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Questões de Concurso Comentadas sobre português

Questões Discursivas

Foram encontradas 186.714 questões

Q3149109 Português
Considerando os critérios de classificação dos vocábulos quanto à acentuação tônica, indique em qual das alternativas ambas as palavras são PAROXÍTONAS. 
Alternativas
Q3149108 Português
Assinale a alternativa em que o termo em destaque seja um pronome possessivo.
Alternativas
Q3149107 Português
Leia a frase abaixo, atentando-se ao elemento em destaque:

"Parecia um ano promissor. No entanto, em dezembro, os rendimentos continuavam baixos."

Assinale a alternativa em que o conectivo em destaque mantêm sentido similar ao do conectivo da frase acima.
Alternativas
Q3149106 Português
Assinale a alternativa em que a concordância textual é preservada: 
Alternativas
Q3149105 Português
Os vocábulos abaixo admitem tanto a forma acentuada quanto a não acentuada, EXCETO: 
Alternativas
Q3149104 Português
A IMPORTÂNCIA DA RECICLAGEM E OS BENEFÍCIOS PARA O CIDADÃO E O MEIO AMBIENTE


Importante tanto para o meio ambiente quanto para as pessoas, a reciclagem trata-se de uma ação continuada de coleta e processamento de resíduos quais seriam jogados como lixo, mas que podem ser reaproveitados e transformados em novos produtos.


Reciclar ajuda na conservação de recursos naturais, como madeira, água e minerais, reduzindo a necessidade de extração de novas matérias-primas. Os materiais de reciclagem não requerem muita energia para serem remanufaturados em comparação com a conversão de novas matérias-primas em produtos utilizáveis, gerando, portanto, economia.


Quanto maior o índice de reciclagem, menores serão os custos com limpeza urbana, além da redução na emissão de gases de efeito estufa (que provocam a mudança climática global), uma vez que a produção de alguns materiais resulta em grande soltura de poluentes que contaminam o ar, a água e o solo.


O processo reciclagem também promove educação ambiental, envolvendo a coleta, a triagem e o processamento dos resíduos. Exemplos de coisas que podem ser recicladas incluem jornais, revistas, caixas de leite, latas de aço, alumínio, garrafas, vidros, frascos plásticos etc.


Além de favorecer uma atividade rentável gerando novos empregos, a reciclagem reduz a quantidade de resíduos (lixo não reciclável) enviados para aterros sanitários ou depósitos de lixo, prolongando a vida útil desses locais. Lembrando que os aterros também são fiscalizados e tributados; portanto, se multas por excesso de capacidade de armazenamento forem aplicadas, serão pagas pelos próprios contribuintes.


Adotar ações diárias de reciclagem não requer mudanças de estilo de vida tão drásticas. Geralmente, em uma casa ou empresa, há mais resíduos recicláveis do que não recicláveis. É importante que a comunidade participe da coleta seletiva e de toda ação que contribua para uma melhor sustentabilidade.


Faça a sua parte: recicle!

Releia o trecho abaixo:

"Adotar ações diárias de reciclagem não requer mudanças de estilo de vida tão drásticas. [...]"

O termo "drástico", presente no trecho textual acima, corresponde a qual significação?
Alternativas
Q3149103 Português
A IMPORTÂNCIA DA RECICLAGEM E OS BENEFÍCIOS PARA O CIDADÃO E O MEIO AMBIENTE


Importante tanto para o meio ambiente quanto para as pessoas, a reciclagem trata-se de uma ação continuada de coleta e processamento de resíduos quais seriam jogados como lixo, mas que podem ser reaproveitados e transformados em novos produtos.


Reciclar ajuda na conservação de recursos naturais, como madeira, água e minerais, reduzindo a necessidade de extração de novas matérias-primas. Os materiais de reciclagem não requerem muita energia para serem remanufaturados em comparação com a conversão de novas matérias-primas em produtos utilizáveis, gerando, portanto, economia.


Quanto maior o índice de reciclagem, menores serão os custos com limpeza urbana, além da redução na emissão de gases de efeito estufa (que provocam a mudança climática global), uma vez que a produção de alguns materiais resulta em grande soltura de poluentes que contaminam o ar, a água e o solo.


O processo reciclagem também promove educação ambiental, envolvendo a coleta, a triagem e o processamento dos resíduos. Exemplos de coisas que podem ser recicladas incluem jornais, revistas, caixas de leite, latas de aço, alumínio, garrafas, vidros, frascos plásticos etc.


Além de favorecer uma atividade rentável gerando novos empregos, a reciclagem reduz a quantidade de resíduos (lixo não reciclável) enviados para aterros sanitários ou depósitos de lixo, prolongando a vida útil desses locais. Lembrando que os aterros também são fiscalizados e tributados; portanto, se multas por excesso de capacidade de armazenamento forem aplicadas, serão pagas pelos próprios contribuintes.


Adotar ações diárias de reciclagem não requer mudanças de estilo de vida tão drásticas. Geralmente, em uma casa ou empresa, há mais resíduos recicláveis do que não recicláveis. É importante que a comunidade participe da coleta seletiva e de toda ação que contribua para uma melhor sustentabilidade.


Faça a sua parte: recicle!

Após leitura do texto, assinale a alternativa contendo afirmação INCORRETA com base no ponto de vista defendido pelo autor.
Alternativas
Q3149056 Português
Os trechos abaixo, retirados da BBC e adaptados para esta questão, estão de acordo com as normas de concordância verbal e/ou nominal, EXCETO em:
Alternativas
Q3149055 Português

Em relação aos processos sintáticos constituintes da oração, examine as declarações a seguir:


I. A oração principal desempenha sempre uma função sintática em outra oração do período.


II. A oração coordenada, nunca é termo de outra nem a ela se refere, pode relacionar-se com outra coordenada, mas em sua integridade.


III. As orações subordinadas funcionam somente como termos acessórios da oração.


IV. As orações subordinadas adverbiais funcionam como adjunto adverbial de outras orações e vêm geralmente introduzidas por conjunções integrantes.


V. A oração subordinada adjetiva vem normalmente introduzida por um adjetivo exercendo a função de adjunto adnominal.


Estão corretas:

Alternativas
Q3149053 Português

Quanto à disposição dos elementos nas frases, à ênfase e à clareza, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) para as afirmativas a seguir:


(__) A oração pode transmitir uma declaração do que pensamos, observamos ou sentimos, e neste caso se chama declarativa, afirmativa ou negativa.


(__) A ordem inversa refere-se a ordem: predicado (ou um dos seus componentes) − sujeito.


(__) O objeto direto pode ser substituído pelos pronomes átonos: o, a, os, as, lhe, lhes, que marcam o gênero e o número do substantivo.


(__) Todos os enunciados têm a mesma importância para a exposição gramatical.


(__) A coesão é obtida unicamente por meio de recursos gramaticais (conjunções, preposições, pronomes, advérbios).


A sequência correta de preenchimento dos parênteses         

Alternativas
Q3149052 Português
O sinal indicativo de crase foi empregado INCORRETAMENTE em:
Alternativas
Q3149050 Português

Em relação às classes e aos processos de formação de palavras, analise as afirmativas a seguir:


I. Nos aumentativos em 'ão', o gênero normal é o masculino, mesmo quando a palavra derivante é feminina, como no exemplo: a parede- o paredão.


II. O sufixo 'eco' possui um acentuado valor pejorativo, como observado nos vocábulos 'jornaleco' e 'livreco'.


III. As palavras podem mudar de classe gramatical sem sofrer modificação na forma. Basta, por exemplo, antepor-se o artigo a qualquer vocábulo da língua para que ele se torne um substantivo.


