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Q3427225 Português

QUEDA EM IDOSOS, UM FANTASMA A SER EVITADO


À medida que o familiar envelhece, é coerente investir em adaptações que proporcionem liberdade de deslocamento seguro. Além de ser importante para manter a sensação de pertencimento ao seu ambiente, isso protege a saúde mental, pois permite a manutenção das atividades que eram rotineiras, e é fundamental para evitar o declínio da funcionalidade musculoesquelética.


Inicia-se um ciclo de prosperidade: mais movimento, mais músculos, mais força, mais consciência corporal, menos queda.


A queda é deletéria de várias maneiras; gera estresse doloroso, necessidade de medicamentos analgésicos, que podem complicar a saúde do estômago, aumenta o risco de agravos para fígado, coração, rim e podem exigir um procedimento cirúrgico.


Isso gera para o paciente idoso, muitas vezes já com vulnerabilidades de saúde, um risco anestésico maior, tanto pelo declínio de funcionalidade dos órgãos quanto pela utilização de medicamentos crônicos, além de uma internação e todas as suas consequências.


Sabemos que o risco de infecção é bem mais alto nos idosos, e o ambiente hospitalar, que, apesar dos meticulosos cuidados para prevenção de infecção, é, por sua característica de receber pessoas doentes, um ambiente de maior risco.


Recebo muitos pacientes na clínica de dor após histórico de queda e vejo o quanto ela representa um declínio abrupto na qualidade de vida de pacientes que, previamente, estavam bem e, depois, muitas vezes, ficam com incapacidades e comumente muito mais medrosos para se deslocar. Sem falar na dor que, em alguns casos, vai exigir um cuidado crônico.


Mulheres, pela maior incidência de sarcopenia e osteoporose, são mais vulneráveis quando ocorre uma queda, mas os homens não estão imunes ao risco.


Temos também uma situação muito particular, em que o idoso não cai e quebra, mas acontece o contrário: o osso quebra pela fragilidade óssea e, por isso, o indivíduo cai.


Nas duas situações, um fator particular torna esse cenário bem mais delicado: o uso cada vez mais frequente de medicamentos que diminuem a consciência, a coordenação e o equilíbrio do paciente.


São eles: indutores do sono, medicamentos utilizados para regular o humor, anticonvulsivantes e opioides (utilizados para o controle da dor), muitas vezes prescritos sem considerar a idade e a perda natural da capacidade dos órgãos que metabolizam esses medicamentos. Em função da idade, deve-se pesar muito bem o risco e o benefício. Se for imprescindível, devemos ajustar a dose e o horário para que o paciente não se levante à noite com nível reduzido de consciência e caia.


Em função do uso cada vez mais frequente de medicamentos, é cada vez mais comum pacientes caírem à noite enquanto se levantam para ir ao banheiro. Precisamos prestar atenção nessa alta frequência para investir em cuidados que reduzam esses riscos.


(Por Meira Souza. Publicado em 17/07/2024. Disponível em https://www.otempo.com.br/opiniao/dra-meira souza/2024/7/6/queda-em-idosos--um-fantasma-a-ser evitado)

Assinale a alternativa que melhor reflete o ciclo de prosperidade mencionado no texto. 
Alternativas
Q3427224 Português

QUEDA EM IDOSOS, UM FANTASMA A SER EVITADO


À medida que o familiar envelhece, é coerente investir em adaptações que proporcionem liberdade de deslocamento seguro. Além de ser importante para manter a sensação de pertencimento ao seu ambiente, isso protege a saúde mental, pois permite a manutenção das atividades que eram rotineiras, e é fundamental para evitar o declínio da funcionalidade musculoesquelética.


Inicia-se um ciclo de prosperidade: mais movimento, mais músculos, mais força, mais consciência corporal, menos queda.


A queda é deletéria de várias maneiras; gera estresse doloroso, necessidade de medicamentos analgésicos, que podem complicar a saúde do estômago, aumenta o risco de agravos para fígado, coração, rim e podem exigir um procedimento cirúrgico.


