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Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Foram encontradas 186.727 questões

Q3231846 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.  


    Agora, os pequenos sinais estão em toda parte. Artifícios inteligentes tomam decisões no lugar das pessoas de carne e osso. No trânsito, quem resolve se você vai virar à esquerda ou à direita é um algoritmo, que lhe dá ordens pela tela eletrônica. Por um sistema parecido, o taxista fica sabendo qual será o passageiro e em que endereço deve apanhá-lo. Ninguém escapa. Às vezes mais, às vezes menos, todo mundo segue a batuta de programas informatizados que dirigem a rotina das populações conectadas. O batimento cardíaco dos anônimos, o tráfego aéreo, as ebulições das bolsas de valores, a sensação de que gostam ou não gostam da gente: tudo passa pelos dígitos. O que antes gostávamos de chamar de “livre-arbítrio” se reduziu, enfim, ao arbítrio das máquinas. 

    Sinais, muitos sinais. O eleitorado se apoia em filminhos da internet para escolher em quem votar. Muita mentira passa por aí, já sabemos. No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anuncia que sua maior preocupação é conter a disseminação daquelas cenas perfeitas, irretocavelmente verossímeis, em que um candidato, na frente das câmeras, diz, com todas as sílabas escandidas, uma frase que jamais pronunciou – tudo obra da cibernética. Esse tipo de truque maligno grassou nas eleições da vizinha Argentina, e já se anteveem complicações do lado de cá da fronteira.

    Na imprensa de todos os continentes, as redações decretam normas de conduta para regular o uso de ferramentas de inteligência artificial por seus profissionais. As chances de sucesso são exíguas. A inteligência artificial soterra a atividade jornalística sem deixar a ninguém um tempinho que seja para respirar. Cada vez mais ela nos regula, sem ser regulada por nós.

    Agora, esses pequenos sinais que estão em toda parte nos mostram que foi posto um limite virtual – apenas virtual, por enquanto – para a aventura humana sobre a Terra. A cada dia, o humano perde relevância. O humano, depreciadamente humano, deixa de ser protagonista do seu próprio destino. Pobre humano. O único evento no qual ainda exerce um papel de relevo é o aquecimento global, na sua tragédia final, o antropoceno. Fora isso, sobrou-lhe um bico de coadjuvante.


(Eugênio Bucci. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/

eugenio-bucci/alem-do-humano/. Acesso em 25.05.2024. Adaptado)


Considere os trechos a seguir.


•  … cenas perfeitas, irretocavelmente verossímeis, em que um candidato, na frente das câmeras, diz… (2º parágrafo)


•  Pobre humano. O único evento no qual ainda exerce um papel de relevo é o aquecimento global… (4º parágrafo)


As expressões destacadas podem ser, correta e respectivamente, substituídas por:

Alternativas
Q3231845 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.  


    Agora, os pequenos sinais estão em toda parte. Artifícios inteligentes tomam decisões no lugar das pessoas de carne e osso. No trânsito, quem resolve se você vai virar à esquerda ou à direita é um algoritmo, que lhe dá ordens pela tela eletrônica. Por um sistema parecido, o taxista fica sabendo qual será o passageiro e em que endereço deve apanhá-lo. Ninguém escapa. Às vezes mais, às vezes menos, todo mundo segue a batuta de programas informatizados que dirigem a rotina das populações conectadas. O batimento cardíaco dos anônimos, o tráfego aéreo, as ebulições das bolsas de valores, a sensação de que gostam ou não gostam da gente: tudo passa pelos dígitos. O que antes gostávamos de chamar de “livre-arbítrio” se reduziu, enfim, ao arbítrio das máquinas. 

    Sinais, muitos sinais. O eleitorado se apoia em filminhos da internet para escolher em quem votar. Muita mentira passa por aí, já sabemos. No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anuncia que sua maior preocupação é conter a disseminação daquelas cenas perfeitas, irretocavelmente verossímeis, em que um candidato, na frente das câmeras, diz, com todas as sílabas escandidas, uma frase que jamais pronunciou – tudo obra da cibernética. Esse tipo de truque maligno grassou nas eleições da vizinha Argentina, e já se anteveem complicações do lado de cá da fronteira.

    Na imprensa de todos os continentes, as redações decretam normas de conduta para regular o uso de ferramentas de inteligência artificial por seus profissionais. As chances de sucesso são exíguas. A inteligência artificial soterra a atividade jornalística sem deixar a ninguém um tempinho que seja para respirar. Cada vez mais ela nos regula, sem ser regulada por nós.

    Agora, esses pequenos sinais que estão em toda parte nos mostram que foi posto um limite virtual – apenas virtual, por enquanto – para a aventura humana sobre a Terra. A cada dia, o humano perde relevância. O humano, depreciadamente humano, deixa de ser protagonista do seu próprio destino. Pobre humano. O único evento no qual ainda exerce um papel de relevo é o aquecimento global, na sua tragédia final, o antropoceno. Fora isso, sobrou-lhe um bico de coadjuvante.


(Eugênio Bucci. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/

eugenio-bucci/alem-do-humano/. Acesso em 25.05.2024. Adaptado)


O vocábulo destacado apresenta sentido figurado em: 
Alternativas
Q3231844 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.  