IV. Uma palavra composta pode ser constituída de substantivo+substantivo como no exemplo: amor-perfeito.


V. O prefixo destacado do vocábulo 'APOgeu' tem o significado de 'afastamento'.


Estão corretas:

Alternativas
Q3149047 Português

Em relação às regras ortográficas e às de acentuação, assinale com V(verdadeiro) ou com F(falso) para as afirmativas a seguir:


I. O advérbio 'bem', ao contrário de 'mal', pode não se aglutinar com o segundo elemento quando ele começa por consoante: bem-nascido, malnascido, mas, em muitos compostos, 'bem' aglutina-se com o segundo elemento: benfeito, benquerença.


II. Emprega-se o hífen nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal pela qual começa o segundo elemento como: anti-inflacionário e sobre-edificar.


III. Não se emprega o hífen nas formações com os prefixos tônicos 'pós' e 'pré', como nos exemplos: pósgraduação e próafricano.


IV. Acentuam-se todas as proparoxítonas, incluem-se neste preceito os vocábulos terminados em encontros vocálicos que costumam ser pronunciados como ditongos crescentes: área, espontâneo, ignorância, mágoa.


V. Recebem acento as palavras paroxítonas quando as vogais 'i' e 'u' ocorrem na sílaba tônica precedidas de ditongo, como: 'baiúca', 'teiú' e 'saúde'.


Estão corretas:

Alternativas
Q3149045 Português

"O gênero narrativo refere-se aos textos que contam uma história. Para isso, é necessário um narrador ou narradora, personagem, enredo, tempo, e espaço. O narrador pode ser onisciente, observador ou personagem da narrativa, que pode conter um discurso direto, indireto ou indireto livre."


(brasilescola.uol.com.br/literatura/genero-narrativo.htm)


Os subgêneros do narrativo são os identificados nas alternativas abaixo, EXCETO:

Alternativas
Q3148857 Português
De médio e louco todo mundo tem um pouco – por Alisson Henrique Moretti


-


Você já se perguntou se existe uma forma de delimitar o campo daquilo que se entende por loucura? Quais comportamentos seriam indicativos de insanidade mental? Que fazer com os reconhecidamente "desajustados"?


Um dos contos mais admiráveis de Machado de Assis, O alienista, é uma sátira acerca da inviabilidade de se definir a esfera da loucura, sob pena de incorrer numa generalização. Afinal, como diz o ditado popular: "de médico e louco todo mundo tem um pouco".


Machado de Assis conta a história de um médico, o Dr. Simão Bacamarte, obcecado por detectar enfermidades psíquicas, passa a recolher os supostos enfermos num asilo por ele criado, a chamada "Casa Verde", com o propósito de tratá-los, assim como de desenvolver suas teorias científicas.


No decorrer da narrativa, é apresentado ao leitor um fato inusitado: "quatro quintos da população da vila estavam aposentados naquele estabelecimento", ou seja, na Casa Verde. A conclusão do Dr. Bacamarte é que diante desse fato estatístico, a verdade é que não era a maioria da população constituída por loucos, mas o oposto, e, portanto, que se devia admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades, e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto.


Com isso, o protagonista resolve dar liberdade aos reclusos da Casa Verde, que já representavam a esmagadora maioria da população local.


De acordo com o filósofo francês Michel Foucault (1926-1984) o saber sobre a loucura, que se encerra no discurso psiquiátrico, é extraído a partir de seu Sitz in Leben (expressão alemã utilizada na exegese de textos bíblicos. Traduz-se comumente por "contexto vital"), o lugar de existência, a saber: as instituições de controle do louco que são: família, igreja, justiça, hospital, etc., os saberes a elas relacionados e as estruturas econômicas e culturais da época. Este lugar de existência é o que constitui para Foucault a episteme de uma época.


Dito de maneira mais simples, o que Foucault expressa é que a sociedade possui "instituições de controle" (família, igreja, justiça etc.), são essas instituições que dizem como devemos agir, falar, nos vestir, enfim, como ser "normal". Se você não se ajusta aos padrões impostos por essas instituições, logo, você é louco, desajustado.


