Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3974508 Português

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.



A favor do tédio



   Alguns livros recentes tratam dos malefícios de nossa constante vontade de encontrar diversões. Como sugere o titulo de um deles (O vício da distração), de Alex Pange, a vontade de se distrair seria uma forma de dependência. Também já li artigos de revista sobre "os surpreendentes benefícios do tédio".


  Os livros não me pareceram imperdíveis. E os artigos nas revistas de grande circulação citam pesquisas por ouvir dizer. Mas tanto faz. O conjunto manifesta um novo clima segundo o qual a necessidade de sermos entretidos e estimulados continuamente não tornaria nossa vida mais rica e variada; ao contrário, é possível que essa disparidade empobreça nossa experiência.


   Já foi dito por evolucionistas que a sorte de nossa espécie foi sua fraqueza: enquanto passávamos horas a fio escondidos e calados nos arbustos, esperando as feras passarem, a imobilidade e o tédio forçados produziriam o surgimento da consciência, do pensamento e da fantasia. Que tal aplicar essa hipótese no campo da educação? O que é mais "educativo" para as crianças? A diversão? Ou a chance de se entediar?


  Umberto Eco atribui ao filósofo Benedetto Croce uma frase que ele cita com frequência: "O primeiro dever dos jovens é o de se tornar velhos". Esse slogan não tem como ser muito popular numa época em que o primeiro dever dos velhos é o de parecerem jovens. De fato, em nossa época os adultos não ajudam os jovens a envelhecer; eles preferem mantê-los na mesma criancice que eles desejam para si.


  Certo, é preciso estimular as crianças para que elas se desenvolvam na interação com o mundo. Mas o problema é que, sem tédio maçante, ninguém, criança ou adulto, consegue inventar para si uma vida interior. E para que serve uma vida interior? Se forem pensamentos aos quais recorremos quando não temos nada para fazer, não é mais simples a gente se manter ocupado e não precisar da tal vida interior?


  O problema é que há uma boa parte da vida exterior que, sem vida interior, é totalmente insossa. Se não acredita, tente se envolver com as artes, com as amizades ou com o sentimento amoroso levando apenas o ser que você tenha esvaziado. Mesmo entre outras espécies, há lições a observar. Os gatos, por exemplo, são ótimos administradores de seu tédio. Eles sabem se divertir muito bem, quando a ocasião se apresenta, mas também sabem não fazer nada com muita categoria. Nisso, eles batem os cachorros, que sempre parecem aliviados quando finalmente têm algo para fazer.



(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Aproveltar a vida e suas dores. São Paulo: Planeta, 2025, p. 159-162)

As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:
Alternativas
Q3974507 Português

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.



A favor do tédio



   Alguns livros recentes tratam dos malefícios de nossa constante vontade de encontrar diversões. Como sugere o titulo de um deles (O vício da distração), de Alex Pange, a vontade de se distrair seria uma forma de dependência. Também já li artigos de revista sobre "os surpreendentes benefícios do tédio".


  Os livros não me pareceram imperdíveis. E os artigos nas revistas de grande circulação citam pesquisas por ouvir dizer. Mas tanto faz. O conjunto manifesta um novo clima segundo o qual a necessidade de sermos entretidos e estimulados continuamente não tornaria nossa vida mais rica e variada; ao contrário, é possível que essa disparidade empobreça nossa experiência.


   Já foi dito por evolucionistas que a sorte de nossa espécie foi sua fraqueza: enquanto passávamos horas a fio escondidos e calados nos arbustos, esperando as feras passarem, a imobilidade e o tédio forçados produziriam o surgimento da consciência, do pensamento e da fantasia. Que tal aplicar essa hipótese no campo da educação? O que é mais "educativo" para as crianças? A diversão? Ou a chance de se entediar?


  Umberto Eco atribui ao filósofo Benedetto Croce uma frase que ele cita com frequência: "O primeiro dever dos jovens é o de se tornar velhos". Esse slogan não tem como ser muito popular numa época em que o primeiro dever dos velhos é o de parecerem jovens. De fato, em nossa época os adultos não ajudam os jovens a envelhecer; eles preferem mantê-los na mesma criancice que eles desejam para si.


  Certo, é preciso estimular as crianças para que elas se desenvolvam na interação com o mundo. Mas o problema é que, sem tédio maçante, ninguém, criança ou adulto, consegue inventar para si uma vida interior. E para que serve uma vida interior? Se forem pensamentos aos quais recorremos quando não temos nada para fazer, não é mais simples a gente se manter ocupado e não precisar da tal vida interior?


  O problema é que há uma boa parte da vida exterior que, sem vida interior, é totalmente insossa. Se não acredita, tente se envolver com as artes, com as amizades ou com o sentimento amoroso levando apenas o ser que você tenha esvaziado. Mesmo entre outras espécies, há lições a observar. Os gatos, por exemplo, são ótimos administradores de seu tédio. Eles sabem se divertir muito bem, quando a ocasião se apresenta, mas também sabem não fazer nada com muita categoria. Nisso, eles batem os cachorros, que sempre parecem aliviados quando finalmente têm algo para fazer.



(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Aproveltar a vida e suas dores. São Paulo: Planeta, 2025, p. 159-162)

Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:
Alternativas
Q3974506 Português

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.



A favor do tédio



   Alguns livros recentes tratam dos malefícios de nossa constante vontade de encontrar diversões. Como sugere o titulo de um deles (O vício da distração), de Alex Pange, a vontade de se distrair seria uma forma de dependência. Também já li artigos de revista sobre "os surpreendentes benefícios do tédio".


  Os livros não me pareceram imperdíveis. E os artigos nas revistas de grande circulação citam pesquisas por ouvir dizer. Mas tanto faz. O conjunto manifesta um novo clima segundo o qual a necessidade de sermos entretidos e estimulados continuamente não tornaria nossa vida mais rica e variada; ao contrário, é possível que essa disparidade empobreça nossa experiência.


   Já foi dito por evolucionistas que a sorte de nossa espécie foi sua fraqueza: enquanto passávamos horas a fio escondidos e calados nos arbustos, esperando as feras passarem, a imobilidade e o tédio forçados produziriam o surgimento da consciência, do pensamento e da fantasia. Que tal aplicar essa hipótese no campo da educação? O que é mais "educativo" para as crianças? A diversão? Ou a chance de se entediar?


  Umberto Eco atribui ao filósofo Benedetto Croce uma frase que ele cita com frequência: "O primeiro dever dos jovens é o de se tornar velhos". Esse slogan não tem como ser muito popular numa época em que o primeiro dever dos velhos é o de parecerem jovens. De fato, em nossa época os adultos não ajudam os jovens a envelhecer; eles preferem mantê-los na mesma criancice que eles desejam para si.


  Certo, é preciso estimular as crianças para que elas se desenvolvam na interação com o mundo. Mas o problema é que, sem tédio maçante, ninguém, criança ou adulto, consegue inventar para si uma vida interior. E para que serve uma vida interior? Se forem pensamentos aos quais recorremos quando não temos nada para fazer, não é mais simples a gente se manter ocupado e não precisar da tal vida interior?


  O problema é que há uma boa parte da vida exterior que, sem vida interior, é totalmente insossa. Se não acredita, tente se envolver com as artes, com as amizades ou com o sentimento amoroso levando apenas o ser que você tenha esvaziado. Mesmo entre outras espécies, há lições a observar. Os gatos, por exemplo, são ótimos administradores de seu tédio. Eles sabem se divertir muito bem, quando a ocasião se apresenta, mas também sabem não fazer nada com muita categoria. Nisso, eles batem os cachorros, que sempre parecem aliviados quando finalmente têm algo para fazer.



(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Aproveltar a vida e suas dores. São Paulo: Planeta, 2025, p. 159-162)

Se forem pensamentos aos quais recorremos quando não temos nada para fazer, não é mais simples agente se manter ocupado e não precisar de tal vida interior?

O período acima manterá seu sentido básico e sua correção gramatical caso se substituam os dois elementos sublinhados, respectivamente, por:
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Q3974505 Português

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.



A favor do tédio



   Alguns livros recentes tratam dos malefícios de nossa constante vontade de encontrar diversões. Como sugere o titulo de um deles (O vício da distração), de Alex Pange, a vontade de se distrair seria uma forma de dependência. Também já li artigos de revista sobre "os surpreendentes benefícios do tédio".


  Os livros não me pareceram imperdíveis. E os artigos nas revistas de grande circulação citam pesquisas por ouvir dizer. Mas tanto faz. O conjunto manifesta um novo clima segundo o qual a necessidade de sermos entretidos e estimulados continuamente não tornaria nossa vida mais rica e variada; ao contrário, é possível que essa disparidade empobreça nossa experiência.


   Já foi dito por evolucionistas que a sorte de nossa espécie foi sua fraqueza: enquanto passávamos horas a fio escondidos e calados nos arbustos, esperando as feras passarem, a imobilidade e o tédio forçados produziriam o surgimento da consciência, do pensamento e da fantasia. Que tal aplicar essa hipótese no campo da educação? O que é mais "educativo" para as crianças? A diversão? Ou a chance de se entediar?


  Umberto Eco atribui ao filósofo Benedetto Croce uma frase que ele cita com frequência: "O primeiro dever dos jovens é o de se tornar velhos". Esse slogan não tem como ser muito popular numa época em que o primeiro dever dos velhos é o de parecerem jovens. De fato, em nossa época os adultos não ajudam os jovens a envelhecer; eles preferem mantê-los na mesma criancice que eles desejam para si.


  Certo, é preciso estimular as crianças para que elas se desenvolvam na interação com o mundo. Mas o problema é que, sem tédio maçante, ninguém, criança ou adulto, consegue inventar para si uma vida interior. E para que serve uma vida interior? Se forem pensamentos aos quais recorremos quando não temos nada para fazer, não é mais simples a gente se manter ocupado e não precisar da tal vida interior?


  O problema é que há uma boa parte da vida exterior que, sem vida interior, é totalmente insossa. Se não acredita, tente se envolver com as artes, com as amizades ou com o sentimento amoroso levando apenas o ser que você tenha esvaziado. Mesmo entre outras espécies, há lições a observar. Os gatos, por exemplo, são ótimos administradores de seu tédio. Eles sabem se divertir muito bem, quando a ocasião se apresenta, mas também sabem não fazer nada com muita categoria. Nisso, eles batem os cachorros, que sempre parecem aliviados quando finalmente têm algo para fazer.



