Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3209115 Português

Leia o texto para responder à questão. 



    Existem as pessoas bibliófilas (do grego biblíon, “livro”, e philos, “amigo”): quase sempre intelectuais, adoram ter livros raros, edições únicas, várias traduções dos mesmos textos. Reúnem coleções catalogadas que podem ser utilíssimas para pesquisadores. Existem as pessoas acumuladoras: adoram ter uma enorme quantidade de objetos, incluindo livros. Via de regra, o termo já designa uma patologia: pessoas que acumulam itens porque simplesmente não conseguem jogá-los fora. E, portanto, são também incapazes de catalogar, cuidar, organizar, até mesmo limpar seus objetos.


    E existimos nós, pobres mortais que não temos nem a seriedade e o senso de propósito das bibliófilas, e nem a patologia descontrolada das acumuladoras, mas que, sim, vamos comprando livros pela vida e, na semana seguinte, antes de termos lido qualquer uma das compras da anterior, já estamos comprando novos, que vão se acumulando sem serem lidos. 


    Para o escritor Roberto Calasso, autor de Como organizar uma biblioteca, bibliotecas deveriam ser organizadas de forma aleatória e lúdica, um lugar para o usuário se perder e, quem sabe, encontrar um livro ainda melhor quando se está buscando por outro apenas adequado. Mais importante, toda boa biblioteca é comprada no presente, mas para ser útil no futuro. “Nada tira o fascínio de ter nas mãos — na hora — um livro de cuja necessidade não se sabia até um momento antes”, escreve ele.


(Alex Castro. ‘Tsundoku’, a arte de acumular livros. Revista Quatro Cinco Um. Julho de 2024. Adaptado)

Em “... bibliotecas deveriam ser organizadas de forma aleatória e lúdica...” (3o parágrafo), as palavras destacadas possuem como sinônimos, respectivamente:
Alternativas
Q3209114 Português

Leia o texto para responder à questão. 



    Existem as pessoas bibliófilas (do grego biblíon, “livro”, e philos, “amigo”): quase sempre intelectuais, adoram ter livros raros, edições únicas, várias traduções dos mesmos textos. Reúnem coleções catalogadas que podem ser utilíssimas para pesquisadores. Existem as pessoas acumuladoras: adoram ter uma enorme quantidade de objetos, incluindo livros. Via de regra, o termo já designa uma patologia: pessoas que acumulam itens porque simplesmente não conseguem jogá-los fora. E, portanto, são também incapazes de catalogar, cuidar, organizar, até mesmo limpar seus objetos.


    E existimos nós, pobres mortais que não temos nem a seriedade e o senso de propósito das bibliófilas, e nem a patologia descontrolada das acumuladoras, mas que, sim, vamos comprando livros pela vida e, na semana seguinte, antes de termos lido qualquer uma das compras da anterior, já estamos comprando novos, que vão se acumulando sem serem lidos. 


    Para o escritor Roberto Calasso, autor de Como organizar uma biblioteca, bibliotecas deveriam ser organizadas de forma aleatória e lúdica, um lugar para o usuário se perder e, quem sabe, encontrar um livro ainda melhor quando se está buscando por outro apenas adequado. Mais importante, toda boa biblioteca é comprada no presente, mas para ser útil no futuro. “Nada tira o fascínio de ter nas mãos — na hora — um livro de cuja necessidade não se sabia até um momento antes”, escreve ele.


(Alex Castro. ‘Tsundoku’, a arte de acumular livros. Revista Quatro Cinco Um. Julho de 2024. Adaptado)

Assinale a alternativa que está de acordo com a opinião de Roberto Calasso a respeito das bibliotecas.
Alternativas
Q3209113 Português

Leia o texto para responder à questão. 



    Existem as pessoas bibliófilas (do grego biblíon, “livro”, e philos, “amigo”): quase sempre intelectuais, adoram ter livros raros, edições únicas, várias traduções dos mesmos textos. Reúnem coleções catalogadas que podem ser utilíssimas para pesquisadores. Existem as pessoas acumuladoras: adoram ter uma enorme quantidade de objetos, incluindo livros. Via de regra, o termo já designa uma patologia: pessoas que acumulam itens porque simplesmente não conseguem jogá-los fora. E, portanto, são também incapazes de catalogar, cuidar, organizar, até mesmo limpar seus objetos.


    E existimos nós, pobres mortais que não temos nem a seriedade e o senso de propósito das bibliófilas, e nem a patologia descontrolada das acumuladoras, mas que, sim, vamos comprando livros pela vida e, na semana seguinte, antes de termos lido qualquer uma das compras da anterior, já estamos comprando novos, que vão se acumulando sem serem lidos. 


