Questões de Concurso Comentadas sobre português
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Na expressão destacada, encontra-se uma figura de linguagem denominada:
Morfologicamente, o vocábulo destacado, nesta frase, trata-se de:
Sintaticamente, é correto afirmar que, nesta frase:

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No texto acima, a linguagem verbal é constituída de:
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Na charge acima, o humor se faz presente, a partir da:
Ilê Pérola Negra
(Daniela Mercury)
O canto do negro veio lá do alto
É belo como a íris dos olhos de Deus, de Deus E no repique, no batuque, no choque do aço Eu quero penetrar no laço afro que é meu, e seu Vem cantar meu povo, vem cantar você Bate os pés no chão moçada E diz que é do Ilê Aiyê
Lá vem a negrada que faz o astral da avenida Mas que coisa tão linda, quando ela passa me faz chorar Lá vem a negrada que faz o astral da avenida Mas que coisa tão linda, quando ela passa me faz chorar
Tu és o mais belo dos belos, traz paz, riqueza Tens o brilho tão forte por isso te chamo de pérola negra Tu és o mais belo dos belos, traz paz, riqueza Tens o brilho tão forte por isso te chamo de pérola negra
Êêê, pérola negra Pérola negra Ilê Aiyê Minha pérola negra Êêê, pérola negra Pérola negra Ilê Aiyê Minha pérola negra
Lá vem a negrada que faz o astral da avenida Mas que coisa tão linda, quando ela passa me faz chorar Lá vem a negrada que faz o astral da avenida Mas que coisa tão linda, quando ela passa me faz chorar
Tu és o mais belo dos belos, traz paz, riqueza Tens o brilho tão forte por isso te chamo de pérola negra
Com sutileza cantando e encantando a nação Batendo bem forte cada coração Fazendo subir a minha adrenalina
Como dizia Buziga É de mim Em me pé nagô de Ilê É de mim Em me pé nagô de Ilê Aiyê
Êêê, pérola negra Pérola negra Ilê Aiyê Minha pérola negra Êêê, pérola negra Pérola negra Ilê Aiyê Minha pérola negra
Tu és o mais belo dos belos, traz paz, riqueza Tens o brilho tão forte por isso te chamo de pérola negra Tu és o mais belo dos belos, traz paz, riqueza Tens o brilho tão forte por isso te chamo de pérola negra
Como dizia Buziga É de mim Em me pé nagô de ilê É de mim Em me pé nagô de Ilê Aiyê
Êêê, pérola negra Pérola negra Ilê Aiyê Minha pérola negra Êêê, pérola negra Pérola negra Ilê Aiyê Minha pérola negra
Disponível em:https://www.letras.mus.br/daniela-mercury/423964/
Ilê Pérola Negra
(Daniela Mercury)
O canto do negro veio lá do alto
É belo como a íris dos olhos de Deus, de Deus E no repique, no batuque, no choque do aço Eu quero penetrar no laço afro que é meu, e seu Vem cantar meu povo, vem cantar você Bate os pés no chão moçada E diz que é do Ilê Aiyê
Lá vem a negrada que faz o astral da avenida Mas que coisa tão linda, quando ela passa me faz chorar Lá vem a negrada que faz o astral da avenida Mas que coisa tão linda, quando ela passa me faz chorar
Tu és o mais belo dos belos, traz paz, riqueza Tens o brilho tão forte por isso te chamo de pérola negra Tu és o mais belo dos belos, traz paz, riqueza Tens o brilho tão forte por isso te chamo de pérola negra
Êêê, pérola negra Pérola negra Ilê Aiyê Minha pérola negra Êêê, pérola negra Pérola negra Ilê Aiyê Minha pérola negra
Lá vem a negrada que faz o astral da avenida Mas que coisa tão linda, quando ela passa me faz chorar Lá vem a negrada que faz o astral da avenida Mas que coisa tão linda, quando ela passa me faz chorar
Tu és o mais belo dos belos, traz paz, riqueza Tens o brilho tão forte por isso te chamo de pérola negra
Com sutileza cantando e encantando a nação Batendo bem forte cada coração Fazendo subir a minha adrenalina
Como dizia Buziga É de mim Em me pé nagô de Ilê É de mim Em me pé nagô de Ilê Aiyê
Êêê, pérola negra Pérola negra Ilê Aiyê Minha pérola negra Êêê, pérola negra Pérola negra Ilê Aiyê Minha pérola negra
Tu és o mais belo dos belos, traz paz, riqueza Tens o brilho tão forte por isso te chamo de pérola negra Tu és o mais belo dos belos, traz paz, riqueza Tens o brilho tão forte por isso te chamo de pérola negra
Como dizia Buziga É de mim Em me pé nagô de ilê É de mim Em me pé nagô de Ilê Aiyê
Êêê, pérola negra Pérola negra Ilê Aiyê Minha pérola negra Êêê, pérola negra Pérola negra Ilê Aiyê Minha pérola negra
Disponível em:https://www.letras.mus.br/daniela-mercury/423964/
Ilê Pérola Negra
(Daniela Mercury)
O canto do negro veio lá do alto
É belo como a íris dos olhos de Deus, de Deus E no repique, no batuque, no choque do aço Eu quero penetrar no laço afro que é meu, e seu Vem cantar meu povo, vem cantar você Bate os pés no chão moçada E diz que é do Ilê Aiyê
Lá vem a negrada que faz o astral da avenida Mas que coisa tão linda, quando ela passa me faz chorar Lá vem a negrada que faz o astral da avenida Mas que coisa tão linda, quando ela passa me faz chorar
Tu és o mais belo dos belos, traz paz, riqueza Tens o brilho tão forte por isso te chamo de pérola negra Tu és o mais belo dos belos, traz paz, riqueza Tens o brilho tão forte por isso te chamo de pérola negra
Êêê, pérola negra Pérola negra Ilê Aiyê Minha pérola negra Êêê, pérola negra Pérola negra Ilê Aiyê Minha pérola negra
Lá vem a negrada que faz o astral da avenida Mas que coisa tão linda, quando ela passa me faz chorar Lá vem a negrada que faz o astral da avenida Mas que coisa tão linda, quando ela passa me faz chorar
Tu és o mais belo dos belos, traz paz, riqueza Tens o brilho tão forte por isso te chamo de pérola negra
Com sutileza cantando e encantando a nação Batendo bem forte cada coração Fazendo subir a minha adrenalina
Como dizia Buziga É de mim Em me pé nagô de Ilê É de mim Em me pé nagô de Ilê Aiyê
Êêê, pérola negra Pérola negra Ilê Aiyê Minha pérola negra Êêê, pérola negra Pérola negra Ilê Aiyê Minha pérola negra
Tu és o mais belo dos belos, traz paz, riqueza Tens o brilho tão forte por isso te chamo de pérola negra Tu és o mais belo dos belos, traz paz, riqueza Tens o brilho tão forte por isso te chamo de pérola negra
Como dizia Buziga É de mim Em me pé nagô de ilê É de mim Em me pé nagô de Ilê Aiyê
Êêê, pérola negra Pérola negra Ilê Aiyê Minha pérola negra Êêê, pérola negra Pérola negra Ilê Aiyê Minha pérola negra
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Este pigmento amado por artistas plásticos
era feito com… múmias
Um pigmento amarronzado, translúcido e com textura única. Ótimo para fazer sombras e detalhes em pinturas a óleo ou aquarelas. Por alguns séculos, os pintores europeus consideravam que os únicos defeitos do marrom múmia eram desbotar facilmente e rachar depois de seco – dando um visual craquelado para as obras.
Foi só em meados do século 19 que um detalhezinho começou a prejudicar o pigmento de tom terroso diante da opinião pública: o nome não estava no sentido figurado. Sua matéria prima eram, literalmente, múmias egípcias moídas.
A história dessa tinta começou na Europa renascentista, quando múmias trazidas do Egito eram comercializadas sem nenhum apreço por seu valor histórico, principalmente para supostos fins medicinais.
Os europeus acreditavam, erroneamente, que a substância escura que envolvia os corpos das múmias era betume, uma mistura mineral usada na medicina persa tradicional. Quando eles descobriram tumbas com milhares de cadáveres, acharam que tinham encontrado uma solução para a escassez desse material, e passaram a usar a meleca como remédio para tudo: de dor de dente a infarto. Turistas, exploradores e a população pobre local faziam a festa nos sarcófagos, e os restos mortais eram vendidos por pechinchas: em 1625, era possível comprar três cabeças por meio dirrã, a moeda de prata que circulava no mundo árabe.
