Questões de Concurso Comentadas sobre português

Questões Discursivas

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Q3468619 Português
De acordo com Irandé Antunes (2003), exemplificam as etapas de planejamento, escrita e reescrita de um texto, correta e respectivamente, as ações:
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Q3468618 Português
De acordo com Marcuschi (em Dionísio, A. P.; Machado, A. R. & Bezerra, M. A. [orgs.] Gêneros textuais & ensino, 2002), os gêneros textuais caracterizam-se por
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Q3468617 Português
No Currículo do Ensino Fundamental II de Itatiba, a habilidade EF9PLPT05 diz respeito a “Reconhecer em textos literários valores éticos e estéticos que neles circulam e o papel que possuem na construção dos sentidos.” Quando se considera a materialidade linguística, os valores estéticos estão diretamente relacionados
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Q3468611 Português
Leia o poema de Mario Quintana para responder à questão.


Da contradição


Se te contradisseste e acusam-te... sorri.
Pois nada houve, em realidade.
Teu pensamento é que chegou, por si,
Ao outro polo da verdade.


(Mario Quintana. Espelho Mágico)
Com base no conceito de conhecimento linguístico exposto por Koch e Elias (2011), se a interlocução fosse alterada de “Tu” para “Você”, o primeiro verso do poema assumiria, de acordo com a norma-padrão, a seguinte forma:
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Q3468610 Português
Leia o poema de Mario Quintana para responder à questão.


Da contradição


Se te contradisseste e acusam-te... sorri.
Pois nada houve, em realidade.
Teu pensamento é que chegou, por si,
Ao outro polo da verdade.


(Mario Quintana. Espelho Mágico)
A habilidade (EF69LP44) do Currículo do Ensino Fundamental II de Itatiba diz respeito a “Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo, em textos literários [...]”. Com base nela, é correto afirmar que o eu lírico do poema 
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Q3468609 Português
Leia o texto para responder à questão.


A República em transformação


    Em um célebre ensaio publicado em 1924, quando esta República ainda pelejava para se firmar como tal, Alceu Amoroso Lima escreveu que “o Brasil se formara às avessas”. Na visão do escritor e crítico literário, este é um país peculiar, pois “tivera Coroa, antes de ter Povo. Tivera Parlamentarismo, antes de ter eleições. Tivera escolas superiores, antes de ter educação popular. Tivera bancos, antes de ter economias. Tivera conceito exterior, antes de ter consciência interna”. O Brasil, em suma, “começara pelo fim”.

    Um século depois, a reflexão do “Tristão de Ataíde” segue tão instigante como decerto era quando veio a público pela primeira vez. Sua atualidade é permanente, pois está amparada por sólida base factual. Ademais, serve como um convite aos leitores para que observem criticamente o modelo institucional e as estruturas de poder político adotadas no Brasil, vis-à-vis* as de outros países mais desenvolvidos, não raro resultantes de longos processos de construção da base para o topo, ou seja, que contaram com uma efetiva participação popular.

    O que se discute é a aptidão do Estado, vale dizer, do poder político institucional, para atender aos justos anseios dos cidadãos por liberdade, igualdade de todos perante a lei e oportunidades de crescimento individual, condição indispensável para o desenvolvimento coletivo da Nação.


(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 15.03.2025. Adaptado)
A habilidade EF08LP04A do Currículo Paulista: ensino fundamental (2019) prevê “Identificar aspectos linguísticos e gramaticais (ortografia, regências e concordâncias nominal e verbal, modos e tempos verbais, pontuação, acentuação, hifenização, estilo etc.) em funcionamento em um texto.” Com base nela, é correto concluir que o verbo destacado expressa a ideia de uma ação no passado anterior a outra ação no passado em:
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Q3468608 Português
Leia o texto para responder à questão.


