Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3520381 Português

Como nasceram as estrelas



    Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro. Antes os índios olhavam de noite para o céu escuro – e bem escuro estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela do nascimento das estrelas.


    Era uma vez, no mês de janeiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam, guerreavam. Mas nas tabas não faziam coisa alguma: deitavam-se nas redes e dormiam roncando. E a comida? Só as mulheres cuidavam do preparo dela para terem todos o que comer.


    Uma vez elas notaram que faltava milho no cesto para moer. Que fizeram as valentes mulheres? O seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um gostoso sol amarelo. As árvores rebrilhavam verdes e embaixo delas havia sombra e água fresca.


    Quando saíam de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos. Mas sempre procurando milho porque a fome era daquelas que as faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam espigazinhas murchas e sem graça.


    – Vamos voltar e trazer conosco uns curumins. (Assim chamavam os índios as crianças). Curumin dá sorte.


    E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta – eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os garotinhos também colheram muitas e fugiram das mães voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das mães que reclamariam por eles comerem tanto. Podiam esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os dois contariam tudo. Mas – e se as mães dessem falta da avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu. Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os filhos subindo pelo ar. Resolveram, essas mães nervosas, subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles.


    Aconteceu uma coisa que só acontece quando a gente acredita: as mães caíram no chão, transformando-se em onças. Quanto aos curumins, como já não podiam voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados em estrelas brilhantes.


    Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre. E, como se sabe, “sempre” não acaba nunca.



(LISPECTOR, Clarice. Doze lendas brasileiras. Como nascem as estrelas. Rocco: Pequenos Leitores, 1987.)

 

Segundo Cegalla, “uma oração subordinada adverbial final evidencia a finalidade ou objetivo de uma ação expressa na oração principal”. Nesse contexto, identifique, através dos conectores destacados, o que representa uma finalidade. 
Alternativas
Q3520380 Português

Como nasceram as estrelas



    Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro. Antes os índios olhavam de noite para o céu escuro – e bem escuro estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela do nascimento das estrelas.


    Era uma vez, no mês de janeiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam, guerreavam. Mas nas tabas não faziam coisa alguma: deitavam-se nas redes e dormiam roncando. E a comida? Só as mulheres cuidavam do preparo dela para terem todos o que comer.


    Uma vez elas notaram que faltava milho no cesto para moer. Que fizeram as valentes mulheres? O seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um gostoso sol amarelo. As árvores rebrilhavam verdes e embaixo delas havia sombra e água fresca.


    Quando saíam de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos. Mas sempre procurando milho porque a fome era daquelas que as faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam espigazinhas murchas e sem graça.


    – Vamos voltar e trazer conosco uns curumins. (Assim chamavam os índios as crianças). Curumin dá sorte.


    E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta – eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os garotinhos também colheram muitas e fugiram das mães voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das mães que reclamariam por eles comerem tanto. Podiam esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os dois contariam tudo. Mas – e se as mães dessem falta da avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu. Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os filhos subindo pelo ar. Resolveram, essas mães nervosas, subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles.


    Aconteceu uma coisa que só acontece quando a gente acredita: as mães caíram no chão, transformando-se em onças. Quanto aos curumins, como já não podiam voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados em estrelas brilhantes.


    Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre. E, como se sabe, “sempre” não acaba nunca.



(LISPECTOR, Clarice. Doze lendas brasileiras. Como nascem as estrelas. Rocco: Pequenos Leitores, 1987.)

 

As lendas são parte do folclore e da cultura popular, e muitas vezes misturam fatos históricos com elementos sobrenaturais ou fantásticos. “Como nasceram as estrelas” é considerada uma lenda porque conta uma história fantasiosa. Sobre tal narrativa, é possível inferir que: 
Alternativas
Q3520379 Português

Como nasceram as estrelas



    Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro. Antes os índios olhavam de noite para o céu escuro – e bem escuro estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela do nascimento das estrelas.


    Era uma vez, no mês de janeiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam, guerreavam. Mas nas tabas não faziam coisa alguma: deitavam-se nas redes e dormiam roncando. E a comida? Só as mulheres cuidavam do preparo dela para terem todos o que comer.


    Uma vez elas notaram que faltava milho no cesto para moer. Que fizeram as valentes mulheres? O seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um gostoso sol amarelo. As árvores rebrilhavam verdes e embaixo delas havia sombra e água fresca.


    Quando saíam de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos. Mas sempre procurando milho porque a fome era daquelas que as faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam espigazinhas murchas e sem graça.


    – Vamos voltar e trazer conosco uns curumins. (Assim chamavam os índios as crianças). Curumin dá sorte.


    E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta – eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os garotinhos também colheram muitas e fugiram das mães voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das mães que reclamariam por eles comerem tanto. Podiam esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os dois contariam tudo. Mas – e se as mães dessem falta da avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu. Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os filhos subindo pelo ar. Resolveram, essas mães nervosas, subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles.


    Aconteceu uma coisa que só acontece quando a gente acredita: as mães caíram no chão, transformando-se em onças. Quanto aos curumins, como já não podiam voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados em estrelas brilhantes.


    Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre. E, como se sabe, “sempre” não acaba nunca.



(LISPECTOR, Clarice. Doze lendas brasileiras. Como nascem as estrelas. Rocco: Pequenos Leitores, 1987.)

 

O sinônimo da palavra destacada está corretamente indicado conforme o seu uso no texto em, EXCETO:
Alternativas
Q3520378 Português

Como nasceram as estrelas



    Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro. Antes os índios olhavam de noite para o céu escuro – e bem escuro estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela do nascimento das estrelas.


    Era uma vez, no mês de janeiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam, guerreavam. Mas nas tabas não faziam coisa alguma: deitavam-se nas redes e dormiam roncando. E a comida? Só as mulheres cuidavam do preparo dela para terem todos o que comer.


    Uma vez elas notaram que faltava milho no cesto para moer. Que fizeram as valentes mulheres? O seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um gostoso sol amarelo. As árvores rebrilhavam verdes e embaixo delas havia sombra e água fresca.


    Quando saíam de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos. Mas sempre procurando milho porque a fome era daquelas que as faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam espigazinhas murchas e sem graça.


    – Vamos voltar e trazer conosco uns curumins. (Assim chamavam os índios as crianças). Curumin dá sorte.


    E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta – eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os garotinhos também colheram muitas e fugiram das mães voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das mães que reclamariam por eles comerem tanto. Podiam esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os dois contariam tudo. Mas – e se as mães dessem falta da avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu. Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os filhos subindo pelo ar. Resolveram, essas mães nervosas, subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles.


    Aconteceu uma coisa que só acontece quando a gente acredita: as mães caíram no chão, transformando-se em onças. Quanto aos curumins, como já não podiam voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados em estrelas brilhantes.


    Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre. E, como se sabe, “sempre” não acaba nunca.



(LISPECTOR, Clarice. Doze lendas brasileiras. Como nascem as estrelas. Rocco: Pequenos Leitores, 1987.)

 

A partir da estrutura textual e dos recursos de linguagem empregados, é correto afirmar que o principal objetivo do texto é:
Alternativas
Q3520377 Português

Como nasceram as estrelas



    Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro. Antes os índios olhavam de noite para o céu escuro – e bem escuro estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela do nascimento das estrelas.


    Era uma vez, no mês de janeiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam, guerreavam. Mas nas tabas não faziam coisa alguma: deitavam-se nas redes e dormiam roncando. E a comida? Só as mulheres cuidavam do preparo dela para terem todos o que comer.


    Uma vez elas notaram que faltava milho no cesto para moer. Que fizeram as valentes mulheres? O seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um gostoso sol amarelo. As árvores rebrilhavam verdes e embaixo delas havia sombra e água fresca.


    Quando saíam de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos. Mas sempre procurando milho porque a fome era daquelas que as faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam espigazinhas murchas e sem graça.


    – Vamos voltar e trazer conosco uns curumins. (Assim chamavam os índios as crianças). Curumin dá sorte.


    E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta – eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os garotinhos também colheram muitas e fugiram das mães voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das mães que reclamariam por eles comerem tanto. Podiam esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os dois contariam tudo. Mas – e se as mães dessem falta da avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu. Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os filhos subindo pelo ar. Resolveram, essas mães nervosas, subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles.


    Aconteceu uma coisa que só acontece quando a gente acredita: as mães caíram no chão, transformando-se em onças. Quanto aos curumins, como já não podiam voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados em estrelas brilhantes.


    Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre. E, como se sabe, “sempre” não acaba nunca.



(LISPECTOR, Clarice. Doze lendas brasileiras. Como nascem as estrelas. Rocco: Pequenos Leitores, 1987.)

 

Clarice Lispector, com sua escrita sensível, transforma a lenda “Como nasceram as estrelas” em uma história rica em imaginação e poesia. Finalizado o relato que permeia esse texto, a autora deixa claro que: 
Alternativas
Q3520370 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Até tu, chaveirinho?

O chaveiro, muitas vezes ignorado, revela segredos sobre quem o carrega. Vai além de um simples enfeite: pode ser espelho da personalidade. Há quem escolha símbolos místicos como olho grego ou pimenta, denunciando uma alma supersticiosa; outros exibem logotipos da empresa, revelando total entrega ao trabalho. Já os apaixonados por futebol ostentam seus times com orgulho, quase sempre por meio de presentes que reforçam sua identidade torcedora.

Alguns preferem a praticidade: chaveiros multifuncionais com canivete, saca-rolhas e até abridor de lata, como se estivessem sempre prontos para consertar o mundo. Há os nostálgicos, que carregam lembranças de viagens marcantes ou personagens da infância. Outros escolhem os religiosos, símbolo de fé e superação. E há ainda os românticos, que usam palavras como "gratidão" ou "te amo", espalhando afetos silenciosos no dia a dia.

Mas o cotidiano foi capturado pelo luxo. O chaveiro saiu do bolso e virou grife. Um exemplo é o LaBubu — bonequinhos de Hong Kong vendidos em caixas-surpresa, que chegam a custar R$ 900. Inspirados no folclore nórdico, seus olhos grandes e sorriso travesso encantaram o mundo, mas também chamaram atenção de ladrões. O que era para exibir virou peça escondida, símbolo do consumismo contraditório.

