Questões de Concurso Comentadas sobre português

Questões Discursivas

Foram encontradas 194.413 questões

Q3218560 Português

Leia atentamente o poema abaixo. 



A questão deve ser respondida com base nesse texto. 


PENSAO FAMILIAR  


Manuel Bandeira 



Jardim da pensãozinha burguesa.

Gatos espapaçados ao sol.

A tiririca sitia os canteiros chatos.

O sol acaba de crestar os gosmilhos que murcharam. 

Os girassóis 

amarelo! resistem. 

E as dálias, rechonchudas, plebeias, dominicais. 


Um gatinho faz pipi.

Com gestos de garçom de restaurant-Palace 

Encobre cuidadosamente a mijadinha. 

Sai vibrando com elegância a patinha direita: 


— É a Única criatura fina na pensãozinha burguesa. 


(In: Itinerário de Pasargada, Ivan Ângelo, Global, 1998) 

Conforme a norma culta, a alternativa CORRETA é: 
Alternativas
Q3218559 Português

Leia atentamente o poema abaixo. 



A questão deve ser respondida com base nesse texto. 


PENSAO FAMILIAR  


Manuel Bandeira 



Jardim da pensãozinha burguesa.

Gatos espapaçados ao sol.

A tiririca sitia os canteiros chatos.

O sol acaba de crestar os gosmilhos que murcharam. 

Os girassóis 

amarelo! resistem. 

E as dálias, rechonchudas, plebeias, dominicais. 


Um gatinho faz pipi.

Com gestos de garçom de restaurant-Palace 

Encobre cuidadosamente a mijadinha. 

Sai vibrando com elegância a patinha direita: 


— É a Única criatura fina na pensãozinha burguesa. 


(In: Itinerário de Pasargada, Ivan Ângelo, Global, 1998) 

O efeito criado pela divisão da frase que compõe o quinto verso da primeira estrofe do poema, e que se encontra dividida em três linhas distintas, pode ser interpretado como: 
Alternativas
Q3218410 Português
Departamento de Estado dos EUA não esclareceu quais medidas seriam tomadas contra o Panamá. Mulino disse a imprensa que não vê uma ameaça de ação militar nem que o tratado esteja em risco." Analise as assertivas a seguir relacionadas ao trecho acima e identifique aquela que apresenta uma informação INCORRETA:
Alternativas
Q3218406 Português
    A crase trata-se de um fenômeno linguístico inerente aos idiomas e que na língua portuguesa tornou-se conhecida no contexto da junção de dois “a”, sendo um deles preposição e o outro artigo definido feminino e singular. Qual das alternativas abaixo em que a alteração da presença (tirar o acento) ou ausência (colocar o acento) do acento indicador de crase não implica câmbio de sentido e/ou correção gramatical? 
Alternativas
Q3218405 Português

Analise os textos abaixo para responder à próxima questão: 


TEXTO I


Canção do exílio


Minha terra tem palmeiras

Onde canta o Sabiá,

As aves, que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.


Nosso céu tem mais estrelas,

Nossas várzeas têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

Nossa vida mais amores.


Em cismar, sozinho, à noite,

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá. 


Minha terra tem primores,

Que tais não encontro eu cá;

Em cismar – sozinho, à noite –

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.


Não permita Deus que eu morra,

Sem que eu volte para lá;

Sem que desfrute os primores

Que não encontro por cá;

Sem qu’inda aviste as palmeiras,

Onde canta o Sabiá.


Gonçalves Dias


TEXTO II


Canção do Exílio 


Minha terra tem macieiras da Califórnia

onde cantam gaturamos de Veneza.

Os poetas da minha terra

são pretos que vivem em torres de ametista,

os sargentos do exército são monistas, cubistas,

os filósofos são polacos vendendo a prestações.

A gente não pode dormir

com os oradores e os pernilongos.

Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda

Eu morro sufocado

em terra estrangeira.