A República em transformação


    Em um célebre ensaio publicado em 1924, quando esta República ainda pelejava para se firmar como tal, Alceu Amoroso Lima escreveu que “o Brasil se formara às avessas”. Na visão do escritor e crítico literário, este é um país peculiar, pois “tivera Coroa, antes de ter Povo. Tivera Parlamentarismo, antes de ter eleições. Tivera escolas superiores, antes de ter educação popular. Tivera bancos, antes de ter economias. Tivera conceito exterior, antes de ter consciência interna”. O Brasil, em suma, “começara pelo fim”.

    Um século depois, a reflexão do “Tristão de Ataíde” segue tão instigante como decerto era quando veio a público pela primeira vez. Sua atualidade é permanente, pois está amparada por sólida base factual. Ademais, serve como um convite aos leitores para que observem criticamente o modelo institucional e as estruturas de poder político adotadas no Brasil, vis-à-vis* as de outros países mais desenvolvidos, não raro resultantes de longos processos de construção da base para o topo, ou seja, que contaram com uma efetiva participação popular.

    O que se discute é a aptidão do Estado, vale dizer, do poder político institucional, para atender aos justos anseios dos cidadãos por liberdade, igualdade de todos perante a lei e oportunidades de crescimento individual, condição indispensável para o desenvolvimento coletivo da Nação.


(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 15.03.2025. Adaptado)
De acordo com Koch e Elias (Ler e compreender: os sentidos do texto. 2011), na passagem do 2° parágrafo – Sua atualidade é permanente, pois está amparada por sólida base factual. Ademais, serve como um convite aos leitores para que observem criticamente o modelo institucional... –, as expressões destacadas estabelecem relações sequenciais no texto, respectivamente, com sentidos de:
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Q3468607 Português
Leia o texto para responder à questão.


A República em transformação


    Em um célebre ensaio publicado em 1924, quando esta República ainda pelejava para se firmar como tal, Alceu Amoroso Lima escreveu que “o Brasil se formara às avessas”. Na visão do escritor e crítico literário, este é um país peculiar, pois “tivera Coroa, antes de ter Povo. Tivera Parlamentarismo, antes de ter eleições. Tivera escolas superiores, antes de ter educação popular. Tivera bancos, antes de ter economias. Tivera conceito exterior, antes de ter consciência interna”. O Brasil, em suma, “começara pelo fim”.

    Um século depois, a reflexão do “Tristão de Ataíde” segue tão instigante como decerto era quando veio a público pela primeira vez. Sua atualidade é permanente, pois está amparada por sólida base factual. Ademais, serve como um convite aos leitores para que observem criticamente o modelo institucional e as estruturas de poder político adotadas no Brasil, vis-à-vis* as de outros países mais desenvolvidos, não raro resultantes de longos processos de construção da base para o topo, ou seja, que contaram com uma efetiva participação popular.

    O que se discute é a aptidão do Estado, vale dizer, do poder político institucional, para atender aos justos anseios dos cidadãos por liberdade, igualdade de todos perante a lei e oportunidades de crescimento individual, condição indispensável para o desenvolvimento coletivo da Nação.


(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 15.03.2025. Adaptado)
De acordo com Angela Kleiman (Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura, 1993), “outros tipos de pistas que o autor deixa no texto para ajudar a reconstruir seu quadro referencial são aquelas que constituem a modalização do texto”. Constitui exemplo de modalização, conforme definição da autora, o termo destacado em:
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Q3468606 Português
Leia o texto para responder à questão.


A República em transformação


    Em um célebre ensaio publicado em 1924, quando esta República ainda pelejava para se firmar como tal, Alceu Amoroso Lima escreveu que “o Brasil se formara às avessas”. Na visão do escritor e crítico literário, este é um país peculiar, pois “tivera Coroa, antes de ter Povo. Tivera Parlamentarismo, antes de ter eleições. Tivera escolas superiores, antes de ter educação popular. Tivera bancos, antes de ter economias. Tivera conceito exterior, antes de ter consciência interna”. O Brasil, em suma, “começara pelo fim”.

