ao Caribe, à Patagônia ou, no pior dos casos, amigos e uísque para amenizar o sofrimento. Afinal, o término de um amor traz uma tristeza cruel, especialmente quando a paixão esfria e desaparece.


As razões para o fim do amor são variadas. Pode ser o tédio, a rotina, ou até a faísca que se acende por outra pessoa. Recentemente, deparei-me com dois casos tristes. O primeiro é o término de um casamento centenário entre Bibi e Poldi, tartarugas de 300 kg do zoológico de Viena. Unidos desde 1897, o casal vivia em harmonia até que, inesperadamente, Bibi atacou Poldi, cansada da relação. Ele, ferido, escondeu-se em sua carapaça enquanto ela ignorava sua presença. Assim, terminou um relacionamento de 115 anos.


O segundo caso, ainda mais triste, aconteceu na Itália. Em Recoaro Terme, um bêbado matou um cisne macho, deixando sua parceira devastada. Fiéis por natureza, os cisnes formam laços profundos. Após a morte do parceiro, a fêmea isolou-se, recusou comida e morreu três dias depois. O caso comoveu a Itália, levando à prisão do culpado e ao sepultamento das aves ao som de violinos.


Fosse apenas uma fantasia, eu diria que ambos, tartarugas e cisnes, agora aparecem serenamente sob a lua, deixando rastros luminosos para casais apaixonados.


Chega; parem de chorar, seus românticos molengas.


Fernando Fabbrini - Texto Adaptado


https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/2024/9/26/o-amor -que-acaba


Leia o trecho abaixo e responda à questão:


"Após a morte do parceiro, a fêmea isolou-se, recusou comida e morreu três dias depois."


Sobre a colocação pronominal no trecho "a fêmea isolou-se", assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q3120501 Português
O texto seguinte servirá de base para responder àsa questão.


Só matando


As trapalhadas ambientais do bicho-homem


Ao observar os tentilhões de Galápagos, Darwin admirou as adaptações naturais das aves e revolucionou a ciência. Contudo, se visse as ações humanas atuais, talvez criasse a teoria da "Involução". Em nome do lucro, o homem interfere na natureza, causando danos irreversíveis.

Um exemplo é a tilápia. Apesar de ser um peixe de água doce, ela já aparece no mar brasileiro, de Santa Catarina ao Maranhão, desestabilizando o ecossistema marinho. Escapando de criatórios, usa rios como rota de transição e invade novos ambientes. Outro problema nos mares é o peixe-leão, uma espécie asiática que chegou aqui possivelmente pela água de lastro de navios ou por aquários irresponsáveis. Tóxico e voraz, já devasta espécies nativas e ameaça banhistas.

Na Colômbia, os hipopótamos trazidos por Pablo Escobar, após sua morte, se multiplicaram e viraram um pesadelo. O governo agora planeja abater centenas deles. No Brasil, criadores trouxeram caramujos africanos nos anos 1980, mas o plano gastronômico fracassou. Abandonados, esses moluscos se reproduziram e viraram pragas, transmitindo doenças graves.

Outro caso é o javaporco, híbrido de porco doméstico e javali, que devasta plantações no Sul e Centro-Oeste. Esses animais agressivos e transmissores de doenças cresceram 500% em número desde 1989. A única solução eficaz seria o controle por caça, mas restrições impostas pelo governo dificultam a situação, deixando produtores desamparados.

Em meio a tudo isso, surge a ironia: será que veremos ONGs ou comissões absurdas apoiando essas espécies invasoras, enquanto os verdadeiros problemas continuam negligenciados?


