Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3534071 Português
Assinalar a alternativa em que a flexão para o plural do substantivo foi feita INCORRETAMENTE. 
Alternativas
Q3534070 Português
Quais as diferenças entre tartarugas, cágados e jabutis?


    A tartaruga é um animal aquático. Existem tartarugas de água salgada e de água doce. As que vivem em água doce são semiaquáticas, pois também vivem em terra. Os membros das tartarugas transformaram-se em nadadeiras, para facilitar seus movimentos na água. 

    Esses quelônios geralmente têm um metro de comprimento e pesam cerca de 200 quilogramas. Mas há exemplares de até 2,5 metros e 800 quilogramas. As tartarugas comem frutas e sementes. Só comem carne quando não encontram esses alimentos. A carne das tartarugas é muito saborosa e apreciada no mundo inteiro.

    Os cágados vivem em água doce ou em terra. Seus membros têm cinco dedos terminados em unhas. São menores que as tartarugas, pois medem entre 15 e 30 centímetros. Alimentam-se de peixes e, em cativeiro, aceitam pedaços de carne e minhocas. Os jabutis são terrestres. Vivem na mata, sob as árvores, mas gostam de banhos demorados. Sabem nadar, mas não mergulham como as tartarugas e os cágados. Medem entre 35 e 40 centímetros, mas alguns chegam até 70 centímetros de comprimento.

    Os membros dos jabutis parecem pequenas patas de elefante, e seus cinco dedos terminam em grossas unhas. Alimentam-se de frutas e suportam bem o cativeiro.


Fonte: Carlos Barros e Wilson C. Paulino. Adaptado. 
De acordo com a alimentação e o habitat dos animais mencionados no texto, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

( ) Tartarugas: água doce e água salgada; alimentam-se de frutas e sementes.
( ) Cágados: podem viver em terra; quando em cativeiro, alimentam-se apenas de frutas.
( ) Jabutis: terrestres; alimentam-se de frutas e se dão bem em cativeiro.
Alternativas
Q3534015 Português
Considerando as regras de concordância nominal, assinalar a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q3534013 Português
Assinalar a alternativa cujos termos sublinhados NÃO são classificados como objeto indireto.
Alternativas
Q3534012 Português
Qual das palavras abaixo está grafada INCORRETAMENTE? 
Alternativas
Q3534011 Português
Assinalar a alternativa em que todas as palavras são paroxítonas.
Alternativas
Q3534010 Português
Quais as diferenças entre tartarugas, cágados e jabutis?


    A tartaruga é um animal aquático. Existem tartarugas de água salgada e de água doce. As que vivem em água doce são semiaquáticas, pois também vivem em terra. Os membros das tartarugas transformaram-se em nadadeiras, para facilitar seus movimentos na água.

    Esses quelônios geralmente têm um metro de comprimento e pesam cerca de 200 quilogramas. Mas há exemplares de até 2,5 metros e 800 quilogramas. As tartarugas comem frutas e sementes. Só comem carne quando não encontram esses alimentos. A carne das tartarugas é muito saborosa e apreciada no mundo inteiro.  

    Os cágados vivem em água doce ou em terra. Seus membros têm cinco dedos terminados em unhas. São menores que as tartarugas, pois medem entre 15 e 30 centímetros. Alimentam-se de peixes e, em cativeiro, aceitam pedaços de carne e minhocas. Os jabutis são terrestres. Vivem na mata, sob as árvores, mas gostam de banhos demorados. Sabem nadar, mas não mergulham como as tartarugas e os cágados. Medem entre 35 e 40 centímetros, mas alguns chegam até 70 centímetros de comprimento.

    Os membros dos jabutis parecem pequenas patas de elefante, e seus cinco dedos terminam em grossas unhas. Alimentam-se de frutas e suportam bem o cativeiro.


Fonte: Carlos Barros e Wilson C. Paulino. Adaptado. 

A relação existente entre as orações abaixo é de:


Eu trabalho muito, mas nunca sobra dinheiro. 