    Para o escritor Roberto Calasso, autor de Como organizar uma biblioteca, bibliotecas deveriam ser organizadas de forma aleatória e lúdica, um lugar para o usuário se perder e, quem sabe, encontrar um livro ainda melhor quando se está buscando por outro apenas adequado. Mais importante, toda boa biblioteca é comprada no presente, mas para ser útil no futuro. “Nada tira o fascínio de ter nas mãos — na hora — um livro de cuja necessidade não se sabia até um momento antes”, escreve ele.


(Alex Castro. ‘Tsundoku’, a arte de acumular livros. Revista Quatro Cinco Um. Julho de 2024. Adaptado)

No início do texto, o autor faz uma distinção entre pessoas bibliófilas e pessoas acumuladoras, a qual se fundamenta no fato de que
Alternativas
Q3209112 Português

Leia a tira para responder à questão. 


Q1_2.png (576×196)


(André Dahmer. Malvados. Disponível em: https://x.com/malvados/status/1816120956294738421)

Em “Como a vida durante o dia era dura, as pessoas se anestesiavam vendo televisão à noite” (1o quadro), a palavra como pode ser substituída, mantendo-se o sentido original, por
Alternativas
Q3209060 Português
Assinale a alternativa correta quanto ao emprego dos verbos no singular e no plural. 
Alternativas
Q3209059 Português
Dentre as alternativas a seguir, aquela cuja expressão destacada na frase apresenta circunstância adverbial de modo é:
Alternativas
Q3209058 Português
Leia o texto para responder à questão.


Noivos


    Na sala de espera do cardiologista, abro uma revista, folheio e paro nas páginas que falam de casamentos milionários. Em um deles, só os bem-casados custaram 20 mil reais. Nossa! O preço de um belo jantar para 200 pessoas. 

    Esses casamentos de revista foram perfeitos, pelo menos nas histórias impressas. Nem sempre é assim.

    Meu primo, por exemplo, esqueceu as alianças. Não propriamente esqueceu: na verdade, não comprou, era contra e, noivo de primeira viagem, não sabia que elas fazem parte da cerimônia. Um dos casais convidados emprestou-lhe as alianças, entre cochichos, enquanto o padre sorria, supondo que fosse esquecimento do noivo afobado.

    Maio, setembro, dezembro, não se sabe bem por quê, são meses de pico de casamentos. Faltam salões de festas. Há bufês de dois andares que fazem festas simultâneas. Estive em um em que os bem-casados estavam trocados.

    – Cadê aqueles dentro de saquinhos bordados com as iniciais dos noivos, que mandei fazer em Minas? – queria saber a mãe da noiva de cima.

    Estavam embaixo. “Oh, não!” Desespero, correria, põe tudo nas caixas, sobe caixa, desce caixa, rearranja. Ufa!

    E as noivas atrasadas? A filha de um conhecido chegou na hora, deu um abraço no pai na porta da igreja, conforme o figurino, e soou a marcha nupcial, pai e filha entraram pelo tapete vermelho e começaram os murmúrios. Ela firme, olhos no fim do tapete onde o padre esperava, e mais murmúrios e murmúrios. Ela não entendia, pensou que fosse o sucesso do vestido, até que, ao chegar ao altar, ela olhou para o lado e exclamou: 

    – Este não é o meu noivo!

    O noivo dela se atrasara; aquele diante do altar aguardava a noiva dele, que estava atrasadíssima. 

    Desfeita a trapalhada com a chegada do noivo certo e a retirada gentil do noivo sem noiva, que cedeu a precedência da cerimônia, casou-se a filha do meu conhecido. Sensibilizada com a gentileza do rapaz.

    Este, certamente irritado com o atraso da própria noiva, mas também admirado com a beleza da outra, confidenciou a um padrinho amigão: teria levado vantagem com a troca.

(Ivan Angelo. Veja SP, 19.07.2006. Adaptado)
Considere a frase.

Houve uma grande trapalhada na noite do casamento, e o que desfez essa trapalhada foi a chegada do noivo certo.

O trecho destacado nessa frase pode ser substituído, corretamente, por:
Alternativas
Q3209057 Português
Leia o texto para responder à questão.


Noivos


    Na sala de espera do cardiologista, abro uma revista, folheio e paro nas páginas que falam de casamentos milionários. Em um deles, só os bem-casados custaram 20 mil reais. Nossa! O preço de um belo jantar para 200 pessoas. 