Fernando Fabbrini - Texto Adaptado


https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/so-matando-1.327 1025
Com base no trecho: "Outro problema nos mares é o peixe-leão, uma espécie asiática que chegou aqui possivelmente pela água de lastro de navios ou por aquários irresponsáveis", assinale a alternativa que apresenta a análise correta sobre concordância verbal e nominal:
Alternativas
Q3120477 Português
Considere o seguinte trecho: “É importante entender que não há substância inócua. O que deve determinar a classificação de uma substância como perigosa ou não é a forma como ela é usada.” No contexto em que foi usada, a palavra inócua deve ser entendida como:
Alternativas
Q3120475 Português
Consoante a teoria aristotélica, os gêneros discursivos podem ser classificados como: deliberativo, judiciário e epidíctico. Um exemplo de discurso epidíctico é o (a):
Alternativas
Q3120467 Português
As línguas humanas são sistemas sociais e convencionais de comunicação. Uma das propriedades das línguas é que:
Alternativas
Q3120466 Português
O “JURIDIQUÊS” EM TEXTOS JURÍDICOS

        Uma linguagem evasiva, com o uso recorrente e desnecessário de adjetivos e advérbios, bem como de expressões ambíguas, termos rebuscados, excesso de latinismo, frases redundantes e parágrafos longos, conhecida como “juridiquês”, quando adotada por operadores do Direito, pode comprometer o entendimento, sobretudo do cidadão comum, e até mesmo tornarse uma barreira para o acesso à Justiça. Para ilustrar, vejamos a seguir alguns exemplos encontrados em textos jurídicos.

Termos e expressões rebuscados e/ou arcaicos:

“abroquelar” (fundamentar); “apelo extremo” (recurso extraordinário); “autarquia ancilar” (INSS); "cártula chéquica" (folha de cheque); “caderno indiciário” (inquérito policial); “com espeque / fincas / supedâneo no artigo” (com base no artigo); “consorte supérstite” (viúvo/a); “consorte virago” (esposa); “despiciendo” (desprezível); "ergástulo público" (cadeia); “exordial increpatória” (denúncia – peça inicial do processo criminal); “fulcro” (fundamento); “indigitado” (réu); “vistor” (perito). [...]

Fragmento de petição encaminhada ao Superior Tribunal Militar:

        "O alcândor Conselho Especial de Justiça, na sua apostura irrepreensível, foi correto e acendrado no seu decisório. É certo que o Ministério Público tem o seu lambel largo no exercício do poder de denunciar. Mas nenhum lambel o levaria a pouso cinéreo se houvesse acolitado o pronunciamento absolutório dos nobres alvarizes"

        Quantos termos raros! Sem dúvida, com o intuito de mostrar erudição, o autor construiu um texto hermético, dificultando a compreensão. Traduzindo de modo mais “palatável”, diríamos:

         “O distinto Conselho Especial de Justiça, em sua atitude irrepreensível, foi correto e objetivo em sua decisão. É certo que o Ministério Público tem ampla competência (atribuição) no exercício do poder de denunciar. Mas nenhuma competência poderia levar a uma atitude incerta como a de aceitar o pronunciamento de absolvição dos nobres magistrados.”

         Por fim, transcrevemos abaixo um parágrafo em “juridiquês”, na versão original, e o mesmo parágrafo, simplificado pela professora Hélide Santos Campos, da UNIP, extraídos do site do Conjur.

Texto em “juridiquês”

“V. Ex.a , data maxima venia, não adentrou às entranhas meritórias doutrinárias e jurisprudenciais acopladas na inicial, que caracterizam, hialinamente, o dano sofrido.”

Texto simplificado

“V. Ex.a não observou devidamente a doutrina e a jurisprudência citadas na inicial, que caracterizam, claramente, o dano sofrido.”

         Sabemos que a maioria dos operadores do Direito tem uma noção precisa sobre o quão importante é se expressar de maneira clara, evitando o uso de jargões que podem suscitar dúvidas e afastar, em vez de acolher, aquele que é a razão de seu próprio trabalho: o jurisdicionado, ou, no caso dos advogados, o cliente.

         Ainda assim, recorremos a exemplos extremos como esses para propiciar uma reflexão sobre a real necessidade de estarmos atentos ao uso de um vocabulário claro, mesmo quando se deve fazer uso de termos mais técnicos.

         O importante é sempre partirmos do pressuposto de que nosso interlocutor não possui necessariamente o mesmo nível de compreensão de um assunto nem a mesma intimidade com uma modalidade de texto que nos parece tão cotidiana ou trivial.

         Na próxima publicação, vamos tratar de outro “vício” comum no “juridiquês”, o uso excessivo de expressões latinas.