A sociedade usa para avaliar a saúde mental dos indivíduos os mesmos critérios de avaliação da "saúde" de uma peça pertencente a uma máquina. Peça "saudável" é aquela que não exige reparos e funciona sempre.


Para que isso aconteça é preciso que a peça esteja totalmente ajustada à ideia da máquina. Sendo assim, o indivíduo saudável, ou seja, que não é louco é aquele que cuja alma está ajustada à alma da sociedade. Ajustamento produz contentamento.


Rubem Alves, outro grande gigante da literatura brasileira, tratando sobre o mesmo tema diz em um dos seus livros que ao longo da história sempre houve pessoas consideradas "desajustadas", mas que também eram dotadas de uma genialidade singular.


As pessoas ajustadas são indispensáveis para fazer a máquina funcionar. Mas só as desajustadas pensam outros mundos. A criatividade vem do desajustamento.


Agora imaginem que nossa sociedade é louca, as evidências apontam para esse diagnóstico. Estar ajustado a essa sociedade é estar ajustado a sua loucura, logo, o que é padrão de sanidade na verdade é loucura, pois, a sociedade que impõem esses padrões é louca.


Mas aqueles que possuem sensibilidade para perceber a loucura da sociedade e consequentemente sofrer com isso, serão tidos como loucos, pois, serão "peças desajustadas" impedindo o funcionamento normal da máquina. Talvez o Dr. Bacamarte estava certo na sua ideia inicial: são todos loucos.



Fonte: https://jornalnoroeste.com/pagina/penso-logo-existo/de-medico-e-louco-todo-mundo-tem-um-pouco
Assinale a alternativa que justifica a acentuação das seguintes palavras: médico, psíquico, patológico, hipótese, máquina.
Alternativas
Q3148856 Português
De médio e louco todo mundo tem um pouco – por Alisson Henrique Moretti


-


Você já se perguntou se existe uma forma de delimitar o campo daquilo que se entende por loucura? Quais comportamentos seriam indicativos de insanidade mental? Que fazer com os reconhecidamente "desajustados"?


Um dos contos mais admiráveis de Machado de Assis, O alienista, é uma sátira acerca da inviabilidade de se definir a esfera da loucura, sob pena de incorrer numa generalização. Afinal, como diz o ditado popular: "de médico e louco todo mundo tem um pouco".


Machado de Assis conta a história de um médico, o Dr. Simão Bacamarte, obcecado por detectar enfermidades psíquicas, passa a recolher os supostos enfermos num asilo por ele criado, a chamada "Casa Verde", com o propósito de tratá-los, assim como de desenvolver suas teorias científicas.


No decorrer da narrativa, é apresentado ao leitor um fato inusitado: "quatro quintos da população da vila estavam aposentados naquele estabelecimento", ou seja, na Casa Verde. A conclusão do Dr. Bacamarte é que diante desse fato estatístico, a verdade é que não era a maioria da população constituída por loucos, mas o oposto, e, portanto, que se devia admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades, e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto.


Com isso, o protagonista resolve dar liberdade aos reclusos da Casa Verde, que já representavam a esmagadora maioria da população local.


De acordo com o filósofo francês Michel Foucault (1926-1984) o saber sobre a loucura, que se encerra no discurso psiquiátrico, é extraído a partir de seu Sitz in Leben (expressão alemã utilizada na exegese de textos bíblicos. Traduz-se comumente por "contexto vital"), o lugar de existência, a saber: as instituições de controle do louco que são: família, igreja, justiça, hospital, etc., os saberes a elas relacionados e as estruturas econômicas e culturais da época. Este lugar de existência é o que constitui para Foucault a episteme de uma época.


Dito de maneira mais simples, o que Foucault expressa é que a sociedade possui "instituições de controle" (família, igreja, justiça etc.), são essas instituições que dizem como devemos agir, falar, nos vestir, enfim, como ser "normal". Se você não se ajusta aos padrões impostos por essas instituições, logo, você é louco, desajustado.


