Questões de Concurso Comentadas sobre português
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Examine os trechos abaixo quanto ao emprego dos sinais de pontuação:
I. "O projeto, conforme previsto no cronograma, deverá ser concluído até dezembro; caso contrário, haverá penalidades contratuais."
II. "Três documentos são essenciais para o cadastro: certidão de nascimento, comprovante de residência e documento de identidade."
III. "Indagou o gestor: — Como procederemos diante desse impasse?"
IV. "Os resultados foram surpreendentes, superaram todas as expectativas iniciais."
Apresentam pontuação inteiramente correta, de acordo com a norma-padrão, os trechos:
Analise as afirmações sobre acentuação gráfica e classes de palavras:
I. A palavra "conteúdo" recebe acento gráfico pela mesma regra que determina a acentuação de "balaústre" e "fortuito".
II. Em "países", o acento gráfico resulta da necessidade de marcar o hiato, impedindo que a sequência vocálica seja pronunciada como ditongo.
III. As formas verbais "têm" e "vêm" (3ª pessoa do plural) recebem acento circunflexo diferencial para distingui-las de "tem" e "vem" (3ª pessoa do singular).
IV. A palavra "equilíbrio" é acentuada por ser paroxítona terminada em ditongo crescente, regra que também se aplica a "história" e "série".
Está correto o que se afirma em:
Observe as sentenças abaixo:
I. "O diretor pediu que todos os documentos fossem ratificados antes do envio ao tribunal."
II. "Após análise técnica, a comissão decidiu retificar os valores apresentados no relatório."
III. "O advogado solicitou a ratificação do acordo pelas partes envolvidas."
Considerando as relações semânticas entre as palavras destacadas, é correto afirmar que:
Leia o poema a seguir:
Caranguejo
Caranguejo feiíssimo, monstruoso,
que te arrastas na areia como a miniatura
de um tanque de guerra…
Gosto de ti, caranguejo,
Câncer meu padrinho nas folhinhas,
pois nasci sob as bênçãos do teu signo zodiacal…
Teu par de puãs cirúrgicas oscila
à frente do escudo lamaçento
de velho hoplita.
E mais oito patas, peludas, serrilhadas,
de crustáceo nobre,
retombam no mole desengonço de pés e braços
muito usados, desarticulados,
de um bebê de celulóide.
Caranguejo sujo, desconforme,
como um atarracado Buda roxo
ou um ídolo asteca…
És forte e ao menor risco te escondes
na carapaça bronca,
como fazem os seres evoluídos,
misantropos, retraídos,
o filósofo, o asceta, o cágado,
o ouriço, o caracol…
Caranguejo hediondo, de armadura espessa,
prudente desertor…
Para as luas do amor quero aprender contigo,
quero fazer como fazes, animalejo frio, que,
tão calcariamente encouraçado,
só sabes recuar…
Referência: João Guimarães Rosa. Magma. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997, p. 42.
A partir da leitura do poema, assinale a alternativa que apresenta uma interpretação consistente com a construção de sentido estabelecida pelo eu lírico.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente as lacunas do trecho acima.
De repente, os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e, para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual, a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima, com um desses horríveis substitutos do açúcar, porque o Dr. José Carlos, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se numa escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite, pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir. Mas, e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão. Mas, quantas vezes a insônia é um dom. De repente, acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo, as nuvens se clareando sob um sol às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, com o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.
A linguagem do texto é marcada predominantemente :
________ consequência da violência sofrida por Maria da Penha, o Brasil atribuiu a criação de legislação específica.
As instituições produziram discursos adequados ________ luta contra a violência de gênero.
O feminicídio exige prioridade política real______ todas proteções possíveis das vítimas.
A Lei Maria da Penha trouxe avanços imprescindíveis ______ esta nação.
Atendendo à norma-padrão de emprego do sinal indicativo de crase, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, por:
Segundo o Código Penal, feminicídio é o assassinato de mulher cometido “por razões da condição de sexo feminino”. Em outras palavras, é feminicídio quando o crime envolve violência doméstica e familiar ou discriminação de alguém pela condição de mulher da vítima. (4º parágrafo).
Os vocábulos destacados estabelecem, respectivamente, relação de sentido de