Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3731118 Português
Observe a frase a seguir e responda a questão:


Seus 118 quilômetros quadrados apresentam belezas naturais de "tirar o fôlego" como cachoeiras, picos e montanhas, além da rampa de salto de asa delta.
Todas as palavras destacadas na frase estão no plural, EXCETO:
Alternativas
Q3731116 Português
Utilize a frase a seguir para responder a questão.


Localizado na região Sul do Estado de Minas Gerais, o Município de São João da Mata, pertence à Microrregião do Médio Sapucaí. 
Observe as palavras retiradas do texto: Minas Gerais e São João da Mata. São escritas com letras maiúsculas porque são:
Alternativas
Q3731010 Português
Medicamentos como o Ozempic permitiram que muitas pessoas perdessem peso que antes não conseguiam eliminar. Será que uma dieta poderia ter o mesmo efeito sem a necessidade de receita médica?

Nos últimos anos, a chegada de medicamentos para perda de peso − como Ozempic e Wegovy − virou de cabeça para baixo a forma como a medicina lida com a obesidade.

Essas drogas, conhecidas como agonistas do peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1 (GLP-1), ajudam pessoas com obesidade a perder peso ao reduzir o apetite, levando a uma menor ingestão de alimentos. No entanto, junto com a popularidade desses medicamentos, surgiram alegações de que seria possível imitar seus efeitos apenas por meio da alimentação.

Uma tendência nas redes sociais, por exemplo, sugere que uma mistura de aveia com água e suco de limão − apelidada de 'oatzempic' − poderia suprimir o apetite e provocar a perda de peso de forma semelhante aos remédios.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn5qvlwkv2wo fragmento 
"No entanto, junto com a popularidade desses medicamentos, surgiram alegações de que seria possível imitar seus efeitos apenas por meio da alimentação."
Analise os predicados presentes no período e marque a alternativa correta.
Alternativas
Q3730972 Português
Medicamentos como o Ozempic permitiram que muitas pessoas perdessem peso que antes não conseguiam eliminar. Será que uma dieta poderia ter o mesmo efeito sem a necessidade de receita médica?

Nos últimos anos, a chegada de medicamentos para perda de peso − como Ozempic e Wegovy − virou de cabeça para baixo a forma como a medicina lida com a obesidade.

Essas drogas, conhecidas como agonistas do peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1 (GLP-1), ajudam pessoas com obesidade a perder peso ao reduzir o apetite, levando a uma menor ingestão de alimentos. No entanto, junto com a popularidade desses medicamentos, surgiram alegações de que seria possível imitar seus efeitos apenas por meio da alimentação.

Uma tendência nas redes sociais, por exemplo, sugere que uma mistura de aveia com água e suco de limão − apelidada de 'oatzempic' − poderia suprimir o apetite e provocar a perda de peso de forma semelhante aos remédios.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn5qvlwkv2wo fragmento
Considerando as regras de acentuação dos vocábulos extraídos do texto, julgue as afirmativas:
I.Os vocábulos 'médica' e 'últimos' seguem regras distintas de acentuação, o primeiro é acentuado por ser proparoxítona; o segundo por conter o 'u' tônico na sílaba.
II.O vocábulo 'peptídeo' é acentuado pela regra das palavras paroxítonas terminadas em 'o'.
III.O vocábulo 'será' é acentuado pela regra das oxítonas terminadas em 'a'.
IV.O vocábulo 'remédio' é uma palavra proparoxítona, que obrigatoriamente deve levar acento.

É correto o que se afirma
Alternativas
Q3730970 Português
Medicamentos como o Ozempic permitiram que muitas pessoas perdessem peso que antes não conseguiam eliminar. Será que uma dieta poderia ter o mesmo efeito sem a necessidade de receita médica?

Nos últimos anos, a chegada de medicamentos para perda de peso − como Ozempic e Wegovy − virou de cabeça para baixo a forma como a medicina lida com a obesidade.

Essas drogas, conhecidas como agonistas do peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1 (GLP-1), ajudam pessoas com obesidade a perder peso ao reduzir o apetite, levando a uma menor ingestão de alimentos. No entanto, junto com a popularidade desses medicamentos, surgiram alegações de que seria possível imitar seus efeitos apenas por meio da alimentação.

