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Ano: 2024 Banca: IDCAP Órgão: UNEB Prova: IDCAP - 2024 - UNEB - Analista Universitário |
Q3304252 Português
Por que a lua cheia de agosto está sendo chamada de superlua azul


Uma superlua cheia ilumina o céu até a madrugada de quarta-feira.

Nesta segunda, o satélite natural da Terra estará cheio a partir das 15h26, horário de Brasília, mas só estará visível a olho nu a partir do pôr do sol.

De acordo com algumas definições não científicas que se popularizaram entre entusiastas da astronomia, esta também poderia ser uma Lua azul.

"Essas são algumas definições populares para tornar algo banal em algo extraordinário. Não é um assunto realmente astronômico, mas algo cultural", explica Naelton Araújo, astrônomo da Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro.

Uma superlua ocorre quando a Lua cheia coincide com o momento em que a Lua está no ponto mais próximo da Terra em sua órbita: o perigeu.

"A Lua não gira em uma órbita perfeitamente circular. Ela se afasta e se aproxima um pouco da Terra", diz Araújo. Quando está mais próxima, ela parece um pouco mais brilhante e maior no céu noturno.

Esta é a primeira de quatro superluas deste ano.

As Luas cheias de setembro, outubro e novembro também serão superluas.

De acordo com o site da Nasa, o termo superlua foi criado pelo astrólogo Richard Nolle em 1979 para se referir a uma lua nova ou cheia que ocorre quando a Lua está a 90% ou menos de sua aproximação máxima da Terra.

"Como não podemos ver as Luas novas, o que chamou a atenção do público foram as superluas cheias, que são as Luas cheias maiores e mais brilhantes do anos", escreve o astrônomo Gordon Johnston.

A superlua cheia desta segunda também pode ser chamada de azul, mas isso não tem a ver com a sua cor.

Em geral, esta é apenas uma denominação quando temos uma Lua cheia extra no mês.

Como o ciclo lunar é de 29,5 dias, eventualmente ele fica fora de sincronia com o nosso calendário, onde normalmente temos uma Lua cheia por mês.

Então, Luas azuis são mais comumente definidas quando temos uma Lua cheia extra, a décima terceira do ano.

Então, a segunda Lua cheia em um mês se torna a Lua azul, entretanto não é isso que acontecerá nesta segunda-feira.

De acordo com a BBC Weather, o serviço de meteorologia da BBC, esta Lua azul vem de uma definição alternativa, mais tradicional no Reino Unido, em que o ciclo lunar resulta em quatro, e não três Luas cheias por estação.

Assim, onde normalmente teríamos três Luas cheias por estação, se houver quatro, a terceira Lua cheia recebe o status de Lua azul.

Como Luas azuis não são tão comuns, acredita-se que seja daí que venha a expressão em inglês once in a blue moon ( uma vez na Lua azul, em português), que se refere a algo que não ocorre sempre.

Naelton Araújo, do Planetário do Rio, explica que a única possibilidade de a Lua ficar azul de fato é caso haja na atmosfera poluição decorrente de algum incêndio específico.

Nesta segunda, a Lua aparecerá alaranjada em algumas cidades do Brasil, como Porto Velho, Manaus e Porto Alegre, que têm recebido fumaça de incêndios na Amazônia e no Pantanal.

Isso também tem ocorrido no Reino Unido. No domingo, ela ficou em tom avermelhado por causa da fumaça de incêndios florestais na América do Norte que estava na atmosfera acima do país.

As partículas de fumaça fazem com que a luz que passa pela atmosfera se espalhe de tal maneira que as cores laranja e vermelha do espectro se tornem mais visíveis do que o normal.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjrdl19dge7o.adaptado
Acredita-se que seja daí que venha a expressão em inglês once in a blue moon, que se 'refere' a algo que não ocorre sempre.
O verbo destacado, nesta frase, comporta-se como um verbo:
Alternativas
Q3303751 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Sono e envelhecimento 


Com o aumento da expectativa de vida, o envelhecimento tem se tornado tema central no cotidiano de todo o mundo. Com isso, as preocupações ao redor das doenças neurodegenerativas estão cada vez mais frequentes nos debates de saúde pública e na população em geral. Isso porque essas doenças estão relacionadas ao aumento da incapacidade e dependência, além de mortalidade.

Com acelerado processo de envelhecimento populacional, em 2017 o Brasil contava com 30,2 milhões de idosos com 60 anos ou mais. Em 2022 esse número saltou para 32,1 milhões, o equivalente a 15,6% de sua população total. Assim, o envelhecimento populacional é uma preocupação constante, especialmente, por estar relacionado com o aumento das doenças crônicas em geral, com destaque para o declínio cognitivo, a demência e a incapacidade física. Nesse contexto, destacam-se os estudos que se interessam por fatores associados e potencialmente modificáveis como os socioeconômicos, comportamentais e de saúde. Entre esses fatores está o sono, que tem sido relacionado com o desempenho cognitivo. 

Tanto o sono quanto o desempenho cognitivo podem sofrer prejuízos com o processo de envelhecimento, caracterizados pela diminuição da duração e eficiência do sono, bem como a diminuição do desempenho cognitivo que faz parte do envelhecimento normal. Nesse sentido, pergunta-se se os possíveis efeitos prejudiciais do sono sobre o desempenho cognitivo podem variar entre adultos e idosos.