A sociedade usa para avaliar a saúde mental dos indivíduos os mesmos critérios de avaliação da "saúde" de uma peça pertencente a uma máquina. Peça "saudável" é aquela que não exige reparos e funciona sempre.


Para que isso aconteça é preciso que a peça esteja totalmente ajustada à ideia da máquina. Sendo assim, o indivíduo saudável, ou seja, que não é louco é aquele que cuja alma está ajustada à alma da sociedade. Ajustamento produz contentamento.


Rubem Alves, outro grande gigante da literatura brasileira, tratando sobre o mesmo tema diz em um dos seus livros que ao longo da história sempre houve pessoas consideradas "desajustadas", mas que também eram dotadas de uma genialidade singular.


As pessoas ajustadas são indispensáveis para fazer a máquina funcionar. Mas só as desajustadas pensam outros mundos. A criatividade vem do desajustamento.


Agora imaginem que nossa sociedade é louca, as evidências apontam para esse diagnóstico. Estar ajustado a essa sociedade é estar ajustado a sua loucura, logo, o que é padrão de sanidade na verdade é loucura, pois, a sociedade que impõem esses padrões é louca.


Mas aqueles que possuem sensibilidade para perceber a loucura da sociedade e consequentemente sofrer com isso, serão tidos como loucos, pois, serão "peças desajustadas" impedindo o funcionamento normal da máquina. Talvez o Dr. Bacamarte estava certo na sua ideia inicial: são todos loucos.



Fonte: https://jornalnoroeste.com/pagina/penso-logo-existo/de-medico-e-louco-todo-mundo-tem-um-pouco
Na frase "A sociedade usa para avaliar a saúde mental dos indivíduos os mesmos critérios de avaliação da 'saúde' de uma peça pertencente a uma máquina", o termo "os mesmos critérios" exerce a função de:
Alternativas
Q3148855 Português
De médio e louco todo mundo tem um pouco – por Alisson Henrique Moretti


-


Você já se perguntou se existe uma forma de delimitar o campo daquilo que se entende por loucura? Quais comportamentos seriam indicativos de insanidade mental? Que fazer com os reconhecidamente "desajustados"?


Um dos contos mais admiráveis de Machado de Assis, O alienista, é uma sátira acerca da inviabilidade de se definir a esfera da loucura, sob pena de incorrer numa generalização. Afinal, como diz o ditado popular: "de médico e louco todo mundo tem um pouco".


Machado de Assis conta a história de um médico, o Dr. Simão Bacamarte, obcecado por detectar enfermidades psíquicas, passa a recolher os supostos enfermos num asilo por ele criado, a chamada "Casa Verde", com o propósito de tratá-los, assim como de desenvolver suas teorias científicas.


No decorrer da narrativa, é apresentado ao leitor um fato inusitado: "quatro quintos da população da vila estavam aposentados naquele estabelecimento", ou seja, na Casa Verde. A conclusão do Dr. Bacamarte é que diante desse fato estatístico, a verdade é que não era a maioria da população constituída por loucos, mas o oposto, e, portanto, que se devia admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades, e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto.


Com isso, o protagonista resolve dar liberdade aos reclusos da Casa Verde, que já representavam a esmagadora maioria da população local.


De acordo com o filósofo francês Michel Foucault (1926-1984) o saber sobre a loucura, que se encerra no discurso psiquiátrico, é extraído a partir de seu Sitz in Leben (expressão alemã utilizada na exegese de textos bíblicos. Traduz-se comumente por "contexto vital"), o lugar de existência, a saber: as instituições de controle do louco que são: família, igreja, justiça, hospital, etc., os saberes a elas relacionados e as estruturas econômicas e culturais da época. Este lugar de existência é o que constitui para Foucault a episteme de uma época.


Dito de maneira mais simples, o que Foucault expressa é que a sociedade possui "instituições de controle" (família, igreja, justiça etc.), são essas instituições que dizem como devemos agir, falar, nos vestir, enfim, como ser "normal". Se você não se ajusta aos padrões impostos por essas instituições, logo, você é louco, desajustado.


