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Q3196488 Português
Leia o texto a seguir:


Homem é flagrado andando de 'jet ski' na Ponte Rio-Niterói e vídeo viraliza nas redes sociais


Registro mostra veículo aquático adaptado para o asfalto com peças de motocicleta


     Um vídeo em que um homem anda em uma moto modificada com carcaça de jet ski pela Ponte Rio-Niterói viralizou nas redes sociais no último domingo. O meio de transporte, usado na água, foi adaptado com rodas e um chassi de moto para conseguir andar no asfalto.

     O registro mostra que o piloto não usa equipamentos de segurança de condução de uma moto. Ele anda de bermuda e chinelo, além de usar um capacete não recomendado. O condutor do veículo adaptado se identifica nas redes sociais como Lobão.

    Além do registro na Ponte, ele também compartilhou o momento em que trafegou pela Linha Vermelha e Amarela. O fato inusitado chamou a atenção dos internautas, que repercutiram o vídeo. "Veículo híbrido, já vai dar aquele mergulho no mar", escreveu um. "RJ está valendo tudo!!!", publicou outro.

   Criticado nas redes sociais, o homem rebateu afirmando que a moto está emplacada e regularizada. "A pessoa tem que estar com a alma podre para se incomodar com um moto jet passando na rua. As pessoas olham e acham graça, aí tem uns que pedem até prisão. Onde passa chama atenção, quem está estressado, arranca um sorriso da pessoa", justifica o condutor.

     Procurada, por meio de nota a Ecoponte descreveu que o veículo cruzou sentido Rio de Janeiro acoplado em um carro de passeio, e que "na altura da descida do Vão Central, o veículo parou, soltou o equipamento e ele seguiu viagem pela via". A reportagem tentou contato com a Polícia Rodoviária Federal para mais detalhes sobre o caso, mas ainda não obteve respostas. O espaço segue em aberto.

    Em nota, a Polícia Rodoviária Federal, responsável pela fiscalização da rodovia, confirmou que o homem passou pelo pórtico 11 da Ponte Rio-Niterói no último domingo, por volta das 15:40.

    "Em pesquisa no sistema, foi verificado que na verdade se tratava de uma motocicleta Suzuki AN125, com adulteração não autorizada do veículo. Foi verificado também que um automóvel estava ajudando a levar a moto aquática em uma carreta, e ambos foram identificados em imagens para futuras autuações que serão geradas em detrimento das imagens analisadas", afirmou a PRF.

   Questionado pelo GLOBO, o Detran-RJ afirmou que, de acordo com as normas vigentes, qualquer veículo que passe por alterações em suas características originais precisa ser submetido à avaliação e aprovação pelos órgãos técnicos competentes.


Fonte: https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2025/01/07/homem-e-flagrado-andando- de-jet-ski-na-ponte-rio-niteroi-e-video-viraliza-nas-redes-sociais.ghtml. Acesso em 07/01/2024
O texto apresenta um fato inusitado, que é:
Alternativas
Q3196359 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