Nosso estudo


O objetivo da nossa pesquisa foi investigar a associação isolada e combinada entre distúrbios do sono (duração do sono, sintomas de insônia nas últimas 30 noites e cansaço diurno) e desempenho cognitivo de adultos e idosos em testes cognitivos.

Para isso, foi realizada análise transversal dos dados da visita 2 (2012−2014) do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil), isto significa que os dados incluídos foram avaliados naquele único e determinado momento. 

O ELSA-Brasil é uma coorte de servidores públicos ativos e aposentados de seis capitais brasileiras: Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Salvador e Vitória, que contou, no início do estudo, em 2008, com 15.105 participantes voluntários.

Foram incluídos um total de 7.248 participantes, entre 55 e 79 anos, com média etária de 62,7 anos, sendo 55,2% mulheres. Associações em forma de U invertido foram observados entre duração do sono e desempenho em todas as habilidades cognitivas, ou seja, durações menores ou maiores que sete horas estão associadas ao pior desempenho, independentemente da idade.

Além disso, o relato de insônia foi associado à pior função executiva, sendo a força das associações maiores para indivíduos com insônia em dois ou mais momentos ou, especialmente, insônia combinada com sono curto. Insônia em dois ou mais momentos também foi associada à menor memória e cognição global.

Esses resultados — que sugerem que durações maiores ou menores que cerca de sete horas do sono foram prejudiciais para todas as funções cognitivas investigadas — foram semelhantes tanto para adultos de meia idade quanto para idosos, embora as pontuações dos resultados tenham sido menores para idosos em comparação aos adultos. Além disso, a insônia pareceu afetar mais fortemente a função executiva, mas também prejudicou a memória e a cognição global.

 Estudos como o nosso, que visa investigar fatores potencialmente modificáveis para o declínio cognitivo (como é o caso do sono), pode gerar evidências e contribuir para subsidiar intervenções em saúde que objetivem protelar o início do declínio cognitivo e promover o envelhecimento saudável


"https://www.bbc.com/portuguese/articles/cdrjegj7n33o adaptado)

Analise os enunciados em relação à concordância verbal e/ou nominal:



I. "Associações em forma de U invertido foram observados entre duração do sono e desempenho em todas as habilidades cognitivas..."


II. "Estudos como o nosso, que visa investigar fatores potencialmente modificáveis para o declínio cognitivo (como é o caso do sono), pode gerar evidências..."


III. "Entre esses fatores está o sono, que tem sido relacionado com o desempenho cognitivo..."



Estão corretas: 

Alternativas
Q3303638 Português
Leia o texto a seguir.

    Em 1964, o presidente norte-americano Lyndon B. Johnson, de pé no jardim da Casa Branca, ergueu um de seus beagles no ar pelas orelhas diante da imprensa. O incidente causou uma comoção. Enormes pilhas de cartas de ódio chegaram ________ Casa Branca. Depois, Johnson explicou que era uma maneira de fazer seu cachorro ganir. Bem, o cão ganiu, mas o mundo não conseguiu ver o sentido desse gesto de dominação. ________  corrente de protesto durou tanto tempo e se tornou tão prejudicial que Johnson foi forçado _____ emitir um pedido público de desculpas.

(Frans de Waal. O último abraço da matriarca. Adaptado)

As lacunas são preenchidas, correta e respectivamente, por:
Alternativas
Q3303637 Português
Assinale a alternativa redigida em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal. 
Alternativas
Q3303636 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Em artigo no New York Times, o chefe da saúde pública dos EUA, Vivek H. Murthy, alertou que “a crise mental entre jovens é uma emergência – e as mídias sociais surgiram como um fator importante”. Murthy advoga que o Congresso determine que as redes sejam rotuladas com uma advertência, similar à implementada para o tabaco, que rememore pais e adolescentes de que elas não se provaram seguras.

    A crise é mensurável. Nos últimos 10 anos houve uma escalada de casos de solidão, ansiedade, depressão, comportamentos autodestrutivos e suicídios entre adolescentes, especialmente meninas. Historicamente, o senso comum é de que os jovens experimentam níveis maiores de felicidade, que declina ao longo da idade adulta e se recupera na velhice. Revisando dados de 82 países, o economista David Blanchflower constatou que essa trajetória em U foi subvertida. Hoje, os jovens são os mais infelizes. O Relatório Mundial da Felicidade identificou o mesmo padrão. É precisamente a geração que passou a fazer uso diário e intenso das redes por meio de smartphones. 

    Os céticos até admitem correlação, mas não causalidade. No entanto, há vários indícios de que as redes são uma causa relevante da crise. Antes de tudo, por exclusão: não há fator alternativo que explique a escalada súbita. Pesquisas mostram que usuários frequentes têm mais chances de sofrer de transtornos de humor e que aqueles que se abstiveram por pelo menos uma semana experimentaram benefícios mentais.

    Há as evidências anedóticas. Como disse a pesquisadora de tecnologias digitais Kara Frederick, “crianças e adolescentes em nossas cidades caminham por aí como zumbis, são conduzidos boquiabertos nos bancos de trás, e sentam-se acorcundados em mesas de jantar colados aos seus telefones e às conexões artificiais que eles vendem”. Pais e professores testemunham em primeira mão: as redes perturbam o sono, a vida familiar e a atenção. Os riscos variam da vergonha pública e cyberbullyings anônimos até assédio e extorsão sexual.

    Há evidência das próprias redes. “Os adolescentes culpam o Instagram pelo aumento nas taxas de ansiedade e depressão. (…) Essa reação foi espontânea e consistente em todos os grupos”, diz um estudo vazado do Facebook.