Fonte: https://www.trf3.jus.br/emag/emagconecta/conexaoemag-lingua-portuguesa/ o-juridiques-em-textos-juridicos. Acesso em 11/11/2024. Excertos. Texto adaptado
No texto anterior, pode-se afirmar que há predominância da:
Alternativas
Q3120465 Português
O “JURIDIQUÊS” EM TEXTOS JURÍDICOS

        Uma linguagem evasiva, com o uso recorrente e desnecessário de adjetivos e advérbios, bem como de expressões ambíguas, termos rebuscados, excesso de latinismo, frases redundantes e parágrafos longos, conhecida como “juridiquês”, quando adotada por operadores do Direito, pode comprometer o entendimento, sobretudo do cidadão comum, e até mesmo tornarse uma barreira para o acesso à Justiça. Para ilustrar, vejamos a seguir alguns exemplos encontrados em textos jurídicos.

Termos e expressões rebuscados e/ou arcaicos:

“abroquelar” (fundamentar); “apelo extremo” (recurso extraordinário); “autarquia ancilar” (INSS); "cártula chéquica" (folha de cheque); “caderno indiciário” (inquérito policial); “com espeque / fincas / supedâneo no artigo” (com base no artigo); “consorte supérstite” (viúvo/a); “consorte virago” (esposa); “despiciendo” (desprezível); "ergástulo público" (cadeia); “exordial increpatória” (denúncia – peça inicial do processo criminal); “fulcro” (fundamento); “indigitado” (réu); “vistor” (perito). [...]

Fragmento de petição encaminhada ao Superior Tribunal Militar:

        "O alcândor Conselho Especial de Justiça, na sua apostura irrepreensível, foi correto e acendrado no seu decisório. É certo que o Ministério Público tem o seu lambel largo no exercício do poder de denunciar. Mas nenhum lambel o levaria a pouso cinéreo se houvesse acolitado o pronunciamento absolutório dos nobres alvarizes"

        Quantos termos raros! Sem dúvida, com o intuito de mostrar erudição, o autor construiu um texto hermético, dificultando a compreensão. Traduzindo de modo mais “palatável”, diríamos:

         “O distinto Conselho Especial de Justiça, em sua atitude irrepreensível, foi correto e objetivo em sua decisão. É certo que o Ministério Público tem ampla competência (atribuição) no exercício do poder de denunciar. Mas nenhuma competência poderia levar a uma atitude incerta como a de aceitar o pronunciamento de absolvição dos nobres magistrados.”

         Por fim, transcrevemos abaixo um parágrafo em “juridiquês”, na versão original, e o mesmo parágrafo, simplificado pela professora Hélide Santos Campos, da UNIP, extraídos do site do Conjur.

Texto em “juridiquês”

“V. Ex.a , data maxima venia, não adentrou às entranhas meritórias doutrinárias e jurisprudenciais acopladas na inicial, que caracterizam, hialinamente, o dano sofrido.”

Texto simplificado

“V. Ex.a não observou devidamente a doutrina e a jurisprudência citadas na inicial, que caracterizam, claramente, o dano sofrido.”

         Sabemos que a maioria dos operadores do Direito tem uma noção precisa sobre o quão importante é se expressar de maneira clara, evitando o uso de jargões que podem suscitar dúvidas e afastar, em vez de acolher, aquele que é a razão de seu próprio trabalho: o jurisdicionado, ou, no caso dos advogados, o cliente.

         Ainda assim, recorremos a exemplos extremos como esses para propiciar uma reflexão sobre a real necessidade de estarmos atentos ao uso de um vocabulário claro, mesmo quando se deve fazer uso de termos mais técnicos.

         O importante é sempre partirmos do pressuposto de que nosso interlocutor não possui necessariamente o mesmo nível de compreensão de um assunto nem a mesma intimidade com uma modalidade de texto que nos parece tão cotidiana ou trivial.

         Na próxima publicação, vamos tratar de outro “vício” comum no “juridiquês”, o uso excessivo de expressões latinas.