Alternativas
Q3534008 Português
Quais as diferenças entre tartarugas, cágados e jabutis?


    A tartaruga é um animal aquático. Existem tartarugas de água salgada e de água doce. As que vivem em água doce são semiaquáticas, pois também vivem em terra. Os membros das tartarugas transformaram-se em nadadeiras, para facilitar seus movimentos na água.

    Esses quelônios geralmente têm um metro de comprimento e pesam cerca de 200 quilogramas. Mas há exemplares de até 2,5 metros e 800 quilogramas. As tartarugas comem frutas e sementes. Só comem carne quando não encontram esses alimentos. A carne das tartarugas é muito saborosa e apreciada no mundo inteiro.  

    Os cágados vivem em água doce ou em terra. Seus membros têm cinco dedos terminados em unhas. São menores que as tartarugas, pois medem entre 15 e 30 centímetros. Alimentam-se de peixes e, em cativeiro, aceitam pedaços de carne e minhocas. Os jabutis são terrestres. Vivem na mata, sob as árvores, mas gostam de banhos demorados. Sabem nadar, mas não mergulham como as tartarugas e os cágados. Medem entre 35 e 40 centímetros, mas alguns chegam até 70 centímetros de comprimento.

    Os membros dos jabutis parecem pequenas patas de elefante, e seus cinco dedos terminam em grossas unhas. Alimentam-se de frutas e suportam bem o cativeiro.


Fonte: Carlos Barros e Wilson C. Paulino. Adaptado. 
Os trechos sublinhados no 3º parágrafo do texto são classificados como, respectivamente:
Alternativas
Q3534007 Português
Quais as diferenças entre tartarugas, cágados e jabutis?


    A tartaruga é um animal aquático. Existem tartarugas de água salgada e de água doce. As que vivem em água doce são semiaquáticas, pois também vivem em terra. Os membros das tartarugas transformaram-se em nadadeiras, para facilitar seus movimentos na água.

    Esses quelônios geralmente têm um metro de comprimento e pesam cerca de 200 quilogramas. Mas há exemplares de até 2,5 metros e 800 quilogramas. As tartarugas comem frutas e sementes. Só comem carne quando não encontram esses alimentos. A carne das tartarugas é muito saborosa e apreciada no mundo inteiro.  

    Os cágados vivem em água doce ou em terra. Seus membros têm cinco dedos terminados em unhas. São menores que as tartarugas, pois medem entre 15 e 30 centímetros. Alimentam-se de peixes e, em cativeiro, aceitam pedaços de carne e minhocas. Os jabutis são terrestres. Vivem na mata, sob as árvores, mas gostam de banhos demorados. Sabem nadar, mas não mergulham como as tartarugas e os cágados. Medem entre 35 e 40 centímetros, mas alguns chegam até 70 centímetros de comprimento.

    Os membros dos jabutis parecem pequenas patas de elefante, e seus cinco dedos terminam em grossas unhas. Alimentam-se de frutas e suportam bem o cativeiro.


Fonte: Carlos Barros e Wilson C. Paulino. Adaptado. 
De acordo com as informações do texto, assinalar a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3534006 Português
Quais as diferenças entre tartarugas, cágados e jabutis?


    A tartaruga é um animal aquático. Existem tartarugas de água salgada e de água doce. As que vivem em água doce são semiaquáticas, pois também vivem em terra. Os membros das tartarugas transformaram-se em nadadeiras, para facilitar seus movimentos na água.

    Esses quelônios geralmente têm um metro de comprimento e pesam cerca de 200 quilogramas. Mas há exemplares de até 2,5 metros e 800 quilogramas. As tartarugas comem frutas e sementes. Só comem carne quando não encontram esses alimentos. A carne das tartarugas é muito saborosa e apreciada no mundo inteiro.  

