Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3382083 Português
Assinale a alternativa em que há o emprego incorreto de verbo abundante. 
Alternativas
Q3382081 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Insônia infeliz e feliz


   De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia?

   E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar, porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais.

   Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.

   Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro.

   Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.


LISPECTOR, C. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. 
Considere o excerto a seguir para responder à questão:

E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar, porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. 

O prefixo apresentado em ‘superalimentação’, palavra que ocorre no excerto dado, imprime à sua palavra primitiva um sentido de: 
Alternativas
Q3382080 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Insônia infeliz e feliz


   De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia?

   E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar, porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais.

   Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.

   Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro.

   Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.


LISPECTOR, C. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. 
Considere o excerto a seguir para responder à questão:

E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar, porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. 

As ocorrências do vocábulo ‘que’, destacadas no excerto dado, correspondem, respectivamente, às seguintes classes gramaticais:  
Alternativas
Q3382079 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Insônia infeliz e feliz


   De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia?

   E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar, porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais.

   Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.

   Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro.

   Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.


LISPECTOR, C. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. 
Considere o excerto a seguir para responder à questão:

E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar, porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. 

A locução “ainda por cima”, que ocorre no excerto dado, classifica-se, do ponto de vista gramatical, como: 
Alternativas
Q3382078 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Insônia infeliz e feliz


   De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia?

   E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar, porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais.

   Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.

   Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro.

   Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.


LISPECTOR, C. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. 
Em “Não, não se pensa.”, o vocábulo ‘se’ desempenha o papel gramatical de: 
Alternativas
Q3382046 Português
O  texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Quantas horas de sono por dia são ideais para cada idade

O sono é importante para ajudar a manter a mente e o corpo saudáveis. A quantidade de horas, no entanto, é diferente para adultos, crianças e bebês. Em diretriz publicada em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu algumas recomendações a respeito.
De acordo com a OMS, bebês com idade entre 0 e 3 meses devem ter de 14 a 17 horas de sono de boa qualidade por dia, incluindo os cochilos. Já aqueles entre 4 e 11 meses de idade precisam dormir de 12 a 16 horas.
O número é menor para indivíduos de 1 a 2 anos de idade. Eles devem descansar de 11 a 14 horas por dia. A OMS enfatiza também a importância de estabelecer horários regulares para dormir e acordar. Por outro lado, crianças de 3 e 4 anos de idade devem ter entre 10 e 13 horas de sono.
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), maior agência de saúde dos Estados Unidos, acrescentam que as crianças em idade escolar (6 a 12 anos) precisam de 9 a 12 horas de sono a cada noite e adolescentes (13 a 18 anos) precisam de 8 a 10 horas.
Adultos de 18 a 60 anos devem ter 7 ou mais horas de descanso por noite; indivíduos de 61 a 64 anos, entre 7 e 9 horas; e pessoas com mais de 65 anos de idade, cerca de 7 ou 8 horas, segundo os CDC.
No geral, uma boa noite de sono diminui a frequência de doenças, reduz o estresse, melhora o humor, permite que as pessoas se concentrem com facilidade, tenham um melhor desempenho na escola ou no trabalho e tomem melhores decisões.
A informação é do Office of Disease Prevention and Health Promotion (ODPHP), órgão ligado ao Departamento de Saúde dos Estados Unidos.
Entretanto, "dormir bem não se trata apenas de horas totais de sono. É importante também que o sono seja de boa qualidade e obedeça um horário consistente e regular", afirma o ODPHP.
Portanto, as pessoas com dificuldade para dormir ou que se sentem cansadas ao acordar devem procurar um médico para avaliar o quadro e receber orientações.

https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2023/04/quantas-horas-de-sono-por-dia-sao-ideais-para-cada-idade


Quantas horas de sono por dia são ideais para cada idade

O sono é importante para ajudar a manter a mente e o corpo saudáveis. A quantidade de horas, no entanto, é diferente para adultos, crianças e bebês. Em diretriz publicada em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu algumas recomendações a respeito.
De acordo com a OMS, bebês com idade entre 0 e 3 meses devem ter de 14 a 17 horas de sono de boa qualidade por dia, incluindo os cochilos. Já aqueles entre 4 e 11 meses de idade precisam dormir de 12 a 16 horas.
O número é menor para indivíduos de 1 a 2 anos de idade. Eles devem descansar de 11 a 14 horas por dia. A OMS enfatiza também a importância de estabelecer horários regulares para dormir e acordar. Por outro lado, crianças de 3 e 4 anos de idade devem ter entre 10 e 13 horas de sono.
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), maior agência de saúde dos Estados Unidos, acrescentam que as crianças em idade escolar (6 a 12 anos) precisam de 9 a 12 horas de sono a cada noite e adolescentes (13 a 18 anos) precisam de 8 a 10 horas.
Adultos de 18 a 60 anos devem ter 7 ou mais horas de descanso por noite; indivíduos de 61 a 64 anos, entre 7 e 9 horas; e pessoas com mais de 65 anos de idade, cerca de 7 ou 8 horas, segundo os CDC.
No geral, uma boa noite de sono diminui a frequência de doenças, reduz o estresse, melhora o humor, permite que as pessoas se concentrem com facilidade, tenham um melhor desempenho na escola ou no trabalho e tomem melhores decisões.
A informação é do Office of Disease Prevention and Health Promotion (ODPHP), órgão ligado ao Departamento de Saúde dos Estados Unidos.
Entretanto, "dormir bem não se trata apenas de horas totais de sono. É importante também que o sono seja de boa qualidade e obedeça um horário consistente e regular", afirma o ODPHP.
Portanto, as pessoas com dificuldade para dormir ou que se sentem cansadas ao acordar devem procurar um médico para avaliar o quadro e receber orientações.
https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2023/04/quantas-horas-de-sono-por-dia-sao-ideais-para-cada-idade

Qual das seguintes afirmações resume corretamente as recomendações dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) para a quantidade de sono necessária para crianças em idade escolar e adolescentes?
Alternativas
Q3382004 Português
Nas sentenças a seguir, verifica-se locução adverbial apenas em:
Alternativas
Q3382001 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Um pé de milho


    Os americanos, através do radar, entraram em contato com a Lua, o que não deixa de ser emocionante. Mas o fato mais importante da semana aconteceu com o meu pé de milho.


    Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um pé de capim — mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo, veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou que era cana.


    Sou um ignorante, um pobre homem de cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança as suas folhas além do muro — e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais — mas é diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro, espremido, junto do portão, numa esquina de rua — não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis.


    Detesto comparações surrealistas — mas na glória de seu crescimento, tal como o vi em uma noite de luar, o pé de milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento — e em outra madrugada parecia um galo cantando. 


    Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. Há muitas flores belas no mundo, e a flor de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da rua Júlio de Castilhos.


Braga, R. Um pé de milho. Rio de Janeiro: Record, 2004.
A palavra ‘máquina’, que ocorre no texto, classifica-se quanto à tonicidade da mesma forma que a palavra:
Alternativas
Q3382000 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Um pé de milho


    Os americanos, através do radar, entraram em contato com a Lua, o que não deixa de ser emocionante. Mas o fato mais importante da semana aconteceu com o meu pé de milho.


    Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um pé de capim — mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo, veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou que era cana.


    Sou um ignorante, um pobre homem de cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança as suas folhas além do muro — e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais — mas é diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro, espremido, junto do portão, numa esquina de rua — não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis.


    Detesto comparações surrealistas — mas na glória de seu crescimento, tal como o vi em uma noite de luar, o pé de milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento — e em outra madrugada parecia um galo cantando. 


    Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. Há muitas flores belas no mundo, e a flor de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da rua Júlio de Castilhos.


Braga, R. Um pé de milho. Rio de Janeiro: Record, 2004.
Analise o excerto a seguir quanto aos adjetivos que nele ocorrem: “Suas raízes roxas se agarram no chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis.” São comuns de dois gêneros apenas:
Alternativas
Q3381998 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Um pé de milho


    Os americanos, através do radar, entraram em contato com a Lua, o que não deixa de ser emocionante. Mas o fato mais importante da semana aconteceu com o meu pé de milho.


    Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um pé de capim — mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo, veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou que era cana.


    Sou um ignorante, um pobre homem de cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança as suas folhas além do muro — e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais — mas é diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro, espremido, junto do portão, numa esquina de rua — não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis.


    Detesto comparações surrealistas — mas na glória de seu crescimento, tal como o vi em uma noite de luar, o pé de milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento — e em outra madrugada parecia um galo cantando. 


    Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. Há muitas flores belas no mundo, e a flor de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da rua Júlio de Castilhos.


Braga, R. Um pé de milho. Rio de Janeiro: Record, 2004.
Analise as sentenças a seguir, retiradas do texto, e assinale a alternativa em que o vocábulo “o” é empregado como pronome demonstrativo.
Alternativas
Q3381935 Português
Leia com atenção as seguintes afirmativas:
I.Eu vi um carro vermelho estacionado em frente à casa.
II.Um pássaro pousou no galho da árvore e começou a cantar.
III.O cachorro correu até o portão para cumprimentar o dono.
IV.A lua brilhava intensamente no céu noturno.
V.As flores do jardim desabrocharam com a chegada da primavera.
Em quais das afirmativas lidas há o emprego de um artigo indefinido?
Alternativas
Q3381929 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Quantas horas de sono por dia são ideais para cada idade

O sono é importante para ajudar a manter a mente e o corpo saudáveis. A quantidade de horas, no entanto, é diferente para adultos, crianças e bebês. Em diretriz publicada em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu algumas recomendações a respeito.

De acordo com a OMS, bebês com idade entre 0 e 3 meses devem ter de 14 a 17 horas de sono de boa qualidade por dia, incluindo os cochilos. Já aqueles entre 4 e 11 meses de idade precisam dormir de 12 a 16 horas.

O número é menor para indivíduos de 1 a 2 anos de idade. Eles devem descansar de 11 a 14 horas por dia. A OMS enfatiza também a importância de estabelecer horários regulares para dormir e acordar. Por outro lado, crianças de 3 e 4 anos de idade devem ter entre 10 e 13 horas de sono.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), maior agência de saúde dos Estados Unidos, acrescentam que as crianças em idade escolar (6 a 12 anos) precisam de 9 a 12 horas de sono a cada noite e adolescentes (13 a 18 anos) precisam de 8 a 10 horas.

Adultos de 18 a 60 anos devem ter 7 ou mais horas de descanso por noite; indivíduos de 61 a 64 anos, entre 7 e 9 horas; e pessoas com mais de 65 anos de idade, cerca de 7 ou 8 horas, segundo os CDC.

No geral, uma boa noite de sono diminui a frequência de doenças, reduz o estresse, melhora o humor, permite que as pessoas se concentrem com facilidade, tenham um melhor desempenho na escola ou no trabalho e tomem melhores decisões.

A informação é do Office of Disease Prevention and Health Promotion (ODPHP), órgão ligado ao Departamento de Saúde dos Estados Unidos.

Entretanto, "dormir bem não se trata apenas de horas totais de sono. É importante também que o sono seja de boa qualidade e obedeça um horário consistente e regular", afirma o ODPHP.

Portanto, as pessoas com dificuldade para dormir ou que se sentem cansadas ao acordar devem procurar um médico para avaliar o quadro e receber orientações.

https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2023/04/quantas-horas-de-sono-por-dia-sao-ideais-para-cada-idade
Qual das seguintes opções resume melhor a variação na quantidade de horas de sono entre adultos, crianças e bebês, conforme indicado no texto?
Alternativas
Q3381927 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Quantas horas de sono por dia são ideais para cada idade

O sono é importante para ajudar a manter a mente e o corpo saudáveis. A quantidade de horas, no entanto, é diferente para adultos, crianças e bebês. Em diretriz publicada em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu algumas recomendações a respeito.

De acordo com a OMS, bebês com idade entre 0 e 3 meses devem ter de 14 a 17 horas de sono de boa qualidade por dia, incluindo os cochilos. Já aqueles entre 4 e 11 meses de idade precisam dormir de 12 a 16 horas.

O número é menor para indivíduos de 1 a 2 anos de idade. Eles devem descansar de 11 a 14 horas por dia. A OMS enfatiza também a importância de estabelecer horários regulares para dormir e acordar. Por outro lado, crianças de 3 e 4 anos de idade devem ter entre 10 e 13 horas de sono.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), maior agência de saúde dos Estados Unidos, acrescentam que as crianças em idade escolar (6 a 12 anos) precisam de 9 a 12 horas de sono a cada noite e adolescentes (13 a 18 anos) precisam de 8 a 10 horas.

Adultos de 18 a 60 anos devem ter 7 ou mais horas de descanso por noite; indivíduos de 61 a 64 anos, entre 7 e 9 horas; e pessoas com mais de 65 anos de idade, cerca de 7 ou 8 horas, segundo os CDC.

No geral, uma boa noite de sono diminui a frequência de doenças, reduz o estresse, melhora o humor, permite que as pessoas se concentrem com facilidade, tenham um melhor desempenho na escola ou no trabalho e tomem melhores decisões.

A informação é do Office of Disease Prevention and Health Promotion (ODPHP), órgão ligado ao Departamento de Saúde dos Estados Unidos.

Entretanto, "dormir bem não se trata apenas de horas totais de sono. É importante também que o sono seja de boa qualidade e obedeça um horário consistente e regular", afirma o ODPHP.

Portanto, as pessoas com dificuldade para dormir ou que se sentem cansadas ao acordar devem procurar um médico para avaliar o quadro e receber orientações.

https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2023/04/quantas-horas-de-sono-por-dia-sao-ideais-para-cada-idade
Qual dos seguintes itens resume melhor a importância do sono, conforme indicado no texto?
Alternativas
Q3381905 Português
A palavra a seguir cuja classificação quanto à tonicidade é a de paroxítona é:
Alternativas
Q3381904 Português
O sentido da palavra “obtuso”, em “Foi extremamente obtuso durante a conversa com a garota.”, é o mesmo de:
Alternativas
Q3381903 Português
Nas sentenças a seguir, empregam-se as expressões “por que”, “porque”, “porquê” e “por quê”. Identifique aquela em que há incorreção no emprego de uma dessas expressões.
Alternativas
Q3381902 Português
Analise as sentenças a seguir quanto à colocação pronominal:

I. Me perguntaram a respeito do casamento.
II. Lembre-se de entregar o relatório até amanhã.
III. Não se acostume com esses mimos.

De acordo com a norma-padrão, a colocação pronominal está correta apenas em:
Alternativas
Q3381901 Português
Identifique em qual das sentenças a seguir ocorre verbo irregular.
Alternativas
Q3381900 Português
Há desvio de concordância apenas em:
Alternativas
Q3381899 Português
A sentença cuja palavra em destaque é um substantivo composto é: 
Alternativas
Respostas
39081: B
39082: C
39083: A
39084: B
39085: E
39086: C
39087: A
39088: B
39089: C
39090: D
39091: B
39092: D
39093: A
39094: A
39095: C
39096: A
39097: E
39098: C
39099: B
39100: E