Isso gera para o paciente idoso, muitas vezes já com vulnerabilidades de saúde, um risco anestésico maior, tanto pelo declínio de funcionalidade dos órgãos quanto pela utilização de medicamentos crônicos, além de uma internação e todas as suas consequências.


Sabemos que o risco de infecção é bem mais alto nos idosos, e o ambiente hospitalar, que, apesar dos meticulosos cuidados para prevenção de infecção, é, por sua característica de receber pessoas doentes, um ambiente de maior risco.


Recebo muitos pacientes na clínica de dor após histórico de queda e vejo o quanto ela representa um declínio abrupto na qualidade de vida de pacientes que, previamente, estavam bem e, depois, muitas vezes, ficam com incapacidades e comumente muito mais medrosos para se deslocar. Sem falar na dor que, em alguns casos, vai exigir um cuidado crônico.


Mulheres, pela maior incidência de sarcopenia e osteoporose, são mais vulneráveis quando ocorre uma queda, mas os homens não estão imunes ao risco.


Temos também uma situação muito particular, em que o idoso não cai e quebra, mas acontece o contrário: o osso quebra pela fragilidade óssea e, por isso, o indivíduo cai.


Nas duas situações, um fator particular torna esse cenário bem mais delicado: o uso cada vez mais frequente de medicamentos que diminuem a consciência, a coordenação e o equilíbrio do paciente.


São eles: indutores do sono, medicamentos utilizados para regular o humor, anticonvulsivantes e opioides (utilizados para o controle da dor), muitas vezes prescritos sem considerar a idade e a perda natural da capacidade dos órgãos que metabolizam esses medicamentos. Em função da idade, deve-se pesar muito bem o risco e o benefício. Se for imprescindível, devemos ajustar a dose e o horário para que o paciente não se levante à noite com nível reduzido de consciência e caia.


Em função do uso cada vez mais frequente de medicamentos, é cada vez mais comum pacientes caírem à noite enquanto se levantam para ir ao banheiro. Precisamos prestar atenção nessa alta frequência para investir em cuidados que reduzam esses riscos.


(Por Meira Souza. Publicado em 17/07/2024. Disponível em https://www.otempo.com.br/opiniao/dra-meira souza/2024/7/6/queda-em-idosos--um-fantasma-a-ser evitado)

Marque a alternativa que explica corretamente a relação entre a fragilidade óssea e as quedas em idosos, conforme apresentado no texto.
Alternativas
Q3427223 Português

QUEDA EM IDOSOS, UM FANTASMA A SER EVITADO


À medida que o familiar envelhece, é coerente investir em adaptações que proporcionem liberdade de deslocamento seguro. Além de ser importante para manter a sensação de pertencimento ao seu ambiente, isso protege a saúde mental, pois permite a manutenção das atividades que eram rotineiras, e é fundamental para evitar o declínio da funcionalidade musculoesquelética.


Inicia-se um ciclo de prosperidade: mais movimento, mais músculos, mais força, mais consciência corporal, menos queda.


A queda é deletéria de várias maneiras; gera estresse doloroso, necessidade de medicamentos analgésicos, que podem complicar a saúde do estômago, aumenta o risco de agravos para fígado, coração, rim e podem exigir um procedimento cirúrgico.


Isso gera para o paciente idoso, muitas vezes já com vulnerabilidades de saúde, um risco anestésico maior, tanto pelo declínio de funcionalidade dos órgãos quanto pela utilização de medicamentos crônicos, além de uma internação e todas as suas consequências.


Sabemos que o risco de infecção é bem mais alto nos idosos, e o ambiente hospitalar, que, apesar dos meticulosos cuidados para prevenção de infecção, é, por sua característica de receber pessoas doentes, um ambiente de maior risco.


