Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3528426 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

Medo e cautela nas escolas

        O Brasil assiste a uma escalada de violência nas escolas, segundo levantamento publicado na revista Pesquisa Fapesp, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. A conclusão, perturbadora, decorre dos registros oficiais de incidentes num período de dez anos, com dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania: em 2013, foram registradas 3,7 mil vítimas de violência interpessoal nas escolas, incluindo estudantes, professores e outros membros da comunidade escolar; em 2023, esse número subiu para 13,1 mil.

        Números como esses ajudam a modular a sensação de medo, insegurança e impotência de pais, alunos, professores e profissionais em geral que atuam com ensino, infância e adolescência. Também são essenciais para pavimentar o caminho da busca de soluções preventivas, incluindo melhor qualificação na identificação de comportamentos e sinais que possam levar a práticas violentas. Revelam-se igualmente relevantes no despertar de autoridades para o sentido de urgência por um maior preparo do País para enfrentar a violência dentro das escolas e em seu entorno. E se transformam, por fim, num elemento a mais de alerta para um público já em sobressalto – o que explica a impressionante repercussão de obras como A geração ansiosa, que detalha os efeitos nefastos do mundo hiperconectado para a saúde mental dos jovens, ou a minissérie Adolescência, que se tornou a mais vista na plataforma Netflix ao gerar debates sobre temas como ódio online, machismo e o impacto de discursos radicais em adolescentes.

        Convém cautela, contudo, para não espalhar brasas onde já existe fogo. Se, por um lado, a arte e os números servem para reduzir o abismo existente entre dois mundos – o dos adultos e dos adolescentes – e, sobretudo, não deixar que a inércia, a incerteza e o desconhecimento deixem prosperar a ideia de que a escola é lugar de perigos e não de aprendizagem e convivência, por outro lado, o risco é de que um caldeirão de conclusões simplificadoras termine por produzir uma espécie de pânico moral, como são chamadas as reações desproporcionais a problemas vistos como ameaça à ordem social.

        Antes, portanto, de inspirar medo generalizado e medidas drásticas – como vigilância e punitivismo em excesso –, os estudos e os debates deles decorrentes precisam fortalecer diagnósticos e soluções baseados em evidências. Assim como os problemas têm natureza múltipla, as respostas também implicam uma soma de complexidades e ações intersetoriais que não comportam vaticínios simplistas. Mas, com ou sem excessos, há pelo menos uma grande certeza: o País não pode ignorar o debate do que fazer com a escola e seus jovens.

(O Estado de S.Paulo, Editorial, 24.04.2025. Adaptado)
De acordo com o Currículo Paulista: etapa Ensino Médio (2020), no que diz respeito ao desenvolvimento de habilidades de leitura e produção textual, tem-se como objetivo “ampliar as possibilidades de participação dos jovens nas práticas relativas ao trato com a informação e opinião, as quais estão no centro da esfera jornalística/ midiática. Para além de consolidar habilidades envolvidas na escuta, leitura e escrita de textos que circulam no campo, o que se pretende é propiciar experiências que mantenham os jovens interessados pelos fatos que acontecem na sua comunidade, na sua cidade e no mundo e que afetam as vidas das pessoas no cotidiano”.
Com base nessas informações, uma atividade desenvolvida em sala de aula que pode garantir o desenvolvimento de habilidades e o interesse dos alunos pode ocorrer a partir
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Q3528425 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

Medo e cautela nas escolas

        O Brasil assiste a uma escalada de violência nas escolas, segundo levantamento publicado na revista Pesquisa Fapesp, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. A conclusão, perturbadora, decorre dos registros oficiais de incidentes num período de dez anos, com dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania: em 2013, foram registradas 3,7 mil vítimas de violência interpessoal nas escolas, incluindo estudantes, professores e outros membros da comunidade escolar; em 2023, esse número subiu para 13,1 mil.

