Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3554172 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Texto I

IA exige competências de profissionais do futuro

Já parou para pensar como serão os próximos dez anos no mundo? Maior automatização e otimização de tarefas, sistemas cada vez mais precisos de detecção de fraudes e análise de riscos, tratamentos médicos personalizados, atendimento a demandas individuais no aprendizado de crianças.
Atravessando todas essas áreas, não importa se em exatas, humanas ou biológicas, está a tecnologia. Mais precisamente a Inteligência Artificial, capaz de realizar ações que, normalmente, eram executadas por humanos. Embora inicialmente assustadora para alguns, ela é uma porta aberta para o futuro.
Centrada no desenvolvimento de sistemas e algoritmos projetados para aprender, raciocinar, tomar decisões e resolver problemas de maneira autônoma, ela utiliza técnicas como machine learning (aprendizado de máquina), redes neurais e processamento de linguagem natural.
Com essa revolução em curso, não é de se espantar que as carreiras passem por grandes mudanças, a começar pelas áreas de atuação e pela reorientação de escopo de trabalho. Algumas delas, por sinal, já estão em rota de transformação – basta pensar nas ferramentas de IA generativa, que criam soluções a partir de dados preexistentes, como chatbots online que oferecem recursos de texto de maneira cada vez mais humanizada.
Isso significa que, mesmo que a Inteligência Artificial ainda não tenha causado um impacto significativo em uma área específica, é indispensável ter atenção a ela e às transformações que ela exigirá para aqueles que estão ingressando no mercado de trabalho.
Desde já, esse novo mundo vai requerer o que especialistas chamam de lifelong learning, ou a mentalidade de aprendizado contínuo, em que parar de estudar não é uma opção. Com a velocidade na criação e no desenvolvimento da tecnologia, o profissional deverá estar atento para os caminhos que se abrem e para as formações que serão necessárias para trilhá-los.
Também são imprescindíveis as habilidades comportamentais, as chamadas soft skills, que serão necessárias: grande potencial de adaptação e resiliência. Pensamento crítico, resolução de problemas complexos, criatividade, assertividade na comunicação e inteligência emocional serão imprescindíveis. Cada vez mais a capacidade de entender e trabalhar com Inteligência Artificial, assim como a de interpretar e utilizar dados, tomará espaço no desenvolvimento de carreiras.

Folha de São Paulo, Estúdio Folha, 22 jun. 2023, p. 2 (adaptado).
Quanto ao gênero, o TEXTO I é um artigo de opinião porque
Alternativas
Q3554171 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Texto I

IA exige competências de profissionais do futuro

Já parou para pensar como serão os próximos dez anos no mundo? Maior automatização e otimização de tarefas, sistemas cada vez mais precisos de detecção de fraudes e análise de riscos, tratamentos médicos personalizados, atendimento a demandas individuais no aprendizado de crianças.
Atravessando todas essas áreas, não importa se em exatas, humanas ou biológicas, está a tecnologia. Mais precisamente a Inteligência Artificial, capaz de realizar ações que, normalmente, eram executadas por humanos. Embora inicialmente assustadora para alguns, ela é uma porta aberta para o futuro.
Centrada no desenvolvimento de sistemas e algoritmos projetados para aprender, raciocinar, tomar decisões e resolver problemas de maneira autônoma, ela utiliza técnicas como machine learning (aprendizado de máquina), redes neurais e processamento de linguagem natural.
Com essa revolução em curso, não é de se espantar que as carreiras passem por grandes mudanças, a começar pelas áreas de atuação e pela reorientação de escopo de trabalho. Algumas delas, por sinal, já estão em rota de transformação – basta pensar nas ferramentas de IA generativa, que criam soluções a partir de dados preexistentes, como chatbots online que oferecem recursos de texto de maneira cada vez mais humanizada.
Isso significa que, mesmo que a Inteligência Artificial ainda não tenha causado um impacto significativo em uma área específica, é indispensável ter atenção a ela e às transformações que ela exigirá para aqueles que estão ingressando no mercado de trabalho.
Desde já, esse novo mundo vai requerer o que especialistas chamam de lifelong learning, ou a mentalidade de aprendizado contínuo, em que parar de estudar não é uma opção. Com a velocidade na criação e no desenvolvimento da tecnologia, o profissional deverá estar atento para os caminhos que se abrem e para as formações que serão necessárias para trilhá-los.
Também são imprescindíveis as habilidades comportamentais, as chamadas soft skills, que serão necessárias: grande potencial de adaptação e resiliência. Pensamento crítico, resolução de problemas complexos, criatividade, assertividade na comunicação e inteligência emocional serão imprescindíveis. Cada vez mais a capacidade de entender e trabalhar com Inteligência Artificial, assim como a de interpretar e utilizar dados, tomará espaço no desenvolvimento de carreiras.

