Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3695610 Português

Antídoto à base de etanol exige ação rápida, alerta especialista


O aumento de casos de intoxicação por metanol no Brasil tem mobilizado autoridades de saúde e levantado questões sobre o tratamento adequado. O etanol farmacêutico surge como principal antídoto, mas seu uso requer cuidados específicos e administração hospitalar.


O cardiointensivista Werlley Januzzi explica que o etanol age como inibidor competitivo da enzima álcool desidrogenase, bloqueando a formação de metabólitos tóxicos do metanol, especialmente o ácido fórmico. Este último é o principal responsável por complicações graves como acidose metabólica, cegueira e insuficiência renal.


A eficácia do tratamento está diretamente relacionada à rapidez do atendimento médico. "Quanto mais precoce for feita a hidratação e administração do etanol, melhores os resultados", afirma Januzzi. Embora o antídoto possa ser administrado após seis horas da intoxicação, os melhores resultados são obtidos nas primeiras horas.


O especialista ressalta que o etanol utilizado é exclusivamente farmacêutico, administrado de forma intravenosa em ambiente hospitalar, com dosagem calculada conforme o peso do paciente. Os efeitos colaterais mais comuns incluem hipoglicemia e sonolência excessiva, principalmente em pacientes idosos ou desnutridos.


Com o aumento dos casos, os protocolos de atendimento nos prontos-socorros foram adaptados. A triagem passou a incluir perguntas específicas sobre consumo de bebidas alcoólicas, buscando identificar rapidamente possíveis casos de intoxicação por metanol. O objetivo é prevenir danos irreversíveis, que em casos extremos podem ser letais.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/antidoto-a-base-de-etanol-exige-ac ao-rapida-alerta-especialista/

 A fala do médico reforça a importância do tempo como fator determinante na recuperação de pacientes intoxicados por metanol. Nesse contexto, o trecho destaca que a agilidade na adoção das medidas terapêuticas influencia diretamente a evolução clínica do quadro. 


Considerando as informações apresentadas, qual das alternativas expressa corretamente a relação entre o tempo de atendimento e a eficácia do tratamento?

Alternativas
Q3695609 Português

Antídoto à base de etanol exige ação rápida, alerta especialista


O aumento de casos de intoxicação por metanol no Brasil tem mobilizado autoridades de saúde e levantado questões sobre o tratamento adequado. O etanol farmacêutico surge como principal antídoto, mas seu uso requer cuidados específicos e administração hospitalar.


O cardiointensivista Werlley Januzzi explica que o etanol age como inibidor competitivo da enzima álcool desidrogenase, bloqueando a formação de metabólitos tóxicos do metanol, especialmente o ácido fórmico. Este último é o principal responsável por complicações graves como acidose metabólica, cegueira e insuficiência renal.


A eficácia do tratamento está diretamente relacionada à rapidez do atendimento médico. "Quanto mais precoce for feita a hidratação e administração do etanol, melhores os resultados", afirma Januzzi. Embora o antídoto possa ser administrado após seis horas da intoxicação, os melhores resultados são obtidos nas primeiras horas.


O especialista ressalta que o etanol utilizado é exclusivamente farmacêutico, administrado de forma intravenosa em ambiente hospitalar, com dosagem calculada conforme o peso do paciente. Os efeitos colaterais mais comuns incluem hipoglicemia e sonolência excessiva, principalmente em pacientes idosos ou desnutridos.


Com o aumento dos casos, os protocolos de atendimento nos prontos-socorros foram adaptados. A triagem passou a incluir perguntas específicas sobre consumo de bebidas alcoólicas, buscando identificar rapidamente possíveis casos de intoxicação por metanol. O objetivo é prevenir danos irreversíveis, que em casos extremos podem ser letais.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/antidoto-a-base-de-etanol-exige-ac ao-rapida-alerta-especialista/

O trecho destaca uma mudança importante nas práticas hospitalares diante do crescimento dos casos de intoxicação por metanol. As novas medidas adotadas pelos prontos-socorros indicam uma tentativa de tornar o atendimento mais preventivo e eficiente, revelando uma preocupação com a detecção precoce e a redução de riscos graves aos pacientes.


Considerando essas informações, qual das alternativas expressa de modo adequado a principal finalidade da adaptação dos protocolos hospitalares?

Alternativas
Q3695534 Português
Analise as frases a seguir.

I. Tudo é uma questão que nem sei explicar o ___________. 
II. Já nem sei ____________ estamos tão aflitos.
III. Você não quer falar __________?
IV. Sei __________ procuro me informar sempre.

Assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE as lacunas nas frases a seguir.
Alternativas
Q3695234 Português
Analise as frases a seguir.

I. Tudo é uma questão que nem sei explicar o ___________.
II. Já nem sei ____________ estamos tão aflitos.
III. Você não quer falar __________?
IV. Sei __________ procuro me informar sempre.

Assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE as lacunas nas frases a segu
Alternativas
Q3695219 Português
O bom e o mau

Carlos Heitor Cony


         Se me perguntarem (ninguém me pergunta nada há muito tempo) o que mais me irrita atualmente e o que mais me gratifica, eu responderei que é o computador. Na verdade, fica difícil imaginar a vida profissional sem ele, seus recursos de memória e arquivo, a capacidade de fazer correções, eliminar ou acrescentar palavras e parágrafos.

