Questões de Concurso Comentadas sobre português

Foram encontradas 196.731 questões

Q3626965 Português
Assinale a alternativa cuja pontuação está adequada à norma-padrão. 
Alternativas
Q3626964 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas conforme o Acordo Ortográfico.
Alternativas
Q3626963 Português
Assinale a alternativa em que todas as concordâncias atendem à norma-padrão. 
Alternativas
Q3626962 Português
Leia:
“Havia ocorrido diversos protestos em frente à universidade, os quais resultaram em sanções que visaram punir aos estudantes envolvidos” e “É necessário medidas urgentes para conter os conflitos”.
Assinale a alternativa que apresenta a correção das falhas de concordância e regência, mantendo o sentido original.
Alternativas
Q3626961 Português
Leia o texto e responda à questão.

Docência como prática ética, dialógica e investigativa


    Ensinar, no sentido mais profundo, implica assumir que ninguém educa ninguém sozinho: educam-se mutuamente, em diálogo, ao longo da vida. O ponto de partida do trabalho docente não é a transmissão mecânica de conteúdos, e sim a leitura crítica do contexto em que os estudantes vivem. Ler o mundo, antes de ler a palavra, significa acolher as perguntas das crianças, perceber os repertórios culturais que trazem, reconhecer seus saberes cotidianos como ponto de apoio para a construção de novos conhecimentos. Essa postura requer do professor uma curiosidade metodicamente cultivada: investigar a sala de aula, testar hipóteses, escutar, reformular estratégias.

    Nessa perspectiva, a autoridade docente não se confunde com autoritarismo. O professor orienta, estabelece critérios, organiza o tempo e o espaço da aprendizagem, mas abre lugar para a voz do estudante e para o confronto de ideias. O diálogo, entendido como encontro de sujeitos, é uma atitude permanente: não é “debate livre” sem finalidade, tampouco “perguntas para cumprir tabela”. É o movimento pelo qual a turma ensaia explicações, compara argumentos, confere evidências e decide coletivamente procedimentos.

    O compromisso ético com a aprendizagem se traduz, também, em rigor metodológico. O professor planeja com intencionalidade, define objetivos claros, explicita critérios de avaliação, evita improvisações que desconsiderem o percurso do grupo. Ao mesmo tempo, mantém abertura para ajustar o plano diante do real: uma pergunta que conduz a investigação, um problema emergente no território, um erro que revela uma hipótese produtiva.

    A esperança educativa não é ingenuidade. É uma escolha política: afirmar a capacidade de aprender de todos, inclusive dos que historicamente foram desautorizados. Isso implica enfrentar preconceitos e reconfigurar práticas que reforçam exclusões, como as que culpabilizam o estudante por dificuldades de origem social. A escola pode ser um lugar de leitura crítica do mundo e de invenção de respostas solidárias. Para o professor do Ensino Fundamental, essa visão se concretiza em ações simples e potentes: rodas de conversa que problematizam temas da comunidade; projetos que articulam leitura, escrita, matemática e ciências com situações reais; momentos de estudo em que os alunos formulam suas próprias perguntas e avaliam o que aprenderam. Ensinar é cuidar da curiosidade, com paciência e rigor, porque o conhecimento nasce do espanto e floresce quando alguém nos acompanha a pensar.

Fonte: Freire, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra – Adaptado. 
Linguagem figurada e sentido. Na frase “o conhecimento nasce do espanto e floresce quando alguém nos acompanha a pensar”, a figura de linguagem predominante e seu efeito são, respectivamente: 
Alternativas
Q3626960 Português
Leia o texto e responda à questão.

Docência como prática ética, dialógica e investigativa


    Ensinar, no sentido mais profundo, implica assumir que ninguém educa ninguém sozinho: educam-se mutuamente, em diálogo, ao longo da vida. O ponto de partida do trabalho docente não é a transmissão mecânica de conteúdos, e sim a leitura crítica do contexto em que os estudantes vivem. Ler o mundo, antes de ler a palavra, significa acolher as perguntas das crianças, perceber os repertórios culturais que trazem, reconhecer seus saberes cotidianos como ponto de apoio para a construção de novos conhecimentos. Essa postura requer do professor uma curiosidade metodicamente cultivada: investigar a sala de aula, testar hipóteses, escutar, reformular estratégias.

    Nessa perspectiva, a autoridade docente não se confunde com autoritarismo. O professor orienta, estabelece critérios, organiza o tempo e o espaço da aprendizagem, mas abre lugar para a voz do estudante e para o confronto de ideias. O diálogo, entendido como encontro de sujeitos, é uma atitude permanente: não é “debate livre” sem finalidade, tampouco “perguntas para cumprir tabela”. É o movimento pelo qual a turma ensaia explicações, compara argumentos, confere evidências e decide coletivamente procedimentos.

    O compromisso ético com a aprendizagem se traduz, também, em rigor metodológico. O professor planeja com intencionalidade, define objetivos claros, explicita critérios de avaliação, evita improvisações que desconsiderem o percurso do grupo. Ao mesmo tempo, mantém abertura para ajustar o plano diante do real: uma pergunta que conduz a investigação, um problema emergente no território, um erro que revela uma hipótese produtiva.

    A esperança educativa não é ingenuidade. É uma escolha política: afirmar a capacidade de aprender de todos, inclusive dos que historicamente foram desautorizados. Isso implica enfrentar preconceitos e reconfigurar práticas que reforçam exclusões, como as que culpabilizam o estudante por dificuldades de origem social. A escola pode ser um lugar de leitura crítica do mundo e de invenção de respostas solidárias. Para o professor do Ensino Fundamental, essa visão se concretiza em ações simples e potentes: rodas de conversa que problematizam temas da comunidade; projetos que articulam leitura, escrita, matemática e ciências com situações reais; momentos de estudo em que os alunos formulam suas próprias perguntas e avaliam o que aprenderam. Ensinar é cuidar da curiosidade, com paciência e rigor, porque o conhecimento nasce do espanto e floresce quando alguém nos acompanha a pensar.

Fonte: Freire, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra – Adaptado. 
No segmento “A esperança educativa não é ingenuidade. É uma escolha política: afirmar a capacidade de aprender de todos […] Isso implica enfrentar preconceitos e reconfigurar práticas…”, o pronome demonstrativo “Isso” retoma com mais precisão:
Alternativas
Q3626959 Português
Leia o texto e responda à questão.

Docência como prática ética, dialógica e investigativa


    Ensinar, no sentido mais profundo, implica assumir que ninguém educa ninguém sozinho: educam-se mutuamente, em diálogo, ao longo da vida. O ponto de partida do trabalho docente não é a transmissão mecânica de conteúdos, e sim a leitura crítica do contexto em que os estudantes vivem. Ler o mundo, antes de ler a palavra, significa acolher as perguntas das crianças, perceber os repertórios culturais que trazem, reconhecer seus saberes cotidianos como ponto de apoio para a construção de novos conhecimentos. Essa postura requer do professor uma curiosidade metodicamente cultivada: investigar a sala de aula, testar hipóteses, escutar, reformular estratégias.

    Nessa perspectiva, a autoridade docente não se confunde com autoritarismo. O professor orienta, estabelece critérios, organiza o tempo e o espaço da aprendizagem, mas abre lugar para a voz do estudante e para o confronto de ideias. O diálogo, entendido como encontro de sujeitos, é uma atitude permanente: não é “debate livre” sem finalidade, tampouco “perguntas para cumprir tabela”. É o movimento pelo qual a turma ensaia explicações, compara argumentos, confere evidências e decide coletivamente procedimentos.