        Números como esses ajudam a modular a sensação de medo, insegurança e impotência de pais, alunos, professores e profissionais em geral que atuam com ensino, infância e adolescência. Também são essenciais para pavimentar o caminho da busca de soluções preventivas, incluindo melhor qualificação na identificação de comportamentos e sinais que possam levar a práticas violentas. Revelam-se igualmente relevantes no despertar de autoridades para o sentido de urgência por um maior preparo do País para enfrentar a violência dentro das escolas e em seu entorno. E se transformam, por fim, num elemento a mais de alerta para um público já em sobressalto – o que explica a impressionante repercussão de obras como A geração ansiosa, que detalha os efeitos nefastos do mundo hiperconectado para a saúde mental dos jovens, ou a minissérie Adolescência, que se tornou a mais vista na plataforma Netflix ao gerar debates sobre temas como ódio online, machismo e o impacto de discursos radicais em adolescentes.

        Convém cautela, contudo, para não espalhar brasas onde já existe fogo. Se, por um lado, a arte e os números servem para reduzir o abismo existente entre dois mundos – o dos adultos e dos adolescentes – e, sobretudo, não deixar que a inércia, a incerteza e o desconhecimento deixem prosperar a ideia de que a escola é lugar de perigos e não de aprendizagem e convivência, por outro lado, o risco é de que um caldeirão de conclusões simplificadoras termine por produzir uma espécie de pânico moral, como são chamadas as reações desproporcionais a problemas vistos como ameaça à ordem social.

        Antes, portanto, de inspirar medo generalizado e medidas drásticas – como vigilância e punitivismo em excesso –, os estudos e os debates deles decorrentes precisam fortalecer diagnósticos e soluções baseados em evidências. Assim como os problemas têm natureza múltipla, as respostas também implicam uma soma de complexidades e ações intersetoriais que não comportam vaticínios simplistas. Mas, com ou sem excessos, há pelo menos uma grande certeza: o País não pode ignorar o debate do que fazer com a escola e seus jovens.

(O Estado de S.Paulo, Editorial, 24.04.2025. Adaptado)
Ao analisarem a relevância que a reportagem ganhou no mundo moderno, Roxane Helena Rodrigues Rojo e Eduardo de Moura Almeida (Letramentos, mídias, linguagens, 2019) citam a forma como as notícias são organizadas em uma reportagem e ilustram-na com a seguinte figura:
Imagem associada para resolução da questão (Roxane Helena Rodrigues Rojo e Eduardo de Moura Almeida, Letramentos, mídias, linguagens, 2019. Adaptado)
Com base na discussão dos autores e no conhecimento sobre os gêneros textuais, conclui-se que os números 1 e 2 referem-se, correta e respectivamente, às informações
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Q3528424 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

Medo e cautela nas escolas

        O Brasil assiste a uma escalada de violência nas escolas, segundo levantamento publicado na revista Pesquisa Fapesp, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. A conclusão, perturbadora, decorre dos registros oficiais de incidentes num período de dez anos, com dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania: em 2013, foram registradas 3,7 mil vítimas de violência interpessoal nas escolas, incluindo estudantes, professores e outros membros da comunidade escolar; em 2023, esse número subiu para 13,1 mil.

        Números como esses ajudam a modular a sensação de medo, insegurança e impotência de pais, alunos, professores e profissionais em geral que atuam com ensino, infância e adolescência. Também são essenciais para pavimentar o caminho da busca de soluções preventivas, incluindo melhor qualificação na identificação de comportamentos e sinais que possam levar a práticas violentas. Revelam-se igualmente relevantes no despertar de autoridades para o sentido de urgência por um maior preparo do País para enfrentar a violência dentro das escolas e em seu entorno. E se transformam, por fim, num elemento a mais de alerta para um público já em sobressalto – o que explica a impressionante repercussão de obras como A geração ansiosa, que detalha os efeitos nefastos do mundo hiperconectado para a saúde mental dos jovens, ou a minissérie Adolescência, que se tornou a mais vista na plataforma Netflix ao gerar debates sobre temas como ódio online, machismo e o impacto de discursos radicais em adolescentes.