    “Uma das piores coisas para um pai ou uma mãe é saber que seus filhos estão em perigo e ainda assim não serem capazes de fazer nada a respeito”, testemunhou Vivek Murthy. “É o que os pais me dizem que sentem quando se trata de mídias sociais – desamparados e sós ante seu conteúdo tóxico e riscos ocultos.”


(Redação. O Estado de S.Paulo. Disponível em: https://www.estadao.com.br/ opiniao/o-risco-das-redes-sociais-para-criancas/. 24.06.2024. Adaptado)
Considere as seguintes passagens do texto.

•  … aqueles que se abstiveram por pelo menos uma semana experimentaram benefícios mentais. (3° parágrafo)
•  “Uma das piores coisas para um pai ou uma mãe é saber que seus filhos estão em perigo…” (6° parágrafo)

As expressões em destaque apresentam, respectivamente, circunstâncias de
Alternativas
Q3303635 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Em artigo no New York Times, o chefe da saúde pública dos EUA, Vivek H. Murthy, alertou que “a crise mental entre jovens é uma emergência – e as mídias sociais surgiram como um fator importante”. Murthy advoga que o Congresso determine que as redes sejam rotuladas com uma advertência, similar à implementada para o tabaco, que rememore pais e adolescentes de que elas não se provaram seguras.

    A crise é mensurável. Nos últimos 10 anos houve uma escalada de casos de solidão, ansiedade, depressão, comportamentos autodestrutivos e suicídios entre adolescentes, especialmente meninas. Historicamente, o senso comum é de que os jovens experimentam níveis maiores de felicidade, que declina ao longo da idade adulta e se recupera na velhice. Revisando dados de 82 países, o economista David Blanchflower constatou que essa trajetória em U foi subvertida. Hoje, os jovens são os mais infelizes. O Relatório Mundial da Felicidade identificou o mesmo padrão. É precisamente a geração que passou a fazer uso diário e intenso das redes por meio de smartphones. 

    Os céticos até admitem correlação, mas não causalidade. No entanto, há vários indícios de que as redes são uma causa relevante da crise. Antes de tudo, por exclusão: não há fator alternativo que explique a escalada súbita. Pesquisas mostram que usuários frequentes têm mais chances de sofrer de transtornos de humor e que aqueles que se abstiveram por pelo menos uma semana experimentaram benefícios mentais.

    Há as evidências anedóticas. Como disse a pesquisadora de tecnologias digitais Kara Frederick, “crianças e adolescentes em nossas cidades caminham por aí como zumbis, são conduzidos boquiabertos nos bancos de trás, e sentam-se acorcundados em mesas de jantar colados aos seus telefones e às conexões artificiais que eles vendem”. Pais e professores testemunham em primeira mão: as redes perturbam o sono, a vida familiar e a atenção. Os riscos variam da vergonha pública e cyberbullyings anônimos até assédio e extorsão sexual.

    Há evidência das próprias redes. “Os adolescentes culpam o Instagram pelo aumento nas taxas de ansiedade e depressão. (…) Essa reação foi espontânea e consistente em todos os grupos”, diz um estudo vazado do Facebook.

    “Uma das piores coisas para um pai ou uma mãe é saber que seus filhos estão em perigo e ainda assim não serem capazes de fazer nada a respeito”, testemunhou Vivek Murthy. “É o que os pais me dizem que sentem quando se trata de mídias sociais – desamparados e sós ante seu conteúdo tóxico e riscos ocultos.”


(Redação. O Estado de S.Paulo. Disponível em: https://www.estadao.com.br/ opiniao/o-risco-das-redes-sociais-para-criancas/. 24.06.2024. Adaptado)
Assinale a alternativa em que se acrescentou corretamente uma vírgula a um trecho do texto.
Alternativas
Q3303634 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Em artigo no New York Times, o chefe da saúde pública dos EUA, Vivek H. Murthy, alertou que “a crise mental entre jovens é uma emergência – e as mídias sociais surgiram como um fator importante”. Murthy advoga que o Congresso determine que as redes sejam rotuladas com uma advertência, similar à implementada para o tabaco, que rememore pais e adolescentes de que elas não se provaram seguras.

    A crise é mensurável. Nos últimos 10 anos houve uma escalada de casos de solidão, ansiedade, depressão, comportamentos autodestrutivos e suicídios entre adolescentes, especialmente meninas. Historicamente, o senso comum é de que os jovens experimentam níveis maiores de felicidade, que declina ao longo da idade adulta e se recupera na velhice. Revisando dados de 82 países, o economista David Blanchflower constatou que essa trajetória em U foi subvertida. Hoje, os jovens são os mais infelizes. O Relatório Mundial da Felicidade identificou o mesmo padrão. É precisamente a geração que passou a fazer uso diário e intenso das redes por meio de smartphones. 

    Os céticos até admitem correlação, mas não causalidade. No entanto, há vários indícios de que as redes são uma causa relevante da crise. Antes de tudo, por exclusão: não há fator alternativo que explique a escalada súbita. Pesquisas mostram que usuários frequentes têm mais chances de sofrer de transtornos de humor e que aqueles que se abstiveram por pelo menos uma semana experimentaram benefícios mentais.