    Um século depois, a reflexão do “Tristão de Ataíde” segue tão instigante como decerto era quando veio a público pela primeira vez. Sua atualidade é permanente, pois está amparada por sólida base factual. Ademais, serve como um convite aos leitores para que observem criticamente o modelo institucional e as estruturas de poder político adotadas no Brasil, vis-à-vis* as de outros países mais desenvolvidos, não raro resultantes de longos processos de construção da base para o topo, ou seja, que contaram com uma efetiva participação popular.

    O que se discute é a aptidão do Estado, vale dizer, do poder político institucional, para atender aos justos anseios dos cidadãos por liberdade, igualdade de todos perante a lei e oportunidades de crescimento individual, condição indispensável para o desenvolvimento coletivo da Nação.


(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 15.03.2025. Adaptado)
Na passagem do 1° parágrafo – Em um célebre ensaio publicado em 1924, quando esta República ainda pelejava para se firmar como tal, Alceu Amoroso Lima escreveu que “o Brasil se formara às avessas”. –, constata-se a intertextualidade
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Q3468605 Português
Leia o texto para responder à questão.


A República em transformação


    Em um célebre ensaio publicado em 1924, quando esta República ainda pelejava para se firmar como tal, Alceu Amoroso Lima escreveu que “o Brasil se formara às avessas”. Na visão do escritor e crítico literário, este é um país peculiar, pois “tivera Coroa, antes de ter Povo. Tivera Parlamentarismo, antes de ter eleições. Tivera escolas superiores, antes de ter educação popular. Tivera bancos, antes de ter economias. Tivera conceito exterior, antes de ter consciência interna”. O Brasil, em suma, “começara pelo fim”.

    Um século depois, a reflexão do “Tristão de Ataíde” segue tão instigante como decerto era quando veio a público pela primeira vez. Sua atualidade é permanente, pois está amparada por sólida base factual. Ademais, serve como um convite aos leitores para que observem criticamente o modelo institucional e as estruturas de poder político adotadas no Brasil, vis-à-vis* as de outros países mais desenvolvidos, não raro resultantes de longos processos de construção da base para o topo, ou seja, que contaram com uma efetiva participação popular.

    O que se discute é a aptidão do Estado, vale dizer, do poder político institucional, para atender aos justos anseios dos cidadãos por liberdade, igualdade de todos perante a lei e oportunidades de crescimento individual, condição indispensável para o desenvolvimento coletivo da Nação.


(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 15.03.2025. Adaptado)
Para Marisa Lajolo, “Ler não é decifrar, como num jogo de adivinhações, o sentido de um texto. É, a partir do texto, ser capaz de atribuir-lhe significado...”
(Em: João Wanderley Geraldi [org.], O texto na sala de aula, 1997)

Em um processo de leitura do texto, um significado coerente com as informações apresentadas é:
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Q3468604 Português
De acordo com Dolz, Noverraz e Schneuwly (em Gêneros orais e escritos na escola. 2004), trata-se de gêneros do agrupamento “transmitir conhecimentos” previstos para o último ciclo do ensino fundamental: 
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Q3468603 Português
Leia a tira para responder à questão.


Q31_34.png (665×241)


(Bill Waterson, “O Melhor de Calvin”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 16.04.2025)
De acordo com Bortoni-Ricardo (Stella Maris Bortoni- -Ricardo, Educação em língua materna: a sociolinguística na sala de aula, 2004), “As vogais /i/, /u/, /e/. /o/ e /a/ podem, também, ressoar pelo nariz, ou seja, pela cavidade nasal. Nesse caso, são chamadas vogais nasais.” O fenômeno descrito ocorre na palavra:
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Q3468602 Português
Leia a tira para responder à questão.


Q31_34.png (665×241)


(Bill Waterson, “O Melhor de Calvin”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 16.04.2025)
A habilidade EF06LP12 do Currículo Paulista: ensino fundamental (2019) prevê que os alunos utilizem, “ao produzir textos em diferentes gêneros, recursos de coesão referencial (nomes e pronomes)”. Com base nessa informação, os alunos devem reconhecer que, na frase “Chegou a carta que eu escrevi a mim mesmo!”, os termos destacados expressam sentido de
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Q3468601 Português
Leia a tira para responder à questão.


