Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3681862 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O bairro do centro de São Paulo eleito como terceiro mais atrativo do mundo

O guia britânico Time Out classificou a Barra Funda, na capital paulista, como o terceiro bairro mais atrativo do mundo, em publicação recente. A região paulistana ficou atrás apenas de Jimb?ch?, em Tóquio (Japão), e de Borgerhout, em Antuérpia (Bélgica). O resultado é elaborado com base em uma pesquisa realizada com uma rede global de especialistas — escritores e editores de diversas cidades ligados à revista — e leva em conta critérios como vida noturna, arte, cultura, gastronomia acessível, diversidade e presença de negócios independentes que preservam o caráter local e estimulam a criatividade urbana.

De acordo com a publicação, os bairros eleitos representam a alma das cidades, mantendo um perfil autêntico que atrai moradores e visitantes para viver, trabalhar e se divertir. A Time Out descreve a Barra Funda como a alma alternativa de São Paulo, um lugar onde a história industrial se mistura com uma atmosfera criativa e descolada. No mesmo quarteirão, convivem concreto, trilhos de trem e uma boate alternativa, antigos armazéns transformados em ateliês e cafés modernos instalados em antigas oficinas mecânicas, além de festas q acontecem atrás de portões de ferro.

Para os amantes da arte e da vida urbana, a revista recomenda a Barra Funda como um destino imperdível, citando a galeria Mendes Wood, as opções de compras exclusivas, a vida noturna vibrante e a culinária contemporânea. Restaurantes como Sururu, Caracol e Komah são destacados pelos ótimos cardápios, e a publicação propõe um roteiro ideal para um dia no bairro: começar com um passeio pelo Elevado Costa e Silva, o Minhocão, seguido de café da manhã na A Baianeira. Em seguida, visitar a galeria Mendes Wood e a loja Verniz, conhecida pelo mobiliário brasileiro moderno. Para o almoço, a sugestão é o restaurante Mescla, com seu arroz de camarão e o tradicional pudim como sobremesa. À noite, o roteiro inclui drinques no Mamãe Bar, ponto de encontro de um público jovem e animado, ou coquetéis no sofisticado bar Água e Biscoito.

Outro bairro brasileiro que aparece é Botafogo, no Rio de Janeiro, descrito como um lugar que nunca para. A Time Out destaca a efervescência cultural e gastronômica da região, com novos bares, restaurantes, galerias e cafés surgindo constantemente em casas reformadas e antigas garagens. À noite, as calçadas ficam cheias, e locais como Fala, Macuna, Tão Longe Tão Perto, Polvo e Quartinho se transformam até mesmo em pistas de dança. A publicação menciona cafés descolados como Dainer e Cirandaia, brunchs descontraídos e uma cena gastronômica de alto nível, que combina charme natural com influências culinárias variadas.

Para aproveitar um dia em Botafogo, a sugestão é começar com um pão de fermentação natural na The Slow Bakery, visitar exposições de arte contemporânea nas galerias Athena e Cavalo, almoçar no restaurante Sult — especializado em culinária brasileiro-italiana — e tomar um café no Chora à tarde. À noite, o roteiro ideal inclui bares como Botica, Tero e Chanchada, conhecidos por manter música, bebidas e boa energia até tarde da noite.

A presença de Barra Funda e Botafogo entre os bairros mais atrativos do mundo reafirma a relevância das cidades brasileiras no cenário urbano global, destacando sua capacidade de unir tradição e inovação, preservar a identidade local e criar espaços criativos que atraem diferentes públicos em busca de experiências culturais e gastronômicas autênticas.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgzdxxkl3mo.adaptado.
Para os amantes da arte e da vida urbana, a revista recomenda a Barra Funda como um destino imperdível.