Tire a crônica da cartola
Ana Elisa Ribeiro
De vez em quando preciso ensinar a escrever crônicas. Acho difícil dizer de onde partir, a que se agarrar. Posso começar pela parte teórica, digamos, segundo a qual a pessoa precisa ligar uma antena, um radar, dentro de si, e ser observadora. Observar quer dizer estar atenta a muitas coisas, todo o tempo, e distraída de outras. Uma vez, ao volante, me distraí do trânsito à minha frente porque fiquei prestando atenção a duas velhinhas gêmeas atravessando a rua. Isso eu via pelo retrovisor esquerdo. Assisti à cena como se fosse um filme. Elas tinham certa dificuldade de dar passos rápidos e precisos (estou chegando à conclusão de que tenho medo desse aspecto da velhice), cambaleavam um pouco, uma ajudava a outra, porque provavelmente uma era mais vivaz do que a outra, se escoravam, falavam alguma coisa que eu não podia ouvir, alguma ranhetice de velhas sem paciência recíproca, mas atravessaram. Nisso, o semáforo abriu e eu fiquei parada, sem saber que meu tempo urgia, até que algum outro motorista tratou de me lembrar, por meio da buzina. Arranquei ainda querendo ver a trajetória das idosas, e um pouco pasma porque só conhecia gêmeas jovens.
[...]
Se duas velhinhas gêmeas atravessam a rua em meio ao trânsito caótico da cidade, e fazem isso com alguma dificuldade, quem é que presta atenção? Quão banal isso parece? Onde está a crônica, seu nascedouro, sua gênese? A meu ver, estava na travessia ranzinza das velhinhas, mas podia estar na buzina e no sinal fechado, na minha própria distração do trânsito. Provavelmente o eventual cronista no carro atrás escreverá um texto em que conta da motorista distraída do carro da frente. Talvez alguém que eu nem sequer vi tenha algo a dizer sobre a cena de dois carros, dois motoristas, um deles distraído com duas velhinhas gêmeas que atravessam a rua, a buzina, a impaciência, o estresse. Talvez haja alguém na janela de um prédio, vendo tudo de cima, como se fosse uma águia. Ou quiçá uma das velhinhas, a cronista (a menos ou a mais vivaz delas?), resolva chegar em casa, abrir as janelas, ligar um computador já velho, doação do filho, e escrever uma crônica sobre o que é estar idosa a atravessar uma rua movimentada na cidade, como os motoristas são mal-educados, as buzinas e a irmã, que já dá muito trabalho. E talvez fosse nossa chance, leitores de crônicas, de saber mais sobre essas duas mulheres. Não saberemos. Do meu ponto de vista, tudo o que está nelas é só delas. O que estava em mim era uma espécie de assombro, certa empatia, torcendo para que elas chegassem salvas à outra margem.
Ensinar a escrever crônicas não prescinde de exercícios. O olhar é um item importante, mas há outros. Se nos sentarmos todos à porta de casa, ali no alpendre (supondo que ainda moremos em casas térreas de portão baixo), e nos dispusermos a observar a rua por duas horas, que material conseguiremos recolher? Posso suspeitar apenas e escrever uma crônica com minha imaginação, toda ela assentada sobre a vida que vejo passar todos os dias ali, até quando não estou à janela ou sentada no alpendre (aliás, palavra antiga esta). Em duas horas, talvez um sem-número de pessoas passe a pé, indo resolver o que nem imagino, ouvindo músicas de que não suspeito, em fones que foram comprados em viagens ou ganhados de um parente. Muitos carros cruzam as esquinas, alguns se dão bom-dia, vários buzinam impacientes, claro, e alguém percebe, de dentro da cabine, que quem dirigia o carro na direção contrária era um ex-amor. Era como encontrar o passado por dois segundos e deixá-lo se distanciar, pelo retrovisor interno. As pessoas talvez se cumprimentem na rua e pode ser que algumas parem para conversar por alguns minutos. Se dermos sorte, conseguiremos ouvir o papo, saber das coisas sobre familiares, doenças, visitas não cumpridas, mortes, mudanças, planos de viagem ao interior. Teremos farto material, e ouvir os outros é mesmo isto: recolher, mas também pode ser transformar.
Ensinar a escrever crônicas talvez passe por capturar uma chispa no ar e dar asas a ela. Não passou ninguém, não me sentei no alpendre, não tenho duas horas de observação ao pé da porta, mas posso imaginar e fazer com que pareça real, uma cena, um cenário, uma conversa de verdade, que provoque sensações e que comova, ou que enraiveça e revolte. O que um cronista quer? Não vou dizer que queira apenas contar uma história ou comentar um assunto. Um cronista quer suspender a vida por uns minutos. Como se ensina isso? A suspender… mesmo que não venham as idosas gêmeas pelo retrovisor, mesmo que elas tenham sido imaginadas, e que estejamos longe de morar em casas com alpendre?

Disponível em: https://rascunho.com.br/cronistas/ana-elisa-ribeiro/tire-a-cronica-da-cartola/. Acesso em: 02 dez. 2024.
Considere as seguintes afirmações sobre o texto de Ana Elisa Ribeiro:
I. As informações apresentadas entre parênteses são acessórias e repetem ideias já exploradas contextualmente.
II. Um dos conceitos de “observar”, sublinhado no texto, é poético, uma vez que a autora apresenta uma definição contrária à que preconiza o dicionário.
III. Em “Isso eu via pelo retrovisor esquerdo”, sublinhado no texto, o pronome demonstrativo “isso” recupera todo o período anterior à sua aparição.
IV. Os vocábulos “ranhetice”, “alpendre” e “chispa”, sublinhados no texto, marcam um tipo de variação linguística, a saber, a variação histórica.
V. A função de linguagem predominante empregada no texto é a conativa ou apelativa, cujo foco é convencer ou persuadir o leitor.
Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Q3196358 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