Fonte: https://www.trf3.jus.br/emag/emagconecta/conexaoemag-lingua-portuguesa/ o-juridiques-em-textos-juridicos. Acesso em 11/11/2024. Excertos. Texto adaptado
Uma possível inferência a partir da leitura do texto é que:
Alternativas
Q3120464 Português
O “JURIDIQUÊS” EM TEXTOS JURÍDICOS

        Uma linguagem evasiva, com o uso recorrente e desnecessário de adjetivos e advérbios, bem como de expressões ambíguas, termos rebuscados, excesso de latinismo, frases redundantes e parágrafos longos, conhecida como “juridiquês”, quando adotada por operadores do Direito, pode comprometer o entendimento, sobretudo do cidadão comum, e até mesmo tornarse uma barreira para o acesso à Justiça. Para ilustrar, vejamos a seguir alguns exemplos encontrados em textos jurídicos.

Termos e expressões rebuscados e/ou arcaicos:

“abroquelar” (fundamentar); “apelo extremo” (recurso extraordinário); “autarquia ancilar” (INSS); "cártula chéquica" (folha de cheque); “caderno indiciário” (inquérito policial); “com espeque / fincas / supedâneo no artigo” (com base no artigo); “consorte supérstite” (viúvo/a); “consorte virago” (esposa); “despiciendo” (desprezível); "ergástulo público" (cadeia); “exordial increpatória” (denúncia – peça inicial do processo criminal); “fulcro” (fundamento); “indigitado” (réu); “vistor” (perito). [...]

Fragmento de petição encaminhada ao Superior Tribunal Militar:

        "O alcândor Conselho Especial de Justiça, na sua apostura irrepreensível, foi correto e acendrado no seu decisório. É certo que o Ministério Público tem o seu lambel largo no exercício do poder de denunciar. Mas nenhum lambel o levaria a pouso cinéreo se houvesse acolitado o pronunciamento absolutório dos nobres alvarizes"

        Quantos termos raros! Sem dúvida, com o intuito de mostrar erudição, o autor construiu um texto hermético, dificultando a compreensão. Traduzindo de modo mais “palatável”, diríamos:

         “O distinto Conselho Especial de Justiça, em sua atitude irrepreensível, foi correto e objetivo em sua decisão. É certo que o Ministério Público tem ampla competência (atribuição) no exercício do poder de denunciar. Mas nenhuma competência poderia levar a uma atitude incerta como a de aceitar o pronunciamento de absolvição dos nobres magistrados.”

         Por fim, transcrevemos abaixo um parágrafo em “juridiquês”, na versão original, e o mesmo parágrafo, simplificado pela professora Hélide Santos Campos, da UNIP, extraídos do site do Conjur.

Texto em “juridiquês”

“V. Ex.a , data maxima venia, não adentrou às entranhas meritórias doutrinárias e jurisprudenciais acopladas na inicial, que caracterizam, hialinamente, o dano sofrido.”

Texto simplificado

“V. Ex.a não observou devidamente a doutrina e a jurisprudência citadas na inicial, que caracterizam, claramente, o dano sofrido.”

         Sabemos que a maioria dos operadores do Direito tem uma noção precisa sobre o quão importante é se expressar de maneira clara, evitando o uso de jargões que podem suscitar dúvidas e afastar, em vez de acolher, aquele que é a razão de seu próprio trabalho: o jurisdicionado, ou, no caso dos advogados, o cliente.

         Ainda assim, recorremos a exemplos extremos como esses para propiciar uma reflexão sobre a real necessidade de estarmos atentos ao uso de um vocabulário claro, mesmo quando se deve fazer uso de termos mais técnicos.

         O importante é sempre partirmos do pressuposto de que nosso interlocutor não possui necessariamente o mesmo nível de compreensão de um assunto nem a mesma intimidade com uma modalidade de texto que nos parece tão cotidiana ou trivial.

         Na próxima publicação, vamos tratar de outro “vício” comum no “juridiquês”, o uso excessivo de expressões latinas.