    O compromisso ético com a aprendizagem se traduz, também, em rigor metodológico. O professor planeja com intencionalidade, define objetivos claros, explicita critérios de avaliação, evita improvisações que desconsiderem o percurso do grupo. Ao mesmo tempo, mantém abertura para ajustar o plano diante do real: uma pergunta que conduz a investigação, um problema emergente no território, um erro que revela uma hipótese produtiva.

    A esperança educativa não é ingenuidade. É uma escolha política: afirmar a capacidade de aprender de todos, inclusive dos que historicamente foram desautorizados. Isso implica enfrentar preconceitos e reconfigurar práticas que reforçam exclusões, como as que culpabilizam o estudante por dificuldades de origem social. A escola pode ser um lugar de leitura crítica do mundo e de invenção de respostas solidárias. Para o professor do Ensino Fundamental, essa visão se concretiza em ações simples e potentes: rodas de conversa que problematizam temas da comunidade; projetos que articulam leitura, escrita, matemática e ciências com situações reais; momentos de estudo em que os alunos formulam suas próprias perguntas e avaliam o que aprenderam. Ensinar é cuidar da curiosidade, com paciência e rigor, porque o conhecimento nasce do espanto e floresce quando alguém nos acompanha a pensar.

Fonte: Freire, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra – Adaptado. 
Estrutura da comunicação e função. Considerando elementos do processo comunicativo e marcas linguísticas do texto, identifique a alternativa mais adequada.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Física |
Q3626595 Português
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 5.


Qual tipo de pão é o mais saudável e o que você deve levar em conta na hora de comprá-lo?


Na década de 1950, cientistas de uma fábrica em Chorleywood, no Reino Unido, criaram um método rápido de produção de pães, com adição de gorduras duras, maior quantidade de fermento e substâncias como enzimas, oxidantes e emulsificantes. A técnica reduziu custos, usou trigo com baixo teor de proteína e aumentou a durabilidade dos produtos, sendo ainda utilizada em cerca de 80% dos pães. Embora criada para ajudar pequenos panificadores, foi adotada pelas grandes indústrias, que acabaram dominando o mercado.


Enquanto o método de Chorleywood gera pães rapidamente, a fermentação natural segue o caminho oposto: um processo lento que envolve mistura, sova, repouso da massa e fermentações sucessivas. A massa pode crescer por uma noite na geladeira, o que aprimora o sabor. Esse método pode levar até 36 horas, com ingredientes básicos — farinha, sal, água e um iniciador natural de leveduras e bactérias — e proporciona benefícios à saúde, como digestão facilitada, melhor absorção de nutrientes e controle do açúcar no sangue.


Pães comerciais com levedura também trazem benefícios, especialmente quando fortificados. Estudos apontam que o pão de fermentação natural pode prolongar a saciedade, ainda que os efeitos variem entre pessoas. No entanto, muitos pães produzidos pelo método de Chorleywood são considerados ultraprocessados, devido a aditivos como emulsificantes. Em alguns países, ainda se usa bromato de potássio — um aditivo com potencial carcinogênico. Uma dica prática é evitar pães com cinco ou mais ingredientes e substâncias não reconhecíveis na cozinha.


Grande parte dos pães de supermercado é industrial e contém aditivos que aceleram a produção e substituem nutrientes. Esses produtos representam cerca de 11% da alimentação comum e dietas ricas em ultraprocessados estão ligadas a diversos problemas de saúde. Ainda assim, pesquisadores recomendam cautela na generalização da categoria. Uma escolha mais saudável é buscar pães com menos aditivos e, se possível, preferir os integrais aos brancos.


A nutricionista Jenna Hope destaca que os tipos de pão oferecem benefícios diferentes: integrais com sementes têm mais fibras e gorduras saudáveis. O pão integral conserva o gérmen, o pericarpo e o endosperma do trigo, preservando vitaminas, minerais e polifenóis. Em contraste, a farinha branca retira essas partes. O consumo de pão integral reduz o risco de doenças cardíacas e câncer, melhora a microbiota intestinal e favorece o controle glicêmico. Estudos mostram que pessoas que consomem grãos integrais regularmente apresentam menor índice de massa corporal.


É importante observar que nem todo pão escuro ou com sementes é realmente integral. Mesmo que o pão branco seja ainda o mais consumido, pesquisas buscam desenvolver versões integrais com sabor e textura de pão branco, utilizando grãos como sorgo, milheto, quinoa, ervilhas e grão-de-bico. O objetivo é aliar valor nutricional à aceitação do público. Um protótipo já foi testado com sucesso, mas ainda levará cerca de dois anos para chegar ao mercado.


A escolha do pão ideal depende de preferência, praticidade e custo. O pão de fermentação natural é mais nutritivo, mas pode ser inacessível. Por isso, é importante ler os rótulos e identificar ingredientes ocultos. Algumas redes já oferecem versões fatiadas de fermentação natural, com listas mínimas de ingredientes. E, se necessário, é possível congelar o pão para aumentar sua durabilidade.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg69ed3zlko.ADAPTADO.
O texto explora diferentes tipos de pão, destacando efeitos sobre a saúde, ingredientes utilizados e métodos de produção, com marcas linguísticas que orientam a posição da autora.

De acordo com o texto base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Física |
Q3626594 Português
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 5.


Qual tipo de pão é o mais saudável e o que você deve levar em conta na hora de comprá-lo?


Na década de 1950, cientistas de uma fábrica em Chorleywood, no Reino Unido, criaram um método rápido de produção de pães, com adição de gorduras duras, maior quantidade de fermento e substâncias como enzimas, oxidantes e emulsificantes. A técnica reduziu custos, usou trigo com baixo teor de proteína e aumentou a durabilidade dos produtos, sendo ainda utilizada em cerca de 80% dos pães. Embora criada para ajudar pequenos panificadores, foi adotada pelas grandes indústrias, que acabaram dominando o mercado.


Enquanto o método de Chorleywood gera pães rapidamente, a fermentação natural segue o caminho oposto: um processo lento que envolve mistura, sova, repouso da massa e fermentações sucessivas. A massa pode crescer por uma noite na geladeira, o que aprimora o sabor. Esse método pode levar até 36 horas, com ingredientes básicos — farinha, sal, água e um iniciador natural de leveduras e bactérias — e proporciona benefícios à saúde, como digestão facilitada, melhor absorção de nutrientes e controle do açúcar no sangue.


Pães comerciais com levedura também trazem benefícios, especialmente quando fortificados. Estudos apontam que o pão de fermentação natural pode prolongar a saciedade, ainda que os efeitos variem entre pessoas. No entanto, muitos pães produzidos pelo método de Chorleywood são considerados ultraprocessados, devido a aditivos como emulsificantes. Em alguns países, ainda se usa bromato de potássio — um aditivo com potencial carcinogênico. Uma dica prática é evitar pães com cinco ou mais ingredientes e substâncias não reconhecíveis na cozinha.


Grande parte dos pães de supermercado é industrial e contém aditivos que aceleram a produção e substituem nutrientes. Esses produtos representam cerca de 11% da alimentação comum e dietas ricas em ultraprocessados estão ligadas a diversos problemas de saúde. Ainda assim, pesquisadores recomendam cautela na generalização da categoria. Uma escolha mais saudável é buscar pães com menos aditivos e, se possível, preferir os integrais aos brancos.