Tire a crônica da cartola
Ana Elisa Ribeiro
De vez em quando preciso ensinar a escrever crônicas. Acho difícil dizer de onde partir, a que se agarrar. Posso começar pela parte teórica, digamos, segundo a qual a pessoa precisa ligar uma antena, um radar, dentro de si, e ser observadora. Observar quer dizer estar atenta a muitas coisas, todo o tempo, e distraída de outras. Uma vez, ao volante, me distraí do trânsito à minha frente porque fiquei prestando atenção a duas velhinhas gêmeas atravessando a rua. Isso eu via pelo retrovisor esquerdo. Assisti à cena como se fosse um filme. Elas tinham certa dificuldade de dar passos rápidos e precisos (estou chegando à conclusão de que tenho medo desse aspecto da velhice), cambaleavam um pouco, uma ajudava a outra, porque provavelmente uma era mais vivaz do que a outra, se escoravam, falavam alguma coisa que eu não podia ouvir, alguma ranhetice de velhas sem paciência recíproca, mas atravessaram. Nisso, o semáforo abriu e eu fiquei parada, sem saber que meu tempo urgia, até que algum outro motorista tratou de me lembrar, por meio da buzina. Arranquei ainda querendo ver a trajetória das idosas, e um pouco pasma porque só conhecia gêmeas jovens.
[...]
Se duas velhinhas gêmeas atravessam a rua em meio ao trânsito caótico da cidade, e fazem isso com alguma dificuldade, quem é que presta atenção? Quão banal isso parece? Onde está a crônica, seu nascedouro, sua gênese? A meu ver, estava na travessia ranzinza das velhinhas, mas podia estar na buzina e no sinal fechado, na minha própria distração do trânsito. Provavelmente o eventual cronista no carro atrás escreverá um texto em que conta da motorista distraída do carro da frente. Talvez alguém que eu nem sequer vi tenha algo a dizer sobre a cena de dois carros, dois motoristas, um deles distraído com duas velhinhas gêmeas que atravessam a rua, a buzina, a impaciência, o estresse. Talvez haja alguém na janela de um prédio, vendo tudo de cima, como se fosse uma águia. Ou quiçá uma das velhinhas, a cronista (a menos ou a mais vivaz delas?), resolva chegar em casa, abrir as janelas, ligar um computador já velho, doação do filho, e escrever uma crônica sobre o que é estar idosa a atravessar uma rua movimentada na cidade, como os motoristas são mal-educados, as buzinas e a irmã, que já dá muito trabalho. E talvez fosse nossa chance, leitores de crônicas, de saber mais sobre essas duas mulheres. Não saberemos. Do meu ponto de vista, tudo o que está nelas é só delas. O que estava em mim era uma espécie de assombro, certa empatia, torcendo para que elas chegassem salvas à outra margem.
Ensinar a escrever crônicas não prescinde de exercícios. O olhar é um item importante, mas há outros. Se nos sentarmos todos à porta de casa, ali no alpendre (supondo que ainda moremos em casas térreas de portão baixo), e nos dispusermos a observar a rua por duas horas, que material conseguiremos recolher? Posso suspeitar apenas e escrever uma crônica com minha imaginação, toda ela assentada sobre a vida que vejo passar todos os dias ali, até quando não estou à janela ou sentada no alpendre (aliás, palavra antiga esta). Em duas horas, talvez um sem-número de pessoas passe a pé, indo resolver o que nem imagino, ouvindo músicas de que não suspeito, em fones que foram comprados em viagens ou ganhados de um parente. Muitos carros cruzam as esquinas, alguns se dão bom-dia, vários buzinam impacientes, claro, e alguém percebe, de dentro da cabine, que quem dirigia o carro na direção contrária era um ex-amor. Era como encontrar o passado por dois segundos e deixá-lo se distanciar, pelo retrovisor interno. As pessoas talvez se cumprimentem na rua e pode ser que algumas parem para conversar por alguns minutos. Se dermos sorte, conseguiremos ouvir o papo, saber das coisas sobre familiares, doenças, visitas não cumpridas, mortes, mudanças, planos de viagem ao interior. Teremos farto material, e ouvir os outros é mesmo isto: recolher, mas também pode ser transformar.
Ensinar a escrever crônicas talvez passe por capturar uma chispa no ar e dar asas a ela. Não passou ninguém, não me sentei no alpendre, não tenho duas horas de observação ao pé da porta, mas posso imaginar e fazer com que pareça real, uma cena, um cenário, uma conversa de verdade, que provoque sensações e que comova, ou que enraiveça e revolte. O que um cronista quer? Não vou dizer que queira apenas contar uma história ou comentar um assunto. Um cronista quer suspender a vida por uns minutos. Como se ensina isso? A suspender… mesmo que não venham as idosas gêmeas pelo retrovisor, mesmo que elas tenham sido imaginadas, e que estejamos longe de morar em casas com alpendre?

Disponível em: https://rascunho.com.br/cronistas/ana-elisa-ribeiro/tire-a-cronica-da-cartola/. Acesso em: 02 dez. 2024.
Sobre a relação estabelecida entre o título e o texto, a autora 
Alternativas
Q3196357 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

Por exemplo
alguém traduziu um poema
e introduziu nele um vulcão
que não havia no original
por causa da métrica ou da necessidade
de uma rima
alguém acrescentou num poema um vulcão
que antes não existia
(ou uma mosca, uma raposa, ou foi uma cicatriz
que migrou da mão esquerda para a direita
como luvas vestidas errado
ou maio que se tornou setembro
pelo mero acaso das localizações geográficas
e porque para o poema era necessário
que fosse primavera
ou ameixas que foram trocadas
por lichias, porque ameixas por aqui
quase só são consumidas secas
e era preciso uma fruta doce e fria).
É assim mais ou menos desse modo
acho
que as pessoas se relacionam
com as coisas
sempre.

