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Q3429302 Português
Texto para a questão

O FUTURO SAQUEADO
(adaptado)
Mario Sergio Cortella

Estamos vivendo um saque antecipado do futuro! Parece alarmista, ou até piegas, mas continuamos eliminando e furtando as condições de existência para as próximas gerações depois da nossa. Essa é uma situação inédita, pois, durante toda a trajetória evolutiva e histórica da espécie, a grande preocupação de qualquer comunidade humana vinha sendo garantir a continuidade e a melhoria das estruturas de manutenção da vida para os descendentes.

A questão central nesse saque não é exclusivamente a degradação do meio-ambiente e dos recursos naturais, dado que, ainda que de forma incipiente, disso estamos cuidando.

O centro da problemática é, isso sim, os adultos admitirmos e promovermos o apodrecimento da esperança nas novas gerações. A elas vimos negando o futuro, e, com facilidade, ouvem de nós aterradores prognósticos ("Não haverá futuro! Não haverá emprego! Não haverá natureza!"). Também desqualificamos o presente e o passado delas ("Isso não é vida; vocês não sabem brincar! Vocês não tiveram infância! Isso que vocês comem é só porcaria! Isso não é música, é barulho!").

A tudo isso damos um ar de fatalidade que indica a crença na impossibilidade de alterar essa rota coletiva; por isso, as novas gerações começam a acreditar no mais ameaçador perigo para a convivência gregária e a solidariedade: o individualismo exacerbado. A regra passa a ser a exaltação descontextualizada do "carpe diem" escrito por Horácio nas suas "Odes"; deixa de ser um "aproveita o dia", entendido pelo poeta latino como sinal de equilíbrio e virtude moderadora, e passa a ser um "curta tudo o que puder, no menor tempo possível, pois só há um horizonte: a vida é breve e sem sentido, e nada mais nos resta a não ser o momento".

Não é à toa que haja um aumento desproporcional de jovens (cada vez com menos idade) que desvalorizam a vida, começando pelo desprezo pela própria integridade física e mental; são vítimas fáceis das drogas fatais e do álcool, que proporcionam felicidade (ou fuga) momentânea. E, sem futuro, o presente fica insuportável; o grande Dostoiévski, autor russo, escreveu em seu livro "O Idiota" que "não foi quando descobriu a América, mas quando estava prestes a descobri-la que Colombo se sentiu feliz".

Vive-se, além de tudo, uma sociedade consumista. Nela, a mínima possibilidade de sentido encontra-se na posse, mesmo que circunstancial, de objetos que são anunciados como sendo os portadores do segredo da felicidade. Crianças bem pequenas perderam a capacidade de brincar sozinhas com um maravilhoso universo imaginativo e abstrato, no qual nada material precisava adentrar; agora, essas crianças têm "necessidades" que nós, adultos, criamos nelas e que são veiculadas por uma mídia que nem sempre se preocupa com o papel formador que desempenha.

FONTE: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq3011200027.htm 
Em “Essa é uma situação inédita, pois, durante toda a trajetória evolutiva e histórica da espécie, a grande preocupação de qualquer comunidade humana vinha sendo garantir a continuidade e a melhoria das estruturas de manutenção da vida para os descendentes”, o termo em destaque estabelece ideia de:
Alternativas
Q3429301 Português
Texto para a questão

O FUTURO SAQUEADO
(adaptado)
Mario Sergio Cortella

Estamos vivendo um saque antecipado do futuro! Parece alarmista, ou até piegas, mas continuamos eliminando e furtando as condições de existência para as próximas gerações depois da nossa. Essa é uma situação inédita, pois, durante toda a trajetória evolutiva e histórica da espécie, a grande preocupação de qualquer comunidade humana vinha sendo garantir a continuidade e a melhoria das estruturas de manutenção da vida para os descendentes.

A questão central nesse saque não é exclusivamente a degradação do meio-ambiente e dos recursos naturais, dado que, ainda que de forma incipiente, disso estamos cuidando.

O centro da problemática é, isso sim, os adultos admitirmos e promovermos o apodrecimento da esperança nas novas gerações. A elas vimos negando o futuro, e, com facilidade, ouvem de nós aterradores prognósticos ("Não haverá futuro! Não haverá emprego! Não haverá natureza!"). Também desqualificamos o presente e o passado delas ("Isso não é vida; vocês não sabem brincar! Vocês não tiveram infância! Isso que vocês comem é só porcaria! Isso não é música, é barulho!").

A tudo isso damos um ar de fatalidade que indica a crença na impossibilidade de alterar essa rota coletiva; por isso, as novas gerações começam a acreditar no mais ameaçador perigo para a convivência gregária e a solidariedade: o individualismo exacerbado. A regra passa a ser a exaltação descontextualizada do "carpe diem" escrito por Horácio nas suas "Odes"; deixa de ser um "aproveita o dia", entendido pelo poeta latino como sinal de equilíbrio e virtude moderadora, e passa a ser um "curta tudo o que puder, no menor tempo possível, pois só há um horizonte: a vida é breve e sem sentido, e nada mais nos resta a não ser o momento".

Não é à toa que haja um aumento desproporcional de jovens (cada vez com menos idade) que desvalorizam a vida, começando pelo desprezo pela própria integridade física e mental; são vítimas fáceis das drogas fatais e do álcool, que proporcionam felicidade (ou fuga) momentânea. E, sem futuro, o presente fica insuportável; o grande Dostoiévski, autor russo, escreveu em seu livro "O Idiota" que "não foi quando descobriu a América, mas quando estava prestes a descobri-la que Colombo se sentiu feliz".

Vive-se, além de tudo, uma sociedade consumista. Nela, a mínima possibilidade de sentido encontra-se na posse, mesmo que circunstancial, de objetos que são anunciados como sendo os portadores do segredo da felicidade. Crianças bem pequenas perderam a capacidade de brincar sozinhas com um maravilhoso universo imaginativo e abstrato, no qual nada material precisava adentrar; agora, essas crianças têm "necessidades" que nós, adultos, criamos nelas e que são veiculadas por uma mídia que nem sempre se preocupa com o papel formador que desempenha.

FONTE: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq3011200027.htm 
No texto "O futuro saqueado", Mario Sergio Cortella identifica um fenômeno contemporâneo inédito na trajetória da evolução humana. Esse fenômeno caracteriza-se principalmente por:
Alternativas
Q3429179 Português
Assinale a alternativa redigida em conformidade com a norma-padrão de concordância.
Alternativas
Q3429178 Português
Fotografia


        O francês JosephNicéphore Niépce (17651833) ajudou a iniciar o ramo da fotografia, na primeira metade do século 19, capturando a primeira imagem fotográfica fixa.

        Niépce chegou _____ fotografia graças _____ seu interesse por litografia, o processo de copiar desenhos à mão sobre pedra, imprimindo-os depois sobre papel. Empregando ______ habilidades artísticas do filho, Niépce estabeleceu uma próspera empresa na área. Mas, quando seu filho foi recrutado pelo exército francês, ele subitamente perdeu seu desenhista.

        Forçado a usar sua capacidade inventiva, uma vez que não tinha qualquer talento artístico, Niépce concebeu um processo que dispensava o desenhista – ele utilizava a luz ambiente para fixar uma cena em filme. Para isso, Niépce usou vidro recoberto por um tipo de asfalto que se torna solúvel em água quando exposto a uma quantidade suficiente de luz. Sua primeira fotografia mostrava um terreiro visto da janela superior de sua casa de campo. Foi necessário t anto tempo para obter uma exposição adequada para capturar a imagem que as sombras das árvores se moveram à medida que o sol avançou pelo céu da tarde. A foto saiu bastante borrada, mas Niépce havia aberto a porta para uma nova indústria.

(Marcelo Duarte, O livro das invenções. Adaptado)

Considere as seguintes frases do 3° parágrafo:



•  “Forçado a usar sua capacidade inventiva, uma vez que não tinha qualquer talento artístico, Niépce concebeu um processo que dispensava o desenhista…”


•  “… as sombras das árvores se moveram à medida que o sol avançou pelo céu da tarde.”



É correto afirmar que as expressões destacadas expressam, respectivamente, as ideias de

Alternativas
Q3429176 Português
Fotografia


        O francês JosephNicéphore Niépce (17651833) ajudou a iniciar o ramo da fotografia, na primeira metade do século 19, capturando a primeira imagem fotográfica fixa.

        Niépce chegou _____ fotografia graças _____ seu interesse por litografia, o processo de copiar desenhos à mão sobre pedra, imprimindo-os depois sobre papel. Empregando ______ habilidades artísticas do filho, Niépce estabeleceu uma próspera empresa na área. Mas, quando seu filho foi recrutado pelo exército francês, ele subitamente perdeu seu desenhista.