        Convém cautela, contudo, para não espalhar brasas onde já existe fogo. Se, por um lado, a arte e os números servem para reduzir o abismo existente entre dois mundos – o dos adultos e dos adolescentes – e, sobretudo, não deixar que a inércia, a incerteza e o desconhecimento deixem prosperar a ideia de que a escola é lugar de perigos e não de aprendizagem e convivência, por outro lado, o risco é de que um caldeirão de conclusões simplificadoras termine por produzir uma espécie de pânico moral, como são chamadas as reações desproporcionais a problemas vistos como ameaça à ordem social.

        Antes, portanto, de inspirar medo generalizado e medidas drásticas – como vigilância e punitivismo em excesso –, os estudos e os debates deles decorrentes precisam fortalecer diagnósticos e soluções baseados em evidências. Assim como os problemas têm natureza múltipla, as respostas também implicam uma soma de complexidades e ações intersetoriais que não comportam vaticínios simplistas. Mas, com ou sem excessos, há pelo menos uma grande certeza: o País não pode ignorar o debate do que fazer com a escola e seus jovens.

(O Estado de S.Paulo, Editorial, 24.04.2025. Adaptado)
Na perspectiva da Prática de Análise Linguística, como propõe o Currículo Paulista: etapa Ensino Médio (2020), a reescrita de passagem do texto que atende à norma­ -padrão da língua quanto à colocação pronominal é:
Alternativas
Q3528423 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

Medo e cautela nas escolas

        O Brasil assiste a uma escalada de violência nas escolas, segundo levantamento publicado na revista Pesquisa Fapesp, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. A conclusão, perturbadora, decorre dos registros oficiais de incidentes num período de dez anos, com dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania: em 2013, foram registradas 3,7 mil vítimas de violência interpessoal nas escolas, incluindo estudantes, professores e outros membros da comunidade escolar; em 2023, esse número subiu para 13,1 mil.

        Números como esses ajudam a modular a sensação de medo, insegurança e impotência de pais, alunos, professores e profissionais em geral que atuam com ensino, infância e adolescência. Também são essenciais para pavimentar o caminho da busca de soluções preventivas, incluindo melhor qualificação na identificação de comportamentos e sinais que possam levar a práticas violentas. Revelam-se igualmente relevantes no despertar de autoridades para o sentido de urgência por um maior preparo do País para enfrentar a violência dentro das escolas e em seu entorno. E se transformam, por fim, num elemento a mais de alerta para um público já em sobressalto – o que explica a impressionante repercussão de obras como A geração ansiosa, que detalha os efeitos nefastos do mundo hiperconectado para a saúde mental dos jovens, ou a minissérie Adolescência, que se tornou a mais vista na plataforma Netflix ao gerar debates sobre temas como ódio online, machismo e o impacto de discursos radicais em adolescentes.

        Convém cautela, contudo, para não espalhar brasas onde já existe fogo. Se, por um lado, a arte e os números servem para reduzir o abismo existente entre dois mundos – o dos adultos e dos adolescentes – e, sobretudo, não deixar que a inércia, a incerteza e o desconhecimento deixem prosperar a ideia de que a escola é lugar de perigos e não de aprendizagem e convivência, por outro lado, o risco é de que um caldeirão de conclusões simplificadoras termine por produzir uma espécie de pânico moral, como são chamadas as reações desproporcionais a problemas vistos como ameaça à ordem social.

        Antes, portanto, de inspirar medo generalizado e medidas drásticas – como vigilância e punitivismo em excesso –, os estudos e os debates deles decorrentes precisam fortalecer diagnósticos e soluções baseados em evidências. Assim como os problemas têm natureza múltipla, as respostas também implicam uma soma de complexidades e ações intersetoriais que não comportam vaticínios simplistas. Mas, com ou sem excessos, há pelo menos uma grande certeza: o País não pode ignorar o debate do que fazer com a escola e seus jovens.

(O Estado de S.Paulo, Editorial, 24.04.2025. Adaptado)
De acordo com o Currículo Paulista: etapa Ensino Médio (2020), justifica-se a inclusão da obra referida, nas aulas do Ensino Médio, com o objetivo de
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Q3528422 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

        Na obra, recupera-se a narração em terceira pessoa para melhor objetivar o nascimento, a paixão e a morte de um provinciano ingênuo. Rubião, herdeiro improvisado de uma grande fortuna, cai nos laços de um casal ambicioso; a mulher, a ambígua Sofia, vendo-o rico e desfrutável, dá-lhe esperanças, mas se abstém cautelosamente de realizá-las ao perceber no apaixonado traços de crescente loucura. Em longos ziguezagues se vão delineando o destino do pobre Rubião e a vileza bem composta do mundo onde triunfam Sofia e o marido; e não sei de quadro mais fino da sociedade burguesa do Segundo Reinado do que este, composto a modo de um mosaico de atitudes e frases do dia a dia. Desse mundo é expulso com metódica dureza o louco, o pobre, o diferente. As últimas páginas do romance, contando o fim do nosso anti-herói nas ladeiras de Barbacena, trazem na sua simplicidade patética o selo do gênio.

(Alfredo Bosi, História concisa da literatura brasileira, 2015. Adaptado)
Com base em Ingedore Koch (Desvendando os segredos do texto, 2018), é correto afirmar que o termo destacado é responsável pela progressão referencial em:
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Q3528421 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

        Na obra, recupera-se a narração em terceira pessoa para melhor objetivar o nascimento, a paixão e a morte de um provinciano ingênuo. Rubião, herdeiro improvisado de uma grande fortuna, cai nos laços de um casal ambicioso; a mulher, a ambígua Sofia, vendo-o rico e desfrutável, dá-lhe esperanças, mas se abstém cautelosamente de realizá-las ao perceber no apaixonado traços de crescente loucura. Em longos ziguezagues se vão delineando o destino do pobre Rubião e a vileza bem composta do mundo onde triunfam Sofia e o marido; e não sei de quadro mais fino da sociedade burguesa do Segundo Reinado do que este, composto a modo de um mosaico de atitudes e frases do dia a dia. Desse mundo é expulso com metódica dureza o louco, o pobre, o diferente. As últimas páginas do romance, contando o fim do nosso anti-herói nas ladeiras de Barbacena, trazem na sua simplicidade patética o selo do gênio.

(Alfredo Bosi, História concisa da literatura brasileira, 2015. Adaptado)
Considere as passagens a seguir:
•  Rubião, herdeiro improvisado de uma grande fortuna, cai nos laços de um casal ambicioso; a mulher, a ambígua Sofia, vendo-o rico e desfrutável, dá-lhe esperanças, mas se abstém cautelosamente de realizá-las ao perceber no apaixonado traços de crescente loucura.
•  Em longos ziguezagues se vão delineando o destino do pobre Rubião e a vileza bem composta do mundo onde triunfam Sofia e o marido; e não sei de quadro mais fino da sociedade burguesa do Segundo Reinado do que este, composto a modo de um mosaico de atitudes e frases do dia a dia.
De acordo com Ingedore Koch e Vanda Maria Elias (Ler e escrever: estratégias de produção textual, 2011), as sequências textuais predominantes nos trechos transcritos são, correta e respectivamente,
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Q3528419 Português
Leia a descrição a seguir:
        Qualquer ocasião em que um fragmento de escrita faz parte integral da natureza das interações dos participantes e de seus processos interpretativos.
(Heath, citado por Street, em Roxane Helena Rodrigues Rojo e Eduardo de Moura Almeida, Letramentos, mídias, linguagens, 2019. Adaptado)
A descrição refere-se a
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Q3528418 Português
Marcuschi (Produção textual, análise de gêneros e compreensão, 2008), retomando Bakhtin/Volochinov, apresenta “a noção de dialogismo como princípio fundador da linguagem: toda linguagem é dialógica”.
Isso significa dizer que a linguagem 
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Q3528416 Português
Em relação à ideia de que “é preciso saber gramática para falar e escrever bem”, Marcos Bagno (Preconceito linguístico, 2015) afirma: “É difícil encontrar alguém que não concorde com a declaração. Ela vive na ponta da língua da grande maioria dos professores de português e está formulada em muitos compêndios gramaticais”.
Sobre essa ideia, o autor pondera que se trata de
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Q3528415 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