(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Aproveltar a vida e suas dores. São Paulo: Planeta, 2025, p. 159-162)

Referindo-se à nossa vida exterior e à nossa vida interior (6º parágrafo), o autor estabelece entre elas uma relação de
Alternativas
Q3974504 Português

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.



A favor do tédio



   Alguns livros recentes tratam dos malefícios de nossa constante vontade de encontrar diversões. Como sugere o titulo de um deles (O vício da distração), de Alex Pange, a vontade de se distrair seria uma forma de dependência. Também já li artigos de revista sobre "os surpreendentes benefícios do tédio".


  Os livros não me pareceram imperdíveis. E os artigos nas revistas de grande circulação citam pesquisas por ouvir dizer. Mas tanto faz. O conjunto manifesta um novo clima segundo o qual a necessidade de sermos entretidos e estimulados continuamente não tornaria nossa vida mais rica e variada; ao contrário, é possível que essa disparidade empobreça nossa experiência.


   Já foi dito por evolucionistas que a sorte de nossa espécie foi sua fraqueza: enquanto passávamos horas a fio escondidos e calados nos arbustos, esperando as feras passarem, a imobilidade e o tédio forçados produziriam o surgimento da consciência, do pensamento e da fantasia. Que tal aplicar essa hipótese no campo da educação? O que é mais "educativo" para as crianças? A diversão? Ou a chance de se entediar?


  Umberto Eco atribui ao filósofo Benedetto Croce uma frase que ele cita com frequência: "O primeiro dever dos jovens é o de se tornar velhos". Esse slogan não tem como ser muito popular numa época em que o primeiro dever dos velhos é o de parecerem jovens. De fato, em nossa época os adultos não ajudam os jovens a envelhecer; eles preferem mantê-los na mesma criancice que eles desejam para si.


  Certo, é preciso estimular as crianças para que elas se desenvolvam na interação com o mundo. Mas o problema é que, sem tédio maçante, ninguém, criança ou adulto, consegue inventar para si uma vida interior. E para que serve uma vida interior? Se forem pensamentos aos quais recorremos quando não temos nada para fazer, não é mais simples a gente se manter ocupado e não precisar da tal vida interior?


  O problema é que há uma boa parte da vida exterior que, sem vida interior, é totalmente insossa. Se não acredita, tente se envolver com as artes, com as amizades ou com o sentimento amoroso levando apenas o ser que você tenha esvaziado. Mesmo entre outras espécies, há lições a observar. Os gatos, por exemplo, são ótimos administradores de seu tédio. Eles sabem se divertir muito bem, quando a ocasião se apresenta, mas também sabem não fazer nada com muita categoria. Nisso, eles batem os cachorros, que sempre parecem aliviados quando finalmente têm algo para fazer.



(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Aproveltar a vida e suas dores. São Paulo: Planeta, 2025, p. 159-162)

Ao admitir que é preciso estimular as crianças para que elas se desenvolvam na interação com o mundo (5° parágrafo), o autor reconhece como um expediente para esse desenvolvimento
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Q3974402 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


Uma estatística


As crianças,

Sem um tiro aliás,

E isso é que tornava o caso ainda mais espantoso,

Morriam mais do que índios nos filmes norte-americanos,

E quando a gente acaso perguntava, para se mostrar

                                                                        [atenciosos: 


“Quantos filhos a senhora tem, comadre?”

A comadre respondia, com ternura:

“Eu tenho quatro filhos e nove anjinhos.”


(Mario Quintana, Da preguiça como método de trabalho)

Certos lugares____________de péssimas estatísticas de mortalidade infantil, havendo o risco à integridade____________das crianças. Em alguns deles, os números_____________mais altos do que os da mortalidade de índios nos filmes americanos. É preciso garantir zelo_____________infância e mudanças nessa estatística.


De acordo com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, na ordem em que aparecem, com:

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Q3974401 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


Uma estatística


As crianças,

Sem um tiro aliás,

E isso é que tornava o caso ainda mais espantoso,

Morriam mais do que índios nos filmes norte-americanos,

E quando a gente acaso perguntava, para se mostrar

                                                                        [atenciosos: 


“Quantos filhos a senhora tem, comadre?”

A comadre respondia, com ternura:

“Eu tenho quatro filhos e nove anjinhos.”


(Mario Quintana, Da preguiça como método de trabalho)

Nos versos “E isso é que tornava o caso ainda mais espantoso” e “E quando a gente acaso perguntava, para se mostrar atenciosos”, a expressão “ainda mais” e o termo “acaso” estabelecem relações de sentido, corretamente e na ordem em que aparecem, de 
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Q3974400 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


Uma estatística


As crianças,

Sem um tiro aliás,

E isso é que tornava o caso ainda mais espantoso,

Morriam mais do que índios nos filmes norte-americanos,

E quando a gente acaso perguntava, para se mostrar

                                                                        [atenciosos: 


“Quantos filhos a senhora tem, comadre?”

A comadre respondia, com ternura:

“Eu tenho quatro filhos e nove anjinhos.”


(Mario Quintana, Da preguiça como método de trabalho)

O eufemismo é uma figura de linguagem utilizada para suavizar expressões, palavras ou ideias que podem soar desagradáveis, rudes, ofensivas ou chocantes, substituindo-as por termos mais leves e agradáveis.


Essa figura de linguagem está presente no seguinte verso do poema:

Alternativas
Q3974399 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


Uma estatística


As crianças,

Sem um tiro aliás,

E isso é que tornava o caso ainda mais espantoso,

Morriam mais do que índios nos filmes norte-americanos,

E quando a gente acaso perguntava, para se mostrar

                                                                        [atenciosos: 


“Quantos filhos a senhora tem, comadre?”

A comadre respondia, com ternura:

“Eu tenho quatro filhos e nove anjinhos.”


(Mario Quintana, Da preguiça como método de trabalho)

É correto afirmar que a pergunta feita à comadre e a resposta dela caracterizam-se, nessa ordem,
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Q3974398 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:

 

Irresponsabilidade que mata crianças

 

Pela primeira vez no século 21, o número de crianças que morrem antes de completar 5 anos de idade deve aumentar, em vez de diminuir. De acordo com um relatório da Fundação Gates, a mortalidade infantil deve atingir 4,8 milhões de crianças em 2025, 200 mil a mais que em 2024.

Trágica sob qualquer ponto de vista, a morte de crianças por doenças evitáveis e tratáveis como diarreia, além daquelas que podem ser erradicadas com vacinas, soa como um atestado de falência da humanidade.

O principal motivo para que, após anos de quedas consecutivas, as mortes na primeira infância voltem a aumentar é o corte da ajuda internacional oferecida por países ricos. Na segunda passagem de Donald Trump pela Casa Branca, os EUA, historicamente os maiores doadores de ajuda internacional do mundo, promoveram reduções significativas em programas de assistência global.

Embora o desmantelamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) seja muito provavelmente o maior símbolo desta nova era de cooperação internacional contida, países como Reino Unido, Alemanha e França também têm fechado as torneiras para assistência aos países mais necessitados. Segundo o relatório, pelo menos 24 nações de alta renda reduziram suas doações internacionais.

O quadro ruim pode tornar-se ainda mais sombrio. Num cenário já contemplado por muitos países, de cortes de cerca de 20% na assistência global à saúde, 12 milhões de mortes adicionais de crianças podem ocorrer até 2045. Caso as reduções com ajuda internacional se intensifiquem para um patamar de 30%, o número de mortes adicionais de crianças pode chegar a 16 milhões até 2045.

Evitáveis, as mortes de milhares de crianças exigem compromisso firme tanto com o financiamento de ajuda aos mais necessitados quanto com o combate à desinformação. A humanidade já dispõe de ferramentas para que crianças não morram aos milhares por causas praticamente banais.

 

(O Estado de S.Paulo, “Editorial”, 26.12.2025. Disponível em: https://www. estadao.com.br/opiniao. Adaptado)

Considere a passagem “O principal motivo para que, após anos de quedas consecutivas, as mortes na primeira infância voltem a aumentar é o corte da ajuda internacional oferecida por países ricos.” (3º parágrafo).


De acordo com a norma-padrão de ortografia, os termos destacados podem ser substituídos, na ordem em que aparecem, por:

Alternativas
Q3974397 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:

 

Irresponsabilidade que mata crianças

 

Pela primeira vez no século 21, o número de crianças que morrem antes de completar 5 anos de idade deve aumentar, em vez de diminuir. De acordo com um relatório da Fundação Gates, a mortalidade infantil deve atingir 4,8 milhões de crianças em 2025, 200 mil a mais que em 2024.

Trágica sob qualquer ponto de vista, a morte de crianças por doenças evitáveis e tratáveis como diarreia, além daquelas que podem ser erradicadas com vacinas, soa como um atestado de falência da humanidade.

O principal motivo para que, após anos de quedas consecutivas, as mortes na primeira infância voltem a aumentar é o corte da ajuda internacional oferecida por países ricos. Na segunda passagem de Donald Trump pela Casa Branca, os EUA, historicamente os maiores doadores de ajuda internacional do mundo, promoveram reduções significativas em programas de assistência global.

Embora o desmantelamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) seja muito provavelmente o maior símbolo desta nova era de cooperação internacional contida, países como Reino Unido, Alemanha e França também têm fechado as torneiras para assistência aos países mais necessitados. Segundo o relatório, pelo menos 24 nações de alta renda reduziram suas doações internacionais.

O quadro ruim pode tornar-se ainda mais sombrio. Num cenário já contemplado por muitos países, de cortes de cerca de 20% na assistência global à saúde, 12 milhões de mortes adicionais de crianças podem ocorrer até 2045. Caso as reduções com ajuda internacional se intensifiquem para um patamar de 30%, o número de mortes adicionais de crianças pode chegar a 16 milhões até 2045.

Evitáveis, as mortes de milhares de crianças exigem compromisso firme tanto com o financiamento de ajuda aos mais necessitados quanto com o combate à desinformação. A humanidade já dispõe de ferramentas para que crianças não morram aos milhares por causas praticamente banais.

 

(O Estado de S.Paulo, “Editorial”, 26.12.2025. Disponível em: https://www. estadao.com.br/opiniao. Adaptado)

Na passagem “Trágica sob qualquer ponto de vista, a morte de crianças por doenças evitáveis e tratáveis como diarreia…” (2º parágrafo), os termos destacados estabelecem, corretamente e na ordem em que aparecem, relações de sentido de
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Q3974396 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:

 

Irresponsabilidade que mata crianças

 

Pela primeira vez no século 21, o número de crianças que morrem antes de completar 5 anos de idade deve aumentar, em vez de diminuir. De acordo com um relatório da Fundação Gates, a mortalidade infantil deve atingir 4,8 milhões de crianças em 2025, 200 mil a mais que em 2024.

Trágica sob qualquer ponto de vista, a morte de crianças por doenças evitáveis e tratáveis como diarreia, além daquelas que podem ser erradicadas com vacinas, soa como um atestado de falência da humanidade.

O principal motivo para que, após anos de quedas consecutivas, as mortes na primeira infância voltem a aumentar é o corte da ajuda internacional oferecida por países ricos. Na segunda passagem de Donald Trump pela Casa Branca, os EUA, historicamente os maiores doadores de ajuda internacional do mundo, promoveram reduções significativas em programas de assistência global.

Embora o desmantelamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) seja muito provavelmente o maior símbolo desta nova era de cooperação internacional contida, países como Reino Unido, Alemanha e França também têm fechado as torneiras para assistência aos países mais necessitados. Segundo o relatório, pelo menos 24 nações de alta renda reduziram suas doações internacionais.

O quadro ruim pode tornar-se ainda mais sombrio. Num cenário já contemplado por muitos países, de cortes de cerca de 20% na assistência global à saúde, 12 milhões de mortes adicionais de crianças podem ocorrer até 2045. Caso as reduções com ajuda internacional se intensifiquem para um patamar de 30%, o número de mortes adicionais de crianças pode chegar a 16 milhões até 2045.

Evitáveis, as mortes de milhares de crianças exigem compromisso firme tanto com o financiamento de ajuda aos mais necessitados quanto com o combate à desinformação. A humanidade já dispõe de ferramentas para que crianças não morram aos milhares por causas praticamente banais.

 

(O Estado de S.Paulo, “Editorial”, 26.12.2025. Disponível em: https://www. estadao.com.br/opiniao. Adaptado)

Considere a passagem “Embora o desmantelamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) seja muito provavelmente o maior símbolo desta nova era de cooperação internacional contida…” (4º parágrafo).


Sem prejuízo ao sentido original do texto e em conformidade com a norma-padrão, as expressões destacadas devem ser substituídas, na ordem em que aparecem, por:

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Q3974395 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:

 

Irresponsabilidade que mata crianças

 

Pela primeira vez no século 21, o número de crianças que morrem antes de completar 5 anos de idade deve aumentar, em vez de diminuir. De acordo com um relatório da Fundação Gates, a mortalidade infantil deve atingir 4,8 milhões de crianças em 2025, 200 mil a mais que em 2024.

Trágica sob qualquer ponto de vista, a morte de crianças por doenças evitáveis e tratáveis como diarreia, além daquelas que podem ser erradicadas com vacinas, soa como um atestado de falência da humanidade.

O principal motivo para que, após anos de quedas consecutivas, as mortes na primeira infância voltem a aumentar é o corte da ajuda internacional oferecida por países ricos. Na segunda passagem de Donald Trump pela Casa Branca, os EUA, historicamente os maiores doadores de ajuda internacional do mundo, promoveram reduções significativas em programas de assistência global.

Embora o desmantelamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) seja muito provavelmente o maior símbolo desta nova era de cooperação internacional contida, países como Reino Unido, Alemanha e França também têm fechado as torneiras para assistência aos países mais necessitados. Segundo o relatório, pelo menos 24 nações de alta renda reduziram suas doações internacionais.

O quadro ruim pode tornar-se ainda mais sombrio. Num cenário já contemplado por muitos países, de cortes de cerca de 20% na assistência global à saúde, 12 milhões de mortes adicionais de crianças podem ocorrer até 2045. Caso as reduções com ajuda internacional se intensifiquem para um patamar de 30%, o número de mortes adicionais de crianças pode chegar a 16 milhões até 2045.

Evitáveis, as mortes de milhares de crianças exigem compromisso firme tanto com o financiamento de ajuda aos mais necessitados quanto com o combate à desinformação. A humanidade já dispõe de ferramentas para que crianças não morram aos milhares por causas praticamente banais.

 

(O Estado de S.Paulo, “Editorial”, 26.12.2025. Disponível em: https://www. estadao.com.br/opiniao. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o termo destacado está empregado em sentido próprio.
Alternativas
Q3974394 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:

 

Irresponsabilidade que mata crianças

 

Pela primeira vez no século 21, o número de crianças que morrem antes de completar 5 anos de idade deve aumentar, em vez de diminuir. De acordo com um relatório da Fundação Gates, a mortalidade infantil deve atingir 4,8 milhões de crianças em 2025, 200 mil a mais que em 2024.

Trágica sob qualquer ponto de vista, a morte de crianças por doenças evitáveis e tratáveis como diarreia, além daquelas que podem ser erradicadas com vacinas, soa como um atestado de falência da humanidade.

O principal motivo para que, após anos de quedas consecutivas, as mortes na primeira infância voltem a aumentar é o corte da ajuda internacional oferecida por países ricos. Na segunda passagem de Donald Trump pela Casa Branca, os EUA, historicamente os maiores doadores de ajuda internacional do mundo, promoveram reduções significativas em programas de assistência global.

Embora o desmantelamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) seja muito provavelmente o maior símbolo desta nova era de cooperação internacional contida, países como Reino Unido, Alemanha e França também têm fechado as torneiras para assistência aos países mais necessitados. Segundo o relatório, pelo menos 24 nações de alta renda reduziram suas doações internacionais.

O quadro ruim pode tornar-se ainda mais sombrio. Num cenário já contemplado por muitos países, de cortes de cerca de 20% na assistência global à saúde, 12 milhões de mortes adicionais de crianças podem ocorrer até 2045. Caso as reduções com ajuda internacional se intensifiquem para um patamar de 30%, o número de mortes adicionais de crianças pode chegar a 16 milhões até 2045.

Evitáveis, as mortes de milhares de crianças exigem compromisso firme tanto com o financiamento de ajuda aos mais necessitados quanto com o combate à desinformação. A humanidade já dispõe de ferramentas para que crianças não morram aos milhares por causas praticamente banais.

 

(O Estado de S.Paulo, “Editorial”, 26.12.2025. Disponível em: https://www. estadao.com.br/opiniao. Adaptado)

O editorial apresenta um dado capaz de dar credibilidade às informações que transmite ao leitor.


Trata-se da menção

Alternativas
Q3974393 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:

 

Irresponsabilidade que mata crianças

 

Pela primeira vez no século 21, o número de crianças que morrem antes de completar 5 anos de idade deve aumentar, em vez de diminuir. De acordo com um relatório da Fundação Gates, a mortalidade infantil deve atingir 4,8 milhões de crianças em 2025, 200 mil a mais que em 2024.

Trágica sob qualquer ponto de vista, a morte de crianças por doenças evitáveis e tratáveis como diarreia, além daquelas que podem ser erradicadas com vacinas, soa como um atestado de falência da humanidade.

O principal motivo para que, após anos de quedas consecutivas, as mortes na primeira infância voltem a aumentar é o corte da ajuda internacional oferecida por países ricos. Na segunda passagem de Donald Trump pela Casa Branca, os EUA, historicamente os maiores doadores de ajuda internacional do mundo, promoveram reduções significativas em programas de assistência global.

Embora o desmantelamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) seja muito provavelmente o maior símbolo desta nova era de cooperação internacional contida, países como Reino Unido, Alemanha e França também têm fechado as torneiras para assistência aos países mais necessitados. Segundo o relatório, pelo menos 24 nações de alta renda reduziram suas doações internacionais.

O quadro ruim pode tornar-se ainda mais sombrio. Num cenário já contemplado por muitos países, de cortes de cerca de 20% na assistência global à saúde, 12 milhões de mortes adicionais de crianças podem ocorrer até 2045. Caso as reduções com ajuda internacional se intensifiquem para um patamar de 30%, o número de mortes adicionais de crianças pode chegar a 16 milhões até 2045.

Evitáveis, as mortes de milhares de crianças exigem compromisso firme tanto com o financiamento de ajuda aos mais necessitados quanto com o combate à desinformação. A humanidade já dispõe de ferramentas para que crianças não morram aos milhares por causas praticamente banais.

 

(O Estado de S.Paulo, “Editorial”, 26.12.2025. Disponível em: https://www. estadao.com.br/opiniao. Adaptado)

O termo “irresponsabilidade” contido no título do texto refere-se
Alternativas
Q3974392 Português

Leia o trecho da crônica de José de Alencar a seguir para responder à questão.

 

Desculpai-me!

 

Vou contar-vos uma coisa que me sucedeu ontem: é um dos episódios mais interessantes de minha vida de escritor.

Aposto que nunca vistes escrever sem tinta!

Pois lede estas primeiras páginas, compreendereis como aquele milagre é possível no século atual, no século do progresso.

Eis o caso.

Foi ontem, por volta das dez horas. Estava em casa de um amigo, e aí mesmo dispunha-me a escrever a minha revista.

Sentei-me à mesa, e, com todo o desplante1 de um homem, que não sabe o que tem a dizer, ia dar começo ao meu folhetim, quando...

Talvez não acrediteis.

Tomei a pena e levei-a ao tinteiro; mas ela estremeceu toda, coitadinha, e saiu intata2 e pura. Não trazia nem uma niilidade3 de tinta. Fiz nova experiência, e foi debalde4.

O caso tornava-se grave, e já ia saindo do meu sério, quando a pena deu um passo, creio que temperou a garganta, e pediu a palavra.

Estava perdido!

Tinha uma pena oradora, tinha discussões parlamentares, discurso de cinco e seis horas. Que elementos para não trabalhar!