Sintaticamente, é correto afirmar que, nesta frase: 
Alternativas
Q3681800 Português
Considerando as regras de acentuação, assinalar a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3681798 Português

Dependência digital chega à terceira idade



    Atualmente, muito se discute sobre a necessidade de balizadores para os tempos de tela de crianças e adolescentes. Não faltam estudos que indicam os problemas gerados pelo excesso de exposição dos mais jovens aos apelos do mundo digital, sobretudo aos conteúdos breves e incessantes das redes sociais. No entanto, pouco se fala sobre como os celulares têm afetado o cotidiano de pessoas idosas.

    A pandemia acelerou a aproximação dos maiores de 60 anos ao mundo digital. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada em agosto de 2024, o número de idosos que acessam a internet no Brasil mais que dobrou entre 2016 e 2023.

    O contexto de distanciamento social pode ter aumentado o interesse desse grupo por ferramentas e mídias digitais, que permitiram a manutenção do contato com familiares e amigos, além de facilitar atividades cotidianas, como transações bancárias e serviços de entrega domiciliar.

    Se, por um lado, o interesse pelas plataformas digitais aproxima os idosos do seu direito à informação e de participar do complexo território que é a internet, por outro, pode também reforçar situações de isolamento social e quadros depressivos.

    Essa situação se agrava quando a pessoa idosa vive só, com pouca assistência familiar e escasso convívio social. Nesses casos, o tempo diante do celular pode representar uma forma de preencher lacunas ____________, o que, assim como ocorre entre crianças e adolescentes, pode prejudicar a cognição e a manutenção de laços significativos.

    Os jovens, contudo, contam com espaços formais de educação, onde há oportunidades de refletir sobre sua relação com as tecnologias, tema previsto nos currículos das redes de ensino.

    Já para os idosos, há escassez de espaços voltados à qualificação da experiência digital. Com isso, poucas pessoas com mais de 60 anos têm a chance de refletir sobre sua relação com o mundo digital e, principalmente, sobre o que certos hábitos, especialmente os mais compulsivos, podem estar encobrindo.

    É preciso, portanto, reconhecer não apenas os mais jovens como sujeitos de direito à tecnologia. Participar do mundo conectado vai além de estar presente nas ____________ digitais. Por isso, a qualificação da inclusão digital deve estar diretamente relacionada à expansão das ofertas de educação midiática e digital para todas as idades.



Fonte: Educamídia. Adaptado. 

No terceiro parágrafo do texto, ao utilizar a palavra “cotidianas”, o autor se refere a atividades:
Alternativas
Q3681797 Português

Dependência digital chega à terceira idade



    Atualmente, muito se discute sobre a necessidade de balizadores para os tempos de tela de crianças e adolescentes. Não faltam estudos que indicam os problemas gerados pelo excesso de exposição dos mais jovens aos apelos do mundo digital, sobretudo aos conteúdos breves e incessantes das redes sociais. No entanto, pouco se fala sobre como os celulares têm afetado o cotidiano de pessoas idosas.

    A pandemia acelerou a aproximação dos maiores de 60 anos ao mundo digital. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada em agosto de 2024, o número de idosos que acessam a internet no Brasil mais que dobrou entre 2016 e 2023.

    O contexto de distanciamento social pode ter aumentado o interesse desse grupo por ferramentas e mídias digitais, que permitiram a manutenção do contato com familiares e amigos, além de facilitar atividades cotidianas, como transações bancárias e serviços de entrega domiciliar.

    Se, por um lado, o interesse pelas plataformas digitais aproxima os idosos do seu direito à informação e de participar do complexo território que é a internet, por outro, pode também reforçar situações de isolamento social e quadros depressivos.

    Essa situação se agrava quando a pessoa idosa vive só, com pouca assistência familiar e escasso convívio social. Nesses casos, o tempo diante do celular pode representar uma forma de preencher lacunas ____________, o que, assim como ocorre entre crianças e adolescentes, pode prejudicar a cognição e a manutenção de laços significativos.

    Os jovens, contudo, contam com espaços formais de educação, onde há oportunidades de refletir sobre sua relação com as tecnologias, tema previsto nos currículos das redes de ensino.

    Já para os idosos, há escassez de espaços voltados à qualificação da experiência digital. Com isso, poucas pessoas com mais de 60 anos têm a chance de refletir sobre sua relação com o mundo digital e, principalmente, sobre o que certos hábitos, especialmente os mais compulsivos, podem estar encobrindo.

    É preciso, portanto, reconhecer não apenas os mais jovens como sujeitos de direito à tecnologia. Participar do mundo conectado vai além de estar presente nas ____________ digitais. Por isso, a qualificação da inclusão digital deve estar diretamente relacionada à expansão das ofertas de educação midiática e digital para todas as idades.



Fonte: Educamídia. Adaptado. 

No sétimo parágrafo, o texto refere que há “escassez de espaços voltados à qualificação da experiência digital” para os idosos. A palavra que expressa uma situação oposta à palavra sublinhada é:
Alternativas
Q3681796 Português

Dependência digital chega à terceira idade



    Atualmente, muito se discute sobre a necessidade de balizadores para os tempos de tela de crianças e adolescentes. Não faltam estudos que indicam os problemas gerados pelo excesso de exposição dos mais jovens aos apelos do mundo digital, sobretudo aos conteúdos breves e incessantes das redes sociais. No entanto, pouco se fala sobre como os celulares têm afetado o cotidiano de pessoas idosas.

    A pandemia acelerou a aproximação dos maiores de 60 anos ao mundo digital. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada em agosto de 2024, o número de idosos que acessam a internet no Brasil mais que dobrou entre 2016 e 2023.

    O contexto de distanciamento social pode ter aumentado o interesse desse grupo por ferramentas e mídias digitais, que permitiram a manutenção do contato com familiares e amigos, além de facilitar atividades cotidianas, como transações bancárias e serviços de entrega domiciliar.

    Se, por um lado, o interesse pelas plataformas digitais aproxima os idosos do seu direito à informação e de participar do complexo território que é a internet, por outro, pode também reforçar situações de isolamento social e quadros depressivos.

    Essa situação se agrava quando a pessoa idosa vive só, com pouca assistência familiar e escasso convívio social. Nesses casos, o tempo diante do celular pode representar uma forma de preencher lacunas ____________, o que, assim como ocorre entre crianças e adolescentes, pode prejudicar a cognição e a manutenção de laços significativos.

    Os jovens, contudo, contam com espaços formais de educação, onde há oportunidades de refletir sobre sua relação com as tecnologias, tema previsto nos currículos das redes de ensino.

    Já para os idosos, há escassez de espaços voltados à qualificação da experiência digital. Com isso, poucas pessoas com mais de 60 anos têm a chance de refletir sobre sua relação com o mundo digital e, principalmente, sobre o que certos hábitos, especialmente os mais compulsivos, podem estar encobrindo.

    É preciso, portanto, reconhecer não apenas os mais jovens como sujeitos de direito à tecnologia. Participar do mundo conectado vai além de estar presente nas ____________ digitais. Por isso, a qualificação da inclusão digital deve estar diretamente relacionada à expansão das ofertas de educação midiática e digital para todas as idades.



Fonte: Educamídia. Adaptado. 

No trecho “Com isso, poucas pessoas com mais de 60 anos têm a chance de refletir sobre sua relação com o mundo digital...” (7º parágrafo), a palavra destacada retoma o termo:
Alternativas
Q3681793 Português

Dependência digital chega à terceira idade



    Atualmente, muito se discute sobre a necessidade de balizadores para os tempos de tela de crianças e adolescentes. Não faltam estudos que indicam os problemas gerados pelo excesso de exposição dos mais jovens aos apelos do mundo digital, sobretudo aos conteúdos breves e incessantes das redes sociais. No entanto, pouco se fala sobre como os celulares têm afetado o cotidiano de pessoas idosas.

    A pandemia acelerou a aproximação dos maiores de 60 anos ao mundo digital. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada em agosto de 2024, o número de idosos que acessam a internet no Brasil mais que dobrou entre 2016 e 2023.