    Os cágados vivem em água doce ou em terra. Seus membros têm cinco dedos terminados em unhas. São menores que as tartarugas, pois medem entre 15 e 30 centímetros. Alimentam-se de peixes e, em cativeiro, aceitam pedaços de carne e minhocas. Os jabutis são terrestres. Vivem na mata, sob as árvores, mas gostam de banhos demorados. Sabem nadar, mas não mergulham como as tartarugas e os cágados. Medem entre 35 e 40 centímetros, mas alguns chegam até 70 centímetros de comprimento.

    Os membros dos jabutis parecem pequenas patas de elefante, e seus cinco dedos terminam em grossas unhas. Alimentam-se de frutas e suportam bem o cativeiro.


Fonte: Carlos Barros e Wilson C. Paulino. Adaptado. 
O pronome sublinhado no 2º parágrafo faz referência a:
Alternativas
Q3533852 Português
Texto para a questão


     Em muitos cantos do planeta, a leitura remete a eras longínquas. Nos tempos em que capitaneava o Império Romano, o poderoso Júlio César (100 a.C.-44 a.C.) já mencionava o hábito em seu ”Guerra das Gálias”, escritos em que enaltecia seus feitos expansionistas, engolindo inclusive o que é hoje Paris. Aí o mundo girou, e o século XV registrou um advento que mudou a história dos livros - a invenção da prensa de Gutenberg, que substituiu os manuscritos artesanais por volumes acessíveis a um público mais vasto. A princípio, eram clérigos, acadêmicos e a elite letrada - uma turma que inflou com a chegada da emergente burguesia. Mais tarde, a Revolução Industrial viu aflorar o conceito de produção em larga escala, o que fez ampliar ainda mais os leitores, que, na década de 1930, receberam um belo empurrão com o aparecimento da opção de bolso, os paperbacks, tudo a preço razoável e fácil de carregar. Só que a história seguiu sua marcha, e a entrada em cena da internet chacoalhou a sociedade, revolucionando comportamentos e moldando gerações. Nessa tremida de pilares, o prazer de se perder nas páginas de um livro (ainda que no meio digital) está escasseando, como confirma de forma perturbadora um recente levantamento que se concentrou na população brasileira de todas as idades e classes sociais. A aferição, agora na sexta edição, pela primeira vez aponta que a maioria no país não está lendo um único livro, nem daqueles fininhos e de enredo simples. Precisamente, 53% declararam não ter folheado nenhum volume nos três meses que antecederam a detalhada pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, conduzida pelo instituto Ipec.


Adaptado de Sara Salbert.” Nova pesquisa mostra que brasileiros estão cada vez mais afastados da leitura.” Revista Veja. Jan. de 2025. 
A progressão apresentada no texto permite compreender que
Alternativas
Q3533848 Português
Texto para a questão


Ambiência


Somos nós que ditamos o mundo em que vivemos. Não é alienação ou delírio - o fato é que nosso mundo é o nosso pensar. Claro que não se trata apenas de imaginar o mundo que desejamos para ele se concretizar em nossa mente. Para conseguir esse efeito, você tem que negociar com suas emoções para que elas permitam que sua mente viva nesse ambiente. Se as emoções alimentarem o pensamento com impulsos positivos e amorosos, ele, então, poderá sustentar essa atmosfera; mas se, ao contrário, instigar ânimos negativos e hostis, essa será a sua ambiência. Para complicar, as emoções são reações... Então você terá que atrair condutas e comportamentos positivos para influenciá-las; elas, por sua vez, influenciarão os seus pensamentos. A boa notícia é que ter bons pensamentos nos leva a ter boas emoções, as quais irão cooptar boas ações dos outros. Acho que a pergunta, então, é mais ou menos esta: como começar tal processo da maneira certa?


Adaptado de Nilson Bonder. Vapor dos vapores: dicionário de pensares. Rocco Digital. 2025.
No trecho “Para complicar, as emoções são reações...”, a locução “Para complicar” tem como principal efeito de sentido a
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2025 - USP - Agente de Vigilância |
Q3533833 Português
Texto para a questão.