    Esses casamentos de revista foram perfeitos, pelo menos nas histórias impressas. Nem sempre é assim.

    Meu primo, por exemplo, esqueceu as alianças. Não propriamente esqueceu: na verdade, não comprou, era contra e, noivo de primeira viagem, não sabia que elas fazem parte da cerimônia. Um dos casais convidados emprestou-lhe as alianças, entre cochichos, enquanto o padre sorria, supondo que fosse esquecimento do noivo afobado.

    Maio, setembro, dezembro, não se sabe bem por quê, são meses de pico de casamentos. Faltam salões de festas. Há bufês de dois andares que fazem festas simultâneas. Estive em um em que os bem-casados estavam trocados.

    – Cadê aqueles dentro de saquinhos bordados com as iniciais dos noivos, que mandei fazer em Minas? – queria saber a mãe da noiva de cima.

    Estavam embaixo. “Oh, não!” Desespero, correria, põe tudo nas caixas, sobe caixa, desce caixa, rearranja. Ufa!

    E as noivas atrasadas? A filha de um conhecido chegou na hora, deu um abraço no pai na porta da igreja, conforme o figurino, e soou a marcha nupcial, pai e filha entraram pelo tapete vermelho e começaram os murmúrios. Ela firme, olhos no fim do tapete onde o padre esperava, e mais murmúrios e murmúrios. Ela não entendia, pensou que fosse o sucesso do vestido, até que, ao chegar ao altar, ela olhou para o lado e exclamou: 

    – Este não é o meu noivo!

    O noivo dela se atrasara; aquele diante do altar aguardava a noiva dele, que estava atrasadíssima. 

    Desfeita a trapalhada com a chegada do noivo certo e a retirada gentil do noivo sem noiva, que cedeu a precedência da cerimônia, casou-se a filha do meu conhecido. Sensibilizada com a gentileza do rapaz.

    Este, certamente irritado com o atraso da própria noiva, mas também admirado com a beleza da outra, confidenciou a um padrinho amigão: teria levado vantagem com a troca.

(Ivan Angelo. Veja SP, 19.07.2006. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o trecho do terceiro parágrafo “... o padre sorria, supondo que fosse esquecimento do noivo afobado.” está reescrito preservando o sentido do texto.
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Q3209056 Português
Leia o texto para responder à questão.


Noivos


    Na sala de espera do cardiologista, abro uma revista, folheio e paro nas páginas que falam de casamentos milionários. Em um deles, só os bem-casados custaram 20 mil reais. Nossa! O preço de um belo jantar para 200 pessoas. 

    Esses casamentos de revista foram perfeitos, pelo menos nas histórias impressas. Nem sempre é assim.

    Meu primo, por exemplo, esqueceu as alianças. Não propriamente esqueceu: na verdade, não comprou, era contra e, noivo de primeira viagem, não sabia que elas fazem parte da cerimônia. Um dos casais convidados emprestou-lhe as alianças, entre cochichos, enquanto o padre sorria, supondo que fosse esquecimento do noivo afobado.

    Maio, setembro, dezembro, não se sabe bem por quê, são meses de pico de casamentos. Faltam salões de festas. Há bufês de dois andares que fazem festas simultâneas. Estive em um em que os bem-casados estavam trocados.

    – Cadê aqueles dentro de saquinhos bordados com as iniciais dos noivos, que mandei fazer em Minas? – queria saber a mãe da noiva de cima.

    Estavam embaixo. “Oh, não!” Desespero, correria, põe tudo nas caixas, sobe caixa, desce caixa, rearranja. Ufa!

    E as noivas atrasadas? A filha de um conhecido chegou na hora, deu um abraço no pai na porta da igreja, conforme o figurino, e soou a marcha nupcial, pai e filha entraram pelo tapete vermelho e começaram os murmúrios. Ela firme, olhos no fim do tapete onde o padre esperava, e mais murmúrios e murmúrios. Ela não entendia, pensou que fosse o sucesso do vestido, até que, ao chegar ao altar, ela olhou para o lado e exclamou: 

    – Este não é o meu noivo!

    O noivo dela se atrasara; aquele diante do altar aguardava a noiva dele, que estava atrasadíssima. 

    Desfeita a trapalhada com a chegada do noivo certo e a retirada gentil do noivo sem noiva, que cedeu a precedência da cerimônia, casou-se a filha do meu conhecido. Sensibilizada com a gentileza do rapaz.

    Este, certamente irritado com o atraso da própria noiva, mas também admirado com a beleza da outra, confidenciou a um padrinho amigão: teria levado vantagem com a troca.

(Ivan Angelo. Veja SP, 19.07.2006. Adaptado)
Observe a frase elaborada a partir das ideias do texto.

Para que ficasse menos nervosa e emocionada, a noiva caminhou com os olhos fixos no fim do tapete.

É correto afirmar que a expressão destacada na frase estabelece a relação de:
Alternativas
Q3209055 Português
Leia o texto para responder à questão.


Noivos


    Na sala de espera do cardiologista, abro uma revista, folheio e paro nas páginas que falam de casamentos milionários. Em um deles, só os bem-casados custaram 20 mil reais. Nossa! O preço de um belo jantar para 200 pessoas. 

    Esses casamentos de revista foram perfeitos, pelo menos nas histórias impressas. Nem sempre é assim.

    Meu primo, por exemplo, esqueceu as alianças. Não propriamente esqueceu: na verdade, não comprou, era contra e, noivo de primeira viagem, não sabia que elas fazem parte da cerimônia. Um dos casais convidados emprestou-lhe as alianças, entre cochichos, enquanto o padre sorria, supondo que fosse esquecimento do noivo afobado.

    Maio, setembro, dezembro, não se sabe bem por quê, são meses de pico de casamentos. Faltam salões de festas. Há bufês de dois andares que fazem festas simultâneas. Estive em um em que os bem-casados estavam trocados.

    – Cadê aqueles dentro de saquinhos bordados com as iniciais dos noivos, que mandei fazer em Minas? – queria saber a mãe da noiva de cima.

    Estavam embaixo. “Oh, não!” Desespero, correria, põe tudo nas caixas, sobe caixa, desce caixa, rearranja. Ufa!

    E as noivas atrasadas? A filha de um conhecido chegou na hora, deu um abraço no pai na porta da igreja, conforme o figurino, e soou a marcha nupcial, pai e filha entraram pelo tapete vermelho e começaram os murmúrios. Ela firme, olhos no fim do tapete onde o padre esperava, e mais murmúrios e murmúrios. Ela não entendia, pensou que fosse o sucesso do vestido, até que, ao chegar ao altar, ela olhou para o lado e exclamou: 

    – Este não é o meu noivo!

    O noivo dela se atrasara; aquele diante do altar aguardava a noiva dele, que estava atrasadíssima. 

    Desfeita a trapalhada com a chegada do noivo certo e a retirada gentil do noivo sem noiva, que cedeu a precedência da cerimônia, casou-se a filha do meu conhecido. Sensibilizada com a gentileza do rapaz.

    Este, certamente irritado com o atraso da própria noiva, mas também admirado com a beleza da outra, confidenciou a um padrinho amigão: teria levado vantagem com a troca.

(Ivan Angelo. Veja SP, 19.07.2006. Adaptado)
Considere a passagem do sexto parágrafo.

“Desespero, correria, põe tudo nas caixas, sobe caixa, desce caixa, rearranja. Ufa!”

Para completar adequadamente as ideias do texto, a palavra Ufa pode ser substituída pela frase: 
Alternativas
Q3209054 Português
Leia o texto para responder à questão.


Noivos


    Na sala de espera do cardiologista, abro uma revista, folheio e paro nas páginas que falam de casamentos milionários. Em um deles, só os bem-casados custaram 20 mil reais. Nossa! O preço de um belo jantar para 200 pessoas. 

    Esses casamentos de revista foram perfeitos, pelo menos nas histórias impressas. Nem sempre é assim.

    Meu primo, por exemplo, esqueceu as alianças. Não propriamente esqueceu: na verdade, não comprou, era contra e, noivo de primeira viagem, não sabia que elas fazem parte da cerimônia. Um dos casais convidados emprestou-lhe as alianças, entre cochichos, enquanto o padre sorria, supondo que fosse esquecimento do noivo afobado.

    Maio, setembro, dezembro, não se sabe bem por quê, são meses de pico de casamentos. Faltam salões de festas. Há bufês de dois andares que fazem festas simultâneas. Estive em um em que os bem-casados estavam trocados.

    – Cadê aqueles dentro de saquinhos bordados com as iniciais dos noivos, que mandei fazer em Minas? – queria saber a mãe da noiva de cima.

    Estavam embaixo. “Oh, não!” Desespero, correria, põe tudo nas caixas, sobe caixa, desce caixa, rearranja. Ufa!

    E as noivas atrasadas? A filha de um conhecido chegou na hora, deu um abraço no pai na porta da igreja, conforme o figurino, e soou a marcha nupcial, pai e filha entraram pelo tapete vermelho e começaram os murmúrios. Ela firme, olhos no fim do tapete onde o padre esperava, e mais murmúrios e murmúrios. Ela não entendia, pensou que fosse o sucesso do vestido, até que, ao chegar ao altar, ela olhou para o lado e exclamou: 

    – Este não é o meu noivo!

    O noivo dela se atrasara; aquele diante do altar aguardava a noiva dele, que estava atrasadíssima. 

    Desfeita a trapalhada com a chegada do noivo certo e a retirada gentil do noivo sem noiva, que cedeu a precedência da cerimônia, casou-se a filha do meu conhecido. Sensibilizada com a gentileza do rapaz.

    Este, certamente irritado com o atraso da própria noiva, mas também admirado com a beleza da outra, confidenciou a um padrinho amigão: teria levado vantagem com a troca.

(Ivan Angelo. Veja SP, 19.07.2006. Adaptado)
No primeiro parágrafo, ao declarar que os bem-casados custaram 20 mil reais e que esse seria o mesmo preço de um belo jantar para 200 pessoas, o autor 
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Q3209053 Português
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    Na sala de espera do cardiologista, abro uma revista, folheio e paro nas páginas que falam de casamentos milionários. Em um deles, só os bem-casados custaram 20 mil reais. Nossa! O preço de um belo jantar para 200 pessoas. 

    Esses casamentos de revista foram perfeitos, pelo menos nas histórias impressas. Nem sempre é assim.

    Meu primo, por exemplo, esqueceu as alianças. Não propriamente esqueceu: na verdade, não comprou, era contra e, noivo de primeira viagem, não sabia que elas fazem parte da cerimônia. Um dos casais convidados emprestou-lhe as alianças, entre cochichos, enquanto o padre sorria, supondo que fosse esquecimento do noivo afobado.

    Maio, setembro, dezembro, não se sabe bem por quê, são meses de pico de casamentos. Faltam salões de festas. Há bufês de dois andares que fazem festas simultâneas. Estive em um em que os bem-casados estavam trocados.

    – Cadê aqueles dentro de saquinhos bordados com as iniciais dos noivos, que mandei fazer em Minas? – queria saber a mãe da noiva de cima.

    Estavam embaixo. “Oh, não!” Desespero, correria, põe tudo nas caixas, sobe caixa, desce caixa, rearranja. Ufa!

    E as noivas atrasadas? A filha de um conhecido chegou na hora, deu um abraço no pai na porta da igreja, conforme o figurino, e soou a marcha nupcial, pai e filha entraram pelo tapete vermelho e começaram os murmúrios. Ela firme, olhos no fim do tapete onde o padre esperava, e mais murmúrios e murmúrios. Ela não entendia, pensou que fosse o sucesso do vestido, até que, ao chegar ao altar, ela olhou para o lado e exclamou: 

    – Este não é o meu noivo!

    O noivo dela se atrasara; aquele diante do altar aguardava a noiva dele, que estava atrasadíssima. 

    Desfeita a trapalhada com a chegada do noivo certo e a retirada gentil do noivo sem noiva, que cedeu a precedência da cerimônia, casou-se a filha do meu conhecido. Sensibilizada com a gentileza do rapaz.

    Este, certamente irritado com o atraso da própria noiva, mas também admirado com a beleza da outra, confidenciou a um padrinho amigão: teria levado vantagem com a troca.

(Ivan Angelo. Veja SP, 19.07.2006. Adaptado)
No sétimo parágrafo, ao afirmar “conforme o figurino”, o autor quer dizer que
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Q3209052 Português
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    Na sala de espera do cardiologista, abro uma revista, folheio e paro nas páginas que falam de casamentos milionários. Em um deles, só os bem-casados custaram 20 mil reais. Nossa! O preço de um belo jantar para 200 pessoas. 

    Esses casamentos de revista foram perfeitos, pelo menos nas histórias impressas. Nem sempre é assim.

    Meu primo, por exemplo, esqueceu as alianças. Não propriamente esqueceu: na verdade, não comprou, era contra e, noivo de primeira viagem, não sabia que elas fazem parte da cerimônia. Um dos casais convidados emprestou-lhe as alianças, entre cochichos, enquanto o padre sorria, supondo que fosse esquecimento do noivo afobado.

    Maio, setembro, dezembro, não se sabe bem por quê, são meses de pico de casamentos. Faltam salões de festas. Há bufês de dois andares que fazem festas simultâneas. Estive em um em que os bem-casados estavam trocados.