A nutricionista Jenna Hope destaca que os tipos de pão oferecem benefícios diferentes: integrais com sementes têm mais fibras e gorduras saudáveis. O pão integral conserva o gérmen, o pericarpo e o endosperma do trigo, preservando vitaminas, minerais e polifenóis. Em contraste, a farinha branca retira essas partes. O consumo de pão integral reduz o risco de doenças cardíacas e câncer, melhora a microbiota intestinal e favorece o controle glicêmico. Estudos mostram que pessoas que consomem grãos integrais regularmente apresentam menor índice de massa corporal.


É importante observar que nem todo pão escuro ou com sementes é realmente integral. Mesmo que o pão branco seja ainda o mais consumido, pesquisas buscam desenvolver versões integrais com sabor e textura de pão branco, utilizando grãos como sorgo, milheto, quinoa, ervilhas e grão-de-bico. O objetivo é aliar valor nutricional à aceitação do público. Um protótipo já foi testado com sucesso, mas ainda levará cerca de dois anos para chegar ao mercado.


A escolha do pão ideal depende de preferência, praticidade e custo. O pão de fermentação natural é mais nutritivo, mas pode ser inacessível. Por isso, é importante ler os rótulos e identificar ingredientes ocultos. Algumas redes já oferecem versões fatiadas de fermentação natural, com listas mínimas de ingredientes. E, se necessário, é possível congelar o pão para aumentar sua durabilidade.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg69ed3zlko.ADAPTADO.
A escolha do pão mais saudável envolve fatores nutricionais, econômicos e práticos, como mostram os diferentes tipos de produção e os ingredientes utilizados.

De acordo com o texto base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Física |
Q3626593 Português
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 5.


Qual tipo de pão é o mais saudável e o que você deve levar em conta na hora de comprá-lo?


Na década de 1950, cientistas de uma fábrica em Chorleywood, no Reino Unido, criaram um método rápido de produção de pães, com adição de gorduras duras, maior quantidade de fermento e substâncias como enzimas, oxidantes e emulsificantes. A técnica reduziu custos, usou trigo com baixo teor de proteína e aumentou a durabilidade dos produtos, sendo ainda utilizada em cerca de 80% dos pães. Embora criada para ajudar pequenos panificadores, foi adotada pelas grandes indústrias, que acabaram dominando o mercado.


Enquanto o método de Chorleywood gera pães rapidamente, a fermentação natural segue o caminho oposto: um processo lento que envolve mistura, sova, repouso da massa e fermentações sucessivas. A massa pode crescer por uma noite na geladeira, o que aprimora o sabor. Esse método pode levar até 36 horas, com ingredientes básicos — farinha, sal, água e um iniciador natural de leveduras e bactérias — e proporciona benefícios à saúde, como digestão facilitada, melhor absorção de nutrientes e controle do açúcar no sangue.


Pães comerciais com levedura também trazem benefícios, especialmente quando fortificados. Estudos apontam que o pão de fermentação natural pode prolongar a saciedade, ainda que os efeitos variem entre pessoas. No entanto, muitos pães produzidos pelo método de Chorleywood são considerados ultraprocessados, devido a aditivos como emulsificantes. Em alguns países, ainda se usa bromato de potássio — um aditivo com potencial carcinogênico. Uma dica prática é evitar pães com cinco ou mais ingredientes e substâncias não reconhecíveis na cozinha.


Grande parte dos pães de supermercado é industrial e contém aditivos que aceleram a produção e substituem nutrientes. Esses produtos representam cerca de 11% da alimentação comum e dietas ricas em ultraprocessados estão ligadas a diversos problemas de saúde. Ainda assim, pesquisadores recomendam cautela na generalização da categoria. Uma escolha mais saudável é buscar pães com menos aditivos e, se possível, preferir os integrais aos brancos.


A nutricionista Jenna Hope destaca que os tipos de pão oferecem benefícios diferentes: integrais com sementes têm mais fibras e gorduras saudáveis. O pão integral conserva o gérmen, o pericarpo e o endosperma do trigo, preservando vitaminas, minerais e polifenóis. Em contraste, a farinha branca retira essas partes. O consumo de pão integral reduz o risco de doenças cardíacas e câncer, melhora a microbiota intestinal e favorece o controle glicêmico. Estudos mostram que pessoas que consomem grãos integrais regularmente apresentam menor índice de massa corporal.


É importante observar que nem todo pão escuro ou com sementes é realmente integral. Mesmo que o pão branco seja ainda o mais consumido, pesquisas buscam desenvolver versões integrais com sabor e textura de pão branco, utilizando grãos como sorgo, milheto, quinoa, ervilhas e grão-de-bico. O objetivo é aliar valor nutricional à aceitação do público. Um protótipo já foi testado com sucesso, mas ainda levará cerca de dois anos para chegar ao mercado.


A escolha do pão ideal depende de preferência, praticidade e custo. O pão de fermentação natural é mais nutritivo, mas pode ser inacessível. Por isso, é importante ler os rótulos e identificar ingredientes ocultos. Algumas redes já oferecem versões fatiadas de fermentação natural, com listas mínimas de ingredientes. E, se necessário, é possível congelar o pão para aumentar sua durabilidade.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg69ed3zlko.ADAPTADO.
O texto apresenta uma comparação entre diferentes tipos de pão, destacando aspectos como ingredientes, métodos de preparo, valor nutricional e acessibilidade, além de sugerir cuidados na escolha do produto.

De acordo com o texto base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Física |
Q3626592 Português
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 5.


Qual tipo de pão é o mais saudável e o que você deve levar em conta na hora de comprá-lo?


Na década de 1950, cientistas de uma fábrica em Chorleywood, no Reino Unido, criaram um método rápido de produção de pães, com adição de gorduras duras, maior quantidade de fermento e substâncias como enzimas, oxidantes e emulsificantes. A técnica reduziu custos, usou trigo com baixo teor de proteína e aumentou a durabilidade dos produtos, sendo ainda utilizada em cerca de 80% dos pães. Embora criada para ajudar pequenos panificadores, foi adotada pelas grandes indústrias, que acabaram dominando o mercado.


Enquanto o método de Chorleywood gera pães rapidamente, a fermentação natural segue o caminho oposto: um processo lento que envolve mistura, sova, repouso da massa e fermentações sucessivas. A massa pode crescer por uma noite na geladeira, o que aprimora o sabor. Esse método pode levar até 36 horas, com ingredientes básicos — farinha, sal, água e um iniciador natural de leveduras e bactérias — e proporciona benefícios à saúde, como digestão facilitada, melhor absorção de nutrientes e controle do açúcar no sangue.


Pães comerciais com levedura também trazem benefícios, especialmente quando fortificados. Estudos apontam que o pão de fermentação natural pode prolongar a saciedade, ainda que os efeitos variem entre pessoas. No entanto, muitos pães produzidos pelo método de Chorleywood são considerados ultraprocessados, devido a aditivos como emulsificantes. Em alguns países, ainda se usa bromato de potássio — um aditivo com potencial carcinogênico. Uma dica prática é evitar pães com cinco ou mais ingredientes e substâncias não reconhecíveis na cozinha.


Grande parte dos pães de supermercado é industrial e contém aditivos que aceleram a produção e substituem nutrientes. Esses produtos representam cerca de 11% da alimentação comum e dietas ricas em ultraprocessados estão ligadas a diversos problemas de saúde. Ainda assim, pesquisadores recomendam cautela na generalização da categoria. Uma escolha mais saudável é buscar pães com menos aditivos e, se possível, preferir os integrais aos brancos.