Diante disso, prefiro a simplicidade do meu chaveiro escrito "Cê é fí di quem?". Nenhum ladrão vai querer. É barato, é meu, é sincero. Não ostenta, mas identifica. Sou filho eterno da humildade — e o meu chaveiro, ainda que modesto, diz mais sobre mim do que qualquer luxo importado.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/6/6/ate-tu-c haveirinho
No período "Inspirados no folclore nórdico, seus olhos grandes e sorriso travesso encantaram o mundo, mas também chamaram atenção de ladrões", assinale a alternativa correta quanto à classificação da oração "mas também chamaram atenção de ladrões".
Alternativas
Q3520369 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Até tu, chaveirinho?

O chaveiro, muitas vezes ignorado, revela segredos sobre quem o carrega. Vai além de um simples enfeite: pode ser espelho da personalidade. Há quem escolha símbolos místicos como olho grego ou pimenta, denunciando uma alma supersticiosa; outros exibem logotipos da empresa, revelando total entrega ao trabalho. Já os apaixonados por futebol ostentam seus times com orgulho, quase sempre por meio de presentes que reforçam sua identidade torcedora.

Alguns preferem a praticidade: chaveiros multifuncionais com canivete, saca-rolhas e até abridor de lata, como se estivessem sempre prontos para consertar o mundo. Há os nostálgicos, que carregam lembranças de viagens marcantes ou personagens da infância. Outros escolhem os religiosos, símbolo de fé e superação. E há ainda os românticos, que usam palavras como "gratidão" ou "te amo", espalhando afetos silenciosos no dia a dia.

Mas o cotidiano foi capturado pelo luxo. O chaveiro saiu do bolso e virou grife. Um exemplo é o LaBubu — bonequinhos de Hong Kong vendidos em caixas-surpresa, que chegam a custar R$ 900. Inspirados no folclore nórdico, seus olhos grandes e sorriso travesso encantaram o mundo, mas também chamaram atenção de ladrões. O que era para exibir virou peça escondida, símbolo do consumismo contraditório.

Diante disso, prefiro a simplicidade do meu chaveiro escrito "Cê é fí di quem?". Nenhum ladrão vai querer. É barato, é meu, é sincero. Não ostenta, mas identifica. Sou filho eterno da humildade — e o meu chaveiro, ainda que modesto, diz mais sobre mim do que qualquer luxo importado.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/6/6/ate-tu-c haveirinho
Considere o trecho adaptado de um texto de Fabrício Carpinejar e analise as ocorrências de sinais de pontuação, com foco em seus efeitos sintáticos e estilísticos:

"Alguns preferem chaveiros multifuncionais: canivete, abridor de garrafas, até saca-rolhas. Outros são nostálgicos — guardam bonecos antigos, lembranças de infância. E há os que optam por palavras sentimentais, como 'te amo' e 'gratidão', pequenos afetos silenciosos."

Com base na norma culta da Língua Portuguesa e na função dos sinais de pontuação, assinale a alternativa que apresenta a análise correta.
Alternativas
Q3520368 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Até tu, chaveirinho?

O chaveiro, muitas vezes ignorado, revela segredos sobre quem o carrega. Vai além de um simples enfeite: pode ser espelho da personalidade. Há quem escolha símbolos místicos como olho grego ou pimenta, denunciando uma alma supersticiosa; outros exibem logotipos da empresa, revelando total entrega ao trabalho. Já os apaixonados por futebol ostentam seus times com orgulho, quase sempre por meio de presentes que reforçam sua identidade torcedora.

Alguns preferem a praticidade: chaveiros multifuncionais com canivete, saca-rolhas e até abridor de lata, como se estivessem sempre prontos para consertar o mundo. Há os nostálgicos, que carregam lembranças de viagens marcantes ou personagens da infância. Outros escolhem os religiosos, símbolo de fé e superação. E há ainda os românticos, que usam palavras como "gratidão" ou "te amo", espalhando afetos silenciosos no dia a dia.

Mas o cotidiano foi capturado pelo luxo. O chaveiro saiu do bolso e virou grife. Um exemplo é o LaBubu — bonequinhos de Hong Kong vendidos em caixas-surpresa, que chegam a custar R$ 900. Inspirados no folclore nórdico, seus olhos grandes e sorriso travesso encantaram o mundo, mas também chamaram atenção de ladrões. O que era para exibir virou peça escondida, símbolo do consumismo contraditório.

Diante disso, prefiro a simplicidade do meu chaveiro escrito "Cê é fí di quem?". Nenhum ladrão vai querer. É barato, é meu, é sincero. Não ostenta, mas identifica. Sou filho eterno da humildade — e o meu chaveiro, ainda que modesto, diz mais sobre mim do que qualquer luxo importado.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/6/6/ate-tu-c haveirinho
No trecho acima, observa-se o emprego do verbo "haver" com valor impessoal. Considerando as regras de concordância verbal e nominal da norma culta, assinale a alternativa correta quanto ao uso e flexão do verbo destacado. 
Alternativas
Q3520366 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Até tu, chaveirinho?

O chaveiro, muitas vezes ignorado, revela segredos sobre quem o carrega. Vai além de um simples enfeite: pode ser espelho da personalidade. Há quem escolha símbolos místicos como olho grego ou pimenta, denunciando uma alma supersticiosa; outros exibem logotipos da empresa, revelando total entrega ao trabalho. Já os apaixonados por futebol ostentam seus times com orgulho, quase sempre por meio de presentes que reforçam sua identidade torcedora.

Alguns preferem a praticidade: chaveiros multifuncionais com canivete, saca-rolhas e até abridor de lata, como se estivessem sempre prontos para consertar o mundo. Há os nostálgicos, que carregam lembranças de viagens marcantes ou personagens da infância. Outros escolhem os religiosos, símbolo de fé e superação. E há ainda os românticos, que usam palavras como "gratidão" ou "te amo", espalhando afetos silenciosos no dia a dia.

Mas o cotidiano foi capturado pelo luxo. O chaveiro saiu do bolso e virou grife. Um exemplo é o LaBubu — bonequinhos de Hong Kong vendidos em caixas-surpresa, que chegam a custar R$ 900. Inspirados no folclore nórdico, seus olhos grandes e sorriso travesso encantaram o mundo, mas também chamaram atenção de ladrões. O que era para exibir virou peça escondida, símbolo do consumismo contraditório.

Diante disso, prefiro a simplicidade do meu chaveiro escrito "Cê é fí di quem?". Nenhum ladrão vai querer. É barato, é meu, é sincero. Não ostenta, mas identifica. Sou filho eterno da humildade — e o meu chaveiro, ainda que modesto, diz mais sobre mim do que qualquer luxo importado.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/6/6/ate-tu-c haveirinho
Considere o trecho abaixo, extraído e adaptado da crônica de Fabrício Carpinejar:

"Sou filho eterno da humildade — e o meu chaveiro, ainda que modesto, diz mais sobre mim do que qualquer luxo importado."

Com base na estrutura sintática e na classificação da predicação verbal dos segmentos destacados, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3520365 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Até tu, chaveirinho?

O chaveiro, muitas vezes ignorado, revela segredos sobre quem o carrega. Vai além de um simples enfeite: pode ser espelho da personalidade. Há quem escolha símbolos místicos como olho grego ou pimenta, denunciando uma alma supersticiosa; outros exibem logotipos da empresa, revelando total entrega ao trabalho. Já os apaixonados por futebol ostentam seus times com orgulho, quase sempre por meio de presentes que reforçam sua identidade torcedora.

Alguns preferem a praticidade: chaveiros multifuncionais com canivete, saca-rolhas e até abridor de lata, como se estivessem sempre prontos para consertar o mundo. Há os nostálgicos, que carregam lembranças de viagens marcantes ou personagens da infância. Outros escolhem os religiosos, símbolo de fé e superação. E há ainda os românticos, que usam palavras como "gratidão" ou "te amo", espalhando afetos silenciosos no dia a dia.

Mas o cotidiano foi capturado pelo luxo. O chaveiro saiu do bolso e virou grife. Um exemplo é o LaBubu — bonequinhos de Hong Kong vendidos em caixas-surpresa, que chegam a custar R$ 900. Inspirados no folclore nórdico, seus olhos grandes e sorriso travesso encantaram o mundo, mas também chamaram atenção de ladrões. O que era para exibir virou peça escondida, símbolo do consumismo contraditório.

Diante disso, prefiro a simplicidade do meu chaveiro escrito "Cê é fí di quem?". Nenhum ladrão vai querer. É barato, é meu, é sincero. Não ostenta, mas identifica. Sou filho eterno da humildade — e o meu chaveiro, ainda que modesto, diz mais sobre mim do que qualquer luxo importado.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/6/6/ate-tu-c haveirinho
No trecho "...presentes que reforçam sua identidade torcedora", o pronome relativo "que" introduz uma oração subordinada. Com base na análise sintática dessa oração, assinale a alternativa correta quanto à função que o termo "que" exerce no período. 
Alternativas
Q3520364 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Até tu, chaveirinho?

O chaveiro, muitas vezes ignorado, revela segredos sobre quem o carrega. Vai além de um simples enfeite: pode ser espelho da personalidade. Há quem escolha símbolos místicos como olho grego ou pimenta, denunciando uma alma supersticiosa; outros exibem logotipos da empresa, revelando total entrega ao trabalho. Já os apaixonados por futebol ostentam seus times com orgulho, quase sempre por meio de presentes que reforçam sua identidade torcedora.

Alguns preferem a praticidade: chaveiros multifuncionais com canivete, saca-rolhas e até abridor de lata, como se estivessem sempre prontos para consertar o mundo. Há os nostálgicos, que carregam lembranças de viagens marcantes ou personagens da infância. Outros escolhem os religiosos, símbolo de fé e superação. E há ainda os românticos, que usam palavras como "gratidão" ou "te amo", espalhando afetos silenciosos no dia a dia.