Q31_34.png (665×241)


(Bill Waterson, “O Melhor de Calvin”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 16.04.2025)
De acordo com Koch e Elias (Ler e compreender: os sentidos do texto. 2011), na oração “O que você diz nela?”, os pronomes “você” e “ela” são classificados, correta e respectivamente, como:
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Q3468487 Português
Texto 1A1

        A Escola de Palo Alto, grupo formado por pesquisadores que se reuniram na década de 1950 para estudar o fenômeno da comunicação humana, definiu alguns axiomas básicos da comunicação.

        Um dos axiomas apresentados pelo grupo de pesquisadores é o de que toda comunicação tem um aspecto de conteúdo e um aspecto relacional. Nesse sentido, é comum a percepção de sutilezas na forma como o outro nos passa alguma mensagem. Um exemplo corriqueiro é a situação na qual alguém diz “sim”, mas, na verdade, está querendo dizer “não”. O indivíduo tem inúmeras formas de mostrar que a negativa é mais verdadeira do que a mera palavra “sim”, o que significa que a comunicação envolve muito mais do que seu mero conteúdo.

        O entendimento do contexto relacional é fundamental para uma melhor compreensão da comunicação: sem a devida consideração do contexto relacional dos interlocutores, não é possível compreender a mensagem. A interpretação de ironias e cinismo, por exemplo, depende disso. São duas formas comuns e corriqueiras de comunicação que se manifestam justamente por meio de maneiras invertidas de explicitar conteúdos. Nessas formas de comunicação, o “sim” quer dizer “não”, o “bonito” quer dizer “feio”, e assim por diante. Essas colocações podem denotar inimizade entre os interlocutores ou apenas uma piada, conforme o contexto relacional.

        Outro axioma diz respeito ao fato de que a natureza da relação depende de sequências de comunicação prévias estabelecidas pelos comunicantes. Os diversos modos de comunicação são apreendidos ao longo das histórias de vida de cada sujeito e influenciam a maneira como cada um age em relação aos demais. As bagagens apreendidas por cada comunicador influenciam a forma como vão se comunicar um com o outro no momento presente, pois os predispõem a um conjunto maior de sinais e mensagens, que serão interpretados e compartilhados por ambos. Os aspectos relacionais entre os interlocutores, bem como o entendimento sobre o que é dito, são historicamente determinados por interações prévias entre ambos e por padrões culturais definidos.

        Isso é conspícuo quando observamos pessoas que já se conhecem muito bem e que possuem história prévia de entendimento e boa comunicação. Um casal que vive junto há algum tempo, por exemplo, é capaz de reconhecer, mesmo de longe, quando o cônjuge está gostando de uma festa, ou quando está incomodado e querendo ir embora. Prescindindo de linguagem oral, são capazes de reconhecer os sinais no outro que expressam opiniões e posicionamentos.

Internet:<unasus.unifesp.br>  (com adaptações). 
A correção gramatical do quarto parágrafo do texto 1A1, no que concerne à concordância verbal e nominal, seria mantida caso se substituísse  
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Q3468484 Português
Texto 1A1

        A Escola de Palo Alto, grupo formado por pesquisadores que se reuniram na década de 1950 para estudar o fenômeno da comunicação humana, definiu alguns axiomas básicos da comunicação.

        Um dos axiomas apresentados pelo grupo de pesquisadores é o de que toda comunicação tem um aspecto de conteúdo e um aspecto relacional. Nesse sentido, é comum a percepção de sutilezas na forma como o outro nos passa alguma mensagem. Um exemplo corriqueiro é a situação na qual alguém diz “sim”, mas, na verdade, está querendo dizer “não”. O indivíduo tem inúmeras formas de mostrar que a negativa é mais verdadeira do que a mera palavra “sim”, o que significa que a comunicação envolve muito mais do que seu mero conteúdo.

