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Q3276956 Português

Inovações para a agricultura sustentável


    Vincent Martin, diretor do Escritório de Inovação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), disse à CNN por e-mail que “várias startups de tecnologia agrícola surgiram nos últimos anos para enfrentar desafios regionais na produção de alimentos, especialmente investindo em agricultura protegida”.


    Essas empresas estão se adaptando à realidade do calor extremo por meio de inovações em culturas mais resistentes, ambientes controlados, irrigação inteligente e energias renováveis. No entanto, Martin ressalta que expandir essas soluções para pequenos agricultores e superar barreiras de custo são desafios cruciais para uma adaptação mais ampla.

   

 “O investimento contínuo em pesquisa, infraestrutura, políticas públicas e educação dos agricultores será essencial”, acrescentou.

Fonte: CNN. Adaptado.

Em relação à separação de sílabas, analisar os itens.


I. Ál-co-ol.


II. Ex-ce-der.


III. I-deia.


Está CORRETO o que se afirma:

Alternativas
Q3276955 Português

Inovações para a agricultura sustentável


    Vincent Martin, diretor do Escritório de Inovação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), disse à CNN por e-mail que “várias startups de tecnologia agrícola surgiram nos últimos anos para enfrentar desafios regionais na produção de alimentos, especialmente investindo em agricultura protegida”.


    Essas empresas estão se adaptando à realidade do calor extremo por meio de inovações em culturas mais resistentes, ambientes controlados, irrigação inteligente e energias renováveis. No entanto, Martin ressalta que expandir essas soluções para pequenos agricultores e superar barreiras de custo são desafios cruciais para uma adaptação mais ampla.

   

 “O investimento contínuo em pesquisa, infraestrutura, políticas públicas e educação dos agricultores será essencial”, acrescentou.

Fonte: CNN. Adaptado.

De acordo com a classificação silábica, assinalar a alternativa que contém apenas palavras trissílabas.
Alternativas
Q3276954 Português

Inovações para a agricultura sustentável


    Vincent Martin, diretor do Escritório de Inovação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), disse à CNN por e-mail que “várias startups de tecnologia agrícola surgiram nos últimos anos para enfrentar desafios regionais na produção de alimentos, especialmente investindo em agricultura protegida”.


    Essas empresas estão se adaptando à realidade do calor extremo por meio de inovações em culturas mais resistentes, ambientes controlados, irrigação inteligente e energias renováveis. No entanto, Martin ressalta que expandir essas soluções para pequenos agricultores e superar barreiras de custo são desafios cruciais para uma adaptação mais ampla.

   

 “O investimento contínuo em pesquisa, infraestrutura, políticas públicas e educação dos agricultores será essencial”, acrescentou.

Fonte: CNN. Adaptado.

Se mudarmos o “ele” na frase “Ele foi de ônibus” para “nós”, como seria a nova forma gramaticalmente CORRETA da frase?
Alternativas
Q3276953 Português

Inovações para a agricultura sustentável


    Vincent Martin, diretor do Escritório de Inovação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), disse à CNN por e-mail que “várias startups de tecnologia agrícola surgiram nos últimos anos para enfrentar desafios regionais na produção de alimentos, especialmente investindo em agricultura protegida”.


    Essas empresas estão se adaptando à realidade do calor extremo por meio de inovações em culturas mais resistentes, ambientes controlados, irrigação inteligente e energias renováveis. No entanto, Martin ressalta que expandir essas soluções para pequenos agricultores e superar barreiras de custo são desafios cruciais para uma adaptação mais ampla.

   

 “O investimento contínuo em pesquisa, infraestrutura, políticas públicas e educação dos agricultores será essencial”, acrescentou.

Fonte: CNN. Adaptado.

Qual das alternativas apresenta apenas palavras que iniciam com consoante?
Alternativas
Q3276952 Português

Inovações para a agricultura sustentável


    Vincent Martin, diretor do Escritório de Inovação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), disse à CNN por e-mail que “várias startups de tecnologia agrícola surgiram nos últimos anos para enfrentar desafios regionais na produção de alimentos, especialmente investindo em agricultura protegida”.