    – Cadê aqueles dentro de saquinhos bordados com as iniciais dos noivos, que mandei fazer em Minas? – queria saber a mãe da noiva de cima.

    Estavam embaixo. “Oh, não!” Desespero, correria, põe tudo nas caixas, sobe caixa, desce caixa, rearranja. Ufa!

    E as noivas atrasadas? A filha de um conhecido chegou na hora, deu um abraço no pai na porta da igreja, conforme o figurino, e soou a marcha nupcial, pai e filha entraram pelo tapete vermelho e começaram os murmúrios. Ela firme, olhos no fim do tapete onde o padre esperava, e mais murmúrios e murmúrios. Ela não entendia, pensou que fosse o sucesso do vestido, até que, ao chegar ao altar, ela olhou para o lado e exclamou: 

    – Este não é o meu noivo!

    O noivo dela se atrasara; aquele diante do altar aguardava a noiva dele, que estava atrasadíssima. 

    Desfeita a trapalhada com a chegada do noivo certo e a retirada gentil do noivo sem noiva, que cedeu a precedência da cerimônia, casou-se a filha do meu conhecido. Sensibilizada com a gentileza do rapaz.

    Este, certamente irritado com o atraso da própria noiva, mas também admirado com a beleza da outra, confidenciou a um padrinho amigão: teria levado vantagem com a troca.

(Ivan Angelo. Veja SP, 19.07.2006. Adaptado)
Com base nas informações do texto, é correto afirmar que
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Q3209051 Português
Leia o texto para responder à questão.


Noivos


    Na sala de espera do cardiologista, abro uma revista, folheio e paro nas páginas que falam de casamentos milionários. Em um deles, só os bem-casados custaram 20 mil reais. Nossa! O preço de um belo jantar para 200 pessoas. 

    Esses casamentos de revista foram perfeitos, pelo menos nas histórias impressas. Nem sempre é assim.

    Meu primo, por exemplo, esqueceu as alianças. Não propriamente esqueceu: na verdade, não comprou, era contra e, noivo de primeira viagem, não sabia que elas fazem parte da cerimônia. Um dos casais convidados emprestou-lhe as alianças, entre cochichos, enquanto o padre sorria, supondo que fosse esquecimento do noivo afobado.

    Maio, setembro, dezembro, não se sabe bem por quê, são meses de pico de casamentos. Faltam salões de festas. Há bufês de dois andares que fazem festas simultâneas. Estive em um em que os bem-casados estavam trocados.

    – Cadê aqueles dentro de saquinhos bordados com as iniciais dos noivos, que mandei fazer em Minas? – queria saber a mãe da noiva de cima.

    Estavam embaixo. “Oh, não!” Desespero, correria, põe tudo nas caixas, sobe caixa, desce caixa, rearranja. Ufa!

    E as noivas atrasadas? A filha de um conhecido chegou na hora, deu um abraço no pai na porta da igreja, conforme o figurino, e soou a marcha nupcial, pai e filha entraram pelo tapete vermelho e começaram os murmúrios. Ela firme, olhos no fim do tapete onde o padre esperava, e mais murmúrios e murmúrios. Ela não entendia, pensou que fosse o sucesso do vestido, até que, ao chegar ao altar, ela olhou para o lado e exclamou: 

    – Este não é o meu noivo!

    O noivo dela se atrasara; aquele diante do altar aguardava a noiva dele, que estava atrasadíssima. 

    Desfeita a trapalhada com a chegada do noivo certo e a retirada gentil do noivo sem noiva, que cedeu a precedência da cerimônia, casou-se a filha do meu conhecido. Sensibilizada com a gentileza do rapaz.

    Este, certamente irritado com o atraso da própria noiva, mas também admirado com a beleza da outra, confidenciou a um padrinho amigão: teria levado vantagem com a troca.

(Ivan Angelo. Veja SP, 19.07.2006. Adaptado)
De acordo com as ideias do texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q3209030 Português
Museu do Artesanato Paraibano passa a integrar Rede
de Pesquisas das Américas



O Museu do Artesanato Paraibano Janete Costa, em João Pessoa, agora faz parte da Rede de Pesquisas das Américas (Arenet), sendo o primeiro museu do Brasil a fazer parte da rede. A iniciativa promove a colaboração e o intercâmbio entre as instituições, estudantes e acadêmicos por meio de programas de pesquisa.


Com um grande acervo, o Museu do Artesanato Paraibano tem muita diversidade na produção artesanal de todas as regiões do Estado. Além de preservar e valorizar o patrimônio cultural, gerando renda para os artesãos com a comercialização das peças e das diversas exposições.


O diretor do museu, Fábio Morais, destacou que a entrada na Arenet foi possível graças ao Encontro Ibero-americano de Artesanato e Arte Popular, realizado em João Pessoa na última segunda-feira (27).


A diretora-executiva da Arenet, Greta de Léon, participou desse encontro e, na terça, veio nos visitar. In loco, ela atestou, juntamente com outras autoridades, o potencial do Museu no ensino, na pesquisa, além de um acervo de memória muito rico. “Para nós, é uma alegria poder se conectar com instituições que possam fortalecer a cultura popular e o artesanato, trocando experiências e conhecimentos.”


Disponível em: https://portalcorreio.com.br. Acesso em: 01/02/2025.

Quanto à acentuação tônica e gráfica das palavras retiradas do texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3209029 Português
Museu do Artesanato Paraibano passa a integrar Rede
de Pesquisas das Américas



O Museu do Artesanato Paraibano Janete Costa, em João Pessoa, agora faz parte da Rede de Pesquisas das Américas (Arenet), sendo o primeiro museu do Brasil a fazer parte da rede. A iniciativa promove a colaboração e o intercâmbio entre as instituições, estudantes e acadêmicos por meio de programas de pesquisa.


Com um grande acervo, o Museu do Artesanato Paraibano tem muita diversidade na produção artesanal de todas as regiões do Estado. Além de preservar e valorizar o patrimônio cultural, gerando renda para os artesãos com a comercialização das peças e das diversas exposições.


O diretor do museu, Fábio Morais, destacou que a entrada na Arenet foi possível graças ao Encontro Ibero-americano de Artesanato e Arte Popular, realizado em João Pessoa na última segunda-feira (27).


A diretora-executiva da Arenet, Greta de Léon, participou desse encontro e, na terça, veio nos visitar. In loco, ela atestou, juntamente com outras autoridades, o potencial do Museu no ensino, na pesquisa, além de um acervo de memória muito rico. “Para nós, é uma alegria poder se conectar com instituições que possam fortalecer a cultura popular e o artesanato, trocando experiências e conhecimentos.”


Disponível em: https://portalcorreio.com.br. Acesso em: 01/02/2025.

“Além de preservar e valorizar o patrimônio cultural, gerando renda para os artesãos com a comercialização das peças e das diversas exposições.”
É CORRETO afirmar que as palavras destacadas são RESPECTIVAMENTE:
Alternativas
Q3209028 Português
Museu do Artesanato Paraibano passa a integrar Rede
de Pesquisas das Américas



O Museu do Artesanato Paraibano Janete Costa, em João Pessoa, agora faz parte da Rede de Pesquisas das Américas (Arenet), sendo o primeiro museu do Brasil a fazer parte da rede. A iniciativa promove a colaboração e o intercâmbio entre as instituições, estudantes e acadêmicos por meio de programas de pesquisa.


Com um grande acervo, o Museu do Artesanato Paraibano tem muita diversidade na produção artesanal de todas as regiões do Estado. Além de preservar e valorizar o patrimônio cultural, gerando renda para os artesãos com a comercialização das peças e das diversas exposições.


O diretor do museu, Fábio Morais, destacou que a entrada na Arenet foi possível graças ao Encontro Ibero-americano de Artesanato e Arte Popular, realizado em João Pessoa na última segunda-feira (27).


A diretora-executiva da Arenet, Greta de Léon, participou desse encontro e, na terça, veio nos visitar. In loco, ela atestou, juntamente com outras autoridades, o potencial do Museu no ensino, na pesquisa, além de um acervo de memória muito rico. “Para nós, é uma alegria poder se conectar com instituições que possam fortalecer a cultura popular e o artesanato, trocando experiências e conhecimentos.”


Disponível em: https://portalcorreio.com.br. Acesso em: 01/02/2025.

“Para nós, é uma alegria poder se conectar com instituições que possam fortalecer a cultura popular e o artesanato, trocando experiências e conhecimentos.”

No texto, as aspas foram usadas nesse fragmento para: 

Alternativas
Q3209027 Português
Museu do Artesanato Paraibano passa a integrar Rede
de Pesquisas das Américas



O Museu do Artesanato Paraibano Janete Costa, em João Pessoa, agora faz parte da Rede de Pesquisas das Américas (Arenet), sendo o primeiro museu do Brasil a fazer parte da rede. A iniciativa promove a colaboração e o intercâmbio entre as instituições, estudantes e acadêmicos por meio de programas de pesquisa.


