Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3662122 Português




Disponível em: https://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2018/08/23/menino-de-5-anos-manda-bilhete-em-nome-da-professorapara-nao-ir-a-escola-pode-ser-feriado.ghtml. Acesso em: 02 mar. 2025.

Avalie as proposições sobre o bilhete do menino Lucas:

I. É possível indicar todos os componentes do circuito de comunicação: emissor, receptor, mensagem, canal ecódigo.
II. A escrita das palavras “verdade”, “bilete”, “pode” e “senhores” evidencia que Lucas tem domínio da correspondência entre a letra “e” e o som “i” reduzido.
III. A inversão da ordem canônica da frase, na última linha do bilhete, constitui uma marca de coloquialismo.
IV. Lucas demonstra já ter aprendido as normas da pontuação tipicamente usadas no gênero bilhete.

Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.
Alternativas
Q3662027 Português
Assinale a alternativa cujo advérbio em destaque na sentença exprime intensidade, de acordo com a normapadrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q3662025 Português
Assinale a alternativa que apresenta um adjetivo biforme, isto é, que possui uma forma para o masculino e uma para o feminino, conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q3662024 Português
Assinale a alternativa correta quanto à ortografia, conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q3662023 Português
Assinale a alternativa que apresenta um exemplo da figura de linguagem antítese.
Alternativas
Q3662022 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

A verdadeira história de Pio

        No princípio do ano, para amenizar o reinício das aulas, as crianças compraram um pinto na feira. Deram-lhe o nome de Pio. Todos que o antecederam tinham morrido, mas dessa vez residia no edifício uma senhora que entendia da sobrevivência de pinto de feira em apartamento perto do mar. Instruídas por ela, as crianças conseguiram manter acesa dentro de Pio a faísca da vida. Já de pequenino, mostrou-se pinto esquisito, achegado aos seres humanos e danado de andejo. Piava com monotonia os segundos todos do tempo, como se o chateasse a passagem das horas.
        Em mudança de casa, passou dois dias subindo e descendo a escada, piando, piando, entre as pernas dos carregadores portugueses. Seu prestígio cresceu com o episódio; era tratado como gente e se orgulhava disso, assumindo um ar à vontade e presumido de bípede empenado.
           Mas acabou me aborrecendo. Como as crianças tinham atingido a irremovível crise do cachorrinho, acabei cedendo, mas exigindo a extradição de Pio para a casa que o Zanine estava construindo na Barra da Tijuca.
          Meses depois, ao visitar o amigo, Pio já era quase um galo, branco e bonito, mas extravagante e presunçoso. Indiferente ao terreiro, preferia desfilar na sala e na varanda, misturando-se às pessoas, peito estufado, chamando atenção para uma figura que ele queria irresistível.
            Mais algum tempo, virou galo mesmo e aí não demorou a revelar os indícios neuróticos que o agitavam. Pio nunca tinha visto na vida outro ser galináceo. Acreditava-se o único ente de sua raça, superior e absoluto. Firmou-se na crença carismática, deu para agredir os homens. Como estes se defendessem com a ponta do sapato, mudou de tática, bicando-lhes à traição a barriga da perna. Só respeitava o próprio Zanine, a quem não tinha afeição, mas considerava com gratuidade um aliado no combate contra o mundo. Seguia o dono por todos os cantos, não como um cão humilde, mas com a imponência do chefe de gabinete acompanhando o ministro.
          Zanine, como aconteceu comigo, embora achasse graça na birutice de Pio, acabou saturado, dando o boboca de presente ao poeta Rubem Braga, que sempre foi um infalível receptador de aves desajustadas.
        Já se sabe, o Braga é um fazendeiro do ar, morando entre hortaliças e cajueiros num décimo terceiro andar de Ipanema.
        Insolente diante da natureza, Pio fez estragos na horta, desenterrou sementeiras, estraçalhou as couves, dando-se ainda à petulância de aborrecer, com relativo escândalo, a filha da cozinheira.
        Também o Braga, achando graça, foi complacente, impedindo que a cozinheira transformasse o doidinho em galo ao molho de cabidela. Mas acabou igualmente cheio, dando Pio ao hortelão português, dono de farto galinheiro no subúrbio. Antes, contudo, o galo foi colocado diante de um espelho, na esperança geral de que descobrisse o outro, o próximo, o irmão galináceo que ele devia amar como a si mesmo.
        Não quis saber de nada, persistindo na neurose: durante meio minuto encarou a imagem com estupefação, deu-lhe as costas e se foi, único de sua espécie, dono da pretensão que o inflava da crista sanguínea ao facho da cauda.
        Enfim chegou a hora do galinheiro, quando Pio passaria a viver uma vida normal dentro da comunidade, encontrando na força do amor a salvação.
        Pois o bestalhão, mal ingressou no harém, matou à bicadas duas galinhas sinceras. E o português o comeu.
Campos, Paulo Mendes et. al. Para gostar de ler: crônicas: volume 1. São Paulo: Editora Ática, 1994 (Adaptado).
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, na oração “Deram-lhe o nome de Pio”, retirada do texto, o pronome em destaque é 
Alternativas
Q3662021 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

A verdadeira história de Pio

        No princípio do ano, para amenizar o reinício das aulas, as crianças compraram um pinto na feira. Deram-lhe o nome de Pio. Todos que o antecederam tinham morrido, mas dessa vez residia no edifício uma senhora que entendia da sobrevivência de pinto de feira em apartamento perto do mar. Instruídas por ela, as crianças conseguiram manter acesa dentro de Pio a faísca da vida. Já de pequenino, mostrou-se pinto esquisito, achegado aos seres humanos e danado de andejo. Piava com monotonia os segundos todos do tempo, como se o chateasse a passagem das horas.
        Em mudança de casa, passou dois dias subindo e descendo a escada, piando, piando, entre as pernas dos carregadores portugueses. Seu prestígio cresceu com o episódio; era tratado como gente e se orgulhava disso, assumindo um ar à vontade e presumido de bípede empenado.
           Mas acabou me aborrecendo. Como as crianças tinham atingido a irremovível crise do cachorrinho, acabei cedendo, mas exigindo a extradição de Pio para a casa que o Zanine estava construindo na Barra da Tijuca.
          Meses depois, ao visitar o amigo, Pio já era quase um galo, branco e bonito, mas extravagante e presunçoso. Indiferente ao terreiro, preferia desfilar na sala e na varanda, misturando-se às pessoas, peito estufado, chamando atenção para uma figura que ele queria irresistível.
            Mais algum tempo, virou galo mesmo e aí não demorou a revelar os indícios neuróticos que o agitavam. Pio nunca tinha visto na vida outro ser galináceo. Acreditava-se o único ente de sua raça, superior e absoluto. Firmou-se na crença carismática, deu para agredir os homens. Como estes se defendessem com a ponta do sapato, mudou de tática, bicando-lhes à traição a barriga da perna. Só respeitava o próprio Zanine, a quem não tinha afeição, mas considerava com gratuidade um aliado no combate contra o mundo. Seguia o dono por todos os cantos, não como um cão humilde, mas com a imponência do chefe de gabinete acompanhando o ministro.
          Zanine, como aconteceu comigo, embora achasse graça na birutice de Pio, acabou saturado, dando o boboca de presente ao poeta Rubem Braga, que sempre foi um infalível receptador de aves desajustadas.
        Já se sabe, o Braga é um fazendeiro do ar, morando entre hortaliças e cajueiros num décimo terceiro andar de Ipanema.
        Insolente diante da natureza, Pio fez estragos na horta, desenterrou sementeiras, estraçalhou as couves, dando-se ainda à petulância de aborrecer, com relativo escândalo, a filha da cozinheira.
        Também o Braga, achando graça, foi complacente, impedindo que a cozinheira transformasse o doidinho em galo ao molho de cabidela. Mas acabou igualmente cheio, dando Pio ao hortelão português, dono de farto galinheiro no subúrbio. Antes, contudo, o galo foi colocado diante de um espelho, na esperança geral de que descobrisse o outro, o próximo, o irmão galináceo que ele devia amar como a si mesmo.
        Não quis saber de nada, persistindo na neurose: durante meio minuto encarou a imagem com estupefação, deu-lhe as costas e se foi, único de sua espécie, dono da pretensão que o inflava da crista sanguínea ao facho da cauda.
        Enfim chegou a hora do galinheiro, quando Pio passaria a viver uma vida normal dentro da comunidade, encontrando na força do amor a salvação. Pois o bestalhão, mal ingressou no harém, matou à bicadas duas galinhas sinceras. E o português o comeu.

Campos, Paulo Mendes et. al. Para gostar de ler: crônicas: volume 1. São Paulo: Editora Ática, 1994 (Adaptado).


Analise o trecho abaixo, retirado do texto, para responder à questão.

“Zanine, como aconteceu comigo, embora achasse graça na birutice de Pio, acabou saturado, dando o boboca de presente ao poeta Rubem Braga, que sempre foi um infalível receptador de aves desajustadas.”
Conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta sobre os verbos presentes no trecho acima.
Alternativas
Q3662020 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

A verdadeira história de Pio

        No princípio do ano, para amenizar o reinício das aulas, as crianças compraram um pinto na feira. Deram-lhe o nome de Pio. Todos que o antecederam tinham morrido, mas dessa vez residia no edifício uma senhora que entendia da sobrevivência de pinto de feira em apartamento perto do mar. Instruídas por ela, as crianças conseguiram manter acesa dentro de Pio a faísca da vida. Já de pequenino, mostrou-se pinto esquisito, achegado aos seres humanos e danado de andejo. Piava com monotonia os segundos todos do tempo, como se o chateasse a passagem das horas.
        Em mudança de casa, passou dois dias subindo e descendo a escada, piando, piando, entre as pernas dos carregadores portugueses. Seu prestígio cresceu com o episódio; era tratado como gente e se orgulhava disso, assumindo um ar à vontade e presumido de bípede empenado.
           Mas acabou me aborrecendo. Como as crianças tinham atingido a irremovível crise do cachorrinho, acabei cedendo, mas exigindo a extradição de Pio para a casa que o Zanine estava construindo na Barra da Tijuca.
          Meses depois, ao visitar o amigo, Pio já era quase um galo, branco e bonito, mas extravagante e presunçoso. Indiferente ao terreiro, preferia desfilar na sala e na varanda, misturando-se às pessoas, peito estufado, chamando atenção para uma figura que ele queria irresistível.
            Mais algum tempo, virou galo mesmo e aí não demorou a revelar os indícios neuróticos que o agitavam. Pio nunca tinha visto na vida outro ser galináceo. Acreditava-se o único ente de sua raça, superior e absoluto. Firmou-se na crença carismática, deu para agredir os homens. Como estes se defendessem com a ponta do sapato, mudou de tática, bicando-lhes à traição a barriga da perna. Só respeitava o próprio Zanine, a quem não tinha afeição, mas considerava com gratuidade um aliado no combate contra o mundo. Seguia o dono por todos os cantos, não como um cão humilde, mas com a imponência do chefe de gabinete acompanhando o ministro.
          Zanine, como aconteceu comigo, embora achasse graça na birutice de Pio, acabou saturado, dando o boboca de presente ao poeta Rubem Braga, que sempre foi um infalível receptador de aves desajustadas.
        Já se sabe, o Braga é um fazendeiro do ar, morando entre hortaliças e cajueiros num décimo terceiro andar de Ipanema.
        Insolente diante da natureza, Pio fez estragos na horta, desenterrou sementeiras, estraçalhou as couves, dando-se ainda à petulância de aborrecer, com relativo escândalo, a filha da cozinheira.
        Também o Braga, achando graça, foi complacente, impedindo que a cozinheira transformasse o doidinho em galo ao molho de cabidela. Mas acabou igualmente cheio, dando Pio ao hortelão português, dono de farto galinheiro no subúrbio. Antes, contudo, o galo foi colocado diante de um espelho, na esperança geral de que descobrisse o outro, o próximo, o irmão galináceo que ele devia amar como a si mesmo.
        Não quis saber de nada, persistindo na neurose: durante meio minuto encarou a imagem com estupefação, deu-lhe as costas e se foi, único de sua espécie, dono da pretensão que o inflava da crista sanguínea ao facho da cauda.
        Enfim chegou a hora do galinheiro, quando Pio passaria a viver uma vida normal dentro da comunidade, encontrando na força do amor a salvação. Pois o bestalhão, mal ingressou no harém, matou à bicadas duas galinhas sinceras. E o português o comeu.