        Em que se baseia a leitura? No desejo. Esta resposta é uma opção. É tanto o resultado de uma observação como de uma intuição vivida. Ler é identificar-se como apaixonado ou como místico. É ser um pouco clandestino, é abolir o mundo exterior, deportar-se para uma ficção, abrir o parêntese do imaginário. Ler é muitas vezes trancar-se (no sentido próprio e figurado). É manter uma ligação através do tato, do olhar, até mesmo do ouvido (as palavras ressoam). As pessoas leem com seus corpos. Ler é também sair transformado de uma experiência de vida, é esperar alguma coisa. É um sinal de vida, um apelo, uma ocasião de amar sem a certeza de que se vai amar. Pouco a pouco o desejo desaparece sob o prazer.

(Lionel Bellenger, Os métodos de leitura. Em Angela Kleiman,
Oficina de leitura: teoria & prática, 2017)
De acordo com o Currículo Paulista: Ensino Fundamental (2019), espera-se que os alunos “... usem a reflexão linguística e semiótica a favor da produção de sentido, de um uso consciente da língua e seus recursos”.
Dessa forma, com a leitura da frase final do texto – “Pouco a pouco o desejo desaparece sob o prazer.” –, atentos ao sentido estabelecido pela preposição destacada, os alunos deverão entender que a fruição do texto acontece 
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Q3528414 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

        Em que se baseia a leitura? No desejo. Esta resposta é uma opção. É tanto o resultado de uma observação como de uma intuição vivida. Ler é identificar-se como apaixonado ou como místico. É ser um pouco clandestino, é abolir o mundo exterior, deportar-se para uma ficção, abrir o parêntese do imaginário. Ler é muitas vezes trancar-se (no sentido próprio e figurado). É manter uma ligação através do tato, do olhar, até mesmo do ouvido (as palavras ressoam). As pessoas leem com seus corpos. Ler é também sair transformado de uma experiência de vida, é esperar alguma coisa. É um sinal de vida, um apelo, uma ocasião de amar sem a certeza de que se vai amar. Pouco a pouco o desejo desaparece sob o prazer.

(Lionel Bellenger, Os métodos de leitura. Em Angela Kleiman,
Oficina de leitura: teoria & prática, 2017)
Leia o excerto a seguir:
        Entende-se aqui leitor literário como aquele capaz de fruir um texto, reconhecer suas camadas valorativas, colocar-se em relação a ele, considerar sua recepção no contexto histórico original de produção e atualizar sentidos, observando as permanências e impermanências; é o leitor que constrói um repertório que lhe permite também observar que as produções literárias integram uma cadeia discursiva, pertencendo a uma dada tradição que constrói seus próprios modos de fabulação e expressão.
(Currículo Paulista: Ensino Fundamental, 2019)
Em relação ao posicionamento de Lionel Bellenger, as informações do Currículo Paulista
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Q3528413 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

        Em que se baseia a leitura? No desejo. Esta resposta é uma opção. É tanto o resultado de uma observação como de uma intuição vivida. Ler é identificar-se como apaixonado ou como místico. É ser um pouco clandestino, é abolir o mundo exterior, deportar-se para uma ficção, abrir o parêntese do imaginário. Ler é muitas vezes trancar-se (no sentido próprio e figurado). É manter uma ligação através do tato, do olhar, até mesmo do ouvido (as palavras ressoam). As pessoas leem com seus corpos. Ler é também sair transformado de uma experiência de vida, é esperar alguma coisa. É um sinal de vida, um apelo, uma ocasião de amar sem a certeza de que se vai amar. Pouco a pouco o desejo desaparece sob o prazer.