Fonte: https://www.trf3.jus.br/emag/emagconecta/conexaoemag-lingua-portuguesa/ o-juridiques-em-textos-juridicos. Acesso em 11/11/2024. Excertos. Texto adaptado
Antônio é operador do Direito. Segundo seu ponto de vista, o “jurisdiquês” precisa ser incentivado, pois é uma forma de linguagem capaz de permitir uma expressão exata dos significados. Em outras palavras, segundo Antônio, o “jurisdiquês” garante uma determinada qualidade da linguagem, que é a:
Alternativas
Q3120463 Português
O “JURIDIQUÊS” EM TEXTOS JURÍDICOS

        Uma linguagem evasiva, com o uso recorrente e desnecessário de adjetivos e advérbios, bem como de expressões ambíguas, termos rebuscados, excesso de latinismo, frases redundantes e parágrafos longos, conhecida como “juridiquês”, quando adotada por operadores do Direito, pode comprometer o entendimento, sobretudo do cidadão comum, e até mesmo tornarse uma barreira para o acesso à Justiça. Para ilustrar, vejamos a seguir alguns exemplos encontrados em textos jurídicos.

Termos e expressões rebuscados e/ou arcaicos:

“abroquelar” (fundamentar); “apelo extremo” (recurso extraordinário); “autarquia ancilar” (INSS); "cártula chéquica" (folha de cheque); “caderno indiciário” (inquérito policial); “com espeque / fincas / supedâneo no artigo” (com base no artigo); “consorte supérstite” (viúvo/a); “consorte virago” (esposa); “despiciendo” (desprezível); "ergástulo público" (cadeia); “exordial increpatória” (denúncia – peça inicial do processo criminal); “fulcro” (fundamento); “indigitado” (réu); “vistor” (perito). [...]

Fragmento de petição encaminhada ao Superior Tribunal Militar:

        "O alcândor Conselho Especial de Justiça, na sua apostura irrepreensível, foi correto e acendrado no seu decisório. É certo que o Ministério Público tem o seu lambel largo no exercício do poder de denunciar. Mas nenhum lambel o levaria a pouso cinéreo se houvesse acolitado o pronunciamento absolutório dos nobres alvarizes"

        Quantos termos raros! Sem dúvida, com o intuito de mostrar erudição, o autor construiu um texto hermético, dificultando a compreensão. Traduzindo de modo mais “palatável”, diríamos:

         “O distinto Conselho Especial de Justiça, em sua atitude irrepreensível, foi correto e objetivo em sua decisão. É certo que o Ministério Público tem ampla competência (atribuição) no exercício do poder de denunciar. Mas nenhuma competência poderia levar a uma atitude incerta como a de aceitar o pronunciamento de absolvição dos nobres magistrados.”

         Por fim, transcrevemos abaixo um parágrafo em “juridiquês”, na versão original, e o mesmo parágrafo, simplificado pela professora Hélide Santos Campos, da UNIP, extraídos do site do Conjur.

Texto em “juridiquês”

“V. Ex.a , data maxima venia, não adentrou às entranhas meritórias doutrinárias e jurisprudenciais acopladas na inicial, que caracterizam, hialinamente, o dano sofrido.”

Texto simplificado

“V. Ex.a não observou devidamente a doutrina e a jurisprudência citadas na inicial, que caracterizam, claramente, o dano sofrido.”

         Sabemos que a maioria dos operadores do Direito tem uma noção precisa sobre o quão importante é se expressar de maneira clara, evitando o uso de jargões que podem suscitar dúvidas e afastar, em vez de acolher, aquele que é a razão de seu próprio trabalho: o jurisdicionado, ou, no caso dos advogados, o cliente.

         Ainda assim, recorremos a exemplos extremos como esses para propiciar uma reflexão sobre a real necessidade de estarmos atentos ao uso de um vocabulário claro, mesmo quando se deve fazer uso de termos mais técnicos.

         O importante é sempre partirmos do pressuposto de que nosso interlocutor não possui necessariamente o mesmo nível de compreensão de um assunto nem a mesma intimidade com uma modalidade de texto que nos parece tão cotidiana ou trivial.

         Na próxima publicação, vamos tratar de outro “vício” comum no “juridiquês”, o uso excessivo de expressões latinas.