Uma tendência nas redes sociais, por exemplo, sugere que uma mistura de aveia com água e suco de limão − apelidada de 'oatzempic' − poderia suprimir o apetite e provocar a perda de peso de forma semelhante aos remédios.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn5qvlwkv2wo fragmento
"Medicamentos como o Ozempic permitiram que muitas pessoas perdessem peso que antes não conseguiam eliminar." Analise as afirmativas a seguir quanto à regência verbal dos verbos empregados no período, marcando (V), para as verdadeiras, ou (F), para as falsas.
(__)O verbo 'permitir' está como bitransitivo, pois exige um objeto direto (que muitas pessoas perdessem peso) e um objeto indireto (implícito: a alguém).
(__)O verbo 'eliminar' está como intransitivo, não havendo complemento necessário para completar o seu sentido.
(__)O verbo 'perder', no trecho, apresenta a mesma transitividade observada na frase "Depois de ser injustiçado no clube que dirigia, perdeu o amor pelo esporte".

A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3730891 Português
Medicamentos como o Ozempic permitiram que muitas pessoas perdessem peso que antes não conseguiam eliminar. Será que uma dieta poderia ter o mesmo efeito sem a necessidade de receita médica?

Nos últimos anos, a chegada de medicamentos para perda de peso − como Ozempic e Wegovy − virou de cabeça para baixo a forma como a medicina lida com a obesidade.

Essas drogas, conhecidas como agonistas do peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1 (GLP-1), ajudam pessoas com obesidade a perder peso ao reduzir o apetite, levando a uma menor ingestão de alimentos. No entanto, junto com a popularidade desses medicamentos, surgiram alegações de que seria possível imitar seus efeitos apenas por meio da alimentação.

Uma tendência nas redes sociais, por exemplo, sugere que uma mistura de aveia com água e suco de limão − apelidada de 'oatzempic' − poderia suprimir o apetite e provocar a perda de peso de forma semelhante aos remédios.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn5qvlwkv2wo fragmento
Considerando as regras de acentuação dos vocábulos extraídos do texto, julgue as afirmativas:
I.Os vocábulos 'médica' e 'últimos' seguem regras distintas de acentuação, o primeiro é acentuado por ser proparoxítona; o segundo por conter o 'u' tônico na sílaba.
II.O vocábulo 'peptídeo' é acentuado pela regra das palavras paroxítonas terminadas em 'o'.
III.O vocábulo 'será' é acentuado pela regra das oxítonas terminadas em 'a'.
IV.O vocábulo 'remédio' é uma palavra proparoxítona, que obrigatoriamente deve levar acento.

É correto o que se afirma e
Alternativas
Q3730734 Português
DA CALMA E DO SILÊNCIO

-

Quando eu morder

a palavra,

por favor,

não me apressem,

quero mascar,

rasgar entre os dentes,

a pele, os ossos, o tutano 

do verbo,

para assim versejar

o âmago das coisas.

-

Quando meu olhar

se perder no nada,

por favor,

não me despertem,

quero reter,

no adentro da íris,

a menor sombra,

do ínfimo movimento.

-

Quando meus pés

abrandarem na marcha,

por favor, não me forcem.

Caminhar para quê?

Deixem-me quedar,

deixem-me quieta,

na aparente inércia.

Nem todo viandante

anda estradas,

há mundos submersos,

que só o silêncio

da poesia penetra.
Com base no poema, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3730733 Português
A vida não é útil

(Fragmento)

[...]


Uma operação de resgate tem como intuito salvar o corpo que está sendo flagelado e levá-lo para um outro lugar, onde será restaurado. Quem sabe, depois de uma reabilitação, ele pode até seguir operante na vida. Isso partindo da ideia de que a vida é útil, mas a vida não tem utilidade nenhuma. A vida é tão maravilhosa que a nossa mente tenta dar uma utilidade a ela, mas isso é uma besteira. A vida é fruição, é uma dança, só que é uma dança cósmica, e a gente quer reduzi-la a uma coreografia ridícula e utilitária. Uma biografia: alguém nasceu, fez isso, fez aquilo, cresceu, fundou uma cidade, inventou o fordismo, fez a revolução, fez um foguete, foi para o espaço; tudo isso é uma historinha ridícula. Por que insistimos em transformar a vida em uma coisa útil? Nós temos que ter coragem de ser radicalmente vivos, e não ficar barganhando a sobrevivência. Se continuarmos comendo o planeta, vamos todos sobreviver por só mais um dia.

