Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3480164 Português
Leia o Texto 1 para responder às questão.


Texto 1


Sebastião Salgado, morto nesta sexta-feira, fotografou a mineração e levantes sociais, como a Revolução dos Cravos, em Portugal, bem como a tentativa de assassinato de Ronald Reagan. Para além das lentes, no entanto, ele encontrou na política e no ativismo ambiental outras formas de responder ao mundo à sua volta. Desde 2001, o fotógrafo era Embaixador da Boa Vontade da Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a Infância. O título é dado a pessoas proeminentes de diferentes áreas que ajudam a trazer à tona os desafios que as crianças enfrentam ao redor do mundo.

Sua atuação política, no entanto, vem de muito antes. Ativista de esquerda, Salgado foi parte da Ação Popular no começo de sua militância, nos anos 1960. Já mestre em economia pela Universidade de São Paulo, ele conta que usava a profissão para financiar a luta política. "De tarde, eu trabalhava em uma empresa fazendo um plano econômico para a região leste. Eu era responsável pelo setor de agricultura e fazia um plano dentro dos princípios socialistas. Tudo o que eu ganhava, eu doava para a organização", ele disse à Folha, sem querer especificar a qual grupo dedicava suas finanças, mas afirmando que era um ligado à resistência armada.


Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/05/relembretrajetoria-politica-de-sebastiao-salgado-que-foi-embaixador-daunicef.shtml.> Acesso em: 24 mai. 2025. [Adaptado].
Em “ele disse à Folha”, a crase é marcada graficamente pelo acento
Alternativas
Q3480163 Português
Leia o Texto 1 para responder às questão.


Texto 1


Sebastião Salgado, morto nesta sexta-feira, fotografou a mineração e levantes sociais, como a Revolução dos Cravos, em Portugal, bem como a tentativa de assassinato de Ronald Reagan. Para além das lentes, no entanto, ele encontrou na política e no ativismo ambiental outras formas de responder ao mundo à sua volta. Desde 2001, o fotógrafo era Embaixador da Boa Vontade da Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a Infância. O título é dado a pessoas proeminentes de diferentes áreas que ajudam a trazer à tona os desafios que as crianças enfrentam ao redor do mundo.

Sua atuação política, no entanto, vem de muito antes. Ativista de esquerda, Salgado foi parte da Ação Popular no começo de sua militância, nos anos 1960. Já mestre em economia pela Universidade de São Paulo, ele conta que usava a profissão para financiar a luta política. "De tarde, eu trabalhava em uma empresa fazendo um plano econômico para a região leste. Eu era responsável pelo setor de agricultura e fazia um plano dentro dos princípios socialistas. Tudo o que eu ganhava, eu doava para a organização", ele disse à Folha, sem querer especificar a qual grupo dedicava suas finanças, mas afirmando que era um ligado à resistência armada.


Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/05/relembretrajetoria-politica-de-sebastiao-salgado-que-foi-embaixador-daunicef.shtml.> Acesso em: 24 mai. 2025. [Adaptado].
O segmento “morto nesta sexta-feira” é uma oração reduzida 
Alternativas
Q3480162 Português
Leia o Texto 1 para responder às questão.


Texto 1


Sebastião Salgado, morto nesta sexta-feira, fotografou a mineração e levantes sociais, como a Revolução dos Cravos, em Portugal, bem como a tentativa de assassinato de Ronald Reagan. Para além das lentes, no entanto, ele encontrou na política e no ativismo ambiental outras formas de responder ao mundo à sua volta. Desde 2001, o fotógrafo era Embaixador da Boa Vontade da Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a Infância. O título é dado a pessoas proeminentes de diferentes áreas que ajudam a trazer à tona os desafios que as crianças enfrentam ao redor do mundo.

Sua atuação política, no entanto, vem de muito antes. Ativista de esquerda, Salgado foi parte da Ação Popular no começo de sua militância, nos anos 1960. Já mestre em economia pela Universidade de São Paulo, ele conta que usava a profissão para financiar a luta política. "De tarde, eu trabalhava em uma empresa fazendo um plano econômico para a região leste. Eu era responsável pelo setor de agricultura e fazia um plano dentro dos princípios socialistas. Tudo o que eu ganhava, eu doava para a organização", ele disse à Folha, sem querer especificar a qual grupo dedicava suas finanças, mas afirmando que era um ligado à resistência armada.


Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/05/relembretrajetoria-politica-de-sebastiao-salgado-que-foi-embaixador-daunicef.shtml.> Acesso em: 24 mai. 2025. [Adaptado].
De acordo com o texto, além de sua obra fotográfica e ambiental, Salgado também alcançou fama por
Alternativas
Q3480161 Português
Leia o Texto 1 para responder às questão.


Texto 1


Sebastião Salgado, morto nesta sexta-feira, fotografou a mineração e levantes sociais, como a Revolução dos Cravos, em Portugal, bem como a tentativa de assassinato de Ronald Reagan. Para além das lentes, no entanto, ele encontrou na política e no ativismo ambiental outras formas de responder ao mundo à sua volta. Desde 2001, o fotógrafo era Embaixador da Boa Vontade da Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a Infância. O título é dado a pessoas proeminentes de diferentes áreas que ajudam a trazer à tona os desafios que as crianças enfrentam ao redor do mundo.

Sua atuação política, no entanto, vem de muito antes. Ativista de esquerda, Salgado foi parte da Ação Popular no começo de sua militância, nos anos 1960. Já mestre em economia pela Universidade de São Paulo, ele conta que usava a profissão para financiar a luta política. "De tarde, eu trabalhava em uma empresa fazendo um plano econômico para a região leste. Eu era responsável pelo setor de agricultura e fazia um plano dentro dos princípios socialistas. Tudo o que eu ganhava, eu doava para a organização", ele disse à Folha, sem querer especificar a qual grupo dedicava suas finanças, mas afirmando que era um ligado à resistência armada.


Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/05/relembretrajetoria-politica-de-sebastiao-salgado-que-foi-embaixador-daunicef.shtml.> Acesso em: 24 mai. 2025. [Adaptado].
Por suas características formais e temáticas, o excerto pertence ao gênero textual 
Alternativas
Q3480007 Português

Texto 2


Na hora do lobo


Quando um homem consome a madrugada

rabiscando umas folhas de papel

e ele sabe que a vida é tonelada

oscilando na ponta de um cordel;

ele sabe que o fim de toda estrada

não desagua no inferno nem no céu,

e ele pensa na feira, na empregada,

água e luz, condomínio e aluguel;


Quando um homem fatiga a voz cansada

com palavras da Torre de Babel

e ele entende que a coisa mais amada

se transmuda na coisa mais cruel;


Quando a taça em que bebe está quebrada,

tanto vidro a boiar em tanto fel

e no peito uma dor desatinada

essa dor que é tão nítida e fiel;


Quando um homem de boca tão calada

sente a mente girar num carrossel,

ele escreve através da madrugada

com cuidados de abelha que faz mel:

sua vida, talvez, foi destinada

a salvar estas folhas de papel.


Braulio Tavares, O homem artificial

Nos versos:
“ele entende que a coisa mais amada se transmuda na coisa mais cruel”, a relação no texto poético entre as expressões destacadas revela uma:
Alternativas
Q3480006 Português

Texto 2


Na hora do lobo


Quando um homem consome a madrugada

rabiscando umas folhas de papel

e ele sabe que a vida é tonelada

oscilando na ponta de um cordel;

ele sabe que o fim de toda estrada

não desagua no inferno nem no céu,

e ele pensa na feira, na empregada,

água e luz, condomínio e aluguel;


Quando um homem fatiga a voz cansada

com palavras da Torre de Babel

e ele entende que a coisa mais amada

se transmuda na coisa mais cruel;


Quando a taça em que bebe está quebrada,

tanto vidro a boiar em tanto fel

e no peito uma dor desatinada

essa dor que é tão nítida e fiel;


Quando um homem de boca tão calada

sente a mente girar num carrossel,

ele escreve através da madrugada

com cuidados de abelha que faz mel:

sua vida, talvez, foi destinada

a salvar estas folhas de papel.


Braulio Tavares, O homem artificial

Nos dois últimos versos da segunda estrofe temos uma figura de linguagem chamada de:
Alternativas
Q3480005 Português
Texto 1

'Não vou ter filhos, mas vou ter animais de estimação': por que as pessoas estão cada vez mais tomando essa decisão?

As razões por trás disso variam da falta de comprometimento ao amor pela liberdade individual, estresse econômico e até mesmo consciência social.

Perfis de Instagram dedicados exclusivamente a eles. Creches onde seus donos os deixam durante o dia como se fossem crianças no jardim de infância e hotéis onde se hospedam quando saem de férias. Terapia e treinamento para problemas comportamentais. Roupas para todos os tipos de clima, calçados para caminhada e fantasias. Muitas fantasias. Camas e móveis personalizados — às vezes, quartos inteiros. Festas de aniversário com bolos de carne magra, cortes de cabelo da moda e ensaios fotográficos profissionais. Esses são alguns dos muitos exemplos que demonstram que os animais estão desempenhando um papel cada vez mais central na vida humana e que a relação entre eles está se tornando menos de dono de animal de estimação e mais de pais e filhos. De fato, muitos jovens estão optando por eles ao invés de ter filhos.

“Outro dia estava andando na rua e vi um casal com um carrinho de bebê. Quando chegamos ao semáforo, aproveitei e olhei para fora. E tive uma surpresa. Não havia bebê nenhum, era um cachorrinho”, diz Magdalena Vera Vionnet, de Palermo, Buenos Aires.

“Na rua você vê mais carrinhos de cachorro do que de bebê. Juro, é ridículo”, acrescenta Mariana Kerestezachi. 

Embora existam países e cidades onde a tendência de ter animais de estimação em vez de crianças, e tratálos como tal, é mais comum, como: Tóquio, no Japão; Milão, na Itália; e Los Angeles e Miami, nos Estados Unidos, estamos falando de um fenômeno global com milhares de adeptos, especialmente entre as gerações mais jovens. As razões por trás disso variam da falta de comprometimento ao amor pela liberdade individual, estresse econômico e até mesmo consciência social.

“Famílias multiespécies estão se tornando mais comuns”, observa Yulieth Cuadrado, terapeuta especializada em neuropsicologia. De acordo com uma pesquisa da Growth from Knowledge (GfK), a Argentina, juntamente com o México e o Brasil, está entre os países com a maior porcentagem de animais de estimação por família. De fato, segundo um estudo da Kantar, 79% dos lares argentinos têm animais de estimação e 77% os consideram membros da família.


Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2025/06/30/nao-vou-ter-filhosmas-vou-ter-animais-de-estimacao-por-que-as-pessoas-estao-cadavez-mais-tomando-essa-decisao.ghtml Acesso em: 30 de jun. 2025

No trecho:

“De fato, muitos jovens estão optando por eles ao invés de ter filhos.” (2º parágrafo)

A oração destacada nesse período é classificada como:

Alternativas
Q3480004 Português
Texto 1

'Não vou ter filhos, mas vou ter animais de estimação': por que as pessoas estão cada vez mais tomando essa decisão?

As razões por trás disso variam da falta de comprometimento ao amor pela liberdade individual, estresse econômico e até mesmo consciência social.

Perfis de Instagram dedicados exclusivamente a eles. Creches onde seus donos os deixam durante o dia como se fossem crianças no jardim de infância e hotéis onde se hospedam quando saem de férias. Terapia e treinamento para problemas comportamentais. Roupas para todos os tipos de clima, calçados para caminhada e fantasias. Muitas fantasias. Camas e móveis personalizados — às vezes, quartos inteiros. Festas de aniversário com bolos de carne magra, cortes de cabelo da moda e ensaios fotográficos profissionais. Esses são alguns dos muitos exemplos que demonstram que os animais estão desempenhando um papel cada vez mais central na vida humana e que a relação entre eles está se tornando menos de dono de animal de estimação e mais de pais e filhos. De fato, muitos jovens estão optando por eles ao invés de ter filhos.

“Outro dia estava andando na rua e vi um casal com um carrinho de bebê. Quando chegamos ao semáforo, aproveitei e olhei para fora. E tive uma surpresa. Não havia bebê nenhum, era um cachorrinho”, diz Magdalena Vera Vionnet, de Palermo, Buenos Aires.

“Na rua você vê mais carrinhos de cachorro do que de bebê. Juro, é ridículo”, acrescenta Mariana Kerestezachi. 

Embora existam países e cidades onde a tendência de ter animais de estimação em vez de crianças, e tratálos como tal, é mais comum, como: Tóquio, no Japão; Milão, na Itália; e Los Angeles e Miami, nos Estados Unidos, estamos falando de um fenômeno global com milhares de adeptos, especialmente entre as gerações mais jovens. As razões por trás disso variam da falta de comprometimento ao amor pela liberdade individual, estresse econômico e até mesmo consciência social.

“Famílias multiespécies estão se tornando mais comuns”, observa Yulieth Cuadrado, terapeuta especializada em neuropsicologia. De acordo com uma pesquisa da Growth from Knowledge (GfK), a Argentina, juntamente com o México e o Brasil, está entre os países com a maior porcentagem de animais de estimação por família. De fato, segundo um estudo da Kantar, 79% dos lares argentinos têm animais de estimação e 77% os consideram membros da família.


Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2025/06/30/nao-vou-ter-filhosmas-vou-ter-animais-de-estimacao-por-que-as-pessoas-estao-cadavez-mais-tomando-essa-decisao.ghtml Acesso em: 30 de jun. 2025
No trecho:
“Embora existam países e cidades onde a tendência de ter animais de estimação em vez de crianças, e tratá-los como tal, é mais comum, como: Tóquio, no Japão; Milão, na Itália; e Los Angeles e Miami, nos Estados Unidos, estamos falando de um fenômeno global com milhares de adeptos, especialmente entre as gerações mais jovens.” (5º parágrafo)
A relação semântica predominante entre as orações do trecho é de:
Alternativas
Q3480003 Português
Texto 1

'Não vou ter filhos, mas vou ter animais de estimação': por que as pessoas estão cada vez mais tomando essa decisão?

As razões por trás disso variam da falta de comprometimento ao amor pela liberdade individual, estresse econômico e até mesmo consciência social.

Perfis de Instagram dedicados exclusivamente a eles. Creches onde seus donos os deixam durante o dia como se fossem crianças no jardim de infância e hotéis onde se hospedam quando saem de férias. Terapia e treinamento para problemas comportamentais. Roupas para todos os tipos de clima, calçados para caminhada e fantasias. Muitas fantasias. Camas e móveis personalizados — às vezes, quartos inteiros. Festas de aniversário com bolos de carne magra, cortes de cabelo da moda e ensaios fotográficos profissionais. Esses são alguns dos muitos exemplos que demonstram que os animais estão desempenhando um papel cada vez mais central na vida humana e que a relação entre eles está se tornando menos de dono de animal de estimação e mais de pais e filhos. De fato, muitos jovens estão optando por eles ao invés de ter filhos.

“Outro dia estava andando na rua e vi um casal com um carrinho de bebê. Quando chegamos ao semáforo, aproveitei e olhei para fora. E tive uma surpresa. Não havia bebê nenhum, era um cachorrinho”, diz Magdalena Vera Vionnet, de Palermo, Buenos Aires.

“Na rua você vê mais carrinhos de cachorro do que de bebê. Juro, é ridículo”, acrescenta Mariana Kerestezachi. 

Embora existam países e cidades onde a tendência de ter animais de estimação em vez de crianças, e tratálos como tal, é mais comum, como: Tóquio, no Japão; Milão, na Itália; e Los Angeles e Miami, nos Estados Unidos, estamos falando de um fenômeno global com milhares de adeptos, especialmente entre as gerações mais jovens. As razões por trás disso variam da falta de comprometimento ao amor pela liberdade individual, estresse econômico e até mesmo consciência social.

“Famílias multiespécies estão se tornando mais comuns”, observa Yulieth Cuadrado, terapeuta especializada em neuropsicologia. De acordo com uma pesquisa da Growth from Knowledge (GfK), a Argentina, juntamente com o México e o Brasil, está entre os países com a maior porcentagem de animais de estimação por família. De fato, segundo um estudo da Kantar, 79% dos lares argentinos têm animais de estimação e 77% os consideram membros da família.


Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2025/06/30/nao-vou-ter-filhosmas-vou-ter-animais-de-estimacao-por-que-as-pessoas-estao-cadavez-mais-tomando-essa-decisao.ghtml Acesso em: 30 de jun. 2025
No trecho do texto: “Perfis de Instagram dedicados exclusivamente a eles.” (2º parágrafo), o termo destacado é formado por meio do processo de:
Alternativas
Q3480002 Português
Texto 1

'Não vou ter filhos, mas vou ter animais de estimação': por que as pessoas estão cada vez mais tomando essa decisão?

As razões por trás disso variam da falta de comprometimento ao amor pela liberdade individual, estresse econômico e até mesmo consciência social.

Perfis de Instagram dedicados exclusivamente a eles. Creches onde seus donos os deixam durante o dia como se fossem crianças no jardim de infância e hotéis onde se hospedam quando saem de férias. Terapia e treinamento para problemas comportamentais. Roupas para todos os tipos de clima, calçados para caminhada e fantasias. Muitas fantasias. Camas e móveis personalizados — às vezes, quartos inteiros. Festas de aniversário com bolos de carne magra, cortes de cabelo da moda e ensaios fotográficos profissionais. Esses são alguns dos muitos exemplos que demonstram que os animais estão desempenhando um papel cada vez mais central na vida humana e que a relação entre eles está se tornando menos de dono de animal de estimação e mais de pais e filhos. De fato, muitos jovens estão optando por eles ao invés de ter filhos.

“Outro dia estava andando na rua e vi um casal com um carrinho de bebê. Quando chegamos ao semáforo, aproveitei e olhei para fora. E tive uma surpresa. Não havia bebê nenhum, era um cachorrinho”, diz Magdalena Vera Vionnet, de Palermo, Buenos Aires.

“Na rua você vê mais carrinhos de cachorro do que de bebê. Juro, é ridículo”, acrescenta Mariana Kerestezachi. 

Embora existam países e cidades onde a tendência de ter animais de estimação em vez de crianças, e tratálos como tal, é mais comum, como: Tóquio, no Japão; Milão, na Itália; e Los Angeles e Miami, nos Estados Unidos, estamos falando de um fenômeno global com milhares de adeptos, especialmente entre as gerações mais jovens. As razões por trás disso variam da falta de comprometimento ao amor pela liberdade individual, estresse econômico e até mesmo consciência social.

“Famílias multiespécies estão se tornando mais comuns”, observa Yulieth Cuadrado, terapeuta especializada em neuropsicologia. De acordo com uma pesquisa da Growth from Knowledge (GfK), a Argentina, juntamente com o México e o Brasil, está entre os países com a maior porcentagem de animais de estimação por família. De fato, segundo um estudo da Kantar, 79% dos lares argentinos têm animais de estimação e 77% os consideram membros da família.


Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2025/06/30/nao-vou-ter-filhosmas-vou-ter-animais-de-estimacao-por-que-as-pessoas-estao-cadavez-mais-tomando-essa-decisao.ghtml Acesso em: 30 de jun. 2025
No trecho “De fato, muitos jovens estão optando por eles ao invés de ter filhos” (2º parágrafo), a expressão destacada tem sua referência estabelecida por meio de um mecanismo de coesão textual denominado:
Alternativas
Q3480001 Português
Texto 1

'Não vou ter filhos, mas vou ter animais de estimação': por que as pessoas estão cada vez mais tomando essa decisão?

As razões por trás disso variam da falta de comprometimento ao amor pela liberdade individual, estresse econômico e até mesmo consciência social.

Perfis de Instagram dedicados exclusivamente a eles. Creches onde seus donos os deixam durante o dia como se fossem crianças no jardim de infância e hotéis onde se hospedam quando saem de férias. Terapia e treinamento para problemas comportamentais. Roupas para todos os tipos de clima, calçados para caminhada e fantasias. Muitas fantasias. Camas e móveis personalizados — às vezes, quartos inteiros. Festas de aniversário com bolos de carne magra, cortes de cabelo da moda e ensaios fotográficos profissionais. Esses são alguns dos muitos exemplos que demonstram que os animais estão desempenhando um papel cada vez mais central na vida humana e que a relação entre eles está se tornando menos de dono de animal de estimação e mais de pais e filhos. De fato, muitos jovens estão optando por eles ao invés de ter filhos.

“Outro dia estava andando na rua e vi um casal com um carrinho de bebê. Quando chegamos ao semáforo, aproveitei e olhei para fora. E tive uma surpresa. Não havia bebê nenhum, era um cachorrinho”, diz Magdalena Vera Vionnet, de Palermo, Buenos Aires.

“Na rua você vê mais carrinhos de cachorro do que de bebê. Juro, é ridículo”, acrescenta Mariana Kerestezachi. 

Embora existam países e cidades onde a tendência de ter animais de estimação em vez de crianças, e tratálos como tal, é mais comum, como: Tóquio, no Japão; Milão, na Itália; e Los Angeles e Miami, nos Estados Unidos, estamos falando de um fenômeno global com milhares de adeptos, especialmente entre as gerações mais jovens. As razões por trás disso variam da falta de comprometimento ao amor pela liberdade individual, estresse econômico e até mesmo consciência social.

“Famílias multiespécies estão se tornando mais comuns”, observa Yulieth Cuadrado, terapeuta especializada em neuropsicologia. De acordo com uma pesquisa da Growth from Knowledge (GfK), a Argentina, juntamente com o México e o Brasil, está entre os países com a maior porcentagem de animais de estimação por família. De fato, segundo um estudo da Kantar, 79% dos lares argentinos têm animais de estimação e 77% os consideram membros da família.


Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2025/06/30/nao-vou-ter-filhosmas-vou-ter-animais-de-estimacao-por-que-as-pessoas-estao-cadavez-mais-tomando-essa-decisao.ghtml Acesso em: 30 de jun. 2025
Ao utilizar a expressão “é ridículo” (4° parágrafo), Mariana Kerestezachi revela:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB
Q3479530 Português
Mil anos atrás, a universidade substituiu o convento no papel de gerador do saber de nível superior. Em um tempo em que a educação básica era restrita a poucas pessoas, os conventos serviam para formar adultos interessados em aprofundar o conhecimento em torno dos temas e dogmas da Igreja.
 A ampliação da educação também fez aumentar o número dos que desejavam seguir estudando na idade adulta, mas não queriam ser monges isolados em conventos. O mundo das ideias não pôde esperar, e as universidades surgiram em nome do saber livre, criativo, sem apego a dogmas ou a métodos.
 As universidades são a resposta pós-conventos, ante as novas exigências. Ao longo de mil anos, essa nova instituição sobreviveu ajustando-se às mudanças e exigências do mundo. Mudanças nos métodos de ensino e pesquisa, nos conteúdos da vida intelectual e exigências de novos saberes para entender e mudar o mundo. A universidade evoluiu científica e tecnicamente, departamentalizada, ajustada ao mercado, sempre em movimento, conforme o momento. Mas ela pouco mudou naquelas características básicas surgidas em Bolonha, Paris, Oxford no começo do segundo milênio.
 Para o terceiro milênio, ela deverá mudar, não apenas se ajustando, mas se transformando radicalmente, para atender à nova realidade técnica e às novas exigências que o mundo impõe às ideias.
 O desafio da universidade para as próximas décadas é maior do que mudar, é evoluir. Maior do que reformar, é inventar. Mais do que se ajustar aos tempos atuais, ela precisa inventar uma instituição nova, tão diferente da atual quanto ela foi dos conventos nos tempos da sua origem.
Cristovam Buarque. Universidade e democracia. In: Revista USP, São Paulo, n.º 78, p. 68-77, jun.-ago./2008 (com adaptações).
A respeito de aspectos linguísticos do texto CB3A1, julgue os itens seguintes. 
No segundo período do segundo parágrafo, o acento gráfico empregado na forma verbal “pôde” poderia ser eliminado, sem prejuízo dos sentidos originais e da coerência do texto.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB
Q3479529 Português
Mil anos atrás, a universidade substituiu o convento no papel de gerador do saber de nível superior. Em um tempo em que a educação básica era restrita a poucas pessoas, os conventos serviam para formar adultos interessados em aprofundar o conhecimento em torno dos temas e dogmas da Igreja.
 A ampliação da educação também fez aumentar o número dos que desejavam seguir estudando na idade adulta, mas não queriam ser monges isolados em conventos. O mundo das ideias não pôde esperar, e as universidades surgiram em nome do saber livre, criativo, sem apego a dogmas ou a métodos.
 As universidades são a resposta pós-conventos, ante as novas exigências. Ao longo de mil anos, essa nova instituição sobreviveu ajustando-se às mudanças e exigências do mundo. Mudanças nos métodos de ensino e pesquisa, nos conteúdos da vida intelectual e exigências de novos saberes para entender e mudar o mundo. A universidade evoluiu científica e tecnicamente, departamentalizada, ajustada ao mercado, sempre em movimento, conforme o momento. Mas ela pouco mudou naquelas características básicas surgidas em Bolonha, Paris, Oxford no começo do segundo milênio.
 Para o terceiro milênio, ela deverá mudar, não apenas se ajustando, mas se transformando radicalmente, para atender à nova realidade técnica e às novas exigências que o mundo impõe às ideias.
 O desafio da universidade para as próximas décadas é maior do que mudar, é evoluir. Maior do que reformar, é inventar. Mais do que se ajustar aos tempos atuais, ela precisa inventar uma instituição nova, tão diferente da atual quanto ela foi dos conventos nos tempos da sua origem.
Cristovam Buarque. Universidade e democracia. In: Revista USP, São Paulo, n.º 78, p. 68-77, jun.-ago./2008 (com adaptações).
A respeito de aspectos linguísticos do texto CB3A1, julgue os itens seguintes. 
No segundo período do primeiro parágrafo, o segmento “em que” poderia ser substituído por “no qual”, sem prejuízo do sentido original e da correção gramatical do texto. 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB
Q3479524 Português

Mil anos atrás, a universidade substituiu o convento no papel de gerador do saber de nível superior. Em um tempo em que a educação básica era restrita a poucas pessoas, os conventos serviam para formar adultos interessados em aprofundar o conhecimento em torno dos temas e dogmas da Igreja.
 A ampliação da educação também fez aumentar o número dos que desejavam seguir estudando na idade adulta, mas não queriam ser monges isolados em conventos. O mundo das ideias não pôde esperar, e as universidades surgiram em nome do saber livre, criativo, sem apego a dogmas ou a métodos.
 As universidades são a resposta pós-conventos, ante as novas exigências. Ao longo de mil anos, essa nova instituição sobreviveu ajustando-se às mudanças e exigências do mundo. Mudanças nos métodos de ensino e pesquisa, nos conteúdos da vida intelectual e exigências de novos saberes para entender e mudar o mundo. A universidade evoluiu científica e tecnicamente, departamentalizada, ajustada ao mercado, sempre em movimento, conforme o momento. Mas ela pouco mudou naquelas características básicas surgidas em Bolonha, Paris, Oxford no começo do segundo milênio.
 Para o terceiro milênio, ela deverá mudar, não apenas se ajustando, mas se transformando radicalmente, para atender à nova realidade técnica e às novas exigências que o mundo impõe às ideias.
 O desafio da universidade para as próximas décadas é maior do que mudar, é evoluir. Maior do que reformar, é inventar. Mais do que se ajustar aos tempos atuais, ela precisa inventar uma instituição nova, tão diferente da atual quanto ela foi dos conventos nos tempos da sua origem.

Cristovam Buarque. Universidade e democracia. In: Revista USP, São Paulo, n.º 78, p. 68-77, jun.-ago./2008 (com adaptações).

 Em relação ao texto CB3A1 e às ideias nele apresentadas, julgue os itens a seguir.  
De acordo com o texto, no terceiro milênio, haverá um retorno da educação superior ao modelo dos conventos.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB
Q3479521 Português

Mil anos atrás, a universidade substituiu o convento no papel de gerador do saber de nível superior. Em um tempo em que a educação básica era restrita a poucas pessoas, os conventos serviam para formar adultos interessados em aprofundar o conhecimento em torno dos temas e dogmas da Igreja.
 A ampliação da educação também fez aumentar o número dos que desejavam seguir estudando na idade adulta, mas não queriam ser monges isolados em conventos. O mundo das ideias não pôde esperar, e as universidades surgiram em nome do saber livre, criativo, sem apego a dogmas ou a métodos.
 As universidades são a resposta pós-conventos, ante as novas exigências. Ao longo de mil anos, essa nova instituição sobreviveu ajustando-se às mudanças e exigências do mundo. Mudanças nos métodos de ensino e pesquisa, nos conteúdos da vida intelectual e exigências de novos saberes para entender e mudar o mundo. A universidade evoluiu científica e tecnicamente, departamentalizada, ajustada ao mercado, sempre em movimento, conforme o momento. Mas ela pouco mudou naquelas características básicas surgidas em Bolonha, Paris, Oxford no começo do segundo milênio.
 Para o terceiro milênio, ela deverá mudar, não apenas se ajustando, mas se transformando radicalmente, para atender à nova realidade técnica e às novas exigências que o mundo impõe às ideias.
 O desafio da universidade para as próximas décadas é maior do que mudar, é evoluir. Maior do que reformar, é inventar. Mais do que se ajustar aos tempos atuais, ela precisa inventar uma instituição nova, tão diferente da atual quanto ela foi dos conventos nos tempos da sua origem.

Cristovam Buarque. Universidade e democracia. In: Revista USP, São Paulo, n.º 78, p. 68-77, jun.-ago./2008 (com adaptações).

 Em relação ao texto CB3A1 e às ideias nele apresentadas, julgue os itens a seguir.  
Ao qualificar o saber como “livre, criativo, sem apego a dogmas ou a métodos” (final do segundo parágrafo), o autor alude, indiretamente, ao que não era encontrado nos conventos. 
Alternativas
Q3478901 Português
Atencão: Para responder a questão, baseie-se no texto abaixo - uma apresentação ao livro Mar sem fim, de Amyr Klink.


O moço e o mar

    Poucas pessoas poderão ter gozado da solidão como uma alternativa, ou seja, do convívio exclusivo consigo mesmo, com o usufruto de um prazer tão completo como faz Amyr Klink em suas longas viagens a bordo do barco Paratii. Este livro - Mar sem fim - descreve a viagem que começou em 31 de outubro de 1998 e durou cinco meses.

    Nela, ele deu a volta ao mundo mais curta, mais rápida e mais difícil que poderia ser feita, circunavegando a Antártica - muitas vezes tentada, nunca conseguida. Foi conviva das estrelas, cruzou neblinas, nevascas e geleiras, e desafiou mares temperamentais.

    Nada do que tiver contemplado nas breves paradas na Geórgia do Sul, ou do que possa ter restado de exótico na ilha de Bouvetoya, a mais isolada do planeta, será suficientemente inédito para ter impressionado o argonauta, muito mais ilhado ele mesmo do que aquele território ignoto e inóspito. Por mais surpreendentes que possam ser a flora e a fauna marinhas, que o marinheiro encontrou protegidas da loucura furiosa da humanidade predadora de pés firmes no chão, nada terá superado a graça que ele achou nos porões da própria alma, ao atravessar com destemor, mas com respeito, as fronteiras da vida.

   Quem concorde com a dura frase em que Sartre afirma que "o inferno são os outros" está convidado a visitar o céu que cada um contém em si mesmo e que Amyr Klink se dispôs a nos revelar em mais este fascinante relato de seu caso de amor com o mar. A saga desse brasileiro transporta a mitologia grega para nossos dias, nos induzindo a crer com sua viagem que o fardo de viver pode ser mais leve, intrépido e digno de ser carregado. 


(Adaptado de: NÊUMANE, José. In: KLINK, Amyr. Mar sem fim. São Paulo: Companhia das Letras, 2000, orelha)
 As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:
Alternativas
Q3477506 Português
Texto para a questão.

DIVERSIDADE LINGUÍSTICA NO BRASIL: REFLEXOS DE UMA SOCIEDADE PLURAL

“Uai”, “bah”, “égua”, “oxe”, todas essas expressões regionais fazem parte da diversidade linguística brasileira. Com cinco regiões e mais de 210 milhões de habitantes, o Brasil é um dos países mais diversificados do mundo. Com um vasto território, o idioma pode ser o mesmo, mas cada um possui suas particularidades. O português faz parte da família de línguas que se originou do latim (a qual chamamos de família latina ou românica). Vinda de Portugal no século 16, a língua portuguesa sofreu alterações, quando chegou em território brasileiro.