        O entendimento do contexto relacional é fundamental para uma melhor compreensão da comunicação: sem a devida consideração do contexto relacional dos interlocutores, não é possível compreender a mensagem. A interpretação de ironias e cinismo, por exemplo, depende disso. São duas formas comuns e corriqueiras de comunicação que se manifestam justamente por meio de maneiras invertidas de explicitar conteúdos. Nessas formas de comunicação, o “sim” quer dizer “não”, o “bonito” quer dizer “feio”, e assim por diante. Essas colocações podem denotar inimizade entre os interlocutores ou apenas uma piada, conforme o contexto relacional.

        Outro axioma diz respeito ao fato de que a natureza da relação depende de sequências de comunicação prévias estabelecidas pelos comunicantes. Os diversos modos de comunicação são apreendidos ao longo das histórias de vida de cada sujeito e influenciam a maneira como cada um age em relação aos demais. As bagagens apreendidas por cada comunicador influenciam a forma como vão se comunicar um com o outro no momento presente, pois os predispõem a um conjunto maior de sinais e mensagens, que serão interpretados e compartilhados por ambos. Os aspectos relacionais entre os interlocutores, bem como o entendimento sobre o que é dito, são historicamente determinados por interações prévias entre ambos e por padrões culturais definidos.

        Isso é conspícuo quando observamos pessoas que já se conhecem muito bem e que possuem história prévia de entendimento e boa comunicação. Um casal que vive junto há algum tempo, por exemplo, é capaz de reconhecer, mesmo de longe, quando o cônjuge está gostando de uma festa, ou quando está incomodado e querendo ir embora. Prescindindo de linguagem oral, são capazes de reconhecer os sinais no outro que expressam opiniões e posicionamentos.

Internet:<unasus.unifesp.br>  (com adaptações). 
A correção gramatical e o sentido do texto 1A1 seriam mantidos caso os dois-pontos empregados no primeiro período do terceiro parágrafo fossem substituídos por vírgula e a esta se seguisse  
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Q3468481 Português
Texto 1A1

        A Escola de Palo Alto, grupo formado por pesquisadores que se reuniram na década de 1950 para estudar o fenômeno da comunicação humana, definiu alguns axiomas básicos da comunicação.

        Um dos axiomas apresentados pelo grupo de pesquisadores é o de que toda comunicação tem um aspecto de conteúdo e um aspecto relacional. Nesse sentido, é comum a percepção de sutilezas na forma como o outro nos passa alguma mensagem. Um exemplo corriqueiro é a situação na qual alguém diz “sim”, mas, na verdade, está querendo dizer “não”. O indivíduo tem inúmeras formas de mostrar que a negativa é mais verdadeira do que a mera palavra “sim”, o que significa que a comunicação envolve muito mais do que seu mero conteúdo.

        O entendimento do contexto relacional é fundamental para uma melhor compreensão da comunicação: sem a devida consideração do contexto relacional dos interlocutores, não é possível compreender a mensagem. A interpretação de ironias e cinismo, por exemplo, depende disso. São duas formas comuns e corriqueiras de comunicação que se manifestam justamente por meio de maneiras invertidas de explicitar conteúdos. Nessas formas de comunicação, o “sim” quer dizer “não”, o “bonito” quer dizer “feio”, e assim por diante. Essas colocações podem denotar inimizade entre os interlocutores ou apenas uma piada, conforme o contexto relacional.

        Outro axioma diz respeito ao fato de que a natureza da relação depende de sequências de comunicação prévias estabelecidas pelos comunicantes. Os diversos modos de comunicação são apreendidos ao longo das histórias de vida de cada sujeito e influenciam a maneira como cada um age em relação aos demais. As bagagens apreendidas por cada comunicador influenciam a forma como vão se comunicar um com o outro no momento presente, pois os predispõem a um conjunto maior de sinais e mensagens, que serão interpretados e compartilhados por ambos. Os aspectos relacionais entre os interlocutores, bem como o entendimento sobre o que é dito, são historicamente determinados por interações prévias entre ambos e por padrões culturais definidos.

