Questões de Concurso Comentadas sobre português
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Com base no texto acima, qual é a principal crítica feita pelo autor?
Dentro das moradias superaquecidas, as mulheres, já sobrecarregadas com as responsabilidades do cuidado, enfrentam condições ainda mais adversas.
Sobre as vírgulas utilizadas no período, analise as afirmativas abaixo.
I A primeira demarca um deslocamento sintático.
II A segunda e a terceira demarcam uma expressão explicativa.
III A primeira e a terceira separam termos com a mesma função sintática.
IV A segunda separa o vocativo.
Das afirmativas, estão corretas
Os bairros que apresentam um microclima urbano mais ameno, caracterizados por maior arborização, concentram, predominantemente, uma população branca e de alta renda. Em contraste, as regiões periféricas, onde vivem majoritariamente pessoas negras e de baixa renda, registram temperaturas até 10°C mais altas, conforme aponta o estudo "Sampa em Foco: Raio X do Direito à Cidade em São Paulo", do Instituto Pólis. Essa disparidade térmica é consequência direta de fatores, como a desigualdade na distribuição das áreas verdes. Soma-se a isso a falta de condições adequadas de moradia (ventilação, acesso à água potável, à energia elétrica etc.) que impede a adaptação ao calor, tornando as casas verdadeiros fornos, enquanto as ruas atingem temperaturas escaldantes.
O pronome que retoma a expressão
Os bairros que apresentam um microclima urbano mais ameno, caracterizados por maior arborização, concentram, predominantemente, uma população branca e de alta renda. Em contraste, as regiões periféricas, onde vivem majoritariamente pessoas negras e de baixa renda, registram temperaturas até 10°C mais altas, conforme aponta o estudo "Sampa em Foco: Raio X do Direito à Cidade em São Paulo", do Instituto Pólis. Essa disparidade térmica é consequência direta de fatores, como a desigualdade na distribuição das áreas verdes. Soma-se a isso a falta de condições adequadas de moradia (ventilação, acesso à água potável, à energia elétrica etc.) que impede a adaptação ao calor, tornando as casas verdadeiros fornos, enquanto as ruas atingem temperaturas escaldantes.
A expressão Em contraste interliga
Como principais cuidadoras de crianças, de idosos e de pessoas doentes ou com deficiência, são elas que lidam diretamente com os impactos do calor extremo sobre a saúde da família.
Nesse período,
Analise o texto e responda à questão.
Cientistas identificam mecanismo do cérebro que pode nos ajudar a superar o medo
No futuro, descobertas como essa podem ajudar a desenvolver tratamentos para fobias, ansiedade e estresse pós-traumático. Entenda.
O coração acelera. Os músculos contraem. Você começa a sentir arrepios e a necessidade de respirar cada vez mais rápido. Não tem jeito: o medo se instaurou.
Tudo isso é cortesia, sobretudo, da adrenalina e do cortisol, hormônios liberados em doses cavalares ao menor sinal de ameaça. O medo é uma reação de sobrevivência que nos acompanha desde os primórdios. Quando nossos antepassados neandertais precisavam escapar de algum animal, era necessário que tivessem energia suficiente para se salvarem. No momento em que o pavor é sentido, o sangue, cheio de glicose, flui do coração para os membros para que seja possível lutar – ou fugir.
Apesar do benefício evolutivo, muitos medos acabam atrapalhando nosso dia a dia atualmente (a não ser que fugir de grandes felinos faça parte da sua rotina). Por exemplo, para quem vive no meio da cidade de São Paulo, medo de grandes estrondos impossibilita uma vida normal.
“Os humanos nascem com reações instintivas de medo, como respostas a ruídos altos ou objetos que se aproximam rapidamente”, escreve Sara Mederos, pesquisadora associada do Hofer Lab. “No entanto, podemos anular essas respostas instintivas por meio da experiência – como crianças aprendendo a gostar de fogos de artifício em vez de temer seus estrondos altos.” [...]