A nutricionista Jenna Hope destaca que os tipos de pão oferecem benefícios diferentes: integrais com sementes têm mais fibras e gorduras saudáveis. O pão integral conserva o gérmen, o pericarpo e o endosperma do trigo, preservando vitaminas, minerais e polifenóis. Em contraste, a farinha branca retira essas partes. O consumo de pão integral reduz o risco de doenças cardíacas e câncer, melhora a microbiota intestinal e favorece o controle glicêmico. Estudos mostram que pessoas que consomem grãos integrais regularmente apresentam menor índice de massa corporal.


É importante observar que nem todo pão escuro ou com sementes é realmente integral. Mesmo que o pão branco seja ainda o mais consumido, pesquisas buscam desenvolver versões integrais com sabor e textura de pão branco, utilizando grãos como sorgo, milheto, quinoa, ervilhas e grão-de-bico. O objetivo é aliar valor nutricional à aceitação do público. Um protótipo já foi testado com sucesso, mas ainda levará cerca de dois anos para chegar ao mercado.


A escolha do pão ideal depende de preferência, praticidade e custo. O pão de fermentação natural é mais nutritivo, mas pode ser inacessível. Por isso, é importante ler os rótulos e identificar ingredientes ocultos. Algumas redes já oferecem versões fatiadas de fermentação natural, com listas mínimas de ingredientes. E, se necessário, é possível congelar o pão para aumentar sua durabilidade.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg69ed3zlko.ADAPTADO.
O texto aborda os diferentes métodos de produção de pães e seus impactos na saúde e no consumo, comparando alternativas industriais e artesanais.

De acordo com o texto base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Português |
Q3626547 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Os animais minúsculos que estão ajudando a reduzir o aquecimento global



Um animal minúsculo e pouco conhecido, que costuma ser vendido como alimento para aquários, vem protegendo silenciosamente o nosso planeta do aquecimento global ao realizar sua migração.


Uma nova pesquisa mostra que esses "heróis anônimos", chamados de zooplâncton, se alimentam intensamente e engordam na primavera antes de mergulharem centenas de metros nas profundezas do Oceano Antártico, onde queimam gordura.


Isso faz com que eles retenham o carbono que aquece o planeta — o equivalente às emissões anuais de cerca de 55 milhões de carros a gasolina — e impeçam que esse gás continue aquecendo a nossa atmosfera.


É muito mais do que os cientistas imaginavam.


Segundo Guang Yang, autor principal do estudo e membro da Academia Chinesa de Ciências, os resultados são "extraordinários" e nos obrigam a repensar a quantidade de carbono que é armazenada no Oceano Antártico.


"Esses animais são heróis anônimos porque têm um modo de vida muito interessante", afirma a coautora do estudo, Jennifer Freer, do British Antarctic Survey.


Mas, à medida que os pesquisadores descobrem esse serviço prestado pelo zooplâncton ao nosso planeta, aumentam também as ameaças a esse animal


Animais pouco valorizados


Em comparação com os animais antárticos mais populares, como a baleia ou o pinguim, o pequeno, mas poderoso zooplâncton passa despercebido e é pouco valorizado.


Se alguém já ouviu falar dele, provavelmente foi como um tipo de alimento para peixes, que pode ser comprado pela internet.


Mas o ciclo da vida deles é estranho e fascinante. Pegue como exemplo os copépodes, um tipo de zooplâncton parente distante dos caranguejos e das lagostas.


Com um tamanho entre 1 e 10 milímetros, eles passam a maior parte da vida dormindo no oceano a 500 metros e 2 quilômetros de profundidade.


Nas imagens feitas com microscópio, é possível ver longas "salsichas" de gordura no interior de seus corpos e bolhas de gordura nas cabeças, explica o professor Daniel Mayor, que os fotografou na Antártida.


Sem esses animais, a atmosfera do nosso planeta seria muito mais quente.


Em escala global, os oceanos têm absorvido 90% do excesso de calor gerado pelo homem em atividades como a queima de combustíveis fósseis. Desse total, o Oceano Antártico é responsável por cerca de 40%, e grande parte se deve ao zooplâncton.


Milhões de dólares estão sendo investidos em todo o mundo para entender exatamente como eles armazenam o carbono.


Os cientistas já sabiam que o zooplâncton contribuía para esse armazenamento em um processo diário no qual resíduos ricos em carbono dos animais afundam nas profundezas do oceano.


Mas ainda não sabiam quantificar o que acontecia quando eles migravam para o Oceano Antártico.


As últimas pesquisas se concentraram nos copépodes, assim como em outros tipos de zooplâncton chamados krill e salpas.


Essas criaturas se alimentam do fitoplâncton da superfície oceânica, que cresce transformando o dióxido de carbono em matéria viva por meio da fotossíntese. O zooplâncton transforma essa matéria em gordura.


"A gordura deles é como uma bactéria. Quando passam o inverno nas profundezas do oceano, eles ficam ali e vão queimando lentamente essa gordura — ou carbono", explica Mayor, professor na Universidade de Exeter.


"Isso libera dióxido de carbono. Pela forma como os oceanos funcionam, quando o carbono é levado para grandes profundidades, o CO? leva décadas ou até séculos para voltar à superfície e contribuir para o aquecimento da atmosfera", diz.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx243kplw4po fragmento 

Com base na análise do texto 'Os animais minúsculos que estão ajudando a reduzir o aquecimento global', pode-se afirmar, exceto:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Português |
Q3626546 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Os animais minúsculos que estão ajudando a reduzir o aquecimento global



Um animal minúsculo e pouco conhecido, que costuma ser vendido como alimento para aquários, vem protegendo silenciosamente o nosso planeta do aquecimento global ao realizar sua migração.


Uma nova pesquisa mostra que esses "heróis anônimos", chamados de zooplâncton, se alimentam intensamente e engordam na primavera antes de mergulharem centenas de metros nas profundezas do Oceano Antártico, onde queimam gordura.


Isso faz com que eles retenham o carbono que aquece o planeta — o equivalente às emissões anuais de cerca de 55 milhões de carros a gasolina — e impeçam que esse gás continue aquecendo a nossa atmosfera.


É muito mais do que os cientistas imaginavam.


Segundo Guang Yang, autor principal do estudo e membro da Academia Chinesa de Ciências, os resultados são "extraordinários" e nos obrigam a repensar a quantidade de carbono que é armazenada no Oceano Antártico.


"Esses animais são heróis anônimos porque têm um modo de vida muito interessante", afirma a coautora do estudo, Jennifer Freer, do British Antarctic Survey.


Mas, à medida que os pesquisadores descobrem esse serviço prestado pelo zooplâncton ao nosso planeta, aumentam também as ameaças a esse animal


Animais pouco valorizados


Em comparação com os animais antárticos mais populares, como a baleia ou o pinguim, o pequeno, mas poderoso zooplâncton passa despercebido e é pouco valorizado.


Se alguém já ouviu falar dele, provavelmente foi como um tipo de alimento para peixes, que pode ser comprado pela internet.


Mas o ciclo da vida deles é estranho e fascinante. Pegue como exemplo os copépodes, um tipo de zooplâncton parente distante dos caranguejos e das lagostas.


Com um tamanho entre 1 e 10 milímetros, eles passam a maior parte da vida dormindo no oceano a 500 metros e 2 quilômetros de profundidade.


Nas imagens feitas com microscópio, é possível ver longas "salsichas" de gordura no interior de seus corpos e bolhas de gordura nas cabeças, explica o professor Daniel Mayor, que os fotografou na Antártida.


Sem esses animais, a atmosfera do nosso planeta seria muito mais quente.


Em escala global, os oceanos têm absorvido 90% do excesso de calor gerado pelo homem em atividades como a queima de combustíveis fósseis. Desse total, o Oceano Antártico é responsável por cerca de 40%, e grande parte se deve ao zooplâncton.