        Forçado a usar sua capacidade inventiva, uma vez que não tinha qualquer talento artístico, Niépce concebeu um processo que dispensava o desenhista – ele utilizava a luz ambiente para fixar uma cena em filme. Para isso, Niépce usou vidro recoberto por um tipo de asfalto que se torna solúvel em água quando exposto a uma quantidade suficiente de luz. Sua primeira fotografia mostrava um terreiro visto da janela superior de sua casa de campo. Foi necessário t anto tempo para obter uma exposição adequada para capturar a imagem que as sombras das árvores se moveram à medida que o sol avançou pelo céu da tarde. A foto saiu bastante borrada, mas Niépce havia aberto a porta para uma nova indústria.

(Marcelo Duarte, O livro das invenções. Adaptado)
Em conformidade com a norma de emprego do sinal indicativo de crase, as lacunas do 2° parágrafo devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:
Alternativas
Q3429175 Português

 Leia o texto a seguir para responder à questão.



Medo e coragem



        Estamos habituados a considerar a coragem a ausência de medo. “Fulano é corajoso, não tem medo de nada!”. Bem, uma pessoa assim pode ser admirável, mas não penso que a palavra “coragem” seja a mais adequada para qualificar um temerário. Sim: aquele que não teme nada é chamado “temerário”. Pode cometer loucuras, colocar-se em grandes riscos, não porque saiba enfrentar seus medos, e sim porque os ignora.


        Não devemos, por isso, desqualificar a impetuosidade dessas pessoas. Há muita pulsão de vida, muita vontade de não ficar à margem dos acontecimentos – e também uma boa dose de generosidade – nesses que pulam no abismo para tentar salvar alguém que está caindo. Morrerá, certamente, junto com aquele que tentou resgatar. Se o temerário não pode ser confundido com o corajoso, várias vezes age por impulsos cegos de generosidade.


        Mas a coragem, a meu ver, exige uma volta a mais no parafuso da impetuosidade. Não se trata de ignorar o perigo, e sim de enfrentá-lo. Enfrentar perigos com cuidado, com astúcia, lançando mão de todos os recursos possíveis diante de uma situação ameaçadora – a isso quero chamar de coragem.


 (Maria Rita Kehl, “Medo e coragem”, Revista E. Disponível em: https://www.sescsp.org.br/editorial/sobreacoragem/. Adaptado)

Considere o seguinte trecho do 2° parágrafo:



•  “Não devemos, por isso, desqualificar a impetuosidade  dessas pessoas. Há muita pulsão de vida, muita vontade de não ficar à margem dos acontecimentos…”



Mantendo o sentido original e a correção gramatical, esse trecho pode ser reescrito como:

Alternativas
Q3429174 Português

 Leia o texto a seguir para responder à questão.



Medo e coragem



        Estamos habituados a considerar a coragem a ausência de medo. “Fulano é corajoso, não tem medo de nada!”. Bem, uma pessoa assim pode ser admirável, mas não penso que a palavra “coragem” seja a mais adequada para qualificar um temerário. Sim: aquele que não teme nada é chamado “temerário”. Pode cometer loucuras, colocar-se em grandes riscos, não porque saiba enfrentar seus medos, e sim porque os ignora.


        Não devemos, por isso, desqualificar a impetuosidade dessas pessoas. Há muita pulsão de vida, muita vontade de não ficar à margem dos acontecimentos – e também uma boa dose de generosidade – nesses que pulam no abismo para tentar salvar alguém que está caindo. Morrerá, certamente, junto com aquele que tentou resgatar. Se o temerário não pode ser confundido com o corajoso, várias vezes age por impulsos cegos de generosidade.


        Mas a coragem, a meu ver, exige uma volta a mais no parafuso da impetuosidade. Não se trata de ignorar o perigo, e sim de enfrentá-lo. Enfrentar perigos com cuidado, com astúcia, lançando mão de todos os recursos possíveis diante de uma situação ameaçadora – a isso quero chamar de coragem.


 (Maria Rita Kehl, “Medo e coragem”, Revista E. Disponível em: https://www.sescsp.org.br/editorial/sobreacoragem/. Adaptado)

Na frase “Estamos habituados a considerar a coragem a ausência de medo” (1º parágrafo), o trecho destacado pode ser substituído, mantendo o sentido original, por
Alternativas
Q3429173 Português

 Leia o texto a seguir para responder à questão.