Eu tenho insistido com as pessoas, seja na minha aldeia, seja em qualquer lugar, que sobreviver já é uma negociação em torno da vida, que é um dom maravilhoso e não pode ser reduzido. Nós estamos, em nossa relação com a vida, como um peixinho num imenso oceano, em maravilhosa fruição. Nunca vai ocorrer a um peixinho que o oceano tem que ser útil, o oceano é a vida. Mas nós somos o tempo inteiro cobrados a fazer coisas úteis. É por isso que muita gente morre cedo, desiste dessa bobagem toda e vai embora.

Viver a experiência de fruir a vida de verdade deveria ser a maravilha da existência. Alguém vai dizer: "Mas tem tanta gente que vive em dificuldade material, que tem que morar em lugares de miséria e violência...". Porém os lugares de miséria e violência fomos nós que criamos, não têm existência por si. Todas as guerras em curso por aí são produzidas por nós. Também não podemos ficar alimentando essa ideia de destino: "Ah, aquele monte de gente sofreu, passou por aquela desgraceira toda, morreu, mas era o destino deles". Isso é uma sacanagem. Não é destino deles nem meu nem de ninguém: nós estamos aqui para fruir a vida, e quanto mais consciência despertarmos sobre a existência, mais intensamente a experimentamos. Sem autoenganação. Se você precisa sair correndo para uma igreja, para um ashram, para uma mesquita ou para um terreiro para se sentir em paz, preste atenção, porque isso pode ser um exercício, mas talvez não seja tudo o que você está esperando. As religiões, a política, as ideologias se prestam muito bem a emoldurar uma vida útil. Mas quem está interessado em existência utilitária deve achar que esse mundo está ótimo: um tremendo shopping. Os grandes templos contemporâneos são shoppings (inclusive alguns que são templos mesmo).

Os povos originários ainda estão presentes neste mundo não porque foram excluídos, mas porque escaparam, é interessante lembrar isso. Em várias regiões do planeta, resistiram com toda força e coragem para não serem completamente engolfados por esse mundo utilitário. Os povos nativos resistem a essa investida do branco porque sabem que ele está enganado, e, na maioria das vezes, são tratados como loucos. Escapar dessa captura, experimentar uma existência que não se rendeu ao sentido utilitário da vida, cria um lugar de silêncio interior. Nas regiões que sofreram uma forte interferência utilitária da vida, essa experiência de silêncio foi prejudicada.

[...]
Considere as assertivas a seguir.

I. As palavras "maravilhosas", "historinha" e "guerras" são todas paroxítonas e todas apresentam, pelo menos, um dígrafo.
II. No trecho "é interessante lembrar isso", caso o verbo "lembrar" tivesse sido empregado em sua forma pronominal, o pronome "isso" deveria ser contraído com a preposição "de" para haver adequação à norma-padrão da língua portuguesa.
III. Na oração "vamos todos sobreviver por só mais um dia", observa-se uma silepse de pessoa, já que o pronome "todos" — de 3ª pessoa — se harmoniza semanticamente com o sujeito oculto "nós", de 1ª pessoa.
IV. Ao afirmar "a vida é fruição, é uma dança", o autor recorre à linguagem denotativa, construindo imagens metafóricas para tratar da existência de forma sensível e crítica.
V. Na expressão "Nós estamos, em nossa relação com a vida", o uso do sinal designativo de crase em "a" é facultativo segundo a norma-padrão da língua portuguesa.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3730732 Português
A vida não é útil

(Fragmento)

[...]