    Agora, os pequenos sinais estão em toda parte. Artifícios inteligentes tomam decisões no lugar das pessoas de carne e osso. No trânsito, quem resolve se você vai virar à esquerda ou à direita é um algoritmo, que lhe dá ordens pela tela eletrônica. Por um sistema parecido, o taxista fica sabendo qual será o passageiro e em que endereço deve apanhá-lo. Ninguém escapa. Às vezes mais, às vezes menos, todo mundo segue a batuta de programas informatizados que dirigem a rotina das populações conectadas. O batimento cardíaco dos anônimos, o tráfego aéreo, as ebulições das bolsas de valores, a sensação de que gostam ou não gostam da gente: tudo passa pelos dígitos. O que antes gostávamos de chamar de “livre-arbítrio” se reduziu, enfim, ao arbítrio das máquinas. 

    Sinais, muitos sinais. O eleitorado se apoia em filminhos da internet para escolher em quem votar. Muita mentira passa por aí, já sabemos. No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anuncia que sua maior preocupação é conter a disseminação daquelas cenas perfeitas, irretocavelmente verossímeis, em que um candidato, na frente das câmeras, diz, com todas as sílabas escandidas, uma frase que jamais pronunciou – tudo obra da cibernética. Esse tipo de truque maligno grassou nas eleições da vizinha Argentina, e já se anteveem complicações do lado de cá da fronteira.

    Na imprensa de todos os continentes, as redações decretam normas de conduta para regular o uso de ferramentas de inteligência artificial por seus profissionais. As chances de sucesso são exíguas. A inteligência artificial soterra a atividade jornalística sem deixar a ninguém um tempinho que seja para respirar. Cada vez mais ela nos regula, sem ser regulada por nós.

    Agora, esses pequenos sinais que estão em toda parte nos mostram que foi posto um limite virtual – apenas virtual, por enquanto – para a aventura humana sobre a Terra. A cada dia, o humano perde relevância. O humano, depreciadamente humano, deixa de ser protagonista do seu próprio destino. Pobre humano. O único evento no qual ainda exerce um papel de relevo é o aquecimento global, na sua tragédia final, o antropoceno. Fora isso, sobrou-lhe um bico de coadjuvante.


(Eugênio Bucci. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/

eugenio-bucci/alem-do-humano/. Acesso em 25.05.2024. Adaptado)


No trecho do 2º parágrafo – … sua maior preocupação é conter a disseminação daquelas cenas perfeitas… –, o vocábulo destacado pode ser substituído, sem prejuízo do sentido original, por: 
Alternativas
Q3231843 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.  


    Agora, os pequenos sinais estão em toda parte. Artifícios inteligentes tomam decisões no lugar das pessoas de carne e osso. No trânsito, quem resolve se você vai virar à esquerda ou à direita é um algoritmo, que lhe dá ordens pela tela eletrônica. Por um sistema parecido, o taxista fica sabendo qual será o passageiro e em que endereço deve apanhá-lo. Ninguém escapa. Às vezes mais, às vezes menos, todo mundo segue a batuta de programas informatizados que dirigem a rotina das populações conectadas. O batimento cardíaco dos anônimos, o tráfego aéreo, as ebulições das bolsas de valores, a sensação de que gostam ou não gostam da gente: tudo passa pelos dígitos. O que antes gostávamos de chamar de “livre-arbítrio” se reduziu, enfim, ao arbítrio das máquinas. 

    Sinais, muitos sinais. O eleitorado se apoia em filminhos da internet para escolher em quem votar. Muita mentira passa por aí, já sabemos. No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anuncia que sua maior preocupação é conter a disseminação daquelas cenas perfeitas, irretocavelmente verossímeis, em que um candidato, na frente das câmeras, diz, com todas as sílabas escandidas, uma frase que jamais pronunciou – tudo obra da cibernética. Esse tipo de truque maligno grassou nas eleições da vizinha Argentina, e já se anteveem complicações do lado de cá da fronteira.

    Na imprensa de todos os continentes, as redações decretam normas de conduta para regular o uso de ferramentas de inteligência artificial por seus profissionais. As chances de sucesso são exíguas. A inteligência artificial soterra a atividade jornalística sem deixar a ninguém um tempinho que seja para respirar. Cada vez mais ela nos regula, sem ser regulada por nós.

    Agora, esses pequenos sinais que estão em toda parte nos mostram que foi posto um limite virtual – apenas virtual, por enquanto – para a aventura humana sobre a Terra. A cada dia, o humano perde relevância. O humano, depreciadamente humano, deixa de ser protagonista do seu próprio destino. Pobre humano. O único evento no qual ainda exerce um papel de relevo é o aquecimento global, na sua tragédia final, o antropoceno. Fora isso, sobrou-lhe um bico de coadjuvante.


(Eugênio Bucci. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/

eugenio-bucci/alem-do-humano/. Acesso em 25.05.2024. Adaptado)


Quanto ao que se apresentou no texto sobre inteligência artificial e eleições, é correto afirmar que
Alternativas
Q3231842 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.  


    Agora, os pequenos sinais estão em toda parte. Artifícios inteligentes tomam decisões no lugar das pessoas de carne e osso. No trânsito, quem resolve se você vai virar à esquerda ou à direita é um algoritmo, que lhe dá ordens pela tela eletrônica. Por um sistema parecido, o taxista fica sabendo qual será o passageiro e em que endereço deve apanhá-lo. Ninguém escapa. Às vezes mais, às vezes menos, todo mundo segue a batuta de programas informatizados que dirigem a rotina das populações conectadas. O batimento cardíaco dos anônimos, o tráfego aéreo, as ebulições das bolsas de valores, a sensação de que gostam ou não gostam da gente: tudo passa pelos dígitos. O que antes gostávamos de chamar de “livre-arbítrio” se reduziu, enfim, ao arbítrio das máquinas. 

