Questões de Concurso Comentadas sobre português
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I. Isto é acessível a todos.
II. Estou acostumado em comer pouco.
III. Estou apto a trabalhar.
Está CORRETO o que se afirma:
I. Vermelho: 8 letras e 7 fonemas.
II. Fixo: 4 letras e 5 fonemas.
III. Carro: 5 letras e 5 fonemas.
Está CORRETO o que se afirma:
A propaganda apresenta uma ambiguidade. A partir dela, pode-se inferir que:
I. Os preços são tão baixos que o estoque irá acabar logo.
II. A qualidade dos móveis é baixa, logo, não irão durar muito tempo.
III. Se não forem comprados, o preço irá aumentar.
Está CORRETO o que se afirma:
É uma coisa bastante uniforme a espécie humana. Boa parte dela passa seus dias trabalhando para viver, e o pouquinho de tempo livre que lhe resta pesa-lhe tanto que busca todos os meios possíveis para livrar-se dele. Oh, destino dos homens!
Os sofrimentos do jovem Werther – Goethe.
A partir do trecho, pode-se inferir que:
Coluna 1
1. Metáfora.
2. Inversão.
3. Comparação.
4. Eufemismo.
5. Hipérbole.
Coluna 2
( ) Eu faço versos como quem chora.
( ) A vizinha é desprovida de beleza.
( ) O pavão é um arco-íris de plumas.
( ) Ele demorou um século para chegar em casa.
( ) Tão leve estou, que já nem sombra tenho.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo é:
I - A palavra caixote é diminutivo de caixa.
II - A palavra chuvisqueiro é aumentativo de chuva.
III - A palavra bicharrão é aumentativo de bicho.
IV - A palavra casebre é aumentativo de casa.
Estão corretos apenas os itens:
“Os __________ foram plantados nos canteiros centrais”.
Leia o texto para responder à questão.
Um dos grandes homens da história humana, Jesus de Nazaré, tem uma frase que considero uma das mais importantes, que é: “Quero que tenhais vida, e vida em abundância”. Não é pouca vida, menos vida, subvida, sobrevivência: “Quero que tenhais vida, e vida em abundância”. A beleza da frase é que está no plural: quero que tenhais, em vez de apenas quero que você tenha.
Esse plural é um projeto de Vida coletiva ameaçado pela pior força negativa dos tempos atuais, o apodrecimento da esperança. Muitos homens e mulheres vivem o apodrecimento da esperança: a ideia de que as coisas são como são e não há outro modo de elas serem.
A postura conformada expressa uma determinada atitude e convicção que cria um modelo mental extremamente perigoso. Basta ver nos poucos circos que ainda sobraram com o uso de animais não humanos: do lado de fora, um elefante parado. O elefante não pode ficar guardado numa jaula. Como é que ele fica do lado de fora do circo? Ele não consegue sair dali onde o deixaram. É uma coisa desesperadora. O elefante fica se movimentando pra lá e pra cá, com aquele jeito melancólico e que nos deixa entristecidos. Porque, afinal de contas, é a ausência da liberdade. Ele fica preso numa estaca pequenina, que qualquer criança tira. Por que é que tem um guarda ao lado do elefante? Não é para tomar conta dele, é para tomar conta da criança, para que ela não arranque aquilo.
O elefante, que é capaz de puxar o circo, se for amarrado no mastro central, um bicho de quatro toneladas e meia, o animal mais forte da natureza, não consegue arrancar uma simples estaca. Por quê? Porque ele foi formado daquele jeito. Quando ele era pequeno, alguém amarrou uma corrente na pata dele e a cravou em uma estaca. Ele deu o primeiro tranco e não saiu, deu o segundo e não saiu, nunca mais ele tentou.
Tem gente que funciona como um elefante do lado de fora do circo. São aqueles que acham que não tem jeito e não tentam. Acham que não pode ser feito, então não fazem. Acham que o único jeito de fazer é daquele modo.
(Mario Sergio Cortella, Não se desespere!: provocações filosóficas, Editora Vozes, 2014. Adaptado)