          É também irritante, sobretudo com os programas cada vez mais avançados que bolam para os usuários. Não sei qual foi o gênio que programou os dias da semana (segunda, terça, quarta etc.) com maiúsculas. Não os uso assim, e toda vez que começo a escrever "na segunda fila" ou "ter ou não ter, eis a questão" sou obrigado a eliminar a maiúscula, pois o computador, para melhor e mais rapidamente me servir, acha que eu vou escrever o que não quero nem preciso escrever.

         Acho que já contei esta história. Se contei, conto-a outra vez, pois ela expressa exatamente o que o computador pode nos dar de bom e ruim. Um escritor norte-americano escreveu um romance em que o personagem principal teria o nome de Julieta. Um amigo, que leu os originais, achou que o nome italianado não combinava com a mocinha do oeste dos Estados Unidos, que devia se chamar Bárbara, Carol ou Kate.

         O autor concordou e usando o recurso do "replace", ordenou que toda vez que aparecesse a palavra "Julieta", fosse ela substituída pela palavra "Bárbara". Mandou o original assim emendado para a editora e quando recebeu o primeiro exemplar de sua obra, verificou que os seus personagens haviam ido ao teatro assistir a uma peça de Shakespeare intitulada "Romeu e Bárbara".
     Ao computador pode-se aplicar aquele pensamento do cão de Quincas Borba, que para facilitar as coisas, tinha o mesmo nome do dono: "Nada é completamente bom, nada é completamente mau".


CONY, Carlos Heitor. In: Manuel da Costa Pinto (Org.). Crônica brasileira contemporânea: antologia de crônicas.

São Paulo: Salamandra, 2005. p. 30-31. 
De acordo com a citação feita a respeito da obra Quincas Borba, o autor deixa subentendido: 
Alternativas
Q3695218 Português
O bom e o mau

Carlos Heitor Cony


         Se me perguntarem (ninguém me pergunta nada há muito tempo) o que mais me irrita atualmente e o que mais me gratifica, eu responderei que é o computador. Na verdade, fica difícil imaginar a vida profissional sem ele, seus recursos de memória e arquivo, a capacidade de fazer correções, eliminar ou acrescentar palavras e parágrafos.

          É também irritante, sobretudo com os programas cada vez mais avançados que bolam para os usuários. Não sei qual foi o gênio que programou os dias da semana (segunda, terça, quarta etc.) com maiúsculas. Não os uso assim, e toda vez que começo a escrever "na segunda fila" ou "ter ou não ter, eis a questão" sou obrigado a eliminar a maiúscula, pois o computador, para melhor e mais rapidamente me servir, acha que eu vou escrever o que não quero nem preciso escrever.

         Acho que já contei esta história. Se contei, conto-a outra vez, pois ela expressa exatamente o que o computador pode nos dar de bom e ruim. Um escritor norte-americano escreveu um romance em que o personagem principal teria o nome de Julieta. Um amigo, que leu os originais, achou que o nome italianado não combinava com a mocinha do oeste dos Estados Unidos, que devia se chamar Bárbara, Carol ou Kate.

         O autor concordou e usando o recurso do "replace", ordenou que toda vez que aparecesse a palavra "Julieta", fosse ela substituída pela palavra "Bárbara". Mandou o original assim emendado para a editora e quando recebeu o primeiro exemplar de sua obra, verificou que os seus personagens haviam ido ao teatro assistir a uma peça de Shakespeare intitulada "Romeu e Bárbara".
     Ao computador pode-se aplicar aquele pensamento do cão de Quincas Borba, que para facilitar as coisas, tinha o mesmo nome do dono: "Nada é completamente bom, nada é completamente mau".


CONY, Carlos Heitor. In: Manuel da Costa Pinto (Org.). Crônica brasileira contemporânea: antologia de crônicas.

São Paulo: Salamandra, 2005. p. 30-31. 
São benefícios satisfatórios do computador, segundo o cronista, EXCETO:
Alternativas
Q3695217 Português
O bom e o mau

Carlos Heitor Cony


         Se me perguntarem (ninguém me pergunta nada há muito tempo) o que mais me irrita atualmente e o que mais me gratifica, eu responderei que é o computador. Na verdade, fica difícil imaginar a vida profissional sem ele, seus recursos de memória e arquivo, a capacidade de fazer correções, eliminar ou acrescentar palavras e parágrafos.

          É também irritante, sobretudo com os programas cada vez mais avançados que bolam para os usuários. Não sei qual foi o gênio que programou os dias da semana (segunda, terça, quarta etc.) com maiúsculas. Não os uso assim, e toda vez que começo a escrever "na segunda fila" ou "ter ou não ter, eis a questão" sou obrigado a eliminar a maiúscula, pois o computador, para melhor e mais rapidamente me servir, acha que eu vou escrever o que não quero nem preciso escrever.

