Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3445278 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


A mulher avulsa é um enigma

    Escutei de uma funcionária de uma indústria automotiva. “Depois de me separar, fiquei mais de 10 anos sem namorar. Minhas amigas não se conformavam, viviam perguntando: e aí, onde estão os crushs, vai ficar sozinha para sempre? Como insistiam nisso. Não aceitavam que eu estivesse legal comigo mesma. Até que conheci um cara e a gente começou a se relacionar. Parecia que eu tinha ganhado na loteria. Elas diziam: agora sim! Você está muito melhor!! Como podiam saber se eu estava melhor?”

    Elementar: as amigas estavam falando delas mesmas. Elas, sim, agora se sentiam melhores. Uma mulher solta no bando é sempre inquietante.

    Estimular as solteiras a formarem um par pode ser um carinho, mas também é um sintoma do medo que a sociedade tem das pessoas avulsas, principalmente se forem mulheres. As solteiras desapegaram do conceito arcaico de que uma mulher só tem valor com um homem do lado. Elas não topam qualquer arranjo para ter alguém. A solitude deixou de ser um bicho papão e ter filhos não é a única saída para dar sentido à vida: elas se sentem preenchidas pelo trabalho, pelas viagens, pelos livros e pelos amigos, inclusive aqueles que tentam “salvá-las” de tanta independência. A estrutura social do casal ainda embute a ideia de adequação, enquadramento – duas pessoas com o destino entrelaçado parecem previsíveis, nenhum susto virá dali.

    Já a mulher avulsa é um enigma. O que faz, do que se alimenta, com quem acasala? Ela pode estar na cidade hoje e amanhã embarcar para a Índia. Não mora com ninguém, não dá satisfações, troca de planos em dois minutos. Se não tem um namorado, talvez tenha vários. Virgem Santíssima, e se ela seduzir nossos maridos?

    Case logo, criatura. Case para deixar de ser um risco aos nossos casamentos. Case para que você se vista de forma menos extravagante e engorde um pouco. Para que você não nos faça lembrar de como era boa a liberdade de ir e vir, e de como a vida era mais barata quando não tínhamos que sustentar uma família. Case logo e tire esse sorriso do rosto, não fique escancarando que é possível ser feliz sozinha. Case e vamos jantar a quatro numa cantina, porque mesa com três pessoas desequilibra a ordem social. Case e contribua para a conversa da turma com as queixas habituais, em vez de falar sobre filmes que não vimos, cursos que não fizemos e noites bem dormidas, sem ninguém roncando ao lado. Não nos irrite.

    Parece assunto do século passado, mas ainda há quem não sossegue antes de apresentar um bom partido para a coitada da amiga solteira, aquela que finge que está tudo bem. É CLARO QUE ELA ESTÁ MENTINDO!! Calma, não grite. Evite o descontrole. Eu sei, é um stress essa gente que se faz de moderna.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Correlacione as atitudes descritas no texto às suas implicações sociais:

(1) Pressionar amigas solteiras a casarem.
(2) Valorizar a independência pessoal.
(3) Encarar a solteirice como um problema.
(4) Celebrar a entrada em um relacionamento amoroso.

(a) Reforça estereótipos sobre o papel da mulher na sociedade.
(b) Promove uma visão moderna da autonomia feminina.
(c) Indica uma tentativa de alinhar as solteiras às expectativas culturais.
(d) Manifesta a influência da cultura do casamento sobre a identidade feminina.

Qual alternativa apresenta a correta relação entre as colunas?
Alternativas
Q3445277 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


A mulher avulsa é um enigma

    Escutei de uma funcionária de uma indústria automotiva. “Depois de me separar, fiquei mais de 10 anos sem namorar. Minhas amigas não se conformavam, viviam perguntando: e aí, onde estão os crushs, vai ficar sozinha para sempre? Como insistiam nisso. Não aceitavam que eu estivesse legal comigo mesma. Até que conheci um cara e a gente começou a se relacionar. Parecia que eu tinha ganhado na loteria. Elas diziam: agora sim! Você está muito melhor!! Como podiam saber se eu estava melhor?”

    Elementar: as amigas estavam falando delas mesmas. Elas, sim, agora se sentiam melhores. Uma mulher solta no bando é sempre inquietante.

    Estimular as solteiras a formarem um par pode ser um carinho, mas também é um sintoma do medo que a sociedade tem das pessoas avulsas, principalmente se forem mulheres. As solteiras desapegaram do conceito arcaico de que uma mulher só tem valor com um homem do lado. Elas não topam qualquer arranjo para ter alguém. A solitude deixou de ser um bicho papão e ter filhos não é a única saída para dar sentido à vida: elas se sentem preenchidas pelo trabalho, pelas viagens, pelos livros e pelos amigos, inclusive aqueles que tentam “salvá-las” de tanta independência. A estrutura social do casal ainda embute a ideia de adequação, enquadramento – duas pessoas com o destino entrelaçado parecem previsíveis, nenhum susto virá dali.

    Já a mulher avulsa é um enigma. O que faz, do que se alimenta, com quem acasala? Ela pode estar na cidade hoje e amanhã embarcar para a Índia. Não mora com ninguém, não dá satisfações, troca de planos em dois minutos. Se não tem um namorado, talvez tenha vários. Virgem Santíssima, e se ela seduzir nossos maridos?

    Case logo, criatura. Case para deixar de ser um risco aos nossos casamentos. Case para que você se vista de forma menos extravagante e engorde um pouco. Para que você não nos faça lembrar de como era boa a liberdade de ir e vir, e de como a vida era mais barata quando não tínhamos que sustentar uma família. Case logo e tire esse sorriso do rosto, não fique escancarando que é possível ser feliz sozinha. Case e vamos jantar a quatro numa cantina, porque mesa com três pessoas desequilibra a ordem social. Case e contribua para a conversa da turma com as queixas habituais, em vez de falar sobre filmes que não vimos, cursos que não fizemos e noites bem dormidas, sem ninguém roncando ao lado. Não nos irrite.

    Parece assunto do século passado, mas ainda há quem não sossegue antes de apresentar um bom partido para a coitada da amiga solteira, aquela que finge que está tudo bem. É CLARO QUE ELA ESTÁ MENTINDO!! Calma, não grite. Evite o descontrole. Eu sei, é um stress essa gente que se faz de moderna.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
No texto, as amigas da protagonista ___________ sua solteirice como uma fase temporária e ___________ quando ela começa um relacionamento, ilustrando ___________.

Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas acima?
Alternativas
Q3445276 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


A mulher avulsa é um enigma

    Escutei de uma funcionária de uma indústria automotiva. “Depois de me separar, fiquei mais de 10 anos sem namorar. Minhas amigas não se conformavam, viviam perguntando: e aí, onde estão os crushs, vai ficar sozinha para sempre? Como insistiam nisso. Não aceitavam que eu estivesse legal comigo mesma. Até que conheci um cara e a gente começou a se relacionar. Parecia que eu tinha ganhado na loteria. Elas diziam: agora sim! Você está muito melhor!! Como podiam saber se eu estava melhor?”

    Elementar: as amigas estavam falando delas mesmas. Elas, sim, agora se sentiam melhores. Uma mulher solta no bando é sempre inquietante.

    Estimular as solteiras a formarem um par pode ser um carinho, mas também é um sintoma do medo que a sociedade tem das pessoas avulsas, principalmente se forem mulheres. As solteiras desapegaram do conceito arcaico de que uma mulher só tem valor com um homem do lado. Elas não topam qualquer arranjo para ter alguém. A solitude deixou de ser um bicho papão e ter filhos não é a única saída para dar sentido à vida: elas se sentem preenchidas pelo trabalho, pelas viagens, pelos livros e pelos amigos, inclusive aqueles que tentam “salvá-las” de tanta independência. A estrutura social do casal ainda embute a ideia de adequação, enquadramento – duas pessoas com o destino entrelaçado parecem previsíveis, nenhum susto virá dali.

