Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3723751 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


IA: aliada ou ameaça na educação e na ciência?


    A inteligência artificial (IA) tem revolucionado a educação e a ciência, oferecendo ferramentas que personalizam o ensino, aceleram pesquisas e ampliam o acesso ao conhecimento. Entretanto, é preciso refletir sobre os riscos e desafios que acompanham esses avanços.

    Na educação, tutores virtuais e plataformas adaptativas permitem uma aprendizagem mais individualizada e eficaz, beneficiando especialmente regiões com poucos professores qualificados. A IA também automatiza tarefas repetitivas, permitindo que educadores se concentrem no que realmente importa: o processo pedagógico. Já na ciência, algoritmos analisam grandes volumes de dados em segundos, possibilitando descobertas rápidas e simulações complexas em áreas como medicina, clima e genética. 

    Apesar dessas contribuições, há preocupações legítimas. A dependência excessiva da tecnologia pode reduzir o pensamento crítico e comprometer habilidades sociais. A desigualdade no acesso à IA pode acentuar disparidades educacionais e científicas. Além disso, questões éticas, como o uso indevido de dados e a ausência de regulamentação, tornam-se cada vez mais urgentes. No mercado de trabalho, a substituição de funções humanas por sistemas automatizados levanta o risco de desemprego estrutural.

     Portanto, embora a IA represente uma aliada promissora, seu uso exige equilíbrio, ética e regulamentação clara. Apenas com responsabilidade será possível aproveitar seu potencial sem comprometer valores fundamentais como autonomia, equidade e criatividade. (Sabóia Klaw).
Observe o trecho a seguir: "A IA também automatiza tarefas repetitivas, permitindo que educadores se concentrem no que realmente importa.". Com base no valor semântico do gerúndio destacado, assinale a opção CORRETA.
Alternativas
Q3723750 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


IA: aliada ou ameaça na educação e na ciência?


    A inteligência artificial (IA) tem revolucionado a educação e a ciência, oferecendo ferramentas que personalizam o ensino, aceleram pesquisas e ampliam o acesso ao conhecimento. Entretanto, é preciso refletir sobre os riscos e desafios que acompanham esses avanços.

    Na educação, tutores virtuais e plataformas adaptativas permitem uma aprendizagem mais individualizada e eficaz, beneficiando especialmente regiões com poucos professores qualificados. A IA também automatiza tarefas repetitivas, permitindo que educadores se concentrem no que realmente importa: o processo pedagógico. Já na ciência, algoritmos analisam grandes volumes de dados em segundos, possibilitando descobertas rápidas e simulações complexas em áreas como medicina, clima e genética. 

    Apesar dessas contribuições, há preocupações legítimas. A dependência excessiva da tecnologia pode reduzir o pensamento crítico e comprometer habilidades sociais. A desigualdade no acesso à IA pode acentuar disparidades educacionais e científicas. Além disso, questões éticas, como o uso indevido de dados e a ausência de regulamentação, tornam-se cada vez mais urgentes. No mercado de trabalho, a substituição de funções humanas por sistemas automatizados levanta o risco de desemprego estrutural.

     Portanto, embora a IA represente uma aliada promissora, seu uso exige equilíbrio, ética e regulamentação clara. Apenas com responsabilidade será possível aproveitar seu potencial sem comprometer valores fundamentais como autonomia, equidade e criatividade. (Sabóia Klaw).
Assinale a alternativa que melhor justifica o uso do acento indicativo de crase na expressão "à IA", presente no trecho: “A desigualdade no acesso à IA pode acentuar disparidades educacionais e científicas.”.
Alternativas
Q3723749 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


IA: aliada ou ameaça na educação e na ciência?


    A inteligência artificial (IA) tem revolucionado a educação e a ciência, oferecendo ferramentas que personalizam o ensino, aceleram pesquisas e ampliam o acesso ao conhecimento. Entretanto, é preciso refletir sobre os riscos e desafios que acompanham esses avanços.

    Na educação, tutores virtuais e plataformas adaptativas permitem uma aprendizagem mais individualizada e eficaz, beneficiando especialmente regiões com poucos professores qualificados. A IA também automatiza tarefas repetitivas, permitindo que educadores se concentrem no que realmente importa: o processo pedagógico. Já na ciência, algoritmos analisam grandes volumes de dados em segundos, possibilitando descobertas rápidas e simulações complexas em áreas como medicina, clima e genética. 

    Apesar dessas contribuições, há preocupações legítimas. A dependência excessiva da tecnologia pode reduzir o pensamento crítico e comprometer habilidades sociais. A desigualdade no acesso à IA pode acentuar disparidades educacionais e científicas. Além disso, questões éticas, como o uso indevido de dados e a ausência de regulamentação, tornam-se cada vez mais urgentes. No mercado de trabalho, a substituição de funções humanas por sistemas automatizados levanta o risco de desemprego estrutural.

     Portanto, embora a IA represente uma aliada promissora, seu uso exige equilíbrio, ética e regulamentação clara. Apenas com responsabilidade será possível aproveitar seu potencial sem comprometer valores fundamentais como autonomia, equidade e criatividade. (Sabóia Klaw).
"Apesar dessas contribuições, há preocupações legítimas.". A expressão “preocupações legítimas” é 
Alternativas
Q3723748 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


IA: aliada ou ameaça na educação e na ciência?


    A inteligência artificial (IA) tem revolucionado a educação e a ciência, oferecendo ferramentas que personalizam o ensino, aceleram pesquisas e ampliam o acesso ao conhecimento. Entretanto, é preciso refletir sobre os riscos e desafios que acompanham esses avanços.

    Na educação, tutores virtuais e plataformas adaptativas permitem uma aprendizagem mais individualizada e eficaz, beneficiando especialmente regiões com poucos professores qualificados. A IA também automatiza tarefas repetitivas, permitindo que educadores se concentrem no que realmente importa: o processo pedagógico. Já na ciência, algoritmos analisam grandes volumes de dados em segundos, possibilitando descobertas rápidas e simulações complexas em áreas como medicina, clima e genética. 

    Apesar dessas contribuições, há preocupações legítimas. A dependência excessiva da tecnologia pode reduzir o pensamento crítico e comprometer habilidades sociais. A desigualdade no acesso à IA pode acentuar disparidades educacionais e científicas. Além disso, questões éticas, como o uso indevido de dados e a ausência de regulamentação, tornam-se cada vez mais urgentes. No mercado de trabalho, a substituição de funções humanas por sistemas automatizados levanta o risco de desemprego estrutural.

     Portanto, embora a IA represente uma aliada promissora, seu uso exige equilíbrio, ética e regulamentação clara. Apenas com responsabilidade será possível aproveitar seu potencial sem comprometer valores fundamentais como autonomia, equidade e criatividade. (Sabóia Klaw).
Com base no texto, assinale a alternativa que apresenta uma inferência CORRETA, ainda que não esteja expressa de forma explícita.
Alternativas
Q3723747 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


IA: aliada ou ameaça na educação e na ciência?


    A inteligência artificial (IA) tem revolucionado a educação e a ciência, oferecendo ferramentas que personalizam o ensino, aceleram pesquisas e ampliam o acesso ao conhecimento. Entretanto, é preciso refletir sobre os riscos e desafios que acompanham esses avanços.

    Na educação, tutores virtuais e plataformas adaptativas permitem uma aprendizagem mais individualizada e eficaz, beneficiando especialmente regiões com poucos professores qualificados. A IA também automatiza tarefas repetitivas, permitindo que educadores se concentrem no que realmente importa: o processo pedagógico. Já na ciência, algoritmos analisam grandes volumes de dados em segundos, possibilitando descobertas rápidas e simulações complexas em áreas como medicina, clima e genética. 