(Lionel Bellenger, Os métodos de leitura. Em Angela Kleiman,
Oficina de leitura: teoria & prática, 2017)
Com base em Ingedore Koch e Vanda Maria Elias (Ler e compreender: os sentidos do texto, 2011), considerando­-se os enunciados a partir da frase “Ler é identificar-se como apaixonado ou como místico.” até o final do texto, conclui-se corretamente que a progressão temática nessa passagem se concretiza com
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Q3528412 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

        Em que se baseia a leitura? No desejo. Esta resposta é uma opção. É tanto o resultado de uma observação como de uma intuição vivida. Ler é identificar-se como apaixonado ou como místico. É ser um pouco clandestino, é abolir o mundo exterior, deportar-se para uma ficção, abrir o parêntese do imaginário. Ler é muitas vezes trancar-se (no sentido próprio e figurado). É manter uma ligação através do tato, do olhar, até mesmo do ouvido (as palavras ressoam). As pessoas leem com seus corpos. Ler é também sair transformado de uma experiência de vida, é esperar alguma coisa. É um sinal de vida, um apelo, uma ocasião de amar sem a certeza de que se vai amar. Pouco a pouco o desejo desaparece sob o prazer.

(Lionel Bellenger, Os métodos de leitura. Em Angela Kleiman,
Oficina de leitura: teoria & prática, 2017)

Angela Kleiman cita Lionel Bellenger ao discutir a leitura.


De acordo com ela, essa prática na escola caracteriza-se como uma atividade

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Q3528411 Português
Leia os versos a seguir para responder a questão:

Amigo Doroteu, prezado amigo,
Abre os olhos, boceja, estende os braços
E limpa as pestanas carregadas
O pegajoso humor, que o sono ajunta.
Critilo, o teu Critilo, é quem te chama;
Ergue a cabeça da engomada fronha,
Acorda, se ouvir queres cousas raras.
(Tomás Antônio Gonzaga, Cartas chilenas,
em Alfredo Bosi, História concisa da literatura brasileira, 2015)
Nos versos, a coesão sequencial está marcada, entre outros fatores, com o recurso
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Q3528410 Português
Leia os versos a seguir para responder a questão:

Amigo Doroteu, prezado amigo,
Abre os olhos, boceja, estende os braços
E limpa as pestanas carregadas
O pegajoso humor, que o sono ajunta.
Critilo, o teu Critilo, é quem te chama;
Ergue a cabeça da engomada fronha,
Acorda, se ouvir queres cousas raras.
(Tomás Antônio Gonzaga, Cartas chilenas,
em Alfredo Bosi, História concisa da literatura brasileira, 2015)
Procedendo-se à prática de análise linguística, conforme concebida no Currículo Paulista: etapa Ensino Médio (2020), conclui-se que as expressões destacadas nos versos “Amigo Doroteu, prezado amigo,” e “Critilo, o teu Critilo, é quem te chama;” têm função, correta e respectivamente, de
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Q3528083 Português
Leia o texto e responda à questão.


A xícara de café


Ela tomava café e olhava pela janela. O mundo lá fora parecia distante, quase irreal. O barulho da cidade, os passos apressados na calçada, os carros que iam e vinham. Tudo aquilo acontecia sem que ela se sentisse parte.

O café esfriava lentamente na xícara, enquanto seus pensamentos vagavam. Lembranças surgiam sem aviso: a infância na casa dos avós, o cheiro do bolo recém-assado, o riso despreocupado dos tempos que não voltam.

Suspirou. Terminou o café, vestiu o casaco e saiu para a rua. O mundo continuava o mesmo, mas algo dentro dela havia mudado.


Fonte: CRÔNICA ADAPTADA DE LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. 
Se a personagem do texto estivesse narrando os acontecimentos como se estivessem ocorrendo no momento, qual verbo deveria ser alterado para se adequar ao novo tempo verbal?
Alternativas
Q3528082 Português
Leia o texto e responda à questão.