Folha de São Paulo, Estúdio Folha, 22 jun. 2023, p. 2 (adaptado).
Sobre o TEXTO I, assinale com (V) as afirmativas verdadeiras e com (F), as falsas.
( ) O autor, no início do texto, ao se dirigir ao interlocutor, usa uma estratégia argumentativa que confere ao discurso um tom memorialístico.
( ) Uma reflexão possível sobre o texto gira em torno do fato de que quem quiser avançar na carreira terá de aprender e se reciclar continuamente.
( ) Os estrangeirismos, no contexto em que aparecem, empobreceram o texto porque constituem puro modismo, razão pela qual não deveriam ser empregados.
A sequência correta é:
Alternativas
Q3553496 Português
Leia o trecho abaixo:

"Diante das discussões acaloradas sobre a preservação ambiental, surge a necessidade de analisar criticamente as diferentes abordagens que permeiam o tema. Enquanto alguns defendem a imposição de rigorosas regulamentações, outros propõem uma abordagem mais flexível, priorizando a conscientização e parcerias públicoprivadas. A argumentação, nesse contexto, assume papel central, pois é por meio dela que se articulam as diversas perspectivas e se busca um consenso para enfrentar os desafios ambientais contemporâneos."

No contexto do trecho, o papel central da argumentação é destacado por:
Alternativas
Q3553495 Português
Leia o texto abaixo:

"O fenômeno da inteligência artificial tem despertado debates acalorados em diversos setores da sociedade. Muitos especialistas defendem os benefícios e avanços proporcionados por essa tecnologia, enquanto outros alertam para os potenciais riscos e dilemas éticos envolvidos. Diante desse cenário, é crucial uma reflexão aprofundada sobre os limites e as responsabilidades associadas à implementação da inteligência artificial em diferentes campos." 

Sobre o fenômeno da inteligência artificial, o texto destaca:
Alternativas
Q3553494 Português
Considerando a tipologia e os gêneros textuais, analise os itens a seguir:

I. O editorial é um exemplo de gênero textual opinativo, em que o autor expressa claramente seu ponto de vista sobre um tema, muitas vezes associado a questões políticas ou sociais.
II. Uma crônica é um tipo de texto predominantemente argumentativo, caracterizado por reflexões profundas e pela exposição de argumentos lógicos e estruturados.
III. A tipologia textual dissertativa é caracterizada pela exposição de fatos, opiniões e argumentos, sem a necessidade de um posicionamento claro do autor sobre o tema abordado.
IV. A fábula é um gênero textual que se caracteriza pela presença de personagens humanos, explorando conflitos emocionais complexos e desafiadores.

Está(ão) CORRETO(S):
Alternativas
Q3553477 Português
Um educador realiza uma atividade de leitura com seus alunos do ensino fundamental. Durante a atividade, ele observa que alguns alunos apresentam dificuldades na compreensão de inferências implícitas no texto, enquanto outros demonstram habilidade em identificar elementos de linguagem figurada. Além disso, percebe variações significativas nos estilos de escrita dos estudantes, desde estruturas simples até composições mais complexas.

Com base nessas observações, assinale a alternativa CORRETA que apresenta as características do perfil leitor e dos níveis de escrita dos alunos, respectivamente: 
Alternativas
Q3553476 Português
A respeito dos aspectos fonéticos e fonológicos da linguagem escrita no desenvolvimento da linguagem, considere os itens abaixo:

I. A relação entre fonemas e letras na escrita é um processo puramente simbólico, não guardando relação com as características fonéticas da língua falada.
II. No desenvolvimento da linguagem escrita, a consciência fonológica refere-se à habilidade de perceber e manipular os sons da fala, sendo um fator crucial para o aprendizado da leitura e escrita.
III. A ortografia profunda é um modelo teórico que destaca a importância das relações regulares entre grafemas e fonemas na aprendizagem da leitura.
IV. A fonologia é a área da linguística que estuda os sons da fala em sua dimensão física, como a produção, transmissão e recepção dos sons da linguagem.