Recebo muitos pacientes na clínica de dor após histórico de queda e vejo o quanto ela representa um declínio abrupto na qualidade de vida de pacientes que, previamente, estavam bem e, depois, muitas vezes, ficam com incapacidades e comumente muito mais medrosos para se deslocar. Sem falar na dor que, em alguns casos, vai exigir um cuidado crônico.


Mulheres, pela maior incidência de sarcopenia e osteoporose, são mais vulneráveis quando ocorre uma queda, mas os homens não estão imunes ao risco.


Temos também uma situação muito particular, em que o idoso não cai e quebra, mas acontece o contrário: o osso quebra pela fragilidade óssea e, por isso, o indivíduo cai.


Nas duas situações, um fator particular torna esse cenário bem mais delicado: o uso cada vez mais frequente de medicamentos que diminuem a consciência, a coordenação e o equilíbrio do paciente.


São eles: indutores do sono, medicamentos utilizados para regular o humor, anticonvulsivantes e opioides (utilizados para o controle da dor), muitas vezes prescritos sem considerar a idade e a perda natural da capacidade dos órgãos que metabolizam esses medicamentos. Em função da idade, deve-se pesar muito bem o risco e o benefício. Se for imprescindível, devemos ajustar a dose e o horário para que o paciente não se levante à noite com nível reduzido de consciência e caia.


Em função do uso cada vez mais frequente de medicamentos, é cada vez mais comum pacientes caírem à noite enquanto se levantam para ir ao banheiro. Precisamos prestar atenção nessa alta frequência para investir em cuidados que reduzam esses riscos.


(Por Meira Souza. Publicado em 17/07/2024. Disponível em https://www.otempo.com.br/opiniao/dra-meira souza/2024/7/6/queda-em-idosos--um-fantasma-a-ser evitado)

De acordo com o texto, qual é uma das principais causas das quedas noturnas em idosos?
Alternativas
Q3427222 Português

QUEDA EM IDOSOS, UM FANTASMA A SER EVITADO


À medida que o familiar envelhece, é coerente investir em adaptações que proporcionem liberdade de deslocamento seguro. Além de ser importante para manter a sensação de pertencimento ao seu ambiente, isso protege a saúde mental, pois permite a manutenção das atividades que eram rotineiras, e é fundamental para evitar o declínio da funcionalidade musculoesquelética.


Inicia-se um ciclo de prosperidade: mais movimento, mais músculos, mais força, mais consciência corporal, menos queda.


A queda é deletéria de várias maneiras; gera estresse doloroso, necessidade de medicamentos analgésicos, que podem complicar a saúde do estômago, aumenta o risco de agravos para fígado, coração, rim e podem exigir um procedimento cirúrgico.


Isso gera para o paciente idoso, muitas vezes já com vulnerabilidades de saúde, um risco anestésico maior, tanto pelo declínio de funcionalidade dos órgãos quanto pela utilização de medicamentos crônicos, além de uma internação e todas as suas consequências.


Sabemos que o risco de infecção é bem mais alto nos idosos, e o ambiente hospitalar, que, apesar dos meticulosos cuidados para prevenção de infecção, é, por sua característica de receber pessoas doentes, um ambiente de maior risco.


Recebo muitos pacientes na clínica de dor após histórico de queda e vejo o quanto ela representa um declínio abrupto na qualidade de vida de pacientes que, previamente, estavam bem e, depois, muitas vezes, ficam com incapacidades e comumente muito mais medrosos para se deslocar. Sem falar na dor que, em alguns casos, vai exigir um cuidado crônico.


Mulheres, pela maior incidência de sarcopenia e osteoporose, são mais vulneráveis quando ocorre uma queda, mas os homens não estão imunes ao risco.


Temos também uma situação muito particular, em que o idoso não cai e quebra, mas acontece o contrário: o osso quebra pela fragilidade óssea e, por isso, o indivíduo cai.


Nas duas situações, um fator particular torna esse cenário bem mais delicado: o uso cada vez mais frequente de medicamentos que diminuem a consciência, a coordenação e o equilíbrio do paciente.


São eles: indutores do sono, medicamentos utilizados para regular o humor, anticonvulsivantes e opioides (utilizados para o controle da dor), muitas vezes prescritos sem considerar a idade e a perda natural da capacidade dos órgãos que metabolizam esses medicamentos. Em função da idade, deve-se pesar muito bem o risco e o benefício. Se for imprescindível, devemos ajustar a dose e o horário para que o paciente não se levante à noite com nível reduzido de consciência e caia.


Em função do uso cada vez mais frequente de medicamentos, é cada vez mais comum pacientes caírem à noite enquanto se levantam para ir ao banheiro. Precisamos prestar atenção nessa alta frequência para investir em cuidados que reduzam esses riscos.


(Por Meira Souza. Publicado em 17/07/2024. Disponível em https://www.otempo.com.br/opiniao/dra-meira souza/2024/7/6/queda-em-idosos--um-fantasma-a-ser evitado)

Assinale a alternativa que melhor sintetiza o tema central do texto. 
Alternativas
Q3427096 Português
Resorts de esqui estocam neve para compensar falta no inverno


Na estação de esqui de Ruka, na Finlândia, a neve normalmente derrete em abril. No início de maio, seus vinte e dois teleféricos não funcionam temporariamente. E, como todos os anos, suas quarenta e uma pistas de esqui ficam verdes, transformando as encostas em um destino para apaixonados por trilhas e ciclistas de montanha, não para esquiadores.

Mas cinco das pistas são marcadas por dois montes de neve cobertos por mantas brancas de poliestireno. Cada monte contém cerca de trinta mil metros cúbicos de neve. Eles ficam lá durante todo o verão.

Quando estes montes forem descobertos em outubro, haverá ainda cerca de 80% a 90% da neve, o suficiente para ser espalhado por três ou quatro encostas, além do parque de neve.

Para uma estação de esqui de baixa altitude como Ruka, que não chega a atingir 500 metros, isso não é apenas conveniente. É um divisor de águas, especialmente no início da temporada de esqui, quando tanto a neve quanto as temperaturas variam bastante.

O fato de a neve ser armazenada o ano todo parece surpreendente, mas a prática remonta há séculos. Antes da refrigeração, as pessoas armazenavam gelo e neve no subsolo durante o verão, permitindo que conservassem os alimentos por exemplo.

Nas últimas décadas, à medida que a indústria do esqui testava maneiras de conservar a neve para permitir a realização de eventos no outono ou início do inverno, os resorts empilhavam a neve, e depois cobriam as pilhas com um material orgânico como serragem, lascas de madeira ou palha.

Estes métodos são surpreendentemente eficazes: uma pesquisa mostrou que eles preservam entre 72% e 85% da massa de neve durante o verão.

Hoje, no entanto, a tecnologia é muito mais avançada. O sistema da empresa finlandesa Snow Secure inclui mantas brancas de poliestireno, com 50mm ou 70 mm de espessura, projetadas para se ajustarem com precisão a montes de neve com formato geométrico.

De acordo com testes da própria empresa, o sistema funciona mesmo nas temperaturas mais altas. Ao longo de uma semana de junho de 2023 em Vihti, na Finlândia, a temperatura no topo da manta que cobre a neve armazenada chegou a 44°C, segundo as medições realizadas. E abaixo da manta? A temperatura atingiu apenas 2,5°C.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cg3lqg0vrpjo. adaptado
À medida que a indústria do esqui testava maneiras de conservar a neve para permitir a realização de eventos no outono ou início do inverno, os resorts empilhavam 'a neve', e depois cobriam as pilhas com um material orgânico.
Substituindo o termo destacado pelo pronome oblíquo adequado, tem-se:
Alternativas
Q3426469 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Mudanças simples na dieta podem aumentar a energia
Existe um fator muito importante quando o assunto é energia: o açúcar, pois é uma espécie de armadilha. No começo, ele dá energia, mas depois tira. Qualquer alimento com muito açúcar diminui a energia.
Às vezes, o cansaço é causado pela falta de hidratação. Muitas pessoas tomam café, energéticos ou refrigerantes com muito açúcar quando se sentem cansadas, mas o problema é que essas substâncias causam efeito contrário porque são diuréticas.
"Eles nos estimulam por um tempo e depois a energia diminui", explica Dolores Woods. "É uma sensação de bem-estar que não dura muito."
A mesma coisa acontece com o café. Quando a cafeína é metabolizada, diminui a energia porque é um estimulante cujo efeito não é sustentado. É fácil confundir sinais de fome com sede — achamos que precisamos de comida quando, na verdade, precisamos de água.
Pular refeições faz com que os níveis de glicose no sangue caiam, causando fadiga. Não importa se você faz três refeições por dia ou cinco pequenas — isso depende da sua rotina —, mas o importante é não deixar muitas horas entre uma porção e outra.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cp00y7mgpd4o.adaptado.
De acordo com o texto base, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3426154 Português
É correto afirmar que a leitura é fundamental para a construção da linguagem, porque:
Alternativas
Q3426153 Português
Assinale a alternativa que indica a principal diferença entre morfema lexical (lexema) e morfema gramatical (gramema):
Alternativas
Q3426152 Português
Assinale a alternativa que indica, corretamente, como os sintagmas são classificados e estruturados:
Alternativas
Q3426151 Português
Indique corretamente a alternativa que apresenta a figura de retórica existente na frase "É uma casa portuguesa, com certeza/ É, com certeza, uma casa portuguesa":
Alternativas
Q3426150 Português
Assinale a alternativa que indica uma das principais diferenças entre a linguagem oral e a escrita:
Alternativas
Q3426149 Português
Assinale a alternativa que indica, corretamente, como a coesão por conexão pode ser estabelecida em um texto:
Alternativas
Q3426148 Português
Assinale a alternativa que indica, corretamente, uma característica da coesão por elipse:
Alternativas
Q3426147 Português
"Sonhei que o fogo gelou. Sonhei que a neve fervia. E por sonhar o impossível, ai, sonhei que tu me querias" (Chico Buarque). No trecho da música mencionada no texto, é correto afirmar que o autor utiliza a figura de linguagem da: 
Alternativas
Q3425372 Português
Os cientistas descobriram, então, que a textura e a composição do material não correspondiam àquelas vistas em tecidos moles fossilizados. 
No contexto apresentado, a palavra “então” atua como: 
Alternativas
Q3425370 Português
Diante disso, os cientistas defendem ser necessária uma maior cautela ao utilizar o T. antiquus em pesquisas futuras – o que pode ocorrer, já que o fóssil não é uma farsa completa. 
A palavra “que”, em sua primeira ocorrência, “(...) – o que pode ocorrer (...)”, desempenha o papel gramatical de: 
Alternativas
Q3425368 Português

Cientistas descobrem que famoso fóssil nos alpes italianos é uma “farsa”

Durante décadas, espécime se destacou por supostamente ter tecidos moles fossilizados. Porém, novo artigo indica que partes do material são artificiais 


Em 1931, pesquisadores encontraram um fóssil de 280 milhões de anos nos alpes italianos. Denominado Tridentinosaurus antiquus, o espécime de réptil ficou famoso por sua preservação: ao redor do corpo, havia um contorno escuro que corresponderia a tecidos moles. No entanto, um artigo publicado na revista Palaeontology na última quinta-feira (15) demonstra que o material é, em partes, uma farsa. 

“Tecidos moles fossilizados são raros, mas, quando encontrados, podem revelar importantes informações biológicas – como a coloração externa, a anatomia interna e a fisiologia”, explica, em nota, Valentina Rossi, principal autora do estudo. 

Apesar de chamar atenção, o Tridentinosaurus antiquus nunca tinha sido examinado em detalhes. Ele foi colocado no grupo de répteis Protorosauria, mas outros dados, como posição filogenética e detalhes sobre sua história geológica, não eram conhecidos e intrigaram paleontólogos por décadas. 

Com o objetivo de obter informações paleobiológicas relevantes, a equipe liderada por Rossi conduziu uma série de análises do T. antiquus. Foram utilizadas técnicas que envolvem luz ultravioleta, microscopia, modelos 3D, entre outras ferramentas. Os cientistas descobriram, então, que a textura e a composição do material não correspondiam ‡quelas vistas em tecidos moles fossilizados. Eles concluíram que o contorno escuro ao redor do corpo do Tridentinosaurus antiquus não era tecido mole, mas um pigmento preto manufaturado. Ou seja, o contorno foi criado artificialmente. 

“A preservação peculiar do Tridentinosaurus intrigou especialistas por décadas. Agora, tudo faz sentido”, comenta Evelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo. “O que era descrito como pele carbonizada é apenas pintura”, afirma.

Diante disso, os cientistas defendem ser necessária uma maior cautela ao utilizar o T. antiquus em pesquisas futuras – o que pode ocorrer, já que o fóssil não È uma farsa completa. Ossos dos membros inferiores, principalmente os fêmures, parecem genuínos (apesar de não muito preservados). E há também pequenas escamas ósseas, similares às dos crocodilos, no que seriam as costas do animal. 


Revista Galileu. Disponível em  <https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2024/02/cientistas-descobrem-que-famoso-fossil-nos-alpes-italianos-e-uma-farsa.ghtml>

Considere o excerto: “Durante décadas, espécime se destacou por supostamente ter tecidos moles fossilizados.” Nesse contexto, a palavra “se” desempenha o papel gramatical de: 
Alternativas
Q3425367 Português

Cientistas descobrem que famoso fóssil nos alpes italianos é uma “farsa”

Durante décadas, espécime se destacou por supostamente ter tecidos moles fossilizados. Porém, novo artigo indica que partes do material são artificiais 


Em 1931, pesquisadores encontraram um fóssil de 280 milhões de anos nos alpes italianos. Denominado Tridentinosaurus antiquus, o espécime de réptil ficou famoso por sua preservação: ao redor do corpo, havia um contorno escuro que corresponderia a tecidos moles. No entanto, um artigo publicado na revista Palaeontology na última quinta-feira (15) demonstra que o material é, em partes, uma farsa. 

“Tecidos moles fossilizados são raros, mas, quando encontrados, podem revelar importantes informações biológicas – como a coloração externa, a anatomia interna e a fisiologia”, explica, em nota, Valentina Rossi, principal autora do estudo. 

Apesar de chamar atenção, o Tridentinosaurus antiquus nunca tinha sido examinado em detalhes. Ele foi colocado no grupo de répteis Protorosauria, mas outros dados, como posição filogenética e detalhes sobre sua história geológica, não eram conhecidos e intrigaram paleontólogos por décadas. 

Com o objetivo de obter informações paleobiológicas relevantes, a equipe liderada por Rossi conduziu uma série de análises do T. antiquus. Foram utilizadas técnicas que envolvem luz ultravioleta, microscopia, modelos 3D, entre outras ferramentas. Os cientistas descobriram, então, que a textura e a composição do material não correspondiam ‡quelas vistas em tecidos moles fossilizados. Eles concluíram que o contorno escuro ao redor do corpo do Tridentinosaurus antiquus não era tecido mole, mas um pigmento preto manufaturado. Ou seja, o contorno foi criado artificialmente. 

“A preservação peculiar do Tridentinosaurus intrigou especialistas por décadas. Agora, tudo faz sentido”, comenta Evelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo. “O que era descrito como pele carbonizada é apenas pintura”, afirma.