         Acho que já contei esta história. Se contei, conto-a outra vez, pois ela expressa exatamente o que o computador pode nos dar de bom e ruim. Um escritor norte-americano escreveu um romance em que o personagem principal teria o nome de Julieta. Um amigo, que leu os originais, achou que o nome italianado não combinava com a mocinha do oeste dos Estados Unidos, que devia se chamar Bárbara, Carol ou Kate.

         O autor concordou e usando o recurso do "replace", ordenou que toda vez que aparecesse a palavra "Julieta", fosse ela substituída pela palavra "Bárbara". Mandou o original assim emendado para a editora e quando recebeu o primeiro exemplar de sua obra, verificou que os seus personagens haviam ido ao teatro assistir a uma peça de Shakespeare intitulada "Romeu e Bárbara".
     Ao computador pode-se aplicar aquele pensamento do cão de Quincas Borba, que para facilitar as coisas, tinha o mesmo nome do dono: "Nada é completamente bom, nada é completamente mau".


CONY, Carlos Heitor. In: Manuel da Costa Pinto (Org.). Crônica brasileira contemporânea: antologia de crônicas.

São Paulo: Salamandra, 2005. p. 30-31. 
Para o autor Carlos Heitor Cony:
Alternativas
Q3695173 Português
Os vícios de linguagem comprometem a clareza, a correção e a elegância da comunicação. É comum que esses desvios passem despercebidos na linguagem cotidiana, mas em contextos formais de escrita e oralidade, sua presença afeta diretamente a credibilidade e a precisão do discurso. Considerando os principais tipos de vícios de linguagem, analise as alternativas abaixo e assinale aquela em que há ocorrência de barbarismo.
Alternativas
Q3695172 Português
Analise as afirmativas abaixo sobre os tipos de predicado — verbal, nominal e verbo-nominal:

I.O predicado verbal tem como núcleo um verbo de ligação e expressa estado ou qualidade atribuída ao sujeito.
II.O predicado nominal tem como núcleo um verbo de ação e dispensa a presença de predicativo do sujeito.
III.O predicado verbo-nominal apresenta dois núcleos: um verbo nocional que indica ação e um nome que exprime estado ou qualidade, funcionando como predicativo.
IV.O predicado verbal pode apresentar dois núcleos, desde que haja um verbo de ligação seguido de predicativo do objeto.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3695085 Português
A estrutura da oração é formada por diferentes termos que cumprem funções específicas dentro da construção sintática. Analise a relação correta entre as colunas a seguir, associando cada termo à sua respectiva função ou característica.

Coluna A
(__)Indicam circunstâncias, especificações ou explicações adicionais, podendo ser retirados sem comprometer o sentido principal da oração.
(__)Formam a base da estrutura oracional, sendo indispensáveis à existência da oração.
(__)Completam o sentido de verbos, nomes ou indicam o agente da voz passiva.

Coluna B
I.Termos acessórios; II.Termos essenciais; III.Termos integrantes.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta ao preencher a Coluna A:
Alternativas
Q3695082 Português
Associe corretamente a Coluna I, que apresenta períodos compostos, à Coluna II, que indica o tipo de coordenação presente em cada um.

Coluna I
(__)Fez as malas, saiu apressado, pegou o táxi. (__)Estudou muito, mas não conseguiu ser aprovado. (__)Ou você aceita as regras, ou desiste do jogo. (__)Choveu demais, portanto, a estrada ficou alagada.
Coluna II
I.Coordenação assindética II.Coordenação sindética adversativa III.Coordenação sindética alternativa IV.Coordenação sindética conclusiva


Assinale a alternativa com a sequência correta na Coluna I:
Alternativas
Q3695078 Português
Considerando os erros mais frequentes de regência nominal, analise as alternativas abaixo e assinale aquela que está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa. 
Alternativas
Q3694814 Português
O texto III deve ser lido para se responder à questão.


Texto III

A ilusão do fim de semana


    Há algo errado nisto.

    Onde havia florestas construímos cidades de concreto, asfalto e vidro. Aí vivemos. Ou melhor: trabalhamos. Mas como o lugar onde trabalhamos não é onde queremos viver, então no fim de semana rumamos para onde há floresta ou praia, onde, além do verde e do azul, se pode respirar.

    Chegamos. Acabamos de encostar o carro na garagem da casa de campo, fazenda ou do hotel nas montanhas.

    Chegar aqui não foi fácil. Duas, cinco, às vezes dez horas de engarrafamento. O verde e o azul, lá longe ainda, difíceis de alcançar. E a gente ali na estrada entalado num terrível rito de ultrapassagem. [..] O simples fato de nos aproximarmos do verde já muda o clima psicológico dentro do carro. Vai ficando para trás a fuligem da cidade. E ao subir a serra começa uma descontração no diafragma. Aqueles que estavam tensos, indo para a natureza, já tornam suas frases mais macias, já começam a ficar mais amorosos. Algumas brigas de casal vão se diluindo na passagem da cidade para o campo.

    Enfim, chegamos. São desembarcadas as malas, as portas e janelas da casa e corpo se abrem e a clorofila começa a entrar pelos poros. As flores continuaram a elaborar suas cores em nossa ausência. Os pássaros continuaram a emplumar as estações. [...]

     À noite pode-se acender a lareira e ali se ficar prostrado com um copo de uísque ou vinho, uma xícara de chá ou café, olhando, olhando o fogo como um primitivo na caverna de si mesmo.

    Todavia, essa incursão no paraíso vai acabar. O fim de semana escoou-se. Já começamos a refazer as malas e a ficar ansiosos e de mau humor. Vamos começar a descer a serra para retornar ao campo de concentração urbana. Mal sinalizadas, as estradas vez por outra nos deixam ver um cão morto no asfalto. [...]

    Aproximamo-nos da cidade. A temperatura começa a subir, um calor abafado vai grudando na pele. O mau cheiro irrita as narinas, o ruído agride os tímpanos. O ritmo do pulso é tenso e há um cruzar de buzinas, faróis, anúncios e sempre a possibilidade de uma emergente violência.

    Chegamos ao apartamento ou casa. Descarregamos tudo pelo elevador com ar de vitória e derrota. Na sala, jornais, correspondência acumulada. O dia seguinte já nos espreita na treva. Aí começaremos a fazer novos planos para fugir da cidade. Planejaremos outro feriado e contaremos quanto tempo falta para a aposentadoria.

    Há algo de errado nisto. E persistimos.


Fonte: SANTANNA. Affonso Romano de. Porta de colégio e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1997. p. 43-46. Adaptado.
Analise as assertivas sobre o trecho “O verde e o azul, lá longe ainda, difíceis de alcançar!”.

I- Verde e azul, apesar de se classificarem normalmente como adjetivos, aqui funcionam como substantivos.
II- “O verde e o azul” constituem o sujeito composto da oração.
III- “O verde e o azul” são adjuntos adnominais, já que são adjetivos.
IV- “lá longe ainda” funciona como locução adverbial de lugar.
V- Há um verbo elíptico no trecho.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3694813 Português
O texto III deve ser lido para se responder à questão.


Texto III

A ilusão do fim de semana


    Há algo errado nisto.

    Onde havia florestas construímos cidades de concreto, asfalto e vidro. Aí vivemos. Ou melhor: trabalhamos. Mas como o lugar onde trabalhamos não é onde queremos viver, então no fim de semana rumamos para onde há floresta ou praia, onde, além do verde e do azul, se pode respirar.

    Chegamos. Acabamos de encostar o carro na garagem da casa de campo, fazenda ou do hotel nas montanhas.

    Chegar aqui não foi fácil. Duas, cinco, às vezes dez horas de engarrafamento. O verde e o azul, lá longe ainda, difíceis de alcançar. E a gente ali na estrada entalado num terrível rito de ultrapassagem. [..] O simples fato de nos aproximarmos do verde já muda o clima psicológico dentro do carro. Vai ficando para trás a fuligem da cidade. E ao subir a serra começa uma descontração no diafragma. Aqueles que estavam tensos, indo para a natureza, já tornam suas frases mais macias, já começam a ficar mais amorosos. Algumas brigas de casal vão se diluindo na passagem da cidade para o campo.

    Enfim, chegamos. São desembarcadas as malas, as portas e janelas da casa e corpo se abrem e a clorofila começa a entrar pelos poros. As flores continuaram a elaborar suas cores em nossa ausência. Os pássaros continuaram a emplumar as estações. [...]

     À noite pode-se acender a lareira e ali se ficar prostrado com um copo de uísque ou vinho, uma xícara de chá ou café, olhando, olhando o fogo como um primitivo na caverna de si mesmo.

    Todavia, essa incursão no paraíso vai acabar. O fim de semana escoou-se. Já começamos a refazer as malas e a ficar ansiosos e de mau humor. Vamos começar a descer a serra para retornar ao campo de concentração urbana. Mal sinalizadas, as estradas vez por outra nos deixam ver um cão morto no asfalto. [...]

    Aproximamo-nos da cidade. A temperatura começa a subir, um calor abafado vai grudando na pele. O mau cheiro irrita as narinas, o ruído agride os tímpanos. O ritmo do pulso é tenso e há um cruzar de buzinas, faróis, anúncios e sempre a possibilidade de uma emergente violência.

    Chegamos ao apartamento ou casa. Descarregamos tudo pelo elevador com ar de vitória e derrota. Na sala, jornais, correspondência acumulada. O dia seguinte já nos espreita na treva. Aí começaremos a fazer novos planos para fugir da cidade. Planejaremos outro feriado e contaremos quanto tempo falta para a aposentadoria.

    Há algo de errado nisto. E persistimos.


Fonte: SANTANNA. Affonso Romano de. Porta de colégio e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1997. p. 43-46. Adaptado.
No trecho em destaque “São desembarcadas as malas, as portas e janelas da casa e corpo se abrem e a clorofila começa a entrar pelos poros.”, qual figura de linguagem se observa?
Alternativas
Q3694812 Português
O texto III deve ser lido para se responder à questão.


Texto III

A ilusão do fim de semana


    Há algo errado nisto.

    Onde havia florestas construímos cidades de concreto, asfalto e vidro. Aí vivemos. Ou melhor: trabalhamos. Mas como o lugar onde trabalhamos não é onde queremos viver, então no fim de semana rumamos para onde há floresta ou praia, onde, além do verde e do azul, se pode respirar.

    Chegamos. Acabamos de encostar o carro na garagem da casa de campo, fazenda ou do hotel nas montanhas.

    Chegar aqui não foi fácil. Duas, cinco, às vezes dez horas de engarrafamento. O verde e o azul, lá longe ainda, difíceis de alcançar. E a gente ali na estrada entalado num terrível rito de ultrapassagem. [..] O simples fato de nos aproximarmos do verde já muda o clima psicológico dentro do carro. Vai ficando para trás a fuligem da cidade. E ao subir a serra começa uma descontração no diafragma. Aqueles que estavam tensos, indo para a natureza, já tornam suas frases mais macias, já começam a ficar mais amorosos. Algumas brigas de casal vão se diluindo na passagem da cidade para o campo.

    Enfim, chegamos. São desembarcadas as malas, as portas e janelas da casa e corpo se abrem e a clorofila começa a entrar pelos poros. As flores continuaram a elaborar suas cores em nossa ausência. Os pássaros continuaram a emplumar as estações. [...]

     À noite pode-se acender a lareira e ali se ficar prostrado com um copo de uísque ou vinho, uma xícara de chá ou café, olhando, olhando o fogo como um primitivo na caverna de si mesmo.

    Todavia, essa incursão no paraíso vai acabar. O fim de semana escoou-se. Já começamos a refazer as malas e a ficar ansiosos e de mau humor. Vamos começar a descer a serra para retornar ao campo de concentração urbana. Mal sinalizadas, as estradas vez por outra nos deixam ver um cão morto no asfalto. [...]

    Aproximamo-nos da cidade. A temperatura começa a subir, um calor abafado vai grudando na pele. O mau cheiro irrita as narinas, o ruído agride os tímpanos. O ritmo do pulso é tenso e há um cruzar de buzinas, faróis, anúncios e sempre a possibilidade de uma emergente violência.

    Chegamos ao apartamento ou casa. Descarregamos tudo pelo elevador com ar de vitória e derrota. Na sala, jornais, correspondência acumulada. O dia seguinte já nos espreita na treva. Aí começaremos a fazer novos planos para fugir da cidade. Planejaremos outro feriado e contaremos quanto tempo falta para a aposentadoria.

    Há algo de errado nisto. E persistimos.


Fonte: SANTANNA. Affonso Romano de. Porta de colégio e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1997. p. 43-46. Adaptado.
Sobre o texto, afirma-se que ele:
Alternativas
Q3694811 Português
O texto III deve ser lido para se responder à questão.


Texto III

A ilusão do fim de semana


    Há algo errado nisto.

    Onde havia florestas construímos cidades de concreto, asfalto e vidro. Aí vivemos. Ou melhor: trabalhamos. Mas como o lugar onde trabalhamos não é onde queremos viver, então no fim de semana rumamos para onde há floresta ou praia, onde, além do verde e do azul, se pode respirar.

    Chegamos. Acabamos de encostar o carro na garagem da casa de campo, fazenda ou do hotel nas montanhas.

    Chegar aqui não foi fácil. Duas, cinco, às vezes dez horas de engarrafamento. O verde e o azul, lá longe ainda, difíceis de alcançar. E a gente ali na estrada entalado num terrível rito de ultrapassagem. [..] O simples fato de nos aproximarmos do verde já muda o clima psicológico dentro do carro. Vai ficando para trás a fuligem da cidade. E ao subir a serra começa uma descontração no diafragma. Aqueles que estavam tensos, indo para a natureza, já tornam suas frases mais macias, já começam a ficar mais amorosos. Algumas brigas de casal vão se diluindo na passagem da cidade para o campo.

    Enfim, chegamos. São desembarcadas as malas, as portas e janelas da casa e corpo se abrem e a clorofila começa a entrar pelos poros. As flores continuaram a elaborar suas cores em nossa ausência. Os pássaros continuaram a emplumar as estações. [...]

     À noite pode-se acender a lareira e ali se ficar prostrado com um copo de uísque ou vinho, uma xícara de chá ou café, olhando, olhando o fogo como um primitivo na caverna de si mesmo.

    Todavia, essa incursão no paraíso vai acabar. O fim de semana escoou-se. Já começamos a refazer as malas e a ficar ansiosos e de mau humor. Vamos começar a descer a serra para retornar ao campo de concentração urbana. Mal sinalizadas, as estradas vez por outra nos deixam ver um cão morto no asfalto. [...]

    Aproximamo-nos da cidade. A temperatura começa a subir, um calor abafado vai grudando na pele. O mau cheiro irrita as narinas, o ruído agride os tímpanos. O ritmo do pulso é tenso e há um cruzar de buzinas, faróis, anúncios e sempre a possibilidade de uma emergente violência.

    Chegamos ao apartamento ou casa. Descarregamos tudo pelo elevador com ar de vitória e derrota. Na sala, jornais, correspondência acumulada. O dia seguinte já nos espreita na treva. Aí começaremos a fazer novos planos para fugir da cidade. Planejaremos outro feriado e contaremos quanto tempo falta para a aposentadoria.