    “A violência, por princípio, decepa qualquer possibilidade de diálogo e, por ser desmedida, se contrapõe às regras do direito que pressupõem a igualdade perante a lei e a imparcialidade do julgamento. É por essa razão que a prática da violência fere a dignidade da pessoa humana e se opõe à democracia que postula a importância da comunicação e dos debates que fazem a mediação das diferenças na busca de um curso comum da ação.

    A violência não cria poder. Destrói poder. O poder resulta da capacidade humana de agir em conjunto e do concordar de muitos com um curso comum de ação, o que requer persuasão, palavra e debate e não a intransitividade despersonalizada da violência. O poder, nesse sentido, é um conceito horizontal sustentado pela liberdade de associação e manifestação, cujo potencial se amplia na era digital por meio das redes, e que enseja o empoderamento da cidadania. As instituições políticas são materializações do poder gerado pela ação conjunta que se deteriora quando perde o lastro do apoio popular. É por essa razão que a violência não só destrói o poder das instituições, quanto compromete a geração de poder, que é o que ocorre quando ela se insere na dinâmica das manifestações”.



Celso Lafer. Direitos Humanos: um percurso no Direito no Século XXI, p. 129-130 (adaptado)
Segundo o texto, a violência destrói o poder porque 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2025 - USP - Agente de Vigilância |
Q3533832 Português
Texto para a questão.


    “A violência, por princípio, decepa qualquer possibilidade de diálogo e, por ser desmedida, se contrapõe às regras do direito que pressupõem a igualdade perante a lei e a imparcialidade do julgamento. É por essa razão que a prática da violência fere a dignidade da pessoa humana e se opõe à democracia que postula a importância da comunicação e dos debates que fazem a mediação das diferenças na busca de um curso comum da ação.

    A violência não cria poder. Destrói poder. O poder resulta da capacidade humana de agir em conjunto e do concordar de muitos com um curso comum de ação, o que requer persuasão, palavra e debate e não a intransitividade despersonalizada da violência. O poder, nesse sentido, é um conceito horizontal sustentado pela liberdade de associação e manifestação, cujo potencial se amplia na era digital por meio das redes, e que enseja o empoderamento da cidadania. As instituições políticas são materializações do poder gerado pela ação conjunta que se deteriora quando perde o lastro do apoio popular. É por essa razão que a violência não só destrói o poder das instituições, quanto compromete a geração de poder, que é o que ocorre quando ela se insere na dinâmica das manifestações”.



Celso Lafer. Direitos Humanos: um percurso no Direito no Século XXI, p. 129-130 (adaptado)
Por que, segundo o texto, a prática da violência fere a dignidade da pessoa humana? Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2025 - USP - Agente de Vigilância |
Q3533830 Português

Texto para a questão.



    “Na linguagem filosófica, o termo fundamento designa o que serve de base ao ser, ao conhecer, ou ao decidir. Fundamento é a causa ou razão de algo (ratioessendi, ratio cognoscendi, ratio decidendi). Justamente em se tratando da ratio decidendi, em matéria ética, é preciso saber distinguir entre a razão ou razões pelas quais uma norma de comportamento social é de fato obedecida – o costume, o temor da sanção, o desejo de agradar aos poderosos – e a razão última pela qual ela deve ser obedecida.


    No sistema filosófico kantiano, uma razão justificativa para a lei moral é semelhante à causalidade no campo da natureza. E esse fundamento último da moralidade, segundo Kant, só pode ser a liberdade.


    Ora, em matéria ética, o fundamento é um critério ou modelo de vida. Na língua grega, de onde nos veio o vocábulo, critério é um substantivo ligado ao verbo krinô, empregado em três acepções principais: 1ª) julgar, decidir, condenar; 2ª) estimar, crer; e 3ª) separar, escolher, comparar. Em latim, usava-se o verbo cerno, de onde proveio o nosso discernir. Ressalte-se, desde logo, que não pode servir de critério para o juízo do bem e do mal a opinião deste ou daquele indivíduo. Em matéria ética, o critério ou modelo de vida deve valer, no essencial, para todos os homens e todas as civilizações. Frise-se: no essencial, pois há valores secundários que variam enormemente, entre as diferentes culturas e civilizações. É preciso não confundir, por isso, desigualdades com diferenças: as primeiras representam a negação da dignidade intrínseca de todos os seres humanos, sem exceção alguma, ao passo que as diferenças fundadas na realidade biológica ou na capacidade de criação cultural constituem valores a serem sempre respeitados, sob pena, ainda aí, de negação da dignidade humana”.