    Apesar dessas contribuições, há preocupações legítimas. A dependência excessiva da tecnologia pode reduzir o pensamento crítico e comprometer habilidades sociais. A desigualdade no acesso à IA pode acentuar disparidades educacionais e científicas. Além disso, questões éticas, como o uso indevido de dados e a ausência de regulamentação, tornam-se cada vez mais urgentes. No mercado de trabalho, a substituição de funções humanas por sistemas automatizados levanta o risco de desemprego estrutural.

     Portanto, embora a IA represente uma aliada promissora, seu uso exige equilíbrio, ética e regulamentação clara. Apenas com responsabilidade será possível aproveitar seu potencial sem comprometer valores fundamentais como autonomia, equidade e criatividade. (Sabóia Klaw).
Qual é o papel da palavra "Entretanto" no 1⁰ parágrafo do texto?
Alternativas
Q3723746 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


IA: aliada ou ameaça na educação e na ciência?


    A inteligência artificial (IA) tem revolucionado a educação e a ciência, oferecendo ferramentas que personalizam o ensino, aceleram pesquisas e ampliam o acesso ao conhecimento. Entretanto, é preciso refletir sobre os riscos e desafios que acompanham esses avanços.

    Na educação, tutores virtuais e plataformas adaptativas permitem uma aprendizagem mais individualizada e eficaz, beneficiando especialmente regiões com poucos professores qualificados. A IA também automatiza tarefas repetitivas, permitindo que educadores se concentrem no que realmente importa: o processo pedagógico. Já na ciência, algoritmos analisam grandes volumes de dados em segundos, possibilitando descobertas rápidas e simulações complexas em áreas como medicina, clima e genética. 

    Apesar dessas contribuições, há preocupações legítimas. A dependência excessiva da tecnologia pode reduzir o pensamento crítico e comprometer habilidades sociais. A desigualdade no acesso à IA pode acentuar disparidades educacionais e científicas. Além disso, questões éticas, como o uso indevido de dados e a ausência de regulamentação, tornam-se cada vez mais urgentes. No mercado de trabalho, a substituição de funções humanas por sistemas automatizados levanta o risco de desemprego estrutural.

     Portanto, embora a IA represente uma aliada promissora, seu uso exige equilíbrio, ética e regulamentação clara. Apenas com responsabilidade será possível aproveitar seu potencial sem comprometer valores fundamentais como autonomia, equidade e criatividade. (Sabóia Klaw).
No contexto da argumentação do autor sobre a Inteligência Artificial na educação e na ciência, a afirmação "Apenas com responsabilidade será possível aproveitar seu potencial sem comprometer valores fundamentais como autonomia, equidade e criatividade" sugere que 
Alternativas
Q3723745 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


IA: aliada ou ameaça na educação e na ciência?


    A inteligência artificial (IA) tem revolucionado a educação e a ciência, oferecendo ferramentas que personalizam o ensino, aceleram pesquisas e ampliam o acesso ao conhecimento. Entretanto, é preciso refletir sobre os riscos e desafios que acompanham esses avanços.

    Na educação, tutores virtuais e plataformas adaptativas permitem uma aprendizagem mais individualizada e eficaz, beneficiando especialmente regiões com poucos professores qualificados. A IA também automatiza tarefas repetitivas, permitindo que educadores se concentrem no que realmente importa: o processo pedagógico. Já na ciência, algoritmos analisam grandes volumes de dados em segundos, possibilitando descobertas rápidas e simulações complexas em áreas como medicina, clima e genética. 

    Apesar dessas contribuições, há preocupações legítimas. A dependência excessiva da tecnologia pode reduzir o pensamento crítico e comprometer habilidades sociais. A desigualdade no acesso à IA pode acentuar disparidades educacionais e científicas. Além disso, questões éticas, como o uso indevido de dados e a ausência de regulamentação, tornam-se cada vez mais urgentes. No mercado de trabalho, a substituição de funções humanas por sistemas automatizados levanta o risco de desemprego estrutural.

