Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3282889 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


O homem rouco


    Deus sabe o que andei falando por aí; coisa boa não há de ter sido, pois Ele me tirou a voz.

    Ela sempre foi embrulhada e confusa; a mim próprio muitas vezes parecia monótona e enjoada, que dirá aos outros. Mas era, afinal de contas, a voz de uma pessoa, e bem ou mal eu podia dizer ao mendigo “não tenho trocado”, ao homem parado na esquina, “o senhor pode ter a gentileza de me dar fogo”, e ao garçom, “por favor, mais um pedaço de gelo”. Dizia certamente outras coisas e numa delas me perdi. Fiquei vários dias afônico e, hoje, me comunico e lamento com uma voz de túnel, roufenha, intermitente e infame.

    Ora, naturalmente que me trato. Deramme várias pastilhas horríveis e um especialista me receitou uma injeção e uma inalação que cheguei a fazer uma vez e me aborreceu pelo seu desagradável jeito de vício secreto ou de rito religioso oriental. Uma leitora me receitou pelo telefone chá de pitangueira, laranja da terra e eucalipto, tudo isso agravado por um dente de alho bem moído.

     Não farei essas coisas. Vejo-me à noite, no recolhimento do lar, tomando esse chá dos tempos coloniais e me sinto velho e triste de cortar o coração.

    Alguém me disse que se trata de rouquidão nervosa, o que me deixa desconfiado de mim mesmo. Terei muitos complexos? Precisamente quantos? Feios, graves? Por que me atacaram a garganta e não, por exemplo, o joelho? Ou quem sabe que havia alguma coisa que eu queria dizer e não podia, não devia, não ousava, estrangulado de timidez, e então engoli a voz?

    Quando era criança, agora me lembro, passei um ano gago porque fui com outros moleques gritar “Capitão Banana” diante da tenda de um velho que vendia frutas, e ele estava escondido no escuro e me varejou um balde d’água em cima. Naturalmente devo contar essa história a um psicanalista. Mas então ele começará a me escarafunchar a pobre alma e isso não vale a pena. Respeitemos a morna paz desse brejo noturno onde fermentam coisas estranhas e se movem monstros informes e insensatos.

    Afinal, posso aguentar isso, sou um rapaz direito, bem comportado, talvez até bom partido para uma senhorita da classe média que não faça questão da beleza física, mas sim da moral, modéstia à parte.

    O remédio é falar menos e escrever mais, antes que os complexos me paralisem os dedos, pobres dedos, triste mão que... Mas, francamente, página de jornal não é lugar para a gente falar essas coisas.

    Eu vos direi, senhora, apenas, que a voz é feia e roufenha, mas o sentimento é límpido, é cristalino, puro – e vosso.



BRAGA, R. O homem rouco. 3ª ed., Record, 1984. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13137/ohomem-rouco>.


 



Em todas as sentenças a seguir, a expressão em destaque desempenha a mesma função, qualificando o nome a que se refere, exceto em:
Alternativas
Q3282888 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


O homem rouco


    Deus sabe o que andei falando por aí; coisa boa não há de ter sido, pois Ele me tirou a voz.

    Ela sempre foi embrulhada e confusa; a mim próprio muitas vezes parecia monótona e enjoada, que dirá aos outros. Mas era, afinal de contas, a voz de uma pessoa, e bem ou mal eu podia dizer ao mendigo “não tenho trocado”, ao homem parado na esquina, “o senhor pode ter a gentileza de me dar fogo”, e ao garçom, “por favor, mais um pedaço de gelo”. Dizia certamente outras coisas e numa delas me perdi. Fiquei vários dias afônico e, hoje, me comunico e lamento com uma voz de túnel, roufenha, intermitente e infame.

    Ora, naturalmente que me trato. Deramme várias pastilhas horríveis e um especialista me receitou uma injeção e uma inalação que cheguei a fazer uma vez e me aborreceu pelo seu desagradável jeito de vício secreto ou de rito religioso oriental. Uma leitora me receitou pelo telefone chá de pitangueira, laranja da terra e eucalipto, tudo isso agravado por um dente de alho bem moído.

     Não farei essas coisas. Vejo-me à noite, no recolhimento do lar, tomando esse chá dos tempos coloniais e me sinto velho e triste de cortar o coração.

    Alguém me disse que se trata de rouquidão nervosa, o que me deixa desconfiado de mim mesmo. Terei muitos complexos? Precisamente quantos? Feios, graves? Por que me atacaram a garganta e não, por exemplo, o joelho? Ou quem sabe que havia alguma coisa que eu queria dizer e não podia, não devia, não ousava, estrangulado de timidez, e então engoli a voz?

    Quando era criança, agora me lembro, passei um ano gago porque fui com outros moleques gritar “Capitão Banana” diante da tenda de um velho que vendia frutas, e ele estava escondido no escuro e me varejou um balde d’água em cima. Naturalmente devo contar essa história a um psicanalista. Mas então ele começará a me escarafunchar a pobre alma e isso não vale a pena. Respeitemos a morna paz desse brejo noturno onde fermentam coisas estranhas e se movem monstros informes e insensatos.