Fabio Konder Comparato. Ética, p. 437-439 (adaptado)

Assinale a alternativa que melhor explica a relação entre desigualdade e diferença apresentada no texto. 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2025 - USP - Agente de Vigilância |
Q3533828 Português

Texto para a questão.



    “Em Nova Orleans e cercanias, ninguém poderia se queixar de que o sistema de alarme precoce não funcionou ou da carência de verbas para a pesquisa científica. Todos sabiam que o Katrina estava se aproximando, e todos tiveram tempo bastante para buscar abrigo. Nem todos, porém, puderam agir de acordo com a informação e fazer bom uso do tempo de que dispunham para fugir.


    Entre as vítimas da catástrofe natural, quem mais sofreu foram as pessoas que, bem antes do Katrina, já eram os dejetos da ordem e o lixo da modernização; vítimas da manutenção da ordem e do progresso econômico, dois empreendimentos eminentemente humanos. Muito antes de se encontrarem no finalzinho da lista de preocupações prioritárias das autoridades responsáveis pela segurança dos cidadãos, tinham sido exiladas para as margens das preocupações (e da agenda política) de autoridades que declaravam que a busca da felicidade era um direito humano universal, e que a sobrevivência do mais apto era a principal maneira de implementá-lo.


    O governo federal ‘tinha cortado em 50% as verbas orçamentárias destinadas à manutenção das defesas contra inundações, de modo que pela primeira vez em 37 anos a cidade de Louisiana foi incapaz de oferecer a proteção que sabia ser necessária no caso de uma catástrofe’.


    De repente, os desastres naturais parecem comportar-se de uma forma que antes se julgava exclusiva das calamidades morais, produzidas pelo homem. Eles são altamente seletivos: ‘meticulosos’, diríamos, não fosse o receio de sermos acusados de incorrer numa falácia antropomórfica. Mas poderíamos dizê-lo e rejeitar a acusação, pois é igualmente gritante que a aparente seletividade dos desastres ‘naturais’ deriva de uma ação humana moralmente pregnante, ainda que não moralmente motivada.


    A proteção da humanidade contra os caprichos cegos da natureza foi parte integrante da promessa moderna. A moderna implementação desse projeto, contudo, não tornou a natureza menos cega e caprichosa, concentrando-se, em vez disso, a distribuição seletiva da imunidade a seus efeitos. A luta moderna para desabilitar as calamidades naturais segue o padrão dos processos da construção da ordem e do progresso econômico: seja por ação ou omissão, divide a humanidade entre as categorias dignas de atenção e as unwertes Leben – as vidas indignas de serem vividas. Em consequência, também é especializada na distribuição desigual dos medos – qualquer que seja a causa específica do medo em questão”.



Zygmunt Bauman. Medo líquido, p. 103-107 (adaptado)

No texto, “dejetos da ordem” e “lixo da modernização” são expressões usadas para se referir às vítimas mais expressivas do Katrina que são, também, vítimas
Alternativas
Q3533765 Português
How to write, according to the bestselling novelist of all time


    Everyone has a book inside them, or so the saying goes. In this day and age, those who want help coaxing the story out can receive instruction online from some of the world’s most popular authors. Lee Child and Harlan Coben, who have sold hundreds of millions of books between them, teach thriller writing; Jojo Moyes offers tips on romance yarns. And now Agatha Christie, the world’s bestselling writer of fiction, with more than 2 bn copies sold, is instructing viewers in the art of the whodunnit—even though she died in 1976.