        Isso é conspícuo quando observamos pessoas que já se conhecem muito bem e que possuem história prévia de entendimento e boa comunicação. Um casal que vive junto há algum tempo, por exemplo, é capaz de reconhecer, mesmo de longe, quando o cônjuge está gostando de uma festa, ou quando está incomodado e querendo ir embora. Prescindindo de linguagem oral, são capazes de reconhecer os sinais no outro que expressam opiniões e posicionamentos.

Internet:<unasus.unifesp.br>  (com adaptações). 
Os aspectos conteudísticos e relacionais da comunicação, segundo o texto 1A1, 
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Q3468480 Português
Texto 1A1

        A Escola de Palo Alto, grupo formado por pesquisadores que se reuniram na década de 1950 para estudar o fenômeno da comunicação humana, definiu alguns axiomas básicos da comunicação.

        Um dos axiomas apresentados pelo grupo de pesquisadores é o de que toda comunicação tem um aspecto de conteúdo e um aspecto relacional. Nesse sentido, é comum a percepção de sutilezas na forma como o outro nos passa alguma mensagem. Um exemplo corriqueiro é a situação na qual alguém diz “sim”, mas, na verdade, está querendo dizer “não”. O indivíduo tem inúmeras formas de mostrar que a negativa é mais verdadeira do que a mera palavra “sim”, o que significa que a comunicação envolve muito mais do que seu mero conteúdo.

        O entendimento do contexto relacional é fundamental para uma melhor compreensão da comunicação: sem a devida consideração do contexto relacional dos interlocutores, não é possível compreender a mensagem. A interpretação de ironias e cinismo, por exemplo, depende disso. São duas formas comuns e corriqueiras de comunicação que se manifestam justamente por meio de maneiras invertidas de explicitar conteúdos. Nessas formas de comunicação, o “sim” quer dizer “não”, o “bonito” quer dizer “feio”, e assim por diante. Essas colocações podem denotar inimizade entre os interlocutores ou apenas uma piada, conforme o contexto relacional.

        Outro axioma diz respeito ao fato de que a natureza da relação depende de sequências de comunicação prévias estabelecidas pelos comunicantes. Os diversos modos de comunicação são apreendidos ao longo das histórias de vida de cada sujeito e influenciam a maneira como cada um age em relação aos demais. As bagagens apreendidas por cada comunicador influenciam a forma como vão se comunicar um com o outro no momento presente, pois os predispõem a um conjunto maior de sinais e mensagens, que serão interpretados e compartilhados por ambos. Os aspectos relacionais entre os interlocutores, bem como o entendimento sobre o que é dito, são historicamente determinados por interações prévias entre ambos e por padrões culturais definidos.

        Isso é conspícuo quando observamos pessoas que já se conhecem muito bem e que possuem história prévia de entendimento e boa comunicação. Um casal que vive junto há algum tempo, por exemplo, é capaz de reconhecer, mesmo de longe, quando o cônjuge está gostando de uma festa, ou quando está incomodado e querendo ir embora. Prescindindo de linguagem oral, são capazes de reconhecer os sinais no outro que expressam opiniões e posicionamentos.

Internet:<unasus.unifesp.br>  (com adaptações). 
De acordo com o texto 1A1, a Escola de Palo Alto 
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Q3468137 Português
Texto CB3A1

        Mil anos atrás, a universidade substituiu o convento no papel de gerador do saber de nível superior. Em um tempo em que a educação básica era restrita a poucas pessoas, os conventos serviam para formar adultos interessados em aprofundar o conhecimento em torno dos temas e dogmas da Igreja.

        A ampliação da educação também fez aumentar o número dos que desejavam seguir estudando na idade adulta, mas não queriam ser monges isolados em conventos. O mundo das ideias não pôde esperar, e as universidades surgiram em nome do saber livre, criativo, sem apego a dogmas ou a métodos.

