Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3296786 Português
Leia o texto:


“O mato”


    Nas cercanias de um bairro antigo, há um terreno baldio coberto por uma profusão de plantas silvestres. De longe, parece apenas um emaranhado confuso de mato; mas, ao se aproximar, percebe-se a imensa variedade de folhas, flores e caules que ali brotam.

    O narrador, ao passar diante daquele terreno, sente um misto de curiosidade e encanto. Observa que, mesmo num espaço urbano, a natureza resiste e insiste em surgir onde há descuido ou abandono humano.

    Em meio aos arbustos, vislumbra borboletas e até alguns pássaros de pequeno porte, que ali encontram abrigo ou alimento. O lugar, antes visto como mero símbolo de desordem, revela-se também habitat de vida pulsante.

    Através de lembranças de infância, o narrador recorda quando explorava terrenos semelhantes para caçar vagalumes ou catar frutas caídas. Nesses devaneios, percebe o quanto a cidade se transforma, mas o mato continua a brotar, teimoso e gratuito.

    Às vezes, o mato é arrancado ou queimado para dar lugar a construções. Porém, enquanto não surgem paredes e cimento, a vegetação retorna, num ciclo quase inevitável. Para o narrador, essa força silenciosa contrasta com a pressa e a artificialidade urbanas.

    Ele considera o mato um lembrete de que a natureza não se rende facilmente: uma semente esquecida pode florescer, um espaço vazio pode se tornar um refúgio verde. E, nesse contraste, identifica uma forma de poesia espontânea.

    Há quem passe pelo lugar e o considere feio ou sujo. Outros sentem receio de bichos ou insetos que possam viver ali. O narrador, entretanto, enxerga a beleza que se esconde nos detalhes, nas cores e movimentos.

    Ao final, ele reflete sobre a finitude das coisas. Sabe que um dia o terreno será comprado, murado ou transformado em prédio. Mas, até lá, aquele mato continuará existindo como testemunha da vitalidade que a natureza mantém, mesmo em meio ao concreto.

Fonte: “O mato”, Rubem Braga. (Adaptado) 
Segundo o texto, qual a ideia central sobre o terreno baldio coberto de mato?
Alternativas
Q3296760 Português

Imersão e inovação: o futuro pede uma educação além do acadêmico




Extraído de: https://www.metropoles.com/conteudo-especial/imersao-e-inovacao-o-futuro-pede-uma-educacao-alem-do-academico

Assinale a opção em que a ortografia da palavra está incorreta:
Alternativas
Q3296759 Português

Imersão e inovação: o futuro pede uma educação além do acadêmico




Extraído de: https://www.metropoles.com/conteudo-especial/imersao-e-inovacao-o-futuro-pede-uma-educacao-alem-do-academico

Assinale a opção incorreta conforme a classe morfológica descrita:
Alternativas
Q3296757 Português

Imersão e inovação: o futuro pede uma educação além do acadêmico




Extraído de: https://www.metropoles.com/conteudo-especial/imersao-e-inovacao-o-futuro-pede-uma-educacao-alem-do-academico

Sobre o trecho “A escola investe em ambientes digitais de aprendizagem...” (10§), a análise da função morfossintática, só está correta na opção:
Alternativas
Q3296755 Português

Imersão e inovação: o futuro pede uma educação além do acadêmico




Extraído de: https://www.metropoles.com/conteudo-especial/imersao-e-inovacao-o-futuro-pede-uma-educacao-alem-do-academico

Assinale a única opção em que a ocorrência de crase está incorreta: 
Alternativas
Q3296754 Português

Imersão e inovação: o futuro pede uma educação além do acadêmico




Extraído de: https://www.metropoles.com/conteudo-especial/imersao-e-inovacao-o-futuro-pede-uma-educacao-alem-do-academico

Em “O projeto busca estimular o pensamento científico...”6§.

Passando o tempo do verbo para o pretérito-mais-que-perfeito, a nova redação deverá ser:

Alternativas
Q3296753 Português

Imersão e inovação: o futuro pede uma educação além do acadêmico




Extraído de: https://www.metropoles.com/conteudo-especial/imersao-e-inovacao-o-futuro-pede-uma-educacao-alem-do-academico

Passando para a voz passiva analítica a seguinte frase “A escola apresentou um novo projeto inovador”, a nova redação deverá ser:
Alternativas
Q3296752 Português

Imersão e inovação: o futuro pede uma educação além do acadêmico




Extraído de: https://www.metropoles.com/conteudo-especial/imersao-e-inovacao-o-futuro-pede-uma-educacao-alem-do-academico

Sobre o título “Imersão e inovação: o futuro pede uma educação além do acadêmico”, o termo destacado só pode ser substituído sem alterar o sentido por:
Alternativas
Q3296650 Português
Assinale a única alternativa que traz a regência CORRETA do verbo empregado:
Alternativas
Q3296615 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas de acordo com a ortografia oficial:
Alternativas
Q3296614 Português
Preencha corretamente as lacunas, observando o uso (ou não) do acento grave indicativo de crase:

“___ vezes, vou ___ feiras agropecuárias e, se compro algo, costumo pagar ___ vista.”