Medo e coragem



        Estamos habituados a considerar a coragem a ausência de medo. “Fulano é corajoso, não tem medo de nada!”. Bem, uma pessoa assim pode ser admirável, mas não penso que a palavra “coragem” seja a mais adequada para qualificar um temerário. Sim: aquele que não teme nada é chamado “temerário”. Pode cometer loucuras, colocar-se em grandes riscos, não porque saiba enfrentar seus medos, e sim porque os ignora.


        Não devemos, por isso, desqualificar a impetuosidade dessas pessoas. Há muita pulsão de vida, muita vontade de não ficar à margem dos acontecimentos – e também uma boa dose de generosidade – nesses que pulam no abismo para tentar salvar alguém que está caindo. Morrerá, certamente, junto com aquele que tentou resgatar. Se o temerário não pode ser confundido com o corajoso, várias vezes age por impulsos cegos de generosidade.


        Mas a coragem, a meu ver, exige uma volta a mais no parafuso da impetuosidade. Não se trata de ignorar o perigo, e sim de enfrentá-lo. Enfrentar perigos com cuidado, com astúcia, lançando mão de todos os recursos possíveis diante de uma situação ameaçadora – a isso quero chamar de coragem.


 (Maria Rita Kehl, “Medo e coragem”, Revista E. Disponível em: https://www.sescsp.org.br/editorial/sobreacoragem/. Adaptado)

Assinale a alternativa que apresenta informação correta a respeito do emprego de sinais de pontuação no texto.
Alternativas
Q3428971 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.

Texto 2

A reciclagem no Brasil atingiu 8% do total de resíduos sólidos urbanos com o trabalho de catadores informais, de acordo com o Panorama dos Resíduos Sólidos de 2024, lançado nesta semana. O estudo elaborado pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema) reúne dados de 2023 e aponta que o Brasil produziu quase 81 milhões de toneladas de resíduos no ano passado, o que dá 382 quilos por brasileiro por ano. Em 2022, o relatório calculou que o país reciclou 4% de seus resíduos a partir de dados da coleta seletiva dos municípios. Ao incluir dados dos materiais encaminhados pela indústria recicladora também por catadores autônomos, o Panorama 2024 chegou à taxa de 8,3%. Isso quer dizer que, em 2023, 6,7 milhões de toneladas de resíduos como plástico, vidro, metais e papelão foram enviados para a reciclagem no país


Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/12/reciclagem-de-residuos-chega-a-8-no-pais-com-trabalho-informal-aponta-estudo.shtml>
Acesso em: 26 dez. 2024. [Adaptado].
No segmento “resíduos como plástico, vidro, metais e papelão”, a palavra ‘resíduos’ atua como um 
Alternativas
Q3428970 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.

Texto 2

A reciclagem no Brasil atingiu 8% do total de resíduos sólidos urbanos com o trabalho de catadores informais, de acordo com o Panorama dos Resíduos Sólidos de 2024, lançado nesta semana. O estudo elaborado pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema) reúne dados de 2023 e aponta que o Brasil produziu quase 81 milhões de toneladas de resíduos no ano passado, o que dá 382 quilos por brasileiro por ano. Em 2022, o relatório calculou que o país reciclou 4% de seus resíduos a partir de dados da coleta seletiva dos municípios. Ao incluir dados dos materiais encaminhados pela indústria recicladora também por catadores autônomos, o Panorama 2024 chegou à taxa de 8,3%. Isso quer dizer que, em 2023, 6,7 milhões de toneladas de resíduos como plástico, vidro, metais e papelão foram enviados para a reciclagem no país


Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/12/reciclagem-de-residuos-chega-a-8-no-pais-com-trabalho-informal-aponta-estudo.shtml>
Acesso em: 26 dez. 2024. [Adaptado].
No último período do texto, o pronome ‘isso’ é um elemento coesivo
Alternativas
Q3428967 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.