MARQUES, Ana Martins. Risque esta palavra. São Paulo: Companhia das Letras, 2021. p. 72
Nos versos finais do poema de Ana Martins Marques, evidencia-se a presença da figura de linguagem
Alternativas
Q3196356 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

Por exemplo
alguém traduziu um poema
e introduziu nele um vulcão
que não havia no original
por causa da métrica ou da necessidade
de uma rima
alguém acrescentou num poema um vulcão
que antes não existia
(ou uma mosca, uma raposa, ou foi uma cicatriz
que migrou da mão esquerda para a direita
como luvas vestidas errado
ou maio que se tornou setembro
pelo mero acaso das localizações geográficas
e porque para o poema era necessário
que fosse primavera
ou ameixas que foram trocadas
por lichias, porque ameixas por aqui
quase só são consumidas secas
e era preciso uma fruta doce e fria).
É assim mais ou menos desse modo
acho
que as pessoas se relacionam
com as coisas
sempre.

MARQUES, Ana Martins. Risque esta palavra. São Paulo: Companhia das Letras, 2021. p. 72
Avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas.
I - Numa abordagem metalinguística, Ana Martins Marques ultrapassa a reflexão sobre o processo de tradução de poesia.
PORQUE
II - No poema, a reflexão sobre a tradução é um exemplo para que o eu lírico reflita sobre a relação entre as pessoas e entre as pessoas e as coisas, sempre oblíqua, desviante, aproximativa, nunca exata.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
Alternativas
Q3196355 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


A fome segundo uma mulher privilegiada


Voltei a sentir a minha fome, tão diferente da fome amarela da Carolina


Giovana Madalosso


Uma mulher privilegiada descobre pela primeira vez a fome por obra do espelho. Foi assim comigo aos 15 anos. Nem gorda eu era – e se fosse, qual o problema? Com 1,70 metro e cinquenta e poucos quilos, me sentia feia e achei que perder peso ajudaria a aliviar a minha dismorfia, aquela condição em que a pessoa não se enxerga como de fato é.

Todas as manhãs, eu acordava, vestia o uniforme do colégio e passava reto por uma geladeira cheia e uma fruteira abundante, esnobando todos aqueles nutrientes. Eu não era a única. Minha melhor amiga também chegava na aula de jejum. Preocupadas em exalar o estômago vazio, virávamos uma para a outra: tô com bafo? E só na hora do recreio tomávamos um iogurte light.

Dali para frente, quase todas as mulheres com quem estudei ou trabalhei passaram propositalmente fome pelo menos uma vez, em algum momento da vida. A maioria muitas vezes, em muitos momentos. E algumas pagando caro para isso, seja com regimes planejados, estadias em spas ou cirurgias de redução de estômago.

Adulta, cansei de ver mulheres cruzando os talheres sobre pratos quase intocados e se vangloriando por essa vitória. Ou saciando a fome e depois vomitando, como às vezes ouvíamos uma colega de trabalho fazer no banheiro da agência, depois do almoço.

Só aos 40 anos fui escutar de perto a outra fome, tão estrangeira a nós, lendo Carolina Maria de Jesus e ouvindo seu estômago roncar nas entrelinhas. Ou mesmo nas linhas, em frases explícitas. Em “Quarto de Despejo”, Carolina conta que juntava restos do chão da feira para dar para os filhos. Ou fazia sopa de ossos. Conta que às vezes a fome era tanta que tinha até materialidade: amarela.

Depois de anos sem me preocupar com a balança, há algumas semanas voltei a pensar em calorias e a passar aquela velha fome, tão diferente da fome amarela da Carolina, com o intuito de perder o peso que venho ganhando por causa de oscilações hormonais.

Com o estômago recheado por apenas um ovo e um gole de café, parei o carro num farol. Na minha frente uma mulher segurava um cartaz escrito: fome. Suas roupas estavam esfiapadas, certamente não sentia o mesmo tipo de fome que eu.

Revirei a bolsa, procurando um trocado. Enquanto fazia isso, imaginei, ao lado dela, 1,4 milhão de pessoas que estão passando fome em São Paulo. Ou as 5 milhões que vivem com algum tipo de insegurança alimentar na cidade.

Do lado de cá do farol, as outras milhões de pessoas: dentro dos carros, com nossas fomes voluntárias e desejos difusos. Ou compulsões alimentares, a saciedade sempre tão dificilmente equilibrada na ponta do garfo, sob o vento perverso da cobrança estética.