Está(ão) CORRETO(S): 
Alternativas
Q3551933 Português
Qual das alternativas apresenta apenas substantivos próprios?
Alternativas
Q3551932 Português
Assinale a alternativa que somente tenha adjetivos biformes. 
Alternativas
Q3551931 Português
Assinale a alternativa em que o plural do substantivo está correto.  
Alternativas
Q3551930 Português
Assinale a alternativa que tenha respectivamente um substantivo masculino, um substantivo no plural e um substantivo coletivo.
Alternativas
Q3551929 Português
Assinale a alternativa incorreta:  
Alternativas
Q3551928 Português
Assinale a alternativa que a grafia das palavras está de acordo com a Norma Padrão.  
Alternativas
Q3551927 Português
De acordo com as regras de ortografia, assinale as alternativas abaixo com V (verdadeiro) ou F (falso).

( ) A palavra “mecha” está escrita de maneira correta quando se refere a porção de cabelo.
( ) As palavras a seguir estão escritas corretamente: deixar, mecher, xingar, enchada e xícara.
( ) Analizar, atualizar, hospitalizar estão grafadas corretamente.
( ) Tigela, ligeiro, berinjela e tangerina estão grafadas corretamente.
( ) Presado está escrito corretamente.

A sequência correta é: 
Alternativas
Q3551779 Português
Ed Mort só vai


Mort. Ed Mort. Detetive particular. Está na plaqueta. Tenho um escritório numa galeria de Copacabana entre um fliperama e uma loja de carimbos. Dá só para o essencial, um telefone mudo e um cinzeiro. Mas insisto numa mesa e numa cadeira. Apesar do protesto das baratas. Elas não vencerão. Comprei um jogo de máscaras. No meu trabalho o disfarce é essencial. Para escapar dos credores. Outro dia entrei na sala e vi a cara do King Kong andando pelo chão. As baratas estavam roubando as máscaras. Espisoteei meia dúzia. As outras atacaram a mesa. Consegui salvar a minha Bic e o jornal. O jornal era novo, tinha só uma semana. Mas elas levaram a agenda. Saí ganhando. A agenda estava em branco. Meu último caso fora com a funcionária do Erótica, a primeira ótica da cidade com balconista topless. Acabara mal. Mort. Ed Mort. Está na plaqueta.


VERISSIMO, L. F. Ed Mort: todas as histórias. Porto Alegre: L&PM, 1997. (Adaptado). 
As palavras “meu” e “minha”, que ocorrem no texto, são pronomes do tipo: 
Alternativas
Q3551778 Português
Ed Mort só vai


Mort. Ed Mort. Detetive particular. Está na plaqueta. Tenho um escritório numa galeria de Copacabana entre um fliperama e uma loja de carimbos. Dá só para o essencial, um telefone mudo e um cinzeiro. Mas insisto numa mesa e numa cadeira. Apesar do protesto das baratas. Elas não vencerão. Comprei um jogo de máscaras. No meu trabalho o disfarce é essencial. Para escapar dos credores. Outro dia entrei na sala e vi a cara do King Kong andando pelo chão. As baratas estavam roubando as máscaras. Espisoteei meia dúzia. As outras atacaram a mesa. Consegui salvar a minha Bic e o jornal. O jornal era novo, tinha só uma semana. Mas elas levaram a agenda. Saí ganhando. A agenda estava em branco. Meu último caso fora com a funcionária do Erótica, a primeira ótica da cidade com balconista topless. Acabara mal. Mort. Ed Mort. Está na plaqueta.


VERISSIMO, L. F. Ed Mort: todas as histórias. Porto Alegre: L&PM, 1997. (Adaptado). 
A comicidade em relação ao uso de disfarces por Ed Mort está no fato de que:
Alternativas
Q3551777 Português
Ed Mort só vai


Mort. Ed Mort. Detetive particular. Está na plaqueta. Tenho um escritório numa galeria de Copacabana entre um fliperama e uma loja de carimbos. Dá só para o essencial, um telefone mudo e um cinzeiro. Mas insisto numa mesa e numa cadeira. Apesar do protesto das baratas. Elas não vencerão. Comprei um jogo de máscaras. No meu trabalho o disfarce é essencial. Para escapar dos credores. Outro dia entrei na sala e vi a cara do King Kong andando pelo chão. As baratas estavam roubando as máscaras. Espisoteei meia dúzia. As outras atacaram a mesa. Consegui salvar a minha Bic e o jornal. O jornal era novo, tinha só uma semana. Mas elas levaram a agenda. Saí ganhando. A agenda estava em branco. Meu último caso fora com a funcionária do Erótica, a primeira ótica da cidade com balconista topless. Acabara mal. Mort. Ed Mort. Está na plaqueta.


VERISSIMO, L. F. Ed Mort: todas as histórias. Porto Alegre: L&PM, 1997. (Adaptado). 
De acordo com o texto, pode-se concluir que o escritório do detetive Ed Mort é:
Alternativas
Q3551447 Português
Filme A Baleia (2022, Darren Aronofsky)

        Inicio este meu texto sobre o filme “A Baleia” (The Whale, 2022) direcionando as luzes das ribaltas diretamente para o diretor Darren Aronofsky e sua coragem em dirigir mais um drama da sua filmografia peculiar, muitas vezes capaz de nos fazer pensar por dias sobre, quase sempre boquiaberto ao final da história e com uma lição de vida, neste drama uma doença crônica tão presente na vida humana do século XXI: a obesidade mórbida.
    
        Charlie é o protagonista de “A Baleia”, personagem interpretado de maneira descomunal, visceral pelo até então ausente ator, Brendan Fraser. Este ressurge ao cinema de forma triunfal e irreconhecível, outro profissional que merece quase que todo o mérito pelo sucesso desta perene obra da sétima arte, e porque não um soco no estômago para conscientizar dramaticamente o mundo sobre a obesidade.

        Utilizando-me da figura de linguagem metafórica, Moby Dick sobrevive encalhado; à sua volta espalha-se uma abundante opção de alimentos calóricos, cercando-o à distância de um braço. O corpulento se move raramente, quando o faz – no caso de necessidade – é via movimentos parcos, sofríveis, devido à incapacidade de força física para sustentar a adiposidade crescente; tudo isso sob o teto de seu habitat escuro, limitado a quatro paredes.

        A figura de linguagem utilizada no parágrafo acima deste, nada mais é do que uma alegoria do decadente cenário em que se passa o filme e do moribundo personagem que se encontra afundado em seu sofá, vezes comendo, outras ministrando aulas de inglês à distância, comunicada aos seus alunos via áudio com a ausência proposital da câmera do notebook.

        O filme já nos dá as boas-vindas com o impacto lastimável de Charlie se masturbando ao assistir a uma cena de pornô gay, interrompida por um gemido confuso de prazer misturado a dor, mas que pela mão ao peito a última opção seja a mais provável. Na continuação da cena anterior, rapidamente Charlie retira um texto de uma pasta e começa a lê-lo, logo o segundo personagem bate à porta e entra em cena, trata-se do jovem missionário Thomas (Ty Simpkins), este é encarregado a dar continuidade à leitura do texto capaz de acalmar o angustiante coração do protagonista.

        Uma vez ou outra Charlie recebe a visita de sua única amiga – e enfermeira -, Liz (Hong Chau). As visitas de Liz resultam quase sempre no monitoramento da pressão de Charlie, mas apesar de todo o cuidado dedicado ao recluso amigo, há um paradoxo quanto a isso, pois ela abre mão de dar a ele alimentos nada saudáveis como um pote imenso de frango frito, cena esta que ao ver causa um certo desespero, um passo largo rumo ao precipício.

        A fotografia escura de Matthew Libatique ajuda a captar com potência a atmosfera enfadonha do ambiente em que a história é narrada. É triste de ver a rotina sofrível do protagonista. A lente do diretor Darren Aronofsky capta com perfeição ângulos impactantes da obesidade mórbida do protagonista, neste ponto vale parabenizar também o trabalho da equipe de maquiagem.

        É angustiante ver os passos de Charlie sustentado em seu andador, situações simples de mobilidade tornam-se complexas para ele, o esforço no breve movimento de agachar para pegar uma chave que caiu no chão torna-se impossível, dói de ver. As adaptações instaladas sobre a cama para ajudá-lo a se deitar antecipa em nós o sofrimento dele, uma luta diária.

        Brendan Fraser deixa transbordar em seus olhos a dor existente na alma do personagem. De dor o ator entende, ele passou anos mergulhado em diversos problemas pessoais como cirurgias, divórcio, exploração midiática, morte familiar traumática e uma depressão que o fez se afastar por anos da indústria cinematográfica.

        De volta ao drama do filme, o passado de Fraser é confrontado nas visitas de sua filha, a jovem rebelde Ellie (Sadie Sink), esta possui um certo desprezo pelas atitudes passadas do pai, a relação dos dois não é nada amistosa, isso do lado da garota; ela o maltrata e o humilha, é a maneira que ela encontra para descontar tudo o que ele fez a ela e à mãe, abandono e traição são tatuagens marcadas para sempre na vida de Ellie.

        A forma ríspida da menina sobra até para o garoto Thomas, este chega à casa para tentar levar a palavra do Senhor Jesus Cristo e acaba que ninguém está interessado em ouvir o que ele tem a trazer de luz espiritual àquela casa tão escura e de ínfima luz. A pouca fé de todos se dilui por situações do passado, como é o caso da enfermeira Liz, o trauma dela é quanto à imposição dos pais adotivos para que ela frequentasse a igreja Nova Vida, por coincidência a mesma do missionário, e que também traumatizou a vida de Charlie.

        Assim que entra em cena a reserva em dinheiro (herança) de Charlie e a sua ex-esposa, Mary (Samantha Morton), as verdades são reveladas e os diálogos entre os personagens se tornam calorosos e cheios de ressentimentos, a intensidade das discussões se dá entre todos, aqui é possível perceber que quando o dinheiro aparece, os interessados se transformam, neste momento quem mais sofre é Charlie e, inevitavelmente, nos juntamos ao sofrimento dele nos momentos finais do filme.

        A cena de compulsão alimentar de Charlie é aterrorizante, um prelúdio para o que virá, junto ao momento em que ele decide liberar a câmera e revelar a sua imagem aos alunos. Antes desta cena, o estopim para a atitude de revelar a sua identidade foi aceso na última tentativa de Thomas em ajudá-lo, quando ele mostra uma passagem bíblica. Adiante, as dores no peito se intensificam e o último encontro entre pai e filha revela o significado da redação sobre Moby Dick escrita por ela, na oitava série. Você vai no mínimo marejar os olhos quando ver o último esforço do gigante Charlie.

        O filme “A Baleia” (The Whale) insere na trama uma doença crônica que afeta milhões de crianças, jovens e adultos pelo mundo; existem pessoas sendo irresponsáveis ao romantizar a obesidade, há até influenciadora digital que o faça. O estímulo não deve ser à autoaceitação, mas sim à mudança de vida, construir um hábito saudável através de uma alimentação balanceada, da prática de exercícios físicos e, se possível, até na busca por ajuda psicológica.

        Darren Aronofsky não titubeia ao retratar a obesidade sem fantasias, não pensa em agradar a hipocrisia do politicamente correto. Por aí é possível ver pessoas escrevendo e falando que “A Baleia” é um filme gordofóbico, preconceituoso, devido ao seu título e como são mostrados os perigos mortais que a obesidade pode trazer à vida. Chego a ser redundante quanto às precauções. Este longa-metragem é um alerta audiovisual para que as pessoas cuidem da saúde.

        Um assunto tão sério deve sim ser demonstrado para chocar, para fazer as pessoas tirarem a bunda do sofá e a cara da tela do smartphone e se exercitar. A Baleia é até um eufemismo diante dos malefícios que a obesidade mórbida traz à saúde. Repito aqui, a qualidade do filme é avassaladora, ainda mais com a irretocável atuação do renascido ator Brendan Fraser caracterizado sob a impactante maquiagem.