Nada; era preciso pôr um termo a semelhante abuso, e tomar uma resolução pronta e imediata.

Comecei por bater o pé, e passar uma repreensão severa nos meus dois empregados, que assim se esqueciam dos seus deveres.

O meio era bom, e surtiu o desejado efeito como sempre.

Entramos em explicações; e no fim de contas soube a causa dessa dissidência.

A pena se tinha declarado em oposição aberta; o tinteiro era ministerial de fato. E ambos tão decididos nas suas opiniões, que não havia meio de fazê-los voltar atrás.

 

(José de Alencar, Ao correr da pena. Disponível em: https://www. dominiopublico.gov.br/. Adaptado)

 

1Desplante: atrevimento, ousadia.

2Intata: intacta.

3Niilidade: nada.

4Debalde: inutilmente.

Assinale a alternativa em que o termo destacado pertence à mesma classe de palavra que o termo destacado em “…que assim se esqueciam dos seus deveres.” (13º parágrafo).
Alternativas
Q3974391 Português

Leia o trecho da crônica de José de Alencar a seguir para responder à questão.

 

Desculpai-me!

 

Vou contar-vos uma coisa que me sucedeu ontem: é um dos episódios mais interessantes de minha vida de escritor.

Aposto que nunca vistes escrever sem tinta!

Pois lede estas primeiras páginas, compreendereis como aquele milagre é possível no século atual, no século do progresso.

Eis o caso.

Foi ontem, por volta das dez horas. Estava em casa de um amigo, e aí mesmo dispunha-me a escrever a minha revista.

Sentei-me à mesa, e, com todo o desplante1 de um homem, que não sabe o que tem a dizer, ia dar começo ao meu folhetim, quando...

Talvez não acrediteis.

Tomei a pena e levei-a ao tinteiro; mas ela estremeceu toda, coitadinha, e saiu intata2 e pura. Não trazia nem uma niilidade3 de tinta. Fiz nova experiência, e foi debalde4.

O caso tornava-se grave, e já ia saindo do meu sério, quando a pena deu um passo, creio que temperou a garganta, e pediu a palavra.

Estava perdido!

Tinha uma pena oradora, tinha discussões parlamentares, discurso de cinco e seis horas. Que elementos para não trabalhar!

Nada; era preciso pôr um termo a semelhante abuso, e tomar uma resolução pronta e imediata.

Comecei por bater o pé, e passar uma repreensão severa nos meus dois empregados, que assim se esqueciam dos seus deveres.

O meio era bom, e surtiu o desejado efeito como sempre.

Entramos em explicações; e no fim de contas soube a causa dessa dissidência.

A pena se tinha declarado em oposição aberta; o tinteiro era ministerial de fato. E ambos tão decididos nas suas opiniões, que não havia meio de fazê-los voltar atrás.

 

(José de Alencar, Ao correr da pena. Disponível em: https://www. dominiopublico.gov.br/. Adaptado)

 

1Desplante: atrevimento, ousadia.

2Intata: intacta.

3Niilidade: nada.

4Debalde: inutilmente.

Assinale a alternativa em que os termos destacados correspondem, corretamente e na ordem em que aparecem, a um artigo definido e a um numeral.
Alternativas
Q3974390 Português

Leia o trecho da crônica de José de Alencar a seguir para responder à questão.

 

Desculpai-me!

 

Vou contar-vos uma coisa que me sucedeu ontem: é um dos episódios mais interessantes de minha vida de escritor.

Aposto que nunca vistes escrever sem tinta!

Pois lede estas primeiras páginas, compreendereis como aquele milagre é possível no século atual, no século do progresso.

Eis o caso.

Foi ontem, por volta das dez horas. Estava em casa de um amigo, e aí mesmo dispunha-me a escrever a minha revista.

Sentei-me à mesa, e, com todo o desplante1 de um homem, que não sabe o que tem a dizer, ia dar começo ao meu folhetim, quando...

Talvez não acrediteis.

Tomei a pena e levei-a ao tinteiro; mas ela estremeceu toda, coitadinha, e saiu intata2 e pura. Não trazia nem uma niilidade3 de tinta. Fiz nova experiência, e foi debalde4.

O caso tornava-se grave, e já ia saindo do meu sério, quando a pena deu um passo, creio que temperou a garganta, e pediu a palavra.

Estava perdido!

Tinha uma pena oradora, tinha discussões parlamentares, discurso de cinco e seis horas. Que elementos para não trabalhar!

Nada; era preciso pôr um termo a semelhante abuso, e tomar uma resolução pronta e imediata.

Comecei por bater o pé, e passar uma repreensão severa nos meus dois empregados, que assim se esqueciam dos seus deveres.

O meio era bom, e surtiu o desejado efeito como sempre.

Entramos em explicações; e no fim de contas soube a causa dessa dissidência.

A pena se tinha declarado em oposição aberta; o tinteiro era ministerial de fato. E ambos tão decididos nas suas opiniões, que não havia meio de fazê-los voltar atrás.

 

(José de Alencar, Ao correr da pena. Disponível em: https://www. dominiopublico.gov.br/. Adaptado)

 

1Desplante: atrevimento, ousadia.

2Intata: intacta.

3Niilidade: nada.