    Já a mulher avulsa é um enigma. O que faz, do que se alimenta, com quem acasala? Ela pode estar na cidade hoje e amanhã embarcar para a Índia. Não mora com ninguém, não dá satisfações, troca de planos em dois minutos. Se não tem um namorado, talvez tenha vários. Virgem Santíssima, e se ela seduzir nossos maridos?

    Case logo, criatura. Case para deixar de ser um risco aos nossos casamentos. Case para que você se vista de forma menos extravagante e engorde um pouco. Para que você não nos faça lembrar de como era boa a liberdade de ir e vir, e de como a vida era mais barata quando não tínhamos que sustentar uma família. Case logo e tire esse sorriso do rosto, não fique escancarando que é possível ser feliz sozinha. Case e vamos jantar a quatro numa cantina, porque mesa com três pessoas desequilibra a ordem social. Case e contribua para a conversa da turma com as queixas habituais, em vez de falar sobre filmes que não vimos, cursos que não fizemos e noites bem dormidas, sem ninguém roncando ao lado. Não nos irrite.

    Parece assunto do século passado, mas ainda há quem não sossegue antes de apresentar um bom partido para a coitada da amiga solteira, aquela que finge que está tudo bem. É CLARO QUE ELA ESTÁ MENTINDO!! Calma, não grite. Evite o descontrole. Eu sei, é um stress essa gente que se faz de moderna.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
A autora utiliza a expressão "Case logo, criatura" como um meio de:
Alternativas
Q3445275 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


A mulher avulsa é um enigma

    Escutei de uma funcionária de uma indústria automotiva. “Depois de me separar, fiquei mais de 10 anos sem namorar. Minhas amigas não se conformavam, viviam perguntando: e aí, onde estão os crushs, vai ficar sozinha para sempre? Como insistiam nisso. Não aceitavam que eu estivesse legal comigo mesma. Até que conheci um cara e a gente começou a se relacionar. Parecia que eu tinha ganhado na loteria. Elas diziam: agora sim! Você está muito melhor!! Como podiam saber se eu estava melhor?”

    Elementar: as amigas estavam falando delas mesmas. Elas, sim, agora se sentiam melhores. Uma mulher solta no bando é sempre inquietante.

    Estimular as solteiras a formarem um par pode ser um carinho, mas também é um sintoma do medo que a sociedade tem das pessoas avulsas, principalmente se forem mulheres. As solteiras desapegaram do conceito arcaico de que uma mulher só tem valor com um homem do lado. Elas não topam qualquer arranjo para ter alguém. A solitude deixou de ser um bicho papão e ter filhos não é a única saída para dar sentido à vida: elas se sentem preenchidas pelo trabalho, pelas viagens, pelos livros e pelos amigos, inclusive aqueles que tentam “salvá-las” de tanta independência. A estrutura social do casal ainda embute a ideia de adequação, enquadramento – duas pessoas com o destino entrelaçado parecem previsíveis, nenhum susto virá dali.

    Já a mulher avulsa é um enigma. O que faz, do que se alimenta, com quem acasala? Ela pode estar na cidade hoje e amanhã embarcar para a Índia. Não mora com ninguém, não dá satisfações, troca de planos em dois minutos. Se não tem um namorado, talvez tenha vários. Virgem Santíssima, e se ela seduzir nossos maridos?

    Case logo, criatura. Case para deixar de ser um risco aos nossos casamentos. Case para que você se vista de forma menos extravagante e engorde um pouco. Para que você não nos faça lembrar de como era boa a liberdade de ir e vir, e de como a vida era mais barata quando não tínhamos que sustentar uma família. Case logo e tire esse sorriso do rosto, não fique escancarando que é possível ser feliz sozinha. Case e vamos jantar a quatro numa cantina, porque mesa com três pessoas desequilibra a ordem social. Case e contribua para a conversa da turma com as queixas habituais, em vez de falar sobre filmes que não vimos, cursos que não fizemos e noites bem dormidas, sem ninguém roncando ao lado. Não nos irrite.

    Parece assunto do século passado, mas ainda há quem não sossegue antes de apresentar um bom partido para a coitada da amiga solteira, aquela que finge que está tudo bem. É CLARO QUE ELA ESTÁ MENTINDO!! Calma, não grite. Evite o descontrole. Eu sei, é um stress essa gente que se faz de moderna.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Na oração "Depois de me separar, fiquei mais de 10 anos sem namorar", as palavras "separar" e "namorar" consistem em verbos no: 
Alternativas
Q3445274 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


A mulher avulsa é um enigma

    Escutei de uma funcionária de uma indústria automotiva. “Depois de me separar, fiquei mais de 10 anos sem namorar. Minhas amigas não se conformavam, viviam perguntando: e aí, onde estão os crushs, vai ficar sozinha para sempre? Como insistiam nisso. Não aceitavam que eu estivesse legal comigo mesma. Até que conheci um cara e a gente começou a se relacionar. Parecia que eu tinha ganhado na loteria. Elas diziam: agora sim! Você está muito melhor!! Como podiam saber se eu estava melhor?”

    Elementar: as amigas estavam falando delas mesmas. Elas, sim, agora se sentiam melhores. Uma mulher solta no bando é sempre inquietante.

    Estimular as solteiras a formarem um par pode ser um carinho, mas também é um sintoma do medo que a sociedade tem das pessoas avulsas, principalmente se forem mulheres. As solteiras desapegaram do conceito arcaico de que uma mulher só tem valor com um homem do lado. Elas não topam qualquer arranjo para ter alguém. A solitude deixou de ser um bicho papão e ter filhos não é a única saída para dar sentido à vida: elas se sentem preenchidas pelo trabalho, pelas viagens, pelos livros e pelos amigos, inclusive aqueles que tentam “salvá-las” de tanta independência. A estrutura social do casal ainda embute a ideia de adequação, enquadramento – duas pessoas com o destino entrelaçado parecem previsíveis, nenhum susto virá dali.

    Já a mulher avulsa é um enigma. O que faz, do que se alimenta, com quem acasala? Ela pode estar na cidade hoje e amanhã embarcar para a Índia. Não mora com ninguém, não dá satisfações, troca de planos em dois minutos. Se não tem um namorado, talvez tenha vários. Virgem Santíssima, e se ela seduzir nossos maridos?

    Case logo, criatura. Case para deixar de ser um risco aos nossos casamentos. Case para que você se vista de forma menos extravagante e engorde um pouco. Para que você não nos faça lembrar de como era boa a liberdade de ir e vir, e de como a vida era mais barata quando não tínhamos que sustentar uma família. Case logo e tire esse sorriso do rosto, não fique escancarando que é possível ser feliz sozinha. Case e vamos jantar a quatro numa cantina, porque mesa com três pessoas desequilibra a ordem social. Case e contribua para a conversa da turma com as queixas habituais, em vez de falar sobre filmes que não vimos, cursos que não fizemos e noites bem dormidas, sem ninguém roncando ao lado. Não nos irrite.

