Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3381898 Português
Analise as sentenças a seguir quanto aos numerais que apresentam, em destaque:

I. Li cinco revistas.
II. Separei um terço das minhas roupas para doação.
III. Mudei-me para o segundo andar.

Ocorre numeral fracionário apenas em:
Alternativas
Q3381897 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Bom mesmo

   O homem passa por várias fases na sua breve estada neste palco que é o mundo, segundo Shakespeare. Muitas coisas distinguem uma fase da outra, mas o que realmente diferencia os estágios da experiência humana sobre a Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor. Melhor do que tudo. Bom MESMO.

    Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria: — Conversa. Bom mesmo é mãe. Já um bebê de mais idade discordaria. — Bom mesmo é papinha.

   Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho com um pião bem lançado, ou o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, com o cheiro de terra úmida ou de caderno novo? Existem gostos exóticos: — Bom mesmo é cheiro de Vick Vaporub.

   Existe ainda uma fase, no começo da puberdade, em que a indecisão é de outra natureza. O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher, mas no fundo ainda tem a secreta convicção de que bom mesmo é acordar com febre na segunda-feira e não precisar ir à aula. Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa.    — Bom mesmo é sexo!

   Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida. Mesmo quando sexo não está em primeiro lugar numa escala de preferências serve como referência. Daí para diante, quando alguém disser que “bom mesmo” é outra coisa que não o sexo estará sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original.

  Com a chamada idade madura, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres das coisas práticas vão se impondo.

   — Meu filho, eu sei que você, aí tão cheio de vida e de entusiasmo, não pode compreender isso. Mas tome nota do que eu vou dizer porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.

   E assim é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida. E que bom, mas bom MESMO, é não precisar ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Considere o excerto a seguir, retirado do texto, para responder à questão:

“Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um [...]”.

Dentre as palavras a seguir, que ocorrem no excerto dado, é trissílaba apenas: 
Alternativas
Q3381896 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Bom mesmo

   O homem passa por várias fases na sua breve estada neste palco que é o mundo, segundo Shakespeare. Muitas coisas distinguem uma fase da outra, mas o que realmente diferencia os estágios da experiência humana sobre a Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor. Melhor do que tudo. Bom MESMO.

    Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria: — Conversa. Bom mesmo é mãe. Já um bebê de mais idade discordaria. — Bom mesmo é papinha.

   Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho com um pião bem lançado, ou o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, com o cheiro de terra úmida ou de caderno novo? Existem gostos exóticos: — Bom mesmo é cheiro de Vick Vaporub.

   Existe ainda uma fase, no começo da puberdade, em que a indecisão é de outra natureza. O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher, mas no fundo ainda tem a secreta convicção de que bom mesmo é acordar com febre na segunda-feira e não precisar ir à aula. Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa.    — Bom mesmo é sexo!

   Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida. Mesmo quando sexo não está em primeiro lugar numa escala de preferências serve como referência. Daí para diante, quando alguém disser que “bom mesmo” é outra coisa que não o sexo estará sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original.

  Com a chamada idade madura, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres das coisas práticas vão se impondo.

   — Meu filho, eu sei que você, aí tão cheio de vida e de entusiasmo, não pode compreender isso. Mas tome nota do que eu vou dizer porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.

   E assim é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida. E que bom, mas bom MESMO, é não precisar ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Considere o excerto a seguir, retirado do texto, para responder à questão:

“Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um [...]”.

O verbo “pudesse”, que ocorre no excerto dado, está conjugados no:
Alternativas
Q3381895 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Bom mesmo

   O homem passa por várias fases na sua breve estada neste palco que é o mundo, segundo Shakespeare. Muitas coisas distinguem uma fase da outra, mas o que realmente diferencia os estágios da experiência humana sobre a Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor. Melhor do que tudo. Bom MESMO.

    Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria: — Conversa. Bom mesmo é mãe. Já um bebê de mais idade discordaria. — Bom mesmo é papinha.

   Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho com um pião bem lançado, ou o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, com o cheiro de terra úmida ou de caderno novo? Existem gostos exóticos: — Bom mesmo é cheiro de Vick Vaporub.

   Existe ainda uma fase, no começo da puberdade, em que a indecisão é de outra natureza. O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher, mas no fundo ainda tem a secreta convicção de que bom mesmo é acordar com febre na segunda-feira e não precisar ir à aula. Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa.    — Bom mesmo é sexo!

   Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida. Mesmo quando sexo não está em primeiro lugar numa escala de preferências serve como referência. Daí para diante, quando alguém disser que “bom mesmo” é outra coisa que não o sexo estará sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original.

  Com a chamada idade madura, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres das coisas práticas vão se impondo.

   — Meu filho, eu sei que você, aí tão cheio de vida e de entusiasmo, não pode compreender isso. Mas tome nota do que eu vou dizer porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.

   E assim é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida. E que bom, mas bom MESMO, é não precisar ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Considere o excerto a seguir, retirado do texto, para responder à questão:

“Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um [...]”.


A oração introduzida pela conjunção “se”, no excerto dado, exprime um sentido:

Alternativas
Q3381894 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Bom mesmo

   O homem passa por várias fases na sua breve estada neste palco que é o mundo, segundo Shakespeare. Muitas coisas distinguem uma fase da outra, mas o que realmente diferencia os estágios da experiência humana sobre a Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor. Melhor do que tudo. Bom MESMO.

    Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria: — Conversa. Bom mesmo é mãe. Já um bebê de mais idade discordaria. — Bom mesmo é papinha.

   Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho com um pião bem lançado, ou o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, com o cheiro de terra úmida ou de caderno novo? Existem gostos exóticos: — Bom mesmo é cheiro de Vick Vaporub.

   Existe ainda uma fase, no começo da puberdade, em que a indecisão é de outra natureza. O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher, mas no fundo ainda tem a secreta convicção de que bom mesmo é acordar com febre na segunda-feira e não precisar ir à aula. Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa.    — Bom mesmo é sexo!

   Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida. Mesmo quando sexo não está em primeiro lugar numa escala de preferências serve como referência. Daí para diante, quando alguém disser que “bom mesmo” é outra coisa que não o sexo estará sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original.

  Com a chamada idade madura, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres das coisas práticas vão se impondo.

   — Meu filho, eu sei que você, aí tão cheio de vida e de entusiasmo, não pode compreender isso. Mas tome nota do que eu vou dizer porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.

   E assim é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida. E que bom, mas bom MESMO, é não precisar ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Dentre as palavras que ocorrem no excerto “[...] à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida.”, são adjetivos comuns de dois gêneros apenas:
Alternativas
Q3381893 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Bom mesmo

   O homem passa por várias fases na sua breve estada neste palco que é o mundo, segundo Shakespeare. Muitas coisas distinguem uma fase da outra, mas o que realmente diferencia os estágios da experiência humana sobre a Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor. Melhor do que tudo. Bom MESMO.

    Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria: — Conversa. Bom mesmo é mãe. Já um bebê de mais idade discordaria. — Bom mesmo é papinha.

   Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho com um pião bem lançado, ou o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, com o cheiro de terra úmida ou de caderno novo? Existem gostos exóticos: — Bom mesmo é cheiro de Vick Vaporub.

   Existe ainda uma fase, no começo da puberdade, em que a indecisão é de outra natureza. O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher, mas no fundo ainda tem a secreta convicção de que bom mesmo é acordar com febre na segunda-feira e não precisar ir à aula. Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa.    — Bom mesmo é sexo!

   Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida. Mesmo quando sexo não está em primeiro lugar numa escala de preferências serve como referência. Daí para diante, quando alguém disser que “bom mesmo” é outra coisa que não o sexo estará sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original.

  Com a chamada idade madura, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres das coisas práticas vão se impondo.

   — Meu filho, eu sei que você, aí tão cheio de vida e de entusiasmo, não pode compreender isso. Mas tome nota do que eu vou dizer porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.

   E assim é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida. E que bom, mas bom MESMO, é não precisar ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
A separação silábica das palavras “recém-nascido”, “voluptuoso” e “necessidades”, que ocorrem no texto, está correta apenas em:
Alternativas
Q3381892 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Bom mesmo

   O homem passa por várias fases na sua breve estada neste palco que é o mundo, segundo Shakespeare. Muitas coisas distinguem uma fase da outra, mas o que realmente diferencia os estágios da experiência humana sobre a Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor. Melhor do que tudo. Bom MESMO.

    Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria: — Conversa. Bom mesmo é mãe. Já um bebê de mais idade discordaria. — Bom mesmo é papinha.

   Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho com um pião bem lançado, ou o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, com o cheiro de terra úmida ou de caderno novo? Existem gostos exóticos: — Bom mesmo é cheiro de Vick Vaporub.

   Existe ainda uma fase, no começo da puberdade, em que a indecisão é de outra natureza. O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher, mas no fundo ainda tem a secreta convicção de que bom mesmo é acordar com febre na segunda-feira e não precisar ir à aula. Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa.    — Bom mesmo é sexo!

   Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida. Mesmo quando sexo não está em primeiro lugar numa escala de preferências serve como referência. Daí para diante, quando alguém disser que “bom mesmo” é outra coisa que não o sexo estará sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original.

  Com a chamada idade madura, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres das coisas práticas vão se impondo.

   — Meu filho, eu sei que você, aí tão cheio de vida e de entusiasmo, não pode compreender isso. Mas tome nota do que eu vou dizer porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.

   E assim é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida. E que bom, mas bom MESMO, é não precisar ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
No excerto “Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor.”, a palavra “ele”, em suas duas ocorrências, atua como:
Alternativas
Q3381891 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Bom mesmo

   O homem passa por várias fases na sua breve estada neste palco que é o mundo, segundo Shakespeare. Muitas coisas distinguem uma fase da outra, mas o que realmente diferencia os estágios da experiência humana sobre a Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor. Melhor do que tudo. Bom MESMO.

    Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria: — Conversa. Bom mesmo é mãe. Já um bebê de mais idade discordaria. — Bom mesmo é papinha.

   Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho com um pião bem lançado, ou o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, com o cheiro de terra úmida ou de caderno novo? Existem gostos exóticos: — Bom mesmo é cheiro de Vick Vaporub.

   Existe ainda uma fase, no começo da puberdade, em que a indecisão é de outra natureza. O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher, mas no fundo ainda tem a secreta convicção de que bom mesmo é acordar com febre na segunda-feira e não precisar ir à aula. Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa.    — Bom mesmo é sexo!

   Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida. Mesmo quando sexo não está em primeiro lugar numa escala de preferências serve como referência. Daí para diante, quando alguém disser que “bom mesmo” é outra coisa que não o sexo estará sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original.

  Com a chamada idade madura, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres das coisas práticas vão se impondo.

   — Meu filho, eu sei que você, aí tão cheio de vida e de entusiasmo, não pode compreender isso. Mas tome nota do que eu vou dizer porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.

   E assim é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida. E que bom, mas bom MESMO, é não precisar ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
A regência do verbo “pensar”, que ocorre em “O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher [...]”, é:
Alternativas
Q3381890 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Bom mesmo

   O homem passa por várias fases na sua breve estada neste palco que é o mundo, segundo Shakespeare. Muitas coisas distinguem uma fase da outra, mas o que realmente diferencia os estágios da experiência humana sobre a Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor. Melhor do que tudo. Bom MESMO.

    Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria: — Conversa. Bom mesmo é mãe. Já um bebê de mais idade discordaria. — Bom mesmo é papinha.

   Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho com um pião bem lançado, ou o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, com o cheiro de terra úmida ou de caderno novo? Existem gostos exóticos: — Bom mesmo é cheiro de Vick Vaporub.

   Existe ainda uma fase, no começo da puberdade, em que a indecisão é de outra natureza. O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher, mas no fundo ainda tem a secreta convicção de que bom mesmo é acordar com febre na segunda-feira e não precisar ir à aula. Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa.    — Bom mesmo é sexo!

   Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida. Mesmo quando sexo não está em primeiro lugar numa escala de preferências serve como referência. Daí para diante, quando alguém disser que “bom mesmo” é outra coisa que não o sexo estará sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original.

  Com a chamada idade madura, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres das coisas práticas vão se impondo.

   — Meu filho, eu sei que você, aí tão cheio de vida e de entusiasmo, não pode compreender isso. Mas tome nota do que eu vou dizer porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.

   E assim é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida. E que bom, mas bom MESMO, é não precisar ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Os advérbios em “[...] exemplarmente honesto ou desconcertantemente original.” exprimem noções relacionadas a:
Alternativas
Q3381889 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Bom mesmo

   O homem passa por várias fases na sua breve estada neste palco que é o mundo, segundo Shakespeare. Muitas coisas distinguem uma fase da outra, mas o que realmente diferencia os estágios da experiência humana sobre a Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor. Melhor do que tudo. Bom MESMO.

    Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria: — Conversa. Bom mesmo é mãe. Já um bebê de mais idade discordaria. — Bom mesmo é papinha.

   Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho com um pião bem lançado, ou o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, com o cheiro de terra úmida ou de caderno novo? Existem gostos exóticos: — Bom mesmo é cheiro de Vick Vaporub.

   Existe ainda uma fase, no começo da puberdade, em que a indecisão é de outra natureza. O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher, mas no fundo ainda tem a secreta convicção de que bom mesmo é acordar com febre na segunda-feira e não precisar ir à aula. Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa.    — Bom mesmo é sexo!

   Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida. Mesmo quando sexo não está em primeiro lugar numa escala de preferências serve como referência. Daí para diante, quando alguém disser que “bom mesmo” é outra coisa que não o sexo estará sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original.

  Com a chamada idade madura, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres das coisas práticas vão se impondo.

   — Meu filho, eu sei que você, aí tão cheio de vida e de entusiasmo, não pode compreender isso. Mas tome nota do que eu vou dizer porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.

   E assim é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida. E que bom, mas bom MESMO, é não precisar ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
A palavra “essa”, que ocorre em “Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida.”, é classificada gramaticalmente como:
Alternativas
Q3381888 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Bom mesmo

   O homem passa por várias fases na sua breve estada neste palco que é o mundo, segundo Shakespeare. Muitas coisas distinguem uma fase da outra, mas o que realmente diferencia os estágios da experiência humana sobre a Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor. Melhor do que tudo. Bom MESMO.

    Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria: — Conversa. Bom mesmo é mãe. Já um bebê de mais idade discordaria. — Bom mesmo é papinha.

   Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho com um pião bem lançado, ou o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, com o cheiro de terra úmida ou de caderno novo? Existem gostos exóticos: — Bom mesmo é cheiro de Vick Vaporub.

   Existe ainda uma fase, no começo da puberdade, em que a indecisão é de outra natureza. O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher, mas no fundo ainda tem a secreta convicção de que bom mesmo é acordar com febre na segunda-feira e não precisar ir à aula. Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa.    — Bom mesmo é sexo!

   Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida. Mesmo quando sexo não está em primeiro lugar numa escala de preferências serve como referência. Daí para diante, quando alguém disser que “bom mesmo” é outra coisa que não o sexo estará sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original.

  Com a chamada idade madura, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres das coisas práticas vão se impondo.

   — Meu filho, eu sei que você, aí tão cheio de vida e de entusiasmo, não pode compreender isso. Mas tome nota do que eu vou dizer porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.

   E assim é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida. E que bom, mas bom MESMO, é não precisar ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Analise a sentença “A infância é um viveiro de prazeres.” em relação ao sentido de cada uma das palavras que a compõem. Pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3381887 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Bom mesmo

   O homem passa por várias fases na sua breve estada neste palco que é o mundo, segundo Shakespeare. Muitas coisas distinguem uma fase da outra, mas o que realmente diferencia os estágios da experiência humana sobre a Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor. Melhor do que tudo. Bom MESMO.

    Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria: — Conversa. Bom mesmo é mãe. Já um bebê de mais idade discordaria. — Bom mesmo é papinha.

   Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho com um pião bem lançado, ou o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, com o cheiro de terra úmida ou de caderno novo? Existem gostos exóticos: — Bom mesmo é cheiro de Vick Vaporub.

   Existe ainda uma fase, no começo da puberdade, em que a indecisão é de outra natureza. O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher, mas no fundo ainda tem a secreta convicção de que bom mesmo é acordar com febre na segunda-feira e não precisar ir à aula. Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa.    — Bom mesmo é sexo!

   Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida. Mesmo quando sexo não está em primeiro lugar numa escala de preferências serve como referência. Daí para diante, quando alguém disser que “bom mesmo” é outra coisa que não o sexo estará sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original.

  Com a chamada idade madura, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres das coisas práticas vão se impondo.

   — Meu filho, eu sei que você, aí tão cheio de vida e de entusiasmo, não pode compreender isso. Mas tome nota do que eu vou dizer porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.

   E assim é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida. E que bom, mas bom MESMO, é não precisar ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
No contexto da crônica apresentada, o significado de “mesmo” – como em “Bom mesmo é mãe.” – é o de:
Alternativas
Q3381886 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Bom mesmo

   O homem passa por várias fases na sua breve estada neste palco que é o mundo, segundo Shakespeare. Muitas coisas distinguem uma fase da outra, mas o que realmente diferencia os estágios da experiência humana sobre a Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor. Melhor do que tudo. Bom MESMO.

    Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria: — Conversa. Bom mesmo é mãe. Já um bebê de mais idade discordaria. — Bom mesmo é papinha.

   Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho com um pião bem lançado, ou o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, com o cheiro de terra úmida ou de caderno novo? Existem gostos exóticos: — Bom mesmo é cheiro de Vick Vaporub.

   Existe ainda uma fase, no começo da puberdade, em que a indecisão é de outra natureza. O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher, mas no fundo ainda tem a secreta convicção de que bom mesmo é acordar com febre na segunda-feira e não precisar ir à aula. Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa.    — Bom mesmo é sexo!

   Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida. Mesmo quando sexo não está em primeiro lugar numa escala de preferências serve como referência. Daí para diante, quando alguém disser que “bom mesmo” é outra coisa que não o sexo estará sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original.

  Com a chamada idade madura, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres das coisas práticas vão se impondo.

   — Meu filho, eu sei que você, aí tão cheio de vida e de entusiasmo, não pode compreender isso. Mas tome nota do que eu vou dizer porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.

   E assim é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida. E que bom, mas bom MESMO, é não precisar ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
De acordo com o texto, a expressão “bom mesmo”:
Alternativas
Q3381825 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Quantas horas de sono por dia são ideais para cada idade

O sono é importante para ajudar a manter a mente e o corpo saudáveis. A quantidade de horas, no entanto, é diferente para adultos, crianças e bebês. Em diretriz publicada em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu algumas recomendações a respeito.

De acordo com a OMS, bebês com idade entre 0 e 3 meses devem ter de 14 a 17 horas de sono de boa qualidade por dia, incluindo os cochilos. Já aqueles entre 4 e 11 meses de idade precisam dormir de 12 a 16 horas.

O número é menor para indivíduos de 1 a 2 anos de idade. Eles devem descansar de 11 a 14 horas por dia. A OMS enfatiza também a importância de estabelecer horários regulares para dormir e acordar. Por outro lado, crianças de 3 e 4 anos de idade devem ter entre 10 e 13 horas de sono.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), maior agência de saúde dos Estados Unidos, acrescentam que as crianças em idade escolar (6 a 12 anos) precisam de 9 a 12 horas de sono a cada noite e adolescentes (13 a 18 anos) precisam de 8 a 10 horas.

Adultos de 18 a 60 anos devem ter 7 ou mais horas de descanso por noite; indivíduos de 61 a 64 anos, entre 7 e 9 horas; e pessoas com mais de 65 anos de idade, cerca de 7 ou 8 horas, segundo os CDC.

No geral, uma boa noite de sono diminui a frequência de doenças, reduz o estresse, melhora o humor, permite que as pessoas se concentrem com facilidade, tenham um melhor desempenho na escola ou no trabalho e tomem melhores decisões.

A informação é do Office of Disease Prevention and Health Promotion (ODPHP), órgão ligado ao Departamento de Saúde dos Estados Unidos.

Entretanto, "dormir bem não se trata apenas de horas totais de sono. É importante também que o sono seja de boa qualidade e obedeça um horário consistente e regular", afirma o ODPHP.

Portanto, as pessoas com dificuldade para dormir ou que se sentem cansadas ao acordar devem procurar um médico para avaliar o quadro e receber orientações.

https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2023/04/quantas-horas-de-sono-por-dia-sao-ideais-para-cada-idade
Qual dos seguintes benefícios é mencionado no texto como resultado de uma boa noite de sono?
Alternativas
Q3381822 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Quantas horas de sono por dia são ideais para cada idade

O sono é importante para ajudar a manter a mente e o corpo saudáveis. A quantidade de horas, no entanto, é diferente para adultos, crianças e bebês. Em diretriz publicada em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu algumas recomendações a respeito.

De acordo com a OMS, bebês com idade entre 0 e 3 meses devem ter de 14 a 17 horas de sono de boa qualidade por dia, incluindo os cochilos. Já aqueles entre 4 e 11 meses de idade precisam dormir de 12 a 16 horas.

O número é menor para indivíduos de 1 a 2 anos de idade. Eles devem descansar de 11 a 14 horas por dia. A OMS enfatiza também a importância de estabelecer horários regulares para dormir e acordar. Por outro lado, crianças de 3 e 4 anos de idade devem ter entre 10 e 13 horas de sono.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), maior agência de saúde dos Estados Unidos, acrescentam que as crianças em idade escolar (6 a 12 anos) precisam de 9 a 12 horas de sono a cada noite e adolescentes (13 a 18 anos) precisam de 8 a 10 horas.

Adultos de 18 a 60 anos devem ter 7 ou mais horas de descanso por noite; indivíduos de 61 a 64 anos, entre 7 e 9 horas; e pessoas com mais de 65 anos de idade, cerca de 7 ou 8 horas, segundo os CDC.

No geral, uma boa noite de sono diminui a frequência de doenças, reduz o estresse, melhora o humor, permite que as pessoas se concentrem com facilidade, tenham um melhor desempenho na escola ou no trabalho e tomem melhores decisões.

A informação é do Office of Disease Prevention and Health Promotion (ODPHP), órgão ligado ao Departamento de Saúde dos Estados Unidos.

Entretanto, "dormir bem não se trata apenas de horas totais de sono. É importante também que o sono seja de boa qualidade e obedeça um horário consistente e regular", afirma o ODPHP.

Portanto, as pessoas com dificuldade para dormir ou que se sentem cansadas ao acordar devem procurar um médico para avaliar o quadro e receber orientações.

https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2023/04/quantas-horas-de-sono-por-dia-sao-ideais-para-cada-idade
Qual é uma das recomendações mencionadas no texto para garantir um sono adequado?
Alternativas
Q3381737 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Insônia infeliz e feliz


   De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia?

   E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar, porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais.

   Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.

   Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro.

   Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.


LISPECTOR, C. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. 
Considere o excerto a seguir para responder à questão:

E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar, porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. 

O termo “dietista”, que ocorre no excerto dado, se encontra entre vírgulas porque, na sentença, é um(a): 
Alternativas
Q3381732 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Insônia infeliz e feliz


   De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia?

   E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar, porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais.

   Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.

   Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro.

   Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.


LISPECTOR, C. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. 
Nas sentenças a seguir, retiradas do texto, ocorre verbo impessoal apenas em: 
Alternativas
Q3381731 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Insônia infeliz e feliz


   De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia?

   E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar, porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais.

   Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.

   Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro.

   Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.


LISPECTOR, C. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. 
Ao dizer que “Mas quantas vezes a insônia é um dom.”, a narradora refere-se: 
Alternativas
Q3381683 Português
Dentre as palavras a seguir, aquela que é classificada como substantivo é:
Alternativas
Respostas
39101: B
39102: B
39103: B
39104: A
39105: B
39106: D
39107: B
39108: C
39109: C
39110: E
39111: C
39112: A
39113: A
39114: C
39115: E
39116: E
39117: C
39118: D
39119: B
39120: C