    Sinais, muitos sinais. O eleitorado se apoia em filminhos da internet para escolher em quem votar. Muita mentira passa por aí, já sabemos. No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anuncia que sua maior preocupação é conter a disseminação daquelas cenas perfeitas, irretocavelmente verossímeis, em que um candidato, na frente das câmeras, diz, com todas as sílabas escandidas, uma frase que jamais pronunciou – tudo obra da cibernética. Esse tipo de truque maligno grassou nas eleições da vizinha Argentina, e já se anteveem complicações do lado de cá da fronteira.

    Na imprensa de todos os continentes, as redações decretam normas de conduta para regular o uso de ferramentas de inteligência artificial por seus profissionais. As chances de sucesso são exíguas. A inteligência artificial soterra a atividade jornalística sem deixar a ninguém um tempinho que seja para respirar. Cada vez mais ela nos regula, sem ser regulada por nós.

    Agora, esses pequenos sinais que estão em toda parte nos mostram que foi posto um limite virtual – apenas virtual, por enquanto – para a aventura humana sobre a Terra. A cada dia, o humano perde relevância. O humano, depreciadamente humano, deixa de ser protagonista do seu próprio destino. Pobre humano. O único evento no qual ainda exerce um papel de relevo é o aquecimento global, na sua tragédia final, o antropoceno. Fora isso, sobrou-lhe um bico de coadjuvante.


(Eugênio Bucci. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/

eugenio-bucci/alem-do-humano/. Acesso em 25.05.2024. Adaptado)


De acordo com o texto, é correto afirmar que 
Alternativas
Q3231841 Português
Assinale a alternativa redigida em conformidade com a norma-padrão de regência nominal.
Alternativas
Q3231840 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.  


    Compreendo perfeitamente o pintor Raimundo Nogueira. Ele, a mais bem-humorada e a mais cordial de todas as criaturas que conheço, cortou relações há alguns anos com um sujeito. Fez deste o seu único inimigo, negando-lhe cumprimento. E andou certo, a meu ver. O indivíduo em apreço, naquela época ainda em muito boas relações com o Raimundo, era dono duma churrascaria em Ipanema e dum terreno que desejava vender. O pintor se interessou pelo lote e foi vê-lo; no dia seguinte levou a família e, mal chegou ao lugar, ficou indignado e voltou: o proprietário do lote mandara derrubar uma frondosa mangueira que tinha lá. Na churrascaria, houve o seguinte diálogo:

    Raimundo: – E a árvore? E a mangueira?

    Dono: – Mandei cortar.

    Raimundo: – Por quê, rapaz? Por quê?

    Dono: – Acho que os pretendentes podem ver melhor o terreno sem a árvore.

    Raimundo: – Ah, é assim, não é? Então, é favor não falar mais comigo.

    Foi-se embora; desde então, quando passa defronte da churrascaria, Raimundo vira o rosto. Há entre churrasqueiro e pintor uma árvore morta.

    Não sei com quem brigar, a quem virar o rosto. Mas cortaram também a amendoeira que existia debaixo da minha janela, no quintal ao lado. Era uma das maiores e das mais bonitas amendoeiras do Rio. Foi abaixo, para ceder lugar a uma garagem. Ora, seu tronco era longo, portanto, seria a coisa mais simples do mundo fazer um buraco no teto da garagem para o tronco passar, antes de se abrir em galhos e folhas no alto. A ideia não ocorreu ao proprietário do edifício que se constrói e que julgou ainda mais simples pôr a árvore no chão. Trata-se duma alma irmã à do churrasqueiro. Um sujeito que não merece o meu respeito ou a minha confiança. Assim, em meu nome, no do pintor Raimundo Nogueira e de todas as pessoas que gostam de árvores, eu o mando para o diabo que o carregue.


(Paulo Mendes Campos. Árvores. Disponível em: https://cronicabrasileira. org.br/cronicas/19359/arvores. Acesso em 23.05.2024. Adaptado)


Assinale a alternativa em que a expressão destacada reescrita entre colchetes mantém a norma-padrão de colocação pronominal.
Alternativas
Q3231839 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.  


    Compreendo perfeitamente o pintor Raimundo Nogueira. Ele, a mais bem-humorada e a mais cordial de todas as criaturas que conheço, cortou relações há alguns anos com um sujeito. Fez deste o seu único inimigo, negando-lhe cumprimento. E andou certo, a meu ver. O indivíduo em apreço, naquela época ainda em muito boas relações com o Raimundo, era dono duma churrascaria em Ipanema e dum terreno que desejava vender. O pintor se interessou pelo lote e foi vê-lo; no dia seguinte levou a família e, mal chegou ao lugar, ficou indignado e voltou: o proprietário do lote mandara derrubar uma frondosa mangueira que tinha lá. Na churrascaria, houve o seguinte diálogo:

    Raimundo: – E a árvore? E a mangueira?

    Dono: – Mandei cortar.

    Raimundo: – Por quê, rapaz? Por quê?

    Dono: – Acho que os pretendentes podem ver melhor o terreno sem a árvore.

    Raimundo: – Ah, é assim, não é? Então, é favor não falar mais comigo.

    Foi-se embora; desde então, quando passa defronte da churrascaria, Raimundo vira o rosto. Há entre churrasqueiro e pintor uma árvore morta.

    Não sei com quem brigar, a quem virar o rosto. Mas cortaram também a amendoeira que existia debaixo da minha janela, no quintal ao lado. Era uma das maiores e das mais bonitas amendoeiras do Rio. Foi abaixo, para ceder lugar a uma garagem. Ora, seu tronco era longo, portanto, seria a coisa mais simples do mundo fazer um buraco no teto da garagem para o tronco passar, antes de se abrir em galhos e folhas no alto. A ideia não ocorreu ao proprietário do edifício que se constrói e que julgou ainda mais simples pôr a árvore no chão. Trata-se duma alma irmã à do churrasqueiro. Um sujeito que não merece o meu respeito ou a minha confiança. Assim, em meu nome, no do pintor Raimundo Nogueira e de todas as pessoas que gostam de árvores, eu o mando para o diabo que o carregue.