Disponível em https://www.leiaeassista.com.br/resenha-do-filme-a-baleia-2022/. Adaptado. Acessado em 06.maio.2024. 
“Assim que entra em cena a reserva em dinheiro (herança) de Charlie e a sua ex-esposa, Mary (Samantha Morton), as verdades são reveladas e os diálogos entre os personagens se tornam calorosos e cheios de ressentimentos...”. No período composto por subordinação, extraído do Texto, a oração destacada é classificada corretamente como
Alternativas
Q3551446 Português
Filme A Baleia (2022, Darren Aronofsky)

        Inicio este meu texto sobre o filme “A Baleia” (The Whale, 2022) direcionando as luzes das ribaltas diretamente para o diretor Darren Aronofsky e sua coragem em dirigir mais um drama da sua filmografia peculiar, muitas vezes capaz de nos fazer pensar por dias sobre, quase sempre boquiaberto ao final da história e com uma lição de vida, neste drama uma doença crônica tão presente na vida humana do século XXI: a obesidade mórbida.
    
        Charlie é o protagonista de “A Baleia”, personagem interpretado de maneira descomunal, visceral pelo até então ausente ator, Brendan Fraser. Este ressurge ao cinema de forma triunfal e irreconhecível, outro profissional que merece quase que todo o mérito pelo sucesso desta perene obra da sétima arte, e porque não um soco no estômago para conscientizar dramaticamente o mundo sobre a obesidade.

        Utilizando-me da figura de linguagem metafórica, Moby Dick sobrevive encalhado; à sua volta espalha-se uma abundante opção de alimentos calóricos, cercando-o à distância de um braço. O corpulento se move raramente, quando o faz – no caso de necessidade – é via movimentos parcos, sofríveis, devido à incapacidade de força física para sustentar a adiposidade crescente; tudo isso sob o teto de seu habitat escuro, limitado a quatro paredes.

        A figura de linguagem utilizada no parágrafo acima deste, nada mais é do que uma alegoria do decadente cenário em que se passa o filme e do moribundo personagem que se encontra afundado em seu sofá, vezes comendo, outras ministrando aulas de inglês à distância, comunicada aos seus alunos via áudio com a ausência proposital da câmera do notebook.

        O filme já nos dá as boas-vindas com o impacto lastimável de Charlie se masturbando ao assistir a uma cena de pornô gay, interrompida por um gemido confuso de prazer misturado a dor, mas que pela mão ao peito a última opção seja a mais provável. Na continuação da cena anterior, rapidamente Charlie retira um texto de uma pasta e começa a lê-lo, logo o segundo personagem bate à porta e entra em cena, trata-se do jovem missionário Thomas (Ty Simpkins), este é encarregado a dar continuidade à leitura do texto capaz de acalmar o angustiante coração do protagonista.

        Uma vez ou outra Charlie recebe a visita de sua única amiga – e enfermeira -, Liz (Hong Chau). As visitas de Liz resultam quase sempre no monitoramento da pressão de Charlie, mas apesar de todo o cuidado dedicado ao recluso amigo, há um paradoxo quanto a isso, pois ela abre mão de dar a ele alimentos nada saudáveis como um pote imenso de frango frito, cena esta que ao ver causa um certo desespero, um passo largo rumo ao precipício.

        A fotografia escura de Matthew Libatique ajuda a captar com potência a atmosfera enfadonha do ambiente em que a história é narrada. É triste de ver a rotina sofrível do protagonista. A lente do diretor Darren Aronofsky capta com perfeição ângulos impactantes da obesidade mórbida do protagonista, neste ponto vale parabenizar também o trabalho da equipe de maquiagem.

        É angustiante ver os passos de Charlie sustentado em seu andador, situações simples de mobilidade tornam-se complexas para ele, o esforço no breve movimento de agachar para pegar uma chave que caiu no chão torna-se impossível, dói de ver. As adaptações instaladas sobre a cama para ajudá-lo a se deitar antecipa em nós o sofrimento dele, uma luta diária.

        Brendan Fraser deixa transbordar em seus olhos a dor existente na alma do personagem. De dor o ator entende, ele passou anos mergulhado em diversos problemas pessoais como cirurgias, divórcio, exploração midiática, morte familiar traumática e uma depressão que o fez se afastar por anos da indústria cinematográfica.