Desaprendendo a ter medo
Junto de pesquisadores da Sainsbury Wellcome Centre (SWC) da University College de Londres, Mederos analisou a resposta de camundongos quando apresentados a uma sombra em expansão em cima de suas cabeças, que simulava a aproximação de um predador aéreo.
Inicialmente, os bichinhos corriam para se esconder em um abrigo – mas, depois de algumas rodadas de teste que não apresentavam nenhum perigo, os ratos aprenderam a manter a calma em vez de fugir. Essa reação criou o modelo que os cientistas usaram para estudar as fases de supressão de medos.
A hipótese da equipe era que um cantinho do cérebro, chamado núcleo geniculado ventrolateral (vLGN), era responsável por essa superação. Estudos anteriores mostravam como essa área conseguia rastrear o conhecimento de experiências antigas de ameaça e suprimir reações de medo. Sabendo disso, os cientistas buscaram descobrir se essa via neural também tinha a função de desaprender o medo de uma ameaça.[...]
(Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/cientistasidentificam-mecanismo-do-cerebro-que-pode-nos-ajuda-asuperar-o-medo/. Acesso em 12/02/2025. Adaptado)
Analise o texto e responda à questão.
Cientistas identificam mecanismo do cérebro que pode nos ajudar a superar o medo
No futuro, descobertas como essa podem ajudar a desenvolver tratamentos para fobias, ansiedade e estresse pós-traumático. Entenda.
O coração acelera. Os músculos contraem. Você começa a sentir arrepios e a necessidade de respirar cada vez mais rápido. Não tem jeito: o medo se instaurou.
Tudo isso é cortesia, sobretudo, da adrenalina e do cortisol, hormônios liberados em doses cavalares ao menor sinal de ameaça. O medo é uma reação de sobrevivência que nos acompanha desde os primórdios. Quando nossos antepassados neandertais precisavam escapar de algum animal, era necessário que tivessem energia suficiente para se salvarem. No momento em que o pavor é sentido, o sangue, cheio de glicose, flui do coração para os membros para que seja possível lutar – ou fugir.
Apesar do benefício evolutivo, muitos medos acabam atrapalhando nosso dia a dia atualmente (a não ser que fugir de grandes felinos faça parte da sua rotina). Por exemplo, para quem vive no meio da cidade de São Paulo, medo de grandes estrondos impossibilita uma vida normal.
“Os humanos nascem com reações instintivas de medo, como respostas a ruídos altos ou objetos que se aproximam rapidamente”, escreve Sara Mederos, pesquisadora associada do Hofer Lab. “No entanto, podemos anular essas respostas instintivas por meio da experiência – como crianças aprendendo a gostar de fogos de artifício em vez de temer seus estrondos altos.” [...]
Desaprendendo a ter medo
Junto de pesquisadores da Sainsbury Wellcome Centre (SWC) da University College de Londres, Mederos analisou a resposta de camundongos quando apresentados a uma sombra em expansão em cima de suas cabeças, que simulava a aproximação de um predador aéreo.
Inicialmente, os bichinhos corriam para se esconder em um abrigo – mas, depois de algumas rodadas de teste que não apresentavam nenhum perigo, os ratos aprenderam a manter a calma em vez de fugir. Essa reação criou o modelo que os cientistas usaram para estudar as fases de supressão de medos.
A hipótese da equipe era que um cantinho do cérebro, chamado núcleo geniculado ventrolateral (vLGN), era responsável por essa superação. Estudos anteriores mostravam como essa área conseguia rastrear o conhecimento de experiências antigas de ameaça e suprimir reações de medo. Sabendo disso, os cientistas buscaram descobrir se essa via neural também tinha a função de desaprender o medo de uma ameaça.[...]
(Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/cientistasidentificam-mecanismo-do-cerebro-que-pode-nos-ajuda-asuperar-o-medo/. Acesso em 12/02/2025. Adaptado)