Fonte: https://www.trf3.jus.br/emag/emagconecta/conexaoemag-lingua-portuguesa/ o-juridiques-em-textos-juridicos. Acesso em 11/11/2024. Excertos. Texto adaptado
No texto, foi empregado o termo “jargão”. Esse termo significa: 
Alternativas
Q3120462 Português
O “JURIDIQUÊS” EM TEXTOS JURÍDICOS

        Uma linguagem evasiva, com o uso recorrente e desnecessário de adjetivos e advérbios, bem como de expressões ambíguas, termos rebuscados, excesso de latinismo, frases redundantes e parágrafos longos, conhecida como “juridiquês”, quando adotada por operadores do Direito, pode comprometer o entendimento, sobretudo do cidadão comum, e até mesmo tornarse uma barreira para o acesso à Justiça. Para ilustrar, vejamos a seguir alguns exemplos encontrados em textos jurídicos.

Termos e expressões rebuscados e/ou arcaicos:

“abroquelar” (fundamentar); “apelo extremo” (recurso extraordinário); “autarquia ancilar” (INSS); "cártula chéquica" (folha de cheque); “caderno indiciário” (inquérito policial); “com espeque / fincas / supedâneo no artigo” (com base no artigo); “consorte supérstite” (viúvo/a); “consorte virago” (esposa); “despiciendo” (desprezível); "ergástulo público" (cadeia); “exordial increpatória” (denúncia – peça inicial do processo criminal); “fulcro” (fundamento); “indigitado” (réu); “vistor” (perito). [...]

Fragmento de petição encaminhada ao Superior Tribunal Militar:

        "O alcândor Conselho Especial de Justiça, na sua apostura irrepreensível, foi correto e acendrado no seu decisório. É certo que o Ministério Público tem o seu lambel largo no exercício do poder de denunciar. Mas nenhum lambel o levaria a pouso cinéreo se houvesse acolitado o pronunciamento absolutório dos nobres alvarizes"

        Quantos termos raros! Sem dúvida, com o intuito de mostrar erudição, o autor construiu um texto hermético, dificultando a compreensão. Traduzindo de modo mais “palatável”, diríamos:

         “O distinto Conselho Especial de Justiça, em sua atitude irrepreensível, foi correto e objetivo em sua decisão. É certo que o Ministério Público tem ampla competência (atribuição) no exercício do poder de denunciar. Mas nenhuma competência poderia levar a uma atitude incerta como a de aceitar o pronunciamento de absolvição dos nobres magistrados.”

         Por fim, transcrevemos abaixo um parágrafo em “juridiquês”, na versão original, e o mesmo parágrafo, simplificado pela professora Hélide Santos Campos, da UNIP, extraídos do site do Conjur.

Texto em “juridiquês”

“V. Ex.a , data maxima venia, não adentrou às entranhas meritórias doutrinárias e jurisprudenciais acopladas na inicial, que caracterizam, hialinamente, o dano sofrido.”

Texto simplificado

“V. Ex.a não observou devidamente a doutrina e a jurisprudência citadas na inicial, que caracterizam, claramente, o dano sofrido.”

         Sabemos que a maioria dos operadores do Direito tem uma noção precisa sobre o quão importante é se expressar de maneira clara, evitando o uso de jargões que podem suscitar dúvidas e afastar, em vez de acolher, aquele que é a razão de seu próprio trabalho: o jurisdicionado, ou, no caso dos advogados, o cliente.

         Ainda assim, recorremos a exemplos extremos como esses para propiciar uma reflexão sobre a real necessidade de estarmos atentos ao uso de um vocabulário claro, mesmo quando se deve fazer uso de termos mais técnicos.

         O importante é sempre partirmos do pressuposto de que nosso interlocutor não possui necessariamente o mesmo nível de compreensão de um assunto nem a mesma intimidade com uma modalidade de texto que nos parece tão cotidiana ou trivial.

         Na próxima publicação, vamos tratar de outro “vício” comum no “juridiquês”, o uso excessivo de expressões latinas.


Fonte: https://www.trf3.jus.br/emag/emagconecta/conexaoemag-lingua-portuguesa/ o-juridiques-em-textos-juridicos. Acesso em 11/11/2024. Excertos. Texto adaptado
Na perspectiva do autor do texto, quanto ao uso, o “jurisdiquês” é algo: 
Alternativas
Q3120380 Português
TEXTO III


Cidades pelo país amanhecem com céu
encoberto por fumaça


Queimadas e tempo seco explicam as nuvens
de poeira e fuligem que dificultam a respiração
em várias partes do país.