Milhões de dólares estão sendo investidos em todo o mundo para entender exatamente como eles armazenam o carbono.


Os cientistas já sabiam que o zooplâncton contribuía para esse armazenamento em um processo diário no qual resíduos ricos em carbono dos animais afundam nas profundezas do oceano.


Mas ainda não sabiam quantificar o que acontecia quando eles migravam para o Oceano Antártico.


As últimas pesquisas se concentraram nos copépodes, assim como em outros tipos de zooplâncton chamados krill e salpas.


Essas criaturas se alimentam do fitoplâncton da superfície oceânica, que cresce transformando o dióxido de carbono em matéria viva por meio da fotossíntese. O zooplâncton transforma essa matéria em gordura.


"A gordura deles é como uma bactéria. Quando passam o inverno nas profundezas do oceano, eles ficam ali e vão queimando lentamente essa gordura — ou carbono", explica Mayor, professor na Universidade de Exeter.


"Isso libera dióxido de carbono. Pela forma como os oceanos funcionam, quando o carbono é levado para grandes profundidades, o CO? leva décadas ou até séculos para voltar à superfície e contribuir para o aquecimento da atmosfera", diz.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx243kplw4po fragmento 

Considerando a acentuação dos vocábulos que foram extraídos do texto, analise as afirmativas:

I.As palavras formadas por ditongos abertos 'ei' e 'oi' perderam o acento com o Novo Acordo Ortográfico, razão pela qual o vocábulo 'baleia' não é mais acentuado.
II.O vocábulo 'dióxido' é acentuado por formar hiato com a vogal anterior, regra que se aplica também ao vocábulo 'saúde'.
III.O vocábulo 'possível' é uma paroxítona terminada em 'l', o que justifica o acento gráfico.
IV.Os vocábulos 'antárticos' e 'séculos' são acentuados pela mesma regra: a das palavras proparoxítonas.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Português |
Q3626545 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Os animais minúsculos que estão ajudando a reduzir o aquecimento global



Um animal minúsculo e pouco conhecido, que costuma ser vendido como alimento para aquários, vem protegendo silenciosamente o nosso planeta do aquecimento global ao realizar sua migração.


Uma nova pesquisa mostra que esses "heróis anônimos", chamados de zooplâncton, se alimentam intensamente e engordam na primavera antes de mergulharem centenas de metros nas profundezas do Oceano Antártico, onde queimam gordura.


Isso faz com que eles retenham o carbono que aquece o planeta — o equivalente às emissões anuais de cerca de 55 milhões de carros a gasolina — e impeçam que esse gás continue aquecendo a nossa atmosfera.


É muito mais do que os cientistas imaginavam.


Segundo Guang Yang, autor principal do estudo e membro da Academia Chinesa de Ciências, os resultados são "extraordinários" e nos obrigam a repensar a quantidade de carbono que é armazenada no Oceano Antártico.


"Esses animais são heróis anônimos porque têm um modo de vida muito interessante", afirma a coautora do estudo, Jennifer Freer, do British Antarctic Survey. 


Mas, à medida que os pesquisadores descobrem esse serviço prestado pelo zooplâncton ao nosso planeta, aumentam também as ameaças a esse animal


Animais pouco valorizados 


Em comparação com os animais antárticos mais populares, como a baleia ou o pinguim, o pequeno, mas poderoso zooplâncton passa despercebido e é pouco valorizado.


Se alguém já ouviu falar dele, provavelmente foi como um tipo de alimento para peixes, que pode ser comprado pela internet.


Mas o ciclo da vida deles é estranho e fascinante. Pegue como exemplo os copépodes, um tipo de zooplâncton parente distante dos caranguejos e das lagostas.


Com um tamanho entre 1 e 10 milímetros, eles passam a maior parte da vida dormindo no oceano a 500 metros e 2 quilômetros de profundidade.


Nas imagens feitas com microscópio, é possível ver longas "salsichas" de gordura no interior de seus corpos e bolhas de gordura nas cabeças, explica o professor Daniel Mayor, que os fotografou na Antártida.


Sem esses animais, a atmosfera do nosso planeta seria muito mais quente.


Em escala global, os oceanos têm absorvido 90% do excesso de calor gerado pelo homem em atividades como a queima de combustíveis fósseis. Desse total, o Oceano Antártico é responsável por cerca de 40%, e grande parte se deve ao zooplâncton.


Milhões de dólares estão sendo investidos em todo o mundo para entender exatamente como eles armazenam o carbono.


Os cientistas já sabiam que o zooplâncton contribuía para esse armazenamento em um processo diário no qual resíduos ricos em carbono dos animais afundam nas profundezas do oceano.


Mas ainda não sabiam quantificar o que acontecia quando eles migravam para o Oceano Antártico.


As últimas pesquisas se concentraram nos copépodes, assim como em outros tipos de zooplâncton chamados krill e salpas.


Essas criaturas se alimentam do fitoplâncton da superfície oceânica, que cresce transformando o dióxido de carbono em matéria viva por meio da fotossíntese. O zooplâncton transforma essa matéria em gordura.


"A gordura deles é como uma bactéria. Quando passam o inverno nas profundezas do oceano, eles ficam ali e vão queimando lentamente essa gordura — ou carbono", explica Mayor, professor na Universidade de Exeter.


"Isso libera dióxido de carbono. Pela forma como os oceanos funcionam, quando o carbono é levado para grandes profundidades, o CO? leva décadas ou até séculos para voltar à superfície e contribuir para o aquecimento da atmosfera", diz.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx243kplw4po fragmento


"Esses animais são heróis anônimos porque têm um modo de vida muito interessante, afirma a coautora do estudo, Jennifer Freer, do British Antarctic Survey.""Esses animais são heróis anônimos porque têm um modo de vida muito interessante, afirma a coautora do estudo, Jennifer Freer, do British Antarctic Survey."  

Dependendo do contexto, os vocábulos podem mudar o valor morfológico. Com base nisso, identifique a alternativa em que o termo destacado exerce a mesma função morfológica do termo em destaque no trecho acima.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Português |
Q3626544 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Os animais minúsculos que estão ajudando a reduzir o aquecimento global



Um animal minúsculo e pouco conhecido, que costuma ser vendido como alimento para aquários, vem protegendo silenciosamente o nosso planeta do aquecimento global ao realizar sua migração.


Uma nova pesquisa mostra que esses "heróis anônimos", chamados de zooplâncton, se alimentam intensamente e engordam na primavera antes de mergulharem centenas de metros nas profundezas do Oceano Antártico, onde queimam gordura.


Isso faz com que eles retenham o carbono que aquece o planeta — o equivalente às emissões anuais de cerca de 55 milhões de carros a gasolina — e impeçam que esse gás continue aquecendo a nossa atmosfera.


É muito mais do que os cientistas imaginavam.


Segundo Guang Yang, autor principal do estudo e membro da Academia Chinesa de Ciências, os resultados são "extraordinários" e nos obrigam a repensar a quantidade de carbono que é armazenada no Oceano Antártico.


"Esses animais são heróis anônimos porque têm um modo de vida muito interessante", afirma a coautora do estudo, Jennifer Freer, do British Antarctic Survey. 


Mas, à medida que os pesquisadores descobrem esse serviço prestado pelo zooplâncton ao nosso planeta, aumentam também as ameaças a esse animal


Animais pouco valorizados 


Em comparação com os animais antárticos mais populares, como a baleia ou o pinguim, o pequeno, mas poderoso zooplâncton passa despercebido e é pouco valorizado.