     Portanto, embora a IA represente uma aliada promissora, seu uso exige equilíbrio, ética e regulamentação clara. Apenas com responsabilidade será possível aproveitar seu potencial sem comprometer valores fundamentais como autonomia, equidade e criatividade. (Sabóia Klaw).
Qual é a principal condição que o autor considera necessária para que a IA seja uma aliada benéfica na educação e na ciência?
Alternativas
Q3723744 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


IA: aliada ou ameaça na educação e na ciência?


    A inteligência artificial (IA) tem revolucionado a educação e a ciência, oferecendo ferramentas que personalizam o ensino, aceleram pesquisas e ampliam o acesso ao conhecimento. Entretanto, é preciso refletir sobre os riscos e desafios que acompanham esses avanços.

    Na educação, tutores virtuais e plataformas adaptativas permitem uma aprendizagem mais individualizada e eficaz, beneficiando especialmente regiões com poucos professores qualificados. A IA também automatiza tarefas repetitivas, permitindo que educadores se concentrem no que realmente importa: o processo pedagógico. Já na ciência, algoritmos analisam grandes volumes de dados em segundos, possibilitando descobertas rápidas e simulações complexas em áreas como medicina, clima e genética. 

    Apesar dessas contribuições, há preocupações legítimas. A dependência excessiva da tecnologia pode reduzir o pensamento crítico e comprometer habilidades sociais. A desigualdade no acesso à IA pode acentuar disparidades educacionais e científicas. Além disso, questões éticas, como o uso indevido de dados e a ausência de regulamentação, tornam-se cada vez mais urgentes. No mercado de trabalho, a substituição de funções humanas por sistemas automatizados levanta o risco de desemprego estrutural.

     Portanto, embora a IA represente uma aliada promissora, seu uso exige equilíbrio, ética e regulamentação clara. Apenas com responsabilidade será possível aproveitar seu potencial sem comprometer valores fundamentais como autonomia, equidade e criatividade. (Sabóia Klaw).
Levando em consideração a argumentação global do autor sobre a necessidade de equilíbrio e responsabilidade no uso da IA, qual das afirmações abaixo expressa uma conclusão que, embora possa parecer plausível em um primeiro olhar, NÃO está integralmente alinhada com a complexidade da visão apresentada no texto?
Alternativas
Q3723528 Português
A transitividade do verbo na oração: “Espero-te na saída da prova”, é de um: 
Alternativas
Q3723527 Português
“Muitos cidadãos consideram o atual governo incompetente”. O termo destacado na oração, deve ser sintaticamente classificado como: 
Alternativas
Q3723526 Português
Indique corretamente a classificação do sujeito na oração: “Não deve haver muitos ganhadores em certas loterias”.
Alternativas
Q3723524 Português
A oração destacada: “Não temos chuva desde que o inverno começou”, deve ser classificada como uma:  
Alternativas
Q3723523 Português
Indique a classificação da conjunção em destaque no período: “Respeite minhas opiniões para que possa também respeitar as suas opiniões”.: 
Alternativas
Q3723520 Português
Somente em uma alternativa abaixo, a posição do pronome destacado na oração deve ser classificada como Próclise. Indique a alternativa correta:  
Alternativas
Q3723519 Português
Pronome é uma palavra que denota os seres ou se refere a eles. Em apenas uma alternativa abaixo, o pronome destacado deve ser classificado gramaticalmente como Pronome adjetivo indefinido. Indique-o: 
Alternativas
Q3722817 Português
Texto para a questão.


AS MOSCAS TAMBÉM AMAM

    A mosca estava profundamente depressiva. E como não estar? Seu corpo expelia tristeza e angústia. Mal nascera, e a brevidade dos seus instantes já anunciavam: sua morte a esperava em apenas alguns dias. Em 15, 20 ou no máximo 30 dias jazeria esquecida, servindo apenas de alimento para outros insetos, se é que teria tal utilidade!