    Essas empresas estão se adaptando à realidade do calor extremo por meio de inovações em culturas mais resistentes, ambientes controlados, irrigação inteligente e energias renováveis. No entanto, Martin ressalta que expandir essas soluções para pequenos agricultores e superar barreiras de custo são desafios cruciais para uma adaptação mais ampla.

   

 “O investimento contínuo em pesquisa, infraestrutura, políticas públicas e educação dos agricultores será essencial”, acrescentou.

Fonte: CNN. Adaptado.

No trecho “Essas empresas estão se adaptando à realidade do calor extremo por meio de inovações em culturas mais resistentes”, os termos sublinhados podem ser substituídos corretamente, com mesmo sentido, por:
Alternativas
Q3276951 Português

Inovações para a agricultura sustentável


    Vincent Martin, diretor do Escritório de Inovação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), disse à CNN por e-mail que “várias startups de tecnologia agrícola surgiram nos últimos anos para enfrentar desafios regionais na produção de alimentos, especialmente investindo em agricultura protegida”.


    Essas empresas estão se adaptando à realidade do calor extremo por meio de inovações em culturas mais resistentes, ambientes controlados, irrigação inteligente e energias renováveis. No entanto, Martin ressalta que expandir essas soluções para pequenos agricultores e superar barreiras de custo são desafios cruciais para uma adaptação mais ampla.

   

 “O investimento contínuo em pesquisa, infraestrutura, políticas públicas e educação dos agricultores será essencial”, acrescentou.

Fonte: CNN. Adaptado.

Qual é o principal foco do texto?
Alternativas
Q3276950 Português

Inovações para a agricultura sustentável


    Vincent Martin, diretor do Escritório de Inovação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), disse à CNN por e-mail que “várias startups de tecnologia agrícola surgiram nos últimos anos para enfrentar desafios regionais na produção de alimentos, especialmente investindo em agricultura protegida”.


    Essas empresas estão se adaptando à realidade do calor extremo por meio de inovações em culturas mais resistentes, ambientes controlados, irrigação inteligente e energias renováveis. No entanto, Martin ressalta que expandir essas soluções para pequenos agricultores e superar barreiras de custo são desafios cruciais para uma adaptação mais ampla.

   

 “O investimento contínuo em pesquisa, infraestrutura, políticas públicas e educação dos agricultores será essencial”, acrescentou.

Fonte: CNN. Adaptado.

Segundo o texto, analisar os itens.


I. Pequenos agricultores podem ter dificuldades para adotar novas tecnologias.


II. Inovações em irrigação inteligente e energias renováveis podem ajudar na adaptação ao calor extremo.


III. O investimento contínuo em pesquisa e políticas públicas será essencial para a agricultura.


Está CORRETO o que se afirma:

Alternativas
Q3276909 Português
Leia o texto 4 a seguir para responder a questão.

Texto 4


De quem são os meninos de rua? 

      Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora.

      Talvez não fosse um Menino De Família, mas também não era um Menino De Rua. É assim que a gente divide. Menino De Família é aquele bem-vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio e a mãe dá outro se o dele for roubado por um Menino De Rua. Menino De Rua é aquele que quando a gente passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão.

      Ouvindo essas expressões tem-se a impressão de que as coisas se passam muito naturalmente, uns nascendo De Família, outros nascendo De Rua. Como se a rua, e não uma família, não um pai e uma mãe, ou mesmo apenas uma mãe os tivesse gerado, sendo eles filhos diretos dos paralelepípedos e das calçadas, diferentes, portanto, das outras crianças, e excluídos das preocupações que temos com elas. É por isso, talvez, que, se vemos uma criança bem-vestida chorando sozinha num shopping center ou num supermercado, logo nos acercamos protetores, perguntando se está perdida, ou precisando de alguma coisa. Mas se vemos uma criança maltrapilha chorando num sinal com uma caixa de chicletes na mão, engrenamos a primeira no carro e nos afastamos pensando vagamente no seu abandono.