A sociedade usa para avaliar a saúde mental dos indivíduos os mesmos critérios de avaliação da "saúde" de uma peça pertencente a uma máquina. Peça "saudável" é aquela que não exige reparos e funciona sempre.


Para que isso aconteça é preciso que a peça esteja totalmente ajustada à ideia da máquina. Sendo assim, o indivíduo saudável, ou seja, que não é louco é aquele que cuja alma está ajustada à alma da sociedade. Ajustamento produz contentamento.


Rubem Alves, outro grande gigante da literatura brasileira, tratando sobre o mesmo tema diz em um dos seus livros que ao longo da história sempre houve pessoas consideradas "desajustadas", mas que também eram dotadas de uma genialidade singular.


As pessoas ajustadas são indispensáveis para fazer a máquina funcionar. Mas só as desajustadas pensam outros mundos. A criatividade vem do desajustamento.


Agora imaginem que nossa sociedade é louca, as evidências apontam para esse diagnóstico. Estar ajustado a essa sociedade é estar ajustado a sua loucura, logo, o que é padrão de sanidade na verdade é loucura, pois, a sociedade que impõem esses padrões é louca.


Mas aqueles que possuem sensibilidade para perceber a loucura da sociedade e consequentemente sofrer com isso, serão tidos como loucos, pois, serão "peças desajustadas" impedindo o funcionamento normal da máquina. Talvez o Dr. Bacamarte estava certo na sua ideia inicial: são todos loucos.



Fonte: https://jornalnoroeste.com/pagina/penso-logo-existo/de-medico-e-louco-todo-mundo-tem-um-pouco
Analise as afirmações a seguir.

I. No trecho "As pessoas ajustadas são indispensáveis para fazer a máquina funcionar", a palavra "indispensáveis" é morfologicamente um adjetivo.
II. Em "As pessoas ajustadas são indispensáveis para fazer a máquina funcionar", a palavra "indispensáveis" exerce a função sintática de predicativo do sujeito.
III. No trecho "A criatividade vem do desajustamento", a palavra "criatividade" é morfologicamente um adjetivo.
IV. Em "A criatividade vem do desajustamento", "desajustamento" exerce a função sintática de predicativo do objeto.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3148854 Português
De médio e louco todo mundo tem um pouco – por Alisson Henrique Moretti


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Você já se perguntou se existe uma forma de delimitar o campo daquilo que se entende por loucura? Quais comportamentos seriam indicativos de insanidade mental? Que fazer com os reconhecidamente "desajustados"?


Um dos contos mais admiráveis de Machado de Assis, O alienista, é uma sátira acerca da inviabilidade de se definir a esfera da loucura, sob pena de incorrer numa generalização. Afinal, como diz o ditado popular: "de médico e louco todo mundo tem um pouco".


Machado de Assis conta a história de um médico, o Dr. Simão Bacamarte, obcecado por detectar enfermidades psíquicas, passa a recolher os supostos enfermos num asilo por ele criado, a chamada "Casa Verde", com o propósito de tratá-los, assim como de desenvolver suas teorias científicas.


No decorrer da narrativa, é apresentado ao leitor um fato inusitado: "quatro quintos da população da vila estavam aposentados naquele estabelecimento", ou seja, na Casa Verde. A conclusão do Dr. Bacamarte é que diante desse fato estatístico, a verdade é que não era a maioria da população constituída por loucos, mas o oposto, e, portanto, que se devia admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades, e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto.


Com isso, o protagonista resolve dar liberdade aos reclusos da Casa Verde, que já representavam a esmagadora maioria da população local.


De acordo com o filósofo francês Michel Foucault (1926-1984) o saber sobre a loucura, que se encerra no discurso psiquiátrico, é extraído a partir de seu Sitz in Leben (expressão alemã utilizada na exegese de textos bíblicos. Traduz-se comumente por "contexto vital"), o lugar de existência, a saber: as instituições de controle do louco que são: família, igreja, justiça, hospital, etc., os saberes a elas relacionados e as estruturas econômicas e culturais da época. Este lugar de existência é o que constitui para Foucault a episteme de uma época.


Dito de maneira mais simples, o que Foucault expressa é que a sociedade possui "instituições de controle" (família, igreja, justiça etc.), são essas instituições que dizem como devemos agir, falar, nos vestir, enfim, como ser "normal". Se você não se ajusta aos padrões impostos por essas instituições, logo, você é louco, desajustado.


A sociedade usa para avaliar a saúde mental dos indivíduos os mesmos critérios de avaliação da "saúde" de uma peça pertencente a uma máquina. Peça "saudável" é aquela que não exige reparos e funciona sempre.


Para que isso aconteça é preciso que a peça esteja totalmente ajustada à ideia da máquina. Sendo assim, o indivíduo saudável, ou seja, que não é louco é aquele que cuja alma está ajustada à alma da sociedade. Ajustamento produz contentamento.


Rubem Alves, outro grande gigante da literatura brasileira, tratando sobre o mesmo tema diz em um dos seus livros que ao longo da história sempre houve pessoas consideradas "desajustadas", mas que também eram dotadas de uma genialidade singular.


As pessoas ajustadas são indispensáveis para fazer a máquina funcionar. Mas só as desajustadas pensam outros mundos. A criatividade vem do desajustamento.


Agora imaginem que nossa sociedade é louca, as evidências apontam para esse diagnóstico. Estar ajustado a essa sociedade é estar ajustado a sua loucura, logo, o que é padrão de sanidade na verdade é loucura, pois, a sociedade que impõem esses padrões é louca.


Mas aqueles que possuem sensibilidade para perceber a loucura da sociedade e consequentemente sofrer com isso, serão tidos como loucos, pois, serão "peças desajustadas" impedindo o funcionamento normal da máquina. Talvez o Dr. Bacamarte estava certo na sua ideia inicial: são todos loucos.



Fonte: https://jornalnoroeste.com/pagina/penso-logo-existo/de-medico-e-louco-todo-mundo-tem-um-pouco
No texto, o autor cita a obra O Alienista, de Machado de Assis. Essa obra está inserida em qual movimento literário brasileiro? 
Alternativas
Q3148853 Português
De médio e louco todo mundo tem um pouco – por Alisson Henrique Moretti


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Você já se perguntou se existe uma forma de delimitar o campo daquilo que se entende por loucura? Quais comportamentos seriam indicativos de insanidade mental? Que fazer com os reconhecidamente "desajustados"?


Um dos contos mais admiráveis de Machado de Assis, O alienista, é uma sátira acerca da inviabilidade de se definir a esfera da loucura, sob pena de incorrer numa generalização. Afinal, como diz o ditado popular: "de médico e louco todo mundo tem um pouco".


Machado de Assis conta a história de um médico, o Dr. Simão Bacamarte, obcecado por detectar enfermidades psíquicas, passa a recolher os supostos enfermos num asilo por ele criado, a chamada "Casa Verde", com o propósito de tratá-los, assim como de desenvolver suas teorias científicas.


No decorrer da narrativa, é apresentado ao leitor um fato inusitado: "quatro quintos da população da vila estavam aposentados naquele estabelecimento", ou seja, na Casa Verde. A conclusão do Dr. Bacamarte é que diante desse fato estatístico, a verdade é que não era a maioria da população constituída por loucos, mas o oposto, e, portanto, que se devia admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades, e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto.


Com isso, o protagonista resolve dar liberdade aos reclusos da Casa Verde, que já representavam a esmagadora maioria da população local.


De acordo com o filósofo francês Michel Foucault (1926-1984) o saber sobre a loucura, que se encerra no discurso psiquiátrico, é extraído a partir de seu Sitz in Leben (expressão alemã utilizada na exegese de textos bíblicos. Traduz-se comumente por "contexto vital"), o lugar de existência, a saber: as instituições de controle do louco que são: família, igreja, justiça, hospital, etc., os saberes a elas relacionados e as estruturas econômicas e culturais da época. Este lugar de existência é o que constitui para Foucault a episteme de uma época.