O Brasil é um país rico em diversidade cultural, e o mesmo se reflete claramente em sua língua. Logo, as diferentes variações linguísticas foram influenciadas por fatores históricos e sociais, demonstram que a língua não é estática, mas adaptável às características de seus falantes. Essa variação linguística vai além de simples sotaques, abrangendo expressões regionais e diferentes estruturas linguísticas que enriquecem o português falado no país.

A variação linguística é um fenômeno natural em qualquer idioma e ocorre em função do contexto social, regional e histórico. No Brasil, influências indígenas, africanas e europeias se misturaram ao longo dos séculos, criando uma língua única em constante transformação. No entanto, essa riqueza linguística muitas vezes é alvo de preconceitos. Pessoas que falam de maneira diferente do padrão esperado podem ser discriminadas, especialmente em contextos formais, como no mercado de trabalho ou na educação.

É fundamental compreender que todas as formas de expressão são legítimas e carregam a identidade cultural de quem as utiliza. A imposição de um único padrão linguístico ignora a pluralidade do país e perpetua desigualdades sociais. Valorizar as variações linguísticas significa, também, reconhecer a história e a vivência das diversas comunidades que compõem a sociedade brasileira. Combater o preconceito linguístico é um passo importante para construir uma convivência mais inclusiva e respeitosa.

Portanto, discutir variação linguística nas escolas e nos demais espaços sociais é essencial para promover a empatia e o respeito às diferenças. Ao entender que cada modo de falar é uma expressão legítima de cultura e de identidade, aprendemos a valorizar a pluralidade do português brasileiro. Assim, a língua deixa de ser uma barreira e se torna um ponto de união entre os diversos povos que formam o Brasil.

Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/diferenca-de-sotaques-apenas-demonstra-que-as-linguas-mudam-conforme-o-contexto-social-e-regional/. Acesso em: 02 mai. 2025. Adaptado.
“[...] mas adaptável às características de seus falantes.”
Em analogia ao uso correto da crase na passagem anterior, assinale a alternativa em que o sinal indicativo de crase também se grafa conforme às regras da norma-padrão. 
Alternativas
Q3477505 Português
Texto para a questão.

DIVERSIDADE LINGUÍSTICA NO BRASIL: REFLEXOS DE UMA SOCIEDADE PLURAL

“Uai”, “bah”, “égua”, “oxe”, todas essas expressões regionais fazem parte da diversidade linguística brasileira. Com cinco regiões e mais de 210 milhões de habitantes, o Brasil é um dos países mais diversificados do mundo. Com um vasto território, o idioma pode ser o mesmo, mas cada um possui suas particularidades. O português faz parte da família de línguas que se originou do latim (a qual chamamos de família latina ou românica). Vinda de Portugal no século 16, a língua portuguesa sofreu alterações, quando chegou em território brasileiro.

O Brasil é um país rico em diversidade cultural, e o mesmo se reflete claramente em sua língua. Logo, as diferentes variações linguísticas foram influenciadas por fatores históricos e sociais, demonstram que a língua não é estática, mas adaptável às características de seus falantes. Essa variação linguística vai além de simples sotaques, abrangendo expressões regionais e diferentes estruturas linguísticas que enriquecem o português falado no país.

A variação linguística é um fenômeno natural em qualquer idioma e ocorre em função do contexto social, regional e histórico. No Brasil, influências indígenas, africanas e europeias se misturaram ao longo dos séculos, criando uma língua única em constante transformação. No entanto, essa riqueza linguística muitas vezes é alvo de preconceitos. Pessoas que falam de maneira diferente do padrão esperado podem ser discriminadas, especialmente em contextos formais, como no mercado de trabalho ou na educação.

É fundamental compreender que todas as formas de expressão são legítimas e carregam a identidade cultural de quem as utiliza. A imposição de um único padrão linguístico ignora a pluralidade do país e perpetua desigualdades sociais. Valorizar as variações linguísticas significa, também, reconhecer a história e a vivência das diversas comunidades que compõem a sociedade brasileira. Combater o preconceito linguístico é um passo importante para construir uma convivência mais inclusiva e respeitosa.

Portanto, discutir variação linguística nas escolas e nos demais espaços sociais é essencial para promover a empatia e o respeito às diferenças. Ao entender que cada modo de falar é uma expressão legítima de cultura e de identidade, aprendemos a valorizar a pluralidade do português brasileiro. Assim, a língua deixa de ser uma barreira e se torna um ponto de união entre os diversos povos que formam o Brasil.

Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/diferenca-de-sotaques-apenas-demonstra-que-as-linguas-mudam-conforme-o-contexto-social-e-regional/. Acesso em: 02 mai. 2025. Adaptado.
Em se tratando da função desempenhada pelas conjunções destacadas na passagem que segue, bem como no conjunto textual em que se inserem, assinale a alternativa correta.
Portanto, discutir variação linguística nas escolas e nos demais espaços sociais é essencial para promover a empatia e o respeito às diferenças. Ao entender que cada modo de falar é uma expressão legítima de cultura e de identidade, aprendemos a valorizar a pluralidade do português brasileiro. Assim, a língua deixa de ser uma barreira e se torna um ponto de união entre os diversos povos que formam o Brasil.”
Alternativas
Q3477504 Português
Texto para a questão.

DIVERSIDADE LINGUÍSTICA NO BRASIL: REFLEXOS DE UMA SOCIEDADE PLURAL

“Uai”, “bah”, “égua”, “oxe”, todas essas expressões regionais fazem parte da diversidade linguística brasileira. Com cinco regiões e mais de 210 milhões de habitantes, o Brasil é um dos países mais diversificados do mundo. Com um vasto território, o idioma pode ser o mesmo, mas cada um possui suas particularidades. O português faz parte da família de línguas que se originou do latim (a qual chamamos de família latina ou românica). Vinda de Portugal no século 16, a língua portuguesa sofreu alterações, quando chegou em território brasileiro.