4Debalde: inutilmente.

Assinale a alternativa em que a reescrita de informações do texto mantém a conformidade com a norma-padrão de regência verbal, emprego e colocação de pronomes.
Alternativas
Q3974389 Português

Leia o trecho da crônica de José de Alencar a seguir para responder à questão.

 

Desculpai-me!

 

Vou contar-vos uma coisa que me sucedeu ontem: é um dos episódios mais interessantes de minha vida de escritor.

Aposto que nunca vistes escrever sem tinta!

Pois lede estas primeiras páginas, compreendereis como aquele milagre é possível no século atual, no século do progresso.

Eis o caso.

Foi ontem, por volta das dez horas. Estava em casa de um amigo, e aí mesmo dispunha-me a escrever a minha revista.

Sentei-me à mesa, e, com todo o desplante1 de um homem, que não sabe o que tem a dizer, ia dar começo ao meu folhetim, quando...

Talvez não acrediteis.

Tomei a pena e levei-a ao tinteiro; mas ela estremeceu toda, coitadinha, e saiu intata2 e pura. Não trazia nem uma niilidade3 de tinta. Fiz nova experiência, e foi debalde4.

O caso tornava-se grave, e já ia saindo do meu sério, quando a pena deu um passo, creio que temperou a garganta, e pediu a palavra.

Estava perdido!

Tinha uma pena oradora, tinha discussões parlamentares, discurso de cinco e seis horas. Que elementos para não trabalhar!

Nada; era preciso pôr um termo a semelhante abuso, e tomar uma resolução pronta e imediata.

Comecei por bater o pé, e passar uma repreensão severa nos meus dois empregados, que assim se esqueciam dos seus deveres.

O meio era bom, e surtiu o desejado efeito como sempre.

Entramos em explicações; e no fim de contas soube a causa dessa dissidência.

A pena se tinha declarado em oposição aberta; o tinteiro era ministerial de fato. E ambos tão decididos nas suas opiniões, que não havia meio de fazê-los voltar atrás.

 

(José de Alencar, Ao correr da pena. Disponível em: https://www. dominiopublico.gov.br/. Adaptado)

 

1Desplante: atrevimento, ousadia.

2Intata: intacta.

3Niilidade: nada.

4Debalde: inutilmente.

Na passagem “Sentei-me à mesa, e, com todo o desplante de um homem, que não sabe o que tem a dizer, ia dar começo ao meu folhetim, quando...” (6º parágrafo), o sinal de reticências indica corretamente
Alternativas
Q3974388 Português

Leia o trecho da crônica de José de Alencar a seguir para responder à questão.

 

Desculpai-me!

 

Vou contar-vos uma coisa que me sucedeu ontem: é um dos episódios mais interessantes de minha vida de escritor.

Aposto que nunca vistes escrever sem tinta!

Pois lede estas primeiras páginas, compreendereis como aquele milagre é possível no século atual, no século do progresso.

Eis o caso.

Foi ontem, por volta das dez horas. Estava em casa de um amigo, e aí mesmo dispunha-me a escrever a minha revista.

Sentei-me à mesa, e, com todo o desplante1 de um homem, que não sabe o que tem a dizer, ia dar começo ao meu folhetim, quando...

Talvez não acrediteis.

Tomei a pena e levei-a ao tinteiro; mas ela estremeceu toda, coitadinha, e saiu intata2 e pura. Não trazia nem uma niilidade3 de tinta. Fiz nova experiência, e foi debalde4.

O caso tornava-se grave, e já ia saindo do meu sério, quando a pena deu um passo, creio que temperou a garganta, e pediu a palavra.

Estava perdido!

Tinha uma pena oradora, tinha discussões parlamentares, discurso de cinco e seis horas. Que elementos para não trabalhar!

Nada; era preciso pôr um termo a semelhante abuso, e tomar uma resolução pronta e imediata.

Comecei por bater o pé, e passar uma repreensão severa nos meus dois empregados, que assim se esqueciam dos seus deveres.

O meio era bom, e surtiu o desejado efeito como sempre.

Entramos em explicações; e no fim de contas soube a causa dessa dissidência.

A pena se tinha declarado em oposição aberta; o tinteiro era ministerial de fato. E ambos tão decididos nas suas opiniões, que não havia meio de fazê-los voltar atrás.

 

(José de Alencar, Ao correr da pena. Disponível em: https://www. dominiopublico.gov.br/. Adaptado)

 

1Desplante: atrevimento, ousadia.

2Intata: intacta.

3Niilidade: nada.

4Debalde: inutilmente.

Considere as frases a seguir, reescritas a partir de informações do texto:



•  Era preciso pôr um termo______________situação abusiva, e tomar uma resolução pronta e imediata.


•  Comecei por bater o pé, e repreendi severamente________________meus dois empregados.


•  Entramos em explicações; e no fim de contas disseram_______________mim a causa dessa dissidência.



Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, na ordem em que aparecem, com:

Alternativas
Respostas
3261: B
3262: E
3263: A
3264: C
3265: D
3266: E
3267: B
3268: C
3269: C
3270: D
3271: A
3272: B
3273: E
3274: C
3275: A
3276: D
3277: E
3278: B
3279: E
3280: A