Campos, Paulo Mendes et. al. Para gostar de ler: crônicas: volume 1. São Paulo: Editora Ática, 1994 (Adaptado).


Analise o trecho abaixo, retirado do texto, para responder à questão.

“Zanine, como aconteceu comigo, embora achasse graça na birutice de Pio, acabou saturado, dando o boboca de presente ao poeta Rubem Braga, que sempre foi um infalível receptador de aves desajustadas.”
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, a conjunção “embora”, em destaque acima, exprime ideia de
Alternativas
Q3662019 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

A verdadeira história de Pio

        No princípio do ano, para amenizar o reinício das aulas, as crianças compraram um pinto na feira. Deram-lhe o nome de Pio. Todos que o antecederam tinham morrido, mas dessa vez residia no edifício uma senhora que entendia da sobrevivência de pinto de feira em apartamento perto do mar. Instruídas por ela, as crianças conseguiram manter acesa dentro de Pio a faísca da vida. Já de pequenino, mostrou-se pinto esquisito, achegado aos seres humanos e danado de andejo. Piava com monotonia os segundos todos do tempo, como se o chateasse a passagem das horas.
        Em mudança de casa, passou dois dias subindo e descendo a escada, piando, piando, entre as pernas dos carregadores portugueses. Seu prestígio cresceu com o episódio; era tratado como gente e se orgulhava disso, assumindo um ar à vontade e presumido de bípede empenado.
           Mas acabou me aborrecendo. Como as crianças tinham atingido a irremovível crise do cachorrinho, acabei cedendo, mas exigindo a extradição de Pio para a casa que o Zanine estava construindo na Barra da Tijuca.
          Meses depois, ao visitar o amigo, Pio já era quase um galo, branco e bonito, mas extravagante e presunçoso. Indiferente ao terreiro, preferia desfilar na sala e na varanda, misturando-se às pessoas, peito estufado, chamando atenção para uma figura que ele queria irresistível.
            Mais algum tempo, virou galo mesmo e aí não demorou a revelar os indícios neuróticos que o agitavam. Pio nunca tinha visto na vida outro ser galináceo. Acreditava-se o único ente de sua raça, superior e absoluto. Firmou-se na crença carismática, deu para agredir os homens. Como estes se defendessem com a ponta do sapato, mudou de tática, bicando-lhes à traição a barriga da perna. Só respeitava o próprio Zanine, a quem não tinha afeição, mas considerava com gratuidade um aliado no combate contra o mundo. Seguia o dono por todos os cantos, não como um cão humilde, mas com a imponência do chefe de gabinete acompanhando o ministro.
          Zanine, como aconteceu comigo, embora achasse graça na birutice de Pio, acabou saturado, dando o boboca de presente ao poeta Rubem Braga, que sempre foi um infalível receptador de aves desajustadas.
        Já se sabe, o Braga é um fazendeiro do ar, morando entre hortaliças e cajueiros num décimo terceiro andar de Ipanema.
        Insolente diante da natureza, Pio fez estragos na horta, desenterrou sementeiras, estraçalhou as couves, dando-se ainda à petulância de aborrecer, com relativo escândalo, a filha da cozinheira.
        Também o Braga, achando graça, foi complacente, impedindo que a cozinheira transformasse o doidinho em galo ao molho de cabidela. Mas acabou igualmente cheio, dando Pio ao hortelão português, dono de farto galinheiro no subúrbio. Antes, contudo, o galo foi colocado diante de um espelho, na esperança geral de que descobrisse o outro, o próximo, o irmão galináceo que ele devia amar como a si mesmo.
        Não quis saber de nada, persistindo na neurose: durante meio minuto encarou a imagem com estupefação, deu-lhe as costas e se foi, único de sua espécie, dono da pretensão que o inflava da crista sanguínea ao facho da cauda.
        Enfim chegou a hora do galinheiro, quando Pio passaria a viver uma vida normal dentro da comunidade, encontrando na força do amor a salvação.
        Pois o bestalhão, mal ingressou no harém, matou à bicadas duas galinhas sinceras. E o português o comeu.
Campos, Paulo Mendes et. al. Para gostar de ler: crônicas: volume 1. São Paulo: Editora Ática, 1994 (Adaptado).
Assinale a alternativa cuja crase presente no trecho retirado do texto apresenta uso INCORRETO, conforme a normapadrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q3662018 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

A verdadeira história de Pio

        No princípio do ano, para amenizar o reinício das aulas, as crianças compraram um pinto na feira. Deram-lhe o nome de Pio. Todos que o antecederam tinham morrido, mas dessa vez residia no edifício uma senhora que entendia da sobrevivência de pinto de feira em apartamento perto do mar. Instruídas por ela, as crianças conseguiram manter acesa dentro de Pio a faísca da vida. Já de pequenino, mostrou-se pinto esquisito, achegado aos seres humanos e danado de andejo. Piava com monotonia os segundos todos do tempo, como se o chateasse a passagem das horas.
        Em mudança de casa, passou dois dias subindo e descendo a escada, piando, piando, entre as pernas dos carregadores portugueses. Seu prestígio cresceu com o episódio; era tratado como gente e se orgulhava disso, assumindo um ar à vontade e presumido de bípede empenado.
           Mas acabou me aborrecendo. Como as crianças tinham atingido a irremovível crise do cachorrinho, acabei cedendo, mas exigindo a extradição de Pio para a casa que o Zanine estava construindo na Barra da Tijuca.
          Meses depois, ao visitar o amigo, Pio já era quase um galo, branco e bonito, mas extravagante e presunçoso. Indiferente ao terreiro, preferia desfilar na sala e na varanda, misturando-se às pessoas, peito estufado, chamando atenção para uma figura que ele queria irresistível.
            Mais algum tempo, virou galo mesmo e aí não demorou a revelar os indícios neuróticos que o agitavam. Pio nunca tinha visto na vida outro ser galináceo. Acreditava-se o único ente de sua raça, superior e absoluto. Firmou-se na crença carismática, deu para agredir os homens. Como estes se defendessem com a ponta do sapato, mudou de tática, bicando-lhes à traição a barriga da perna. Só respeitava o próprio Zanine, a quem não tinha afeição, mas considerava com gratuidade um aliado no combate contra o mundo. Seguia o dono por todos os cantos, não como um cão humilde, mas com a imponência do chefe de gabinete acompanhando o ministro.
          Zanine, como aconteceu comigo, embora achasse graça na birutice de Pio, acabou saturado, dando o boboca de presente ao poeta Rubem Braga, que sempre foi um infalível receptador de aves desajustadas.
        Já se sabe, o Braga é um fazendeiro do ar, morando entre hortaliças e cajueiros num décimo terceiro andar de Ipanema.
        Insolente diante da natureza, Pio fez estragos na horta, desenterrou sementeiras, estraçalhou as couves, dando-se ainda à petulância de aborrecer, com relativo escândalo, a filha da cozinheira.
        Também o Braga, achando graça, foi complacente, impedindo que a cozinheira transformasse o doidinho em galo ao molho de cabidela. Mas acabou igualmente cheio, dando Pio ao hortelão português, dono de farto galinheiro no subúrbio. Antes, contudo, o galo foi colocado diante de um espelho, na esperança geral de que descobrisse o outro, o próximo, o irmão galináceo que ele devia amar como a si mesmo.
        Não quis saber de nada, persistindo na neurose: durante meio minuto encarou a imagem com estupefação, deu-lhe as costas e se foi, único de sua espécie, dono da pretensão que o inflava da crista sanguínea ao facho da cauda.
        Enfim chegou a hora do galinheiro, quando Pio passaria a viver uma vida normal dentro da comunidade, encontrando na força do amor a salvação.
        Pois o bestalhão, mal ingressou no harém, matou à bicadas duas galinhas sinceras. E o português o comeu.
Campos, Paulo Mendes et. al. Para gostar de ler: crônicas: volume 1. São Paulo: Editora Ática, 1994 (Adaptado).
Com base na leitura do texto, é correto afirmar que Pio
Alternativas
Q3661972 Português
A frase “Vi a aluna com o telescópio” é ambígua. Qual reescrita elimina a ambiguidade, mantendo o sentido de que eu usei o telescópio?
Alternativas
Q3661967 Português
Em qual afirmação todas as classificações estão CORRETAS?
Alternativas
Q3661724 Português

Para prestar as informações necessárias no Imposto de Renda, é importante "guardar os comprovantes de todos os ganhos do ano anterior".


Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy83vl5mjn9o. adaptado



A expressão destacada trata-se de uma oração:

Alternativas
Q3661683 Português

Quem "paga" pensão alimentícia aprovada pela Justiça também deve guardar os comprovantes dos pagamentos feitos ao beneficiário.


Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy83vl5mjn9o. adaptado



O verbo destacado, nesta frase, comporta-se como um verbo:

Alternativas
Q3661625 Português
Pilates é bom para quê?




(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/fitness/noticia/2025/05/pilates-e-bom-para-que-vejaos-beneficios-da-pratica-antiga-que-ganha-forca-nas-redes-sociais-cmah4x9iu02c3014utn680os5.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa na qual a forma verbal sublinhada seja regular na flexão de pessoa e tempo.
Alternativas
Q3661621 Português
Pilates é bom para quê?




(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/fitness/noticia/2025/05/pilates-e-bom-para-que-vejaos-beneficios-da-pratica-antiga-que-ganha-forca-nas-redes-sociais-cmah4x9iu02c3014utn680os5.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Sobre o emprego das vírgulas hachuradas no texto, analise as assertivas a seguir:

I. Nas linhas 02 e 05, o emprego da vírgula se deve à ocorrência de orações reduzidas de particípio deslocadas para o início do período.
II. Na linha 20, as duas vírgulas marcam a ocorrência de orações subordinadas que estão coordenadas entre si.
III. Na linha 24, a dupla vírgula separa um adjunto adverbial intercalado entre o verbo e seu complemento.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3661592 Português
“Atualmente, conteúdos audiovisuais são um dos mais consumidos na internet – vídeos representam 80% de demanda. Entre as plataformas, o TikTok, que tem foco na criação e no compartilhamento de vídeos curtos, faz sucesso entre o público jovem. Segundo o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), a rede social foi a mais usada por crianças e adolescentes de 9 a 17 anos em 2021. Em 2022, o Brasil já detinha a terceira maior audiência do TikTok no mundo, com 73,58 milhões de usuários.


Entretanto, produzir para o Tiktok, ou qualquer outro meio digital, vai além de seguir trends e reproduzir “dancinhas”. O mundo assiste a uma verdadeira transformação do audiovisual e participa ativamente de cada aspecto, desde a roteirização até o consumo diferenciado desse tipo de conteúdo.


A indústria criativa assume profissionalmente as habilidades necessárias para qualificar a tendência que se consolida para produção e consumo do conteúdo, como criação de cenários que proporcionam a divulgação de conteúdos diversos de educação, esporte e até mesmo conteúdo político” (PUCRS, 2024, p. 1). 
Uma das características mais marcantes do Tiktok enquanto ferramenta de compartilhamento de conteúdo audiovisual:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: AgSUS Prova: FGV - 2025 - AgSUS - Auxiliar de Gestão |
Q3661347 Português
Assinale a opção em que as duas frases mostram o mesmo significado.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: AgSUS Prova: FGV - 2025 - AgSUS - Auxiliar de Gestão |
Q3661346 Português
Observe o seguinte texto publicitário.

Entre para o rol dos elegantes: coma somente geleias francesas!

O processo de convencimento dos consumidores nesse caso é o da
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: AgSUS Prova: FGV - 2025 - AgSUS - Auxiliar de Gestão |
Q3661345 Português
Os sinônimos são palavras de mesma classe gramatical que possuem significados idênticos ou muito próximos e são utilizados de modo que não haja repetição desnecessária.
O exemplo em que o termo sublinhado foi substituído por um sinônimo, é:
Alternativas
Respostas
24741: A
24742: C
24743: E
24744: B
24745: A
24746: C
24747: D
24748: D
24749: B
24750: C
24751: C
24752: A
24753: C
24754: D
24755: B
24756: E
24757: B
24758: D
24759: C
24760: C