Com um grande acervo, o Museu do Artesanato Paraibano tem muita diversidade na produção artesanal de todas as regiões do Estado. Além de preservar e valorizar o patrimônio cultural, gerando renda para os artesãos com a comercialização das peças e das diversas exposições.


O diretor do museu, Fábio Morais, destacou que a entrada na Arenet foi possível graças ao Encontro Ibero-americano de Artesanato e Arte Popular, realizado em João Pessoa na última segunda-feira (27).


A diretora-executiva da Arenet, Greta de Léon, participou desse encontro e, na terça, veio nos visitar. In loco, ela atestou, juntamente com outras autoridades, o potencial do Museu no ensino, na pesquisa, além de um acervo de memória muito rico. “Para nós, é uma alegria poder se conectar com instituições que possam fortalecer a cultura popular e o artesanato, trocando experiências e conhecimentos.”


Disponível em: https://portalcorreio.com.br. Acesso em: 01/02/2025.

“In loco, ela atestou, juntamente com outras autoridades, o potencial do Museu no ensino, na pesquisa, além de um acervo de memória muito rico.”
A palavra “muito” classifica-se como
Alternativas
Q3209026 Português
Museu do Artesanato Paraibano passa a integrar Rede
de Pesquisas das Américas



O Museu do Artesanato Paraibano Janete Costa, em João Pessoa, agora faz parte da Rede de Pesquisas das Américas (Arenet), sendo o primeiro museu do Brasil a fazer parte da rede. A iniciativa promove a colaboração e o intercâmbio entre as instituições, estudantes e acadêmicos por meio de programas de pesquisa.


Com um grande acervo, o Museu do Artesanato Paraibano tem muita diversidade na produção artesanal de todas as regiões do Estado. Além de preservar e valorizar o patrimônio cultural, gerando renda para os artesãos com a comercialização das peças e das diversas exposições.


O diretor do museu, Fábio Morais, destacou que a entrada na Arenet foi possível graças ao Encontro Ibero-americano de Artesanato e Arte Popular, realizado em João Pessoa na última segunda-feira (27).


A diretora-executiva da Arenet, Greta de Léon, participou desse encontro e, na terça, veio nos visitar. In loco, ela atestou, juntamente com outras autoridades, o potencial do Museu no ensino, na pesquisa, além de um acervo de memória muito rico. “Para nós, é uma alegria poder se conectar com instituições que possam fortalecer a cultura popular e o artesanato, trocando experiências e conhecimentos.”


Disponível em: https://portalcorreio.com.br. Acesso em: 01/02/2025.

“A iniciativa promove a colaboração e o intercâmbio entre as instituições, estudantes e acadêmicos por meio de programas de pesquisa.”


Assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q3209025 Português
Museu do Artesanato Paraibano passa a integrar Rede
de Pesquisas das Américas



O Museu do Artesanato Paraibano Janete Costa, em João Pessoa, agora faz parte da Rede de Pesquisas das Américas (Arenet), sendo o primeiro museu do Brasil a fazer parte da rede. A iniciativa promove a colaboração e o intercâmbio entre as instituições, estudantes e acadêmicos por meio de programas de pesquisa.


Com um grande acervo, o Museu do Artesanato Paraibano tem muita diversidade na produção artesanal de todas as regiões do Estado. Além de preservar e valorizar o patrimônio cultural, gerando renda para os artesãos com a comercialização das peças e das diversas exposições.


O diretor do museu, Fábio Morais, destacou que a entrada na Arenet foi possível graças ao Encontro Ibero-americano de Artesanato e Arte Popular, realizado em João Pessoa na última segunda-feira (27).


A diretora-executiva da Arenet, Greta de Léon, participou desse encontro e, na terça, veio nos visitar. In loco, ela atestou, juntamente com outras autoridades, o potencial do Museu no ensino, na pesquisa, além de um acervo de memória muito rico. “Para nós, é uma alegria poder se conectar com instituições que possam fortalecer a cultura popular e o artesanato, trocando experiências e conhecimentos.”


Disponível em: https://portalcorreio.com.br. Acesso em: 01/02/2025.

Observe o trecho “A diretora-executiva da Arenet, Greta de Léon, participou desse encontro e, na terça, veio nos visitar.”
Assinale a alternativa FALSA. 
Alternativas
Respostas
32081: A
32082: E
32083: C
32084: C
32085: B
32086: E
32087: A
32088: D
32089: C
32090: E
32091: C
32092: A
32093: B
32094: D
32095: B
32096: E
32097: B
32098: D
32099: A
32100: C