    Parece assunto do século passado, mas ainda há quem não sossegue antes de apresentar um bom partido para a coitada da amiga solteira, aquela que finge que está tudo bem. É CLARO QUE ELA ESTÁ MENTINDO!! Calma, não grite. Evite o descontrole. Eu sei, é um stress essa gente que se faz de moderna.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
No contexto do texto, a "mulher avulsa" é vista como um enigma porque:
Alternativas
Q3445273 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


A mulher avulsa é um enigma

    Escutei de uma funcionária de uma indústria automotiva. “Depois de me separar, fiquei mais de 10 anos sem namorar. Minhas amigas não se conformavam, viviam perguntando: e aí, onde estão os crushs, vai ficar sozinha para sempre? Como insistiam nisso. Não aceitavam que eu estivesse legal comigo mesma. Até que conheci um cara e a gente começou a se relacionar. Parecia que eu tinha ganhado na loteria. Elas diziam: agora sim! Você está muito melhor!! Como podiam saber se eu estava melhor?”

    Elementar: as amigas estavam falando delas mesmas. Elas, sim, agora se sentiam melhores. Uma mulher solta no bando é sempre inquietante.

    Estimular as solteiras a formarem um par pode ser um carinho, mas também é um sintoma do medo que a sociedade tem das pessoas avulsas, principalmente se forem mulheres. As solteiras desapegaram do conceito arcaico de que uma mulher só tem valor com um homem do lado. Elas não topam qualquer arranjo para ter alguém. A solitude deixou de ser um bicho papão e ter filhos não é a única saída para dar sentido à vida: elas se sentem preenchidas pelo trabalho, pelas viagens, pelos livros e pelos amigos, inclusive aqueles que tentam “salvá-las” de tanta independência. A estrutura social do casal ainda embute a ideia de adequação, enquadramento – duas pessoas com o destino entrelaçado parecem previsíveis, nenhum susto virá dali.

    Já a mulher avulsa é um enigma. O que faz, do que se alimenta, com quem acasala? Ela pode estar na cidade hoje e amanhã embarcar para a Índia. Não mora com ninguém, não dá satisfações, troca de planos em dois minutos. Se não tem um namorado, talvez tenha vários. Virgem Santíssima, e se ela seduzir nossos maridos?

    Case logo, criatura. Case para deixar de ser um risco aos nossos casamentos. Case para que você se vista de forma menos extravagante e engorde um pouco. Para que você não nos faça lembrar de como era boa a liberdade de ir e vir, e de como a vida era mais barata quando não tínhamos que sustentar uma família. Case logo e tire esse sorriso do rosto, não fique escancarando que é possível ser feliz sozinha. Case e vamos jantar a quatro numa cantina, porque mesa com três pessoas desequilibra a ordem social. Case e contribua para a conversa da turma com as queixas habituais, em vez de falar sobre filmes que não vimos, cursos que não fizemos e noites bem dormidas, sem ninguém roncando ao lado. Não nos irrite.

    Parece assunto do século passado, mas ainda há quem não sossegue antes de apresentar um bom partido para a coitada da amiga solteira, aquela que finge que está tudo bem. É CLARO QUE ELA ESTÁ MENTINDO!! Calma, não grite. Evite o descontrole. Eu sei, é um stress essa gente que se faz de moderna.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Relacione os elementos mencionados no texto à ideia que representam dentro da narrativa:

(1) Casamento
(2) Solitude
(3) Pressão social
(4) Liberdade

(a) Visto como solução para a "ameaça" que a independência feminina representa.
(b) Encarada como condição indesejável por muitos, mas valorizada pelas mulheres solteiras.
(c) Força motriz por trás da insistência em que as mulheres solteiras encontrem um parceiro.
(d) Aspecto da vida que é restringido pela conformidade com as expectativas sociais.

Qual alternativa apresenta a correta relação entre as colunas?
Alternativas
Q3445272 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


A mulher avulsa é um enigma

    Escutei de uma funcionária de uma indústria automotiva. “Depois de me separar, fiquei mais de 10 anos sem namorar. Minhas amigas não se conformavam, viviam perguntando: e aí, onde estão os crushs, vai ficar sozinha para sempre? Como insistiam nisso. Não aceitavam que eu estivesse legal comigo mesma. Até que conheci um cara e a gente começou a se relacionar. Parecia que eu tinha ganhado na loteria. Elas diziam: agora sim! Você está muito melhor!! Como podiam saber se eu estava melhor?”

    Elementar: as amigas estavam falando delas mesmas. Elas, sim, agora se sentiam melhores. Uma mulher solta no bando é sempre inquietante.

    Estimular as solteiras a formarem um par pode ser um carinho, mas também é um sintoma do medo que a sociedade tem das pessoas avulsas, principalmente se forem mulheres. As solteiras desapegaram do conceito arcaico de que uma mulher só tem valor com um homem do lado. Elas não topam qualquer arranjo para ter alguém. A solitude deixou de ser um bicho papão e ter filhos não é a única saída para dar sentido à vida: elas se sentem preenchidas pelo trabalho, pelas viagens, pelos livros e pelos amigos, inclusive aqueles que tentam “salvá-las” de tanta independência. A estrutura social do casal ainda embute a ideia de adequação, enquadramento – duas pessoas com o destino entrelaçado parecem previsíveis, nenhum susto virá dali.

    Já a mulher avulsa é um enigma. O que faz, do que se alimenta, com quem acasala? Ela pode estar na cidade hoje e amanhã embarcar para a Índia. Não mora com ninguém, não dá satisfações, troca de planos em dois minutos. Se não tem um namorado, talvez tenha vários. Virgem Santíssima, e se ela seduzir nossos maridos?

    Case logo, criatura. Case para deixar de ser um risco aos nossos casamentos. Case para que você se vista de forma menos extravagante e engorde um pouco. Para que você não nos faça lembrar de como era boa a liberdade de ir e vir, e de como a vida era mais barata quando não tínhamos que sustentar uma família. Case logo e tire esse sorriso do rosto, não fique escancarando que é possível ser feliz sozinha. Case e vamos jantar a quatro numa cantina, porque mesa com três pessoas desequilibra a ordem social. Case e contribua para a conversa da turma com as queixas habituais, em vez de falar sobre filmes que não vimos, cursos que não fizemos e noites bem dormidas, sem ninguém roncando ao lado. Não nos irrite.

    Parece assunto do século passado, mas ainda há quem não sossegue antes de apresentar um bom partido para a coitada da amiga solteira, aquela que finge que está tudo bem. É CLARO QUE ELA ESTÁ MENTINDO!! Calma, não grite. Evite o descontrole. Eu sei, é um stress essa gente que se faz de moderna.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Considerando as percepções sociais sobre a mulher solteira retratadas no texto de Martha Medeiros, avalie as seguintes afirmações:

I. A independência das mulheres solteiras é celebrada e encorajada pela maioria das sociedades contemporâneas.
II. Existe uma ideia arcaica de que o valor da mulher está associado à presença de um parceiro ao seu lado.
III. A pressão para que as mulheres solteiras encontrem um parceiro origina-se de um desejo de garantir a felicidade delas.
IV. A autora sugere que a autenticidade e a satisfação pessoal das mulheres solteiras desafiam as normas sociais estabelecidas.

Está correto o que se afirma em:  
Alternativas
Q3445245 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo

    Acordo cansada. Me deito cansada. Entre os extremos do dia, evito que meus pensamentos sejam infectados pela fadiga. De manhã, ergo pesos de quatro quilos, 15 repetições, agacho, levanto, só mais 300 abdominais. Em seguida, percorro os corredores do supermercado contando os passos no aplicativo do celular e cruzo pela gôndola dos dietéticos sem me dar conta de que esqueci de pegar o chocolate 80% cacau – me obrigo a voltar e adiciono mais cem passos.

    Trabalho sentada, benção e castigo. Custo a me concentrar, ainda não consigo deixar o celular fora de alcance, duas horas se passaram e renderam meio parágrafo.

    Trânsito. Saio da garagem, escolho a playlist do dia – jazz, MPB, pop? – e a música me salva de gritar em meio ao congestionamento. Desolador cenário urbano: todos enlatados, a caminho de um encontro urgente que daqui a dois dias ninguém lembrará para que serviu.

    Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo. A família inteira, os amigos, os desconhecidos, as relações profissionais, minha melhor confidente e o gerente do banco têm o mesmo acesso direto a mim: o sinal avisa de cinco em cinco minutos que alguém está querendo me contatar e a gente se ilude que é importante.

    Preocupações. Não posso parar. Não devo. Tenho que vencer o dia, mesmo sabendo que é ele que vence sempre – ao anoitecer, fecho os olhos e mergulho num sono entrecortado. Durante a madrugada, em algum momento, desperto, talvez pela culpa de ter freado.

    White people problem. A polícia não me interceptará para averiguações. Não terei que pedir fiado no armazém. Não pegarei um ônibus lotado. Os privilégios se amontoam. Há uma pilha de livros para serem lidos, viagens a trabalho, uma filha morando no Exterior que acabei de visitar. Escrevo. Publico. Uma realidade bem mais excitante do que aquela que, na adolescência, eu projetava como razoável. Minha vida é extraordinária. E esgotante. Rara para alguns e comum a todo ser humano que não aguenta mais. Na hora de decidir se é você que está pirando ou é o mundo, que opção você crava?

    Sagrada e maldita tecnologia que veio para facilitar, mas cobra em troca a nossa alma. Eu só quero calma, tempo, fluidez. Menos responsabilidades, mais oceano, árvores, céu. Menos opiniões, mais olhares cálidos, risadas soltas, alegria descompromissada, aquela sem motivo.

    Quero me sentir livre da obrigação de existir para os outros, de me vestir para os sites, de parecer mais inteligente do que sou. Quero a expansão do nada, nenhuma sabedoria para vender. Sentir a eternidade deste momento, sem espiar o relógio digital instalado no meio da avenida. Sei bem que horas são. Estou a um minuto de um reencontro amoroso comigo, sem chance de me atrasar.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
No texto, a expressão "evito que meus pensamentos sejam infectados pela fadiga" utiliza a palavra "infectados" de forma figurada. Qual é o significado dessa escolha de palavras no contexto? 
Alternativas
Q3445244 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo

    Acordo cansada. Me deito cansada. Entre os extremos do dia, evito que meus pensamentos sejam infectados pela fadiga. De manhã, ergo pesos de quatro quilos, 15 repetições, agacho, levanto, só mais 300 abdominais. Em seguida, percorro os corredores do supermercado contando os passos no aplicativo do celular e cruzo pela gôndola dos dietéticos sem me dar conta de que esqueci de pegar o chocolate 80% cacau – me obrigo a voltar e adiciono mais cem passos.

    Trabalho sentada, benção e castigo. Custo a me concentrar, ainda não consigo deixar o celular fora de alcance, duas horas se passaram e renderam meio parágrafo.

    Trânsito. Saio da garagem, escolho a playlist do dia – jazz, MPB, pop? – e a música me salva de gritar em meio ao congestionamento. Desolador cenário urbano: todos enlatados, a caminho de um encontro urgente que daqui a dois dias ninguém lembrará para que serviu.

    Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo. A família inteira, os amigos, os desconhecidos, as relações profissionais, minha melhor confidente e o gerente do banco têm o mesmo acesso direto a mim: o sinal avisa de cinco em cinco minutos que alguém está querendo me contatar e a gente se ilude que é importante.

    Preocupações. Não posso parar. Não devo. Tenho que vencer o dia, mesmo sabendo que é ele que vence sempre – ao anoitecer, fecho os olhos e mergulho num sono entrecortado. Durante a madrugada, em algum momento, desperto, talvez pela culpa de ter freado.

    White people problem. A polícia não me interceptará para averiguações. Não terei que pedir fiado no armazém. Não pegarei um ônibus lotado. Os privilégios se amontoam. Há uma pilha de livros para serem lidos, viagens a trabalho, uma filha morando no Exterior que acabei de visitar. Escrevo. Publico. Uma realidade bem mais excitante do que aquela que, na adolescência, eu projetava como razoável. Minha vida é extraordinária. E esgotante. Rara para alguns e comum a todo ser humano que não aguenta mais. Na hora de decidir se é você que está pirando ou é o mundo, que opção você crava?

    Sagrada e maldita tecnologia que veio para facilitar, mas cobra em troca a nossa alma. Eu só quero calma, tempo, fluidez. Menos responsabilidades, mais oceano, árvores, céu. Menos opiniões, mais olhares cálidos, risadas soltas, alegria descompromissada, aquela sem motivo.

    Quero me sentir livre da obrigação de existir para os outros, de me vestir para os sites, de parecer mais inteligente do que sou. Quero a expansão do nada, nenhuma sabedoria para vender. Sentir a eternidade deste momento, sem espiar o relógio digital instalado no meio da avenida. Sei bem que horas são. Estou a um minuto de um reencontro amoroso comigo, sem chance de me atrasar.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Na palavra "INTELIGENTE", quantos fonemas estão presentes?
Alternativas
Q3445243 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo

    Acordo cansada. Me deito cansada. Entre os extremos do dia, evito que meus pensamentos sejam infectados pela fadiga. De manhã, ergo pesos de quatro quilos, 15 repetições, agacho, levanto, só mais 300 abdominais. Em seguida, percorro os corredores do supermercado contando os passos no aplicativo do celular e cruzo pela gôndola dos dietéticos sem me dar conta de que esqueci de pegar o chocolate 80% cacau – me obrigo a voltar e adiciono mais cem passos.

    Trabalho sentada, benção e castigo. Custo a me concentrar, ainda não consigo deixar o celular fora de alcance, duas horas se passaram e renderam meio parágrafo.

    Trânsito. Saio da garagem, escolho a playlist do dia – jazz, MPB, pop? – e a música me salva de gritar em meio ao congestionamento. Desolador cenário urbano: todos enlatados, a caminho de um encontro urgente que daqui a dois dias ninguém lembrará para que serviu.

    Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo. A família inteira, os amigos, os desconhecidos, as relações profissionais, minha melhor confidente e o gerente do banco têm o mesmo acesso direto a mim: o sinal avisa de cinco em cinco minutos que alguém está querendo me contatar e a gente se ilude que é importante.

    Preocupações. Não posso parar. Não devo. Tenho que vencer o dia, mesmo sabendo que é ele que vence sempre – ao anoitecer, fecho os olhos e mergulho num sono entrecortado. Durante a madrugada, em algum momento, desperto, talvez pela culpa de ter freado.

    White people problem. A polícia não me interceptará para averiguações. Não terei que pedir fiado no armazém. Não pegarei um ônibus lotado. Os privilégios se amontoam. Há uma pilha de livros para serem lidos, viagens a trabalho, uma filha morando no Exterior que acabei de visitar. Escrevo. Publico. Uma realidade bem mais excitante do que aquela que, na adolescência, eu projetava como razoável. Minha vida é extraordinária. E esgotante. Rara para alguns e comum a todo ser humano que não aguenta mais. Na hora de decidir se é você que está pirando ou é o mundo, que opção você crava?

    Sagrada e maldita tecnologia que veio para facilitar, mas cobra em troca a nossa alma. Eu só quero calma, tempo, fluidez. Menos responsabilidades, mais oceano, árvores, céu. Menos opiniões, mais olhares cálidos, risadas soltas, alegria descompromissada, aquela sem motivo.

    Quero me sentir livre da obrigação de existir para os outros, de me vestir para os sites, de parecer mais inteligente do que sou. Quero a expansão do nada, nenhuma sabedoria para vender. Sentir a eternidade deste momento, sem espiar o relógio digital instalado no meio da avenida. Sei bem que horas são. Estou a um minuto de um reencontro amoroso comigo, sem chance de me atrasar.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Quanto à disposição da sílaba tônica, a palavra "música" é classificada como ___________, da mesma forma que ___________.

Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas acima?
Alternativas
Q3445242 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo

    Acordo cansada. Me deito cansada. Entre os extremos do dia, evito que meus pensamentos sejam infectados pela fadiga. De manhã, ergo pesos de quatro quilos, 15 repetições, agacho, levanto, só mais 300 abdominais. Em seguida, percorro os corredores do supermercado contando os passos no aplicativo do celular e cruzo pela gôndola dos dietéticos sem me dar conta de que esqueci de pegar o chocolate 80% cacau – me obrigo a voltar e adiciono mais cem passos.

    Trabalho sentada, benção e castigo. Custo a me concentrar, ainda não consigo deixar o celular fora de alcance, duas horas se passaram e renderam meio parágrafo.

    Trânsito. Saio da garagem, escolho a playlist do dia – jazz, MPB, pop? – e a música me salva de gritar em meio ao congestionamento. Desolador cenário urbano: todos enlatados, a caminho de um encontro urgente que daqui a dois dias ninguém lembrará para que serviu.

    Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo. A família inteira, os amigos, os desconhecidos, as relações profissionais, minha melhor confidente e o gerente do banco têm o mesmo acesso direto a mim: o sinal avisa de cinco em cinco minutos que alguém está querendo me contatar e a gente se ilude que é importante.

    Preocupações. Não posso parar. Não devo. Tenho que vencer o dia, mesmo sabendo que é ele que vence sempre – ao anoitecer, fecho os olhos e mergulho num sono entrecortado. Durante a madrugada, em algum momento, desperto, talvez pela culpa de ter freado.

    White people problem. A polícia não me interceptará para averiguações. Não terei que pedir fiado no armazém. Não pegarei um ônibus lotado. Os privilégios se amontoam. Há uma pilha de livros para serem lidos, viagens a trabalho, uma filha morando no Exterior que acabei de visitar. Escrevo. Publico. Uma realidade bem mais excitante do que aquela que, na adolescência, eu projetava como razoável. Minha vida é extraordinária. E esgotante. Rara para alguns e comum a todo ser humano que não aguenta mais. Na hora de decidir se é você que está pirando ou é o mundo, que opção você crava?

    Sagrada e maldita tecnologia que veio para facilitar, mas cobra em troca a nossa alma. Eu só quero calma, tempo, fluidez. Menos responsabilidades, mais oceano, árvores, céu. Menos opiniões, mais olhares cálidos, risadas soltas, alegria descompromissada, aquela sem motivo.

    Quero me sentir livre da obrigação de existir para os outros, de me vestir para os sites, de parecer mais inteligente do que sou. Quero a expansão do nada, nenhuma sabedoria para vender. Sentir a eternidade deste momento, sem espiar o relógio digital instalado no meio da avenida. Sei bem que horas são. Estou a um minuto de um reencontro amoroso comigo, sem chance de me atrasar.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
No trecho "eu projetava como razoável", o verbo "projetava" está em qual tempo e modo verbal? 
Alternativas
Q3445241 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo

    Acordo cansada. Me deito cansada. Entre os extremos do dia, evito que meus pensamentos sejam infectados pela fadiga. De manhã, ergo pesos de quatro quilos, 15 repetições, agacho, levanto, só mais 300 abdominais. Em seguida, percorro os corredores do supermercado contando os passos no aplicativo do celular e cruzo pela gôndola dos dietéticos sem me dar conta de que esqueci de pegar o chocolate 80% cacau – me obrigo a voltar e adiciono mais cem passos.

    Trabalho sentada, benção e castigo. Custo a me concentrar, ainda não consigo deixar o celular fora de alcance, duas horas se passaram e renderam meio parágrafo.

    Trânsito. Saio da garagem, escolho a playlist do dia – jazz, MPB, pop? – e a música me salva de gritar em meio ao congestionamento. Desolador cenário urbano: todos enlatados, a caminho de um encontro urgente que daqui a dois dias ninguém lembrará para que serviu.

    Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo. A família inteira, os amigos, os desconhecidos, as relações profissionais, minha melhor confidente e o gerente do banco têm o mesmo acesso direto a mim: o sinal avisa de cinco em cinco minutos que alguém está querendo me contatar e a gente se ilude que é importante.

    Preocupações. Não posso parar. Não devo. Tenho que vencer o dia, mesmo sabendo que é ele que vence sempre – ao anoitecer, fecho os olhos e mergulho num sono entrecortado. Durante a madrugada, em algum momento, desperto, talvez pela culpa de ter freado.

    White people problem. A polícia não me interceptará para averiguações. Não terei que pedir fiado no armazém. Não pegarei um ônibus lotado. Os privilégios se amontoam. Há uma pilha de livros para serem lidos, viagens a trabalho, uma filha morando no Exterior que acabei de visitar. Escrevo. Publico. Uma realidade bem mais excitante do que aquela que, na adolescência, eu projetava como razoável. Minha vida é extraordinária. E esgotante. Rara para alguns e comum a todo ser humano que não aguenta mais. Na hora de decidir se é você que está pirando ou é o mundo, que opção você crava?

    Sagrada e maldita tecnologia que veio para facilitar, mas cobra em troca a nossa alma. Eu só quero calma, tempo, fluidez. Menos responsabilidades, mais oceano, árvores, céu. Menos opiniões, mais olhares cálidos, risadas soltas, alegria descompromissada, aquela sem motivo.

    Quero me sentir livre da obrigação de existir para os outros, de me vestir para os sites, de parecer mais inteligente do que sou. Quero a expansão do nada, nenhuma sabedoria para vender. Sentir a eternidade deste momento, sem espiar o relógio digital instalado no meio da avenida. Sei bem que horas são. Estou a um minuto de um reencontro amoroso comigo, sem chance de me atrasar.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
No trecho adaptado "A família inteira tem o mesmo acesso direto a mim", qual é o sujeito da oração?
Alternativas
Q3445239 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo

    Acordo cansada. Me deito cansada. Entre os extremos do dia, evito que meus pensamentos sejam infectados pela fadiga. De manhã, ergo pesos de quatro quilos, 15 repetições, agacho, levanto, só mais 300 abdominais. Em seguida, percorro os corredores do supermercado contando os passos no aplicativo do celular e cruzo pela gôndola dos dietéticos sem me dar conta de que esqueci de pegar o chocolate 80% cacau – me obrigo a voltar e adiciono mais cem passos.

    Trabalho sentada, benção e castigo. Custo a me concentrar, ainda não consigo deixar o celular fora de alcance, duas horas se passaram e renderam meio parágrafo.

    Trânsito. Saio da garagem, escolho a playlist do dia – jazz, MPB, pop? – e a música me salva de gritar em meio ao congestionamento. Desolador cenário urbano: todos enlatados, a caminho de um encontro urgente que daqui a dois dias ninguém lembrará para que serviu.

    Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo. A família inteira, os amigos, os desconhecidos, as relações profissionais, minha melhor confidente e o gerente do banco têm o mesmo acesso direto a mim: o sinal avisa de cinco em cinco minutos que alguém está querendo me contatar e a gente se ilude que é importante.

    Preocupações. Não posso parar. Não devo. Tenho que vencer o dia, mesmo sabendo que é ele que vence sempre – ao anoitecer, fecho os olhos e mergulho num sono entrecortado. Durante a madrugada, em algum momento, desperto, talvez pela culpa de ter freado.

    White people problem. A polícia não me interceptará para averiguações. Não terei que pedir fiado no armazém. Não pegarei um ônibus lotado. Os privilégios se amontoam. Há uma pilha de livros para serem lidos, viagens a trabalho, uma filha morando no Exterior que acabei de visitar. Escrevo. Publico. Uma realidade bem mais excitante do que aquela que, na adolescência, eu projetava como razoável. Minha vida é extraordinária. E esgotante. Rara para alguns e comum a todo ser humano que não aguenta mais. Na hora de decidir se é você que está pirando ou é o mundo, que opção você crava?

    Sagrada e maldita tecnologia que veio para facilitar, mas cobra em troca a nossa alma. Eu só quero calma, tempo, fluidez. Menos responsabilidades, mais oceano, árvores, céu. Menos opiniões, mais olhares cálidos, risadas soltas, alegria descompromissada, aquela sem motivo.

    Quero me sentir livre da obrigação de existir para os outros, de me vestir para os sites, de parecer mais inteligente do que sou. Quero a expansão do nada, nenhuma sabedoria para vender. Sentir a eternidade deste momento, sem espiar o relógio digital instalado no meio da avenida. Sei bem que horas são. Estou a um minuto de um reencontro amoroso comigo, sem chance de me atrasar.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Qual alternativa apresenta, respectivamente, o número de dígrafos presentes nas palavras “TRABALHO”, “HORA” e “descompromissada”? 
Alternativas
Q3445238 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo

    Acordo cansada. Me deito cansada. Entre os extremos do dia, evito que meus pensamentos sejam infectados pela fadiga. De manhã, ergo pesos de quatro quilos, 15 repetições, agacho, levanto, só mais 300 abdominais. Em seguida, percorro os corredores do supermercado contando os passos no aplicativo do celular e cruzo pela gôndola dos dietéticos sem me dar conta de que esqueci de pegar o chocolate 80% cacau – me obrigo a voltar e adiciono mais cem passos.

    Trabalho sentada, benção e castigo. Custo a me concentrar, ainda não consigo deixar o celular fora de alcance, duas horas se passaram e renderam meio parágrafo.

    Trânsito. Saio da garagem, escolho a playlist do dia – jazz, MPB, pop? – e a música me salva de gritar em meio ao congestionamento. Desolador cenário urbano: todos enlatados, a caminho de um encontro urgente que daqui a dois dias ninguém lembrará para que serviu.

    Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo. A família inteira, os amigos, os desconhecidos, as relações profissionais, minha melhor confidente e o gerente do banco têm o mesmo acesso direto a mim: o sinal avisa de cinco em cinco minutos que alguém está querendo me contatar e a gente se ilude que é importante.

    Preocupações. Não posso parar. Não devo. Tenho que vencer o dia, mesmo sabendo que é ele que vence sempre – ao anoitecer, fecho os olhos e mergulho num sono entrecortado. Durante a madrugada, em algum momento, desperto, talvez pela culpa de ter freado.

    White people problem. A polícia não me interceptará para averiguações. Não terei que pedir fiado no armazém. Não pegarei um ônibus lotado. Os privilégios se amontoam. Há uma pilha de livros para serem lidos, viagens a trabalho, uma filha morando no Exterior que acabei de visitar. Escrevo. Publico. Uma realidade bem mais excitante do que aquela que, na adolescência, eu projetava como razoável. Minha vida é extraordinária. E esgotante. Rara para alguns e comum a todo ser humano que não aguenta mais. Na hora de decidir se é você que está pirando ou é o mundo, que opção você crava?

    Sagrada e maldita tecnologia que veio para facilitar, mas cobra em troca a nossa alma. Eu só quero calma, tempo, fluidez. Menos responsabilidades, mais oceano, árvores, céu. Menos opiniões, mais olhares cálidos, risadas soltas, alegria descompromissada, aquela sem motivo.

    Quero me sentir livre da obrigação de existir para os outros, de me vestir para os sites, de parecer mais inteligente do que sou. Quero a expansão do nada, nenhuma sabedoria para vender. Sentir a eternidade deste momento, sem espiar o relógio digital instalado no meio da avenida. Sei bem que horas são. Estou a um minuto de um reencontro amoroso comigo, sem chance de me atrasar.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Na frase "Quero me sentir livre da obrigação", a palavra "livre" classifica-se, gramaticalmente, como:
Alternativas
Q3445237 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo

    Acordo cansada. Me deito cansada. Entre os extremos do dia, evito que meus pensamentos sejam infectados pela fadiga. De manhã, ergo pesos de quatro quilos, 15 repetições, agacho, levanto, só mais 300 abdominais. Em seguida, percorro os corredores do supermercado contando os passos no aplicativo do celular e cruzo pela gôndola dos dietéticos sem me dar conta de que esqueci de pegar o chocolate 80% cacau – me obrigo a voltar e adiciono mais cem passos.

    Trabalho sentada, benção e castigo. Custo a me concentrar, ainda não consigo deixar o celular fora de alcance, duas horas se passaram e renderam meio parágrafo.

    Trânsito. Saio da garagem, escolho a playlist do dia – jazz, MPB, pop? – e a música me salva de gritar em meio ao congestionamento. Desolador cenário urbano: todos enlatados, a caminho de um encontro urgente que daqui a dois dias ninguém lembrará para que serviu.

    Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo. A família inteira, os amigos, os desconhecidos, as relações profissionais, minha melhor confidente e o gerente do banco têm o mesmo acesso direto a mim: o sinal avisa de cinco em cinco minutos que alguém está querendo me contatar e a gente se ilude que é importante.

    Preocupações. Não posso parar. Não devo. Tenho que vencer o dia, mesmo sabendo que é ele que vence sempre – ao anoitecer, fecho os olhos e mergulho num sono entrecortado. Durante a madrugada, em algum momento, desperto, talvez pela culpa de ter freado.

    White people problem. A polícia não me interceptará para averiguações. Não terei que pedir fiado no armazém. Não pegarei um ônibus lotado. Os privilégios se amontoam. Há uma pilha de livros para serem lidos, viagens a trabalho, uma filha morando no Exterior que acabei de visitar. Escrevo. Publico. Uma realidade bem mais excitante do que aquela que, na adolescência, eu projetava como razoável. Minha vida é extraordinária. E esgotante. Rara para alguns e comum a todo ser humano que não aguenta mais. Na hora de decidir se é você que está pirando ou é o mundo, que opção você crava?

    Sagrada e maldita tecnologia que veio para facilitar, mas cobra em troca a nossa alma. Eu só quero calma, tempo, fluidez. Menos responsabilidades, mais oceano, árvores, céu. Menos opiniões, mais olhares cálidos, risadas soltas, alegria descompromissada, aquela sem motivo.

    Quero me sentir livre da obrigação de existir para os outros, de me vestir para os sites, de parecer mais inteligente do que sou. Quero a expansão do nada, nenhuma sabedoria para vender. Sentir a eternidade deste momento, sem espiar o relógio digital instalado no meio da avenida. Sei bem que horas são. Estou a um minuto de um reencontro amoroso comigo, sem chance de me atrasar.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Pode-se afirmar que a palavra "também" recebe acento agudo:

I. Por ser proparoxítona.
II. Por ser uma paroxítona terminada em "em".
III. Por ser oxítona terminada em "em".

Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3445236 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo

    Acordo cansada. Me deito cansada. Entre os extremos do dia, evito que meus pensamentos sejam infectados pela fadiga. De manhã, ergo pesos de quatro quilos, 15 repetições, agacho, levanto, só mais 300 abdominais. Em seguida, percorro os corredores do supermercado contando os passos no aplicativo do celular e cruzo pela gôndola dos dietéticos sem me dar conta de que esqueci de pegar o chocolate 80% cacau – me obrigo a voltar e adiciono mais cem passos.

    Trabalho sentada, benção e castigo. Custo a me concentrar, ainda não consigo deixar o celular fora de alcance, duas horas se passaram e renderam meio parágrafo.

    Trânsito. Saio da garagem, escolho a playlist do dia – jazz, MPB, pop? – e a música me salva de gritar em meio ao congestionamento. Desolador cenário urbano: todos enlatados, a caminho de um encontro urgente que daqui a dois dias ninguém lembrará para que serviu.

    Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo. A família inteira, os amigos, os desconhecidos, as relações profissionais, minha melhor confidente e o gerente do banco têm o mesmo acesso direto a mim: o sinal avisa de cinco em cinco minutos que alguém está querendo me contatar e a gente se ilude que é importante.

    Preocupações. Não posso parar. Não devo. Tenho que vencer o dia, mesmo sabendo que é ele que vence sempre – ao anoitecer, fecho os olhos e mergulho num sono entrecortado. Durante a madrugada, em algum momento, desperto, talvez pela culpa de ter freado.

    White people problem. A polícia não me interceptará para averiguações. Não terei que pedir fiado no armazém. Não pegarei um ônibus lotado. Os privilégios se amontoam. Há uma pilha de livros para serem lidos, viagens a trabalho, uma filha morando no Exterior que acabei de visitar. Escrevo. Publico. Uma realidade bem mais excitante do que aquela que, na adolescência, eu projetava como razoável. Minha vida é extraordinária. E esgotante. Rara para alguns e comum a todo ser humano que não aguenta mais. Na hora de decidir se é você que está pirando ou é o mundo, que opção você crava?

    Sagrada e maldita tecnologia que veio para facilitar, mas cobra em troca a nossa alma. Eu só quero calma, tempo, fluidez. Menos responsabilidades, mais oceano, árvores, céu. Menos opiniões, mais olhares cálidos, risadas soltas, alegria descompromissada, aquela sem motivo.

    Quero me sentir livre da obrigação de existir para os outros, de me vestir para os sites, de parecer mais inteligente do que sou. Quero a expansão do nada, nenhuma sabedoria para vender. Sentir a eternidade deste momento, sem espiar o relógio digital instalado no meio da avenida. Sei bem que horas são. Estou a um minuto de um reencontro amoroso comigo, sem chance de me atrasar.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Associe os elementos mencionados no texto às sensações ou conceitos que eles representam para a autora:

(1) WhatsApp
(2) Exercícios físicos
(3) Trânsito
(4) Chocolate 80% cacau

(a) Metáfora para pequenos prazeres e indulgências pessoais.
(b) Símbolo de estresse e frustração diária.
(c) Representação de conexão constante e, por vezes, invasiva.
(d) Tentativa de manter a saúde física e mental em meio à rotina exaustiva.

Qual alternativa apresenta a correta associação entre as colunas acima?
Alternativas
Q3445235 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo

    Acordo cansada. Me deito cansada. Entre os extremos do dia, evito que meus pensamentos sejam infectados pela fadiga. De manhã, ergo pesos de quatro quilos, 15 repetições, agacho, levanto, só mais 300 abdominais. Em seguida, percorro os corredores do supermercado contando os passos no aplicativo do celular e cruzo pela gôndola dos dietéticos sem me dar conta de que esqueci de pegar o chocolate 80% cacau – me obrigo a voltar e adiciono mais cem passos.

    Trabalho sentada, benção e castigo. Custo a me concentrar, ainda não consigo deixar o celular fora de alcance, duas horas se passaram e renderam meio parágrafo.

    Trânsito. Saio da garagem, escolho a playlist do dia – jazz, MPB, pop? – e a música me salva de gritar em meio ao congestionamento. Desolador cenário urbano: todos enlatados, a caminho de um encontro urgente que daqui a dois dias ninguém lembrará para que serviu.

    Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo. A família inteira, os amigos, os desconhecidos, as relações profissionais, minha melhor confidente e o gerente do banco têm o mesmo acesso direto a mim: o sinal avisa de cinco em cinco minutos que alguém está querendo me contatar e a gente se ilude que é importante.

    Preocupações. Não posso parar. Não devo. Tenho que vencer o dia, mesmo sabendo que é ele que vence sempre – ao anoitecer, fecho os olhos e mergulho num sono entrecortado. Durante a madrugada, em algum momento, desperto, talvez pela culpa de ter freado.

    White people problem. A polícia não me interceptará para averiguações. Não terei que pedir fiado no armazém. Não pegarei um ônibus lotado. Os privilégios se amontoam. Há uma pilha de livros para serem lidos, viagens a trabalho, uma filha morando no Exterior que acabei de visitar. Escrevo. Publico. Uma realidade bem mais excitante do que aquela que, na adolescência, eu projetava como razoável. Minha vida é extraordinária. E esgotante. Rara para alguns e comum a todo ser humano que não aguenta mais. Na hora de decidir se é você que está pirando ou é o mundo, que opção você crava?

    Sagrada e maldita tecnologia que veio para facilitar, mas cobra em troca a nossa alma. Eu só quero calma, tempo, fluidez. Menos responsabilidades, mais oceano, árvores, céu. Menos opiniões, mais olhares cálidos, risadas soltas, alegria descompromissada, aquela sem motivo.

    Quero me sentir livre da obrigação de existir para os outros, de me vestir para os sites, de parecer mais inteligente do que sou. Quero a expansão do nada, nenhuma sabedoria para vender. Sentir a eternidade deste momento, sem espiar o relógio digital instalado no meio da avenida. Sei bem que horas são. Estou a um minuto de um reencontro amoroso comigo, sem chance de me atrasar.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Qual alternativa apresenta uma correta reescrita das orações a seguir, mantendo o mesmo sentido, mas utilizando uma conjunção?

"Acordo cansada. Me deito cansada":
Alternativas
Q3445234 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo

    Acordo cansada. Me deito cansada. Entre os extremos do dia, evito que meus pensamentos sejam infectados pela fadiga. De manhã, ergo pesos de quatro quilos, 15 repetições, agacho, levanto, só mais 300 abdominais. Em seguida, percorro os corredores do supermercado contando os passos no aplicativo do celular e cruzo pela gôndola dos dietéticos sem me dar conta de que esqueci de pegar o chocolate 80% cacau – me obrigo a voltar e adiciono mais cem passos.

    Trabalho sentada, benção e castigo. Custo a me concentrar, ainda não consigo deixar o celular fora de alcance, duas horas se passaram e renderam meio parágrafo.

    Trânsito. Saio da garagem, escolho a playlist do dia – jazz, MPB, pop? – e a música me salva de gritar em meio ao congestionamento. Desolador cenário urbano: todos enlatados, a caminho de um encontro urgente que daqui a dois dias ninguém lembrará para que serviu.

    Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo. A família inteira, os amigos, os desconhecidos, as relações profissionais, minha melhor confidente e o gerente do banco têm o mesmo acesso direto a mim: o sinal avisa de cinco em cinco minutos que alguém está querendo me contatar e a gente se ilude que é importante.

    Preocupações. Não posso parar. Não devo. Tenho que vencer o dia, mesmo sabendo que é ele que vence sempre – ao anoitecer, fecho os olhos e mergulho num sono entrecortado. Durante a madrugada, em algum momento, desperto, talvez pela culpa de ter freado.