Se alguém já ouviu falar dele, provavelmente foi como um tipo de alimento para peixes, que pode ser comprado pela internet.


Mas o ciclo da vida deles é estranho e fascinante. Pegue como exemplo os copépodes, um tipo de zooplâncton parente distante dos caranguejos e das lagostas.


Com um tamanho entre 1 e 10 milímetros, eles passam a maior parte da vida dormindo no oceano a 500 metros e 2 quilômetros de profundidade.


Nas imagens feitas com microscópio, é possível ver longas "salsichas" de gordura no interior de seus corpos e bolhas de gordura nas cabeças, explica o professor Daniel Mayor, que os fotografou na Antártida.


Sem esses animais, a atmosfera do nosso planeta seria muito mais quente.


Em escala global, os oceanos têm absorvido 90% do excesso de calor gerado pelo homem em atividades como a queima de combustíveis fósseis. Desse total, o Oceano Antártico é responsável por cerca de 40%, e grande parte se deve ao zooplâncton.


Milhões de dólares estão sendo investidos em todo o mundo para entender exatamente como eles armazenam o carbono.


Os cientistas já sabiam que o zooplâncton contribuía para esse armazenamento em um processo diário no qual resíduos ricos em carbono dos animais afundam nas profundezas do oceano.


Mas ainda não sabiam quantificar o que acontecia quando eles migravam para o Oceano Antártico.


As últimas pesquisas se concentraram nos copépodes, assim como em outros tipos de zooplâncton chamados krill e salpas.


Essas criaturas se alimentam do fitoplâncton da superfície oceânica, que cresce transformando o dióxido de carbono em matéria viva por meio da fotossíntese. O zooplâncton transforma essa matéria em gordura.


"A gordura deles é como uma bactéria. Quando passam o inverno nas profundezas do oceano, eles ficam ali e vão queimando lentamente essa gordura — ou carbono", explica Mayor, professor na Universidade de Exeter.


"Isso libera dióxido de carbono. Pela forma como os oceanos funcionam, quando o carbono é levado para grandes profundidades, o CO? leva décadas ou até séculos para voltar à superfície e contribuir para o aquecimento da atmosfera", diz.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx243kplw4po fragmento


"Mas, à medida que os pesquisadores descobrem esse serviço prestado pelo zooplâncton ao nosso planeta, aumentam também as ameaças a esse animal."

A concordância entre verbos e núcleos do sujeito foi estabelecida corretamente. O mesmo ocorre nos enunciados a seguir, EXCETO:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Português |
Q3626543 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Os animais minúsculos que estão ajudando a reduzir o aquecimento global



Um animal minúsculo e pouco conhecido, que costuma ser vendido como alimento para aquários, vem protegendo silenciosamente o nosso planeta do aquecimento global ao realizar sua migração.


Uma nova pesquisa mostra que esses "heróis anônimos", chamados de zooplâncton, se alimentam intensamente e engordam na primavera antes de mergulharem centenas de metros nas profundezas do Oceano Antártico, onde queimam gordura.


Isso faz com que eles retenham o carbono que aquece o planeta — o equivalente às emissões anuais de cerca de 55 milhões de carros a gasolina — e impeçam que esse gás continue aquecendo a nossa atmosfera.


É muito mais do que os cientistas imaginavam.


Segundo Guang Yang, autor principal do estudo e membro da Academia Chinesa de Ciências, os resultados são "extraordinários" e nos obrigam a repensar a quantidade de carbono que é armazenada no Oceano Antártico.


"Esses animais são heróis anônimos porque têm um modo de vida muito interessante", afirma a coautora do estudo, Jennifer Freer, do British Antarctic Survey. 


Mas, à medida que os pesquisadores descobrem esse serviço prestado pelo zooplâncton ao nosso planeta, aumentam também as ameaças a esse animal


Animais pouco valorizados 


Em comparação com os animais antárticos mais populares, como a baleia ou o pinguim, o pequeno, mas poderoso zooplâncton passa despercebido e é pouco valorizado.


Se alguém já ouviu falar dele, provavelmente foi como um tipo de alimento para peixes, que pode ser comprado pela internet.


Mas o ciclo da vida deles é estranho e fascinante. Pegue como exemplo os copépodes, um tipo de zooplâncton parente distante dos caranguejos e das lagostas.


Com um tamanho entre 1 e 10 milímetros, eles passam a maior parte da vida dormindo no oceano a 500 metros e 2 quilômetros de profundidade.


Nas imagens feitas com microscópio, é possível ver longas "salsichas" de gordura no interior de seus corpos e bolhas de gordura nas cabeças, explica o professor Daniel Mayor, que os fotografou na Antártida.


Sem esses animais, a atmosfera do nosso planeta seria muito mais quente.


Em escala global, os oceanos têm absorvido 90% do excesso de calor gerado pelo homem em atividades como a queima de combustíveis fósseis. Desse total, o Oceano Antártico é responsável por cerca de 40%, e grande parte se deve ao zooplâncton.


Milhões de dólares estão sendo investidos em todo o mundo para entender exatamente como eles armazenam o carbono.


Os cientistas já sabiam que o zooplâncton contribuía para esse armazenamento em um processo diário no qual resíduos ricos em carbono dos animais afundam nas profundezas do oceano.


Mas ainda não sabiam quantificar o que acontecia quando eles migravam para o Oceano Antártico.


As últimas pesquisas se concentraram nos copépodes, assim como em outros tipos de zooplâncton chamados krill e salpas.


Essas criaturas se alimentam do fitoplâncton da superfície oceânica, que cresce transformando o dióxido de carbono em matéria viva por meio da fotossíntese. O zooplâncton transforma essa matéria em gordura.


"A gordura deles é como uma bactéria. Quando passam o inverno nas profundezas do oceano, eles ficam ali e vão queimando lentamente essa gordura — ou carbono", explica Mayor, professor na Universidade de Exeter.


"Isso libera dióxido de carbono. Pela forma como os oceanos funcionam, quando o carbono é levado para grandes profundidades, o CO? leva décadas ou até séculos para voltar à superfície e contribuir para o aquecimento da atmosfera", diz.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx243kplw4po fragmento


"Em comparação com os animais antárticos mais populares, como a baleia ou o pinguim, o pequeno, mas poderoso zooplâncton passa despercebido e é pouco valorizado."

Com base na análise sintática do período acima, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Português |
Q3626542 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Os animais minúsculos que estão ajudando a reduzir o aquecimento global



Um animal minúsculo e pouco conhecido, que costuma ser vendido como alimento para aquários, vem protegendo silenciosamente o nosso planeta do aquecimento global ao realizar sua migração.


Uma nova pesquisa mostra que esses "heróis anônimos", chamados de zooplâncton, se alimentam intensamente e engordam na primavera antes de mergulharem centenas de metros nas profundezas do Oceano Antártico, onde queimam gordura.


Isso faz com que eles retenham o carbono que aquece o planeta — o equivalente às emissões anuais de cerca de 55 milhões de carros a gasolina — e impeçam que esse gás continue aquecendo a nossa atmosfera.


É muito mais do que os cientistas imaginavam.


Segundo Guang Yang, autor principal do estudo e membro da Academia Chinesa de Ciências, os resultados são "extraordinários" e nos obrigam a repensar a quantidade de carbono que é armazenada no Oceano Antártico.


"Esses animais são heróis anônimos porque têm um modo de vida muito interessante", afirma a coautora do estudo, Jennifer Freer, do British Antarctic Survey. 


Mas, à medida que os pesquisadores descobrem esse serviço prestado pelo zooplâncton ao nosso planeta, aumentam também as ameaças a esse animal


Animais pouco valorizados 


Em comparação com os animais antárticos mais populares, como a baleia ou o pinguim, o pequeno, mas poderoso zooplâncton passa despercebido e é pouco valorizado.


Se alguém já ouviu falar dele, provavelmente foi como um tipo de alimento para peixes, que pode ser comprado pela internet.


Mas o ciclo da vida deles é estranho e fascinante. Pegue como exemplo os copépodes, um tipo de zooplâncton parente distante dos caranguejos e das lagostas.


Com um tamanho entre 1 e 10 milímetros, eles passam a maior parte da vida dormindo no oceano a 500 metros e 2 quilômetros de profundidade.


Nas imagens feitas com microscópio, é possível ver longas "salsichas" de gordura no interior de seus corpos e bolhas de gordura nas cabeças, explica o professor Daniel Mayor, que os fotografou na Antártida.


Sem esses animais, a atmosfera do nosso planeta seria muito mais quente.


Em escala global, os oceanos têm absorvido 90% do excesso de calor gerado pelo homem em atividades como a queima de combustíveis fósseis. Desse total, o Oceano Antártico é responsável por cerca de 40%, e grande parte se deve ao zooplâncton.


Milhões de dólares estão sendo investidos em todo o mundo para entender exatamente como eles armazenam o carbono.


Os cientistas já sabiam que o zooplâncton contribuía para esse armazenamento em um processo diário no qual resíduos ricos em carbono dos animais afundam nas profundezas do oceano.


Mas ainda não sabiam quantificar o que acontecia quando eles migravam para o Oceano Antártico.


As últimas pesquisas se concentraram nos copépodes, assim como em outros tipos de zooplâncton chamados krill e salpas.


Essas criaturas se alimentam do fitoplâncton da superfície oceânica, que cresce transformando o dióxido de carbono em matéria viva por meio da fotossíntese. O zooplâncton transforma essa matéria em gordura.


"A gordura deles é como uma bactéria. Quando passam o inverno nas profundezas do oceano, eles ficam ali e vão queimando lentamente essa gordura — ou carbono", explica Mayor, professor na Universidade de Exeter.


"Isso libera dióxido de carbono. Pela forma como os oceanos funcionam, quando o carbono é levado para grandes profundidades, o CO? leva décadas ou até séculos para voltar à superfície e contribuir para o aquecimento da atmosfera", diz.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx243kplw4po fragmento


"Em comparação com os animais antárticos mais populares, como a baleia ou o pinguim, o pequeno, mas poderoso zooplâncton passa despercebido e é pouco valorizado."

Analise o emprego do vocábulo 'poderoso' no trecho e identifique a alternativa que melhor apresenta seu valor semântico.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Português |
Q3626541 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Os animais minúsculos que estão ajudando a reduzir o aquecimento global



Um animal minúsculo e pouco conhecido, que costuma ser vendido como alimento para aquários, vem protegendo silenciosamente o nosso planeta do aquecimento global ao realizar sua migração.


Uma nova pesquisa mostra que esses "heróis anônimos", chamados de zooplâncton, se alimentam intensamente e engordam na primavera antes de mergulharem centenas de metros nas profundezas do Oceano Antártico, onde queimam gordura.


Isso faz com que eles retenham o carbono que aquece o planeta — o equivalente às emissões anuais de cerca de 55 milhões de carros a gasolina — e impeçam que esse gás continue aquecendo a nossa atmosfera.


É muito mais do que os cientistas imaginavam.


Segundo Guang Yang, autor principal do estudo e membro da Academia Chinesa de Ciências, os resultados são "extraordinários" e nos obrigam a repensar a quantidade de carbono que é armazenada no Oceano Antártico.


"Esses animais são heróis anônimos porque têm um modo de vida muito interessante", afirma a coautora do estudo, Jennifer Freer, do British Antarctic Survey. 


Mas, à medida que os pesquisadores descobrem esse serviço prestado pelo zooplâncton ao nosso planeta, aumentam também as ameaças a esse animal


Animais pouco valorizados 


Em comparação com os animais antárticos mais populares, como a baleia ou o pinguim, o pequeno, mas poderoso zooplâncton passa despercebido e é pouco valorizado.


Se alguém já ouviu falar dele, provavelmente foi como um tipo de alimento para peixes, que pode ser comprado pela internet.


Mas o ciclo da vida deles é estranho e fascinante. Pegue como exemplo os copépodes, um tipo de zooplâncton parente distante dos caranguejos e das lagostas.


Com um tamanho entre 1 e 10 milímetros, eles passam a maior parte da vida dormindo no oceano a 500 metros e 2 quilômetros de profundidade.


Nas imagens feitas com microscópio, é possível ver longas "salsichas" de gordura no interior de seus corpos e bolhas de gordura nas cabeças, explica o professor Daniel Mayor, que os fotografou na Antártida.


Sem esses animais, a atmosfera do nosso planeta seria muito mais quente.


Em escala global, os oceanos têm absorvido 90% do excesso de calor gerado pelo homem em atividades como a queima de combustíveis fósseis. Desse total, o Oceano Antártico é responsável por cerca de 40%, e grande parte se deve ao zooplâncton.


Milhões de dólares estão sendo investidos em todo o mundo para entender exatamente como eles armazenam o carbono.


Os cientistas já sabiam que o zooplâncton contribuía para esse armazenamento em um processo diário no qual resíduos ricos em carbono dos animais afundam nas profundezas do oceano.


Mas ainda não sabiam quantificar o que acontecia quando eles migravam para o Oceano Antártico.


As últimas pesquisas se concentraram nos copépodes, assim como em outros tipos de zooplâncton chamados krill e salpas.


Essas criaturas se alimentam do fitoplâncton da superfície oceânica, que cresce transformando o dióxido de carbono em matéria viva por meio da fotossíntese. O zooplâncton transforma essa matéria em gordura.


"A gordura deles é como uma bactéria. Quando passam o inverno nas profundezas do oceano, eles ficam ali e vão queimando lentamente essa gordura — ou carbono", explica Mayor, professor na Universidade de Exeter.


"Isso libera dióxido de carbono. Pela forma como os oceanos funcionam, quando o carbono é levado para grandes profundidades, o CO? leva décadas ou até séculos para voltar à superfície e contribuir para o aquecimento da atmosfera", diz.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx243kplw4po fragmento


"Pela forma como os oceanos funcionam, quando o carbono é levado para grandes profundidades, o CO? leva décadas ou até séculos para voltar à superfície e contribuir para o aquecimento da atmosfera, diz."
Analise as classificações das orações que formam o período acima:

I.A oração 'Pela forma como os oceanos funcionam' é subordinada adverbial comparativa que estabelece uma comparação sobre a funcionalidade do oceano em relação às grandes profundidades.
II.A oração 'quando o carbono é levado para grandes profundidades' é subordinada adverbial temporal que indica o momento em que algo acontece.
III.A oração 'e contribuir para o aquecimento da atmosfera' é uma oração coordenada aditiva que indica uma ideia de adição à oração anterior.

Quanto à classificação, é correto o que se afirma em:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Português |
Q3626540 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Os animais minúsculos que estão ajudando a reduzir o aquecimento global



Um animal minúsculo e pouco conhecido, que costuma ser vendido como alimento para aquários, vem protegendo silenciosamente o nosso planeta do aquecimento global ao realizar sua migração.


Uma nova pesquisa mostra que esses "heróis anônimos", chamados de zooplâncton, se alimentam intensamente e engordam na primavera antes de mergulharem centenas de metros nas profundezas do Oceano Antártico, onde queimam gordura.