Nossas flores são mais bonitas

nossas frutas mais gostosas

mas custam cem mil réis a dúzia.

Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade

e ouvir um sabiá com certidão de idade!


Murilo Mendes

    A segunda estrofe do texto I tornou-se muito conhecida por ter sido parafraseada na letra do hino nacional brasileiro. A repetição do pronome possessivo “nosso” e suas variações configura uma comum figura de sintaxe usada em poemas que recebe o nome de:
Alternativas
Q3218404 Português

Analise os textos abaixo para responder à próxima questão: 


TEXTO I


Canção do exílio


Minha terra tem palmeiras

Onde canta o Sabiá,

As aves, que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.


Nosso céu tem mais estrelas,

Nossas várzeas têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

Nossa vida mais amores.


Em cismar, sozinho, à noite,

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá. 


Minha terra tem primores,

Que tais não encontro eu cá;

Em cismar – sozinho, à noite –

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.


Não permita Deus que eu morra,

Sem que eu volte para lá;

Sem que desfrute os primores

Que não encontro por cá;

Sem qu’inda aviste as palmeiras,

Onde canta o Sabiá.


Gonçalves Dias


TEXTO II


Canção do Exílio 


Minha terra tem macieiras da Califórnia

onde cantam gaturamos de Veneza.

Os poetas da minha terra

são pretos que vivem em torres de ametista,

os sargentos do exército são monistas, cubistas,

os filósofos são polacos vendendo a prestações.

A gente não pode dormir

com os oradores e os pernilongos.

Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda

Eu morro sufocado

em terra estrangeira.

Nossas flores são mais bonitas

nossas frutas mais gostosas

mas custam cem mil réis a dúzia.

Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade

e ouvir um sabiá com certidão de idade!


Murilo Mendes

    Os textos acima recebem o mesmo título. O primeiro guardando relação intertextual com o segundo, pois foi escrito cronologicamente antes. Essa relação textual se pauta em:
Alternativas
Q3218229 Português

"A verdade é que chegaremos a tempo." "A venda de brinquedos está aumentando com a chegada do Dia das Crianças."

Quanto à classe de palavras dos termos empregados nas orações acima, identifique a alternativa INCORRETA: 

Alternativas
Q3218013 Português

Cabeceira Imaginária


Por Claudia Laitano




Sobre o último parágrafo do texto, analise as assertivas abaixo:

I. A autora, ao utilizar a expressão “mesmo” (l. 27), dá ao leitor a possibilidade de inferir que Dostoiévski é o mais relevante de todos os autores nascidos no século 19.
II. Infere-se que a autora considera que, Machado de Assis é um grande romancista e merece estar na lista dos grandes autores do século 20.
III. Conforme a autora, é obrigação de todos os estrangeiros conhecerem o romancista brasileiro Machado de Assis.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3218012 Português

Cabeceira Imaginária


Por Claudia Laitano




Caso a palavra “cara” fosse flexionada no plural no período retirado do texto “[...] aquela piada do cara que pretendia escrever uma tese sobre ‘Deus e o mundo’, mas, aconselhado pelo orientador, reduziu seu tema para Deus e o mundo no século 19’”, quantas outras alterações obrigatoriamente deveriam ser feitas no trecho para fins de concordância? 
Alternativas
Q3218011 Português

Cabeceira Imaginária


Por Claudia Laitano




Analise as assertivas sobre o período a seguir, retirado do texto, “Era tão inabarcável seu objeto de estudo que Edwin Frank optou [...]”:

I. A oração subordinada presente no período expressa ideia de consequência.
II. O vocábulo “tão” é um termo intensivo e pertence à oração principal.
III. O fragmento é um período simples.