Assinale a alternativa que emprega adequadamente a crase em todas as lacunas:
Alternativas
Q3296612 Português
No período:

“Eles apresentaram críticas contundentes, mas o comitê não as aceitou, porque acreditava na consistência do projeto.”

Sobre a classificação das orações introduzidas pelos conectivos sublinhados, é correto afirmar:
Alternativas
Q3296611 Português
Considere o texto lacunado:

“A equipe elaborou o plano minuciosamente. _______, alguns membros manifestaram insatisfação com a versão final e, _______, o coordenador resolveu promover uma assembleia interna para revisões.”

Das alternativas abaixo, assinale a que melhor preenche as lacunas, mantendo a coesão e a coerência:
Alternativas
Q3296397 Português
Das alternativas abaixo, a única escrita CORRETAMENTE segundo as regras gramaticais de uso da crase é:
Alternativas
Q3296394 Português
A única alternativa que traz uma oração subordinada substantiva subjetiva é: 
Alternativas
Q3296389 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

O sentido da vida (Luiz Fernando Emediato)

    O sentido da vida é nascer, crescer, envelhecer e morrer, deixando sob a terra este antigo corpo constituído da solitária e silenciosa matéria de que foram feitas as estrelas e seus filhos, e os filhos de seus filhos.
    Sim, é este o sentido da vida, ou não.
    O sentido da vida é descobrir alegre ou amargamente a consciência das coisas, da alegria e da dor, da tristeza e do tédio, e então alegrar-se ou entristecer-se.
    Sim, é este o sentido da vida, ou não.
    Será porventura o sentido da vida caminhar juntos sobre a mesma velha e generosa e solitária terra, dividir angústias e dor, enredar-se no cipoal das palavras?
    Sim, o sentido da vida é este, ou não.
    Será o sentido da vida buscar luz nas sombras ou sombras na luz, consumir dias e noites a trilhar o áspero caminho imperfeito, buscar o caminho torto, a estrada estreita e, no fim da estrada, apenas neblina, mistério?
    Sim, o sentido da vida é bem este, ou não.
    Será, meu Deus, o sentido da vida acreditar em Deus, ou alguma coisa superior à capacidade de entender, cair de joelhos e em prantos pedir caridade ou outro vago sentimento qualquer, e nada ouvir em resposta, ou, sim, ouvir uma voz silenciosa, e, então, chorar, dormir, sonhar?
    Sim, o sentido da vida é bem este – ou não.
    Será o sentido da vida crer na dourada utopia, descobrir então a insustentável fragilidade dos seres, o poder, a miséria?
    Sim, é bem este, ou não, o sentido da vida.?
    Estará o sentido da vida em sonhar o sonho impossível, alcançar a estrela inatingível, vencer o inimigo imbatível, tocar a realidade intangível, e encontrar nada mais que pesadelo, o nada, a fantasia, as miragens?
    Sim, é bem este o sentido da vida, ou não.
    Será o sentido da vida entregar-se apaixonadamente às ideias de grande extensão, consumirse como o fogo e ver apagar-se a chama? Será, criaturas, o sentido da vida consumir o sangue das veias, esgotar a serenidade, despentear os cabelos, perseguir a ilusão?
    Sim, é bem este o sentido da vida, ou não.
    Mas, se há perguntas demais e respostas de menos, sempre haverá a busca, a esperança, a vida, a luz no fim da escuridão.
    Porque é isto – buscar – o sentido da vida.

(Texto adaptado – O Estado de S. Paulo)
O que se pode inferir do texto acerca da busca pelo sentido da vida?
Alternativas
Q3296230 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.



O sentido da vida (Luiz Fernando Emediato)



         O sentido da vida é nascer, crescer, envelhecer e morrer, deixando sob a terra este antigo corpo constituído da solitária e silenciosa matéria de que foram feitas as estrelas e seus filhos, e os filhos de seus filhos.


          Sim, é este o sentido da vida, ou não.

       

         O sentido da vida é descobrir alegre ou amargamente a consciência das coisas, da alegria e da dor, da tristeza e do tédio, e então alegrar-se ou entristecer-se.

         

          Sim, é este o sentido da vida, ou não.


         Será porventura o sentido da vida caminhar juntos sobre a mesma velha e generosa e solitária terra, dividir angústias e dor, enredar-se no cipoal das palavras?


         Sim, o sentido da vida é este, ou não.


      Será o sentido da vida buscar luz nas sombras ou sombras na luz, consumir dias e noites a trilhar o áspero caminho imperfeito, buscar o caminho torto, a estrada estreita e, no fim da estrada, apenas neblina, mistério?


          Sim, o sentido da vida é bem este, ou não.