Texto 2

A reciclagem no Brasil atingiu 8% do total de resíduos sólidos urbanos com o trabalho de catadores informais, de acordo com o Panorama dos Resíduos Sólidos de 2024, lançado nesta semana. O estudo elaborado pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema) reúne dados de 2023 e aponta que o Brasil produziu quase 81 milhões de toneladas de resíduos no ano passado, o que dá 382 quilos por brasileiro por ano. Em 2022, o relatório calculou que o país reciclou 4% de seus resíduos a partir de dados da coleta seletiva dos municípios. Ao incluir dados dos materiais encaminhados pela indústria recicladora também por catadores autônomos, o Panorama 2024 chegou à taxa de 8,3%. Isso quer dizer que, em 2023, 6,7 milhões de toneladas de resíduos como plástico, vidro, metais e papelão foram enviados para a reciclagem no país


Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/12/reciclagem-de-residuos-chega-a-8-no-pais-com-trabalho-informal-aponta-estudo.shtml>
Acesso em: 26 dez. 2024. [Adaptado].
O tema transversal do excerto acima é
Alternativas
Q3428966 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.

Texto 1

No avião, ouço a voz da comissária: "Senhores passageiros, estamos próximos à decolagem." Oba! Finalmente vou descobrir onde fica a decolagem. Deve ser um lugar, porque, segundo a moça, estamos próximos dela. Já reparei que, ao levantar voo no Santos Dumont para São Paulo, o avião rola de mansinho pela pista, acelera e, quando passa pela Escola Naval, decola. Se a decolagem é um lugar, significa que esse lugar é ali, diante da antiga ilha onde, em 1555, Villegagnon tentou construir a França Antártica. Isso justificaria a frase "Estamos próximos à decolagem".

Mas, e se a decolagem não for um lugar, e sim uma ação? Mais correto, então, seria dizer "Dentro de instantes iremos decolar". Ou "Estamos perto de decolar". Isso obrigaria, no entanto, ao uso de uma palavra que está se despedindo da língua, como se seu significado tivesse se exaurido. A palavra é "perto". As pessoas agora dizem "Estou próximo de sair", não "perto de sair", "Estou próximo de conseguir emprego", não "perto de conseguir emprego".

Disponível em:
<https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2024/12/palavras-emagonia.shtml>. Acesso em 26 dez. 2024. [Adaptado].
Em “Estamos próximos à decolagem”, a crase é marcada por meio do acento gráfico
Alternativas
Q3428964 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.

Texto 1

No avião, ouço a voz da comissária: "Senhores passageiros, estamos próximos à decolagem." Oba! Finalmente vou descobrir onde fica a decolagem. Deve ser um lugar, porque, segundo a moça, estamos próximos dela. Já reparei que, ao levantar voo no Santos Dumont para São Paulo, o avião rola de mansinho pela pista, acelera e, quando passa pela Escola Naval, decola. Se a decolagem é um lugar, significa que esse lugar é ali, diante da antiga ilha onde, em 1555, Villegagnon tentou construir a França Antártica. Isso justificaria a frase "Estamos próximos à decolagem".

Mas, e se a decolagem não for um lugar, e sim uma ação? Mais correto, então, seria dizer "Dentro de instantes iremos decolar". Ou "Estamos perto de decolar". Isso obrigaria, no entanto, ao uso de uma palavra que está se despedindo da língua, como se seu significado tivesse se exaurido. A palavra é "perto". As pessoas agora dizem "Estou próximo de sair", não "perto de sair", "Estou próximo de conseguir emprego", não "perto de conseguir emprego".

Disponível em:
<https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2024/12/palavras-emagonia.shtml>. Acesso em 26 dez. 2024. [Adaptado].
Neste excerto apresentado predomina a tipologia textual
Alternativas
Q3428963 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.

Texto 1

No avião, ouço a voz da comissária: "Senhores passageiros, estamos próximos à decolagem." Oba! Finalmente vou descobrir onde fica a decolagem. Deve ser um lugar, porque, segundo a moça, estamos próximos dela. Já reparei que, ao levantar voo no Santos Dumont para São Paulo, o avião rola de mansinho pela pista, acelera e, quando passa pela Escola Naval, decola. Se a decolagem é um lugar, significa que esse lugar é ali, diante da antiga ilha onde, em 1555, Villegagnon tentou construir a França Antártica. Isso justificaria a frase "Estamos próximos à decolagem".

Mas, e se a decolagem não for um lugar, e sim uma ação? Mais correto, então, seria dizer "Dentro de instantes iremos decolar". Ou "Estamos perto de decolar". Isso obrigaria, no entanto, ao uso de uma palavra que está se despedindo da língua, como se seu significado tivesse se exaurido. A palavra é "perto". As pessoas agora dizem "Estou próximo de sair", não "perto de sair", "Estou próximo de conseguir emprego", não "perto de conseguir emprego".