    Christie’s course is the result not of recently unearthed archival footage, but artificial intelligence. BBC Maestro, an online education platform, brought the idea to the Christie family, which still controls 36% of Agatha Christie Ltd (AMC Networks, an entertainment giant, owns the rest). They consented to bring the “Queen of Crime” back to life, to teach the mysterious flair of her style.

    A team of almost 100—including Christie scholars as well as AI specialists—worked on the project. Vivien Keene, an actor, provided a stand-in for the author; Christie’s face was mapped on top. Crucially, Ms Keene’s eerily credible performance employs only Christie’s words: a tapestry of extracts from her own writings, notebooks and interviews.

    In this way, the creator of Hercule Poirot and Miss Marple shares handy writing tips, such as the neatest ways to dispatch fictional victims. Firearms bring ballistic complications. Be wary of poisons, as each works in a unique way. Novice authors can “always rely on a dull blow to the head”.

    Many of Christie’s writing rules concern playing fair. She practiced misdirection and laid “false clues” alongside true ones, but insisted that her plots do not cheat or hide key evidence: “I never deceive my readers.” In sections devoted to plot and setting, she explains how to plant key clues “in plain sight” and plan events with detailed “maps and diagrams”. She advises viewers to watch and listen to strangers on buses or in shops and to spice up motives for murder with a love triangle.

    Some of the most engaging sections come from “An Autobiography”, published posthumously in 1977: Poirot’s origins among the Belgian refugees who reached Devon during the First World War, or fond memories of her charismatic, feckless brother Monty, who had “broken the laws of a lot of countries” and provided the inspiration for many of Christie’s “wayward young male figures”.

    By relying on Christie’s own words, BBC Maestro hopes to avoid charges of creepy pedagogical deepfakery. At the same time, it is that focus on quotation which limits the course’s value as a creative-writing toolbox. The woman born Agatha Miller in 1890 speaks from her own time and place. She tells wannabe writers to use snowstorms to isolate murder scenes (as they bring down telephone wires) and cites the clue-generating value of railway timetables, ink stains and cut-up newspapers. These charming details are irrelevant to modern scribblers.

    Yet anachronism is not the course’s biggest flaw: it is that it lacks vitality. Christie enjoyed a richer life than learners will glean from this prim phantom: she was a wartime nurse (hence her deep knowledge of toxins), thwarted opera singer, keen surfer and archaeological expert who joined her second husband on digs in Iraq.Furthermore, her juiciest mysteries smash crime-writing rules. The narrator does it; the detective does it; all the suspects do it. Sometimes there’s no detective: in “The Hollow” (1946) Christie regretted that Poirot appeared at all. With its working-class antihero and gothic darkness, “Endless Night” (1967) shatters every Christie cliché. This high-tech, retrofitted version of the author feels smaller and flatter than the ingenious original.


The Economist, May, 8th, 2025
“Crucially, Ms Keene’s eerily credible performance employs only Christie’s words: a tapestry of extracts from her own writings, notebooks and interviews.”

Em relação ao trecho apresentado, qual a figura de linguagem que está na expressão “a tapestry of extracts”?
Alternativas
Q3533643 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Como ficar bem sozinho

Se ficar e fizer tudo sozinho é cada vez mais comum e desestigmatizado, como aproveitar ao máximo esta situação?

Existe um consenso sobre dois fatores importantes: é preciso encontrar um equilíbrio saudável entre o tempo sozinho e a comunicação com os demais e ter a capacidade de escolher a solidão, em vez ser forçado a vivenciá-la.

"A maior indicação de sucesso no tempo sozinho é a pessoa escolher aquele espaço, acreditando que existe ali algo importante e significativo", segundo a jornalista Heather Hansen. Ela destaca que a solidão é uma "bolha neutra de argila para esculpir, que pode ser qualquer coisa que modelarmos". 

O professor de marketing e psicologia Peter McGraw explica que o melhor não é moldar essa bolha como "deitar na cama, usar vapes e pedir comida pelo delivery".