    O contexto de distanciamento social pode ter aumentado o interesse desse grupo por ferramentas e mídias digitais, que permitiram a manutenção do contato com familiares e amigos, além de facilitar atividades cotidianas, como transações bancárias e serviços de entrega domiciliar.

    Se, por um lado, o interesse pelas plataformas digitais aproxima os idosos do seu direito à informação e de participar do complexo território que é a internet, por outro, pode também reforçar situações de isolamento social e quadros depressivos.

    Essa situação se agrava quando a pessoa idosa vive só, com pouca assistência familiar e escasso convívio social. Nesses casos, o tempo diante do celular pode representar uma forma de preencher lacunas ____________, o que, assim como ocorre entre crianças e adolescentes, pode prejudicar a cognição e a manutenção de laços significativos.

    Os jovens, contudo, contam com espaços formais de educação, onde há oportunidades de refletir sobre sua relação com as tecnologias, tema previsto nos currículos das redes de ensino.

    Já para os idosos, há escassez de espaços voltados à qualificação da experiência digital. Com isso, poucas pessoas com mais de 60 anos têm a chance de refletir sobre sua relação com o mundo digital e, principalmente, sobre o que certos hábitos, especialmente os mais compulsivos, podem estar encobrindo.

    É preciso, portanto, reconhecer não apenas os mais jovens como sujeitos de direito à tecnologia. Participar do mundo conectado vai além de estar presente nas ____________ digitais. Por isso, a qualificação da inclusão digital deve estar diretamente relacionada à expansão das ofertas de educação midiática e digital para todas as idades.



Fonte: Educamídia. Adaptado. 

De acordo com o texto, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.



( ) A pandemia reduziu o número de idosos conectados à internet.


( ) O uso da tecnologia pode tanto incluir quanto isolar o idoso.


( ) Ao contrário dos jovens, os idosos são nativos digitais e não sei deixam dominar pelas ferramentas tecnológicas.

Alternativas
Q3681761 Português
Assinale a alternativa cuja formação da palavra está incorretamente identificada: 
Alternativas
Q3681760 Português

Observe a seguinte frase:


“Faltou, naquele comício esvaziado, os argumentos que sustentavam o discurso do candidato.”


Em relação à norma culta da língua portuguesa, é correto afirmar que: 

Alternativas
Q3681759 Português

Observe a seguinte frase:


"Durante o apagão, diversos relatórios foram redigidos por servidores que sequer sabiam do problema técnico."


Assinale a alternativa que mantém o sentido e a correção gramatical da frase, ao transformá-la para a voz passiva sintética:

Alternativas
Q3681758 Português

A oração


“Era uma vez um rei muito justo e bondoso” é exemplo clássico de: 

Alternativas
Q3681757 Português
Assinale a alternativa em que a forma plural do substantivo está empregada de maneira inadequada, segundo a norma culta: 
Alternativas
Q3681756 Português

O espelho que te imita (e te expõe)



No começo, a inteligência artificial era apenas isso: uma ferramenta. Um recurso técnico, útil para responder perguntas, organizar ideias, talvez escrever algo por curiosidade. Mas, com o tempo, algo mudou. A IA passou a aprender — e não apenas sobre o mundo, mas sobre quem a utilizava. Hoje, os sistemas mais avançados conseguem reconhecer padrões, vocabulário, estilo, hesitações e até o ritmo da escrita de seus usuários. O assistente se transforma em espelho. Um espelho que reflete não o corpo, mas o pensamento.


Essa personalização é, ao mesmo tempo, fascinante e delicada. Se a IA entende como você pensa, ela pode prever como você decide. E se pode prever, pode também influenciar. É aí que a ferramenta deixa de ser neutra. Ela passa a participar. No mundo corporativo, isso pode representar um salto de eficiência. Profissionais terão assistentes que antecipam seus raciocínios; empresas criarão produtos moldados com base na lógica emocional dos consumidores. Mas a mesma tecnologia que oferece conveniência também carrega riscos profundos.


Se a inteligência artificial personalizada guarda sua forma de pensar, o que acontece se for invadida? A violação não será apenas de dados, mas de identidade. Roubarão não um documento, mas a tua persona digital — teu modo de escrever, de reagir, de hesitar. O problema extrapola a tecnologia. É filosófico, ético, político. Se alguém pode acessar o teu reflexo mais fiel e usá-lo como bem entender, o que resta da tua autonomia?


O impacto disso vai muito além da privacidade. Na política, pode significar o fim do debate público. Em vez de discursos coletivos, teremos algoritmos moldando versões individualizadas da realidade. Cada eleitor receberá sua dose sob medida de verdade emocional. O marketing, por sua vez, deixará de vender produtos e passará a oferecer experiências afetivas ajustadas em tempo real. E o consumidor — ou o cidadão — poderá nem perceber que já não escolhe mais nada por conta própria.


Não se trata de ficção científica. Trata-se de futuro próximo. E a pergunta que se impõe não é se devemos ou não criar assistentes personalizados. A questão é: estamos preparados para lidar com o que eles nos revelam sobre nós mesmos? Porque, talvez, o grande risco não seja a máquina que pensa. Seja o espelho que devolve — com exatidão — quem somos. E o quanto disso estamos realmente prontos para encarar. 

Considerando o propósito comunicativo do texto, bem como o uso de estratégias discursivas, é possível afirmar que: 
Alternativas
Q3681755 Português

O espelho que te imita (e te expõe)



No começo, a inteligência artificial era apenas isso: uma ferramenta. Um recurso técnico, útil para responder perguntas, organizar ideias, talvez escrever algo por curiosidade. Mas, com o tempo, algo mudou. A IA passou a aprender — e não apenas sobre o mundo, mas sobre quem a utilizava. Hoje, os sistemas mais avançados conseguem reconhecer padrões, vocabulário, estilo, hesitações e até o ritmo da escrita de seus usuários. O assistente se transforma em espelho. Um espelho que reflete não o corpo, mas o pensamento.


Essa personalização é, ao mesmo tempo, fascinante e delicada. Se a IA entende como você pensa, ela pode prever como você decide. E se pode prever, pode também influenciar. É aí que a ferramenta deixa de ser neutra. Ela passa a participar. No mundo corporativo, isso pode representar um salto de eficiência. Profissionais terão assistentes que antecipam seus raciocínios; empresas criarão produtos moldados com base na lógica emocional dos consumidores. Mas a mesma tecnologia que oferece conveniência também carrega riscos profundos.


Se a inteligência artificial personalizada guarda sua forma de pensar, o que acontece se for invadida? A violação não será apenas de dados, mas de identidade. Roubarão não um documento, mas a tua persona digital — teu modo de escrever, de reagir, de hesitar. O problema extrapola a tecnologia. É filosófico, ético, político. Se alguém pode acessar o teu reflexo mais fiel e usá-lo como bem entender, o que resta da tua autonomia?


O impacto disso vai muito além da privacidade. Na política, pode significar o fim do debate público. Em vez de discursos coletivos, teremos algoritmos moldando versões individualizadas da realidade. Cada eleitor receberá sua dose sob medida de verdade emocional. O marketing, por sua vez, deixará de vender produtos e passará a oferecer experiências afetivas ajustadas em tempo real. E o consumidor — ou o cidadão — poderá nem perceber que já não escolhe mais nada por conta própria.


Não se trata de ficção científica. Trata-se de futuro próximo. E a pergunta que se impõe não é se devemos ou não criar assistentes personalizados. A questão é: estamos preparados para lidar com o que eles nos revelam sobre nós mesmos? Porque, talvez, o grande risco não seja a máquina que pensa. Seja o espelho que devolve — com exatidão — quem somos. E o quanto disso estamos realmente prontos para encarar. 

A respeito da estrutura argumentativa do texto, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3681754 Português

O espelho que te imita (e te expõe)



No começo, a inteligência artificial era apenas isso: uma ferramenta. Um recurso técnico, útil para responder perguntas, organizar ideias, talvez escrever algo por curiosidade. Mas, com o tempo, algo mudou. A IA passou a aprender — e não apenas sobre o mundo, mas sobre quem a utilizava. Hoje, os sistemas mais avançados conseguem reconhecer padrões, vocabulário, estilo, hesitações e até o ritmo da escrita de seus usuários. O assistente se transforma em espelho. Um espelho que reflete não o corpo, mas o pensamento.


Essa personalização é, ao mesmo tempo, fascinante e delicada. Se a IA entende como você pensa, ela pode prever como você decide. E se pode prever, pode também influenciar. É aí que a ferramenta deixa de ser neutra. Ela passa a participar. No mundo corporativo, isso pode representar um salto de eficiência. Profissionais terão assistentes que antecipam seus raciocínios; empresas criarão produtos moldados com base na lógica emocional dos consumidores. Mas a mesma tecnologia que oferece conveniência também carrega riscos profundos.


Se a inteligência artificial personalizada guarda sua forma de pensar, o que acontece se for invadida? A violação não será apenas de dados, mas de identidade. Roubarão não um documento, mas a tua persona digital — teu modo de escrever, de reagir, de hesitar. O problema extrapola a tecnologia. É filosófico, ético, político. Se alguém pode acessar o teu reflexo mais fiel e usá-lo como bem entender, o que resta da tua autonomia?


O impacto disso vai muito além da privacidade. Na política, pode significar o fim do debate público. Em vez de discursos coletivos, teremos algoritmos moldando versões individualizadas da realidade. Cada eleitor receberá sua dose sob medida de verdade emocional. O marketing, por sua vez, deixará de vender produtos e passará a oferecer experiências afetivas ajustadas em tempo real. E o consumidor — ou o cidadão — poderá nem perceber que já não escolhe mais nada por conta própria.


Não se trata de ficção científica. Trata-se de futuro próximo. E a pergunta que se impõe não é se devemos ou não criar assistentes personalizados. A questão é: estamos preparados para lidar com o que eles nos revelam sobre nós mesmos? Porque, talvez, o grande risco não seja a máquina que pensa. Seja o espelho que devolve — com exatidão — quem somos. E o quanto disso estamos realmente prontos para encarar. 

De acordo com o texto, a inteligência artificial personalizada deixa de ser uma simples ferramenta para se tornar um reflexo da subjetividade humana. Assinale a alternativa incorreta em relação a essa ideia central: 
Alternativas
Q3681753 Português

O espelho que te imita (e te expõe)



No começo, a inteligência artificial era apenas isso: uma ferramenta. Um recurso técnico, útil para responder perguntas, organizar ideias, talvez escrever algo por curiosidade. Mas, com o tempo, algo mudou. A IA passou a aprender — e não apenas sobre o mundo, mas sobre quem a utilizava. Hoje, os sistemas mais avançados conseguem reconhecer padrões, vocabulário, estilo, hesitações e até o ritmo da escrita de seus usuários. O assistente se transforma em espelho. Um espelho que reflete não o corpo, mas o pensamento.


Essa personalização é, ao mesmo tempo, fascinante e delicada. Se a IA entende como você pensa, ela pode prever como você decide. E se pode prever, pode também influenciar. É aí que a ferramenta deixa de ser neutra. Ela passa a participar. No mundo corporativo, isso pode representar um salto de eficiência. Profissionais terão assistentes que antecipam seus raciocínios; empresas criarão produtos moldados com base na lógica emocional dos consumidores. Mas a mesma tecnologia que oferece conveniência também carrega riscos profundos.


Se a inteligência artificial personalizada guarda sua forma de pensar, o que acontece se for invadida? A violação não será apenas de dados, mas de identidade. Roubarão não um documento, mas a tua persona digital — teu modo de escrever, de reagir, de hesitar. O problema extrapola a tecnologia. É filosófico, ético, político. Se alguém pode acessar o teu reflexo mais fiel e usá-lo como bem entender, o que resta da tua autonomia?


O impacto disso vai muito além da privacidade. Na política, pode significar o fim do debate público. Em vez de discursos coletivos, teremos algoritmos moldando versões individualizadas da realidade. Cada eleitor receberá sua dose sob medida de verdade emocional. O marketing, por sua vez, deixará de vender produtos e passará a oferecer experiências afetivas ajustadas em tempo real. E o consumidor — ou o cidadão — poderá nem perceber que já não escolhe mais nada por conta própria.


Não se trata de ficção científica. Trata-se de futuro próximo. E a pergunta que se impõe não é se devemos ou não criar assistentes personalizados. A questão é: estamos preparados para lidar com o que eles nos revelam sobre nós mesmos? Porque, talvez, o grande risco não seja a máquina que pensa. Seja o espelho que devolve — com exatidão — quem somos. E o quanto disso estamos realmente prontos para encarar. 

No que se refere às implicações políticas do uso de IA personalizada, assinale a alternativa que apresenta uma conclusão coerente com os argumentos do texto: 
Alternativas
Q3681752 Português

O espelho que te imita (e te expõe)



No começo, a inteligência artificial era apenas isso: uma ferramenta. Um recurso técnico, útil para responder perguntas, organizar ideias, talvez escrever algo por curiosidade. Mas, com o tempo, algo mudou. A IA passou a aprender — e não apenas sobre o mundo, mas sobre quem a utilizava. Hoje, os sistemas mais avançados conseguem reconhecer padrões, vocabulário, estilo, hesitações e até o ritmo da escrita de seus usuários. O assistente se transforma em espelho. Um espelho que reflete não o corpo, mas o pensamento.


Essa personalização é, ao mesmo tempo, fascinante e delicada. Se a IA entende como você pensa, ela pode prever como você decide. E se pode prever, pode também influenciar. É aí que a ferramenta deixa de ser neutra. Ela passa a participar. No mundo corporativo, isso pode representar um salto de eficiência. Profissionais terão assistentes que antecipam seus raciocínios; empresas criarão produtos moldados com base na lógica emocional dos consumidores. Mas a mesma tecnologia que oferece conveniência também carrega riscos profundos.


Se a inteligência artificial personalizada guarda sua forma de pensar, o que acontece se for invadida? A violação não será apenas de dados, mas de identidade. Roubarão não um documento, mas a tua persona digital — teu modo de escrever, de reagir, de hesitar. O problema extrapola a tecnologia. É filosófico, ético, político. Se alguém pode acessar o teu reflexo mais fiel e usá-lo como bem entender, o que resta da tua autonomia?


O impacto disso vai muito além da privacidade. Na política, pode significar o fim do debate público. Em vez de discursos coletivos, teremos algoritmos moldando versões individualizadas da realidade. Cada eleitor receberá sua dose sob medida de verdade emocional. O marketing, por sua vez, deixará de vender produtos e passará a oferecer experiências afetivas ajustadas em tempo real. E o consumidor — ou o cidadão — poderá nem perceber que já não escolhe mais nada por conta própria.


Não se trata de ficção científica. Trata-se de futuro próximo. E a pergunta que se impõe não é se devemos ou não criar assistentes personalizados. A questão é: estamos preparados para lidar com o que eles nos revelam sobre nós mesmos? Porque, talvez, o grande risco não seja a máquina que pensa. Seja o espelho que devolve — com exatidão — quem somos. E o quanto disso estamos realmente prontos para encarar. 

A partir do texto, é possível inferir que o uso de inteligências artificiais personalizadas poderá alterar de forma significativa a noção tradicional de privacidade. Nesse sentido, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3681631 Português
Considere a seguinte sentença: “Tinha vontade de se mudar para outro país, todavia não podia fazê-lo.” A palavra “todavia”, neste contexto, exprime o mesmo sentido de:
Alternativas
Q3681630 Português
Não ocorre desvio ortográfico apenas em:
Alternativas
Q3681624 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Meu coração


          No fim, desculpe a literatura, é tudo entre nós e o nosso coração. Depois do dito e do feito, depois da paixão e da razão, depois da vida das células e da vida social e da vida cívica e das idas e das voltas, e da História e da biografia, e do que os outros fizeram conosco e nós fizemos com os outros, é tudo entre nós e ele. Segundos fora. Nós e ele. A única conversa que vale, a única intimidade que conta. O coração não tem nada a ver com nada, fora a sístole e a diástole e a sua fisiologia medíocre. Ele nem nos daria conversa, se não dependesse de nós, se não precisasse da embalagem, dos terminais e de alguém que cuide dele. Tudo que lhe atribuem, do mais romântico ao mais calhorda, é falso. Trata-se de um mero músculo, e de um músculo egoísta, que só quer saber da sua própria sobrevivência. Da qual, por uma cruel coincidência, depende a nossa.

        Fala-se do “time do coração”. Mentira. O coração não tem time. O coração não se interessa por futebol. Só hoje, por exemplo, o meu se deu conta de onde estava. Paris, Nantes, Marselha ou qualquer outra cidade, é tudo o mesmo para ele, desde que ele tenha um lugar seguro onde possa bater e cuidar da sua vidinha. Mas de repente ele se deu conta e pediu satisfações. Para onde eu o tinha trazido? Expliquei. A França, a Copa, o Brasil, os jogos, a beleza dos jogos...

       Meu coração não quis ouvir falar da beleza dos jogos. Ele não tem nenhum senso estético. Quis saber que história era aquela de morte súbita.

         — É uma maneira nova de decidir as partidas que acabam empatadas. Há uma prorrogação e quem marcar o primeiro gol ganha.

        Meu coração não quis acreditar.

        — Quer dizer que, se esse time pelo qual você torce, como é mesmo o nome?

        — Brasil.

     — Quer dizer que, se o Brasil empatar com algum outro time, tem prorrogação com morte súbita?

        — É...

        — Você sabia disso quando me trouxe para cá?

        — Sabia.

       — Você deliberadamente me trouxe a um evento em que eu posso parar de repente, mesmo não tendo nada a ver com isso? Não era para ser um campeonato de futebol, um esporte, um divertimento, enfim, nada que me dissesse respeito?

       — Desculpe. Eu tentei substituí-lo pelo distanciamento crítico, mas...

    — Só me diz uma coisa. Se a prorrogação terminar sem que ninguém marque gol, o que acontece?

       — Aí decidem nos pênaltis.

    — Me leva pra casa. Me leva pra casa imediatamente. E pare de me envolver nos seus divertimentos. Você parece que não tem coração.

       — Mas nada disso vai acontecer com o Brasil. Prorrogação, pênaltis, nada disso.

       — Quase aconteceu contra a Dinamarca!

       — É, mas...

       — Me tira daqui!


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Analise as sentenças a seguir, retiradas do texto:

I. Paris, Nantes, Marselha ou qualquer outra cidade, é tudo o mesmo para ele [...]
II. [...] desde que ele tenha um lugar seguro onde possa bater e cuidar da sua vidinha.
III. Mas de repente ele se deu conta e pediu satisfações.

O pronome pessoal “ele” é empregado como oblíquo apenas em:
Alternativas
Q3681565 Português
“A coesão textual é garantida, em grande parte, pelo uso adequado dos pronomes relativos, que permitem encadear argumentos e preservar clareza semântica” (Bechara, Moderna Gramática Portuguesa, 2009). Em artigos acadêmicos, essa prática reforça a consistência argumentativa.

Assinale a alternativa que apresenta uso adequado de pronome relativo.
Alternativas
Respostas
24321: D
24322: C
24323: A
24324: D
24325: C
24326: D
24327: D
24328: D
24329: A
24330: C
24331: A
24332: C
24333: C
24334: C
24335: A
24336: D
24337: A
24338: A
24339: A
24340: B