Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3303889 Português
A relação entre fonologia e ortografia é essencial para a aprendizagem da escrita. Sobre essa relação, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3303533 Português
No trecho abaixo, assinale a alternativa que justifica corretamente o uso da pontuação:
"Os alunos, que estudaram bastante, foram bem na prova." 
Alternativas
Q3303532 Português
No trecho abaixo:
"A música é dedicada à princesa dos meus sonhos." Observe o uso do acento indicativo de crase em "à princesa".

Assinale a alternativa correta sobre o uso da crase:
Alternativas
Q3303528 Português
Leia e responda a Questão baseada no Texto 02.

Texto 02

IAIÁ NO SEU JARDIM – CRÔNICA DE RACHEL DE QUEIROZ

01 A janela de Iaiá dava para um pequeno jardim. Um pé de laranjeira, um pé
02 de malva-rosa. Cobrindo a cerca alta, um jasmineiro todo estrelado de flores.
03 Uma roseira de cacho. Touceiras de manjericão ao pé da parede; e, bem
04 defronte à janela, na sua forquilha de três braços, a panela de barro com o
05 craveiro — desses cravos brancos pequenos, apertados, de coração rosado
06 e tão cheiroso que “de noite, com a janela trancada, o perfume passava 
07 pela telha-vã e chegava até a rede onde Iaiá dormia.”
08 Aquele jardim fechado, minúsculo, cheiroso e fresco, era talvez a coisa única
09 que Iaiá podia chamar de seu, no mundo inteiro. Na casa-grande, invadida
10 pela criançada rumorosa, pela mãe dominadora, pelas cunhãs da cozinha,
11 se o quarto do oratório era o refúgio da avó — o pequeno jardim era o
12 oratório de Iaiá. A família pensava que Iaiá adorava plantas —, aquela
13 menina é louca por um pé de flor! Mas o que a moça adorava mesmo era a
14 intimidade, o silêncio, o ar fechado e secreto daquele quadrado sombrio,
15 entre a cerca e a parede — onde podia proibir a entrada até das crianças,
16 sob o pretexto fácil de que iriam fazer malinação.(...)


Fonte: Portal do Conto Brasileiro Contos, crônicas e poesias de autores brasileiros https://contobrasileiro.com.br/iaia-noseu-jardim-cronica-de-rachel-de-queiroz/
No trecho das linhas (06 e 07) “...de noite, com a janela trancada, o perfume passava pela telha-vã e chegava até a rede onde Iaiá dormia”, o uso do detalhe do perfume no ambiente tem como objetivo:
Alternativas
Q3303527 Português
Leia e responda a Questão baseada no Texto 02.

Texto 02

IAIÁ NO SEU JARDIM – CRÔNICA DE RACHEL DE QUEIROZ

01 A janela de Iaiá dava para um pequeno jardim. Um pé de laranjeira, um pé
02 de malva-rosa. Cobrindo a cerca alta, um jasmineiro todo estrelado de flores.
03 Uma roseira de cacho. Touceiras de manjericão ao pé da parede; e, bem
04 defronte à janela, na sua forquilha de três braços, a panela de barro com o
05 craveiro — desses cravos brancos pequenos, apertados, de coração rosado
06 e tão cheiroso que “de noite, com a janela trancada, o perfume passava 
07 pela telha-vã e chegava até a rede onde Iaiá dormia.”
08 Aquele jardim fechado, minúsculo, cheiroso e fresco, era talvez a coisa única
09 que Iaiá podia chamar de seu, no mundo inteiro. Na casa-grande, invadida
10 pela criançada rumorosa, pela mãe dominadora, pelas cunhãs da cozinha,
11 se o quarto do oratório era o refúgio da avó — o pequeno jardim era o
12 oratório de Iaiá. A família pensava que Iaiá adorava plantas —, aquela
13 menina é louca por um pé de flor! Mas o que a moça adorava mesmo era a
14 intimidade, o silêncio, o ar fechado e secreto daquele quadrado sombrio,
15 entre a cerca e a parede — onde podia proibir a entrada até das crianças,
16 sob o pretexto fácil de que iriam fazer malinação.(...)