  Pobre sina! Voando entre decomposições, alimentando-se de podridões, a escolha perfeita para todos os males e imperfeições. Uma constante atração por tudo o que é desprezado pela espécie dominante na Terra.

    Ó, pobre mosca! Seu coração palpitava calor, um estômago que regurgitava boas intenções, um cérebro que planejava uma vida cheia de objetivos.

    Fazer o bem. Salvar vidas. Gravar seu nome na história. Será que esperava demais de si mesma? O que fazer, afinal? Concluiu ser uma mosca diferente de todas aquelas que a precederam. E como tal, iria em busca do seu destino alternativo.

    Começou a voar aleatoriamente em busca de um sentido na vida. Sentiu um atrativo odor de carniça ao sobrevoar um terreno baldio, mas resistiu à tentação.

    Precisava lutar contra suas inclinações, contra cada traço instintivo.

    Continuou vagando em direção ao tudo e nada, e chegou a uma casa de humanos. Entrou calmamente pela janela, e começou a inspecionar o local. Voou por toda a casa para descobrir que, no total, havia quatro pessoas ali. Cada qual ocupava um cômodo diferente. Ao inspecionar cada um, a mosca compadeceu-se ao ver seus rostos. Embora parecessem distraídos com aqueles pequenos aparelhos em mãos, emitindo uma estranha luz fosca, na verdade, havia um vazio em cada semblante.

    A mosca percebeu muita dor em cada traço daquelas faces. E concluiu que, mesmo em sua vida curta e sem objetivo, jamais sentira tamanha solidão como aqueles humanos pareciam padecer. Seu pequenino coração condoeu-se com tanto sofrimento contido. Todos eles eram seres mortos, apesar de ainda respirarem.

    Em busca de fazer a diferença, a mosca resolveu fazer-lhes companhia. Por que sobrevoar materiais em decomposição se poderia consolar aqueles que ainda respiravam? Quem sabe sua presença pudesse trazer um pouco de calor e ânimo para aquelas pessoas. Ela não poderia abanar o rabo como um cachorro, nem se esfregaria nos humanos como um gato. Mas encontraria uma forma de expressar seu carinho.

    Cheia de amor e boas intenções, a mosca tentou uma tímida aproximação. Para que fosse vista, aproximou-se dos olhos do humano. Não soube o porquê, mas ele afastou-a com um gesto brusco. Talvez não estivesse acostumado com expressões de carinho. Talvez estivesse simplesmente assustado.

    Talvez fosse melhor uma aproximação mais gentil. Na nova tentativa, pousou nos lábios do humano. Foi quase um beijo, uma expressão de “estou aqui se precisar”. Aquele foi seu último ato. Em um movimento rápido e certeiro, o humano se afastou e esmagou a mosca com as duas palmas.

    Aquela mosca imaginava ser a única em busca de um objetivo na vida. Enganou-se. Morreu sem ao menos saber que outros milhares de sua espécie tiveram (e ainda teriam) o mesmo fim, ao tentar consolar aqueles seres que estavam mortos, apesar de ainda respirarem.

MARTINZ, Juliano. “Crônicas Narrativas”; Literatura Corrosiva. Adaptado.
Embora parecessem distraídos (...) havia um vazio em cada semblante.”

A oração em destaque, no excerto do texto, tem a mesma equivalência semântica da oração em negrito na alternativa:
Alternativas
Q3722811 Português
Texto para a questão.


AS MOSCAS TAMBÉM AMAM

    A mosca estava profundamente depressiva. E como não estar? Seu corpo expelia tristeza e angústia. Mal nascera, e a brevidade dos seus instantes já anunciavam: sua morte a esperava em apenas alguns dias. Em 15, 20 ou no máximo 30 dias jazeria esquecida, servindo apenas de alimento para outros insetos, se é que teria tal utilidade!