    Há algo de errado nisto. E persistimos.


Fonte: SANTANNA. Affonso Romano de. Porta de colégio e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1997. p. 43-46. Adaptado.
Assinale a alternativa que traz CORRETAMENTE o gênero do texto lido e a explicação sobre este gênero.
Alternativas
Q3694810 Português
O texto III deve ser lido para se responder à questão.


Texto III

A ilusão do fim de semana


    Há algo errado nisto.

    Onde havia florestas construímos cidades de concreto, asfalto e vidro. Aí vivemos. Ou melhor: trabalhamos. Mas como o lugar onde trabalhamos não é onde queremos viver, então no fim de semana rumamos para onde há floresta ou praia, onde, além do verde e do azul, se pode respirar.

    Chegamos. Acabamos de encostar o carro na garagem da casa de campo, fazenda ou do hotel nas montanhas.

    Chegar aqui não foi fácil. Duas, cinco, às vezes dez horas de engarrafamento. O verde e o azul, lá longe ainda, difíceis de alcançar. E a gente ali na estrada entalado num terrível rito de ultrapassagem. [..] O simples fato de nos aproximarmos do verde já muda o clima psicológico dentro do carro. Vai ficando para trás a fuligem da cidade. E ao subir a serra começa uma descontração no diafragma. Aqueles que estavam tensos, indo para a natureza, já tornam suas frases mais macias, já começam a ficar mais amorosos. Algumas brigas de casal vão se diluindo na passagem da cidade para o campo.

    Enfim, chegamos. São desembarcadas as malas, as portas e janelas da casa e corpo se abrem e a clorofila começa a entrar pelos poros. As flores continuaram a elaborar suas cores em nossa ausência. Os pássaros continuaram a emplumar as estações. [...]

     À noite pode-se acender a lareira e ali se ficar prostrado com um copo de uísque ou vinho, uma xícara de chá ou café, olhando, olhando o fogo como um primitivo na caverna de si mesmo.

    Todavia, essa incursão no paraíso vai acabar. O fim de semana escoou-se. Já começamos a refazer as malas e a ficar ansiosos e de mau humor. Vamos começar a descer a serra para retornar ao campo de concentração urbana. Mal sinalizadas, as estradas vez por outra nos deixam ver um cão morto no asfalto. [...]

    Aproximamo-nos da cidade. A temperatura começa a subir, um calor abafado vai grudando na pele. O mau cheiro irrita as narinas, o ruído agride os tímpanos. O ritmo do pulso é tenso e há um cruzar de buzinas, faróis, anúncios e sempre a possibilidade de uma emergente violência.

    Chegamos ao apartamento ou casa. Descarregamos tudo pelo elevador com ar de vitória e derrota. Na sala, jornais, correspondência acumulada. O dia seguinte já nos espreita na treva. Aí começaremos a fazer novos planos para fugir da cidade. Planejaremos outro feriado e contaremos quanto tempo falta para a aposentadoria.

    Há algo de errado nisto. E persistimos.


Fonte: SANTANNA. Affonso Romano de. Porta de colégio e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1997. p. 43-46. Adaptado.
Sobre os elementos da narrativa presentes no texto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3694806 Português
Leia o texto I para responder à questão.

Texto I


'A falta do hábito da leitura pode nos levar ao desastre', alerta especialista sobre pesquisa realizada no Brasil

Andréia Roma destaca que brasileiro deve mudar conceito para colher frutos em todas as áreas de desenvolvimento

23/06/2023 14h45 - Atualizado em 23/06/2023 14h47


    Durante uma reunião na escola da minha filha de 11 anos, percebi a preocupação dos professores que afirmaram que o maior desafio de hoje é fazer com que essa geração saiba ler e interpretar textos. Com o avanço da era digital, as pessoas se distanciaram do hábito de leitura e isso tem seu preço. Ao me deparar com a história de Andréia Roma, CEO da Editora Leader, que, ao crescer em um cenário humilde recortava revistas para fazer suas próprias cartilhas (na tentativa de já criar livros), percebo como o propósito de vida faz diferença na evolução humana e de todos a seu redor.

    Filha de pais analfabetos, a executiva que hoje é também idealizadora do Selo Editorial Série Mulheres e presidente do Instituto Série Mulheres trava uma batalha dia após dia: a de incentivar a leitura em um país repleto de contrastes. De acordo com a 5ª edição do estudo “Retratos da leitura no Brasil” realizada pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Itaú Cultural, cerca de 52% dos brasileiros mantêm o hábito de leitura, porém, o país perdeu cerca de 4,6 milhões de leitores nos últimos anos. Enquanto o brasileiro lê somente quatro livros por ano, o canadense lê doze, ou seja, nosso índice anda abaixo da média. O que isso acarreta? Muitos problemas. “A falta do hábito de leitura pode levar a consequências desastrosas. Como terapeuta comportamental, observo que a leitura é uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento intelectual, emocional e cultural das pessoas. A leitura expande horizontes, estimula a criatividade, a imaginação e a empatia. A ausência desse hábito pode limitar a capacidade de adquirir conhecimento, dificultar a expressão escrita e oral, e diminuir a capacidade de compreensão e análise de informações. Além disso, a leitura também desempenha um papel importante na saúde mental, oferecendo uma forma de escapismo saudável e relaxamento”, ressalta Andréia.

    Em resumo, o impacto dessa defasagem de leitura na aprendizagem é devastador. Vale lembrar que, segundo o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), que analisa estudantes entre 15 e 16 anos de 77 países, 50% dos brasileiros têm resultados nível 1 em leitura, na escala que vai de 1 a 5. “Ou seja, a compreensão média do brasileiro é literal e infelizmente se restringe a frases curtas e isso é alarmante. É claro que o brasileiro lê pouco se comparado a outros países por diversos motivos. Um dos fatores é a falta de incentivo e acesso à leitura desde a infância. Posso afirmar isso por ter crescido em um lugar humilde e com poucos livros. Lembro que eu fazia meus próprios livros com revistas e jornais velhos, além das cartilhas escolares que eram o presente da escola pública para mim. Ainda enfrentamos desafios relacionados à educação e à formação de hábitos de leitura desde cedo. Além disso, existem questões socioeconômicas, falta de tempo e excesso de distrações no mundo atual, que podem dificultar a dedicação ao hábito da leitura”.

Fonte: “A FALTADE LEITURA PODE NOS LEVAR AO DESASTRE”, alerta especialista sobe pesquisa realizada no Brasil. Jovem Pan, 23 jun. 2023. Disponível em: https://jovempan.com.br/opiniao-jovem-pan/comentaristas/renata-rode/a-falta-do-habito-da-leitura-pode-nos-levar -ao-desastre-alerta-especialista-sobre-pesquisarealizada-no-brasil.html. Acesso em: 23 set. 2025. Adaptado. 
Pode-se substituir a palavra “escapismo”, sem prejuízo de sentido, por:
Alternativas
Q3694805 Português
Leia o texto I para responder à questão.

Texto I


'A falta do hábito da leitura pode nos levar ao desastre', alerta especialista sobre pesquisa realizada no Brasil

Andréia Roma destaca que brasileiro deve mudar conceito para colher frutos em todas as áreas de desenvolvimento

23/06/2023 14h45 - Atualizado em 23/06/2023 14h47


    Durante uma reunião na escola da minha filha de 11 anos, percebi a preocupação dos professores que afirmaram que o maior desafio de hoje é fazer com que essa geração saiba ler e interpretar textos. Com o avanço da era digital, as pessoas se distanciaram do hábito de leitura e isso tem seu preço. Ao me deparar com a história de Andréia Roma, CEO da Editora Leader, que, ao crescer em um cenário humilde recortava revistas para fazer suas próprias cartilhas (na tentativa de já criar livros), percebo como o propósito de vida faz diferença na evolução humana e de todos a seu redor.

    Filha de pais analfabetos, a executiva que hoje é também idealizadora do Selo Editorial Série Mulheres e presidente do Instituto Série Mulheres trava uma batalha dia após dia: a de incentivar a leitura em um país repleto de contrastes. De acordo com a 5ª edição do estudo “Retratos da leitura no Brasil” realizada pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Itaú Cultural, cerca de 52% dos brasileiros mantêm o hábito de leitura, porém, o país perdeu cerca de 4,6 milhões de leitores nos últimos anos. Enquanto o brasileiro lê somente quatro livros por ano, o canadense lê doze, ou seja, nosso índice anda abaixo da média. O que isso acarreta? Muitos problemas. “A falta do hábito de leitura pode levar a consequências desastrosas. Como terapeuta comportamental, observo que a leitura é uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento intelectual, emocional e cultural das pessoas. A leitura expande horizontes, estimula a criatividade, a imaginação e a empatia. A ausência desse hábito pode limitar a capacidade de adquirir conhecimento, dificultar a expressão escrita e oral, e diminuir a capacidade de compreensão e análise de informações. Além disso, a leitura também desempenha um papel importante na saúde mental, oferecendo uma forma de escapismo saudável e relaxamento”, ressalta Andréia.

    Em resumo, o impacto dessa defasagem de leitura na aprendizagem é devastador. Vale lembrar que, segundo o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), que analisa estudantes entre 15 e 16 anos de 77 países, 50% dos brasileiros têm resultados nível 1 em leitura, na escala que vai de 1 a 5. “Ou seja, a compreensão média do brasileiro é literal e infelizmente se restringe a frases curtas e isso é alarmante. É claro que o brasileiro lê pouco se comparado a outros países por diversos motivos. Um dos fatores é a falta de incentivo e acesso à leitura desde a infância. Posso afirmar isso por ter crescido em um lugar humilde e com poucos livros. Lembro que eu fazia meus próprios livros com revistas e jornais velhos, além das cartilhas escolares que eram o presente da escola pública para mim. Ainda enfrentamos desafios relacionados à educação e à formação de hábitos de leitura desde cedo. Além disso, existem questões socioeconômicas, falta de tempo e excesso de distrações no mundo atual, que podem dificultar a dedicação ao hábito da leitura”.