O Brasil é um país rico em diversidade cultural, e o mesmo se reflete claramente em sua língua. Logo, as diferentes variações linguísticas foram influenciadas por fatores históricos e sociais, demonstram que a língua não é estática, mas adaptável às características de seus falantes. Essa variação linguística vai além de simples sotaques, abrangendo expressões regionais e diferentes estruturas linguísticas que enriquecem o português falado no país.

A variação linguística é um fenômeno natural em qualquer idioma e ocorre em função do contexto social, regional e histórico. No Brasil, influências indígenas, africanas e europeias se misturaram ao longo dos séculos, criando uma língua única em constante transformação. No entanto, essa riqueza linguística muitas vezes é alvo de preconceitos. Pessoas que falam de maneira diferente do padrão esperado podem ser discriminadas, especialmente em contextos formais, como no mercado de trabalho ou na educação.

É fundamental compreender que todas as formas de expressão são legítimas e carregam a identidade cultural de quem as utiliza. A imposição de um único padrão linguístico ignora a pluralidade do país e perpetua desigualdades sociais. Valorizar as variações linguísticas significa, também, reconhecer a história e a vivência das diversas comunidades que compõem a sociedade brasileira. Combater o preconceito linguístico é um passo importante para construir uma convivência mais inclusiva e respeitosa.

Portanto, discutir variação linguística nas escolas e nos demais espaços sociais é essencial para promover a empatia e o respeito às diferenças. Ao entender que cada modo de falar é uma expressão legítima de cultura e de identidade, aprendemos a valorizar a pluralidade do português brasileiro. Assim, a língua deixa de ser uma barreira e se torna um ponto de união entre os diversos povos que formam o Brasil.

Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/diferenca-de-sotaques-apenas-demonstra-que-as-linguas-mudam-conforme-o-contexto-social-e-regional/. Acesso em: 02 mai. 2025. Adaptado.
O excerto ressaltado entre aspas a seguir lê-se século dezesseis. Da mesma forma, em respeito à norma-padrão, lê-se corretamente o numeral destacado em
“Vinda de Portugal no século 16, a língua portuguesa sofreu alterações quando chegou em território brasileiro.”
Alternativas
Q3477503 Português
Texto para a questão.

DIVERSIDADE LINGUÍSTICA NO BRASIL: REFLEXOS DE UMA SOCIEDADE PLURAL

“Uai”, “bah”, “égua”, “oxe”, todas essas expressões regionais fazem parte da diversidade linguística brasileira. Com cinco regiões e mais de 210 milhões de habitantes, o Brasil é um dos países mais diversificados do mundo. Com um vasto território, o idioma pode ser o mesmo, mas cada um possui suas particularidades. O português faz parte da família de línguas que se originou do latim (a qual chamamos de família latina ou românica). Vinda de Portugal no século 16, a língua portuguesa sofreu alterações, quando chegou em território brasileiro.

O Brasil é um país rico em diversidade cultural, e o mesmo se reflete claramente em sua língua. Logo, as diferentes variações linguísticas foram influenciadas por fatores históricos e sociais, demonstram que a língua não é estática, mas adaptável às características de seus falantes. Essa variação linguística vai além de simples sotaques, abrangendo expressões regionais e diferentes estruturas linguísticas que enriquecem o português falado no país.

A variação linguística é um fenômeno natural em qualquer idioma e ocorre em função do contexto social, regional e histórico. No Brasil, influências indígenas, africanas e europeias se misturaram ao longo dos séculos, criando uma língua única em constante transformação. No entanto, essa riqueza linguística muitas vezes é alvo de preconceitos. Pessoas que falam de maneira diferente do padrão esperado podem ser discriminadas, especialmente em contextos formais, como no mercado de trabalho ou na educação.

É fundamental compreender que todas as formas de expressão são legítimas e carregam a identidade cultural de quem as utiliza. A imposição de um único padrão linguístico ignora a pluralidade do país e perpetua desigualdades sociais. Valorizar as variações linguísticas significa, também, reconhecer a história e a vivência das diversas comunidades que compõem a sociedade brasileira. Combater o preconceito linguístico é um passo importante para construir uma convivência mais inclusiva e respeitosa.

Portanto, discutir variação linguística nas escolas e nos demais espaços sociais é essencial para promover a empatia e o respeito às diferenças. Ao entender que cada modo de falar é uma expressão legítima de cultura e de identidade, aprendemos a valorizar a pluralidade do português brasileiro. Assim, a língua deixa de ser uma barreira e se torna um ponto de união entre os diversos povos que formam o Brasil.

Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/diferenca-de-sotaques-apenas-demonstra-que-as-linguas-mudam-conforme-o-contexto-social-e-regional/. Acesso em: 02 mai. 2025. Adaptado.
A partir do processo de acentuação gráfica da Língua Portuguesa, é correto o que se afirma, sobre as palavras enumeradas a seguir, na alternativa:
“O português faz parte da família de línguas¹ que se originou do latim (a qual chamamos de família latina ou românica²). Vinda de Portugal no século³ 16, a língua portuguesa sofreu alterações quando chegou em território brasileiro.” 
Alternativas
Respostas
29401: B
29402: A
29403: D
29404: C
29405: D
29406: B
29407: E
29408: D
29409: B
29410: E
29411: C
29412: E
29413: C
29414: E
29415: C
29416: C
29417: B
29418: E
29419: A
29420: C