A xícara de café


Ela tomava café e olhava pela janela. O mundo lá fora parecia distante, quase irreal. O barulho da cidade, os passos apressados na calçada, os carros que iam e vinham. Tudo aquilo acontecia sem que ela se sentisse parte.

O café esfriava lentamente na xícara, enquanto seus pensamentos vagavam. Lembranças surgiam sem aviso: a infância na casa dos avós, o cheiro do bolo recém-assado, o riso despreocupado dos tempos que não voltam.

Suspirou. Terminou o café, vestiu o casaco e saiu para a rua. O mundo continuava o mesmo, mas algo dentro dela havia mudado.


Fonte: CRÔNICA ADAPTADA DE LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. 
Leia a frase abaixo e identifique a alternativa que preenche corretamente as lacunas de acordo com a regência verbal e nominal:

"Ela ___ grata ___ apoio que recebeu dos amigos, pois sabia que sempre poderia ___ eles."
Alternativas
Q3528081 Português
Leia o texto e responda à questão.


A xícara de café


Ela tomava café e olhava pela janela. O mundo lá fora parecia distante, quase irreal. O barulho da cidade, os passos apressados na calçada, os carros que iam e vinham. Tudo aquilo acontecia sem que ela se sentisse parte.

O café esfriava lentamente na xícara, enquanto seus pensamentos vagavam. Lembranças surgiam sem aviso: a infância na casa dos avós, o cheiro do bolo recém-assado, o riso despreocupado dos tempos que não voltam.

Suspirou. Terminou o café, vestiu o casaco e saiu para a rua. O mundo continuava o mesmo, mas algo dentro dela havia mudado.


Fonte: CRÔNICA ADAPTADA DE LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. 
No trecho "O café esfriava lentamente na xícara, enquanto seus pensamentos vagavam.", o conectivo "enquanto" estabelece uma relação de:
Alternativas
Q3528080 Português
Leia o texto e responda à questão.


A xícara de café


Ela tomava café e olhava pela janela. O mundo lá fora parecia distante, quase irreal. O barulho da cidade, os passos apressados na calçada, os carros que iam e vinham. Tudo aquilo acontecia sem que ela se sentisse parte.

O café esfriava lentamente na xícara, enquanto seus pensamentos vagavam. Lembranças surgiam sem aviso: a infância na casa dos avós, o cheiro do bolo recém-assado, o riso despreocupado dos tempos que não voltam.

Suspirou. Terminou o café, vestiu o casaco e saiu para a rua. O mundo continuava o mesmo, mas algo dentro dela havia mudado.


Fonte: CRÔNICA ADAPTADA DE LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. 
No trecho "O barulho da cidade, os passos apressados na calçada, os carros que iam e vinham.", todas as palavras estão grafadas corretamente. Assinale a alternativa em que há um erro ortográfico
Alternativas
Q3528079 Português
Leia o texto e responda à questão.


A xícara de café


Ela tomava café e olhava pela janela. O mundo lá fora parecia distante, quase irreal. O barulho da cidade, os passos apressados na calçada, os carros que iam e vinham. Tudo aquilo acontecia sem que ela se sentisse parte.

O café esfriava lentamente na xícara, enquanto seus pensamentos vagavam. Lembranças surgiam sem aviso: a infância na casa dos avós, o cheiro do bolo recém-assado, o riso despreocupado dos tempos que não voltam.

Suspirou. Terminou o café, vestiu o casaco e saiu para a rua. O mundo continuava o mesmo, mas algo dentro dela havia mudado.


Fonte: CRÔNICA ADAPTADA DE LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. 
A crônica apresenta um tom predominantemente:
Alternativas
Respostas
28161: B
28162: D
28163: E
28164: C
28165: A
28166: D
28167: B
28168: A
28169: A
28170: D
28171: A
28172: B
28173: E
28174: C
28175: C
28176: B
28177: A
28178: D
28179: C
28180: B