Mas o cotidiano foi capturado pelo luxo. O chaveiro saiu do bolso e virou grife. Um exemplo é o LaBubu — bonequinhos de Hong Kong vendidos em caixas-surpresa, que chegam a custar R$ 900. Inspirados no folclore nórdico, seus olhos grandes e sorriso travesso encantaram o mundo, mas também chamaram atenção de ladrões. O que era para exibir virou peça escondida, símbolo do consumismo contraditório.

Diante disso, prefiro a simplicidade do meu chaveiro escrito "Cê é fí di quem?". Nenhum ladrão vai querer. É barato, é meu, é sincero. Não ostenta, mas identifica. Sou filho eterno da humildade — e o meu chaveiro, ainda que modesto, diz mais sobre mim do que qualquer luxo importado.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/6/6/ate-tu-c haveirinho
No texto de Fabrício Carpinejar, a construção da coerência textual está atrelada à organização temática e à progressão semântica entre as partes, enquanto a coesão se dá por mecanismos linguísticos que estabelecem relações lógicas, temporais e referenciais. A esse respeito, assinale a alternativa que apresenta uma análise correta sobre os recursos de coerência e coesão empregados no texto.
Alternativas
Q3520202 Português
Em segredo, somos sempre estranhos


Por Fabrício Carpinejar


Q1_10.png (694×572)
Q1_10_.png (690×102)


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2025/06/em-segredo-somossempre-estranhos - texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as duas lacunas tracejadas na linha 06, segundo a ortografia da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q3520196 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Até tu, chaveirinho?

O chaveiro, muitas vezes ignorado, revela segredos sobre quem o carrega. Vai além de um simples enfeite: pode ser espelho da personalidade. Há quem escolha símbolos místicos como olho grego ou pimenta, denunciando uma alma supersticiosa; outros exibem logotipos da empresa, revelando total entrega ao trabalho. Já os apaixonados por futebol ostentam seus times com orgulho, quase sempre por meio de presentes que reforçam sua identidade torcedora.

Alguns preferem a praticidade: chaveiros multifuncionais com canivete, saca-rolhas e até abridor de lata, como se estivessem sempre prontos para consertar o mundo. Há os nostálgicos, que carregam lembranças de viagens marcantes ou personagens da infância. Outros escolhem os religiosos, símbolo de fé e superação. E há ainda os românticos, que usam palavras como "gratidão" ou "te amo", espalhando afetos silenciosos no dia a dia.

Mas o cotidiano foi capturado pelo luxo. O chaveiro saiu do bolso e virou grife. Um exemplo é o LaBubu — bonequinhos de Hong Kong vendidos em caixas-surpresa, que chegam a custar R$ 900. Inspirados no folclore nórdico, seus olhos grandes e sorriso travesso encantaram o mundo, mas também chamaram atenção de ladrões. O que era para exibir virou peça escondida, símbolo do consumismo contraditório.

Diante disso, prefiro a simplicidade do meu chaveiro escrito "Cê é fí di quem?". Nenhum ladrão vai querer. É barato, é meu, é sincero. Não ostenta, mas identifica. Sou filho eterno da humildade — e o meu chaveiro, ainda que modesto, diz mais sobre mim do que qualquer luxo importado.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/6/6/ate-tu-c haveirinho
A partir da leitura do texto de Fabrício Carpinejar sobre o chaveiro como reflexo da personalidade, assinale a alternativa que apresenta a interpretação mais precisa, considerando as ideias principais, secundárias e inferências possíveis.
Alternativas
Q3520191 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Até tu, chaveirinho?

O chaveiro, muitas vezes ignorado, revela segredos sobre quem o carrega. Vai além de um simples enfeite: pode ser espelho da personalidade. Há quem escolha símbolos místicos como olho grego ou pimenta, denunciando uma alma supersticiosa; outros exibem logotipos da empresa, revelando total entrega ao trabalho. Já os apaixonados por futebol ostentam seus times com orgulho, quase sempre por meio de presentes que reforçam sua identidade torcedora.

Alguns preferem a praticidade: chaveiros multifuncionais com canivete, saca-rolhas e até abridor de lata, como se estivessem sempre prontos para consertar o mundo. Há os nostálgicos, que carregam lembranças de viagens marcantes ou personagens da infância. Outros escolhem os religiosos, símbolo de fé e superação. E há ainda os românticos, que usam palavras como "gratidão" ou "te amo", espalhando afetos silenciosos no dia a dia.

Mas o cotidiano foi capturado pelo luxo. O chaveiro saiu do bolso e virou grife. Um exemplo é o LaBubu — bonequinhos de Hong Kong vendidos em caixas-surpresa, que chegam a custar R$ 900. Inspirados no folclore nórdico, seus olhos grandes e sorriso travesso encantaram o mundo, mas também chamaram atenção de ladrões. O que era para exibir virou peça escondida, símbolo do consumismo contraditório.