    Há as evidências anedóticas. Como disse a pesquisadora de tecnologias digitais Kara Frederick, “crianças e adolescentes em nossas cidades caminham por aí como zumbis, são conduzidos boquiabertos nos bancos de trás, e sentam-se acorcundados em mesas de jantar colados aos seus telefones e às conexões artificiais que eles vendem”. Pais e professores testemunham em primeira mão: as redes perturbam o sono, a vida familiar e a atenção. Os riscos variam da vergonha pública e cyberbullyings anônimos até assédio e extorsão sexual.

    Há evidência das próprias redes. “Os adolescentes culpam o Instagram pelo aumento nas taxas de ansiedade e depressão. (…) Essa reação foi espontânea e consistente em todos os grupos”, diz um estudo vazado do Facebook.

    “Uma das piores coisas para um pai ou uma mãe é saber que seus filhos estão em perigo e ainda assim não serem capazes de fazer nada a respeito”, testemunhou Vivek Murthy. “É o que os pais me dizem que sentem quando se trata de mídias sociais – desamparados e sós ante seu conteúdo tóxico e riscos ocultos.”


(Redação. O Estado de S.Paulo. Disponível em: https://www.estadao.com.br/ opiniao/o-risco-das-redes-sociais-para-criancas/. 24.06.2024. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o vocábulo destacado foi empregado em sentido figurado.
Alternativas
Q3303633 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Em artigo no New York Times, o chefe da saúde pública dos EUA, Vivek H. Murthy, alertou que “a crise mental entre jovens é uma emergência – e as mídias sociais surgiram como um fator importante”. Murthy advoga que o Congresso determine que as redes sejam rotuladas com uma advertência, similar à implementada para o tabaco, que rememore pais e adolescentes de que elas não se provaram seguras.

    A crise é mensurável. Nos últimos 10 anos houve uma escalada de casos de solidão, ansiedade, depressão, comportamentos autodestrutivos e suicídios entre adolescentes, especialmente meninas. Historicamente, o senso comum é de que os jovens experimentam níveis maiores de felicidade, que declina ao longo da idade adulta e se recupera na velhice. Revisando dados de 82 países, o economista David Blanchflower constatou que essa trajetória em U foi subvertida. Hoje, os jovens são os mais infelizes. O Relatório Mundial da Felicidade identificou o mesmo padrão. É precisamente a geração que passou a fazer uso diário e intenso das redes por meio de smartphones. 

    Os céticos até admitem correlação, mas não causalidade. No entanto, há vários indícios de que as redes são uma causa relevante da crise. Antes de tudo, por exclusão: não há fator alternativo que explique a escalada súbita. Pesquisas mostram que usuários frequentes têm mais chances de sofrer de transtornos de humor e que aqueles que se abstiveram por pelo menos uma semana experimentaram benefícios mentais.

    Há as evidências anedóticas. Como disse a pesquisadora de tecnologias digitais Kara Frederick, “crianças e adolescentes em nossas cidades caminham por aí como zumbis, são conduzidos boquiabertos nos bancos de trás, e sentam-se acorcundados em mesas de jantar colados aos seus telefones e às conexões artificiais que eles vendem”. Pais e professores testemunham em primeira mão: as redes perturbam o sono, a vida familiar e a atenção. Os riscos variam da vergonha pública e cyberbullyings anônimos até assédio e extorsão sexual.

    Há evidência das próprias redes. “Os adolescentes culpam o Instagram pelo aumento nas taxas de ansiedade e depressão. (…) Essa reação foi espontânea e consistente em todos os grupos”, diz um estudo vazado do Facebook.

    “Uma das piores coisas para um pai ou uma mãe é saber que seus filhos estão em perigo e ainda assim não serem capazes de fazer nada a respeito”, testemunhou Vivek Murthy. “É o que os pais me dizem que sentem quando se trata de mídias sociais – desamparados e sós ante seu conteúdo tóxico e riscos ocultos.”


(Redação. O Estado de S.Paulo. Disponível em: https://www.estadao.com.br/ opiniao/o-risco-das-redes-sociais-para-criancas/. 24.06.2024. Adaptado)

No trecho – … não há fator alternativo que explique a escalada súbita – (3° parágrafo), o vocábulo destacado pode ser, sem alteração do sentido original, substituído por:

Alternativas
Q3303632 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Em artigo no New York Times, o chefe da saúde pública dos EUA, Vivek H. Murthy, alertou que “a crise mental entre jovens é uma emergência – e as mídias sociais surgiram como um fator importante”. Murthy advoga que o Congresso determine que as redes sejam rotuladas com uma advertência, similar à implementada para o tabaco, que rememore pais e adolescentes de que elas não se provaram seguras.

    A crise é mensurável. Nos últimos 10 anos houve uma escalada de casos de solidão, ansiedade, depressão, comportamentos autodestrutivos e suicídios entre adolescentes, especialmente meninas. Historicamente, o senso comum é de que os jovens experimentam níveis maiores de felicidade, que declina ao longo da idade adulta e se recupera na velhice. Revisando dados de 82 países, o economista David Blanchflower constatou que essa trajetória em U foi subvertida. Hoje, os jovens são os mais infelizes. O Relatório Mundial da Felicidade identificou o mesmo padrão. É precisamente a geração que passou a fazer uso diário e intenso das redes por meio de smartphones. 

    Os céticos até admitem correlação, mas não causalidade. No entanto, há vários indícios de que as redes são uma causa relevante da crise. Antes de tudo, por exclusão: não há fator alternativo que explique a escalada súbita. Pesquisas mostram que usuários frequentes têm mais chances de sofrer de transtornos de humor e que aqueles que se abstiveram por pelo menos uma semana experimentaram benefícios mentais.