Quais estão corretas? 
Alternativas
Q3218010 Português

Cabeceira Imaginária


Por Claudia Laitano




Considerando a ocorrência da palavra “que” no texto, assinale a alternativa que indica a ocorrência de uma conjunção integrante. 
Alternativas
Q3218009 Português

Cabeceira Imaginária


Por Claudia Laitano




Qual das seguintes alternativas apresenta a correta conversão da frase, retirada do texto, da voz ativa para a passiva, “O mestre de cerimônias saudou a plateia avisando que aquela noite fria e chuvosa seria histórica”, mantendo o sentido original? 
Alternativas
Q3218008 Português

Cabeceira Imaginária


Por Claudia Laitano




O referente do pronome “deles” (linha 16) é:
Alternativas
Q3218007 Português

Cabeceira Imaginária


Por Claudia Laitano




Analise as assertivas a seguir, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas, relativamente aos termos do período simples.

( ) Na linha 03, o sujeito do verbo “Estavam” é indeterminado.
( ) Na linha 11, a lacuna deve ser preenchida pelo verbo “soar”, cuja flexão, visando à correção da oração, seria “sua”.
( ) Na linha 15, o sujeito das formas verbais “refletiram” e “interpretaram” é indeterminado.
( ) Na linha 22, “Austerlitz” é sujeito da forma verbal “assinala”.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q3218005 Português

Cabeceira Imaginária


Por Claudia Laitano




Assinale a alternativa cujas ocorrências da palavra “a(s)”, hachuradas no texto, representam apenas preposições.
Alternativas
Q3218004 Português

Cabeceira Imaginária


Por Claudia Laitano




Considerando a grafia das palavras, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas nas linhas 04, 07, 22 e 24. 
Alternativas
Q3217958 Português
    A acentuação gráfica se baseia na ideia de desambiguizar a pronúncia das palavras, sendo ela uma convenção aceita por seus pares e pautada em regras estabelecidas por gramáticos, não sendo as mesmas em todos os idiomas. Assinale a alternativa que apresente explicação INCORRETA a respeito da palavra acentuada que recebe destaque nos excertos abaixo:
Alternativas
Q3217957 Português

A respeito das estruturas sintáticas do texto abaixo, assinale a alternativa que apresente explicação CORRETA:


Dei uma risada e segui meu rumo também.


Alternativas:

Alternativas
Q3217956 Português

Leia o texto abaixo para responder à próxima questão: 


A perca


Da série “só acontece comigo”: estava parada num sinal da Avenida Ipiranga quando um carro encostou ao lado do meu. A motorista abriu a janela e pediu para eu abrir a minha. Era uma moça simpática que me perguntou: “Martha, o certo é dizer perda ou perca?” “Hãn?” “É perda de tempo ou perca de tempo? Como se diz?”

A pergunta era tão inusitada para a hora e o local, tão surpreendente, vinda de alguém que eu não conhecia, que me deu um branco: por um milésimo de segundo eu não soube o que responder. Perca de tempo, isso existe? Então o sinal abriu, os carros da frente começaram a engatar a primeira, eu olhei para ela e disse: “É perda de tempo”.

Ela sorriu em agradecimento e foi em frente. Meu carro ainda ficou um tempo parado. Eu parada no tempo. Perca de tempo.

Dei uma risada e segui meu rumo também.

Se alguém te diz “não perca tempo”, e todos te dizem isso o tempo todo, como não confundir? Tantos confundem. São coagidos a tal.

E, cá entre nós, a “perca” parece mais amena do que a perda.

A perca de um amor é quase tão corriqueira como a perca do capítulo da novela. A perca é feira livre. A perca é festiva. A perca é música popular.

Já a perda é sinfonia de Beethoven. 

A perca acontece no verão. A perca de uma cadeirinha de praia, a perca de um palito premiado de picolé.

As perdas acontecem no inverno.

A perca é simplória, a perca é distraída, a perca é provisória, logo, logo reencontrarão o que está faltando.

A perda é para sempre.

As percas reinventam o vocabulário e seu sentido, não são graves, as percas são imperfeições perdoáveis, as percas são inocentes.