Diante disso, prefiro a simplicidade do meu chaveiro escrito "Cê é fí di quem?". Nenhum ladrão vai querer. É barato, é meu, é sincero. Não ostenta, mas identifica. Sou filho eterno da humildade — e o meu chaveiro, ainda que modesto, diz mais sobre mim do que qualquer luxo importado.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/6/6/ate-tu-c haveirinho
O texto de Fabrício Carpinejar, ao tratar da simbologia dos chaveiros, desenvolve-se como uma crônica interpretativa e reflexiva. Considerando as estratégias de leitura e compreensão textual, assinale a alternativa correta quanto à construção de sentido e à estrutura argumentativa do texto.
Alternativas
Q3520190 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Até tu, chaveirinho?

O chaveiro, muitas vezes ignorado, revela segredos sobre quem o carrega. Vai além de um simples enfeite: pode ser espelho da personalidade. Há quem escolha símbolos místicos como olho grego ou pimenta, denunciando uma alma supersticiosa; outros exibem logotipos da empresa, revelando total entrega ao trabalho. Já os apaixonados por futebol ostentam seus times com orgulho, quase sempre por meio de presentes que reforçam sua identidade torcedora.

Alguns preferem a praticidade: chaveiros multifuncionais com canivete, saca-rolhas e até abridor de lata, como se estivessem sempre prontos para consertar o mundo. Há os nostálgicos, que carregam lembranças de viagens marcantes ou personagens da infância. Outros escolhem os religiosos, símbolo de fé e superação. E há ainda os românticos, que usam palavras como "gratidão" ou "te amo", espalhando afetos silenciosos no dia a dia.

Mas o cotidiano foi capturado pelo luxo. O chaveiro saiu do bolso e virou grife. Um exemplo é o LaBubu — bonequinhos de Hong Kong vendidos em caixas-surpresa, que chegam a custar R$ 900. Inspirados no folclore nórdico, seus olhos grandes e sorriso travesso encantaram o mundo, mas também chamaram atenção de ladrões. O que era para exibir virou peça escondida, símbolo do consumismo contraditório.

Diante disso, prefiro a simplicidade do meu chaveiro escrito "Cê é fí di quem?". Nenhum ladrão vai querer. É barato, é meu, é sincero. Não ostenta, mas identifica. Sou filho eterno da humildade — e o meu chaveiro, ainda que modesto, diz mais sobre mim do que qualquer luxo importado.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/6/6/ate-tu-c haveirinho
No trecho "como se estivessem sempre prontos para consertar o mundo", o uso do pronome "se" obedece às normas de colocação pronominal previstas na gramática normativa. Com base nessa estrutura, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3520188 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Até tu, chaveirinho?

O chaveiro, muitas vezes ignorado, revela segredos sobre quem o carrega. Vai além de um simples enfeite: pode ser espelho da personalidade. Há quem escolha símbolos místicos como olho grego ou pimenta, denunciando uma alma supersticiosa; outros exibem logotipos da empresa, revelando total entrega ao trabalho. Já os apaixonados por futebol ostentam seus times com orgulho, quase sempre por meio de presentes que reforçam sua identidade torcedora.

Alguns preferem a praticidade: chaveiros multifuncionais com canivete, saca-rolhas e até abridor de lata, como se estivessem sempre prontos para consertar o mundo. Há os nostálgicos, que carregam lembranças de viagens marcantes ou personagens da infância. Outros escolhem os religiosos, símbolo de fé e superação. E há ainda os românticos, que usam palavras como "gratidão" ou "te amo", espalhando afetos silenciosos no dia a dia.

Mas o cotidiano foi capturado pelo luxo. O chaveiro saiu do bolso e virou grife. Um exemplo é o LaBubu — bonequinhos de Hong Kong vendidos em caixas-surpresa, que chegam a custar R$ 900. Inspirados no folclore nórdico, seus olhos grandes e sorriso travesso encantaram o mundo, mas também chamaram atenção de ladrões. O que era para exibir virou peça escondida, símbolo do consumismo contraditório.

Diante disso, prefiro a simplicidade do meu chaveiro escrito "Cê é fí di quem?". Nenhum ladrão vai querer. É barato, é meu, é sincero. Não ostenta, mas identifica. Sou filho eterno da humildade — e o meu chaveiro, ainda que modesto, diz mais sobre mim do que qualquer luxo importado.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/6/6/ate-tu-c haveirinho
No trecho acima, o verbo "ostentar" é empregado de acordo com sua regência normativa. Considerando as regras de regência verbal e nominal da norma culta, assinale a alternativa correta quanto ao emprego dos complementos verbais e nominais.
Alternativas
Q3520101 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que significa a equação na sepultura de Stephen Hawking


Quando Stephen Hawking morreu em 14 de março de 2018, ele era o cientista vivo mais famoso do mundo.


Durante seus setenta e seis anos de vida, o físico britânico escreveu dezenas de artigos científicos e livros de ciência popular, participou de documentários, séries e teve até mesmo sua trajetória retratada em um filme.


O diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença neuromotora, aos vinte e um anos, obrigou-o a viver em uma cadeira de rodas e a usar um sofisticado sistema de comunicação. Isso não foi obstáculo para sua carreira científica, tampouco para seu estrelato.


De todas as suas conquistas, ele queria ser lembrado por uma teoria em particular, cuja fórmula está gravada em sua lápide na Abadia de Westminster, em Londres, a poucos passos dos túmulos de Isaac Newton e Charles Darwin.