Sabendo que os europeus comiam, bebiam e esfregavam múmias em si mesmos, não é tão chocante descobrir que eles também pintavam com elas. O pigmento só parou de circular de vez no meio do século passado. O marrom-múmia caiu em desuso por causa de sua má reputação, da instabilidade na qualidade do pigmento e, óbvio, da dificuldade em se obter matéria-prima.
No seu auge, a demanda excedeu a oferta de múmias egípcias. E, apesar de ser “só” marrom, não era fácil replicar as propriedades do betume fake. Alguns fabricantes faziam versões falsificadas, usando cadáveres recentes de pessoas escravizadas ou criminosos.
É difícil saber quais quadros levaram o pigmento, porque o processo de análise é destrutivo. Mas sabemos que restos mortais de egípcios estão presentes em várias obras consagradas, como a famosa pintura iluminista A liberdade guiando o povo, do francês Eugène Delacroix.
Você já deve ter visto: a pintura mostra uma mulher vigorosa, de peito nu, empunhando a bandeira da França e um rifle em meio à fumaça de canhões e corpos caídos no chão. Um clássico iluminista europeu, um símbolo da luta pela liberdade, igualdade e fraternidade. Colorido pelos corpos traficados de egípcios de 5 mil anos.
LOBATO, B. Este pigmento amado por artistas plásticos
era feito com… múmias. Revista Superinteressante.
(Adaptado).
Disponível
em
Este pigmento amado por artistas plásticos
era feito com… múmias
Um pigmento amarronzado, translúcido e com textura única. Ótimo para fazer sombras e detalhes em pinturas a óleo ou aquarelas. Por alguns séculos, os pintores europeus consideravam que os únicos defeitos do marrom múmia eram desbotar facilmente e rachar depois de seco – dando um visual craquelado para as obras.
Foi só em meados do século 19 que um detalhezinho começou a prejudicar o pigmento de tom terroso diante da opinião pública: o nome não estava no sentido figurado. Sua matéria prima eram, literalmente, múmias egípcias moídas.
A história dessa tinta começou na Europa renascentista, quando múmias trazidas do Egito eram comercializadas sem nenhum apreço por seu valor histórico, principalmente para supostos fins medicinais.
Os europeus acreditavam, erroneamente, que a substância escura que envolvia os corpos das múmias era betume, uma mistura mineral usada na medicina persa tradicional. Quando eles descobriram tumbas com milhares de cadáveres, acharam que tinham encontrado uma solução para a escassez desse material, e passaram a usar a meleca como remédio para tudo: de dor de dente a infarto. Turistas, exploradores e a população pobre local faziam a festa nos sarcófagos, e os restos mortais eram vendidos por pechinchas: em 1625, era possível comprar três cabeças por meio dirrã, a moeda de prata que circulava no mundo árabe.
Sabendo que os europeus comiam, bebiam e esfregavam múmias em si mesmos, não é tão chocante descobrir que eles também pintavam com elas. O pigmento só parou de circular de vez no meio do século passado. O marrom-múmia caiu em desuso por causa de sua má reputação, da instabilidade na qualidade do pigmento e, óbvio, da dificuldade em se obter matéria-prima.
No seu auge, a demanda excedeu a oferta de múmias egípcias. E, apesar de ser “só” marrom, não era fácil replicar as propriedades do betume fake. Alguns fabricantes faziam versões falsificadas, usando cadáveres recentes de pessoas escravizadas ou criminosos.
É difícil saber quais quadros levaram o pigmento, porque o processo de análise é destrutivo. Mas sabemos que restos mortais de egípcios estão presentes em várias obras consagradas, como a famosa pintura iluminista A liberdade guiando o povo, do francês Eugène Delacroix.
Você já deve ter visto: a pintura mostra uma mulher vigorosa, de peito nu, empunhando a bandeira da França e um rifle em meio à fumaça de canhões e corpos caídos no chão. Um clássico iluminista europeu, um símbolo da luta pela liberdade, igualdade e fraternidade. Colorido pelos corpos traficados de egípcios de 5 mil anos.
LOBATO, B. Este pigmento amado por artistas plásticos
era feito com… múmias. Revista Superinteressante.
(Adaptado).
Disponível
em
Este pigmento amado por artistas plásticos
era feito com… múmias
Um pigmento amarronzado, translúcido e com textura única. Ótimo para fazer sombras e detalhes em pinturas a óleo ou aquarelas. Por alguns séculos, os pintores europeus consideravam que os únicos defeitos do marrom múmia eram desbotar facilmente e rachar depois de seco – dando um visual craquelado para as obras.