Fonte: Portal do Conto Brasileiro Contos, crônicas e poesias de autores brasileiros https://contobrasileiro.com.br/iaia-noseu-jardim-cronica-de-rachel-de-queiroz/
Assinale o item abaixo que apresenta o principal significado simbólico atribuído ao jardim de Iaiá no texto.
Alternativas
Q3303525 Português
Leia e responda a Questõão baseada no Texto 01.

Texto 01 

Um amor assim delicado
Você pega e despreza
Não devia ter despertado
Ajoelha e não reza

Dessa coisa que mete medo
Pela sua grandeza
Não sou o único culpado
Disso eu tenho a certeza

Princesa, surpresa, você me arrasou
Serpente, nem sente que me envenenou
Senhora, e agora, me diga onde eu vou
Senhora, serpente, princesa

Um amor assim violento
Quando torna-se mágoa
É o avesso de um sentimento
Oceano sem água

Ondas, desejos de vingança
Nessa desnatureza
Batem forte sem esperança
Contra a tua dureza

Princesa, surpresa, você me arrasou
Serpente, nem sente que me envenenou
Senhora, e agora, me diga onde eu vou
Senhora, serpente, princesa

Fonte: Caetano Veloso. Queixa. Disponível em: https://www.letras.mus.br/caetano-veloso/44767/
Na frase "Princesa, surpresa, você me arrasou", o verbo "arrasar" é:
Alternativas
Q3303211 Português
[Respirar, conhecer]


   Quando as pessoas fazem as grandes perguntas da vida, normalmente não têm interesse em saber quando a respiração está penetrando em suas narinas e quando está saindo. E, sim, querem saber coisas como o que acontece depois que se morre. Mas o real enigma da vida não é o que acontece depois que se morre, e sim o que acontece antes de morrer. Se você quer compreender a morte, precisa compreendera vida.

    As pessoas perguntam: “Quando eu morrer, simplesmente desapareço por completo? Irei para o céu? Renascerei num novo corpo?”. Essas perguntas fundamentam-se na suposição de que existe um eu que perdura do nascimento até a morte, e a pergunta é: “O que acontece com este eu na morte?”. Mas o que é que perdura do nascimento até a morte? O corpo muda a cada momento, o cérebro muda a cada momento, a mente muda a cada momento. Quanto mais de perto você se observa, mais óbvio fica que nada perdura, mesmo que de um momento para o momento seguinte. Então o que dá unidade à vida? Se você não sabe qual é a resposta para isso, não compreende a vida, e certamente não compreende a morte. Se e quando você alguma vez descobrir o que dá unidade à vida, a resposta à grande questão da morte também ficará aparente.

    As pessoas dizem: “A alma perdura do nascimento até a morte e portanto dá unidade à vida” - mas isso é só uma narrativa. Você alguma vez já observou uma alma? Você é capaz de explorar isso a qualquer momento, não só no momento da morte. Se for capaz de compreender o que acontece com você quando um momento termina e outro começa — você também compreenderá o que vai acontecer com você no momento da morte. Se for realmente capaz de observar a si mesmo na duração de uma única respiração — você vai compreender tudo isso. 


(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, tradução de Paulo Geiger, 2018, p. 380- 381)
As pessoas não têm interesse em saber como se processa sua respiração.
A redação da frase acima permanecerá correta caso se substitua o elemento sublinhado por:
Alternativas
Q3303210 Português
[Respirar, conhecer]


   Quando as pessoas fazem as grandes perguntas da vida, normalmente não têm interesse em saber quando a respiração está penetrando em suas narinas e quando está saindo. E, sim, querem saber coisas como o que acontece depois que se morre. Mas o real enigma da vida não é o que acontece depois que se morre, e sim o que acontece antes de morrer. Se você quer compreender a morte, precisa compreendera vida.

    As pessoas perguntam: “Quando eu morrer, simplesmente desapareço por completo? Irei para o céu? Renascerei num novo corpo?”. Essas perguntas fundamentam-se na suposição de que existe um eu que perdura do nascimento até a morte, e a pergunta é: “O que acontece com este eu na morte?”. Mas o que é que perdura do nascimento até a morte? O corpo muda a cada momento, o cérebro muda a cada momento, a mente muda a cada momento. Quanto mais de perto você se observa, mais óbvio fica que nada perdura, mesmo que de um momento para o momento seguinte. Então o que dá unidade à vida? Se você não sabe qual é a resposta para isso, não compreende a vida, e certamente não compreende a morte. Se e quando você alguma vez descobrir o que dá unidade à vida, a resposta à grande questão da morte também ficará aparente.

    As pessoas dizem: “A alma perdura do nascimento até a morte e portanto dá unidade à vida” - mas isso é só uma narrativa. Você alguma vez já observou uma alma? Você é capaz de explorar isso a qualquer momento, não só no momento da morte. Se for capaz de compreender o que acontece com você quando um momento termina e outro começa — você também compreenderá o que vai acontecer com você no momento da morte. Se for realmente capaz de observar a si mesmo na duração de uma única respiração — você vai compreender tudo isso. 


(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, tradução de Paulo Geiger, 2018, p. 380- 381)
As normas de concordância verbal estão plenamente atendidas na frase:
Alternativas
Q3303209 Português
[Respirar, conhecer]


   Quando as pessoas fazem as grandes perguntas da vida, normalmente não têm interesse em saber quando a respiração está penetrando em suas narinas e quando está saindo. E, sim, querem saber coisas como o que acontece depois que se morre. Mas o real enigma da vida não é o que acontece depois que se morre, e sim o que acontece antes de morrer. Se você quer compreender a morte, precisa compreendera vida.

    As pessoas perguntam: “Quando eu morrer, simplesmente desapareço por completo? Irei para o céu? Renascerei num novo corpo?”. Essas perguntas fundamentam-se na suposição de que existe um eu que perdura do nascimento até a morte, e a pergunta é: “O que acontece com este eu na morte?”. Mas o que é que perdura do nascimento até a morte? O corpo muda a cada momento, o cérebro muda a cada momento, a mente muda a cada momento. Quanto mais de perto você se observa, mais óbvio fica que nada perdura, mesmo que de um momento para o momento seguinte. Então o que dá unidade à vida? Se você não sabe qual é a resposta para isso, não compreende a vida, e certamente não compreende a morte. Se e quando você alguma vez descobrir o que dá unidade à vida, a resposta à grande questão da morte também ficará aparente.

    As pessoas dizem: “A alma perdura do nascimento até a morte e portanto dá unidade à vida” - mas isso é só uma narrativa. Você alguma vez já observou uma alma? Você é capaz de explorar isso a qualquer momento, não só no momento da morte. Se for capaz de compreender o que acontece com você quando um momento termina e outro começa — você também compreenderá o que vai acontecer com você no momento da morte. Se for realmente capaz de observar a si mesmo na duração de uma única respiração — você vai compreender tudo isso. 


(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, tradução de Paulo Geiger, 2018, p. 380- 381)

Considere estas afirmações.


I. O homem preocupa-se com o sentido da morte.

II. O homem não se preocupa com o sentido da vida.

III. O homem não investiga seu modo de respirar.


Essas três orações integram-se de modo coerente e coeso num período único em:

Alternativas
Q3303208 Português
[Respirar, conhecer]


   Quando as pessoas fazem as grandes perguntas da vida, normalmente não têm interesse em saber quando a respiração está penetrando em suas narinas e quando está saindo. E, sim, querem saber coisas como o que acontece depois que se morre. Mas o real enigma da vida não é o que acontece depois que se morre, e sim o que acontece antes de morrer. Se você quer compreender a morte, precisa compreendera vida.

    As pessoas perguntam: “Quando eu morrer, simplesmente desapareço por completo? Irei para o céu? Renascerei num novo corpo?”. Essas perguntas fundamentam-se na suposição de que existe um eu que perdura do nascimento até a morte, e a pergunta é: “O que acontece com este eu na morte?”. Mas o que é que perdura do nascimento até a morte? O corpo muda a cada momento, o cérebro muda a cada momento, a mente muda a cada momento. Quanto mais de perto você se observa, mais óbvio fica que nada perdura, mesmo que de um momento para o momento seguinte. Então o que dá unidade à vida? Se você não sabe qual é a resposta para isso, não compreende a vida, e certamente não compreende a morte. Se e quando você alguma vez descobrir o que dá unidade à vida, a resposta à grande questão da morte também ficará aparente.

    As pessoas dizem: “A alma perdura do nascimento até a morte e portanto dá unidade à vida” - mas isso é só uma narrativa. Você alguma vez já observou uma alma? Você é capaz de explorar isso a qualquer momento, não só no momento da morte. Se for capaz de compreender o que acontece com você quando um momento termina e outro começa — você também compreenderá o que vai acontecer com você no momento da morte. Se for realmente capaz de observar a si mesmo na duração de uma única respiração — você vai compreender tudo isso. 


(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, tradução de Paulo Geiger, 2018, p. 380- 381)
Transpondo-se para a voz passiva Você alguma vez já observou uma alma?, a forma verbal resultante deverá ser:
Alternativas
Q3303207 Português
[Respirar, conhecer]


   Quando as pessoas fazem as grandes perguntas da vida, normalmente não têm interesse em saber quando a respiração está penetrando em suas narinas e quando está saindo. E, sim, querem saber coisas como o que acontece depois que se morre. Mas o real enigma da vida não é o que acontece depois que se morre, e sim o que acontece antes de morrer. Se você quer compreender a morte, precisa compreendera vida.

    As pessoas perguntam: “Quando eu morrer, simplesmente desapareço por completo? Irei para o céu? Renascerei num novo corpo?”. Essas perguntas fundamentam-se na suposição de que existe um eu que perdura do nascimento até a morte, e a pergunta é: “O que acontece com este eu na morte?”. Mas o que é que perdura do nascimento até a morte? O corpo muda a cada momento, o cérebro muda a cada momento, a mente muda a cada momento. Quanto mais de perto você se observa, mais óbvio fica que nada perdura, mesmo que de um momento para o momento seguinte. Então o que dá unidade à vida? Se você não sabe qual é a resposta para isso, não compreende a vida, e certamente não compreende a morte. Se e quando você alguma vez descobrir o que dá unidade à vida, a resposta à grande questão da morte também ficará aparente.

    As pessoas dizem: “A alma perdura do nascimento até a morte e portanto dá unidade à vida” - mas isso é só uma narrativa. Você alguma vez já observou uma alma? Você é capaz de explorar isso a qualquer momento, não só no momento da morte. Se for capaz de compreender o que acontece com você quando um momento termina e outro começa — você também compreenderá o que vai acontecer com você no momento da morte. Se for realmente capaz de observar a si mesmo na duração de uma única respiração — você vai compreender tudo isso. 


(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, tradução de Paulo Geiger, 2018, p. 380- 381)
Defende-se no texto a ideia de que os seres humanos não conhecem de fato o transcorrer ininterrupto do tempo, a linha plenamente continua da vida, tal como se pode concluir desta formulação:
Alternativas
Q3303206 Português
[Respirar, conhecer]


   Quando as pessoas fazem as grandes perguntas da vida, normalmente não têm interesse em saber quando a respiração está penetrando em suas narinas e quando está saindo. E, sim, querem saber coisas como o que acontece depois que se morre. Mas o real enigma da vida não é o que acontece depois que se morre, e sim o que acontece antes de morrer. Se você quer compreender a morte, precisa compreendera vida.

    As pessoas perguntam: “Quando eu morrer, simplesmente desapareço por completo? Irei para o céu? Renascerei num novo corpo?”. Essas perguntas fundamentam-se na suposição de que existe um eu que perdura do nascimento até a morte, e a pergunta é: “O que acontece com este eu na morte?”. Mas o que é que perdura do nascimento até a morte? O corpo muda a cada momento, o cérebro muda a cada momento, a mente muda a cada momento. Quanto mais de perto você se observa, mais óbvio fica que nada perdura, mesmo que de um momento para o momento seguinte. Então o que dá unidade à vida? Se você não sabe qual é a resposta para isso, não compreende a vida, e certamente não compreende a morte. Se e quando você alguma vez descobrir o que dá unidade à vida, a resposta à grande questão da morte também ficará aparente.

    As pessoas dizem: “A alma perdura do nascimento até a morte e portanto dá unidade à vida” - mas isso é só uma narrativa. Você alguma vez já observou uma alma? Você é capaz de explorar isso a qualquer momento, não só no momento da morte. Se for capaz de compreender o que acontece com você quando um momento termina e outro começa — você também compreenderá o que vai acontecer com você no momento da morte. Se for realmente capaz de observar a si mesmo na duração de uma única respiração — você vai compreender tudo isso. 


(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, tradução de Paulo Geiger, 2018, p. 380- 381)
No primeiro parágrafo, o autor do texto
Alternativas
Q3303205 Português
[Respirar, conhecer]


   Quando as pessoas fazem as grandes perguntas da vida, normalmente não têm interesse em saber quando a respiração está penetrando em suas narinas e quando está saindo. E, sim, querem saber coisas como o que acontece depois que se morre. Mas o real enigma da vida não é o que acontece depois que se morre, e sim o que acontece antes de morrer. Se você quer compreender a morte, precisa compreendera vida.

    As pessoas perguntam: “Quando eu morrer, simplesmente desapareço por completo? Irei para o céu? Renascerei num novo corpo?”. Essas perguntas fundamentam-se na suposição de que existe um eu que perdura do nascimento até a morte, e a pergunta é: “O que acontece com este eu na morte?”. Mas o que é que perdura do nascimento até a morte? O corpo muda a cada momento, o cérebro muda a cada momento, a mente muda a cada momento. Quanto mais de perto você se observa, mais óbvio fica que nada perdura, mesmo que de um momento para o momento seguinte. Então o que dá unidade à vida? Se você não sabe qual é a resposta para isso, não compreende a vida, e certamente não compreende a morte. Se e quando você alguma vez descobrir o que dá unidade à vida, a resposta à grande questão da morte também ficará aparente.

    As pessoas dizem: “A alma perdura do nascimento até a morte e portanto dá unidade à vida” - mas isso é só uma narrativa. Você alguma vez já observou uma alma? Você é capaz de explorar isso a qualquer momento, não só no momento da morte. Se for capaz de compreender o que acontece com você quando um momento termina e outro começa — você também compreenderá o que vai acontecer com você no momento da morte. Se for realmente capaz de observar a si mesmo na duração de uma única respiração — você vai compreender tudo isso. 


(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, tradução de Paulo Geiger, 2018, p. 380- 381)
Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em: 
Alternativas
Q3303204 Português
[Respirar, conhecer]


   Quando as pessoas fazem as grandes perguntas da vida, normalmente não têm interesse em saber quando a respiração está penetrando em suas narinas e quando está saindo. E, sim, querem saber coisas como o que acontece depois que se morre. Mas o real enigma da vida não é o que acontece depois que se morre, e sim o que acontece antes de morrer. Se você quer compreender a morte, precisa compreendera vida.

    As pessoas perguntam: “Quando eu morrer, simplesmente desapareço por completo? Irei para o céu? Renascerei num novo corpo?”. Essas perguntas fundamentam-se na suposição de que existe um eu que perdura do nascimento até a morte, e a pergunta é: “O que acontece com este eu na morte?”. Mas o que é que perdura do nascimento até a morte? O corpo muda a cada momento, o cérebro muda a cada momento, a mente muda a cada momento. Quanto mais de perto você se observa, mais óbvio fica que nada perdura, mesmo que de um momento para o momento seguinte. Então o que dá unidade à vida? Se você não sabe qual é a resposta para isso, não compreende a vida, e certamente não compreende a morte. Se e quando você alguma vez descobrir o que dá unidade à vida, a resposta à grande questão da morte também ficará aparente.

    As pessoas dizem: “A alma perdura do nascimento até a morte e portanto dá unidade à vida” - mas isso é só uma narrativa. Você alguma vez já observou uma alma? Você é capaz de explorar isso a qualquer momento, não só no momento da morte. Se for capaz de compreender o que acontece com você quando um momento termina e outro começa — você também compreenderá o que vai acontecer com você no momento da morte. Se for realmente capaz de observar a si mesmo na duração de uma única respiração — você vai compreender tudo isso. 


(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, tradução de Paulo Geiger, 2018, p. 380- 381)
O autor analisa o fenômeno da nossa respiração corporal para demonstrar o fato de que
Alternativas
Q3303150 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixо.


Os deuses da cidade


    Para ver uma cidade não basta ficar de olhos abertos. É preciso primeiramente descartar tudo aquilo que impede de vê-la, todas as ideias recebidas, as imagens pré-constituídas que continuam a estorvar o campo visual e a capacidade de compreensão. Depois é preciso saber simplificar, reduzir ao essencial o enorme número de elementos que a cada segundo a cidade põe diante dos olhos de quem a observa, e ligar os fragmentos espalhados num desenho analítico e ao mesmo tempo unitário, como o diagrama de uma máquina, com o qual se possa compreender como ela funciona.

    A comparação da cidade com uma máquina é, ao mesmo tempo, pertinente e desviante. Pertinente porque uma cidade vive na medida em que funciona, isso é, em que serve para se viver nela e para fazer viver. Desviante porque, diferentemente das máquinas, que são criadas com vistas a uma determinada função, as cidades são todas ou quase todas o resultado de adaptações sucessivas a funções diferentes, não previstas por sua fundação anterior (penso nas cidades italianas com sua história de séculos ou de milênios).

   Mais do que com a máquina, é a comparação com o organismo vivo na evolução da espécie que pode nos dizer alguma coisa importante sobre a cidade: como, ao passar de uma era para outra, as espécies vivas adaptam seus órgãos para novas funções ou desaparecem, assim também as cidades. E não podemos esquecer que na história da evolução toda espécie carrega consigo características que parecem de outras eras, na medida em que já não correspondem a necessidades vitais, mas que talvez um dia, em condições ambientais transformadas, serão as que salvarão a espécie da extinção. Assim a força da continuidade de uma cidade pode consistir em características e elementos que hoje parecem prescindíveis, porque esquecidos ou contraditos por seu funcionamento atual.

  Os antigos representavam o espírito de uma cidade com aquele tanto de vago e aquele tanto de preciso que essa operação implica, evocando os nomes dos deuses que presidiram sua fundação: nomes que equivalem a personificações de posturas vitais do comportamento humano e que tinham de garantir a vocação profunda da cidade. Uma cidade pode passar por catástrofes e anacronismos, ver estirpes diferentes sucedendo-se em suas casas, ver suas casas mudarem cada pedra, mas deve, no momento certo, sob formas diferentes, reencontrar os próprios deuses.


(Adaptado de CALVINO, Ítalo. Assunto encerrado. Trad. Roberta Barni. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 333-336, passim)
Transpondo-se para a voz passiva a frase As espécies vivas adaptam seus órgãos para novas funções, a forma verbal resultante deverá ser:
Alternativas
Q3302933 Português
Assinale a frase em que a colocação pronominal está de acordo com a norma padrão: 
Alternativas
Respostas
32701: C
32702: B
32703: A
32704: B
32705: A
32706: A
32707: B
32708: C
32709: D
32710: A
32711: B
32712: B
32713: E
32714: A
32715: E
32716: A
32717: D
32718: C
32719: D
32720: D