    Afinal, posso aguentar isso, sou um rapaz direito, bem comportado, talvez até bom partido para uma senhorita da classe média que não faça questão da beleza física, mas sim da moral, modéstia à parte.

    O remédio é falar menos e escrever mais, antes que os complexos me paralisem os dedos, pobres dedos, triste mão que... Mas, francamente, página de jornal não é lugar para a gente falar essas coisas.

    Eu vos direi, senhora, apenas, que a voz é feia e roufenha, mas o sentimento é límpido, é cristalino, puro – e vosso.



BRAGA, R. O homem rouco. 3ª ed., Record, 1984. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13137/ohomem-rouco>.


 



De acordo com o texto, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3282840 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

Entre raízes e asas: atravessando a adolescência na era digital

    Criar um filho sempre foi um ato de equilíbrio. Mas, na contemporaneidade, esse equilíbrio se tornou ainda mais desafiador. Se antes a liberdade era conquistada aos poucos – a primeira ida sozinha à escola, a primeira festa sem os pais –, hoje ela acontece de forma silenciosa, muitas vezes sem marcos visíveis. O adolescente está ali, dentro de casa, no quarto ao lado, mas, ao mesmo tempo, pode estar em qualquer lugar, em qualquer conversa, em qualquer realidade.
    As telas encurtaram distâncias, ampliaram possibilidades e tornaram o mundo acessível em poucos cliques. Nunca foi tão fácil se conectar a tudo e a todos. Mas, junto disso, os pais se deparam com uma liberdade sem fronteiras, onde não há portas a serem abertas nem grades a serem puladas. Antes, a preocupação era saber onde os filhos estavam fisicamente; agora, as inquietações são outras: por onde eles andam no mundo virtual? O que consomem? O que os atravessa? Como protegê-los quando as ameaças não são visíveis?
    Eles estão sempre online, mas será que estão realmente em contato? Vivem expostos, mas, ao mesmo tempo, escondidos atrás de filtros e avatares. São bombardeados por informações e expectativas – a escola exige, as redes sociais cobram, os amigos compartilham vidas que parecem sempre melhores. Tudo acontece em tempo real, sem pausas para respirar. E, no meio desse turbilhão, o adolescente sente que precisa ser alguém perfeito, alguém que só pode acertar.
     Diante dessa avalanche digital, os jovens se veem sem roteiro. Sentem que precisam ser autossuficientes cedo demais e, no fundo, carregam uma ansiedade enorme por não saberem para onde vão. Ao mesmo tempo, os pais oscilam entre dois extremos: alguns tentam controlar cada passo, rastrear, monitorar, vigiar. Outros, temendo o afastamento, soltam, deixando que os filhos descubram tudo sozinhos. Mas talvez a resposta esteja no meio-termo. Nem vigilância, nem abandono, mas presença. [...]

Fonte: HOSTALÁCIO, Gabriela. Entre raízes e asas: atravessando a adolescência na era digital. Disponível em: https://vidasimples.co/vocesimples/entre-raizes-e-asas-atravessando-a-adolescencia-na-era-digital/. Acesso em: 24 fev. 2025. Adaptado.
Considerando que, no título do texto, o termo “raízes” figurativamente representa a família, e o termo “asas”, a liberdade dos filhos, é CORRETO afirmar que, nesse título, está presente a linguagem
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Q3282839 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

Entre raízes e asas: atravessando a adolescência na era digital

    Criar um filho sempre foi um ato de equilíbrio. Mas, na contemporaneidade, esse equilíbrio se tornou ainda mais desafiador. Se antes a liberdade era conquistada aos poucos – a primeira ida sozinha à escola, a primeira festa sem os pais –, hoje ela acontece de forma silenciosa, muitas vezes sem marcos visíveis. O adolescente está ali, dentro de casa, no quarto ao lado, mas, ao mesmo tempo, pode estar em qualquer lugar, em qualquer conversa, em qualquer realidade.
    As telas encurtaram distâncias, ampliaram possibilidades e tornaram o mundo acessível em poucos cliques. Nunca foi tão fácil se conectar a tudo e a todos. Mas, junto disso, os pais se deparam com uma liberdade sem fronteiras, onde não há portas a serem abertas nem grades a serem puladas. Antes, a preocupação era saber onde os filhos estavam fisicamente; agora, as inquietações são outras: por onde eles andam no mundo virtual? O que consomem? O que os atravessa? Como protegê-los quando as ameaças não são visíveis?
    Eles estão sempre online, mas será que estão realmente em contato? Vivem expostos, mas, ao mesmo tempo, escondidos atrás de filtros e avatares. São bombardeados por informações e expectativas – a escola exige, as redes sociais cobram, os amigos compartilham vidas que parecem sempre melhores. Tudo acontece em tempo real, sem pausas para respirar. E, no meio desse turbilhão, o adolescente sente que precisa ser alguém perfeito, alguém que só pode acertar.
     Diante dessa avalanche digital, os jovens se veem sem roteiro. Sentem que precisam ser autossuficientes cedo demais e, no fundo, carregam uma ansiedade enorme por não saberem para onde vão. Ao mesmo tempo, os pais oscilam entre dois extremos: alguns tentam controlar cada passo, rastrear, monitorar, vigiar. Outros, temendo o afastamento, soltam, deixando que os filhos descubram tudo sozinhos. Mas talvez a resposta esteja no meio-termo. Nem vigilância, nem abandono, mas presença. [...]

Fonte: HOSTALÁCIO, Gabriela. Entre raízes e asas: atravessando a adolescência na era digital. Disponível em: https://vidasimples.co/vocesimples/entre-raizes-e-asas-atravessando-a-adolescencia-na-era-digital/. Acesso em: 24 fev. 2025. Adaptado.
Em comparação ao passado, hoje, na era digital,
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Q3282838 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

Entre raízes e asas: atravessando a adolescência na era digital

    Criar um filho sempre foi um ato de equilíbrio. Mas, na contemporaneidade, esse equilíbrio se tornou ainda mais desafiador. Se antes a liberdade era conquistada aos poucos – a primeira ida sozinha à escola, a primeira festa sem os pais –, hoje ela acontece de forma silenciosa, muitas vezes sem marcos visíveis. O adolescente está ali, dentro de casa, no quarto ao lado, mas, ao mesmo tempo, pode estar em qualquer lugar, em qualquer conversa, em qualquer realidade.
    As telas encurtaram distâncias, ampliaram possibilidades e tornaram o mundo acessível em poucos cliques. Nunca foi tão fácil se conectar a tudo e a todos. Mas, junto disso, os pais se deparam com uma liberdade sem fronteiras, onde não há portas a serem abertas nem grades a serem puladas. Antes, a preocupação era saber onde os filhos estavam fisicamente; agora, as inquietações são outras: por onde eles andam no mundo virtual? O que consomem? O que os atravessa? Como protegê-los quando as ameaças não são visíveis?
    Eles estão sempre online, mas será que estão realmente em contato? Vivem expostos, mas, ao mesmo tempo, escondidos atrás de filtros e avatares. São bombardeados por informações e expectativas – a escola exige, as redes sociais cobram, os amigos compartilham vidas que parecem sempre melhores. Tudo acontece em tempo real, sem pausas para respirar. E, no meio desse turbilhão, o adolescente sente que precisa ser alguém perfeito, alguém que só pode acertar.
     Diante dessa avalanche digital, os jovens se veem sem roteiro. Sentem que precisam ser autossuficientes cedo demais e, no fundo, carregam uma ansiedade enorme por não saberem para onde vão. Ao mesmo tempo, os pais oscilam entre dois extremos: alguns tentam controlar cada passo, rastrear, monitorar, vigiar. Outros, temendo o afastamento, soltam, deixando que os filhos descubram tudo sozinhos. Mas talvez a resposta esteja no meio-termo. Nem vigilância, nem abandono, mas presença. [...]

Fonte: HOSTALÁCIO, Gabriela. Entre raízes e asas: atravessando a adolescência na era digital. Disponível em: https://vidasimples.co/vocesimples/entre-raizes-e-asas-atravessando-a-adolescencia-na-era-digital/. Acesso em: 24 fev. 2025. Adaptado.
Em “Diante dessa avalanche digital, os jovens se veem sem roteiro. Sentem que precisam ser autossuficientes cedo demais [...]”, a palavra “autossuficientes” foi usada com significado de
Alternativas
Q3282837 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

Entre raízes e asas: atravessando a adolescência na era digital

    Criar um filho sempre foi um ato de equilíbrio. Mas, na contemporaneidade, esse equilíbrio se tornou ainda mais desafiador. Se antes a liberdade era conquistada aos poucos – a primeira ida sozinha à escola, a primeira festa sem os pais –, hoje ela acontece de forma silenciosa, muitas vezes sem marcos visíveis. O adolescente está ali, dentro de casa, no quarto ao lado, mas, ao mesmo tempo, pode estar em qualquer lugar, em qualquer conversa, em qualquer realidade.
    As telas encurtaram distâncias, ampliaram possibilidades e tornaram o mundo acessível em poucos cliques. Nunca foi tão fácil se conectar a tudo e a todos. Mas, junto disso, os pais se deparam com uma liberdade sem fronteiras, onde não há portas a serem abertas nem grades a serem puladas. Antes, a preocupação era saber onde os filhos estavam fisicamente; agora, as inquietações são outras: por onde eles andam no mundo virtual? O que consomem? O que os atravessa? Como protegê-los quando as ameaças não são visíveis?
    Eles estão sempre online, mas será que estão realmente em contato? Vivem expostos, mas, ao mesmo tempo, escondidos atrás de filtros e avatares. São bombardeados por informações e expectativas – a escola exige, as redes sociais cobram, os amigos compartilham vidas que parecem sempre melhores. Tudo acontece em tempo real, sem pausas para respirar. E, no meio desse turbilhão, o adolescente sente que precisa ser alguém perfeito, alguém que só pode acertar.
     Diante dessa avalanche digital, os jovens se veem sem roteiro. Sentem que precisam ser autossuficientes cedo demais e, no fundo, carregam uma ansiedade enorme por não saberem para onde vão. Ao mesmo tempo, os pais oscilam entre dois extremos: alguns tentam controlar cada passo, rastrear, monitorar, vigiar. Outros, temendo o afastamento, soltam, deixando que os filhos descubram tudo sozinhos. Mas talvez a resposta esteja no meio-termo. Nem vigilância, nem abandono, mas presença. [...]

Fonte: HOSTALÁCIO, Gabriela. Entre raízes e asas: atravessando a adolescência na era digital. Disponível em: https://vidasimples.co/vocesimples/entre-raizes-e-asas-atravessando-a-adolescencia-na-era-digital/. Acesso em: 24 fev. 2025. Adaptado.
De acordo com o texto, o mundo digital traz à vida dos adolescentes
Alternativas
Q3282836 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

Entre raízes e asas: atravessando a adolescência na era digital

    Criar um filho sempre foi um ato de equilíbrio. Mas, na contemporaneidade, esse equilíbrio se tornou ainda mais desafiador. Se antes a liberdade era conquistada aos poucos – a primeira ida sozinha à escola, a primeira festa sem os pais –, hoje ela acontece de forma silenciosa, muitas vezes sem marcos visíveis. O adolescente está ali, dentro de casa, no quarto ao lado, mas, ao mesmo tempo, pode estar em qualquer lugar, em qualquer conversa, em qualquer realidade.
    As telas encurtaram distâncias, ampliaram possibilidades e tornaram o mundo acessível em poucos cliques. Nunca foi tão fácil se conectar a tudo e a todos. Mas, junto disso, os pais se deparam com uma liberdade sem fronteiras, onde não há portas a serem abertas nem grades a serem puladas. Antes, a preocupação era saber onde os filhos estavam fisicamente; agora, as inquietações são outras: por onde eles andam no mundo virtual? O que consomem? O que os atravessa? Como protegê-los quando as ameaças não são visíveis?
    Eles estão sempre online, mas será que estão realmente em contato? Vivem expostos, mas, ao mesmo tempo, escondidos atrás de filtros e avatares. São bombardeados por informações e expectativas – a escola exige, as redes sociais cobram, os amigos compartilham vidas que parecem sempre melhores. Tudo acontece em tempo real, sem pausas para respirar. E, no meio desse turbilhão, o adolescente sente que precisa ser alguém perfeito, alguém que só pode acertar.
     Diante dessa avalanche digital, os jovens se veem sem roteiro. Sentem que precisam ser autossuficientes cedo demais e, no fundo, carregam uma ansiedade enorme por não saberem para onde vão. Ao mesmo tempo, os pais oscilam entre dois extremos: alguns tentam controlar cada passo, rastrear, monitorar, vigiar. Outros, temendo o afastamento, soltam, deixando que os filhos descubram tudo sozinhos. Mas talvez a resposta esteja no meio-termo. Nem vigilância, nem abandono, mas presença. [...]

Fonte: HOSTALÁCIO, Gabriela. Entre raízes e asas: atravessando a adolescência na era digital. Disponível em: https://vidasimples.co/vocesimples/entre-raizes-e-asas-atravessando-a-adolescencia-na-era-digital/. Acesso em: 24 fev. 2025. Adaptado.
De acordo com o texto, para criar os filhos na era digital, é preciso
Alternativas
Q3282835 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

Entre raízes e asas: atravessando a adolescência na era digital

    Criar um filho sempre foi um ato de equilíbrio. Mas, na contemporaneidade, esse equilíbrio se tornou ainda mais desafiador. Se antes a liberdade era conquistada aos poucos – a primeira ida sozinha à escola, a primeira festa sem os pais –, hoje ela acontece de forma silenciosa, muitas vezes sem marcos visíveis. O adolescente está ali, dentro de casa, no quarto ao lado, mas, ao mesmo tempo, pode estar em qualquer lugar, em qualquer conversa, em qualquer realidade.
    As telas encurtaram distâncias, ampliaram possibilidades e tornaram o mundo acessível em poucos cliques. Nunca foi tão fácil se conectar a tudo e a todos. Mas, junto disso, os pais se deparam com uma liberdade sem fronteiras, onde não há portas a serem abertas nem grades a serem puladas. Antes, a preocupação era saber onde os filhos estavam fisicamente; agora, as inquietações são outras: por onde eles andam no mundo virtual? O que consomem? O que os atravessa? Como protegê-los quando as ameaças não são visíveis?
    Eles estão sempre online, mas será que estão realmente em contato? Vivem expostos, mas, ao mesmo tempo, escondidos atrás de filtros e avatares. São bombardeados por informações e expectativas – a escola exige, as redes sociais cobram, os amigos compartilham vidas que parecem sempre melhores. Tudo acontece em tempo real, sem pausas para respirar. E, no meio desse turbilhão, o adolescente sente que precisa ser alguém perfeito, alguém que só pode acertar.
     Diante dessa avalanche digital, os jovens se veem sem roteiro. Sentem que precisam ser autossuficientes cedo demais e, no fundo, carregam uma ansiedade enorme por não saberem para onde vão. Ao mesmo tempo, os pais oscilam entre dois extremos: alguns tentam controlar cada passo, rastrear, monitorar, vigiar. Outros, temendo o afastamento, soltam, deixando que os filhos descubram tudo sozinhos. Mas talvez a resposta esteja no meio-termo. Nem vigilância, nem abandono, mas presença. [...]