As perdas são catastróficas, nada têm de folclóricas.

A perca é um erro gramatical, e apenas esse erro ela contém. De resto, não faz mal a ninguém.

A perda é um acerto gramatical, mas só esse acerto ela contém. De resto, é brutal.

Se eu pudesse voltar no tempo, reconstituiria a cena de outra forma:

“Martha, é perda de tempo ou perca de tempo? Como é que se diz?”

“O correto é dizer perda, mas é muito solene. Perca dói menos por ser mais trivial”.



Martha Medeiros

    Mesmo que a crônica seja por natureza um gênero textual que apresente linguagem de natureza coloquial, por mesclar a linguagem literária à jornalística, existe a busca por um vocabulário levemente mais elevado, para dar um tom artístico ao texto. Assinale a alternativa que apresente o mesmo valor semântico que o vocábulo destacado na oração abaixo:


São coagidos a tal.


Alternativas:

Alternativas
Q3217955 Português

Leia o texto abaixo para responder à próxima questão: 


A perca


Da série “só acontece comigo”: estava parada num sinal da Avenida Ipiranga quando um carro encostou ao lado do meu. A motorista abriu a janela e pediu para eu abrir a minha. Era uma moça simpática que me perguntou: “Martha, o certo é dizer perda ou perca?” “Hãn?” “É perda de tempo ou perca de tempo? Como se diz?”

A pergunta era tão inusitada para a hora e o local, tão surpreendente, vinda de alguém que eu não conhecia, que me deu um branco: por um milésimo de segundo eu não soube o que responder. Perca de tempo, isso existe? Então o sinal abriu, os carros da frente começaram a engatar a primeira, eu olhei para ela e disse: “É perda de tempo”.

Ela sorriu em agradecimento e foi em frente. Meu carro ainda ficou um tempo parado. Eu parada no tempo. Perca de tempo.

Dei uma risada e segui meu rumo também.

Se alguém te diz “não perca tempo”, e todos te dizem isso o tempo todo, como não confundir? Tantos confundem. São coagidos a tal.

E, cá entre nós, a “perca” parece mais amena do que a perda.

A perca de um amor é quase tão corriqueira como a perca do capítulo da novela. A perca é feira livre. A perca é festiva. A perca é música popular.

Já a perda é sinfonia de Beethoven. 

A perca acontece no verão. A perca de uma cadeirinha de praia, a perca de um palito premiado de picolé.

As perdas acontecem no inverno.

A perca é simplória, a perca é distraída, a perca é provisória, logo, logo reencontrarão o que está faltando.

A perda é para sempre.

As percas reinventam o vocabulário e seu sentido, não são graves, as percas são imperfeições perdoáveis, as percas são inocentes.

As perdas são catastróficas, nada têm de folclóricas.

A perca é um erro gramatical, e apenas esse erro ela contém. De resto, não faz mal a ninguém.

A perda é um acerto gramatical, mas só esse acerto ela contém. De resto, é brutal.

Se eu pudesse voltar no tempo, reconstituiria a cena de outra forma:

“Martha, é perda de tempo ou perca de tempo? Como é que se diz?”

“O correto é dizer perda, mas é muito solene. Perca dói menos por ser mais trivial”.



Martha Medeiros

    A variedade linguística é um fenômeno inerente a todos os idiomas e ainda mais perceptível a idiomas como o português, falado em vários países, sendo um deles de grandes dimensões como o Brasil. Na primeira linha, a cronista usa a palavra “sinal” para referir-se ao vocábulo semáforo. Esse uso faz com que a palavra “sinal” adquira:
Alternativas
Respostas
39541: A
39542: B
39543: C
39544: E
39545: D
39546: B
39547: E
39548: B
39549: D
39550: D
39551: A
39552: B
39553: C
39554: E
39555: E
39556: A
39557: B
39558: A
39559: E
39560: B