Diante disso, os cientistas defendem ser necessária uma maior cautela ao utilizar o T. antiquus em pesquisas futuras – o que pode ocorrer, já que o fóssil não È uma farsa completa. Ossos dos membros inferiores, principalmente os fêmures, parecem genuínos (apesar de não muito preservados). E há também pequenas escamas ósseas, similares às dos crocodilos, no que seriam as costas do animal. 


Revista Galileu. Disponível em  <https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2024/02/cientistas-descobrem-que-famoso-fossil-nos-alpes-italianos-e-uma-farsa.ghtml>

Considere o excerto a seguir: “‘A preservação peculiar do Tridentinosaurus intrigou especialistas por décadas. Agora, tudo faz sentido’, comenta Evelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo.” Em discurso indireto, o excerto apresentado deve ser reescrito da seguinte forma: 
Alternativas
Q3425366 Português

Cientistas descobrem que famoso fóssil nos alpes italianos é uma “farsa”

Durante décadas, espécime se destacou por supostamente ter tecidos moles fossilizados. Porém, novo artigo indica que partes do material são artificiais 


Em 1931, pesquisadores encontraram um fóssil de 280 milhões de anos nos alpes italianos. Denominado Tridentinosaurus antiquus, o espécime de réptil ficou famoso por sua preservação: ao redor do corpo, havia um contorno escuro que corresponderia a tecidos moles. No entanto, um artigo publicado na revista Palaeontology na última quinta-feira (15) demonstra que o material é, em partes, uma farsa. 

“Tecidos moles fossilizados são raros, mas, quando encontrados, podem revelar importantes informações biológicas – como a coloração externa, a anatomia interna e a fisiologia”, explica, em nota, Valentina Rossi, principal autora do estudo. 

Apesar de chamar atenção, o Tridentinosaurus antiquus nunca tinha sido examinado em detalhes. Ele foi colocado no grupo de répteis Protorosauria, mas outros dados, como posição filogenética e detalhes sobre sua história geológica, não eram conhecidos e intrigaram paleontólogos por décadas. 

Com o objetivo de obter informações paleobiológicas relevantes, a equipe liderada por Rossi conduziu uma série de análises do T. antiquus. Foram utilizadas técnicas que envolvem luz ultravioleta, microscopia, modelos 3D, entre outras ferramentas. Os cientistas descobriram, então, que a textura e a composição do material não correspondiam ‡quelas vistas em tecidos moles fossilizados. Eles concluíram que o contorno escuro ao redor do corpo do Tridentinosaurus antiquus não era tecido mole, mas um pigmento preto manufaturado. Ou seja, o contorno foi criado artificialmente. 

“A preservação peculiar do Tridentinosaurus intrigou especialistas por décadas. Agora, tudo faz sentido”, comenta Evelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo. “O que era descrito como pele carbonizada é apenas pintura”, afirma.

Diante disso, os cientistas defendem ser necessária uma maior cautela ao utilizar o T. antiquus em pesquisas futuras – o que pode ocorrer, já que o fóssil não È uma farsa completa. Ossos dos membros inferiores, principalmente os fêmures, parecem genuínos (apesar de não muito preservados). E há também pequenas escamas ósseas, similares às dos crocodilos, no que seriam as costas do animal. 


Revista Galileu. Disponível em  <https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2024/02/cientistas-descobrem-que-famoso-fossil-nos-alpes-italianos-e-uma-farsa.ghtml>

De acordo com o texto, é correto afirmar que: 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Avança SP Órgão: FSPSS Prova: Avança SP - 2024 - FSPSS - Office Boy |
Q3425203 Português
Assinale a alternativa que apresenta o uso correto da crase: 
Alternativas
Respostas
41761: D
41762: A
41763: B
41764: C
41765: D
41766: A
41767: C
41768: A
41769: B
41770: D
41771: A
41772: D
41773: B
41774: A
41775: D
41776: C
41777: D
41778: B
41779: C
41780: B