    Há as evidências anedóticas. Como disse a pesquisadora de tecnologias digitais Kara Frederick, “crianças e adolescentes em nossas cidades caminham por aí como zumbis, são conduzidos boquiabertos nos bancos de trás, e sentam-se acorcundados em mesas de jantar colados aos seus telefones e às conexões artificiais que eles vendem”. Pais e professores testemunham em primeira mão: as redes perturbam o sono, a vida familiar e a atenção. Os riscos variam da vergonha pública e cyberbullyings anônimos até assédio e extorsão sexual.

    Há evidência das próprias redes. “Os adolescentes culpam o Instagram pelo aumento nas taxas de ansiedade e depressão. (…) Essa reação foi espontânea e consistente em todos os grupos”, diz um estudo vazado do Facebook.

    “Uma das piores coisas para um pai ou uma mãe é saber que seus filhos estão em perigo e ainda assim não serem capazes de fazer nada a respeito”, testemunhou Vivek Murthy. “É o que os pais me dizem que sentem quando se trata de mídias sociais – desamparados e sós ante seu conteúdo tóxico e riscos ocultos.”


(Redação. O Estado de S.Paulo. Disponível em: https://www.estadao.com.br/ opiniao/o-risco-das-redes-sociais-para-criancas/. 24.06.2024. Adaptado)
De acordo com informações apresentadas no texto, é correto afirmar que adolescentes do sexo masculino e feminino diferem em relação 
Alternativas
Q3303631 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Em artigo no New York Times, o chefe da saúde pública dos EUA, Vivek H. Murthy, alertou que “a crise mental entre jovens é uma emergência – e as mídias sociais surgiram como um fator importante”. Murthy advoga que o Congresso determine que as redes sejam rotuladas com uma advertência, similar à implementada para o tabaco, que rememore pais e adolescentes de que elas não se provaram seguras.

    A crise é mensurável. Nos últimos 10 anos houve uma escalada de casos de solidão, ansiedade, depressão, comportamentos autodestrutivos e suicídios entre adolescentes, especialmente meninas. Historicamente, o senso comum é de que os jovens experimentam níveis maiores de felicidade, que declina ao longo da idade adulta e se recupera na velhice. Revisando dados de 82 países, o economista David Blanchflower constatou que essa trajetória em U foi subvertida. Hoje, os jovens são os mais infelizes. O Relatório Mundial da Felicidade identificou o mesmo padrão. É precisamente a geração que passou a fazer uso diário e intenso das redes por meio de smartphones. 

    Os céticos até admitem correlação, mas não causalidade. No entanto, há vários indícios de que as redes são uma causa relevante da crise. Antes de tudo, por exclusão: não há fator alternativo que explique a escalada súbita. Pesquisas mostram que usuários frequentes têm mais chances de sofrer de transtornos de humor e que aqueles que se abstiveram por pelo menos uma semana experimentaram benefícios mentais.

    Há as evidências anedóticas. Como disse a pesquisadora de tecnologias digitais Kara Frederick, “crianças e adolescentes em nossas cidades caminham por aí como zumbis, são conduzidos boquiabertos nos bancos de trás, e sentam-se acorcundados em mesas de jantar colados aos seus telefones e às conexões artificiais que eles vendem”. Pais e professores testemunham em primeira mão: as redes perturbam o sono, a vida familiar e a atenção. Os riscos variam da vergonha pública e cyberbullyings anônimos até assédio e extorsão sexual.

    Há evidência das próprias redes. “Os adolescentes culpam o Instagram pelo aumento nas taxas de ansiedade e depressão. (…) Essa reação foi espontânea e consistente em todos os grupos”, diz um estudo vazado do Facebook.

    “Uma das piores coisas para um pai ou uma mãe é saber que seus filhos estão em perigo e ainda assim não serem capazes de fazer nada a respeito”, testemunhou Vivek Murthy. “É o que os pais me dizem que sentem quando se trata de mídias sociais – desamparados e sós ante seu conteúdo tóxico e riscos ocultos.”


(Redação. O Estado de S.Paulo. Disponível em: https://www.estadao.com.br/ opiniao/o-risco-das-redes-sociais-para-criancas/. 24.06.2024. Adaptado)
De acordo com o texto, os níveis de felicidade experimentados pelas pessoas 
Alternativas
Q3303068 Português
Leia o texto para responder à questão.


O bem-vindo retorno das vacinas


     Depois de anos de quedas sucessivas na cobertura vacinal, o Brasil saiu, enfim, do indesejável ranking dos 20 países com mais crianças não vacinadas. A auspiciosa notícia vem do relatório divulgado recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) sobre os níveis de vacinação no mundo.

    A melhora dos índices de cobertura vacinal do Brasil destoa do que acontece no panorama global – de acordo com o relatório, a taxa de imunização no mundo ficou estagnada. A título de exemplo, o número de crianças que não receberam nenhuma dose da DTP1, que protege contra difteria, tétano e coqueluche, caiu de 418 mil em 2022 para 103 mil em 2023 no Brasil.

   Em abril, o Ministério da Saúde já havia apresentado dados que mostravam o aumento da cobertura vacinal no País. Na ocasião, informou que 13 dos 16 imunizantes do calendário infantil tiveram alta na adesão. Motivo suficiente, na época, para reconhecer os méritos da atual gestão da pasta, que buscou revigorar em 2023 o Programa Nacional de Imunizações.

   Não é uma vitória trivial e, portanto, deve ser comemorada. Mas mantê-la exigirá vigilância e trabalho. Por exemplo, as coberturas vacinais da maioria dos imunizantes seguem abaixo da meta. E o próprio Ministério da Saúde informou ter pesquisas segundo as quais 20% da população não confia ou confia pouco em algumas vacinas – índice que, no passado, não passava de 5%.

   Convém reconhecer que a queda na cobertura vacinal já vinha apresentando piora desde 2016, com números decrescentes entre os imunizantes do calendário infantil. Uma evidência de que só a confiança da população nas vacinas não basta. É preciso fazer campanha permanente.


(https://www.estadao.com.br/opiniao, 22.07.2024. Adaptado) 
O termo destacado em negrito expressa circunstância de tempo em:
Alternativas
Q3303067 Português
Leia o texto para responder à questão.


O bem-vindo retorno das vacinas


     Depois de anos de quedas sucessivas na cobertura vacinal, o Brasil saiu, enfim, do indesejável ranking dos 20 países com mais crianças não vacinadas. A auspiciosa notícia vem do relatório divulgado recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) sobre os níveis de vacinação no mundo.

    A melhora dos índices de cobertura vacinal do Brasil destoa do que acontece no panorama global – de acordo com o relatório, a taxa de imunização no mundo ficou estagnada. A título de exemplo, o número de crianças que não receberam nenhuma dose da DTP1, que protege contra difteria, tétano e coqueluche, caiu de 418 mil em 2022 para 103 mil em 2023 no Brasil.

   Em abril, o Ministério da Saúde já havia apresentado dados que mostravam o aumento da cobertura vacinal no País. Na ocasião, informou que 13 dos 16 imunizantes do calendário infantil tiveram alta na adesão. Motivo suficiente, na época, para reconhecer os méritos da atual gestão da pasta, que buscou revigorar em 2023 o Programa Nacional de Imunizações.

   Não é uma vitória trivial e, portanto, deve ser comemorada. Mas mantê-la exigirá vigilância e trabalho. Por exemplo, as coberturas vacinais da maioria dos imunizantes seguem abaixo da meta. E o próprio Ministério da Saúde informou ter pesquisas segundo as quais 20% da população não confia ou confia pouco em algumas vacinas – índice que, no passado, não passava de 5%.

   Convém reconhecer que a queda na cobertura vacinal já vinha apresentando piora desde 2016, com números decrescentes entre os imunizantes do calendário infantil. Uma evidência de que só a confiança da população nas vacinas não basta. É preciso fazer campanha permanente.


(https://www.estadao.com.br/opiniao, 22.07.2024. Adaptado) 
A concordância verbal e a concordância nominal estão em conformidade com a norma-padrão em:
Alternativas
Q3303066 Português
Leia o texto para responder à questão.


O bem-vindo retorno das vacinas


     Depois de anos de quedas sucessivas na cobertura vacinal, o Brasil saiu, enfim, do indesejável ranking dos 20 países com mais crianças não vacinadas. A auspiciosa notícia vem do relatório divulgado recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) sobre os níveis de vacinação no mundo.

    A melhora dos índices de cobertura vacinal do Brasil destoa do que acontece no panorama global – de acordo com o relatório, a taxa de imunização no mundo ficou estagnada. A título de exemplo, o número de crianças que não receberam nenhuma dose da DTP1, que protege contra difteria, tétano e coqueluche, caiu de 418 mil em 2022 para 103 mil em 2023 no Brasil.

   Em abril, o Ministério da Saúde já havia apresentado dados que mostravam o aumento da cobertura vacinal no País. Na ocasião, informou que 13 dos 16 imunizantes do calendário infantil tiveram alta na adesão. Motivo suficiente, na época, para reconhecer os méritos da atual gestão da pasta, que buscou revigorar em 2023 o Programa Nacional de Imunizações.

   Não é uma vitória trivial e, portanto, deve ser comemorada. Mas mantê-la exigirá vigilância e trabalho. Por exemplo, as coberturas vacinais da maioria dos imunizantes seguem abaixo da meta. E o próprio Ministério da Saúde informou ter pesquisas segundo as quais 20% da população não confia ou confia pouco em algumas vacinas – índice que, no passado, não passava de 5%.

   Convém reconhecer que a queda na cobertura vacinal já vinha apresentando piora desde 2016, com números decrescentes entre os imunizantes do calendário infantil. Uma evidência de que só a confiança da população nas vacinas não basta. É preciso fazer campanha permanente.


(https://www.estadao.com.br/opiniao, 22.07.2024. Adaptado) 
Assinale a alternativa em que a reescrita de informações do texto atende à norma-padrão de pontuação e de regência verbal.
Alternativas
Q3303065 Português
Leia o texto para responder à questão.


O bem-vindo retorno das vacinas


     Depois de anos de quedas sucessivas na cobertura vacinal, o Brasil saiu, enfim, do indesejável ranking dos 20 países com mais crianças não vacinadas. A auspiciosa notícia vem do relatório divulgado recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) sobre os níveis de vacinação no mundo.

    A melhora dos índices de cobertura vacinal do Brasil destoa do que acontece no panorama global – de acordo com o relatório, a taxa de imunização no mundo ficou estagnada. A título de exemplo, o número de crianças que não receberam nenhuma dose da DTP1, que protege contra difteria, tétano e coqueluche, caiu de 418 mil em 2022 para 103 mil em 2023 no Brasil.