      Na verdade, não existem meninos De Rua. Existem meninos NA rua. E toda vez que um menino está NA rua é porque alguém o botou lá. Os meninos não vão sozinhos aos lugares. Assim como são postos no mundo, durante muitos anos também são postos onde quer que estejam. Resta ver quem os põe na rua. E por quê.

      No Brasil temos 36 milhões de crianças carentes. Na China existem 35 milhões de crianças superprotegidas. São filhos únicos resultantes da campanha Cada Casal um Filho, criada pelo governo em 1979 para evitar o crescimento populacional. O filho único, por receber afeto “em demasia”, torna-se egoísta, preguiçoso, dependente, e seu rendimento é inferior ao de uma criança com irmãos. Para contornar o problema, já existem na China 30 mil escolas especiais. Mas os educadores admitem que “ainda não foram desenvolvidos métodos eficazes para eliminar as deficiências dos filhos únicos”.
      O Brasil está mais adiantado. Nossos educadores sabem perfeitamente o que seria necessário para eliminar as deficiências das crianças carentes. Mas aqui também os “métodos ainda não foram desenvolvidos”.

      Quando eu era criança, ouvi contar muitas vezes a história de João e Maria, dois irmãos filhos de pobres lenhadores, em cuja casa a fome chegou a um ponto em que, não havendo mais comida nenhuma, foram levados pelo pai ao bosque, e ali abandonados. Não creio que os 7 milhões de crianças brasileiras abandonadas conheçam a história de João e Maria. Se conhecessem talvez nem vissem a semelhança. Pois João e Maria tinham uma casa de verdade, um casal de pais, roupas e sapatos. João e Maria tinham começado a vida como Meninos De Família, e pelas mãos do pai foram levados ao abandono.

      Quem leva nossas crianças ao abandono? Quando dizemos “crianças abandonadas” subentendemos que foram abandonadas pela família, pelos pais. E, embora penalizados, circunscrevemos o problema ao âmbito familiar, de uma família gigantesca e generalizada, à qual não pertencemos e com a qual não queremos nos meter. Apaziguamos assim nossa consciência, enquanto tratamos, isso sim, de cuidar amorosamente de nossos próprios filhos, aqueles que “nos pertencem”.

      Mas, embora uma criança possa ser abandonada pelos pais, ou duas ou dez crianças possam ser abandonadas pela família, 7 milhões de crianças só podem ser abandonadas pela coletividade. Até recentemente, tínhamos o direito de atribuir esse abandono ao governo, e responsabilizá-Io. Mas, em tempos de Nova República*, quando queremos que os cidadãos sejam o governo, já não podemos apenas passar adiante a responsabilidade. A hora chegou, portanto, de irmos ao bosque, buscar as crianças brasileiras que ali foram deixadas.

(COLASANTI, Marina. A casa das palavras. São Paulo: Ática, 2002.) 
No trecho “Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não entendi”, a palavra “que” exerce a função de: 
Alternativas
Q3276908 Português
Leia o texto 4 a seguir para responder a questão.

Texto 4


De quem são os meninos de rua? 

      Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora.

      Talvez não fosse um Menino De Família, mas também não era um Menino De Rua. É assim que a gente divide. Menino De Família é aquele bem-vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio e a mãe dá outro se o dele for roubado por um Menino De Rua. Menino De Rua é aquele que quando a gente passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão.

      Ouvindo essas expressões tem-se a impressão de que as coisas se passam muito naturalmente, uns nascendo De Família, outros nascendo De Rua. Como se a rua, e não uma família, não um pai e uma mãe, ou mesmo apenas uma mãe os tivesse gerado, sendo eles filhos diretos dos paralelepípedos e das calçadas, diferentes, portanto, das outras crianças, e excluídos das preocupações que temos com elas. É por isso, talvez, que, se vemos uma criança bem-vestida chorando sozinha num shopping center ou num supermercado, logo nos acercamos protetores, perguntando se está perdida, ou precisando de alguma coisa. Mas se vemos uma criança maltrapilha chorando num sinal com uma caixa de chicletes na mão, engrenamos a primeira no carro e nos afastamos pensando vagamente no seu abandono.

      Na verdade, não existem meninos De Rua. Existem meninos NA rua. E toda vez que um menino está NA rua é porque alguém o botou lá. Os meninos não vão sozinhos aos lugares. Assim como são postos no mundo, durante muitos anos também são postos onde quer que estejam. Resta ver quem os põe na rua. E por quê.

      No Brasil temos 36 milhões de crianças carentes. Na China existem 35 milhões de crianças superprotegidas. São filhos únicos resultantes da campanha Cada Casal um Filho, criada pelo governo em 1979 para evitar o crescimento populacional. O filho único, por receber afeto “em demasia”, torna-se egoísta, preguiçoso, dependente, e seu rendimento é inferior ao de uma criança com irmãos. Para contornar o problema, já existem na China 30 mil escolas especiais. Mas os educadores admitem que “ainda não foram desenvolvidos métodos eficazes para eliminar as deficiências dos filhos únicos”.
      O Brasil está mais adiantado. Nossos educadores sabem perfeitamente o que seria necessário para eliminar as deficiências das crianças carentes. Mas aqui também os “métodos ainda não foram desenvolvidos”.

      Quando eu era criança, ouvi contar muitas vezes a história de João e Maria, dois irmãos filhos de pobres lenhadores, em cuja casa a fome chegou a um ponto em que, não havendo mais comida nenhuma, foram levados pelo pai ao bosque, e ali abandonados. Não creio que os 7 milhões de crianças brasileiras abandonadas conheçam a história de João e Maria. Se conhecessem talvez nem vissem a semelhança. Pois João e Maria tinham uma casa de verdade, um casal de pais, roupas e sapatos. João e Maria tinham começado a vida como Meninos De Família, e pelas mãos do pai foram levados ao abandono.

      Quem leva nossas crianças ao abandono? Quando dizemos “crianças abandonadas” subentendemos que foram abandonadas pela família, pelos pais. E, embora penalizados, circunscrevemos o problema ao âmbito familiar, de uma família gigantesca e generalizada, à qual não pertencemos e com a qual não queremos nos meter. Apaziguamos assim nossa consciência, enquanto tratamos, isso sim, de cuidar amorosamente de nossos próprios filhos, aqueles que “nos pertencem”.

      Mas, embora uma criança possa ser abandonada pelos pais, ou duas ou dez crianças possam ser abandonadas pela família, 7 milhões de crianças só podem ser abandonadas pela coletividade. Até recentemente, tínhamos o direito de atribuir esse abandono ao governo, e responsabilizá-Io. Mas, em tempos de Nova República*, quando queremos que os cidadãos sejam o governo, já não podemos apenas passar adiante a responsabilidade. A hora chegou, portanto, de irmos ao bosque, buscar as crianças brasileiras que ali foram deixadas.

(COLASANTI, Marina. A casa das palavras. São Paulo: Ática, 2002.) 
O termo superprotegida (5º parágrafo), exerce a função de: 
Alternativas
Q3276905 Português

Leia o texto 3 a seguir para responder a questão.


Texto 3 


texto_6-7.png (451×163)


https://www.researchgate.net/figure/Figura-2-Tirinha-2-Mafalda-em-portugues-o-ioio_fig2_334692978 Acesso em: 11 de fev. 2025

Na tira acima, observa-se um jogo linguístico envolvendo a palavra “ioiô”. Considerando os processos de formação de palavras na Língua Portuguesa, assinale a alternativa CORRETA sobre a estrutura dessa palavra. 
Alternativas
Q3276904 Português
Leia o texto 2 a seguir para responder a questão.

Texto 2 


O amor bate na aorta

Cantiga de amor sem eira
nem beira,
vira o mundo de cabeça
para baixo,
suspende a saia das mulheres,
tira os óculos dos homens,
o amor, seja como for,
é o amor.

Meu bem, não chores,
hoje tem filme do Carlito.

O amor bate na porta
o amor bate na aorta,
fui abrir e me constipei.
Cardíaco e melancólico,
o amor ronca na horta
entre pés de laranjeira
entre uvas meio verdes
e desejos já maduros.

Entre uvas meio verdes,
meu amor, não te atormentes.

Certos ácidos adoçam
a boca murcha dos velhos
e quando os dentes não mordem
e quando os braços não prendem
o amor faz uma cócega
o amor desenha uma curva
propõe uma geometria.
Amor é bicho instruído.

Olha: o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que escorre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem,
às vezes não sara nunca,
às vezes sara amanhã.

Daqui estou vendo o amor
irritado, desapontado,
mas também vejo outras coisas:
vejo corpos, vejo almas
vejo beijos que se beijam
ouço mãos que se conversam
e que viajam sem mapa.
Vejo muitas outras coisas
que não ouso compreender…

ANDRADE, Carlos Drummond de. Sentimento do mundo. Rio de Janeiro: Editora Record, 1940
Considere a oração abaixo, retirada do poema de Drummond:
“O amor bate na porta.”

Marque a alternativa que CORRETAMENTE classifica o tipo de predicado presente: 
Alternativas
Q3276903 Português
Leia o texto 2 a seguir para responder a questão.

Texto 2 


O amor bate na aorta

Cantiga de amor sem eira
nem beira,
vira o mundo de cabeça
para baixo,
suspende a saia das mulheres,
tira os óculos dos homens,
o amor, seja como for,
é o amor.

Meu bem, não chores,
hoje tem filme do Carlito.

O amor bate na porta
o amor bate na aorta,
fui abrir e me constipei.
Cardíaco e melancólico,
o amor ronca na horta
entre pés de laranjeira
entre uvas meio verdes
e desejos já maduros.

Entre uvas meio verdes,
meu amor, não te atormentes.

Certos ácidos adoçam
a boca murcha dos velhos
e quando os dentes não mordem
e quando os braços não prendem
o amor faz uma cócega
o amor desenha uma curva
propõe uma geometria.
Amor é bicho instruído.

Olha: o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que escorre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem,
às vezes não sara nunca,
às vezes sara amanhã.

Daqui estou vendo o amor
irritado, desapontado,
mas também vejo outras coisas:
vejo corpos, vejo almas
vejo beijos que se beijam
ouço mãos que se conversam
e que viajam sem mapa.
Vejo muitas outras coisas
que não ouso compreender…

ANDRADE, Carlos Drummond de. Sentimento do mundo. Rio de Janeiro: Editora Record, 1940
Releia:
“[...] Certos ácidos adoçam a boca murcha dos velhos”

Marque a assertiva que corresponde à figura de linguagem presente nos versos acima: 
Alternativas
Q3276901 Português
Leia o texto 1 a seguir para responder a questão.

Texto 1


Empresas e saúde mental: o que está em jogo?

A saúde mental no trabalho emergiu como tema central em debates sobre bem-estar e produtividade, afetando um número crescente de trabalhadores. Além de prejudicar o indivíduo, os transtornos mentais impactam a sociedade e a economia. Ainda assim, essa área permanece negligenciada e subfinanciada, exigindo políticas mais eficazes para proteger a saúde mental dos colaboradores.

De acordo com o Relatório Técnico da Agenda Mais SUS (2023), entre 2010 e 2020, 2,5 milhões de brasileiros foram internados por transtornos mentais. A maioria desses casos envolveu homens (63%) entre 30 e 49 anos, com diagnósticos de esquizofrenia (33%) e dependência de álcool ou outras substâncias (36,2%). Esses dados reforçam a necessidade urgente de ações voltadas à saúde mental no trabalho.

Em resposta, a Lei nº 14.831, de março de 2024, institui o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental, reconhecendo as empresas que se destacam em práticas de cuidado com a saúde mental de seus colaboradores. A certificação visa incentivar outras empresas a adotar políticas semelhantes, e sua implementação pode contribuir para a promoção da saúde mental no ambiente corporativo.

Para obter a certificação, as empresas devem implementar programas de saúde mental, oferecer apoio psicológico e psiquiátrico, realizar campanhas de conscientização, promover a saúde mental da mulher, capacitar líderes e adotar treinamentos específicos. Medidas contra discriminação e assédio também são essenciais, além do acompanhamento contínuo das ações e garantias de transparência.

A certificação tem validade de dois anos e está alinhada com a Norma Regulamentadora 01, que agora exige o gerenciamento de riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Isso inclui medidas para prevenir o assédio e a violência, representando um avanço na proteção dos direitos dos trabalhadores. As empresas têm até maio de 2025 para se adaptar às novas exigências do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), que agora abrange também os riscos psicossociais, como estresse, sobrecarga de trabalho e assédio moral.

Essa mudança está em sintonia com a Agenda 2030 da ONU, que reconhece a importância de ambientes de trabalho seguros e saudáveis. Investir na saúde mental dos colaboradores não só cumpre uma função social, como também contribui para o aumento da produtividade, criatividade e engajamento.

Em síntese, a saúde mental no trabalho é uma tendência que veio para ficar. As empresas que se adaptarem a essa realidade estarão mais preparadas para enfrentar os desafios do mercado, atraindo e retendo talentos e criando um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.

Estamos prontos para transformar nossos ambientes de trabalho em espaços que priorizem a saúde mental, ou continuaremos ignorando os impactos que o descuido pode ter no futuro coletivo?

*Advogada sênior especialista em direito do trabalho e professora mestra em Direito Privado, pela Ufop. Pós-graduada em Direito do Trabalho pela Universidade Cândido Mendes. Especialista em Ciência Política pela USP.


Fonte: HOJE EM DIA. Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/empresas-e-saudemental-o-que-esta-em-jogo-1.1051812 Acesso em: 11 de fev. 2025 
No primeiro parágrafo do texto, a autora afirma: “Além de prejudicar o indivíduo, os transtornos mentais impactam a sociedade e a economia.”
Considerando a relação semântica estabelecida entre as orações, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3276900 Português
Leia o texto 1 a seguir para responder a questão.

Texto 1


Empresas e saúde mental: o que está em jogo?

A saúde mental no trabalho emergiu como tema central em debates sobre bem-estar e produtividade, afetando um número crescente de trabalhadores. Além de prejudicar o indivíduo, os transtornos mentais impactam a sociedade e a economia. Ainda assim, essa área permanece negligenciada e subfinanciada, exigindo políticas mais eficazes para proteger a saúde mental dos colaboradores.

De acordo com o Relatório Técnico da Agenda Mais SUS (2023), entre 2010 e 2020, 2,5 milhões de brasileiros foram internados por transtornos mentais. A maioria desses casos envolveu homens (63%) entre 30 e 49 anos, com diagnósticos de esquizofrenia (33%) e dependência de álcool ou outras substâncias (36,2%). Esses dados reforçam a necessidade urgente de ações voltadas à saúde mental no trabalho.

Em resposta, a Lei nº 14.831, de março de 2024, institui o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental, reconhecendo as empresas que se destacam em práticas de cuidado com a saúde mental de seus colaboradores. A certificação visa incentivar outras empresas a adotar políticas semelhantes, e sua implementação pode contribuir para a promoção da saúde mental no ambiente corporativo.

Para obter a certificação, as empresas devem implementar programas de saúde mental, oferecer apoio psicológico e psiquiátrico, realizar campanhas de conscientização, promover a saúde mental da mulher, capacitar líderes e adotar treinamentos específicos. Medidas contra discriminação e assédio também são essenciais, além do acompanhamento contínuo das ações e garantias de transparência.

A certificação tem validade de dois anos e está alinhada com a Norma Regulamentadora 01, que agora exige o gerenciamento de riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Isso inclui medidas para prevenir o assédio e a violência, representando um avanço na proteção dos direitos dos trabalhadores. As empresas têm até maio de 2025 para se adaptar às novas exigências do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), que agora abrange também os riscos psicossociais, como estresse, sobrecarga de trabalho e assédio moral.

Essa mudança está em sintonia com a Agenda 2030 da ONU, que reconhece a importância de ambientes de trabalho seguros e saudáveis. Investir na saúde mental dos colaboradores não só cumpre uma função social, como também contribui para o aumento da produtividade, criatividade e engajamento.

Em síntese, a saúde mental no trabalho é uma tendência que veio para ficar. As empresas que se adaptarem a essa realidade estarão mais preparadas para enfrentar os desafios do mercado, atraindo e retendo talentos e criando um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.

Estamos prontos para transformar nossos ambientes de trabalho em espaços que priorizem a saúde mental, ou continuaremos ignorando os impactos que o descuido pode ter no futuro coletivo?

*Advogada sênior especialista em direito do trabalho e professora mestra em Direito Privado, pela Ufop. Pós-graduada em Direito do Trabalho pela Universidade Cândido Mendes. Especialista em Ciência Política pela USP.


Fonte: HOJE EM DIA. Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/empresas-e-saudemental-o-que-esta-em-jogo-1.1051812 Acesso em: 11 de fev. 2025 
Com base no texto, considere as seguintes assertivas:

I. A ideia central do texto é a necessidade de políticas mais eficazes para proteger a saúde mental dos trabalhadores e incentivar as empresas a adotarem práticas voltadas para esse fim.
II. O texto sugere que, apesar do impacto dos transtornos mentais na sociedade, a principal preocupação deve ser a saúde individual dos trabalhadores, pois é nela que as empresas devem focar suas ações.
III. A certificação Empresa Promotora da Saúde Mental é apresentada no texto como um incentivo para que mais empresas implementem programas de apoio à saúde mental dos colaboradores.
IV. Embora a Lei nº 14.831/2024 estabeleça critérios para a certificação das empresas, o texto ressalta que sua aplicação depende exclusivamente da adesão voluntária das organizações, sem fiscalização ou acompanhamento governamental.

Estão CORRETOS: 
Alternativas
Q3276884 Português

Considere a frase a seguir.



Os gatos sabem o momento que os seus donos vão acordar e os despertam dez minutos antes.



Assinale a afirmativa que a interpreta corretamente.

Alternativas
Q3276883 Português
Assinale o substantivo com valor de coletivo.  
Alternativas
Q3276882 Português
Assinale a opção em que a frase de propaganda tenta vender as “camisas X” apelando para a vaidade do comprador.
Alternativas
Q3276881 Português

As frases a seguir falam bem do livro, com exceção de uma.


Assinale-a.

Alternativas
Q3276880 Português

11 Leia a frase a seguir.



A pessoa altamente intelectualizada estuda bastante e reflete sobre ideias novas.



Nessa frase, o advérbio altamente se refere a:

Alternativas
Q3276879 Português

Nas opções a seguir há um substantivo e um adjetivo que tiveram sua posição trocada.



Assinale a opção em que a troca de posição mudou o sentido.

Alternativas
Respostas
33901: B
33902: C
33903: B
33904: D
33905: B
33906: C
33907: D
33908: E
33909: A
33910: C
33911: E
33912: D
33913: E
33914: A
33915: A
33916: B
33917: C
33918: E
33919: B
33920: C