Eles e nós, cidadãos de um país fraturado há séculos entre fomes e fomes, muitas vezes renovando votos em lideranças que parecem ser tão indiferentes à fome mais triste de todas, a que mais ronca e a que menos faz barulho.

Na minha bolsa, achei pastilhas diet mas não achei nenhum trocado. E já era tarde demais para pegar o pix da mulher. Como tantos outros motoristas, em tantos outros faróis, em tantas outras cidades, desviei os olhos do estômago vazio à minha frente e segui caminho, atenta apenas ao meu próprio umbigo. Como pode? Até quando?


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/giovana-maladosso/2024/10/a-fome-segundo-uma-mulher-privilegiada.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa. Acesso em: 30 nov. 2024.

Considere as seguintes afirmações sobre o texto de Giovana Madalosso:
I. Madalosso emprega um recurso intertextual ao citar o livro Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus, para endossar a materialidade da fome – amarela – que também sentia.
II. É possível afirmar que a mulher que segurava um cartaz próxima a um farol em uma das tantas vias de São Paulo apresenta a mesma fome amarela de Carolina Maria de Jesus.
III. Em “[...] a saciedade sempre tão dificilmente equilibrada na ponta do garfo [...]”, o advérbio “dificilmente” modifica o substantivo “saciedade”.
IV. Na expressão “Eles e nós, cidadãos de um país fraturado há séculos entre fomes e fomes, [...]”, o pronome “eles” refere-se aos cidadãos que possuem compulsões alimentares e são influenciados pela cobrança estética.
V. As perguntas que fecham o texto de Giovana Madalosso são retóricas e instigam uma reflexão no leitor para o individualismo exacerbado que marca a sociedade contemporânea.
Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Q3196354 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


A fome segundo uma mulher privilegiada


Voltei a sentir a minha fome, tão diferente da fome amarela da Carolina


Giovana Madalosso


Uma mulher privilegiada descobre pela primeira vez a fome por obra do espelho. Foi assim comigo aos 15 anos. Nem gorda eu era – e se fosse, qual o problema? Com 1,70 metro e cinquenta e poucos quilos, me sentia feia e achei que perder peso ajudaria a aliviar a minha dismorfia, aquela condição em que a pessoa não se enxerga como de fato é.

Todas as manhãs, eu acordava, vestia o uniforme do colégio e passava reto por uma geladeira cheia e uma fruteira abundante, esnobando todos aqueles nutrientes. Eu não era a única. Minha melhor amiga também chegava na aula de jejum. Preocupadas em exalar o estômago vazio, virávamos uma para a outra: tô com bafo? E só na hora do recreio tomávamos um iogurte light.

Dali para frente, quase todas as mulheres com quem estudei ou trabalhei passaram propositalmente fome pelo menos uma vez, em algum momento da vida. A maioria muitas vezes, em muitos momentos. E algumas pagando caro para isso, seja com regimes planejados, estadias em spas ou cirurgias de redução de estômago.

Adulta, cansei de ver mulheres cruzando os talheres sobre pratos quase intocados e se vangloriando por essa vitória. Ou saciando a fome e depois vomitando, como às vezes ouvíamos uma colega de trabalho fazer no banheiro da agência, depois do almoço.

Só aos 40 anos fui escutar de perto a outra fome, tão estrangeira a nós, lendo Carolina Maria de Jesus e ouvindo seu estômago roncar nas entrelinhas. Ou mesmo nas linhas, em frases explícitas. Em “Quarto de Despejo”, Carolina conta que juntava restos do chão da feira para dar para os filhos. Ou fazia sopa de ossos. Conta que às vezes a fome era tanta que tinha até materialidade: amarela.

Depois de anos sem me preocupar com a balança, há algumas semanas voltei a pensar em calorias e a passar aquela velha fome, tão diferente da fome amarela da Carolina, com o intuito de perder o peso que venho ganhando por causa de oscilações hormonais.

Com o estômago recheado por apenas um ovo e um gole de café, parei o carro num farol. Na minha frente uma mulher segurava um cartaz escrito: fome. Suas roupas estavam esfiapadas, certamente não sentia o mesmo tipo de fome que eu.

Revirei a bolsa, procurando um trocado. Enquanto fazia isso, imaginei, ao lado dela, 1,4 milhão de pessoas que estão passando fome em São Paulo. Ou as 5 milhões que vivem com algum tipo de insegurança alimentar na cidade.

Do lado de cá do farol, as outras milhões de pessoas: dentro dos carros, com nossas fomes voluntárias e desejos difusos. Ou compulsões alimentares, a saciedade sempre tão dificilmente equilibrada na ponta do garfo, sob o vento perverso da cobrança estética.

Eles e nós, cidadãos de um país fraturado há séculos entre fomes e fomes, muitas vezes renovando votos em lideranças que parecem ser tão indiferentes à fome mais triste de todas, a que mais ronca e a que menos faz barulho.

Na minha bolsa, achei pastilhas diet mas não achei nenhum trocado. E já era tarde demais para pegar o pix da mulher. Como tantos outros motoristas, em tantos outros faróis, em tantas outras cidades, desviei os olhos do estômago vazio à minha frente e segui caminho, atenta apenas ao meu próprio umbigo. Como pode? Até quando?


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/giovana-maladosso/2024/10/a-fome-segundo-uma-mulher-privilegiada.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa. Acesso em: 30 nov. 2024.

“Com 1,70 metro e cinquenta e poucos quilos, me sentia feia e achei que perder peso ajudaria a aliviar a minha dismorfia [...].”
O termo destacado acima apresenta sentido sintático equivalente à sua ocorrência no trecho
Alternativas
Q3196353 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


A fome segundo uma mulher privilegiada


Voltei a sentir a minha fome, tão diferente da fome amarela da Carolina


Giovana Madalosso


Uma mulher privilegiada descobre pela primeira vez a fome por obra do espelho. Foi assim comigo aos 15 anos. Nem gorda eu era – e se fosse, qual o problema? Com 1,70 metro e cinquenta e poucos quilos, me sentia feia e achei que perder peso ajudaria a aliviar a minha dismorfia, aquela condição em que a pessoa não se enxerga como de fato é.

Todas as manhãs, eu acordava, vestia o uniforme do colégio e passava reto por uma geladeira cheia e uma fruteira abundante, esnobando todos aqueles nutrientes. Eu não era a única. Minha melhor amiga também chegava na aula de jejum. Preocupadas em exalar o estômago vazio, virávamos uma para a outra: tô com bafo? E só na hora do recreio tomávamos um iogurte light.

Dali para frente, quase todas as mulheres com quem estudei ou trabalhei passaram propositalmente fome pelo menos uma vez, em algum momento da vida. A maioria muitas vezes, em muitos momentos. E algumas pagando caro para isso, seja com regimes planejados, estadias em spas ou cirurgias de redução de estômago.

Adulta, cansei de ver mulheres cruzando os talheres sobre pratos quase intocados e se vangloriando por essa vitória. Ou saciando a fome e depois vomitando, como às vezes ouvíamos uma colega de trabalho fazer no banheiro da agência, depois do almoço.

Só aos 40 anos fui escutar de perto a outra fome, tão estrangeira a nós, lendo Carolina Maria de Jesus e ouvindo seu estômago roncar nas entrelinhas. Ou mesmo nas linhas, em frases explícitas. Em “Quarto de Despejo”, Carolina conta que juntava restos do chão da feira para dar para os filhos. Ou fazia sopa de ossos. Conta que às vezes a fome era tanta que tinha até materialidade: amarela.

Depois de anos sem me preocupar com a balança, há algumas semanas voltei a pensar em calorias e a passar aquela velha fome, tão diferente da fome amarela da Carolina, com o intuito de perder o peso que venho ganhando por causa de oscilações hormonais.

Com o estômago recheado por apenas um ovo e um gole de café, parei o carro num farol. Na minha frente uma mulher segurava um cartaz escrito: fome. Suas roupas estavam esfiapadas, certamente não sentia o mesmo tipo de fome que eu.

Revirei a bolsa, procurando um trocado. Enquanto fazia isso, imaginei, ao lado dela, 1,4 milhão de pessoas que estão passando fome em São Paulo. Ou as 5 milhões que vivem com algum tipo de insegurança alimentar na cidade.

Do lado de cá do farol, as outras milhões de pessoas: dentro dos carros, com nossas fomes voluntárias e desejos difusos. Ou compulsões alimentares, a saciedade sempre tão dificilmente equilibrada na ponta do garfo, sob o vento perverso da cobrança estética.

Eles e nós, cidadãos de um país fraturado há séculos entre fomes e fomes, muitas vezes renovando votos em lideranças que parecem ser tão indiferentes à fome mais triste de todas, a que mais ronca e a que menos faz barulho.

Na minha bolsa, achei pastilhas diet mas não achei nenhum trocado. E já era tarde demais para pegar o pix da mulher. Como tantos outros motoristas, em tantos outros faróis, em tantas outras cidades, desviei os olhos do estômago vazio à minha frente e segui caminho, atenta apenas ao meu próprio umbigo. Como pode? Até quando?


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/giovana-maladosso/2024/10/a-fome-segundo-uma-mulher-privilegiada.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa. Acesso em: 30 nov. 2024.