Cidades como Brasília (DF), Goiânia (GO), Ribeirão Preto (SP) e Uberlândia (MG) amanheceram neste domingo encobertas por fumaça. Em Goiânia, a visibilidade era tão baixa que voos foram cancelados pela manhã. Em Ribeirão Preto, que vive momento crítico por causa das queimadas, o aeroporto segue fechado desde sábado.


Na maioria dos casos, a fumaça vem de queimadas nos arredores. Há dias, um fluxo de ventos também tem transportado fuligem de incêndios florestais que acontecem em regiões mais distantes, como na Amazônia e no Pantanal. O tempo seco tem dificultado a dispersão da fumaça e aumentado o risco de queimadas em várias partes do país.


[...]


Disponível em: https://g1.globo.com/meio-ambiente/
noticia/2024/08/25/cidades-pelo-pais-amanhecem-com-ceuencoberto-por-fumaca.ghtml. Acesso em: 3 out. 2024 (adaptado).
Assinale a alternativa em que a palavra “que” introduz uma oração subordinada adverbial.
Alternativas
Q3120379 Português
TEXTO III


Cidades pelo país amanhecem com céu
encoberto por fumaça


Queimadas e tempo seco explicam as nuvens
de poeira e fuligem que dificultam a respiração
em várias partes do país.



Cidades como Brasília (DF), Goiânia (GO), Ribeirão Preto (SP) e Uberlândia (MG) amanheceram neste domingo encobertas por fumaça. Em Goiânia, a visibilidade era tão baixa que voos foram cancelados pela manhã. Em Ribeirão Preto, que vive momento crítico por causa das queimadas, o aeroporto segue fechado desde sábado.


Na maioria dos casos, a fumaça vem de queimadas nos arredores. Há dias, um fluxo de ventos também tem transportado fuligem de incêndios florestais que acontecem em regiões mais distantes, como na Amazônia e no Pantanal. O tempo seco tem dificultado a dispersão da fumaça e aumentado o risco de queimadas em várias partes do país.


[...]


Disponível em: https://g1.globo.com/meio-ambiente/
noticia/2024/08/25/cidades-pelo-pais-amanhecem-com-ceuencoberto-por-fumaca.ghtml. Acesso em: 3 out. 2024 (adaptado).
De acordo com o texto III, analise as afirmativas a seguir.

I. Fumaça e fuligem são causadas pelas queimadas em várias partes do país.

II. O aeroporto de Brasília encontra-se fechado porque o céu está encoberto por fumaça.

III. Fuligem e nuvens de poeira estão relacionadas a queimadas e tempo seco.

IV. O tempo seco aumenta o risco de queimadas em diversas partes do país.


Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Q3120378 Português
TEXTO II


Por que é tão difícil um furacão atingir o Brasil?


A explicação é que a formação deles depende de uma
série de fatores que só foi registrada uma vez no país



O furacão Milton, que se aproxima dos Estados Unidos, foi classificado como de categoria 5 – a mais grave. Nessa categoria, os ventos ultrapassam os 252 km/h e há um risco elevado de danos a construções e bloqueios em rodovias. A previsão é que o furacão chegue à costa oeste da Flórida, segundo o NHC (Centro Nacional de Furacões, dos Estados Unidos).


O presidente americano disse que o furacão pode ser o pior dos últimos cem anos nos Estados Unidos e pediu que moradores da Flórida que vivem na rota traçada como a mais provável da tempestade deixem suas casas imediatamente. “É uma questão de vida ou morte”, disse o presidente americano.


Mas por que, diferentemente dos EUA e de outros países periodicamente atingidos por fenômenos climáticos similares, o Brasil não precisa se preocupar tanto com isso?


Segundo meteorologistas ouvidos pela BBC News Brasil, as chances de que furacões aconteçam por aqui são mínimas – a explicação é que a formação de um fenômeno desses depende de uma série de fatores que só foi registrada uma vez no país.


“Por enquanto, é quase impossível que um furacão atinja o Brasil, a não ser que as mudanças climáticas também tenham alguma influência”, diz Michael Pantera, meteorologista do Centro de Gerenciamento de Emergência de São Paulo.