Fonte: HOSTALÁCIO, Gabriela. Entre raízes e asas: atravessando a adolescência na era digital. Disponível em: https://vidasimples.co/vocesimples/entre-raizes-e-asas-atravessando-a-adolescencia-na-era-digital/. Acesso em: 24 fev. 2025. Adaptado.
De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que a era digital
Alternativas
Q3282805 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

O que são gerações Baby Boomers, X, Y, Z?

    [...] Antigamente uma geração era definida a cada 25 anos, porém, nos dias de hoje, já não se espera mais um quarto de século para se instaurar uma nova classe genealógica. Atualmente os especialistas apontam que uma nova geração surge a cada 10 anos apenas.
    A Geração Baby Boomer surgiu logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. Hoje, essas pessoas estão com mais de 45 anos e se caracterizam por gostarem de um emprego fixo e estável. O termo em inglês “Baby Boomer” pode ser traduzido livremente para o português como “explosão de bebês”, fenômeno social ocorrido nos Estados Unidos no final da Segunda Guerra, ocasião em que os soldados voltaram para suas casas e conceberam filhos em uma mesma época. Também são identificados como inventores da era “paz e amor”, pois tinham aversão aos conflitos armados. Preferem a música, as artes e todas as outras formas de cultura como instrumentos para evolução humana às guerras. Os babies Boomers criaram uma forte mudança social, incluindo o movimento hippie, o feminismo e os direitos civis.
    Enquanto a Geração Baby Boomer se apresenta como contemporânea ao nascimento da tecnologia, a Geração X (1965 a 1976) surge já fazendo uso dos recursos tecnológicos promovidos por sua geração precursora. Surgida em meados da década de 1960 e estendendo-se até o final dos anos 1970, essa geração vivenciou, no Brasil, acontecimentos como as “Diretas Já” e o fim da ditadura.
    Nasce então, na década de 1980, a Geração Y, que, em pouco tempo de vida, já presenciou os maiores avanços na tecnologia e diversas quebras de paradigma do mercado de trabalho. Por conseguinte, num ambiente tão inovador, a Geração Y, também chamada geração do milênio (millenials) individualiza-se ao apresentar características como capacidade em fazer várias coisas ao mesmo tempo, como ouvir música, navegar na internet, ler e-mails, entre várias outras que, em tese, não atrapalham os seus afazeres profissionais.
    Os jovens nascidos em meados dos anos 1990 formam o conjunto da Geração Z. Essa geração já é motivo de reflexão por conta do seu comportamento individualista e, de certa forma, antissocial. A Geração Z é contemporânea a uma realidade conectada à Internet, em que os valores familiares, como se sentar à mesa e conversar com os pais, não são tão expressivos quanto os contatos virtuais estabelecidos pelos jovens na Web. [...]

Disponível em: https://previsacontabilidade.blogspot.com/2014/09/geracoes-x-y-e-z.html?m=1. Acesso em: 3 mar. 2025. Adaptado.
A maior distância temporal está entre as gerações
Alternativas
Q3282804 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

O que são gerações Baby Boomers, X, Y, Z?

    [...] Antigamente uma geração era definida a cada 25 anos, porém, nos dias de hoje, já não se espera mais um quarto de século para se instaurar uma nova classe genealógica. Atualmente os especialistas apontam que uma nova geração surge a cada 10 anos apenas.
    A Geração Baby Boomer surgiu logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. Hoje, essas pessoas estão com mais de 45 anos e se caracterizam por gostarem de um emprego fixo e estável. O termo em inglês “Baby Boomer” pode ser traduzido livremente para o português como “explosão de bebês”, fenômeno social ocorrido nos Estados Unidos no final da Segunda Guerra, ocasião em que os soldados voltaram para suas casas e conceberam filhos em uma mesma época. Também são identificados como inventores da era “paz e amor”, pois tinham aversão aos conflitos armados. Preferem a música, as artes e todas as outras formas de cultura como instrumentos para evolução humana às guerras. Os babies Boomers criaram uma forte mudança social, incluindo o movimento hippie, o feminismo e os direitos civis.
    Enquanto a Geração Baby Boomer se apresenta como contemporânea ao nascimento da tecnologia, a Geração X (1965 a 1976) surge já fazendo uso dos recursos tecnológicos promovidos por sua geração precursora. Surgida em meados da década de 1960 e estendendo-se até o final dos anos 1970, essa geração vivenciou, no Brasil, acontecimentos como as “Diretas Já” e o fim da ditadura.
    Nasce então, na década de 1980, a Geração Y, que, em pouco tempo de vida, já presenciou os maiores avanços na tecnologia e diversas quebras de paradigma do mercado de trabalho. Por conseguinte, num ambiente tão inovador, a Geração Y, também chamada geração do milênio (millenials) individualiza-se ao apresentar características como capacidade em fazer várias coisas ao mesmo tempo, como ouvir música, navegar na internet, ler e-mails, entre várias outras que, em tese, não atrapalham os seus afazeres profissionais.
    Os jovens nascidos em meados dos anos 1990 formam o conjunto da Geração Z. Essa geração já é motivo de reflexão por conta do seu comportamento individualista e, de certa forma, antissocial. A Geração Z é contemporânea a uma realidade conectada à Internet, em que os valores familiares, como se sentar à mesa e conversar com os pais, não são tão expressivos quanto os contatos virtuais estabelecidos pelos jovens na Web. [...]

Disponível em: https://previsacontabilidade.blogspot.com/2014/09/geracoes-x-y-e-z.html?m=1. Acesso em: 3 mar. 2025. Adaptado.
Analise os aspectos listados a seguir tendo em vista as mudanças neles promovidas pelas diferentes gerações, ao logo do tempo.
I- Comportamentos individuais.
II- Usos de novas tecnologias.
III- Reivindicações sociais.
IV- Relações familiares
V- Hábitos culturais.
Estão CORRETOS os aspectos
Alternativas
Q3282803 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

O que são gerações Baby Boomers, X, Y, Z?

    [...] Antigamente uma geração era definida a cada 25 anos, porém, nos dias de hoje, já não se espera mais um quarto de século para se instaurar uma nova classe genealógica. Atualmente os especialistas apontam que uma nova geração surge a cada 10 anos apenas.
    A Geração Baby Boomer surgiu logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. Hoje, essas pessoas estão com mais de 45 anos e se caracterizam por gostarem de um emprego fixo e estável. O termo em inglês “Baby Boomer” pode ser traduzido livremente para o português como “explosão de bebês”, fenômeno social ocorrido nos Estados Unidos no final da Segunda Guerra, ocasião em que os soldados voltaram para suas casas e conceberam filhos em uma mesma época. Também são identificados como inventores da era “paz e amor”, pois tinham aversão aos conflitos armados. Preferem a música, as artes e todas as outras formas de cultura como instrumentos para evolução humana às guerras. Os babies Boomers criaram uma forte mudança social, incluindo o movimento hippie, o feminismo e os direitos civis.
    Enquanto a Geração Baby Boomer se apresenta como contemporânea ao nascimento da tecnologia, a Geração X (1965 a 1976) surge já fazendo uso dos recursos tecnológicos promovidos por sua geração precursora. Surgida em meados da década de 1960 e estendendo-se até o final dos anos 1970, essa geração vivenciou, no Brasil, acontecimentos como as “Diretas Já” e o fim da ditadura.
    Nasce então, na década de 1980, a Geração Y, que, em pouco tempo de vida, já presenciou os maiores avanços na tecnologia e diversas quebras de paradigma do mercado de trabalho. Por conseguinte, num ambiente tão inovador, a Geração Y, também chamada geração do milênio (millenials) individualiza-se ao apresentar características como capacidade em fazer várias coisas ao mesmo tempo, como ouvir música, navegar na internet, ler e-mails, entre várias outras que, em tese, não atrapalham os seus afazeres profissionais.
    Os jovens nascidos em meados dos anos 1990 formam o conjunto da Geração Z. Essa geração já é motivo de reflexão por conta do seu comportamento individualista e, de certa forma, antissocial. A Geração Z é contemporânea a uma realidade conectada à Internet, em que os valores familiares, como se sentar à mesa e conversar com os pais, não são tão expressivos quanto os contatos virtuais estabelecidos pelos jovens na Web. [...]

Disponível em: https://previsacontabilidade.blogspot.com/2014/09/geracoes-x-y-e-z.html?m=1. Acesso em: 3 mar. 2025. Adaptado.
Em “[...] já não se espera mais um quarto de século para se instaurar uma nova classe genealógica [...]”, a expressão “um quarto de século”, faz referência a que termo do texto?
Alternativas
Q3282802 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

O que são gerações Baby Boomers, X, Y, Z?

    [...] Antigamente uma geração era definida a cada 25 anos, porém, nos dias de hoje, já não se espera mais um quarto de século para se instaurar uma nova classe genealógica. Atualmente os especialistas apontam que uma nova geração surge a cada 10 anos apenas.
    A Geração Baby Boomer surgiu logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. Hoje, essas pessoas estão com mais de 45 anos e se caracterizam por gostarem de um emprego fixo e estável. O termo em inglês “Baby Boomer” pode ser traduzido livremente para o português como “explosão de bebês”, fenômeno social ocorrido nos Estados Unidos no final da Segunda Guerra, ocasião em que os soldados voltaram para suas casas e conceberam filhos em uma mesma época. Também são identificados como inventores da era “paz e amor”, pois tinham aversão aos conflitos armados. Preferem a música, as artes e todas as outras formas de cultura como instrumentos para evolução humana às guerras. Os babies Boomers criaram uma forte mudança social, incluindo o movimento hippie, o feminismo e os direitos civis.
    Enquanto a Geração Baby Boomer se apresenta como contemporânea ao nascimento da tecnologia, a Geração X (1965 a 1976) surge já fazendo uso dos recursos tecnológicos promovidos por sua geração precursora. Surgida em meados da década de 1960 e estendendo-se até o final dos anos 1970, essa geração vivenciou, no Brasil, acontecimentos como as “Diretas Já” e o fim da ditadura.
    Nasce então, na década de 1980, a Geração Y, que, em pouco tempo de vida, já presenciou os maiores avanços na tecnologia e diversas quebras de paradigma do mercado de trabalho. Por conseguinte, num ambiente tão inovador, a Geração Y, também chamada geração do milênio (millenials) individualiza-se ao apresentar características como capacidade em fazer várias coisas ao mesmo tempo, como ouvir música, navegar na internet, ler e-mails, entre várias outras que, em tese, não atrapalham os seus afazeres profissionais.
    Os jovens nascidos em meados dos anos 1990 formam o conjunto da Geração Z. Essa geração já é motivo de reflexão por conta do seu comportamento individualista e, de certa forma, antissocial. A Geração Z é contemporânea a uma realidade conectada à Internet, em que os valores familiares, como se sentar à mesa e conversar com os pais, não são tão expressivos quanto os contatos virtuais estabelecidos pelos jovens na Web. [...]

Disponível em: https://previsacontabilidade.blogspot.com/2014/09/geracoes-x-y-e-z.html?m=1. Acesso em: 3 mar. 2025. Adaptado.
Considere a seguinte passagem do texto: “[...] a Geração X (1965 a 1976) surge já fazendo uso dos recursos tecnológicos promovidos por sua geração precursora.”
De acordo com o texto, “geração precursora” refere-se à
Alternativas
Q3282801 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

O que são gerações Baby Boomers, X, Y, Z?

    [...] Antigamente uma geração era definida a cada 25 anos, porém, nos dias de hoje, já não se espera mais um quarto de século para se instaurar uma nova classe genealógica. Atualmente os especialistas apontam que uma nova geração surge a cada 10 anos apenas.
    A Geração Baby Boomer surgiu logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. Hoje, essas pessoas estão com mais de 45 anos e se caracterizam por gostarem de um emprego fixo e estável. O termo em inglês “Baby Boomer” pode ser traduzido livremente para o português como “explosão de bebês”, fenômeno social ocorrido nos Estados Unidos no final da Segunda Guerra, ocasião em que os soldados voltaram para suas casas e conceberam filhos em uma mesma época. Também são identificados como inventores da era “paz e amor”, pois tinham aversão aos conflitos armados. Preferem a música, as artes e todas as outras formas de cultura como instrumentos para evolução humana às guerras. Os babies Boomers criaram uma forte mudança social, incluindo o movimento hippie, o feminismo e os direitos civis.
    Enquanto a Geração Baby Boomer se apresenta como contemporânea ao nascimento da tecnologia, a Geração X (1965 a 1976) surge já fazendo uso dos recursos tecnológicos promovidos por sua geração precursora. Surgida em meados da década de 1960 e estendendo-se até o final dos anos 1970, essa geração vivenciou, no Brasil, acontecimentos como as “Diretas Já” e o fim da ditadura.
    Nasce então, na década de 1980, a Geração Y, que, em pouco tempo de vida, já presenciou os maiores avanços na tecnologia e diversas quebras de paradigma do mercado de trabalho. Por conseguinte, num ambiente tão inovador, a Geração Y, também chamada geração do milênio (millenials) individualiza-se ao apresentar características como capacidade em fazer várias coisas ao mesmo tempo, como ouvir música, navegar na internet, ler e-mails, entre várias outras que, em tese, não atrapalham os seus afazeres profissionais.
    Os jovens nascidos em meados dos anos 1990 formam o conjunto da Geração Z. Essa geração já é motivo de reflexão por conta do seu comportamento individualista e, de certa forma, antissocial. A Geração Z é contemporânea a uma realidade conectada à Internet, em que os valores familiares, como se sentar à mesa e conversar com os pais, não são tão expressivos quanto os contatos virtuais estabelecidos pelos jovens na Web. [...]

Disponível em: https://previsacontabilidade.blogspot.com/2014/09/geracoes-x-y-e-z.html?m=1. Acesso em: 3 mar. 2025. Adaptado.
Em “[...] a Geração Baby Boomer se apresenta como contemporânea ao nascimento da tecnologia [...]”, o termo “contemporânea” foi usado significando
Alternativas
Q3282800 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

O que são gerações Baby Boomers, X, Y, Z?

    [...] Antigamente uma geração era definida a cada 25 anos, porém, nos dias de hoje, já não se espera mais um quarto de século para se instaurar uma nova classe genealógica. Atualmente os especialistas apontam que uma nova geração surge a cada 10 anos apenas.
    A Geração Baby Boomer surgiu logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. Hoje, essas pessoas estão com mais de 45 anos e se caracterizam por gostarem de um emprego fixo e estável. O termo em inglês “Baby Boomer” pode ser traduzido livremente para o português como “explosão de bebês”, fenômeno social ocorrido nos Estados Unidos no final da Segunda Guerra, ocasião em que os soldados voltaram para suas casas e conceberam filhos em uma mesma época. Também são identificados como inventores da era “paz e amor”, pois tinham aversão aos conflitos armados. Preferem a música, as artes e todas as outras formas de cultura como instrumentos para evolução humana às guerras. Os babies Boomers criaram uma forte mudança social, incluindo o movimento hippie, o feminismo e os direitos civis.
    Enquanto a Geração Baby Boomer se apresenta como contemporânea ao nascimento da tecnologia, a Geração X (1965 a 1976) surge já fazendo uso dos recursos tecnológicos promovidos por sua geração precursora. Surgida em meados da década de 1960 e estendendo-se até o final dos anos 1970, essa geração vivenciou, no Brasil, acontecimentos como as “Diretas Já” e o fim da ditadura.
    Nasce então, na década de 1980, a Geração Y, que, em pouco tempo de vida, já presenciou os maiores avanços na tecnologia e diversas quebras de paradigma do mercado de trabalho. Por conseguinte, num ambiente tão inovador, a Geração Y, também chamada geração do milênio (millenials) individualiza-se ao apresentar características como capacidade em fazer várias coisas ao mesmo tempo, como ouvir música, navegar na internet, ler e-mails, entre várias outras que, em tese, não atrapalham os seus afazeres profissionais.
    Os jovens nascidos em meados dos anos 1990 formam o conjunto da Geração Z. Essa geração já é motivo de reflexão por conta do seu comportamento individualista e, de certa forma, antissocial. A Geração Z é contemporânea a uma realidade conectada à Internet, em que os valores familiares, como se sentar à mesa e conversar com os pais, não são tão expressivos quanto os contatos virtuais estabelecidos pelos jovens na Web. [...]

Disponível em: https://previsacontabilidade.blogspot.com/2014/09/geracoes-x-y-e-z.html?m=1. Acesso em: 3 mar. 2025. Adaptado.
De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3282778 Português

Analise e assinale a classificação correta da oração abaixo:


“Gritava tanto que até ficou sem voz.” 

Alternativas
Q3282776 Português

Leia o poema de Carlos Drummond de Andrade e responda a questão:


José


E agora, José?

A festa acabou,

a luz apagou,

o povo sumiu,

a noite esfriou,

e agora, José?

e agora, você?

você que é sem nome,

que zomba dos outros,

você que faz versos,

que ama, protesta?

e agora, José?



Está sem mulher,

está sem discurso,

está sem carinho,

já não pode beber,

já não pode fumar,

cuspir já não pode,

a noite esfriou,

o dia não veio,

o bonde não veio,

o riso não veio,

não veio a utopia

e tudo acabou

e tudo fugiu

e tudo mofou,

e agora, José?



E agora, José?

Sua doce palavra,

seu instante de febre,

sua gula e jejum,

sua biblioteca,

sua lavra de ouro,

seu terno de vidro,

sua incoerência,

seu ódio — e agora?



Com a chave na mão

quer abrir a porta,

não existe porta;

quer morrer no mar,

mas o mar secou;

quer ir para Minas,

Minas não há mais.

José, e agora?



Se você gritasse,

se você gemesse,

se você tocasse

a valsa vienense, 

se você dormisse,

se você cansasse,

se você morresse...

Mas você não morre,

você é duro, José!



Sozinho no escuro

qual bicho-do-mato,

sem teogonia,

sem parede nua

para se encostar,

sem cavalo preto

que fuja a galope,

você marcha, José!

José, para onde?



(https://www.culturagenial.com/poema-e-agora-jose-carlos-drummond-de-andrade/)

Na citação “(...) a valsa vienense (...)”, a palavra em destaque pode ser classificada como: 
Alternativas
Q3282775 Português

Leia o poema de Carlos Drummond de Andrade e responda a questão:


José


E agora, José?

A festa acabou,

a luz apagou,

o povo sumiu,

a noite esfriou,

e agora, José?

e agora, você?

você que é sem nome,

que zomba dos outros,

você que faz versos,

que ama, protesta?

e agora, José?



Está sem mulher,

está sem discurso,

está sem carinho,

já não pode beber,

já não pode fumar,

cuspir já não pode,

a noite esfriou,

o dia não veio,

o bonde não veio,

o riso não veio,

não veio a utopia

e tudo acabou

e tudo fugiu

e tudo mofou,

e agora, José?



E agora, José?

Sua doce palavra,

seu instante de febre,

sua gula e jejum,

sua biblioteca,

sua lavra de ouro,

seu terno de vidro,

sua incoerência,

seu ódio — e agora?



Com a chave na mão

quer abrir a porta,

não existe porta;

quer morrer no mar,

mas o mar secou;

quer ir para Minas,

Minas não há mais.

José, e agora?



Se você gritasse,

se você gemesse,

se você tocasse

a valsa vienense, 

se você dormisse,

se você cansasse,

se você morresse...

Mas você não morre,

você é duro, José!



Sozinho no escuro

qual bicho-do-mato,

sem teogonia,

sem parede nua

para se encostar,

sem cavalo preto

que fuja a galope,

você marcha, José!

José, para onde?



(https://www.culturagenial.com/poema-e-agora-jose-carlos-drummond-de-andrade/)

Assinale a alternativa correta, de acordo com o poema: 
Alternativas
Q3282772 Português

Analise e assinale a classificação dos termos em destaque da oração abaixo:


“Música alta faz mal aos ouvidos.”

Alternativas
Respostas
33641: E
33642: A
33643: A
33644: C
33645: E
33646: A
33647: D
33648: B
33649: A
33650: E
33651: B
33652: A
33653: C
33654: D
33655: D
33656: A
33657: B
33658: A
33659: C
33660: D