Fonte: “A FALTADE LEITURA PODE NOS LEVAR AO DESASTRE”, alerta especialista sobe pesquisa realizada no Brasil. Jovem Pan, 23 jun. 2023. Disponível em: https://jovempan.com.br/opiniao-jovem-pan/comentaristas/renata-rode/a-falta-do-habito-da-leitura-pode-nos-levar -ao-desastre-alerta-especialista-sobre-pesquisarealizada-no-brasil.html. Acesso em: 23 set. 2025. Adaptado. 
Observe o trecho “A ausência desse hábito pode limitar a capacidade de adquirir conhecimento, dificultar a expressão escrita e oral, e diminuir a capacidade de compreensão e análise de informações. Além disso, a leitura também desempenha um papel importante na saúde mental, oferecendo uma forma de escapismo saudável e relaxamento”, ressalta Andréia”. A expressão em destaque funciona como:
Alternativas
Q3694804 Português
Leia o texto I para responder à questão.

Texto I


'A falta do hábito da leitura pode nos levar ao desastre', alerta especialista sobre pesquisa realizada no Brasil

Andréia Roma destaca que brasileiro deve mudar conceito para colher frutos em todas as áreas de desenvolvimento

23/06/2023 14h45 - Atualizado em 23/06/2023 14h47


    Durante uma reunião na escola da minha filha de 11 anos, percebi a preocupação dos professores que afirmaram que o maior desafio de hoje é fazer com que essa geração saiba ler e interpretar textos. Com o avanço da era digital, as pessoas se distanciaram do hábito de leitura e isso tem seu preço. Ao me deparar com a história de Andréia Roma, CEO da Editora Leader, que, ao crescer em um cenário humilde recortava revistas para fazer suas próprias cartilhas (na tentativa de já criar livros), percebo como o propósito de vida faz diferença na evolução humana e de todos a seu redor.

    Filha de pais analfabetos, a executiva que hoje é também idealizadora do Selo Editorial Série Mulheres e presidente do Instituto Série Mulheres trava uma batalha dia após dia: a de incentivar a leitura em um país repleto de contrastes. De acordo com a 5ª edição do estudo “Retratos da leitura no Brasil” realizada pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Itaú Cultural, cerca de 52% dos brasileiros mantêm o hábito de leitura, porém, o país perdeu cerca de 4,6 milhões de leitores nos últimos anos. Enquanto o brasileiro lê somente quatro livros por ano, o canadense lê doze, ou seja, nosso índice anda abaixo da média. O que isso acarreta? Muitos problemas. “A falta do hábito de leitura pode levar a consequências desastrosas. Como terapeuta comportamental, observo que a leitura é uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento intelectual, emocional e cultural das pessoas. A leitura expande horizontes, estimula a criatividade, a imaginação e a empatia. A ausência desse hábito pode limitar a capacidade de adquirir conhecimento, dificultar a expressão escrita e oral, e diminuir a capacidade de compreensão e análise de informações. Além disso, a leitura também desempenha um papel importante na saúde mental, oferecendo uma forma de escapismo saudável e relaxamento”, ressalta Andréia.

    Em resumo, o impacto dessa defasagem de leitura na aprendizagem é devastador. Vale lembrar que, segundo o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), que analisa estudantes entre 15 e 16 anos de 77 países, 50% dos brasileiros têm resultados nível 1 em leitura, na escala que vai de 1 a 5. “Ou seja, a compreensão média do brasileiro é literal e infelizmente se restringe a frases curtas e isso é alarmante. É claro que o brasileiro lê pouco se comparado a outros países por diversos motivos. Um dos fatores é a falta de incentivo e acesso à leitura desde a infância. Posso afirmar isso por ter crescido em um lugar humilde e com poucos livros. Lembro que eu fazia meus próprios livros com revistas e jornais velhos, além das cartilhas escolares que eram o presente da escola pública para mim. Ainda enfrentamos desafios relacionados à educação e à formação de hábitos de leitura desde cedo. Além disso, existem questões socioeconômicas, falta de tempo e excesso de distrações no mundo atual, que podem dificultar a dedicação ao hábito da leitura”.

Fonte: “A FALTADE LEITURA PODE NOS LEVAR AO DESASTRE”, alerta especialista sobe pesquisa realizada no Brasil. Jovem Pan, 23 jun. 2023. Disponível em: https://jovempan.com.br/opiniao-jovem-pan/comentaristas/renata-rode/a-falta-do-habito-da-leitura-pode-nos-levar -ao-desastre-alerta-especialista-sobre-pesquisarealizada-no-brasil.html. Acesso em: 23 set. 2025. Adaptado. 
No último parágrafo, o termo em destaque “Em resumo, o impacto dessa defasagem de leitura na aprendizagem é devastador.” funciona como elemento de coesão:
Alternativas
Respostas
23961: A
23962: A
23963: D
23964: D
23965: A
23966: D
23967: B
23968: D
23969: D
23970: B
23971: A
23972: C
23973: E
23974: E
23975: A
23976: B
23977: B
23978: D
23979: C
23980: D