A meteorologista Bianca Lobo, da Climatempo, explicou que um dos principais “combustíveis” para a formação de um furacão são as águas quentes do mar – que precisam estar acima de 27°C. “No Brasil, nós não temos isso. As maiores temperaturas são registradas no mar do Nordeste, onde não passam de 26°C”, diz.


“A umidade e a água quente do oceano é que dão força a um furacão. Quando ele chega ao solo, perde força”, acrescenta Pantera. Outro fator necessário para a formação de um furacão é o cisalhamento ou tesoura de vento – como são chamadas as mudanças de velocidade ou direção das correntes.


Os especialistas explicam que esse fenômeno é raro nos países localizados na linha do Equador, como o Brasil. Meteorologistas afirmam que esse é um fator que também inviabiliza que uma tempestade formada no Caribe atinja o Brasil, já que ela perderia completamente a força ao se aproximar da linha do Equador.


[...]


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/
cotidiano/2024/10/por-que-e-tao-dificil-um-furacao-atingiro-brasil.shtml. Acesso em: 9 out. 2024 (adaptado).
Leia este período do texto II.

O furacão Milton, que se aproxima dos Estados Unidos, foi classificado como de categoria 5 — a mais grave.

O travessão é empregado nesse período para
Alternativas
Q3120377 Português
TEXTO II


Por que é tão difícil um furacão atingir o Brasil?


A explicação é que a formação deles depende de uma
série de fatores que só foi registrada uma vez no país



O furacão Milton, que se aproxima dos Estados Unidos, foi classificado como de categoria 5 – a mais grave. Nessa categoria, os ventos ultrapassam os 252 km/h e há um risco elevado de danos a construções e bloqueios em rodovias. A previsão é que o furacão chegue à costa oeste da Flórida, segundo o NHC (Centro Nacional de Furacões, dos Estados Unidos).


O presidente americano disse que o furacão pode ser o pior dos últimos cem anos nos Estados Unidos e pediu que moradores da Flórida que vivem na rota traçada como a mais provável da tempestade deixem suas casas imediatamente. “É uma questão de vida ou morte”, disse o presidente americano.


Mas por que, diferentemente dos EUA e de outros países periodicamente atingidos por fenômenos climáticos similares, o Brasil não precisa se preocupar tanto com isso?


Segundo meteorologistas ouvidos pela BBC News Brasil, as chances de que furacões aconteçam por aqui são mínimas – a explicação é que a formação de um fenômeno desses depende de uma série de fatores que só foi registrada uma vez no país.


“Por enquanto, é quase impossível que um furacão atinja o Brasil, a não ser que as mudanças climáticas também tenham alguma influência”, diz Michael Pantera, meteorologista do Centro de Gerenciamento de Emergência de São Paulo.


A meteorologista Bianca Lobo, da Climatempo, explicou que um dos principais “combustíveis” para a formação de um furacão são as águas quentes do mar – que precisam estar acima de 27°C. “No Brasil, nós não temos isso. As maiores temperaturas são registradas no mar do Nordeste, onde não passam de 26°C”, diz.


“A umidade e a água quente do oceano é que dão força a um furacão. Quando ele chega ao solo, perde força”, acrescenta Pantera. Outro fator necessário para a formação de um furacão é o cisalhamento ou tesoura de vento – como são chamadas as mudanças de velocidade ou direção das correntes.


Os especialistas explicam que esse fenômeno é raro nos países localizados na linha do Equador, como o Brasil. Meteorologistas afirmam que esse é um fator que também inviabiliza que uma tempestade formada no Caribe atinja o Brasil, já que ela perderia completamente a força ao se aproximar da linha do Equador.


[...]


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/
cotidiano/2024/10/por-que-e-tao-dificil-um-furacao-atingiro-brasil.shtml. Acesso em: 9 out. 2024 (adaptado).
Assinale a alternativa em que há ocorrência de verbo na voz passiva.
Alternativas
Respostas
45961: D
45962: A
45963: D
45964: B
45965: D
45966: B
45967: B
45968: C
45969: E
45970: A
45971: B
45972: B
45973: E
45974: C
45975: D
45976: D
45977: B
45978: C
45979: D
45980: C