Giovana Madalosso, para atingir propósitos comunicativos específicos, emprega
Alternativas
Ano: 2025 Banca: EVO Concursos Órgão: Prefeitura de Paraisópolis - MG Provas: EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Fiscal de Vigilância Ambiental | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Fonoaudiólogo NS III | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Cirurgião Vascular | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Cardiologista | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico do Trabalho | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Infectologista | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Pediatra (NS X) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Orientador Social | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professor de Educação Física (PM3) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professor PM1 | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico em Segurança do Trabalho | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Cirurgião Dentista NSF III | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Educador Físico | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Guarda Civil Municipal Masculino | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Nutricionista NS II | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professores de Ensino Religioso | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Psicólogo 20H (NS3) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico de Enfermagem | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico em Radiologia | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico Químico |
Q3196073 Português
Assinale a alternativa incorreta sobre locuções adjetivas:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: EVO Concursos Órgão: Prefeitura de Paraisópolis - MG Provas: EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Fiscal de Vigilância Ambiental | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Fonoaudiólogo NS III | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Cirurgião Vascular | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Cardiologista | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico do Trabalho | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Infectologista | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Pediatra (NS X) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Orientador Social | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professor de Educação Física (PM3) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professor PM1 | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico em Segurança do Trabalho | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Cirurgião Dentista NSF III | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Educador Físico | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Guarda Civil Municipal Masculino | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Nutricionista NS II | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professores de Ensino Religioso | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Psicólogo 20H (NS3) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico de Enfermagem | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico em Radiologia | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico Químico |
Q3196072 Português
São figuras de semântica, exceto:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: EVO Concursos Órgão: Prefeitura de Paraisópolis - MG Provas: EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Fiscal de Vigilância Ambiental | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Fonoaudiólogo NS III | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Cirurgião Vascular | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Cardiologista | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico do Trabalho | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Infectologista | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Pediatra (NS X) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Orientador Social | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professor de Educação Física (PM3) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professor PM1 | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico em Segurança do Trabalho | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Cirurgião Dentista NSF III | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Educador Físico | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Guarda Civil Municipal Masculino | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Nutricionista NS II | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professores de Ensino Religioso | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Psicólogo 20H (NS3) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico de Enfermagem | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico em Radiologia | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico Químico |
Q3196071 Português
Assinale a alternativa incorreta:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: EVO Concursos Órgão: Prefeitura de Paraisópolis - MG Provas: EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Fiscal de Vigilância Ambiental | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Fonoaudiólogo NS III | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Cirurgião Vascular | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Cardiologista | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico do Trabalho | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Infectologista | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Pediatra (NS X) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Orientador Social | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professor de Educação Física (PM3) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professor PM1 | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico em Segurança do Trabalho | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Cirurgião Dentista NSF III | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Educador Físico | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Guarda Civil Municipal Masculino | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Nutricionista NS II | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professores de Ensino Religioso | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Psicólogo 20H (NS3) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico de Enfermagem | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico em Radiologia | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico Químico |
Q3196070 Português

Assinale a alternativa incorreta sobre a frase:


“Ninguém viera assistir à sua vitória”.