  Pobre sina! Voando entre decomposições, alimentando-se de podridões, a escolha perfeita para todos os males e imperfeições. Uma constante atração por tudo o que é desprezado pela espécie dominante na Terra.

    Ó, pobre mosca! Seu coração palpitava calor, um estômago que regurgitava boas intenções, um cérebro que planejava uma vida cheia de objetivos.

    Fazer o bem. Salvar vidas. Gravar seu nome na história. Será que esperava demais de si mesma? O que fazer, afinal? Concluiu ser uma mosca diferente de todas aquelas que a precederam. E como tal, iria em busca do seu destino alternativo.

    Começou a voar aleatoriamente em busca de um sentido na vida. Sentiu um atrativo odor de carniça ao sobrevoar um terreno baldio, mas resistiu à tentação.

    Precisava lutar contra suas inclinações, contra cada traço instintivo.

    Continuou vagando em direção ao tudo e nada, e chegou a uma casa de humanos. Entrou calmamente pela janela, e começou a inspecionar o local. Voou por toda a casa para descobrir que, no total, havia quatro pessoas ali. Cada qual ocupava um cômodo diferente. Ao inspecionar cada um, a mosca compadeceu-se ao ver seus rostos. Embora parecessem distraídos com aqueles pequenos aparelhos em mãos, emitindo uma estranha luz fosca, na verdade, havia um vazio em cada semblante.

    A mosca percebeu muita dor em cada traço daquelas faces. E concluiu que, mesmo em sua vida curta e sem objetivo, jamais sentira tamanha solidão como aqueles humanos pareciam padecer. Seu pequenino coração condoeu-se com tanto sofrimento contido. Todos eles eram seres mortos, apesar de ainda respirarem.

    Em busca de fazer a diferença, a mosca resolveu fazer-lhes companhia. Por que sobrevoar materiais em decomposição se poderia consolar aqueles que ainda respiravam? Quem sabe sua presença pudesse trazer um pouco de calor e ânimo para aquelas pessoas. Ela não poderia abanar o rabo como um cachorro, nem se esfregaria nos humanos como um gato. Mas encontraria uma forma de expressar seu carinho.

    Cheia de amor e boas intenções, a mosca tentou uma tímida aproximação. Para que fosse vista, aproximou-se dos olhos do humano. Não soube o porquê, mas ele afastou-a com um gesto brusco. Talvez não estivesse acostumado com expressões de carinho. Talvez estivesse simplesmente assustado.

    Talvez fosse melhor uma aproximação mais gentil. Na nova tentativa, pousou nos lábios do humano. Foi quase um beijo, uma expressão de “estou aqui se precisar”. Aquele foi seu último ato. Em um movimento rápido e certeiro, o humano se afastou e esmagou a mosca com as duas palmas.

    Aquela mosca imaginava ser a única em busca de um objetivo na vida. Enganou-se. Morreu sem ao menos saber que outros milhares de sua espécie tiveram (e ainda teriam) o mesmo fim, ao tentar consolar aqueles seres que estavam mortos, apesar de ainda respirarem.

MARTINZ, Juliano. “Crônicas Narrativas”; Literatura Corrosiva. Adaptado.
O verbo realçado em “Mal nascera” expressa uma ação que:
Alternativas
Q3722809 Português
Texto para a questão.


AS MOSCAS TAMBÉM AMAM

    A mosca estava profundamente depressiva. E como não estar? Seu corpo expelia tristeza e angústia. Mal nascera, e a brevidade dos seus instantes já anunciavam: sua morte a esperava em apenas alguns dias. Em 15, 20 ou no máximo 30 dias jazeria esquecida, servindo apenas de alimento para outros insetos, se é que teria tal utilidade!

  Pobre sina! Voando entre decomposições, alimentando-se de podridões, a escolha perfeita para todos os males e imperfeições. Uma constante atração por tudo o que é desprezado pela espécie dominante na Terra.

