Questões de Concurso Comentadas sobre português
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Leia o texto a seguir:
Manuel Bandeira
Filho de engenheiro, Manuel Bandeira foi obrigado a abandonar os estudos de arquitetura por causa da tuberculose. Mas a iminência da morte não marcou de forma lúgubre sua obra, embora em seu humor lírico haja sempre um toque de profunda melancolia, e na sua poesia haja sempre um certo toque de morbidez, até no erotismo.
Tradutor de autores como Marcel Proust e William Shakespeare, esse nosso Manuel traduziu mesmo foi a nostalgia do paraíso cotidiano mal idealizado por nós, brasileiros, órfãos de um país imaginário, nossa Cocanha perdida, Pasárgada. Descrever seu retrato em palavras é uma tarefa impossível, depois que ele mesmo já o fez tão bem em versos.
Revista Língua Portuguesa, n° 40, fev. 20.
Quanto à acentuação gráfica, a palavra “lúgubre” pode ser classificada como:
Observe a tira abaixo:

Na Língua Portuguesa, há uma classe gramatical conhecida como advérbio. Indique qual dos três quadrinhos acima não possui um advérbio de negação:
A __________ por ser considerada como um manual de bom uso da língua, para quem deseja falar e escrever bem. Esta por sua vez tem como critério a função de regular o uso da língua no processo de interação e comunicação verbal, no qual apenas uma variedade da língua é levada em conta, e considerada como variedade culta. No entanto, “os critérios de bom uso no sentido de adequação à situação de interação comunicativa não são levados em conta. Tais normas são baseadas no uso consagrado pelos bons escritores, portanto ignoram as características próprias da língua oral” (TRAVAGLIA, 2006 p.226).
I. Criatividade, porque a linguagem, forma de cultura que é, se manifesta como atividade livre e criadora, ou “do espírito”, isto é, como algo que vai mais além do aprendido, que não simplesmente repete o que já foi produzido.
II. Materialidade, porque a linguagem não é uma atividade condicionada fisiológica e psiquicamente.
III. Semanticidade, porque a cada forma corresponde um conteúdo significativo, já que na linguagem tudo significa, tudo é semântico.
Prefiro a simplicidade
Carne-seca e macaxeira
um cozido de capote
água fria lá no pote
melhor que da geladeira.
No terreiro a poeira
se espalha na imensidão
de paz e de comunhão
que não se vê na cidade.
Prefiro a simplicidade
das coisas lá do Sertão.
Bodegas pra se comprar
é o nosso supermercado
que ainda vende fiado
pois dá pra se confiar.
Um caderno pra anotar
não carece de cartão
pois às vezes falta pão
mas não falta honestidade.
Prefiro a simplicidade
das coisas lá do Sertão.
Tem cuscuz na cuscuzeira,
tapioca e mucunzá
um bolinho de fubá
e tripa na frigideira.
Milho assado na fogueira
que aquece o coração
além de ser tradição
é comida de verdade.
Prefiro a simplicidade
das coisas lá do Sertão
A família retratada
pendurada na parede
não tem curtidas na rede
mas tem rede bem armada.
A vida não é postada
nem passa em televisão,
o HD do coração
é quem salva de verdade.
Prefiro a simplicidade
das coisas lá do Sertão.
A criançada brincando
de ser livre, de ser vivo
sem ter um aplicativo,
sem ter download baixando.
(...)
Bráulio Bessa, Poesia que transforma.
A ___________ começa com a habilidade de combinar letras com os sons para ler, de separar os sons que compõem as palavras (segmentação) e juntar os sons, para formar novas sílabas. Quando as crianças podem fazer as duas coisas, elas conseguem pronunciar as palavras. Trata-se de um raciocínio complexo, que implica o desenvolvimento da capacidade de lidar com símbolos, de análise de palavras e síntese das unidades percebidas.
Suely Amaral. Doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP).
Assinale a quantidade que completa corretamente o trecho a seguir:
Ainda em relação à diversidade cultural, cabe dizer que se estima que mais de ___ línguas são faladas no país – indígenas, de imigração, de sinais, crioulas e afrobrasileiras, além do português e de suas variedades. Esse patrimônio cultural e linguístico é desconhecido por grande parte da população brasileira. No Brasil com a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, oficializou-se também a Língua Brasileira de Sinais (Libras), tornando possível, em âmbito nacional, realizar discussões relacionadas à necessidade do respeito às particularidades linguísticas da comunidade surda e do uso dessa língua nos ambientes escolares.
I. As práticas de linguagem contemporâneas não envolvem novos gêneros e textos cada vez mais multissemióticos e multimidiáticos.
II. Paródias, chistes, remixes ou condensações e narrativas paralelas são considerados como um gênero menor e não favorecem o domínio de modos de significação nas diferentes linguagens.
III. Compreender uma palestra é importante, assim como ser capaz de atribuir diferentes sentidos a um gif ou meme. Da mesma forma que fazer uma comunicação oral adequada e saber produzir gifs e memes significativos também podem sê-lo.
Leia o texto.
Nas obras de Santa Rita Durão e Basílio da Gama, o “índio” é concebido como um guerreiro impulsivo e corajoso, ao mesmo tempo em que se destaca sua posição de vítima frente à civilização ocidental e a um destino, mesmo que virtual, que tem como imperativo o aceite de sua própria extinção e a perda de suas terras (Figueiredo, 2010).
Na obra de Basílio da Gama, observa Oliveira (2011), há uma forte presença antijesuítica em que o elemento indígena é submisso à cultura e à força militar da coroa lusitana, predominando um tom de lamento pelo destino fatídico dos indígenas, porém “permite-se narrar os acontecimentos a partir do ponto de vista dos colonizados, por eles demonstrando simpatia e a eles dedicando descrições positivas que os alçam ao posto de heróis” (Oliveira, 2011). Tal percepção é também acentuada na análise de Alfredo Bosi (2013), que destaca o valor positivo dedicado aos nativos, que, mesmo vencidos tragicamente, congregam características heroicas e “permanecem como as únicas criaturas dignas de falar em Natureza e Liberdade”. Segundo Oliveira (2011): “Pela primeira vez na série indianista, os nativos não são representados dentro do esquematismo que os via como uma massa anônima e má. São nomeados e individualizados, e – o que é ainda mais importante – ganham poder de voz”.
(Francis Mary Soares Correia da Rosa, “Representações do indígena na literatura brasileira”. Em: Julie Dorrico,; Leno Francisco Danner,; Heloisa Helena Siqueira Correia,; Fernando Danner, (org.). Literatura indígena brasileira contemporânea: criação, crítica e recepção. Porto Alegre: Fi, 2018. Adaptado)
De acordo com a autora, a visão do índio na obra de Basílio da Gama
Considere a imagem.

(https://www.instagram.com/gibis.monica)
Na oração “O pai mi insinô a amá a nossa terra!”, identifica-se variação linguística no nível