Trata-se da chamada radiação Hawking.


Sete anos após sua morte, esta teoria é tão importante para compreender o Universo em geral, e os buracos negros em particular, que instituições de prestígio como a Nasa, a agência espacial americana e a Organização Europeia para Pesquisa Nuclear trabalham para detectá-la.


"Aqui jaz o que era mortal de Stephen Hawking (1942-2018)", está escrito na lápide de pedra com tom de ardósia, um cinza escuro que não chega a ser preto, combinando com sua teoria. No centro, está gravada uma espécie de espiral que circunda uma elipse e os dez caracteres da equação.


"A equação expressa sua ideia de que os buracos negros no Universo não são completamente negros, mas emitem um brilho conhecido como radiação Hawking", explica a Abadia de Westminster, que tem um cartão-postal da lápide à venda em sua loja oficial.


Muito antes de ganhar status de souvenir, a ideia de que buracos negros não são realmente tão negros provocou repúdio, inclusive, no próprio Hawking.


Em 2016, o físico palestrou para a BBC como parte do programa anual. Lá, o físico contou que, no início de 1974, ele estava "investigando como seria o comportamento da matéria nas proximidades de um buraco negro".


"Para minha grande surpresa", ele acrescentou, "descobri que o buraco negro parecia emitir partículas a uma taxa constante. Como todo mundo na época, eu aceitava a máxima de que um buraco negro não poderia emitir nada. Por isso, eu me esforcei ao máximo para tentar me livrar deste efeito constrangedor."


"Quanto mais eu pensava nele, mais ele se recusava a ir embora, então, no final, eu tive que aceitá-lo."



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5y0j5d0z5eo.adaptado.

Lá, o físico contou "que, no início de 1974, ele estava investigando" como seria o comportamento da matéria nas proximidades de um buraco negro.



A expressão destacada trata-se de uma oração subordinada:

Alternativas
Q3520100 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que significa a equação na sepultura de Stephen Hawking


Quando Stephen Hawking morreu em 14 de março de 2018, ele era o cientista vivo mais famoso do mundo.


Durante seus setenta e seis anos de vida, o físico britânico escreveu dezenas de artigos científicos e livros de ciência popular, participou de documentários, séries e teve até mesmo sua trajetória retratada em um filme.


O diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença neuromotora, aos vinte e um anos, obrigou-o a viver em uma cadeira de rodas e a usar um sofisticado sistema de comunicação. Isso não foi obstáculo para sua carreira científica, tampouco para seu estrelato.


De todas as suas conquistas, ele queria ser lembrado por uma teoria em particular, cuja fórmula está gravada em sua lápide na Abadia de Westminster, em Londres, a poucos passos dos túmulos de Isaac Newton e Charles Darwin.


Trata-se da chamada radiação Hawking.


Sete anos após sua morte, esta teoria é tão importante para compreender o Universo em geral, e os buracos negros em particular, que instituições de prestígio como a Nasa, a agência espacial americana e a Organização Europeia para Pesquisa Nuclear trabalham para detectá-la.


"Aqui jaz o que era mortal de Stephen Hawking (1942-2018)", está escrito na lápide de pedra com tom de ardósia, um cinza escuro que não chega a ser preto, combinando com sua teoria. No centro, está gravada uma espécie de espiral que circunda uma elipse e os dez caracteres da equação.


"A equação expressa sua ideia de que os buracos negros no Universo não são completamente negros, mas emitem um brilho conhecido como radiação Hawking", explica a Abadia de Westminster, que tem um cartão-postal da lápide à venda em sua loja oficial.


Muito antes de ganhar status de souvenir, a ideia de que buracos negros não são realmente tão negros provocou repúdio, inclusive, no próprio Hawking.


Em 2016, o físico palestrou para a BBC como parte do programa anual. Lá, o físico contou que, no início de 1974, ele estava "investigando como seria o comportamento da matéria nas proximidades de um buraco negro".


"Para minha grande surpresa", ele acrescentou, "descobri que o buraco negro parecia emitir partículas a uma taxa constante. Como todo mundo na época, eu aceitava a máxima de que um buraco negro não poderia emitir nada. Por isso, eu me esforcei ao máximo para tentar me livrar deste efeito constrangedor."


"Quanto mais eu pensava nele, mais ele se recusava a ir embora, então, no final, eu tive que aceitá-lo."



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5y0j5d0z5eo.adaptado.

Quanto mais eu pensava nele, mais ele "se recusava" a ir embora, então, no final, eu tive que "aceitá-lo".



As normas-padrão de colocação pronominal destacadas na frase denominam-se, respectivamente:

Alternativas
Q3520099 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que significa a equação na sepultura de Stephen Hawking


Quando Stephen Hawking morreu em 14 de março de 2018, ele era o cientista vivo mais famoso do mundo.


Durante seus setenta e seis anos de vida, o físico britânico escreveu dezenas de artigos científicos e livros de ciência popular, participou de documentários, séries e teve até mesmo sua trajetória retratada em um filme.


O diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença neuromotora, aos vinte e um anos, obrigou-o a viver em uma cadeira de rodas e a usar um sofisticado sistema de comunicação. Isso não foi obstáculo para sua carreira científica, tampouco para seu estrelato.


De todas as suas conquistas, ele queria ser lembrado por uma teoria em particular, cuja fórmula está gravada em sua lápide na Abadia de Westminster, em Londres, a poucos passos dos túmulos de Isaac Newton e Charles Darwin.


Trata-se da chamada radiação Hawking.


Sete anos após sua morte, esta teoria é tão importante para compreender o Universo em geral, e os buracos negros em particular, que instituições de prestígio como a Nasa, a agência espacial americana e a Organização Europeia para Pesquisa Nuclear trabalham para detectá-la.


"Aqui jaz o que era mortal de Stephen Hawking (1942-2018)", está escrito na lápide de pedra com tom de ardósia, um cinza escuro que não chega a ser preto, combinando com sua teoria. No centro, está gravada uma espécie de espiral que circunda uma elipse e os dez caracteres da equação.


"A equação expressa sua ideia de que os buracos negros no Universo não são completamente negros, mas emitem um brilho conhecido como radiação Hawking", explica a Abadia de Westminster, que tem um cartão-postal da lápide à venda em sua loja oficial.


Muito antes de ganhar status de souvenir, a ideia de que buracos negros não são realmente tão negros provocou repúdio, inclusive, no próprio Hawking.


Em 2016, o físico palestrou para a BBC como parte do programa anual. Lá, o físico contou que, no início de 1974, ele estava "investigando como seria o comportamento da matéria nas proximidades de um buraco negro".


"Para minha grande surpresa", ele acrescentou, "descobri que o buraco negro parecia emitir partículas a uma taxa constante. Como todo mundo na época, eu aceitava a máxima de que um buraco negro não poderia emitir nada. Por isso, eu me esforcei ao máximo para tentar me livrar deste efeito constrangedor."


"Quanto mais eu pensava nele, mais ele se recusava a ir embora, então, no final, eu tive que aceitá-lo."



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5y0j5d0z5eo.adaptado.

Trata-se da chamada radiação Hawking.



Sintaticamente, é correto afirmar que, nesta frase:

Alternativas
Q3520098 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que significa a equação na sepultura de Stephen Hawking


Quando Stephen Hawking morreu em 14 de março de 2018, ele era o cientista vivo mais famoso do mundo.


Durante seus setenta e seis anos de vida, o físico britânico escreveu dezenas de artigos científicos e livros de ciência popular, participou de documentários, séries e teve até mesmo sua trajetória retratada em um filme.


O diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença neuromotora, aos vinte e um anos, obrigou-o a viver em uma cadeira de rodas e a usar um sofisticado sistema de comunicação. Isso não foi obstáculo para sua carreira científica, tampouco para seu estrelato.


De todas as suas conquistas, ele queria ser lembrado por uma teoria em particular, cuja fórmula está gravada em sua lápide na Abadia de Westminster, em Londres, a poucos passos dos túmulos de Isaac Newton e Charles Darwin.


Trata-se da chamada radiação Hawking.


Sete anos após sua morte, esta teoria é tão importante para compreender o Universo em geral, e os buracos negros em particular, que instituições de prestígio como a Nasa, a agência espacial americana e a Organização Europeia para Pesquisa Nuclear trabalham para detectá-la.


"Aqui jaz o que era mortal de Stephen Hawking (1942-2018)", está escrito na lápide de pedra com tom de ardósia, um cinza escuro que não chega a ser preto, combinando com sua teoria. No centro, está gravada uma espécie de espiral que circunda uma elipse e os dez caracteres da equação.


"A equação expressa sua ideia de que os buracos negros no Universo não são completamente negros, mas emitem um brilho conhecido como radiação Hawking", explica a Abadia de Westminster, que tem um cartão-postal da lápide à venda em sua loja oficial.


Muito antes de ganhar status de souvenir, a ideia de que buracos negros não são realmente tão negros provocou repúdio, inclusive, no próprio Hawking.


Em 2016, o físico palestrou para a BBC como parte do programa anual. Lá, o físico contou que, no início de 1974, ele estava "investigando como seria o comportamento da matéria nas proximidades de um buraco negro".


"Para minha grande surpresa", ele acrescentou, "descobri que o buraco negro parecia emitir partículas a uma taxa constante. Como todo mundo na época, eu aceitava a máxima de que um buraco negro não poderia emitir nada. Por isso, eu me esforcei ao máximo para tentar me livrar deste efeito constrangedor."


"Quanto mais eu pensava nele, mais ele se recusava a ir embora, então, no final, eu tive que aceitá-lo."



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5y0j5d0z5eo.adaptado.

Sete anos após sua morte, esta teoria é tão importante para "compreender" o Universo em geral, e os buracos negros em particular.



O verbo destacado, nesta frase, comporta-se como um verbo:

Alternativas
Respostas
28461: D
28462: B
28463: B
28464: C
28465: B
28466: B
28467: D
28468: B
28469: A
28470: B
28471: C
28472: A
28473: D
28474: A
28475: B
28476: C
28477: C
28478: A
28479: C
28480: B