    White people problem. A polícia não me interceptará para averiguações. Não terei que pedir fiado no armazém. Não pegarei um ônibus lotado. Os privilégios se amontoam. Há uma pilha de livros para serem lidos, viagens a trabalho, uma filha morando no Exterior que acabei de visitar. Escrevo. Publico. Uma realidade bem mais excitante do que aquela que, na adolescência, eu projetava como razoável. Minha vida é extraordinária. E esgotante. Rara para alguns e comum a todo ser humano que não aguenta mais. Na hora de decidir se é você que está pirando ou é o mundo, que opção você crava?

    Sagrada e maldita tecnologia que veio para facilitar, mas cobra em troca a nossa alma. Eu só quero calma, tempo, fluidez. Menos responsabilidades, mais oceano, árvores, céu. Menos opiniões, mais olhares cálidos, risadas soltas, alegria descompromissada, aquela sem motivo.

    Quero me sentir livre da obrigação de existir para os outros, de me vestir para os sites, de parecer mais inteligente do que sou. Quero a expansão do nada, nenhuma sabedoria para vender. Sentir a eternidade deste momento, sem espiar o relógio digital instalado no meio da avenida. Sei bem que horas são. Estou a um minuto de um reencontro amoroso comigo, sem chance de me atrasar.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Considerando o texto, como a autora parece perceber a onipresença da tecnologia em sua vida? 
Alternativas
Q3445233 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo

    Acordo cansada. Me deito cansada. Entre os extremos do dia, evito que meus pensamentos sejam infectados pela fadiga. De manhã, ergo pesos de quatro quilos, 15 repetições, agacho, levanto, só mais 300 abdominais. Em seguida, percorro os corredores do supermercado contando os passos no aplicativo do celular e cruzo pela gôndola dos dietéticos sem me dar conta de que esqueci de pegar o chocolate 80% cacau – me obrigo a voltar e adiciono mais cem passos.

    Trabalho sentada, benção e castigo. Custo a me concentrar, ainda não consigo deixar o celular fora de alcance, duas horas se passaram e renderam meio parágrafo.

    Trânsito. Saio da garagem, escolho a playlist do dia – jazz, MPB, pop? – e a música me salva de gritar em meio ao congestionamento. Desolador cenário urbano: todos enlatados, a caminho de um encontro urgente que daqui a dois dias ninguém lembrará para que serviu.

    Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo. A família inteira, os amigos, os desconhecidos, as relações profissionais, minha melhor confidente e o gerente do banco têm o mesmo acesso direto a mim: o sinal avisa de cinco em cinco minutos que alguém está querendo me contatar e a gente se ilude que é importante.

    Preocupações. Não posso parar. Não devo. Tenho que vencer o dia, mesmo sabendo que é ele que vence sempre – ao anoitecer, fecho os olhos e mergulho num sono entrecortado. Durante a madrugada, em algum momento, desperto, talvez pela culpa de ter freado.

    White people problem. A polícia não me interceptará para averiguações. Não terei que pedir fiado no armazém. Não pegarei um ônibus lotado. Os privilégios se amontoam. Há uma pilha de livros para serem lidos, viagens a trabalho, uma filha morando no Exterior que acabei de visitar. Escrevo. Publico. Uma realidade bem mais excitante do que aquela que, na adolescência, eu projetava como razoável. Minha vida é extraordinária. E esgotante. Rara para alguns e comum a todo ser humano que não aguenta mais. Na hora de decidir se é você que está pirando ou é o mundo, que opção você crava?

    Sagrada e maldita tecnologia que veio para facilitar, mas cobra em troca a nossa alma. Eu só quero calma, tempo, fluidez. Menos responsabilidades, mais oceano, árvores, céu. Menos opiniões, mais olhares cálidos, risadas soltas, alegria descompromissada, aquela sem motivo.

    Quero me sentir livre da obrigação de existir para os outros, de me vestir para os sites, de parecer mais inteligente do que sou. Quero a expansão do nada, nenhuma sabedoria para vender. Sentir a eternidade deste momento, sem espiar o relógio digital instalado no meio da avenida. Sei bem que horas são. Estou a um minuto de um reencontro amoroso comigo, sem chance de me atrasar.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Analise as assertivas a seguir, com base nas ideias do texto:

I. A autora valoriza o contato frequente e direto com diversas esferas de seu círculo social por meio do WhatsApp.
II. A rotina descrita pela autora inclui momentos de atividade física e escolhas alimentares conscientes.
III. A experiência de dirigir no trânsito é descrita como relaxante e prazerosa, graças à escolha de músicas adequadas.
IV. A autora reflete sobre seus privilégios em comparação com as dificuldades enfrentadas por outras pessoas.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3445232 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo

    Acordo cansada. Me deito cansada. Entre os extremos do dia, evito que meus pensamentos sejam infectados pela fadiga. De manhã, ergo pesos de quatro quilos, 15 repetições, agacho, levanto, só mais 300 abdominais. Em seguida, percorro os corredores do supermercado contando os passos no aplicativo do celular e cruzo pela gôndola dos dietéticos sem me dar conta de que esqueci de pegar o chocolate 80% cacau – me obrigo a voltar e adiciono mais cem passos.

    Trabalho sentada, benção e castigo. Custo a me concentrar, ainda não consigo deixar o celular fora de alcance, duas horas se passaram e renderam meio parágrafo.

    Trânsito. Saio da garagem, escolho a playlist do dia – jazz, MPB, pop? – e a música me salva de gritar em meio ao congestionamento. Desolador cenário urbano: todos enlatados, a caminho de um encontro urgente que daqui a dois dias ninguém lembrará para que serviu.

    Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo. A família inteira, os amigos, os desconhecidos, as relações profissionais, minha melhor confidente e o gerente do banco têm o mesmo acesso direto a mim: o sinal avisa de cinco em cinco minutos que alguém está querendo me contatar e a gente se ilude que é importante.

    Preocupações. Não posso parar. Não devo. Tenho que vencer o dia, mesmo sabendo que é ele que vence sempre – ao anoitecer, fecho os olhos e mergulho num sono entrecortado. Durante a madrugada, em algum momento, desperto, talvez pela culpa de ter freado.

    White people problem. A polícia não me interceptará para averiguações. Não terei que pedir fiado no armazém. Não pegarei um ônibus lotado. Os privilégios se amontoam. Há uma pilha de livros para serem lidos, viagens a trabalho, uma filha morando no Exterior que acabei de visitar. Escrevo. Publico. Uma realidade bem mais excitante do que aquela que, na adolescência, eu projetava como razoável. Minha vida é extraordinária. E esgotante. Rara para alguns e comum a todo ser humano que não aguenta mais. Na hora de decidir se é você que está pirando ou é o mundo, que opção você crava?

    Sagrada e maldita tecnologia que veio para facilitar, mas cobra em troca a nossa alma. Eu só quero calma, tempo, fluidez. Menos responsabilidades, mais oceano, árvores, céu. Menos opiniões, mais olhares cálidos, risadas soltas, alegria descompromissada, aquela sem motivo.

    Quero me sentir livre da obrigação de existir para os outros, de me vestir para os sites, de parecer mais inteligente do que sou. Quero a expansão do nada, nenhuma sabedoria para vender. Sentir a eternidade deste momento, sem espiar o relógio digital instalado no meio da avenida. Sei bem que horas são. Estou a um minuto de um reencontro amoroso comigo, sem chance de me atrasar.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
No texto de Martha Medeiros, a autora descreve uma rotina intensa marcada pela constante presença do WhatsApp. Qual é o principal sentimento expresso pela autora em relação à tecnologia e à conexão constante proporcionada pelo aplicativo?
Alternativas
Respostas
41381: B
41382: A
41383: B
41384: C
41385: B
41386: A
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41389: B
41390: D
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41397: A
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41400: C