Alternativas
Ano: 2025 Banca: EVO Concursos Órgão: Prefeitura de Paraisópolis - MG Provas: EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Fiscal de Vigilância Ambiental | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Fonoaudiólogo NS III | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Cirurgião Vascular | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Cardiologista | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico do Trabalho | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Infectologista | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Pediatra (NS X) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Orientador Social | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professor de Educação Física (PM3) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professor PM1 | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico em Segurança do Trabalho | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Cirurgião Dentista NSF III | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Educador Físico | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Guarda Civil Municipal Masculino | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Nutricionista NS II | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professores de Ensino Religioso | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Psicólogo 20H (NS3) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico de Enfermagem | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico em Radiologia | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico Químico |
Q3196069 Português
Assinale a alternativa correta quanto a conjugação do verbo estar:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: EVO Concursos Órgão: Prefeitura de Paraisópolis - MG Provas: EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Fiscal de Vigilância Ambiental | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Fonoaudiólogo NS III | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Cirurgião Vascular | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Cardiologista | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico do Trabalho | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Infectologista | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Pediatra (NS X) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Orientador Social | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professor de Educação Física (PM3) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professor PM1 | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico em Segurança do Trabalho | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Cirurgião Dentista NSF III | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Educador Físico | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Guarda Civil Municipal Masculino | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Nutricionista NS II | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professores de Ensino Religioso | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Psicólogo 20H (NS3) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico de Enfermagem | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico em Radiologia | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico Químico |
Q3196068 Português
Assinale a alternativa incorreta quanto ao processo de formação das palavras:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: EVO Concursos Órgão: Prefeitura de Paraisópolis - MG Provas: EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Fiscal de Vigilância Ambiental | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Fonoaudiólogo NS III | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Cirurgião Vascular | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Cardiologista | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico do Trabalho | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Infectologista | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Pediatra (NS X) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Orientador Social | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professor de Educação Física (PM3) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professor PM1 | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico em Segurança do Trabalho | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Cirurgião Dentista NSF III | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Educador Físico | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Guarda Civil Municipal Masculino | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Nutricionista NS II | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professores de Ensino Religioso | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Psicólogo 20H (NS3) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico de Enfermagem | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico em Radiologia | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico Químico |
Q3196067 Português
Assinale a alternativa incorreta quanto a acentuação das palavras:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: EVO Concursos Órgão: Prefeitura de Paraisópolis - MG Provas: EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Fiscal de Vigilância Ambiental | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Fonoaudiólogo NS III | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Cirurgião Vascular | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Cardiologista | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico do Trabalho | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Infectologista | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Pediatra (NS X) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Orientador Social | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professor de Educação Física (PM3) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professor PM1 | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico em Segurança do Trabalho | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Cirurgião Dentista NSF III | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Educador Físico | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Guarda Civil Municipal Masculino | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Nutricionista NS II | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professores de Ensino Religioso | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Psicólogo 20H (NS3) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico de Enfermagem | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico em Radiologia | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico Químico |
Q3196066 Português
Assinale a alternativa que apresenta um sentido próprio: 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: EVO Concursos Órgão: Prefeitura de Paraisópolis - MG Provas: EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Fiscal de Vigilância Ambiental | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Fonoaudiólogo NS III | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Cirurgião Vascular | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Cardiologista | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico do Trabalho | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Infectologista | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Pediatra (NS X) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Orientador Social | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professor de Educação Física (PM3) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professor PM1 | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico em Segurança do Trabalho | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Cirurgião Dentista NSF III | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Educador Físico | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Guarda Civil Municipal Masculino | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Nutricionista NS II | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professores de Ensino Religioso | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Psicólogo 20H (NS3) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico de Enfermagem | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico em Radiologia | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico Químico |
Q3196065 Português
Assinale a alternativa incorreta quanto ao emprego das palavras parônimas: 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: EVO Concursos Órgão: Prefeitura de Paraisópolis - MG Provas: EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Fiscal de Vigilância Ambiental | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Fonoaudiólogo NS III | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Cirurgião Vascular | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Cardiologista | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico do Trabalho | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Infectologista | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Médico Pediatra (NS X) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Orientador Social | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professor de Educação Física (PM3) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professor PM1 | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico em Segurança do Trabalho | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Cirurgião Dentista NSF III | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Educador Físico | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Guarda Civil Municipal Masculino | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Nutricionista NS II | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Professores de Ensino Religioso | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Psicólogo 20H (NS3) | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico de Enfermagem | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico em Radiologia | EVO Concursos - 2025 - Prefeitura de Paraisópolis - MG - Técnico Químico |
Q3196064 Português
Assinale a alternativa incorreta quanto o emprego de sinônimos:
Alternativas
Q3195872 Português

Observe a capa do livro a seguir e leia o texto que se encontra na contracapa.


Imagem associada para resolução da questão


De repente o saudável hábito de cuidar do próprio corpo se tornou uma obsessão. A princípio tratava-se apenas de uma forma de recuperar a vitalidade e o bem-estar físico perdido nas engrenagens do trabalho alienado, ou, ainda, uma maneira de “levantar o astral”. Pouco a pouco, o remédio foi virando doença, fixação, e o que era cuidado virou idolatria do corpo, isto é, corpolatria. A luta contra a alienação se transformou numa outra alienação. Nosso corpo continua um “objeto semi-identificado”, e a felicidade, cada vez mais longe…


Disponível em: https://www.travessa.com.br/o-que-e-corpo-latria/. Acesso em: 11 dez. 2024.



Os marcadores discursivos em destaque são exemplos de unidades linguísticas constitutivas de sentido presentes na composição do gênero textual:

Alternativas
Q3195871 Português
Texto 1 POEMINHO DO CONTRA

Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!

(QUINTANA, Mário. Poeminha do Contra. In: . Poemas para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.)


Texto II





COUTINHO, Laerte. Disponível em: http://deposito-de-tirinhas.tumblr.com/post/46675766891/por-laerte. Acesso em: 11 dez. 2024. 
A citação “Eles passarão, eu passarinho”, utilizada no 4º quadro da tirinha de Laerte, faz referência ao sentimento da personagem ao receber críticas negativas de terceiros em relação a sua aparência. De acordo com a informação, infere-se que esse sentimento é de
Alternativas
Respostas
36961: D
36962: C
36963: D
36964: B
36965: A
36966: B
36967: A
36968: E
36969: C
36970: C
36971: C
36972: B
36973: C
36974: D
36975: A
36976: C
36977: B
36978: C
36979: B
36980: C