Foi só em meados do século 19 que um detalhezinho começou a prejudicar o pigmento de tom terroso diante da opinião pública: o nome não estava no sentido figurado. Sua matéria prima eram, literalmente, múmias egípcias moídas.
A história dessa tinta começou na Europa renascentista, quando múmias trazidas do Egito eram comercializadas sem nenhum apreço por seu valor histórico, principalmente para supostos fins medicinais.
Os europeus acreditavam, erroneamente, que a substância escura que envolvia os corpos das múmias era betume, uma mistura mineral usada na medicina persa tradicional. Quando eles descobriram tumbas com milhares de cadáveres, acharam que tinham encontrado uma solução para a escassez desse material, e passaram a usar a meleca como remédio para tudo: de dor de dente a infarto. Turistas, exploradores e a população pobre local faziam a festa nos sarcófagos, e os restos mortais eram vendidos por pechinchas: em 1625, era possível comprar três cabeças por meio dirrã, a moeda de prata que circulava no mundo árabe.
Sabendo que os europeus comiam, bebiam e esfregavam múmias em si mesmos, não é tão chocante descobrir que eles também pintavam com elas. O pigmento só parou de circular de vez no meio do século passado. O marrom-múmia caiu em desuso por causa de sua má reputação, da instabilidade na qualidade do pigmento e, óbvio, da dificuldade em se obter matéria-prima.
No seu auge, a demanda excedeu a oferta de múmias egípcias. E, apesar de ser “só” marrom, não era fácil replicar as propriedades do betume fake. Alguns fabricantes faziam versões falsificadas, usando cadáveres recentes de pessoas escravizadas ou criminosos.
É difícil saber quais quadros levaram o pigmento, porque o processo de análise é destrutivo. Mas sabemos que restos mortais de egípcios estão presentes em várias obras consagradas, como a famosa pintura iluminista A liberdade guiando o povo, do francês Eugène Delacroix.
Você já deve ter visto: a pintura mostra uma mulher vigorosa, de peito nu, empunhando a bandeira da França e um rifle em meio à fumaça de canhões e corpos caídos no chão. Um clássico iluminista europeu, um símbolo da luta pela liberdade, igualdade e fraternidade. Colorido pelos corpos traficados de egípcios de 5 mil anos.
LOBATO, B. Este pigmento amado por artistas plásticos
era feito com… múmias. Revista Superinteressante.
(Adaptado).
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Este pigmento amado por artistas plásticos
era feito com… múmias
Um pigmento amarronzado, translúcido e com textura única. Ótimo para fazer sombras e detalhes em pinturas a óleo ou aquarelas. Por alguns séculos, os pintores europeus consideravam que os únicos defeitos do marrom múmia eram desbotar facilmente e rachar depois de seco – dando um visual craquelado para as obras.
Foi só em meados do século 19 que um detalhezinho começou a prejudicar o pigmento de tom terroso diante da opinião pública: o nome não estava no sentido figurado. Sua matéria prima eram, literalmente, múmias egípcias moídas.
A história dessa tinta começou na Europa renascentista, quando múmias trazidas do Egito eram comercializadas sem nenhum apreço por seu valor histórico, principalmente para supostos fins medicinais.
Os europeus acreditavam, erroneamente, que a substância escura que envolvia os corpos das múmias era betume, uma mistura mineral usada na medicina persa tradicional. Quando eles descobriram tumbas com milhares de cadáveres, acharam que tinham encontrado uma solução para a escassez desse material, e passaram a usar a meleca como remédio para tudo: de dor de dente a infarto. Turistas, exploradores e a população pobre local faziam a festa nos sarcófagos, e os restos mortais eram vendidos por pechinchas: em 1625, era possível comprar três cabeças por meio dirrã, a moeda de prata que circulava no mundo árabe.
Sabendo que os europeus comiam, bebiam e esfregavam múmias em si mesmos, não é tão chocante descobrir que eles também pintavam com elas. O pigmento só parou de circular de vez no meio do século passado. O marrom-múmia caiu em desuso por causa de sua má reputação, da instabilidade na qualidade do pigmento e, óbvio, da dificuldade em se obter matéria-prima.