        De volta ao drama do filme, o passado de Fraser é confrontado nas visitas de sua filha, a jovem rebelde Ellie (Sadie Sink), esta possui um certo desprezo pelas atitudes passadas do pai, a relação dos dois não é nada amistosa, isso do lado da garota; ela o maltrata e o humilha, é a maneira que ela encontra para descontar tudo o que ele fez a ela e à mãe, abandono e traição são tatuagens marcadas para sempre na vida de Ellie.

        A forma ríspida da menina sobra até para o garoto Thomas, este chega à casa para tentar levar a palavra do Senhor Jesus Cristo e acaba que ninguém está interessado em ouvir o que ele tem a trazer de luz espiritual àquela casa tão escura e de ínfima luz. A pouca fé de todos se dilui por situações do passado, como é o caso da enfermeira Liz, o trauma dela é quanto à imposição dos pais adotivos para que ela frequentasse a igreja Nova Vida, por coincidência a mesma do missionário, e que também traumatizou a vida de Charlie.

        Assim que entra em cena a reserva em dinheiro (herança) de Charlie e a sua ex-esposa, Mary (Samantha Morton), as verdades são reveladas e os diálogos entre os personagens se tornam calorosos e cheios de ressentimentos, a intensidade das discussões se dá entre todos, aqui é possível perceber que quando o dinheiro aparece, os interessados se transformam, neste momento quem mais sofre é Charlie e, inevitavelmente, nos juntamos ao sofrimento dele nos momentos finais do filme.

        A cena de compulsão alimentar de Charlie é aterrorizante, um prelúdio para o que virá, junto ao momento em que ele decide liberar a câmera e revelar a sua imagem aos alunos. Antes desta cena, o estopim para a atitude de revelar a sua identidade foi aceso na última tentativa de Thomas em ajudá-lo, quando ele mostra uma passagem bíblica. Adiante, as dores no peito se intensificam e o último encontro entre pai e filha revela o significado da redação sobre Moby Dick escrita por ela, na oitava série. Você vai no mínimo marejar os olhos quando ver o último esforço do gigante Charlie.

        O filme “A Baleia” (The Whale) insere na trama uma doença crônica que afeta milhões de crianças, jovens e adultos pelo mundo; existem pessoas sendo irresponsáveis ao romantizar a obesidade, há até influenciadora digital que o faça. O estímulo não deve ser à autoaceitação, mas sim à mudança de vida, construir um hábito saudável através de uma alimentação balanceada, da prática de exercícios físicos e, se possível, até na busca por ajuda psicológica.

        Darren Aronofsky não titubeia ao retratar a obesidade sem fantasias, não pensa em agradar a hipocrisia do politicamente correto. Por aí é possível ver pessoas escrevendo e falando que “A Baleia” é um filme gordofóbico, preconceituoso, devido ao seu título e como são mostrados os perigos mortais que a obesidade pode trazer à vida. Chego a ser redundante quanto às precauções. Este longa-metragem é um alerta audiovisual para que as pessoas cuidem da saúde.

        Um assunto tão sério deve sim ser demonstrado para chocar, para fazer as pessoas tirarem a bunda do sofá e a cara da tela do smartphone e se exercitar. A Baleia é até um eufemismo diante dos malefícios que a obesidade mórbida traz à saúde. Repito aqui, a qualidade do filme é avassaladora, ainda mais com a irretocável atuação do renascido ator Brendan Fraser caracterizado sob a impactante maquiagem.

Disponível em https://www.leiaeassista.com.br/resenha-do-filme-a-baleia-2022/. Adaptado. Acessado em 06.maio.2024. 
Em relação à colocação pronominal, o pronome oblíquo “lo”, no período “Antes desta cena, o estopim para a atitude de revelar a sua identidade foi aceso na última tentativa de Thomas em ajudá-lo...”, extraído do Texto, ocupa
Alternativas
Respostas
35341: A
35342: A
35343: C
35344: B
35345: A
35346: A
35347: D
35348: E
35349: D
35350: B
35351: D
35352: C
35353: E
35354: A
35355: E
35356: D
35357: B
35358: B
35359: A
35360: C