    Ó, pobre mosca! Seu coração palpitava calor, um estômago que regurgitava boas intenções, um cérebro que planejava uma vida cheia de objetivos.

    Fazer o bem. Salvar vidas. Gravar seu nome na história. Será que esperava demais de si mesma? O que fazer, afinal? Concluiu ser uma mosca diferente de todas aquelas que a precederam. E como tal, iria em busca do seu destino alternativo.

    Começou a voar aleatoriamente em busca de um sentido na vida. Sentiu um atrativo odor de carniça ao sobrevoar um terreno baldio, mas resistiu à tentação.

    Precisava lutar contra suas inclinações, contra cada traço instintivo.

    Continuou vagando em direção ao tudo e nada, e chegou a uma casa de humanos. Entrou calmamente pela janela, e começou a inspecionar o local. Voou por toda a casa para descobrir que, no total, havia quatro pessoas ali. Cada qual ocupava um cômodo diferente. Ao inspecionar cada um, a mosca compadeceu-se ao ver seus rostos. Embora parecessem distraídos com aqueles pequenos aparelhos em mãos, emitindo uma estranha luz fosca, na verdade, havia um vazio em cada semblante.

    A mosca percebeu muita dor em cada traço daquelas faces. E concluiu que, mesmo em sua vida curta e sem objetivo, jamais sentira tamanha solidão como aqueles humanos pareciam padecer. Seu pequenino coração condoeu-se com tanto sofrimento contido. Todos eles eram seres mortos, apesar de ainda respirarem.

    Em busca de fazer a diferença, a mosca resolveu fazer-lhes companhia. Por que sobrevoar materiais em decomposição se poderia consolar aqueles que ainda respiravam? Quem sabe sua presença pudesse trazer um pouco de calor e ânimo para aquelas pessoas. Ela não poderia abanar o rabo como um cachorro, nem se esfregaria nos humanos como um gato. Mas encontraria uma forma de expressar seu carinho.

    Cheia de amor e boas intenções, a mosca tentou uma tímida aproximação. Para que fosse vista, aproximou-se dos olhos do humano. Não soube o porquê, mas ele afastou-a com um gesto brusco. Talvez não estivesse acostumado com expressões de carinho. Talvez estivesse simplesmente assustado.

    Talvez fosse melhor uma aproximação mais gentil. Na nova tentativa, pousou nos lábios do humano. Foi quase um beijo, uma expressão de “estou aqui se precisar”. Aquele foi seu último ato. Em um movimento rápido e certeiro, o humano se afastou e esmagou a mosca com as duas palmas.

    Aquela mosca imaginava ser a única em busca de um objetivo na vida. Enganou-se. Morreu sem ao menos saber que outros milhares de sua espécie tiveram (e ainda teriam) o mesmo fim, ao tentar consolar aqueles seres que estavam mortos, apesar de ainda respirarem.

MARTINZ, Juliano. “Crônicas Narrativas”; Literatura Corrosiva. Adaptado.
Os elementos conectores enumerados, no excerto a seguir, introduzem orações subordinadas respectivamente:
“Morreu sem ao menos saber que¹ outros milhares de sua espécie tiveram (e ainda teriam) o mesmo fim, ao tentar consolar aqueles seres que² estavam mortos, apesar de ainda respirarem.”
Alternativas
Q3722717 Português
A única frase que conta com todas as palavras de acordo com a ortografia padrão é:
Alternativas
Q3722714 Português
“O carro está sujo”. Se essa frase estivesse no plural, a forma correta seria:
Alternativas
Respostas
23141: D
23142: B
23143: B
23144: C
23145: B
23146: D
23147: C
23148: A
23149: C
23150: A
23151: D
23152: C
23153: A
23154: D
23155: B
23156: C
23157: B
23158: D
23159: D
23160: D