Ele sugere canalizar o tempo sozinho em buscas criativas e passatempos que prosperem na solidão: caminhadas ou corridas, observar as pessoas em uma cafeteria, visitar um museu e "absorver tudo, na rapidez ou lentidão que puder".

Para os solteiros, é aconselhável abraçar uma solidão bem sucedida, em vez de esperar que ela acabe, segundo a jornalista e escritora britânica Nicola Slawson.

"Eu costumava adiar as coisas até que eu encontrasse um parceiro, mas é preciso viver e extrair da vida o máximo de felicidade possível, em vez de se sentir em uma sala de espera, aguardando sua vida começar", afirma ela.

E quando a pressão social cresce? "Não se restrinja a nenhum tipo de pensamento ou roteiro", aconselha Peter McGraw. "O bom é que existe, agora, um roteiro alternativo.

Acredito que a solidão inspira um maravilhoso senso de criatividade", segundo a escritora britânica Emma Gannon. "Ela faz o cérebro funcionar e incentiva a solução de problemas." Gannon sugere tratar a solidão como uma aventura, ou como uma possibilidade de se reconectar consigo mesmo.

Voltar-se mais para dentro, segundo a professora de ioga e meditação Cynthia Zak, aprofunda a sua compreensão da solidão. Ela sugere prestar atenção nesses momentos e transformá-los em rituais recorrentes que ajudem no relaxamento e na reflexão com a prática.

E o mais importante e óbvio é misturar um pouco de cada coisa.

"Os seres humanos realmente precisam de interações sociais, mas eu também diria que eles precisam de solidão", segundo o professor de psicologia Robert Coplan. "Encontrar o equilíbrio certo é a chave para a felicidade e o bem-estar. Existe um equilíbrio diferente que irá funcionar para cada pessoa."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy8d3xd4lwgo.adaptado.
Ela sugere prestar atenção nesses momentos e "transformá-los" em rituais recorrentes.
A colocação pronominal destacada na frase trata-se de
Alternativas
Q3533642 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Como ficar bem sozinho

Se ficar e fizer tudo sozinho é cada vez mais comum e desestigmatizado, como aproveitar ao máximo esta situação?

Existe um consenso sobre dois fatores importantes: é preciso encontrar um equilíbrio saudável entre o tempo sozinho e a comunicação com os demais e ter a capacidade de escolher a solidão, em vez ser forçado a vivenciá-la.

"A maior indicação de sucesso no tempo sozinho é a pessoa escolher aquele espaço, acreditando que existe ali algo importante e significativo", segundo a jornalista Heather Hansen. Ela destaca que a solidão é uma "bolha neutra de argila para esculpir, que pode ser qualquer coisa que modelarmos". 

O professor de marketing e psicologia Peter McGraw explica que o melhor não é moldar essa bolha como "deitar na cama, usar vapes e pedir comida pelo delivery".

Ele sugere canalizar o tempo sozinho em buscas criativas e passatempos que prosperem na solidão: caminhadas ou corridas, observar as pessoas em uma cafeteria, visitar um museu e "absorver tudo, na rapidez ou lentidão que puder".

Para os solteiros, é aconselhável abraçar uma solidão bem sucedida, em vez de esperar que ela acabe, segundo a jornalista e escritora britânica Nicola Slawson.

"Eu costumava adiar as coisas até que eu encontrasse um parceiro, mas é preciso viver e extrair da vida o máximo de felicidade possível, em vez de se sentir em uma sala de espera, aguardando sua vida começar", afirma ela.

E quando a pressão social cresce? "Não se restrinja a nenhum tipo de pensamento ou roteiro", aconselha Peter McGraw. "O bom é que existe, agora, um roteiro alternativo.

Acredito que a solidão inspira um maravilhoso senso de criatividade", segundo a escritora britânica Emma Gannon. "Ela faz o cérebro funcionar e incentiva a solução de problemas." Gannon sugere tratar a solidão como uma aventura, ou como uma possibilidade de se reconectar consigo mesmo.