No seu auge, a demanda excedeu a oferta de múmias egípcias. E, apesar de ser “só” marrom, não era fácil replicar as propriedades do betume fake. Alguns fabricantes faziam versões falsificadas, usando cadáveres recentes de pessoas escravizadas ou criminosos.
É difícil saber quais quadros levaram o pigmento, porque o processo de análise é destrutivo. Mas sabemos que restos mortais de egípcios estão presentes em várias obras consagradas, como a famosa pintura iluminista A liberdade guiando o povo, do francês Eugène Delacroix.
Você já deve ter visto: a pintura mostra uma mulher vigorosa, de peito nu, empunhando a bandeira da França e um rifle em meio à fumaça de canhões e corpos caídos no chão. Um clássico iluminista europeu, um símbolo da luta pela liberdade, igualdade e fraternidade. Colorido pelos corpos traficados de egípcios de 5 mil anos.
LOBATO, B. Este pigmento amado por artistas plásticos
era feito com… múmias. Revista Superinteressante.
(Adaptado).
Disponível
em
Este pigmento amado por artistas plásticos
era feito com… múmias
Um pigmento amarronzado, translúcido e com textura única. Ótimo para fazer sombras e detalhes em pinturas a óleo ou aquarelas. Por alguns séculos, os pintores europeus consideravam que os únicos defeitos do marrom múmia eram desbotar facilmente e rachar depois de seco – dando um visual craquelado para as obras.
Foi só em meados do século 19 que um detalhezinho começou a prejudicar o pigmento de tom terroso diante da opinião pública: o nome não estava no sentido figurado. Sua matéria prima eram, literalmente, múmias egípcias moídas.
A história dessa tinta começou na Europa renascentista, quando múmias trazidas do Egito eram comercializadas sem nenhum apreço por seu valor histórico, principalmente para supostos fins medicinais.
Os europeus acreditavam, erroneamente, que a substância escura que envolvia os corpos das múmias era betume, uma mistura mineral usada na medicina persa tradicional. Quando eles descobriram tumbas com milhares de cadáveres, acharam que tinham encontrado uma solução para a escassez desse material, e passaram a usar a meleca como remédio para tudo: de dor de dente a infarto. Turistas, exploradores e a população pobre local faziam a festa nos sarcófagos, e os restos mortais eram vendidos por pechinchas: em 1625, era possível comprar três cabeças por meio dirrã, a moeda de prata que circulava no mundo árabe.
Sabendo que os europeus comiam, bebiam e esfregavam múmias em si mesmos, não é tão chocante descobrir que eles também pintavam com elas. O pigmento só parou de circular de vez no meio do século passado. O marrom-múmia caiu em desuso por causa de sua má reputação, da instabilidade na qualidade do pigmento e, óbvio, da dificuldade em se obter matéria-prima.
No seu auge, a demanda excedeu a oferta de múmias egípcias. E, apesar de ser “só” marrom, não era fácil replicar as propriedades do betume fake. Alguns fabricantes faziam versões falsificadas, usando cadáveres recentes de pessoas escravizadas ou criminosos.
É difícil saber quais quadros levaram o pigmento, porque o processo de análise é destrutivo. Mas sabemos que restos mortais de egípcios estão presentes em várias obras consagradas, como a famosa pintura iluminista A liberdade guiando o povo, do francês Eugène Delacroix.
Você já deve ter visto: a pintura mostra uma mulher vigorosa, de peito nu, empunhando a bandeira da França e um rifle em meio à fumaça de canhões e corpos caídos no chão. Um clássico iluminista europeu, um símbolo da luta pela liberdade, igualdade e fraternidade. Colorido pelos corpos traficados de egípcios de 5 mil anos.
LOBATO, B. Este pigmento amado por artistas plásticos
era feito com… múmias. Revista Superinteressante.
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Os gêneros textuais são fluidos e mutáveis, sempre se adequando às novas necessidades sociais, entretanto, todos eles obedecem às regras de natureza linguística e textual que se apresentam em todos os gêneros, ou seja, os tipos textuais são aplicados na construção e modificação dos gêneros textuais. Por meio dessa relação, é possível estabelecer-se combinações entre tipos e gêneros textuais.
Sobre os principais tipos textuais e as possíveis relações entre os tipos e gêneros textuais, analise as alternativas e assinale a INCORRETA:
Os vocábulos destacados são formados pelos processos de, respectivamente:
O número de oração(ões) presente(s) na frase em questão é de: