Questões de Concurso Comentadas sobre português
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Analise as seguintes assertivas sobre propostas de alterações no texto, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A substituição de “tanto que” (l. 02-03) por “porque” não provocaria alteração de sentido entre as orações que relaciona.
( ) O sujeito do verbo “pensam” (l. 05) está implícito.
( ) O vocábulo “cegos” (l. 08) é um adjetivo, entretanto, em outro contexto, poderia ser classificado como substantivo.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Considere o fragmento do texto “nossos olhos testemunharam-no” (l. 07), as asserções que seguem e a relação proposta entre elas:
I. “-no” funciona como objeto direto.
E
II. O verbo testemunhar é transitivo direto.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.



Ao proceder à troca de “transformaram” (l. 09) por “tornaram”, haverá necessidade de supressão de um(a) __________ a fim de atender à __________ do verbo.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.



Analise as assertivas que seguem a respeito do termo assinalado no seguinte fragmento do texto:
“As coisas começam a mudar quando um advogado, Ransom Stoddard (James Stewart), chega ...
cidade com a mala carregada de livros e ideias de justiça” (l. 16-18).
I. Funciona como núcleo do sujeito simples.
II. Pertence à classe gramatical dos substantivos.
III. É acompanhado de um artigo feminino flexionado no plural, que funciona como adjunto adnominal.
Quais estão corretas?

I. “Mas” e “e” são conjunções integrantes.
VISTO QUE
II. Ambas estabelecem relação de subordinação entre as orações que relacionam.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.



I – Tipos textuais – realizações linguísticas concretas definidas por propriedades sociocomunicativas.
II – Gêneros textuais – constituem textos empiricamente realizados cumprindo funções em situações comunicativas.
III – Tipos textuais – designações teóricas dos tipos: narração, argumentação, descrição, injunção e exposição.
IV – Gêneros textuais – sua nomeação abrange um conjunto aberto e praticamente ilimitado de designações concretas determinadas pelo canal, estilo, conteúdo, composição e função.
É falso o que se afirma em:
I – Função referencial – oportuniza a reflexão sobre a própria linguagem.
II – Função emotiva – influencia os indivíduos.
III – Função poética – explicita emoções.
IV - Função fática – expressa sentimentos por meio do significado do texto, bem como, das formas das palavras.
É falso o que se afirma em:
__ anos não se encontravam. Mesmo assim, sentaram-se __ mesa e falaram sobre tudo, __ começar por seus casamentos.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A tarde a multidão
Todos estão tristes às 4h25 da tarde, na avenida Nossa Senhora de Copacabana. São muitas pessoas e todos os rostos são apreensivos. É como se houvesse uma causa comum, essencial, anterior. Todos caminham amargurados às 4h25 da tarde, na avenida Nossa Senhora de Copacabana.
Por quê, se não vai chover e se o mar não vai transbordar? Por que esse ar de todos, tão aflito, de quem não se sabe achar?
Tempos atrás, passei pela avenida Nossa Senhora de Copacabana, todos eram felizes. O amargurado era eu. Hoje, na multidão, não tenho mais que dois problemas. Dói-me a botina nova, no pé esquerdo, e vou comprar um ferro elétrico. Quanto à botina, bastará descalçá-la quando chegar em casa. E sentir a dor passando, que é um prazer muito maior que o de nunca ter tido dor nenhuma. Mas, o ferro elétrico? E o ferro elétrico? Como é que se compra um ferro elétrico?
Pergunta-me o homem do balcão:
— Como é que o senhor quer o ferro elétrico?
Hesito e respondo, na medida do possível:
— Um que seja bem elétrico.
Sim, porque se vou comprar um ferro elétrico, quanto mais elétrico for, melhor. Se fosse comprar um quadro-negro, tinha que ser o mais negro de todos.
Volto à rua e as pessoas estão ainda mais aflitas às 5h15 da tarde, na avenida Nossa Senhora de Copacabana. A tarde vã, desperdiçada, no rosto de cada semelhante. Como se cada um tivesse uma coisa sem remédio na parte alta da cavidade torácica. Uma angústia, uma falta de ar, malgrado a tarde estival.
Falta de exercício respiratório. Nada mais que isso. O homem se desentende consigo mesmo porque se esquece de respirar. É preciso aspirar, no mínimo, quatro litros de oxigênio em cada tomada de ar. O homem de hoje não respira, ofega. Como os cachorros. E isto altera o equilíbrio moral de cada um.
Aflige-me o pobre olhar das multidões. Por nada. Não há culpa ou causa comum. Cada qual carrega o seu deserto, seu calvário particular, porque na angústia, no fundo da grande angústia, há uma cômoda preguiça, um estágio de lânguido torpor como o do ópio. Não há nada a fazer pelas pessoas da tarde, na avenida Nossa Senhora de Copacabana.
MARIA, A. A tarde e a multidão. In: TAUIL, G. (Org.) Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria, 2021, p. 122-123.