Voltar-se mais para dentro, segundo a professora de ioga e meditação Cynthia Zak, aprofunda a sua compreensão da solidão. Ela sugere prestar atenção nesses momentos e transformá-los em rituais recorrentes que ajudem no relaxamento e na reflexão com a prática.

E o mais importante e óbvio é misturar um pouco de cada coisa.

"Os seres humanos realmente precisam de interações sociais, mas eu também diria que eles precisam de solidão", segundo o professor de psicologia Robert Coplan. "Encontrar o equilíbrio certo é a chave para a felicidade e o bem-estar. Existe um equilíbrio diferente que irá funcionar para cada pessoa."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy8d3xd4lwgo.adaptado.
O bom é que "existe", agora, um roteiro alternativo.
O verbo destacado, nesta frase, comporta-se como um verbo 
Alternativas
Q3533641 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Como ficar bem sozinho

Se ficar e fizer tudo sozinho é cada vez mais comum e desestigmatizado, como aproveitar ao máximo esta situação?

Existe um consenso sobre dois fatores importantes: é preciso encontrar um equilíbrio saudável entre o tempo sozinho e a comunicação com os demais e ter a capacidade de escolher a solidão, em vez ser forçado a vivenciá-la.

"A maior indicação de sucesso no tempo sozinho é a pessoa escolher aquele espaço, acreditando que existe ali algo importante e significativo", segundo a jornalista Heather Hansen. Ela destaca que a solidão é uma "bolha neutra de argila para esculpir, que pode ser qualquer coisa que modelarmos". 

O professor de marketing e psicologia Peter McGraw explica que o melhor não é moldar essa bolha como "deitar na cama, usar vapes e pedir comida pelo delivery".

Ele sugere canalizar o tempo sozinho em buscas criativas e passatempos que prosperem na solidão: caminhadas ou corridas, observar as pessoas em uma cafeteria, visitar um museu e "absorver tudo, na rapidez ou lentidão que puder".

Para os solteiros, é aconselhável abraçar uma solidão bem sucedida, em vez de esperar que ela acabe, segundo a jornalista e escritora britânica Nicola Slawson.

"Eu costumava adiar as coisas até que eu encontrasse um parceiro, mas é preciso viver e extrair da vida o máximo de felicidade possível, em vez de se sentir em uma sala de espera, aguardando sua vida começar", afirma ela.

E quando a pressão social cresce? "Não se restrinja a nenhum tipo de pensamento ou roteiro", aconselha Peter McGraw. "O bom é que existe, agora, um roteiro alternativo.

Acredito que a solidão inspira um maravilhoso senso de criatividade", segundo a escritora britânica Emma Gannon. "Ela faz o cérebro funcionar e incentiva a solução de problemas." Gannon sugere tratar a solidão como uma aventura, ou como uma possibilidade de se reconectar consigo mesmo.

Voltar-se mais para dentro, segundo a professora de ioga e meditação Cynthia Zak, aprofunda a sua compreensão da solidão. Ela sugere prestar atenção nesses momentos e transformá-los em rituais recorrentes que ajudem no relaxamento e na reflexão com a prática.

E o mais importante e óbvio é misturar um pouco de cada coisa.

"Os seres humanos realmente precisam de interações sociais, mas eu também diria que eles precisam de solidão", segundo o professor de psicologia Robert Coplan. "Encontrar o equilíbrio certo é a chave para a felicidade e o bem-estar. Existe um equilíbrio diferente que irá funcionar para cada pessoa."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy8d3xd4lwgo.adaptado.
O texto aborda a relação entre o tempo a sós e o equilíbrio entre a solitude e as interações sociais, destacando a importância da escolha pessoal e da postura criativa para que esse momento traga benefícios.
De acordo com o texto base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
28021: C
28022: A
28023: C
28024: C
28025: D
28026: B
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28031: A
28032: D
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28040: A