Disponível em:
<https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2024/12/palavras-emagonia.shtml>. Acesso em 26 dez. 2024. [Adaptado].
Segundo suas características linguageiras, o texto pertence ao gênero
Alternativas
Q3428962 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.

Texto 1

No avião, ouço a voz da comissária: "Senhores passageiros, estamos próximos à decolagem." Oba! Finalmente vou descobrir onde fica a decolagem. Deve ser um lugar, porque, segundo a moça, estamos próximos dela. Já reparei que, ao levantar voo no Santos Dumont para São Paulo, o avião rola de mansinho pela pista, acelera e, quando passa pela Escola Naval, decola. Se a decolagem é um lugar, significa que esse lugar é ali, diante da antiga ilha onde, em 1555, Villegagnon tentou construir a França Antártica. Isso justificaria a frase "Estamos próximos à decolagem".

Mas, e se a decolagem não for um lugar, e sim uma ação? Mais correto, então, seria dizer "Dentro de instantes iremos decolar". Ou "Estamos perto de decolar". Isso obrigaria, no entanto, ao uso de uma palavra que está se despedindo da língua, como se seu significado tivesse se exaurido. A palavra é "perto". As pessoas agora dizem "Estou próximo de sair", não "perto de sair", "Estou próximo de conseguir emprego", não "perto de conseguir emprego".

Disponível em:
<https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2024/12/palavras-emagonia.shtml>. Acesso em 26 dez. 2024. [Adaptado].
No texto, a mudança linguística é tratada por meio de uma
Alternativas
Q3428574 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.

Texto 1

No avião, ouço a voz da comissária: "Senhores passageiros, estamos próximos à decolagem." Oba! Finalmente vou descobrir onde fica a decolagem. Deve ser um lugar, porque, segundo a moça, estamos próximos dela. Já reparei que, ao levantar voo no Santos Dumont para São Paulo, o avião rola de mansinho pela pista, acelera e, quando passa pela Escola Naval, decola. Se a decolagem é um lugar, significa que esse lugar é ali, diante da antiga ilha onde, em 1555, Villegagnon tentou construir a França Antártica. Isso justificaria a frase "Estamos próximos à decolagem".

Mas, e se a decolagem não for um lugar, e sim uma ação? Mais correto, então, seria dizer "Dentro de instantes iremos decolar". Ou "Estamos perto de decolar". Isso obrigaria, no entanto, ao uso de uma palavra que está se despedindo da língua, como se seu significado tivesse se exaurido. A palavra é "perto". As pessoas agora dizem "Estou próximo de sair", não "perto de sair", "Estou próximo de conseguir emprego", não "perto de conseguir emprego".

Disponível em:
<https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2024/12/palavras-emagonia.shtml>. Acesso em 26 dez. 2024. [Adaptado].
O uso de aspas duplas no primeiro período de texto devese ao recurso de 
Alternativas
Q3428563 Português
Marque a alternativa em que TODAS as palavras estão divididas corretamente: 
Alternativas
Q3428562 Português
Na frase “Quando poderei descansar?”, qual é a sua pontuação?
Alternativas
Q3428561 Português
Assinale a alternativa em que as palavras têm o significado contrário uma da outra: 
Alternativas
Q3428560 Português
Texto para a questão

Tal como a chuva caída
Fecunda a terra, no estio,
Para fecundar a vida
O trabalho se inventou.

Feliz quem pode, orgulhoso,
Dizer: “Nunca fui vadio:
E, se hoje sou venturoso,
Devo ao trabalho o que sou!”

É preciso, desde a infância,
Ir preparando o futuro;
Para chegar à abundância,
É preciso trabalhar.
Não nasce a planta perfeita,
Não nasce o fruto maduro;
E, para ter a colheita,
É preciso semear...
Olavo Bilac:
https://www.pensador.com/versos_do_dia_do_trabalho/

Na frase do texto “Para chegar à abundância é preciso trabalhar”, qual palavra pode ser usada no lugar da palavra abundância para a frase continuar com o MESMO significado? 
Alternativas
Respostas
30441: A
30442: C
30443: D
30444: A
30445: B
30446: A
30447: C
30448: D
30449: B
30450: A
30451: B
30452: A
30453: B
30454: C
30455: D
30456: A
30457: C
30458: B
30459: C
30460: D