Dito de maneira mais simples, o que Foucault expressa é que a sociedade possui "instituições de controle" (família, igreja, justiça etc.), são essas instituições que dizem como devemos agir, falar, nos vestir, enfim, como ser "normal". Se você não se ajusta aos padrões impostos por essas instituições, logo, você é louco, desajustado.


A sociedade usa para avaliar a saúde mental dos indivíduos os mesmos critérios de avaliação da "saúde" de uma peça pertencente a uma máquina. Peça "saudável" é aquela que não exige reparos e funciona sempre.


Para que isso aconteça é preciso que a peça esteja totalmente ajustada à ideia da máquina. Sendo assim, o indivíduo saudável, ou seja, que não é louco é aquele que cuja alma está ajustada à alma da sociedade. Ajustamento produz contentamento.


Rubem Alves, outro grande gigante da literatura brasileira, tratando sobre o mesmo tema diz em um dos seus livros que ao longo da história sempre houve pessoas consideradas "desajustadas", mas que também eram dotadas de uma genialidade singular.


As pessoas ajustadas são indispensáveis para fazer a máquina funcionar. Mas só as desajustadas pensam outros mundos. A criatividade vem do desajustamento.


Agora imaginem que nossa sociedade é louca, as evidências apontam para esse diagnóstico. Estar ajustado a essa sociedade é estar ajustado a sua loucura, logo, o que é padrão de sanidade na verdade é loucura, pois, a sociedade que impõem esses padrões é louca.


Mas aqueles que possuem sensibilidade para perceber a loucura da sociedade e consequentemente sofrer com isso, serão tidos como loucos, pois, serão "peças desajustadas" impedindo o funcionamento normal da máquina. Talvez o Dr. Bacamarte estava certo na sua ideia inicial: são todos loucos.



Fonte: https://jornalnoroeste.com/pagina/penso-logo-existo/de-medico-e-louco-todo-mundo-tem-um-pouco
A partir do texto, infere-se que a visão de Michel Foucault sobre a loucura pode ser descrita como: 
Alternativas
Q3148753 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Uma análise dos destroços do submersível Titan, da empresa OceanGate, revelou como seu casco se desintegrou.

Imagens de partes da embarcação ...... pelo fundo do mar ...... que o casco de fibra de carbono se separou em várias camadas — um problema conhecido do material.

As evidências foram ...... na quarta-feira (25/9) à Guarda Costeira dos EUA durante uma audiência pública sobre a falha catastrófica do submersível em junho de 2023, que matou todas as cinco pessoas a bordo.

Não foi confirmado que o casco foi a primeira parte do submersível a falhar, mas os detalhes sugerem que é o foco principal da investigação.

O Titan, operado pela OceanGate, implodiu menos de duas horas após o início do mergulho até o local onde se ...... os destroços do naufrágio do Titanic.

O casco do Titan era feito de várias camadas de fibra de carbono ......com resina.

É um material altamente incomum para um submersível de águas profundas, uma vez que não é confiável sob pressão — a maioria das embarcações é ...... de metais como titânio.

Don Kramer, engenheiro do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes, mostrou à Guarda Costeira dos EUA uma série de imagens de partes do casco no fundo do mar.

Ele explicou como, em alguns fragmentos, as camadas de fibra de carbono...... se desintegrado — um processo conhecido como delaminação.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0lwn3l117po#:~:text=Uma% 20an%C3%A1lise%20dos%20destro%C3%A7os adaptado) 
A alternativa que apresenta a afirmativa correta em relação à acentuação dos vocábulos do texto é:
Alternativas
Respostas
45141: C
45142: D
45143: B
45144: C
45145: B
45146: B
45147: B
45148: C
45149: A
45150: C
45151: D
45152: B
45153: A
45154: A
45155: D
45156: B
45157: A
45158: C
45159: D
45160: C