Questões de Concurso Comentadas sobre português
Foram encontradas 196.610 questões
Leia o texto abaixo e assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas, conforme regras ortográficas.
“As tinas estavam abandonadas; os coradouros despidos. Tabuleiros e tabuleiros de roupa engomada saiam das casinhas, carregados na maior parte pelos filhos das próprias lavadeiras que se mostravam agora quase todas de fato limpo; os casaquinhos brancos avultavam por cima das saias de chita de cor. Desprezavam-se os grandes ______________ de palha e os aventais de aniagem; agora as portuguesas tinham na cabeça um lenço novo de ramagens vistosas e as brasileiras haviam penteado o cabelo e pregado nos cachos negros um ramalhete de dois vinténs; aquelas trancavam no ombro _________ de lã vermelha, e estas de crochê, de um amarelo desbotado. Viam-se homens de corpo nu, jogando a placa, com grande __________. Um grupo de italianos, assentado debaixo de uma árvore, conversava ruidosamente, fumando cachimbo. Mulheres ensaboavam os filhos pequenos debaixo da bica, muito zangadas, a darem-lhes murros, a praguejar, e as crianças berravam, de olhos fechados, esperneando. A casa da Machona estava num __________, porque a família ia sair a passeio; a velha gritava, gritava Nenen, gritava o Agostinho. De muitas outras saiam cantos ou sons de instrumentos; ouviam-se harmônicas e ouviam-se guitarras, cuja discreta melodia era de vez em quando interrompida por um ronco forte de trombone.”
(Fonte:http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1723)
A Terceira Margem do Rio (trecho)
Meu pai era homem cumpridor, ordeiro, positivo. Um dia, sem que ninguém soubesse por quê, mandou fazer uma canoa. Canoa feita, desceu ao rio e nela entrou, remando para o meio. E não voltou mais. Ficou ali, no meio do rio, morando na canoa.
A gente, primeiro, pensou que ele ia e voltava. Mas não. Ele ficava lá, no meio do rio, sem se afastar nem se aproximar da margem.
Minha mãe chorava, rezava. Nós, filhos, ficávamos sem saber o que fazer. O povo da redondeza vinha ver, comentar, dar conselho. Mas meu pai não saía da canoa.
Passaram-se anos. Meu pai envelheceu na canoa. Nós crescemos, casamos, tivemos filhos. E ele lá, sempre no meio do rio, sem dizer palavra, sem dar sinal.
(João Guimarães Rosa, in Primeiras Estórias, 1962; adaptado)
A Terceira Margem do Rio (trecho)
Meu pai era homem cumpridor, ordeiro, positivo. Um dia, sem que ninguém soubesse por quê, mandou fazer uma canoa. Canoa feita, desceu ao rio e nela entrou, remando para o meio. E não voltou mais. Ficou ali, no meio do rio, morando na canoa.
A gente, primeiro, pensou que ele ia e voltava. Mas não. Ele ficava lá, no meio do rio, sem se afastar nem se aproximar da margem.
Minha mãe chorava, rezava. Nós, filhos, ficávamos sem saber o que fazer. O povo da redondeza vinha ver, comentar, dar conselho. Mas meu pai não saía da canoa.
Passaram-se anos. Meu pai envelheceu na canoa. Nós crescemos, casamos, tivemos filhos. E ele lá, sempre no meio do rio, sem dizer palavra, sem dar sinal.
(João Guimarães Rosa, in Primeiras Estórias, 1962; adaptado)
Reescrevendo-se com coerência o período acima, de modo a iniciá-lo por A impunidade ameaçava ser eterna, o enunciado complementar devera ser
Sem prejuízo para a correção e a coerência, pode-se substituir a expressão sublinhada na frase acima por
As virtudes inatas dessa liderança singular refundariam as instituições suprimidas.
O sentido básico, a coesão e a coerência da frase acima estão preservados nesta outra redação: