Questões de Concurso Comentadas sobre português

Foram encontradas 196.637 questões

Ano: 2025 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2025 - UFU-MG - Enfermeiro/Área |
Q3562158 Português
Fotografar vegetais, minerais e animais foi uma novidade em minha vida de fotógrafo até então dedicada às questões sociais; uma verdadeira aventura e um grande aprendizado. Mas nem por isso me esqueci dos homens. Apenas procurei-os tal como vivem, tal como vivíamos todos há algumas dezenas de milhares de anos. Para retraçar as origens da espécie humana, trabalhei com grupos que ainda vivem em equilíbrio com a natureza. Não necessariamente as tribos mais afastadas de nossa civilização. Fui por exemplo ao Alto Xingu, no Mato Grosso, região central do Brasil banhada pelo rio Xingu, um afluente do Amazonas. Sua população indígena de aproximadamente 2500 habitantes, que se comunicam em aruaque, caribe e tupi, se divide em treze aldeias espalhadas por um território equivalente a cerca de duas vezes o tamanho da Bélgica. A descoberta desses povos data dos anos 1950. Hoje, esses índios usam chinelos, têm facões. Graças a uma telha solar, captam ondas de rádio. À tarde, recebem assistência médica por rádio da Funai, e quando o enfermeiro não consegue ajudá-los sozinho, um pequeno avião vem buscá-los para levá-los a um hospital. Eles têm perfeita consciência, portanto, de que são uma minoria à margem da maioria. Sabem o que acontece no mundo e conhecem bem a civilização ocidental. Mas continuam vivendo nus, a existência deles continua ritmada por um calendário de ritos de inspiração cósmica e mitológica, que dão origem a cerimônias que ocorrem ora numa, ora noutra aldeia, e para as quais todos são convidados.

SALGADO, S.; FRANCQ, I. Da minha terra à Terra. Tradução de Julia da Rosa Simões. São Paulo: Paralela, 2014. (Fragmento retirado do capítulo “E o homem em tudo isso?”)

No trecho destacado, o conectivo “mas” introduz uma ideia de
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2025 - UFU-MG - Enfermeiro/Área |
Q3562153 Português
Um novo estudo publicado na revista Nature Communications buscou compreender os segredos celulares por trás de uma habilidade extraordinária dos axolotes: a regeneração de membros inteiros.
O superpoder funciona mais ou menos assim: se um predador morde um pedaço do corpo do bichano (ou se um acidente cria alguma deficiência), basta ficar escondidinho por um tempo, esperando a parte do organismo crescer do zero. E eles não regeneram apenas membros perdidos, mas também partes do coração, pulmões e até mesmo do cérebro.
Liderada pelo biólogo James Monaghan, da Universidade Northeastern (EUA), uma equipe de pesquisadores usou axolotes geneticamente modificados para brilhar sob a luz do retinoato de sódio — uma forma ativa do ácido retinóico, derivada da vitamina A. O plano era rastrear, em tempo real, como esse composto químico guia as células para que elas “saibam” exatamente qual parte do corpo precisa reconstruir. (...)
A grande questão, porém, é: como as células sabem o que precisa crescer de volta? Um membro amputado no ombro, por exemplo, precisa gerar um braço inteiro; já não há antebraço, apenas a parte restante. É aí que entra o ácido retinoico. Ele funciona como um “GPS biológico”, segundo os pesquisadores.
No experimento, os axolotes foram anestesiados e submetidos a amputações cuidadosamente controladas. Alguns receberam um medicamento que bloqueia a enzima responsável pela degradação do ácido retinóico, a CYP26B1. O resultado mostrou que os animais regeneraram membros de forma errada — um braço superior surgiu no lugar de um antebraço, por exemplo. Já o grupo controle, sem o bloqueio da enzima, reconstruiu os membros corretamente.
“É como se a concentração do ácido dissesse à célula onde ela está no corpo”, explica Monaghan para o jornal americano. "Quanto mais ácido, mais próximo do centro. Menos ácido, mais distante."
Esse mapeamento químico ativa genes específicos, como o Shox, que são fundamentais para o desenvolvimento dos ossos em braços e pernas — tanto na formação embrionária quanto na regeneração. Segundo os cientistas, todos os humanos já utilizaram esses mesmos genes para formar seus membros no útero. A diferença é que axolotes conseguem reativá-los na vida adulta. (...)

MOURÃO, M. Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/axolote-cientistas-descobrem-como-animal-regenera-seu-corpo/. Acesso em: 12 de jun. 2025. (Fragmento)

Considerando os movimentos referenciais no texto, assinale a alternativa cuja expressão destacada retome um referente discursivo.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2025 - UFU-MG - Enfermeiro/Área |
Q3562151 Português

Mas comecemos por Karoline. Trabalhando em uma fábrica de roupas, a protagonista não tem notícias do marido, que se alistara para lutar na guerra, há mais de um ano e, em um misto de desespero por ter sido despejada e oportunidade, por perceber que o dono da fábrica se interessara por ela, passa a ter um relacionamento com ele, o que a leva a engravidar. O que segue, daí, é uma espiral ainda mais intensa de pura dor e miséria que a leva à esfera de influência de Dagmar, que promete encontrar um bom lar para o bebê, o que só amplifica os horrores que são descortinados em uma excelente, mas angustiante cadência de queima lenta que não poupa o espectador de absolutamente nada. Mas é importante compreender, para aqueles que esperarem um filme sobre a referida serial killer, que A Garota da Agulha não tem esse feitio e o foco permanece constantemente em Karoline. A primeira coisa que chama atenção é a transformação de Vic Carmen Sonne, uma bela atriz, em sua versão completamente sem glamour, com dentes tortos, cabelos desgrenhados, uma leve corcunda e uma linguagem corporal que transmite fragilidade, em um resultado que não só é realista, especialmente para a época, como parece perfeitamente natural. Esse é o primeiro sinal de que a produção não tem intenção alguma em lidar com beleza, algo que o design de produção de Jagna Dobesz, a direção de arte de Ristergren Albistur Lisette e Ewa Mroczkowska e a direção de fotografia em preto e branco de Michal Dymek elevam ao patamar de arte, mas uma arte suja, feia, deprimente, que tem o poder de subsumir toda uma era no continente europeu. Até mesmo o pouco que vemos da aristocracia local, quando Karoline é convidada à mansão onde mora seu amante rico, é de uma qualidade inquietante, com o pouco de real beleza sendo manchada pelas ações que lá acontecem.
FAN, R. Disponível em: https://l1nq.com/SDqhf. Acesso em: 18 abr. 2025. (Fragmento)

O fragmento de texto lido é um exemplar do gênero
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2025 - UFU-MG - Enfermeiro/Área |
Q3562150 Português
Nas últimas décadas, o exercício da medicina no Brasil vem passando por transformações profundas e preocupantes. O que se observa é a consolidação de um modelo de saúde que, _______________ tenha como base o ideal do Estado de Bem-Estar Social, vem sendo progressivamente moldado por interesses econômicos, gerenciais e mercadológicos que colocam em risco a autonomia médica, a qualidade da assistência e a própria segurança dos pacientes.
A criação do Sistema Único de Saúde (SUS), consagrado pela Constituição Federal de 1988, representou um marco histórico na defesa do direito à saúde como prerrogativa universal, pública e integral. Ao lado do SUS, desenvolveu-se e consolidou-se o Sistema Suplementar de Saúde, que hoje atende cerca de 25% da população brasileira.
Essa coexistência entre os setores público e privado, longe de ser apenas complementar, resultou na transformação da saúde em um setor altamente lucrativo, que movimenta bilhões de reais por ano e envolve interesses diversos — operadoras de planos de saúde, hospitais privados, indústria farmacêutica, além do próprio Estado.

MEINÃO, F. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/letra-de-medico/como-a-precarizacao-do-trabalho-medico-afeta-toda-asociedade-brasileira/. Acesso em: 16 jun. 2025. (Fragmento)

De acordo com o texto, o tracejado deve ser completado pelo uso de um termo que apresenta relação
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2025 - UFU-MG - Enfermeiro/Área |
Q3562149 Português
Q1.png (399×261)
GALVÃO, J. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DKpImXIRMKZ/. Acesso em: 9 de jun. 2025.

Nessa charge, a intenção discursiva é
Alternativas
Q3562075 Português
Texto para a questão.

Q1_10.png (701×485)
Q1_10_.png (697×341)

Bruno Garattoni e Maurício Brum. Estoicismo: um guia prático. In: Revista Superinteressante, 15/3/2024 (adaptado).
Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma forma verbal empregada no texto e o respectivo termo com o qual ela concorda. 
Alternativas
Q3562074 Português
Texto para a questão.

Q1_10.png (701×485)
Q1_10_.png (697×341)

Bruno Garattoni e Maurício Brum. Estoicismo: um guia prático. In: Revista Superinteressante, 15/3/2024 (adaptado).
A ocorrência da crase em “às quais” (linha 37) é motivada pela regência de  
Alternativas
Q3560260 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


O silêncio te machuca?


    Tenho a bênção, cada vez mais rara nos dias de hoje, de acordar abraçado ao silêncio. Abro a janela e ele se expande, enquanto vou me nutrindo dos vários tons de verde da mata. É uma pequena felicidade, milagre avulso tornado consciente em minha alma. Mercadoria valiosa, como também é a disponibilidade de tempo para não fazer nada, simplesmente existindo. São luxos com valor maior do que uma escritura de um bem material, pois nos fazem habitar o universo da poesia, tão essencial para a nossa sensibilidade. Faço tais observações a propósito de um amigo que me diz fugir ao máximo de espaços aquietados. Trabalha em uma sala com outros nove colegas e aprecia isso. E, veja só: ao criar um projeto, ouve metal pesado. Isso o relaxa, diz-me. Achei meio admirável, meio triste. Consegue ser criativo envolto no caos auditivo. Merece palmas. Talvez. Agora, rejeitar a quietude pode sinalizar incapacidade de conviver em paz. Ou o medo de encarar a si próprio.

    O sintoma de gostar de uma época cheia de estridências é consequência dos inúmeros estímulos que recebemos a todo momento. Adrenalina e dopamina direto na veia. Temos dificuldade de respirar com suavidade, imersos em tanto barulho. Embora tendo à disposição uma ilha de sossego, surpreendo-me, ocasionalmente, desejando participar de toda a algaravia da cidade grande. É a dialética da existência, as polaridades revelando a beleza de evitar exclusões. Sabendo disso, estou destinando minhas melhores horas para admirar, interferindo o mínimo possível no entorno. Contemplar passou a ser uma espécie de religião pessoal. Ao caminhar pelo jardim, não sinto necessidade de colher flores para colocar em vasos. Só olho e me encanto, reafirmando o sentido da impermanência. Um sabiá ou um joão-de-barro cantando em algum galho de árvore fazem a alegria se multiplicar dentro de mim.

    O que nos machuca precisa de redobrada atenção. A tendência é fugir ou ignorar. Ao longo dos anos compreendi como é importante ampliar as instâncias que nos trazem conforto. Nada justifica entregar uma generosa cota de tempo em busca unicamente de um salário, pois nos será cobrado um alto preço. Carrego um modesto orgulho em dizer para as pessoas: pela manhã, escolho o que me dá prazer. Caminho, leio, cozinho, descanso. O mundo está ficando sem fôlego, apressado, barulhento. Então, crio em meu interior uma discreta morada para me proteger dessa desordem. Prefiro me responsabilizar pelo que sou e sinto, evitando terceirizar a culpa. Resultamos da percepção mais imediata da realidade. Se você olhar para a vida com ressentimento, ela te entregará ressentimento. Pensar é igual a agir.

    Se você procura a liberdade, alie-se ao silêncio.


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).
A relação entre letras e sons na Língua Portuguesa nem sempre é direta, especialmente quando há presença de dígrafos. Com base na análise das palavras a seguir, analise as assertivas quanto ao número de letras e fonemas, bem como à identificação correta dos dígrafos:

I. A palavra “descanso” possui 7 fonemas, apresentando 1 dígrafo vocálico.
II. A palavra “ressentimento” possui 11 fonemas, apresentando 2 dígrafos consonantais.
III. A palavra “barulhento” possui 8 fonemas, contendo 1 dígrafo vocálico e 1 dígrafo consonantal.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3560259 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


O silêncio te machuca?


    Tenho a bênção, cada vez mais rara nos dias de hoje, de acordar abraçado ao silêncio. Abro a janela e ele se expande, enquanto vou me nutrindo dos vários tons de verde da mata. É uma pequena felicidade, milagre avulso tornado consciente em minha alma. Mercadoria valiosa, como também é a disponibilidade de tempo para não fazer nada, simplesmente existindo. São luxos com valor maior do que uma escritura de um bem material, pois nos fazem habitar o universo da poesia, tão essencial para a nossa sensibilidade. Faço tais observações a propósito de um amigo que me diz fugir ao máximo de espaços aquietados. Trabalha em uma sala com outros nove colegas e aprecia isso. E, veja só: ao criar um projeto, ouve metal pesado. Isso o relaxa, diz-me. Achei meio admirável, meio triste. Consegue ser criativo envolto no caos auditivo. Merece palmas. Talvez. Agora, rejeitar a quietude pode sinalizar incapacidade de conviver em paz. Ou o medo de encarar a si próprio.

    O sintoma de gostar de uma época cheia de estridências é consequência dos inúmeros estímulos que recebemos a todo momento. Adrenalina e dopamina direto na veia. Temos dificuldade de respirar com suavidade, imersos em tanto barulho. Embora tendo à disposição uma ilha de sossego, surpreendo-me, ocasionalmente, desejando participar de toda a algaravia da cidade grande. É a dialética da existência, as polaridades revelando a beleza de evitar exclusões. Sabendo disso, estou destinando minhas melhores horas para admirar, interferindo o mínimo possível no entorno. Contemplar passou a ser uma espécie de religião pessoal. Ao caminhar pelo jardim, não sinto necessidade de colher flores para colocar em vasos. Só olho e me encanto, reafirmando o sentido da impermanência. Um sabiá ou um joão-de-barro cantando em algum galho de árvore fazem a alegria se multiplicar dentro de mim.

    O que nos machuca precisa de redobrada atenção. A tendência é fugir ou ignorar. Ao longo dos anos compreendi como é importante ampliar as instâncias que nos trazem conforto. Nada justifica entregar uma generosa cota de tempo em busca unicamente de um salário, pois nos será cobrado um alto preço. Carrego um modesto orgulho em dizer para as pessoas: pela manhã, escolho o que me dá prazer. Caminho, leio, cozinho, descanso. O mundo está ficando sem fôlego, apressado, barulhento. Então, crio em meu interior uma discreta morada para me proteger dessa desordem. Prefiro me responsabilizar pelo que sou e sinto, evitando terceirizar a culpa. Resultamos da percepção mais imediata da realidade. Se você olhar para a vida com ressentimento, ela te entregará ressentimento. Pensar é igual a agir.

    Se você procura a liberdade, alie-se ao silêncio.


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).
Na oração “Surpreendo-me, ocasionalmente, desejando participar de toda a algaravia da cidade grande”, os vocábulos destacados desempenham funções distintas, sendo necessário analisá-los segundo sua classe gramatical em contexto. Com base na morfossintaxe da oração, assinale a alternativa correta quanto à classificação das palavras destacadas:
Alternativas
Q3560258 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


O silêncio te machuca?


    Tenho a bênção, cada vez mais rara nos dias de hoje, de acordar abraçado ao silêncio. Abro a janela e ele se expande, enquanto vou me nutrindo dos vários tons de verde da mata. É uma pequena felicidade, milagre avulso tornado consciente em minha alma. Mercadoria valiosa, como também é a disponibilidade de tempo para não fazer nada, simplesmente existindo. São luxos com valor maior do que uma escritura de um bem material, pois nos fazem habitar o universo da poesia, tão essencial para a nossa sensibilidade. Faço tais observações a propósito de um amigo que me diz fugir ao máximo de espaços aquietados. Trabalha em uma sala com outros nove colegas e aprecia isso. E, veja só: ao criar um projeto, ouve metal pesado. Isso o relaxa, diz-me. Achei meio admirável, meio triste. Consegue ser criativo envolto no caos auditivo. Merece palmas. Talvez. Agora, rejeitar a quietude pode sinalizar incapacidade de conviver em paz. Ou o medo de encarar a si próprio.

    O sintoma de gostar de uma época cheia de estridências é consequência dos inúmeros estímulos que recebemos a todo momento. Adrenalina e dopamina direto na veia. Temos dificuldade de respirar com suavidade, imersos em tanto barulho. Embora tendo à disposição uma ilha de sossego, surpreendo-me, ocasionalmente, desejando participar de toda a algaravia da cidade grande. É a dialética da existência, as polaridades revelando a beleza de evitar exclusões. Sabendo disso, estou destinando minhas melhores horas para admirar, interferindo o mínimo possível no entorno. Contemplar passou a ser uma espécie de religião pessoal. Ao caminhar pelo jardim, não sinto necessidade de colher flores para colocar em vasos. Só olho e me encanto, reafirmando o sentido da impermanência. Um sabiá ou um joão-de-barro cantando em algum galho de árvore fazem a alegria se multiplicar dentro de mim.

    O que nos machuca precisa de redobrada atenção. A tendência é fugir ou ignorar. Ao longo dos anos compreendi como é importante ampliar as instâncias que nos trazem conforto. Nada justifica entregar uma generosa cota de tempo em busca unicamente de um salário, pois nos será cobrado um alto preço. Carrego um modesto orgulho em dizer para as pessoas: pela manhã, escolho o que me dá prazer. Caminho, leio, cozinho, descanso. O mundo está ficando sem fôlego, apressado, barulhento. Então, crio em meu interior uma discreta morada para me proteger dessa desordem. Prefiro me responsabilizar pelo que sou e sinto, evitando terceirizar a culpa. Resultamos da percepção mais imediata da realidade. Se você olhar para a vida com ressentimento, ela te entregará ressentimento. Pensar é igual a agir.

    Se você procura a liberdade, alie-se ao silêncio.


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).
A partir da análise sintática das construções extraídas do texto, analise as assertivas a seguir sobre a natureza e classificação dos sujeitos.

I. Na oração “Carrego um modesto orgulho”, o sujeito é oculto, determinado pela desinência verbal, estando implícito o pronome “eu”, recuperável pelo contexto.
II. Em “O mundo está ficando sem fôlego”, o sujeito é simples, composto por um núcleo apenas: “mundo”, sobre o qual recai a predicação verbal.
III. A estrutura “Um sabiá ou um joão-de-barro cantando em algum galho de árvore fazem a alegria” apresenta sujeito composto, ainda que os núcleos estejam unidos por uma partícula alternativa, pois ambos realizam conjuntamente a ação verbal.

Das assertivas acima, pode-se concluir que:
Alternativas
Q3560257 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


O silêncio te machuca?


    Tenho a bênção, cada vez mais rara nos dias de hoje, de acordar abraçado ao silêncio. Abro a janela e ele se expande, enquanto vou me nutrindo dos vários tons de verde da mata. É uma pequena felicidade, milagre avulso tornado consciente em minha alma. Mercadoria valiosa, como também é a disponibilidade de tempo para não fazer nada, simplesmente existindo. São luxos com valor maior do que uma escritura de um bem material, pois nos fazem habitar o universo da poesia, tão essencial para a nossa sensibilidade. Faço tais observações a propósito de um amigo que me diz fugir ao máximo de espaços aquietados. Trabalha em uma sala com outros nove colegas e aprecia isso. E, veja só: ao criar um projeto, ouve metal pesado. Isso o relaxa, diz-me. Achei meio admirável, meio triste. Consegue ser criativo envolto no caos auditivo. Merece palmas. Talvez. Agora, rejeitar a quietude pode sinalizar incapacidade de conviver em paz. Ou o medo de encarar a si próprio.

    O sintoma de gostar de uma época cheia de estridências é consequência dos inúmeros estímulos que recebemos a todo momento. Adrenalina e dopamina direto na veia. Temos dificuldade de respirar com suavidade, imersos em tanto barulho. Embora tendo à disposição uma ilha de sossego, surpreendo-me, ocasionalmente, desejando participar de toda a algaravia da cidade grande. É a dialética da existência, as polaridades revelando a beleza de evitar exclusões. Sabendo disso, estou destinando minhas melhores horas para admirar, interferindo o mínimo possível no entorno. Contemplar passou a ser uma espécie de religião pessoal. Ao caminhar pelo jardim, não sinto necessidade de colher flores para colocar em vasos. Só olho e me encanto, reafirmando o sentido da impermanência. Um sabiá ou um joão-de-barro cantando em algum galho de árvore fazem a alegria se multiplicar dentro de mim.

    O que nos machuca precisa de redobrada atenção. A tendência é fugir ou ignorar. Ao longo dos anos compreendi como é importante ampliar as instâncias que nos trazem conforto. Nada justifica entregar uma generosa cota de tempo em busca unicamente de um salário, pois nos será cobrado um alto preço. Carrego um modesto orgulho em dizer para as pessoas: pela manhã, escolho o que me dá prazer. Caminho, leio, cozinho, descanso. O mundo está ficando sem fôlego, apressado, barulhento. Então, crio em meu interior uma discreta morada para me proteger dessa desordem. Prefiro me responsabilizar pelo que sou e sinto, evitando terceirizar a culpa. Resultamos da percepção mais imediata da realidade. Se você olhar para a vida com ressentimento, ela te entregará ressentimento. Pensar é igual a agir.

    Se você procura a liberdade, alie-se ao silêncio.


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).
No trecho “O mundo está ficando sem fôlego, apressado, barulhento”, o vocábulo “fôlego” carrega uma conotação ampliada. Sobre o emprego da palavra “fôlego” nesse contexto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3560256 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


O silêncio te machuca?


    Tenho a bênção, cada vez mais rara nos dias de hoje, de acordar abraçado ao silêncio. Abro a janela e ele se expande, enquanto vou me nutrindo dos vários tons de verde da mata. É uma pequena felicidade, milagre avulso tornado consciente em minha alma. Mercadoria valiosa, como também é a disponibilidade de tempo para não fazer nada, simplesmente existindo. São luxos com valor maior do que uma escritura de um bem material, pois nos fazem habitar o universo da poesia, tão essencial para a nossa sensibilidade. Faço tais observações a propósito de um amigo que me diz fugir ao máximo de espaços aquietados. Trabalha em uma sala com outros nove colegas e aprecia isso. E, veja só: ao criar um projeto, ouve metal pesado. Isso o relaxa, diz-me. Achei meio admirável, meio triste. Consegue ser criativo envolto no caos auditivo. Merece palmas. Talvez. Agora, rejeitar a quietude pode sinalizar incapacidade de conviver em paz. Ou o medo de encarar a si próprio.

    O sintoma de gostar de uma época cheia de estridências é consequência dos inúmeros estímulos que recebemos a todo momento. Adrenalina e dopamina direto na veia. Temos dificuldade de respirar com suavidade, imersos em tanto barulho. Embora tendo à disposição uma ilha de sossego, surpreendo-me, ocasionalmente, desejando participar de toda a algaravia da cidade grande. É a dialética da existência, as polaridades revelando a beleza de evitar exclusões. Sabendo disso, estou destinando minhas melhores horas para admirar, interferindo o mínimo possível no entorno. Contemplar passou a ser uma espécie de religião pessoal. Ao caminhar pelo jardim, não sinto necessidade de colher flores para colocar em vasos. Só olho e me encanto, reafirmando o sentido da impermanência. Um sabiá ou um joão-de-barro cantando em algum galho de árvore fazem a alegria se multiplicar dentro de mim.

    O que nos machuca precisa de redobrada atenção. A tendência é fugir ou ignorar. Ao longo dos anos compreendi como é importante ampliar as instâncias que nos trazem conforto. Nada justifica entregar uma generosa cota de tempo em busca unicamente de um salário, pois nos será cobrado um alto preço. Carrego um modesto orgulho em dizer para as pessoas: pela manhã, escolho o que me dá prazer. Caminho, leio, cozinho, descanso. O mundo está ficando sem fôlego, apressado, barulhento. Então, crio em meu interior uma discreta morada para me proteger dessa desordem. Prefiro me responsabilizar pelo que sou e sinto, evitando terceirizar a culpa. Resultamos da percepção mais imediata da realidade. Se você olhar para a vida com ressentimento, ela te entregará ressentimento. Pensar é igual a agir.

    Se você procura a liberdade, alie-se ao silêncio.


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).
Observe o seguinte trecho: “Ao caminhar pelo jardim, não sinto necessidade de colher flores para colocar em vasos. Só olho e me encanto, reafirmando o sentido da impermanência.”
Considerando o vocabulário e a construção semântica do trecho, a substituição mais adequada para a palavra “impermanência”, preservando o teor filosófico e estilístico da crônica, seria:
Alternativas
Q3560255 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


O silêncio te machuca?


    Tenho a bênção, cada vez mais rara nos dias de hoje, de acordar abraçado ao silêncio. Abro a janela e ele se expande, enquanto vou me nutrindo dos vários tons de verde da mata. É uma pequena felicidade, milagre avulso tornado consciente em minha alma. Mercadoria valiosa, como também é a disponibilidade de tempo para não fazer nada, simplesmente existindo. São luxos com valor maior do que uma escritura de um bem material, pois nos fazem habitar o universo da poesia, tão essencial para a nossa sensibilidade. Faço tais observações a propósito de um amigo que me diz fugir ao máximo de espaços aquietados. Trabalha em uma sala com outros nove colegas e aprecia isso. E, veja só: ao criar um projeto, ouve metal pesado. Isso o relaxa, diz-me. Achei meio admirável, meio triste. Consegue ser criativo envolto no caos auditivo. Merece palmas. Talvez. Agora, rejeitar a quietude pode sinalizar incapacidade de conviver em paz. Ou o medo de encarar a si próprio.

    O sintoma de gostar de uma época cheia de estridências é consequência dos inúmeros estímulos que recebemos a todo momento. Adrenalina e dopamina direto na veia. Temos dificuldade de respirar com suavidade, imersos em tanto barulho. Embora tendo à disposição uma ilha de sossego, surpreendo-me, ocasionalmente, desejando participar de toda a algaravia da cidade grande. É a dialética da existência, as polaridades revelando a beleza de evitar exclusões. Sabendo disso, estou destinando minhas melhores horas para admirar, interferindo o mínimo possível no entorno. Contemplar passou a ser uma espécie de religião pessoal. Ao caminhar pelo jardim, não sinto necessidade de colher flores para colocar em vasos. Só olho e me encanto, reafirmando o sentido da impermanência. Um sabiá ou um joão-de-barro cantando em algum galho de árvore fazem a alegria se multiplicar dentro de mim.

    O que nos machuca precisa de redobrada atenção. A tendência é fugir ou ignorar. Ao longo dos anos compreendi como é importante ampliar as instâncias que nos trazem conforto. Nada justifica entregar uma generosa cota de tempo em busca unicamente de um salário, pois nos será cobrado um alto preço. Carrego um modesto orgulho em dizer para as pessoas: pela manhã, escolho o que me dá prazer. Caminho, leio, cozinho, descanso. O mundo está ficando sem fôlego, apressado, barulhento. Então, crio em meu interior uma discreta morada para me proteger dessa desordem. Prefiro me responsabilizar pelo que sou e sinto, evitando terceirizar a culpa. Resultamos da percepção mais imediata da realidade. Se você olhar para a vida com ressentimento, ela te entregará ressentimento. Pensar é igual a agir.

    Se você procura a liberdade, alie-se ao silêncio.


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).
A partir das ideias mobilizadas no texto, complete adequadamente a lacuna abaixo.

Ao afirmar que “pensar é igual a agir”, o autor defende uma concepção de pensamento que se realiza _________________, o que reforça sua adesão a uma postura ética de responsabilidade individual.
Alternativas
Q3560254 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


O silêncio te machuca?


    Tenho a bênção, cada vez mais rara nos dias de hoje, de acordar abraçado ao silêncio. Abro a janela e ele se expande, enquanto vou me nutrindo dos vários tons de verde da mata. É uma pequena felicidade, milagre avulso tornado consciente em minha alma. Mercadoria valiosa, como também é a disponibilidade de tempo para não fazer nada, simplesmente existindo. São luxos com valor maior do que uma escritura de um bem material, pois nos fazem habitar o universo da poesia, tão essencial para a nossa sensibilidade. Faço tais observações a propósito de um amigo que me diz fugir ao máximo de espaços aquietados. Trabalha em uma sala com outros nove colegas e aprecia isso. E, veja só: ao criar um projeto, ouve metal pesado. Isso o relaxa, diz-me. Achei meio admirável, meio triste. Consegue ser criativo envolto no caos auditivo. Merece palmas. Talvez. Agora, rejeitar a quietude pode sinalizar incapacidade de conviver em paz. Ou o medo de encarar a si próprio.

    O sintoma de gostar de uma época cheia de estridências é consequência dos inúmeros estímulos que recebemos a todo momento. Adrenalina e dopamina direto na veia. Temos dificuldade de respirar com suavidade, imersos em tanto barulho. Embora tendo à disposição uma ilha de sossego, surpreendo-me, ocasionalmente, desejando participar de toda a algaravia da cidade grande. É a dialética da existência, as polaridades revelando a beleza de evitar exclusões. Sabendo disso, estou destinando minhas melhores horas para admirar, interferindo o mínimo possível no entorno. Contemplar passou a ser uma espécie de religião pessoal. Ao caminhar pelo jardim, não sinto necessidade de colher flores para colocar em vasos. Só olho e me encanto, reafirmando o sentido da impermanência. Um sabiá ou um joão-de-barro cantando em algum galho de árvore fazem a alegria se multiplicar dentro de mim.

    O que nos machuca precisa de redobrada atenção. A tendência é fugir ou ignorar. Ao longo dos anos compreendi como é importante ampliar as instâncias que nos trazem conforto. Nada justifica entregar uma generosa cota de tempo em busca unicamente de um salário, pois nos será cobrado um alto preço. Carrego um modesto orgulho em dizer para as pessoas: pela manhã, escolho o que me dá prazer. Caminho, leio, cozinho, descanso. O mundo está ficando sem fôlego, apressado, barulhento. Então, crio em meu interior uma discreta morada para me proteger dessa desordem. Prefiro me responsabilizar pelo que sou e sinto, evitando terceirizar a culpa. Resultamos da percepção mais imediata da realidade. Se você olhar para a vida com ressentimento, ela te entregará ressentimento. Pensar é igual a agir.

    Se você procura a liberdade, alie-se ao silêncio.


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).
Leia atentamente os excertos abaixo extraídos do texto.

I. “Mercadoria valiosa, como também é a disponibilidade de tempo para não fazer nada, simplesmente existindo.”
II. “Contemplar passou a ser uma espécie de religião pessoal.”
III. “Se você olhar para a vida com ressentimento, ela te entregará ressentimento.”

Com base nas passagens selecionadas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3560253 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


O silêncio te machuca?


    Tenho a bênção, cada vez mais rara nos dias de hoje, de acordar abraçado ao silêncio. Abro a janela e ele se expande, enquanto vou me nutrindo dos vários tons de verde da mata. É uma pequena felicidade, milagre avulso tornado consciente em minha alma. Mercadoria valiosa, como também é a disponibilidade de tempo para não fazer nada, simplesmente existindo. São luxos com valor maior do que uma escritura de um bem material, pois nos fazem habitar o universo da poesia, tão essencial para a nossa sensibilidade. Faço tais observações a propósito de um amigo que me diz fugir ao máximo de espaços aquietados. Trabalha em uma sala com outros nove colegas e aprecia isso. E, veja só: ao criar um projeto, ouve metal pesado. Isso o relaxa, diz-me. Achei meio admirável, meio triste. Consegue ser criativo envolto no caos auditivo. Merece palmas. Talvez. Agora, rejeitar a quietude pode sinalizar incapacidade de conviver em paz. Ou o medo de encarar a si próprio.

    O sintoma de gostar de uma época cheia de estridências é consequência dos inúmeros estímulos que recebemos a todo momento. Adrenalina e dopamina direto na veia. Temos dificuldade de respirar com suavidade, imersos em tanto barulho. Embora tendo à disposição uma ilha de sossego, surpreendo-me, ocasionalmente, desejando participar de toda a algaravia da cidade grande. É a dialética da existência, as polaridades revelando a beleza de evitar exclusões. Sabendo disso, estou destinando minhas melhores horas para admirar, interferindo o mínimo possível no entorno. Contemplar passou a ser uma espécie de religião pessoal. Ao caminhar pelo jardim, não sinto necessidade de colher flores para colocar em vasos. Só olho e me encanto, reafirmando o sentido da impermanência. Um sabiá ou um joão-de-barro cantando em algum galho de árvore fazem a alegria se multiplicar dentro de mim.

    O que nos machuca precisa de redobrada atenção. A tendência é fugir ou ignorar. Ao longo dos anos compreendi como é importante ampliar as instâncias que nos trazem conforto. Nada justifica entregar uma generosa cota de tempo em busca unicamente de um salário, pois nos será cobrado um alto preço. Carrego um modesto orgulho em dizer para as pessoas: pela manhã, escolho o que me dá prazer. Caminho, leio, cozinho, descanso. O mundo está ficando sem fôlego, apressado, barulhento. Então, crio em meu interior uma discreta morada para me proteger dessa desordem. Prefiro me responsabilizar pelo que sou e sinto, evitando terceirizar a culpa. Resultamos da percepção mais imediata da realidade. Se você olhar para a vida com ressentimento, ela te entregará ressentimento. Pensar é igual a agir.

    Se você procura a liberdade, alie-se ao silêncio.


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).
O narrador apresenta uma visão dialética do mundo contemporâneo ao mesmo tempo em que o critica. Com base na argumentação desenvolvida ao longo do texto, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3560252 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


O silêncio te machuca?


    Tenho a bênção, cada vez mais rara nos dias de hoje, de acordar abraçado ao silêncio. Abro a janela e ele se expande, enquanto vou me nutrindo dos vários tons de verde da mata. É uma pequena felicidade, milagre avulso tornado consciente em minha alma. Mercadoria valiosa, como também é a disponibilidade de tempo para não fazer nada, simplesmente existindo. São luxos com valor maior do que uma escritura de um bem material, pois nos fazem habitar o universo da poesia, tão essencial para a nossa sensibilidade. Faço tais observações a propósito de um amigo que me diz fugir ao máximo de espaços aquietados. Trabalha em uma sala com outros nove colegas e aprecia isso. E, veja só: ao criar um projeto, ouve metal pesado. Isso o relaxa, diz-me. Achei meio admirável, meio triste. Consegue ser criativo envolto no caos auditivo. Merece palmas. Talvez. Agora, rejeitar a quietude pode sinalizar incapacidade de conviver em paz. Ou o medo de encarar a si próprio.

    O sintoma de gostar de uma época cheia de estridências é consequência dos inúmeros estímulos que recebemos a todo momento. Adrenalina e dopamina direto na veia. Temos dificuldade de respirar com suavidade, imersos em tanto barulho. Embora tendo à disposição uma ilha de sossego, surpreendo-me, ocasionalmente, desejando participar de toda a algaravia da cidade grande. É a dialética da existência, as polaridades revelando a beleza de evitar exclusões. Sabendo disso, estou destinando minhas melhores horas para admirar, interferindo o mínimo possível no entorno. Contemplar passou a ser uma espécie de religião pessoal. Ao caminhar pelo jardim, não sinto necessidade de colher flores para colocar em vasos. Só olho e me encanto, reafirmando o sentido da impermanência. Um sabiá ou um joão-de-barro cantando em algum galho de árvore fazem a alegria se multiplicar dentro de mim.

    O que nos machuca precisa de redobrada atenção. A tendência é fugir ou ignorar. Ao longo dos anos compreendi como é importante ampliar as instâncias que nos trazem conforto. Nada justifica entregar uma generosa cota de tempo em busca unicamente de um salário, pois nos será cobrado um alto preço. Carrego um modesto orgulho em dizer para as pessoas: pela manhã, escolho o que me dá prazer. Caminho, leio, cozinho, descanso. O mundo está ficando sem fôlego, apressado, barulhento. Então, crio em meu interior uma discreta morada para me proteger dessa desordem. Prefiro me responsabilizar pelo que sou e sinto, evitando terceirizar a culpa. Resultamos da percepção mais imediata da realidade. Se você olhar para a vida com ressentimento, ela te entregará ressentimento. Pensar é igual a agir.

    Se você procura a liberdade, alie-se ao silêncio.


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).
Na tessitura do texto, o silêncio revela-se um signo polissêmico que ultrapassa sua função literal. Considerando os sentidos mobilizados pelo autor, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3560251 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


O silêncio te machuca?


    Tenho a bênção, cada vez mais rara nos dias de hoje, de acordar abraçado ao silêncio. Abro a janela e ele se expande, enquanto vou me nutrindo dos vários tons de verde da mata. É uma pequena felicidade, milagre avulso tornado consciente em minha alma. Mercadoria valiosa, como também é a disponibilidade de tempo para não fazer nada, simplesmente existindo. São luxos com valor maior do que uma escritura de um bem material, pois nos fazem habitar o universo da poesia, tão essencial para a nossa sensibilidade. Faço tais observações a propósito de um amigo que me diz fugir ao máximo de espaços aquietados. Trabalha em uma sala com outros nove colegas e aprecia isso. E, veja só: ao criar um projeto, ouve metal pesado. Isso o relaxa, diz-me. Achei meio admirável, meio triste. Consegue ser criativo envolto no caos auditivo. Merece palmas. Talvez. Agora, rejeitar a quietude pode sinalizar incapacidade de conviver em paz. Ou o medo de encarar a si próprio.

    O sintoma de gostar de uma época cheia de estridências é consequência dos inúmeros estímulos que recebemos a todo momento. Adrenalina e dopamina direto na veia. Temos dificuldade de respirar com suavidade, imersos em tanto barulho. Embora tendo à disposição uma ilha de sossego, surpreendo-me, ocasionalmente, desejando participar de toda a algaravia da cidade grande. É a dialética da existência, as polaridades revelando a beleza de evitar exclusões. Sabendo disso, estou destinando minhas melhores horas para admirar, interferindo o mínimo possível no entorno. Contemplar passou a ser uma espécie de religião pessoal. Ao caminhar pelo jardim, não sinto necessidade de colher flores para colocar em vasos. Só olho e me encanto, reafirmando o sentido da impermanência. Um sabiá ou um joão-de-barro cantando em algum galho de árvore fazem a alegria se multiplicar dentro de mim.

    O que nos machuca precisa de redobrada atenção. A tendência é fugir ou ignorar. Ao longo dos anos compreendi como é importante ampliar as instâncias que nos trazem conforto. Nada justifica entregar uma generosa cota de tempo em busca unicamente de um salário, pois nos será cobrado um alto preço. Carrego um modesto orgulho em dizer para as pessoas: pela manhã, escolho o que me dá prazer. Caminho, leio, cozinho, descanso. O mundo está ficando sem fôlego, apressado, barulhento. Então, crio em meu interior uma discreta morada para me proteger dessa desordem. Prefiro me responsabilizar pelo que sou e sinto, evitando terceirizar a culpa. Resultamos da percepção mais imediata da realidade. Se você olhar para a vida com ressentimento, ela te entregará ressentimento. Pensar é igual a agir.

    Se você procura a liberdade, alie-se ao silêncio.


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).
Qual alternativa apresenta a denominação da colocação pronominal, em relação ao último verbo do período, presente em “Prefiro me responsabilizar”?
Alternativas
Q3554454 Português
Qual o impacto da tecnologia no setor de serviços?

A tecnologia no setor público vem sendo cada vez mais incorporada aos serviços, especialmente após a pandemia.

O setor de serviços públicos está migrando para o ambiente virtual, com vários órgãos públicos realizando o atendimento das pessoas através das TICs. As Defensorias Públicas da União (DPU), por exemplo, realizavam esse atendimento apenas de forma presencial antes da crise sanitária. Com os protocolos de distanciamento social, o órgão passou a se comunicar com os assistidos por e-mail, ligações telefônicas e WhatsApp.

Mas o impacto da tecnologia no setor de serviços vai muito além. Ela pode ser aplicada no fluxo de trabalho dos servidores, para otimizar gestão do tempo e produtividade, e existem também ferramentas de análise de dados que podem ser incorporadas ao setor de serviços para auxiliar na tomada de decisões.


https://www.jusbrasil.com.br/artigos/tecnologia-no-setor-publico-benefici os-desafios-e-tendencias/1265088901 fragmento-adaptado 
"As Defensorias Públicas da União (DPU), por exemplo, realizavam esse atendimento apenas de forma presencial antes da crise sanitária."
No que diz respeito aos tipos de predicado, assinale a alternativa que apresenta a classificação correta dos predicados no trecho acima.
Alternativas
Q3554451 Português
Qual o impacto da tecnologia no setor de serviços?

A tecnologia no setor público vem sendo cada vez mais incorporada aos serviços, especialmente após a pandemia.

O setor de serviços públicos está migrando para o ambiente virtual, com vários órgãos públicos realizando o atendimento das pessoas através das TICs. As Defensorias Públicas da União (DPU), por exemplo, realizavam esse atendimento apenas de forma presencial antes da crise sanitária. Com os protocolos de distanciamento social, o órgão passou a se comunicar com os assistidos por e-mail, ligações telefônicas e WhatsApp.

Mas o impacto da tecnologia no setor de serviços vai muito além. Ela pode ser aplicada no fluxo de trabalho dos servidores, para otimizar gestão do tempo e produtividade, e existem também ferramentas de análise de dados que podem ser incorporadas ao setor de serviços para auxiliar na tomada de decisões.


https://www.jusbrasil.com.br/artigos/tecnologia-no-setor-publico-benefici os-desafios-e-tendencias/1265088901 fragmento-adaptado 
"Mas o impacto da tecnologia no setor de serviços vai muito além. Ela pode ser aplicada no fluxo de trabalho dos servidores, para otimizar gestão do tempo e produtividade, e existem também ferramentas de análise de dados que podem ser incorporadas ao setor de serviços para auxiliar na tomada de decisões."
Com base na regência verbal e nominal das expressões empregadas no trecho, julgue as afirmativas:

I.O verbo existir está como transitivo direto, sendo a expressão 'ferramentas' o núcleo do objeto direto.
II.A preposição 'a' na expressão 'ao setor' é justificada pela regência do verbo 'incorporar' que, na forma passiva 'incorporadas', exige complemento introduzido por preposição.
III.O verbo 'auxiliar' está como transitivo indireto, exigindo um complemento preposicionado, 'na tomada de decisões'.
IV.O verbo 'auxiliar' está como intransitivo, sendo a expressão 'na tomada de decisões' adjunto adverbial de lugar.


É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3553958 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.

O peso das palavras em tempos de relações líquidas

Para mim, as palavras têm um significado profundo. Costumo brincar mentalmente com os vários sentidos de uma palavra ou expressão. Há algumas palavras que gosto mais, outras que gosto menos. Minha palavra preferida da língua portuguesa é “adorável”! Não sei justificar muito bem a razão da minha devoção por esta palavra, mas, na minha opinião, quando algo é adorável, essa coisa alcançou um lugar acima do bem e do mal, mas o fez com sutileza.

Em tempos de amores líquidos e relacionamentos expressos, palavras antes dotadas de um significado profundo acabaram ganhando contornos bastante imprecisos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a palavra “amigo”. Antes destinada a uma espécie de amor-alegria, partilhado com algumas poucas pessoas, tornou-se lugar comum na boca de pessoas que, muitas vezes, por não saberem o nosso nome, a utilizam como substituto.

As palavras são bem-vindas, constituem o nosso meio de compreender o mundo e, na medida em que diluímos seu valor, nossa compreensão sobre seu significado tende a ser prejudicada também. A palavra amigo não deveria ser usada como uma expressão conveniente para aquelas pessoas que não sabemos nomear ao certo. “Amizade” é a expressão que usamos para adjetivar um dos elos mais fortes que pode haver entre duas pessoas, pois desprovido do sentimento de posse, que geralmente acompanha o amor.

É muito provável (no meu entendimento) que as redes sociais tenham, de algum modo, influenciado a nossa percepção sobre o real significado de “ter amigos”, que passaram a valer mais por sua quantidade do que por sua qualidade. Não sobra espaço, nas curtidas e mensagens eletrônicas – na maioria das vezes – um tempo para um olhar compreensivo, capaz de dizer muito sem usar nenhuma palavra, ou para o abraço que é capaz de emudecer, ainda que por alguns instantes, a nossa angústia.

Não podemos permitir que, na ânsia de chamarmos a todos de amigos, esqueçamos o verdadeiro significado de ter a amizade de alguém. Não se trata de um mero exercício de linguagem ou uma questão semântica menor, porém sim de uma questão existencial. Afinal, as palavras não são meros signos linguísticos usados para nossas comunicações, pois elas são o fio com o qual tecemos nossa compreensão de mundo.

Ao dizer que algo é adorável, estou conferindo a este algo um lugar de destaque no meu universo. Trata-se de uma experiência que transcende a mera aparência, e que envolve uma conexão íntima com aquilo que considero belo ou digno de consideração. Do mesmo modo, quando chamo alguém de “amigo”, estou reconhecendo uma relação que vai além do casual, nomeando uma parceria na qual ambos são transformados mutuamente.

O significado das palavras está no seu uso, pois, é no contexto do dia a dia, na relação entre o que dizemos e fazemos, que as palavras ganham vida. Ao chamarmos qualquer pessoa de amigo, estamos reduzindo o conceito de amizade a algo raso e utilitarista, o que passa ao largo de sua intenção primária, que é nos permitir ter alguém ao lado que nos dê suporte existencialmente.

Cardoso, Juraciara Vieira. O peso das palavras em tempos de relações líquidas. Estado de Minas, Bem viver, 02 dez. 2024, p. 34. Adaptado.
Avalie os elementos coesivos, sua estrutura sintática e os aspectos semântico-discursivos no trecho a seguir.
Não podemos permitir que, na ânsia de chamarmos a todos de amigos, esqueçamos o verdadeiro significado de ter a amizade de alguém. Não se trata de um mero exercício de linguagem ou uma questão semântica menor, porém sim de uma questão existencial. Afinal, as palavras não são meros signos linguísticos usados para nossas comunicações, pois elas são o fio com o qual tecemos nossa compreensão de mundo.

I – A substituição de PORÉM por PORTANTO causa alteração significativa ao sentido do trecho em que ocorre.
II – O item “Afinal” é um conector com sentido de conclusão, podendo ser substituído pela expressão “Apesar disso”.
III – O pronome pessoal “elas” retoma, por coesão, o termo “comunicações” e, com isso, garante a coerência textual.

Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Respostas
27401: D
27402: C
27403: B
27404: C
27405: C
27406: E
27407: C
27408: A
27409: B
27410: D
27411: C
27412: A
27413: B
27414: C
27415: D
27416: D
27417: A
27418: C
27419: B
27420: A