        Será, meu Deus, o sentido da vida acreditar em Deus, ou alguma coisa superior à capacidade de entender, cair de joelhos e em prantos pedir caridade ou outro vago sentimento qualquer, e nada ouvir em resposta, ou, sim, ouvir uma voz silenciosa, e, então, chorar, dormir, sonhar?


          Sim, o sentido da vida é bem este – ou não.


         Será o sentido da vida crer na dourada utopia, descobrir então a insustentável fragilidade dos seres, o poder, a miséria? 


         Sim, é bem este, ou não, o sentido da vida.?


        Estará o sentido da vida em sonhar o sonho impossível, alcançar a estrela inatingível, vencer o inimigo imbatível, tocar a realidade intangível, e encontrar nada mais que pesadelo, o nada, a fantasia, as miragens?


        Sim, é bem este o sentido da vida, ou não.


        Será o sentido da vida entregar-se apaixonadamente às ideias de grande extensão, consumir-se como o fogo e ver apagar-se a chama? Será, criaturas, o sentido da vida consumir o sangue das veias, esgotar a serenidade, despentear os cabelos, perseguir a ilusão?


          Sim, é bem este o sentido da vida, ou não.


         Mas, se há perguntas demais e respostas de menos, sempre haverá a busca, a esperança, a vida, a luz no fim da escuridão.


          Porque é isto – buscar – o sentido da vida.


(Texto adaptado – O Estado de S. Paulo)

Qual é a função sintática do termo sublinhado na frase: "deixando sob a terra este antigo corpo"?
Alternativas
Q3296200 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Dito e Feito


Em conversa de boteco, o assunto é imprevisível. 


 — Não suporto ditados populares. As pessoas repetem sem pensar — disse Marcelo.


— De mau humor, amigo? — respondeu Souza, tomando um gole de chopp.


— Passei por duas senhoras e ouvi: "Quem espera sempre alcança". Espero ficar rico há anos e nada!


— O ditado fala de paciência e esperança.


— Para mim, só incentiva a inércia. Igual a "Mais vale um pássaro na mão que dois voando". Prender o bichinho para quê?


— É uma analogia para não trocar o certo pelo duvidoso.


— Péssima! Assim como "Cavalo dado não se olha os dentes". Quer umas tralhas lá de casa?


— Você está distorcendo, Marcelo.


— Sabedoria popular? Só vejo frases absurdas. "Em terra de cego, quem tem um olho é rei". Existe terra de cego?


— Está difícil hoje...


— "Deus ajuda a quem cedo madruga". Então Deus prefere insones?


— Desisto, Marcelo. Estou indo.


— Fica mais um pouco, tomamos outro chopp e mudamos de assunto.


Souza se despediu, murmurando:


— Antes só que mal acompanhado!


Antonio Carlos Sarmento - Texto Adaptado



https://cronicaseagudas.com/2022/06/19/dito-e-feito/ 

No trecho "O ditado fala de paciência e esperança", a palavra "paciência" recebe acento gráfico de acordo com as regras da Língua Portuguesa. Qual das alternativas explica corretamente o motivo desse acento?
Alternativas
Q3296199 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Dito e Feito


Em conversa de boteco, o assunto é imprevisível. 


 — Não suporto ditados populares. As pessoas repetem sem pensar — disse Marcelo.


— De mau humor, amigo? — respondeu Souza, tomando um gole de chopp.


— Passei por duas senhoras e ouvi: "Quem espera sempre alcança". Espero ficar rico há anos e nada!


— O ditado fala de paciência e esperança.


— Para mim, só incentiva a inércia. Igual a "Mais vale um pássaro na mão que dois voando". Prender o bichinho para quê?


— É uma analogia para não trocar o certo pelo duvidoso.


— Péssima! Assim como "Cavalo dado não se olha os dentes". Quer umas tralhas lá de casa?


— Você está distorcendo, Marcelo.


— Sabedoria popular? Só vejo frases absurdas. "Em terra de cego, quem tem um olho é rei". Existe terra de cego?


— Está difícil hoje...


— "Deus ajuda a quem cedo madruga". Então Deus prefere insones?


— Desisto, Marcelo. Estou indo.


— Fica mais um pouco, tomamos outro chopp e mudamos de assunto.


Souza se despediu, murmurando:


— Antes só que mal acompanhado!


Antonio Carlos Sarmento - Texto Adaptado



https://cronicaseagudas.com/2022/06/19/dito-e-feito/ 

No texto "Dito e Feito", de Antonio Carlos Sarmento, o personagem Marcelo interpreta os ditados populares de forma literal, desconsiderando seus sentidos figurados. Essa estratégia discursiva empregada por Marcelo pode ser classificada como: 
Alternativas
Respostas
29041: C
29042: A
29043: D
29044: A
29045: D
29046: E
29047: A
29048: B
29049: D
29050: D
29051: B
29052: A
29053: C
29054: C
29055: C
29056: B
29057: D
29058: A
29059: D
29060: D