(Paulo Mendes Campos. Árvores. Disponível em: https://cronicabrasileira. org.br/cronicas/19359/arvores. Acesso em 23.05.2024. Adaptado)


No trecho do 8º parágrafo – … seu tronco era longo, portanto, seria a coisa mais simples do mundo fazer um buraco no teto da garagem… –, o vocábulo destacado pode ser substituído, sem prejuízo do sentido original, por:
Alternativas
Q3231838 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.  


    Compreendo perfeitamente o pintor Raimundo Nogueira. Ele, a mais bem-humorada e a mais cordial de todas as criaturas que conheço, cortou relações há alguns anos com um sujeito. Fez deste o seu único inimigo, negando-lhe cumprimento. E andou certo, a meu ver. O indivíduo em apreço, naquela época ainda em muito boas relações com o Raimundo, era dono duma churrascaria em Ipanema e dum terreno que desejava vender. O pintor se interessou pelo lote e foi vê-lo; no dia seguinte levou a família e, mal chegou ao lugar, ficou indignado e voltou: o proprietário do lote mandara derrubar uma frondosa mangueira que tinha lá. Na churrascaria, houve o seguinte diálogo:

    Raimundo: – E a árvore? E a mangueira?

    Dono: – Mandei cortar.

    Raimundo: – Por quê, rapaz? Por quê?

    Dono: – Acho que os pretendentes podem ver melhor o terreno sem a árvore.

    Raimundo: – Ah, é assim, não é? Então, é favor não falar mais comigo.

    Foi-se embora; desde então, quando passa defronte da churrascaria, Raimundo vira o rosto. Há entre churrasqueiro e pintor uma árvore morta.

    Não sei com quem brigar, a quem virar o rosto. Mas cortaram também a amendoeira que existia debaixo da minha janela, no quintal ao lado. Era uma das maiores e das mais bonitas amendoeiras do Rio. Foi abaixo, para ceder lugar a uma garagem. Ora, seu tronco era longo, portanto, seria a coisa mais simples do mundo fazer um buraco no teto da garagem para o tronco passar, antes de se abrir em galhos e folhas no alto. A ideia não ocorreu ao proprietário do edifício que se constrói e que julgou ainda mais simples pôr a árvore no chão. Trata-se duma alma irmã à do churrasqueiro. Um sujeito que não merece o meu respeito ou a minha confiança. Assim, em meu nome, no do pintor Raimundo Nogueira e de todas as pessoas que gostam de árvores, eu o mando para o diabo que o carregue.


(Paulo Mendes Campos. Árvores. Disponível em: https://cronicabrasileira. org.br/cronicas/19359/arvores. Acesso em 23.05.2024. Adaptado)


Considere os trechos a seguir.


•  O indivíduo em apreço, naquela época ainda em muito boas relações com o Raimundo… (1º parágrafo)


•  … os pretendentes podem ver melhor o terreno sem a árvore. (5º parágrafo)


Os vocábulos destacados apresentam, respectivamente, circunstâncias de

Alternativas
Q3231837 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.  


    Compreendo perfeitamente o pintor Raimundo Nogueira. Ele, a mais bem-humorada e a mais cordial de todas as criaturas que conheço, cortou relações há alguns anos com um sujeito. Fez deste o seu único inimigo, negando-lhe cumprimento. E andou certo, a meu ver. O indivíduo em apreço, naquela época ainda em muito boas relações com o Raimundo, era dono duma churrascaria em Ipanema e dum terreno que desejava vender. O pintor se interessou pelo lote e foi vê-lo; no dia seguinte levou a família e, mal chegou ao lugar, ficou indignado e voltou: o proprietário do lote mandara derrubar uma frondosa mangueira que tinha lá. Na churrascaria, houve o seguinte diálogo:

    Raimundo: – E a árvore? E a mangueira?

    Dono: – Mandei cortar.

    Raimundo: – Por quê, rapaz? Por quê?

    Dono: – Acho que os pretendentes podem ver melhor o terreno sem a árvore.

    Raimundo: – Ah, é assim, não é? Então, é favor não falar mais comigo.

    Foi-se embora; desde então, quando passa defronte da churrascaria, Raimundo vira o rosto. Há entre churrasqueiro e pintor uma árvore morta.

    Não sei com quem brigar, a quem virar o rosto. Mas cortaram também a amendoeira que existia debaixo da minha janela, no quintal ao lado. Era uma das maiores e das mais bonitas amendoeiras do Rio. Foi abaixo, para ceder lugar a uma garagem. Ora, seu tronco era longo, portanto, seria a coisa mais simples do mundo fazer um buraco no teto da garagem para o tronco passar, antes de se abrir em galhos e folhas no alto. A ideia não ocorreu ao proprietário do edifício que se constrói e que julgou ainda mais simples pôr a árvore no chão. Trata-se duma alma irmã à do churrasqueiro. Um sujeito que não merece o meu respeito ou a minha confiança. Assim, em meu nome, no do pintor Raimundo Nogueira e de todas as pessoas que gostam de árvores, eu o mando para o diabo que o carregue.


(Paulo Mendes Campos. Árvores. Disponível em: https://cronicabrasileira. org.br/cronicas/19359/arvores. Acesso em 23.05.2024. Adaptado)


É correto afirmar que o narrador 
Alternativas
Q3231836 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.  


    Compreendo perfeitamente o pintor Raimundo Nogueira. Ele, a mais bem-humorada e a mais cordial de todas as criaturas que conheço, cortou relações há alguns anos com um sujeito. Fez deste o seu único inimigo, negando-lhe cumprimento. E andou certo, a meu ver. O indivíduo em apreço, naquela época ainda em muito boas relações com o Raimundo, era dono duma churrascaria em Ipanema e dum terreno que desejava vender. O pintor se interessou pelo lote e foi vê-lo; no dia seguinte levou a família e, mal chegou ao lugar, ficou indignado e voltou: o proprietário do lote mandara derrubar uma frondosa mangueira que tinha lá. Na churrascaria, houve o seguinte diálogo:

    Raimundo: – E a árvore? E a mangueira?

    Dono: – Mandei cortar.

    Raimundo: – Por quê, rapaz? Por quê?

    Dono: – Acho que os pretendentes podem ver melhor o terreno sem a árvore.

    Raimundo: – Ah, é assim, não é? Então, é favor não falar mais comigo.

    Foi-se embora; desde então, quando passa defronte da churrascaria, Raimundo vira o rosto. Há entre churrasqueiro e pintor uma árvore morta.

    Não sei com quem brigar, a quem virar o rosto. Mas cortaram também a amendoeira que existia debaixo da minha janela, no quintal ao lado. Era uma das maiores e das mais bonitas amendoeiras do Rio. Foi abaixo, para ceder lugar a uma garagem. Ora, seu tronco era longo, portanto, seria a coisa mais simples do mundo fazer um buraco no teto da garagem para o tronco passar, antes de se abrir em galhos e folhas no alto. A ideia não ocorreu ao proprietário do edifício que se constrói e que julgou ainda mais simples pôr a árvore no chão. Trata-se duma alma irmã à do churrasqueiro. Um sujeito que não merece o meu respeito ou a minha confiança. Assim, em meu nome, no do pintor Raimundo Nogueira e de todas as pessoas que gostam de árvores, eu o mando para o diabo que o carregue.


(Paulo Mendes Campos. Árvores. Disponível em: https://cronicabrasileira. org.br/cronicas/19359/arvores. Acesso em 23.05.2024. Adaptado)


De acordo com o texto, Raimundo Nogueira 
Alternativas
Q3231736 Português

Leia a reportagem a seguir para responder à questão. 


TDAH: O QUE O TIKTOK NÃO CONTA 


Por Rafael Battaglia

Atualizado em 19 ago 2024, 09h38 - Publicado em 16 ago 2024, 10h00 



O TDAH atinge 5,3% das crianças e adolescentes em todo o mundo, e 2,5% da população adulta. A condição está presente há décadas nos principais manuais de transtornos mentais – mas nunca se falou tanto sobre ela como nos últimos anos.

Nos EUA, vídeos com a hashtag “#adhd” (sigla em inglês do transtorno) somaram 35 bilhões de visualizações nos últimos três anos no TikTok. A plataforma virou palco para milhares de pessoas com TDAH, que compartilharam ali suas experiências de vida e as técnicas que desenvolveram para vencer as dificuldades impostas pelo transtorno na escola, no trabalho e dentro de casa.

O lado positivo, é claro, é o aumento da conscientização – o que tem levado a mais diagnósticos.

Mas a ascensão do TDHA no TikTok e em outras redes tem um lado indigesto: não faltam vídeos que prometem um diagnóstico em poucos minutos, supostas curas ou que apresentam testes sem validade científica. Em 2022, uma pesquisa canadense analisou os 100 vídeos mais populares sobre o transtorno na plataforma e concluiu que metade continha informações falsas. 

Por que esses conteúdos viralizam? Porque é fácil se identificar com as situações e os sintomas descritos. Afinal, quem nunca esqueceu a carteira em casa, perdeu o foco graças ao Instagram ou procrastinou até o último dia para entregar um relatório no trabalho?

Episódios pontuais, porém, não bastam. O TDAH é uma condição séria que se não tratada da maneira adequada pode trazer uma série de problemas. Indivíduos com o transtorno sofrem mais acidentes, demissões no trabalho e reprovações na escola. Também se divorciam mais e são mais propensos a desenvolver ansiedade e depressão. Dentre as pessoas com TDAH, há maior incidência de abuso de álcool e drogas, obesidade e suicídio.

No final dos anos 1980, o DDA [déficit de atenção] foi rebatizado para o nome que usamos hoje, “Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade”. E, em 2000, o manual [DSM – Manual de Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais] definiu que o TDAH poderia se manifestar de três formas possíveis: predominantemente desatenta, predominantemente hiperativa e impulsiva ou de maneira combinada. Essa é a classificação usada pelos profissionais da saúde atuais.

Não faltam ferramentas para controlar o TDAH, e o esforço para que elas cheguem a mais pessoas precisa ser constante. De preferência, sem informações falsas. Viver com o transtorno é um quebra-cabeça complexo. Mas as peças não precisam ficar ainda mais misturadas. 


BATTAGLIA, Rafael. TDAH: o que o TikTok não conta. Revista Superinteressante [on-line], 19 ago. 2024. Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/tdah-o- que-o-tiktok-nao-conta/. Acesso em: 31 ago. 2024. Adaptado.

Com relação aos processos de formação de palavras, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3231727 Português

A reportagem a seguir se refere à questão.


POR QUE AS VACINAS CONTRA MPOX SÓ ESTÃO CHEGANDO AGORA NA ÁFRICA?


REUTERS

25/08/2024 – 11:03



As primeiras 10 mil vacinas para mpox deverão finalmente chegar na semana que vem na África, onde uma nova e perigosa estirpe do vírus – que afeta as pessoas há décadas – está causando um alarme global.

A lenta chegada das vacinas – que já foram disponibilizadas em mais de 70 países fora de África – mostrou que as lições aprendidas com a pandemia da Covid-19 sobre as desigualdades globais nos cuidados de saúde têm demorado a trazer mudanças, disseram autoridades de saúde pública e cientistas.

Entre os obstáculos está a demora da Organização Mundial da Saúde (OMS) em iniciar oficialmente o processo necessário para dar aos países pobres acesso fácil a grandes quantidades de vacinas através de agências internacionais, o que só aconteceu este mês.

Autoridades e cientistas disseram à Reuters que isso poderia ter começado anos atrás.

A mpox é uma infecção potencialmente mortal que causa sintomas semelhantes aos da gripe, além de lesões com pus que se espalham por contato físico. Em 14 de agosto, a OMS declarou a mpox uma emergência de saúde global depois que a nova cepa, conhecida como clado Ib, começou a se proliferar da República Democrática do Congo para os países africanos vizinhos.

Em resposta às perguntas da Reuters sobre os atrasos na distribuição da vacina, a agência de saúde da ONU disse na sexta-feira que iria flexibilizar alguns dos seus procedimentos neste caso, num esforço para acelerar o acesso dos países pobres às vacinas mpox.

A compra direta de vacinas caras é inviável para muitos países de baixa renda. Existem duas injeções principais de mpox, feitas pela Bavarian Nordic, da Dinamarca, e pela KM Biologics, do Japão. A Nordic Bavarian custa US$ 100 a dose e o preço da KM Biologics é desconhecido.

A longa espera pela aprovação da OMS para que as agências internacionais comprem e distribuam a vacina forçou os governos africanos individuais e a agência de saúde pública do continente – os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) – a solicitarem doações de vacinas aos países ricos. Esse processo complicado pode entrar em colapso, como já aconteceu antes, se os doadores sentirem que devem manter a vacina para proteger o seu próprio povo.


[...]



Fonte: REUTERS. Por que as vacinas contra mpox só estão chegando agora na África? Revista IstoÉ, 25 ago. 2024. Disponível em: https://istoe.com.br/por-que-as- vacinas-contra-mpox-so-estao-chegando-agora-na-africa/. Acesso em: 27 ago. 2024. Adaptado.

Considere o seguinte trecho da reportagem:


A mpox é uma infecção potencialmente mortal que causa sintomas semelhantes aos da gripe, além de lesões com pus que se espalham por contato físico.


Com base neste trecho, CORRETO afirmar que se trata de uma sequência textual do tipo: é  

Alternativas
Q3231650 Português

Leia o texto para responder à questão. 


Nocaute tecnológico 


    Abro o freezer e vasculho até capturar uma lasanha. Devorado pela fome, seria capaz de comê-la tal como está, fingindo ser sorvete. Mas ainda não cheguei a esse estado de selvageria. Com um nó no estômago, disponho-me a enfrentar meu novo micro-ondas. Provavelmente é mais fácil pilotar um avião. Possui um painel cheio de opções. Determina como descongelar carne, frango ou peixe. De massas, nenhuma indicação. Minto e, ao tocar as teclas digitais, finjo que não é lasanha, mas peixe. Irredutível, o aparelho marca o tempo que considera adequado. No final, sou constrangido a jantar pedaços de massa ferventes misturados com cubos de gelo.

    Meu sonho é o aparelho capaz de fazer uma única coisa, com um único botão. De fato, a tecnologia ainda não resolveu alguns dilemas mais simples do ser humano. Não conheço nenhuma máquina de descascar batatas realmente efetiva. Ou que nos livre das panelas engorduradas. Merece medalha olímpica o sujeito capaz de usar a agenda do celular sem perder nenhum telefone. O mesmo vale para as agendas eletrônicas de bolso. A minha é seletiva: andou perdendo certos endereços repletos de esperanças amorosas. Que raiva! Diante de tantos comandos, utilidades e possibilidades, tenho a sensação de que comprei um jatinho quando só queria uma bicicleta.

    Recordo o amigo que recomenda uma agenda de bolso, pequena, prática, barata e à prova de qualquer distúrbio eletrônico. Trata-se do velho e bom caderninho de telefones, acompanhado de uma caneta. É isso aí, e estamos conversados!


(Walcyr Carrasco. VEJA SP, 11.09.1996. Adaptado) 


Pela eficácia contra nocautes eletrônicos (1), recentemente (2) um amigo do autor lhe recomendou com entusiasmo (3) o uso de um caderno de telefones: pequeno, prático, certamente (4) barato e que com grande probabilidade (5) virá acompanhado de lápis ou caneta. Na frase elaborada com base no texto, a circunstância adverbial de causa está indicada pelo número 
Alternativas
Q3231649 Português

Leia o texto para responder à questão. 


Nocaute tecnológico 


    Abro o freezer e vasculho até capturar uma lasanha. Devorado pela fome, seria capaz de comê-la tal como está, fingindo ser sorvete. Mas ainda não cheguei a esse estado de selvageria. Com um nó no estômago, disponho-me a enfrentar meu novo micro-ondas. Provavelmente é mais fácil pilotar um avião. Possui um painel cheio de opções. Determina como descongelar carne, frango ou peixe. De massas, nenhuma indicação. Minto e, ao tocar as teclas digitais, finjo que não é lasanha, mas peixe. Irredutível, o aparelho marca o tempo que considera adequado. No final, sou constrangido a jantar pedaços de massa ferventes misturados com cubos de gelo.

    Meu sonho é o aparelho capaz de fazer uma única coisa, com um único botão. De fato, a tecnologia ainda não resolveu alguns dilemas mais simples do ser humano. Não conheço nenhuma máquina de descascar batatas realmente efetiva. Ou que nos livre das panelas engorduradas. Merece medalha olímpica o sujeito capaz de usar a agenda do celular sem perder nenhum telefone. O mesmo vale para as agendas eletrônicas de bolso. A minha é seletiva: andou perdendo certos endereços repletos de esperanças amorosas. Que raiva! Diante de tantos comandos, utilidades e possibilidades, tenho a sensação de que comprei um jatinho quando só queria uma bicicleta.

    Recordo o amigo que recomenda uma agenda de bolso, pequena, prática, barata e à prova de qualquer distúrbio eletrônico. Trata-se do velho e bom caderninho de telefones, acompanhado de uma caneta. É isso aí, e estamos conversados!


(Walcyr Carrasco. VEJA SP, 11.09.1996. Adaptado) 


O cronista chegou à sua casa sentindo uma fome incontrolável, __________ pensou em devorar a lasanha saída do freezer, todavia ___________ controlou e resolveu usar o micro-ondas ____________ lidar com o aparelho __________  parecesse mais difícil que pilotar um avião.
Para que a frase preserve o sentido do texto e esteja de acordo com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, por:
Alternativas
Q3231648 Português

Leia o texto para responder à questão. 


Nocaute tecnológico 


    Abro o freezer e vasculho até capturar uma lasanha. Devorado pela fome, seria capaz de comê-la tal como está, fingindo ser sorvete. Mas ainda não cheguei a esse estado de selvageria. Com um nó no estômago, disponho-me a enfrentar meu novo micro-ondas. Provavelmente é mais fácil pilotar um avião. Possui um painel cheio de opções. Determina como descongelar carne, frango ou peixe. De massas, nenhuma indicação. Minto e, ao tocar as teclas digitais, finjo que não é lasanha, mas peixe. Irredutível, o aparelho marca o tempo que considera adequado. No final, sou constrangido a jantar pedaços de massa ferventes misturados com cubos de gelo.

    Meu sonho é o aparelho capaz de fazer uma única coisa, com um único botão. De fato, a tecnologia ainda não resolveu alguns dilemas mais simples do ser humano. Não conheço nenhuma máquina de descascar batatas realmente efetiva. Ou que nos livre das panelas engorduradas. Merece medalha olímpica o sujeito capaz de usar a agenda do celular sem perder nenhum telefone. O mesmo vale para as agendas eletrônicas de bolso. A minha é seletiva: andou perdendo certos endereços repletos de esperanças amorosas. Que raiva! Diante de tantos comandos, utilidades e possibilidades, tenho a sensação de que comprei um jatinho quando só queria uma bicicleta.

    Recordo o amigo que recomenda uma agenda de bolso, pequena, prática, barata e à prova de qualquer distúrbio eletrônico. Trata-se do velho e bom caderninho de telefones, acompanhado de uma caneta. É isso aí, e estamos conversados!


(Walcyr Carrasco. VEJA SP, 11.09.1996. Adaptado) 


O sinal indicativo de crase está corretamente empregado na frase da alternativa:
Alternativas
Q3231647 Português

Leia o texto para responder à questão. 


Nocaute tecnológico 


    Abro o freezer e vasculho até capturar uma lasanha. Devorado pela fome, seria capaz de comê-la tal como está, fingindo ser sorvete. Mas ainda não cheguei a esse estado de selvageria. Com um nó no estômago, disponho-me a enfrentar meu novo micro-ondas. Provavelmente é mais fácil pilotar um avião. Possui um painel cheio de opções. Determina como descongelar carne, frango ou peixe. De massas, nenhuma indicação. Minto e, ao tocar as teclas digitais, finjo que não é lasanha, mas peixe. Irredutível, o aparelho marca o tempo que considera adequado. No final, sou constrangido a jantar pedaços de massa ferventes misturados com cubos de gelo.

    Meu sonho é o aparelho capaz de fazer uma única coisa, com um único botão. De fato, a tecnologia ainda não resolveu alguns dilemas mais simples do ser humano. Não conheço nenhuma máquina de descascar batatas realmente efetiva. Ou que nos livre das panelas engorduradas. Merece medalha olímpica o sujeito capaz de usar a agenda do celular sem perder nenhum telefone. O mesmo vale para as agendas eletrônicas de bolso. A minha é seletiva: andou perdendo certos endereços repletos de esperanças amorosas. Que raiva! Diante de tantos comandos, utilidades e possibilidades, tenho a sensação de que comprei um jatinho quando só queria uma bicicleta.

    Recordo o amigo que recomenda uma agenda de bolso, pequena, prática, barata e à prova de qualquer distúrbio eletrônico. Trata-se do velho e bom caderninho de telefones, acompanhado de uma caneta. É isso aí, e estamos conversados!


(Walcyr Carrasco. VEJA SP, 11.09.1996. Adaptado) 


Assinale a alternativa em que o termo ou expressão em destaque estabelece relação de concomitância entre as ideias da frase.
Alternativas
Q3231644 Português

Leia o texto para responder à questão. 


Nocaute tecnológico 


    Abro o freezer e vasculho até capturar uma lasanha. Devorado pela fome, seria capaz de comê-la tal como está, fingindo ser sorvete. Mas ainda não cheguei a esse estado de selvageria. Com um nó no estômago, disponho-me a enfrentar meu novo micro-ondas. Provavelmente é mais fácil pilotar um avião. Possui um painel cheio de opções. Determina como descongelar carne, frango ou peixe. De massas, nenhuma indicação. Minto e, ao tocar as teclas digitais, finjo que não é lasanha, mas peixe. Irredutível, o aparelho marca o tempo que considera adequado. No final, sou constrangido a jantar pedaços de massa ferventes misturados com cubos de gelo.

    Meu sonho é o aparelho capaz de fazer uma única coisa, com um único botão. De fato, a tecnologia ainda não resolveu alguns dilemas mais simples do ser humano. Não conheço nenhuma máquina de descascar batatas realmente efetiva. Ou que nos livre das panelas engorduradas. Merece medalha olímpica o sujeito capaz de usar a agenda do celular sem perder nenhum telefone. O mesmo vale para as agendas eletrônicas de bolso. A minha é seletiva: andou perdendo certos endereços repletos de esperanças amorosas. Que raiva! Diante de tantos comandos, utilidades e possibilidades, tenho a sensação de que comprei um jatinho quando só queria uma bicicleta.

    Recordo o amigo que recomenda uma agenda de bolso, pequena, prática, barata e à prova de qualquer distúrbio eletrônico. Trata-se do velho e bom caderninho de telefones, acompanhado de uma caneta. É isso aí, e estamos conversados!


(Walcyr Carrasco. VEJA SP, 11.09.1996. Adaptado) 


É correto afirmar que os dois-pontos em – A minha é seletiva: andou perdendo certos endereços repletos de esperanças amorosas. (2º parágrafo) – introduzem trecho que 
Alternativas
Q3231642 Português

Considere as frases.


•  Quando os cartórios ___________ as informações exigidas na AEDO, enviarão os dados para o Ministério da Saúde.


•  Se os pais da criança __________ a autorização imediata da família do falecido, a situação clínica do filho não teria se agravado.


•  Nossos vizinhos ____________ para a filha o transplante de coração tão aguardado por todos.



Assinale a alternativa cujos verbos preenchem, respectivamente e atendendo à norma-padrão, as lacunas das frases.

Alternativas
Q3231641 Português

Leia o texto para responder à questão.


 Doadores agora podem declarar sua vontade em cartório


    Um documento legal, digital e gratuito, disponível por meio de qualquer dispositivo com acesso à internet, pode ser a solução para o Brasil superar antigos entraves e salvar a vida de mais de 42 mil pessoas que aguardam na fila da doação de órgãos e tecidos no país.

    A partir de agora, brasileiros que querem ser doadores poderão deixar explícita a sua vontade em um documento oficial, redigido por um tabelião de notas e que possui autenticidade e segurança jurídica: a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos, Tecidos e Partes do Corpo Humano – AEDO, que passa a ter validade como declaração de vontade do cidadão.

    Essa Autorização Eletrônica ficará armazenada em uma base de dados nacional única mantida pelo Colégio Notarial do Brasil, que representa os 8344 Cartórios de Notas do país, e permitirá que médicos vinculados ao Sistema Nacional de Transplantes ou às Centrais Estaduais de Transplantes, instituições do Ministério da Saúde, possam consultar, via CPF, se a pessoa falecida deixou expressa sua vontade em ser um doador e, em caso positivo, apresentar o documento à família para obterem a autorização prevista em lei.

    A iniciativa busca superar um dos maiores entraves à doação de órgãos no país, a autorização da família. Em 2023, 42% das famílias recusaram a doação. Com a AEDO, que pode ser solicitada por maiores de 18 anos, essa manifestação de vontade fica registrada e será acessada pelos profissionais da Saúde.

    Para realizar a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos, o interessado preenche um formulário diretamente no site www.aedo.org.br. Por meio do sistema, poderá escolher qual órgão deseja doar ou se pretende doar todos. No Brasil, a maioria das pessoas na fila única nacional de transplantes aguarda a doação de um rim, seguido por fígado, coração, pulmão e pâncreas. Somente no ano passado, três mil pessoas faleceram pela falta de doação de um órgão. Atualmente, mais de 500 crianças aguardam um transplante.

    Nosso país é o quarto em número absoluto de transplantes, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, China e Índia. A taxa de doadores é maior no Sudeste (22,2) e no Sul (36,5). No Centro-Oeste (14,1), Nordeste (13,0) e Norte (7,0).

    Em um momento em que a solidariedade é mais importante do que nunca, a AEDO representa um passo significativo da sociedade na busca de soluções concretas para milhares de brasileiros à espera da chance de uma nova vida. Que todos juntos possamos ser vida na vida de alguém.


(Giselle Oliveria de Barros. https://www.estadao.com.br/politica/blogdo-fausto-macedo/doadores-de-orgaos-agora-podem-declarar-sua-vontade- -direto-no-cartorio-de-notas-entenda/?utm_source=estadao:mail. Publicado em 04.04.2024. Adaptado)

Considere as passagens do texto.


•  A iniciativa busca superar um dos maiores entraves à doação de órgãos no país, a autorização da família. (4º parágrafo)


•  Por meio do sistema, poderá escolher qual órgão deseja doar ou se pretende doar todos. (5º parágrafo)


•  Atualmente, mais de 500 crianças aguardam um transplante. (5º parágrafo)


Segundo a norma-padrão de regência verbal e nominal, os trechos destacados podem ser substituídos, respectivamente, por:

Alternativas
Respostas
44141: B
44142: A
44143: A
44144: D
44145: E
44146: A
44147: C
44148: E
44149: A
44150: B
44151: D
44152: C
44153: D
44154: A
44155: C
44156: E
44157: D
44158: D
44159: C
44160: E