Isso faz com que eles retenham o carbono que aquece o planeta — o equivalente às emissões anuais de cerca de 55 milhões de carros a gasolina — e impeçam que esse gás continue aquecendo a nossa atmosfera.


É muito mais do que os cientistas imaginavam.


Segundo Guang Yang, autor principal do estudo e membro da Academia Chinesa de Ciências, os resultados são "extraordinários" e nos obrigam a repensar a quantidade de carbono que é armazenada no Oceano Antártico.


"Esses animais são heróis anônimos porque têm um modo de vida muito interessante", afirma a coautora do estudo, Jennifer Freer, do British Antarctic Survey. 


Mas, à medida que os pesquisadores descobrem esse serviço prestado pelo zooplâncton ao nosso planeta, aumentam também as ameaças a esse animal


Animais pouco valorizados 


Em comparação com os animais antárticos mais populares, como a baleia ou o pinguim, o pequeno, mas poderoso zooplâncton passa despercebido e é pouco valorizado.


Se alguém já ouviu falar dele, provavelmente foi como um tipo de alimento para peixes, que pode ser comprado pela internet.


Mas o ciclo da vida deles é estranho e fascinante. Pegue como exemplo os copépodes, um tipo de zooplâncton parente distante dos caranguejos e das lagostas.


Com um tamanho entre 1 e 10 milímetros, eles passam a maior parte da vida dormindo no oceano a 500 metros e 2 quilômetros de profundidade.


Nas imagens feitas com microscópio, é possível ver longas "salsichas" de gordura no interior de seus corpos e bolhas de gordura nas cabeças, explica o professor Daniel Mayor, que os fotografou na Antártida.


Sem esses animais, a atmosfera do nosso planeta seria muito mais quente.


Em escala global, os oceanos têm absorvido 90% do excesso de calor gerado pelo homem em atividades como a queima de combustíveis fósseis. Desse total, o Oceano Antártico é responsável por cerca de 40%, e grande parte se deve ao zooplâncton.


Milhões de dólares estão sendo investidos em todo o mundo para entender exatamente como eles armazenam o carbono.


Os cientistas já sabiam que o zooplâncton contribuía para esse armazenamento em um processo diário no qual resíduos ricos em carbono dos animais afundam nas profundezas do oceano.


Mas ainda não sabiam quantificar o que acontecia quando eles migravam para o Oceano Antártico.


As últimas pesquisas se concentraram nos copépodes, assim como em outros tipos de zooplâncton chamados krill e salpas.


Essas criaturas se alimentam do fitoplâncton da superfície oceânica, que cresce transformando o dióxido de carbono em matéria viva por meio da fotossíntese. O zooplâncton transforma essa matéria em gordura.


"A gordura deles é como uma bactéria. Quando passam o inverno nas profundezas do oceano, eles ficam ali e vão queimando lentamente essa gordura — ou carbono", explica Mayor, professor na Universidade de Exeter.


"Isso libera dióxido de carbono. Pela forma como os oceanos funcionam, quando o carbono é levado para grandes profundidades, o CO? leva décadas ou até séculos para voltar à superfície e contribuir para o aquecimento da atmosfera", diz.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx243kplw4po fragmento


"Quando passam o inverno nas profundezas do oceano, eles ficam ali e vão queimando lentamente essa gordura — ou carbono."
Com base na oração destacada no trecho é correto o que se afirma em:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Português |
Q3626539 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Os animais minúsculos que estão ajudando a reduzir o aquecimento global



Um animal minúsculo e pouco conhecido, que costuma ser vendido como alimento para aquários, vem protegendo silenciosamente o nosso planeta do aquecimento global ao realizar sua migração.


Uma nova pesquisa mostra que esses "heróis anônimos", chamados de zooplâncton, se alimentam intensamente e engordam na primavera antes de mergulharem centenas de metros nas profundezas do Oceano Antártico, onde queimam gordura.


Isso faz com que eles retenham o carbono que aquece o planeta — o equivalente às emissões anuais de cerca de 55 milhões de carros a gasolina — e impeçam que esse gás continue aquecendo a nossa atmosfera.


É muito mais do que os cientistas imaginavam.


Segundo Guang Yang, autor principal do estudo e membro da Academia Chinesa de Ciências, os resultados são "extraordinários" e nos obrigam a repensar a quantidade de carbono que é armazenada no Oceano Antártico.


"Esses animais são heróis anônimos porque têm um modo de vida muito interessante", afirma a coautora do estudo, Jennifer Freer, do British Antarctic Survey. 


Mas, à medida que os pesquisadores descobrem esse serviço prestado pelo zooplâncton ao nosso planeta, aumentam também as ameaças a esse animal


Animais pouco valorizados 


Em comparação com os animais antárticos mais populares, como a baleia ou o pinguim, o pequeno, mas poderoso zooplâncton passa despercebido e é pouco valorizado.


Se alguém já ouviu falar dele, provavelmente foi como um tipo de alimento para peixes, que pode ser comprado pela internet.


Mas o ciclo da vida deles é estranho e fascinante. Pegue como exemplo os copépodes, um tipo de zooplâncton parente distante dos caranguejos e das lagostas.


Com um tamanho entre 1 e 10 milímetros, eles passam a maior parte da vida dormindo no oceano a 500 metros e 2 quilômetros de profundidade.


Nas imagens feitas com microscópio, é possível ver longas "salsichas" de gordura no interior de seus corpos e bolhas de gordura nas cabeças, explica o professor Daniel Mayor, que os fotografou na Antártida.


Sem esses animais, a atmosfera do nosso planeta seria muito mais quente.


Em escala global, os oceanos têm absorvido 90% do excesso de calor gerado pelo homem em atividades como a queima de combustíveis fósseis. Desse total, o Oceano Antártico é responsável por cerca de 40%, e grande parte se deve ao zooplâncton.


Milhões de dólares estão sendo investidos em todo o mundo para entender exatamente como eles armazenam o carbono.


Os cientistas já sabiam que o zooplâncton contribuía para esse armazenamento em um processo diário no qual resíduos ricos em carbono dos animais afundam nas profundezas do oceano.


Mas ainda não sabiam quantificar o que acontecia quando eles migravam para o Oceano Antártico.


As últimas pesquisas se concentraram nos copépodes, assim como em outros tipos de zooplâncton chamados krill e salpas.


Essas criaturas se alimentam do fitoplâncton da superfície oceânica, que cresce transformando o dióxido de carbono em matéria viva por meio da fotossíntese. O zooplâncton transforma essa matéria em gordura.


"A gordura deles é como uma bactéria. Quando passam o inverno nas profundezas do oceano, eles ficam ali e vão queimando lentamente essa gordura — ou carbono", explica Mayor, professor na Universidade de Exeter.


"Isso libera dióxido de carbono. Pela forma como os oceanos funcionam, quando o carbono é levado para grandes profundidades, o CO? leva décadas ou até séculos para voltar à superfície e contribuir para o aquecimento da atmosfera", diz.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx243kplw4po fragmento


"Essas criaturas se alimentam do fitoplâncton da superfície oceânica, que cresce transformando o dióxido de carbono em matéria viva por meio da fotossíntese."

Analise o emprego da vírgula no trecho acima e identifique a alternativa CORRETA.
Alternativas
Respostas
25841: A
25842: D
25843: B
25844: C
25845: D
25846: B
25847: C
25848: D
25849: A
25850: E
25851: A
25852: E
25853: D
25854: A
25855: B
25856: B
25857: C
25858: C
25859: A
25860: C