        As universidades são a resposta pós-conventos, ante as novas exigências. Ao longo de mil anos, essa nova instituição sobreviveu ajustando-se às mudanças e exigências do mundo. Mudanças nos métodos de ensino e pesquisa, nos conteúdos da vida intelectual e exigências de novos saberes para entender e mudar o mundo. A universidade evoluiu científica e tecnicamente, departamentalizada, ajustada ao mercado, sempre em movimento, conforme o momento. Mas ela pouco mudou naquelas características básicas surgidas em Bolonha, Paris, Oxford no começo do segundo milênio.

       Para o terceiro milênio, ela deverá mudar, não apenas se ajustando, mas se transformando radicalmente, para atender à nova realidade técnica e às novas exigências que o mundo impõe às ideias.

        O desafio da universidade para as próximas décadas é maior do que mudar, é evoluir. Maior do que reformar, é inventar. Mais do que se ajustar aos tempos atuais, ela precisa inventar uma instituição nova, tão diferente da atual quanto ela foi dos conventos nos tempos da sua origem.

Cristovam Buarque. Universidade e democracia. In: Revista USP, São Paulo, n.º 78, p. 68-77, jun.-ago./2008 (com adaptações).  

A respeito de aspectos linguísticos do texto CB3A1, julgue o item seguinte.  


No trecho “os conventos serviam para formar adultos interessados em aprofundar o conhecimento” (segundo período do primeiro parágrafo), o vocábulo “para” introduz oração que expressa circunstância de consequência.  

Alternativas
Q3468136 Português
Texto CB3A1

        Mil anos atrás, a universidade substituiu o convento no papel de gerador do saber de nível superior. Em um tempo em que a educação básica era restrita a poucas pessoas, os conventos serviam para formar adultos interessados em aprofundar o conhecimento em torno dos temas e dogmas da Igreja.

        A ampliação da educação também fez aumentar o número dos que desejavam seguir estudando na idade adulta, mas não queriam ser monges isolados em conventos. O mundo das ideias não pôde esperar, e as universidades surgiram em nome do saber livre, criativo, sem apego a dogmas ou a métodos.

        As universidades são a resposta pós-conventos, ante as novas exigências. Ao longo de mil anos, essa nova instituição sobreviveu ajustando-se às mudanças e exigências do mundo. Mudanças nos métodos de ensino e pesquisa, nos conteúdos da vida intelectual e exigências de novos saberes para entender e mudar o mundo. A universidade evoluiu científica e tecnicamente, departamentalizada, ajustada ao mercado, sempre em movimento, conforme o momento. Mas ela pouco mudou naquelas características básicas surgidas em Bolonha, Paris, Oxford no começo do segundo milênio.

       Para o terceiro milênio, ela deverá mudar, não apenas se ajustando, mas se transformando radicalmente, para atender à nova realidade técnica e às novas exigências que o mundo impõe às ideias.

        O desafio da universidade para as próximas décadas é maior do que mudar, é evoluir. Maior do que reformar, é inventar. Mais do que se ajustar aos tempos atuais, ela precisa inventar uma instituição nova, tão diferente da atual quanto ela foi dos conventos nos tempos da sua origem.

Cristovam Buarque. Universidade e democracia. In: Revista USP, São Paulo, n.º 78, p. 68-77, jun.-ago./2008 (com adaptações).  

A respeito de aspectos linguísticos do texto CB3A1, julgue o item seguinte.  


Com o emprego do vocábulo “departamentalizada” entre vírgulas (penúltimo período do terceiro parágrafo), o autor do texto faz uma crítica ao caráter estático da universidade. 

Alternativas
Respostas
29621: E
29622: A
29623: C
29624: E
29625: D
29626: B
29627: A
29628: C
29629: E
29630: E
29631: B
29632: C
29633: D
29634: A
29635: A
29636: A
29637: C
29638: D
29639: E
29640: E