   Em abril, o Ministério da Saúde já havia apresentado dados que mostravam o aumento da cobertura vacinal no País. Na ocasião, informou que 13 dos 16 imunizantes do calendário infantil tiveram alta na adesão. Motivo suficiente, na época, para reconhecer os méritos da atual gestão da pasta, que buscou revigorar em 2023 o Programa Nacional de Imunizações.

   Não é uma vitória trivial e, portanto, deve ser comemorada. Mas mantê-la exigirá vigilância e trabalho. Por exemplo, as coberturas vacinais da maioria dos imunizantes seguem abaixo da meta. E o próprio Ministério da Saúde informou ter pesquisas segundo as quais 20% da população não confia ou confia pouco em algumas vacinas – índice que, no passado, não passava de 5%.

   Convém reconhecer que a queda na cobertura vacinal já vinha apresentando piora desde 2016, com números decrescentes entre os imunizantes do calendário infantil. Uma evidência de que só a confiança da população nas vacinas não basta. É preciso fazer campanha permanente.


(https://www.estadao.com.br/opiniao, 22.07.2024. Adaptado) 
O editorial reconhece que é um desafio para o país manter
Alternativas
Q3303064 Português
Leia o texto para responder à questão.


O bem-vindo retorno das vacinas


     Depois de anos de quedas sucessivas na cobertura vacinal, o Brasil saiu, enfim, do indesejável ranking dos 20 países com mais crianças não vacinadas. A auspiciosa notícia vem do relatório divulgado recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) sobre os níveis de vacinação no mundo.

    A melhora dos índices de cobertura vacinal do Brasil destoa do que acontece no panorama global – de acordo com o relatório, a taxa de imunização no mundo ficou estagnada. A título de exemplo, o número de crianças que não receberam nenhuma dose da DTP1, que protege contra difteria, tétano e coqueluche, caiu de 418 mil em 2022 para 103 mil em 2023 no Brasil.

   Em abril, o Ministério da Saúde já havia apresentado dados que mostravam o aumento da cobertura vacinal no País. Na ocasião, informou que 13 dos 16 imunizantes do calendário infantil tiveram alta na adesão. Motivo suficiente, na época, para reconhecer os méritos da atual gestão da pasta, que buscou revigorar em 2023 o Programa Nacional de Imunizações.

   Não é uma vitória trivial e, portanto, deve ser comemorada. Mas mantê-la exigirá vigilância e trabalho. Por exemplo, as coberturas vacinais da maioria dos imunizantes seguem abaixo da meta. E o próprio Ministério da Saúde informou ter pesquisas segundo as quais 20% da população não confia ou confia pouco em algumas vacinas – índice que, no passado, não passava de 5%.

   Convém reconhecer que a queda na cobertura vacinal já vinha apresentando piora desde 2016, com números decrescentes entre os imunizantes do calendário infantil. Uma evidência de que só a confiança da população nas vacinas não basta. É preciso fazer campanha permanente.


(https://www.estadao.com.br/opiniao, 22.07.2024. Adaptado) 
O editorial deixa claro que considera a notícia relativa ao relatório divulgado recentemente pela Organização Mundial da Saúde como
Alternativas
Q3303063 Português
Leia o texto para responder à questão.


As meninas dos hospitais


    Quando os olhos se abrem sobre estas mansas meninas dos hospitais, tem-se a vontade de exclamar: “Oh! os anjos de papel couché1 !...” – vendo-as tão alvas e reluzentes, tão aladas e fora dos assuntos terrenos. Mas não seria prudente uma exclamação assim. Pois quanto a anjos elas estão muito bem informadas, conhecem todos pelos seus nomes, certamente passeiam com eles de braço dado; mas papel couché é coisa de que jamais ouviram falar, e poderiam achar depreciativa tal citação. Não devemos de forma alguma deixar pairar a sombra da mais leve suspeita de ofensa sobre as mansas meninas dos hospitais.

    Pois na verdade elas não são apenas encantadoras, mas mesmo sobrenaturais: sem rumor de passos, vão e vêm, atravessam as paredes, suspendem no ar graciosamente baldes e vassouras, bandejas e lençóis como se tudo fossem ramos de flores.

(Cecília Meireles. Escolha o seu Sonho, 1964. Adaptado)

1 Papel de superfície lisa e revestida, que proporciona cores vibrantes, imagens nítidas e um toque macio.
Quando os olhos se abrem, eles                  as mansas meninas dos hospitais.                  , então, a vontade de exclamar                  elas: “Oh! os anjos de papel couché!...” Mas não seria prudente dirigir                  moças encantadoras uma exclamação assim.
Em conformidade com o sentido do texto e com a norma- -padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, com: 
Alternativas
Q3303062 Português
Leia o texto para responder à questão.


As meninas dos hospitais


    Quando os olhos se abrem sobre estas mansas meninas dos hospitais, tem-se a vontade de exclamar: “Oh! os anjos de papel couché1 !...” – vendo-as tão alvas e reluzentes, tão aladas e fora dos assuntos terrenos. Mas não seria prudente uma exclamação assim. Pois quanto a anjos elas estão muito bem informadas, conhecem todos pelos seus nomes, certamente passeiam com eles de braço dado; mas papel couché é coisa de que jamais ouviram falar, e poderiam achar depreciativa tal citação. Não devemos de forma alguma deixar pairar a sombra da mais leve suspeita de ofensa sobre as mansas meninas dos hospitais.

    Pois na verdade elas não são apenas encantadoras, mas mesmo sobrenaturais: sem rumor de passos, vão e vêm, atravessam as paredes, suspendem no ar graciosamente baldes e vassouras, bandejas e lençóis como se tudo fossem ramos de flores.

(Cecília Meireles. Escolha o seu Sonho, 1964. Adaptado)

1 Papel de superfície lisa e revestida, que proporciona cores vibrantes, imagens nítidas e um toque macio.
A passagem destacada em negrito em – Pois quanto a anjos elas estão muito bem informadas, conhecem todos pelos seus nomes, certamente passeiam com eles de braço dado... – está reescrita de acordo com a norma-padrão em:
Alternativas
Q3303061 Português
Leia o texto para responder à questão.


As meninas dos hospitais


    Quando os olhos se abrem sobre estas mansas meninas dos hospitais, tem-se a vontade de exclamar: “Oh! os anjos de papel couché1 !...” – vendo-as tão alvas e reluzentes, tão aladas e fora dos assuntos terrenos. Mas não seria prudente uma exclamação assim. Pois quanto a anjos elas estão muito bem informadas, conhecem todos pelos seus nomes, certamente passeiam com eles de braço dado; mas papel couché é coisa de que jamais ouviram falar, e poderiam achar depreciativa tal citação. Não devemos de forma alguma deixar pairar a sombra da mais leve suspeita de ofensa sobre as mansas meninas dos hospitais.

    Pois na verdade elas não são apenas encantadoras, mas mesmo sobrenaturais: sem rumor de passos, vão e vêm, atravessam as paredes, suspendem no ar graciosamente baldes e vassouras, bandejas e lençóis como se tudo fossem ramos de flores.

(Cecília Meireles. Escolha o seu Sonho, 1964. Adaptado)

1 Papel de superfície lisa e revestida, que proporciona cores vibrantes, imagens nítidas e um toque macio.
Na passagem – Pois na verdade elas não são apenas encantadoras, mas mesmo sobrenaturais... (2o parágrafo) –, os sentidos expressos pela conjunção “Pois”, pelo par “não apenas ... mas” e pelo advérbio “mesmo” são, correta e respectivamente, de:
Alternativas
Q3303060 Português
Leia o texto para responder à questão.


As meninas dos hospitais


    Quando os olhos se abrem sobre estas mansas meninas dos hospitais, tem-se a vontade de exclamar: “Oh! os anjos de papel couché1 !...” – vendo-as tão alvas e reluzentes, tão aladas e fora dos assuntos terrenos. Mas não seria prudente uma exclamação assim. Pois quanto a anjos elas estão muito bem informadas, conhecem todos pelos seus nomes, certamente passeiam com eles de braço dado; mas papel couché é coisa de que jamais ouviram falar, e poderiam achar depreciativa tal citação. Não devemos de forma alguma deixar pairar a sombra da mais leve suspeita de ofensa sobre as mansas meninas dos hospitais.

    Pois na verdade elas não são apenas encantadoras, mas mesmo sobrenaturais: sem rumor de passos, vão e vêm, atravessam as paredes, suspendem no ar graciosamente baldes e vassouras, bandejas e lençóis como se tudo fossem ramos de flores.

(Cecília Meireles. Escolha o seu Sonho, 1964. Adaptado)

1 Papel de superfície lisa e revestida, que proporciona cores vibrantes, imagens nítidas e um toque macio.
Considere as passagens do 1o parágrafo:

•  Mas não seria prudente uma exclamação assim.
•  ... e poderiam achar depreciativa tal citação.
•  Não devemos de forma alguma deixar pairar a sombra...

No contexto em que estão empregados, os termos destacados em negrito significam, correta e respectivamente:
Alternativas
Q3303059 Português
Leia o texto para responder à questão.


As meninas dos hospitais


    Quando os olhos se abrem sobre estas mansas meninas dos hospitais, tem-se a vontade de exclamar: “Oh! os anjos de papel couché1 !...” – vendo-as tão alvas e reluzentes, tão aladas e fora dos assuntos terrenos. Mas não seria prudente uma exclamação assim. Pois quanto a anjos elas estão muito bem informadas, conhecem todos pelos seus nomes, certamente passeiam com eles de braço dado; mas papel couché é coisa de que jamais ouviram falar, e poderiam achar depreciativa tal citação. Não devemos de forma alguma deixar pairar a sombra da mais leve suspeita de ofensa sobre as mansas meninas dos hospitais.

    Pois na verdade elas não são apenas encantadoras, mas mesmo sobrenaturais: sem rumor de passos, vão e vêm, atravessam as paredes, suspendem no ar graciosamente baldes e vassouras, bandejas e lençóis como se tudo fossem ramos de flores.

(Cecília Meireles. Escolha o seu Sonho, 1964. Adaptado)

1 Papel de superfície lisa e revestida, que proporciona cores vibrantes, imagens nítidas e um toque macio.
Para o narrador, as meninas dos hospitais são concebidas como seres
Alternativas
Respostas
43361: E
43362: A
43363: D
43364: C
43365: E
43366: B
43367: D
43368: A
43369: A
43370: B
43371: E
43372: A
43373: C
43374: B
43375: D
43376: A
43377: B
43378: C
43379: D
43380: E