Uma operação de resgate tem como intuito salvar o corpo que está sendo flagelado e levá-lo para um outro lugar, onde será restaurado. Quem sabe, depois de uma reabilitação, ele pode até seguir operante na vida. Isso partindo da ideia de que a vida é útil, mas a vida não tem utilidade nenhuma. A vida é tão maravilhosa que a nossa mente tenta dar uma utilidade a ela, mas isso é uma besteira. A vida é fruição, é uma dança, só que é uma dança cósmica, e a gente quer reduzi-la a uma coreografia ridícula e utilitária. Uma biografia: alguém nasceu, fez isso, fez aquilo, cresceu, fundou uma cidade, inventou o fordismo, fez a revolução, fez um foguete, foi para o espaço; tudo isso é uma historinha ridícula. Por que insistimos em transformar a vida em uma coisa útil? Nós temos que ter coragem de ser radicalmente vivos, e não ficar barganhando a sobrevivência. Se continuarmos comendo o planeta, vamos todos sobreviver por só mais um dia.

Eu tenho insistido com as pessoas, seja na minha aldeia, seja em qualquer lugar, que sobreviver já é uma negociação em torno da vida, que é um dom maravilhoso e não pode ser reduzido. Nós estamos, em nossa relação com a vida, como um peixinho num imenso oceano, em maravilhosa fruição. Nunca vai ocorrer a um peixinho que o oceano tem que ser útil, o oceano é a vida. Mas nós somos o tempo inteiro cobrados a fazer coisas úteis. É por isso que muita gente morre cedo, desiste dessa bobagem toda e vai embora.

Viver a experiência de fruir a vida de verdade deveria ser a maravilha da existência. Alguém vai dizer: "Mas tem tanta gente que vive em dificuldade material, que tem que morar em lugares de miséria e violência...". Porém os lugares de miséria e violência fomos nós que criamos, não têm existência por si. Todas as guerras em curso por aí são produzidas por nós. Também não podemos ficar alimentando essa ideia de destino: "Ah, aquele monte de gente sofreu, passou por aquela desgraceira toda, morreu, mas era o destino deles". Isso é uma sacanagem. Não é destino deles nem meu nem de ninguém: nós estamos aqui para fruir a vida, e quanto mais consciência despertarmos sobre a existência, mais intensamente a experimentamos. Sem autoenganação. Se você precisa sair correndo para uma igreja, para um ashram, para uma mesquita ou para um terreiro para se sentir em paz, preste atenção, porque isso pode ser um exercício, mas talvez não seja tudo o que você está esperando. As religiões, a política, as ideologias se prestam muito bem a emoldurar uma vida útil. Mas quem está interessado em existência utilitária deve achar que esse mundo está ótimo: um tremendo shopping. Os grandes templos contemporâneos são shoppings (inclusive alguns que são templos mesmo).

Os povos originários ainda estão presentes neste mundo não porque foram excluídos, mas porque escaparam, é interessante lembrar isso. Em várias regiões do planeta, resistiram com toda força e coragem para não serem completamente engolfados por esse mundo utilitário. Os povos nativos resistem a essa investida do branco porque sabem que ele está enganado, e, na maioria das vezes, são tratados como loucos. Escapar dessa captura, experimentar uma existência que não se rendeu ao sentido utilitário da vida, cria um lugar de silêncio interior. Nas regiões que sofreram uma forte interferência utilitária da vida, essa experiência de silêncio foi prejudicada.

[...]
No fragmento disponibilizado, Ailton Krenak articula ideias por meio de recursos de coesão que garantem continuidade sem comprometer o tom reflexivo e ensaístico. Entre os mecanismos utilizados, destacam-se a repetição expressiva, o paralelismo sintático e o uso de pronomes que estabelecem relações anafóricas e catafóricas.
Com base no fragmento, assinale a alternativa cuja análise do mecanismo coesivo está CORRETA.
Alternativas
Q3730731 Português
A vida não é útil

(Fragmento)

[...]


Uma operação de resgate tem como intuito salvar o corpo que está sendo flagelado e levá-lo para um outro lugar, onde será restaurado. Quem sabe, depois de uma reabilitação, ele pode até seguir operante na vida. Isso partindo da ideia de que a vida é útil, mas a vida não tem utilidade nenhuma. A vida é tão maravilhosa que a nossa mente tenta dar uma utilidade a ela, mas isso é uma besteira. A vida é fruição, é uma dança, só que é uma dança cósmica, e a gente quer reduzi-la a uma coreografia ridícula e utilitária. Uma biografia: alguém nasceu, fez isso, fez aquilo, cresceu, fundou uma cidade, inventou o fordismo, fez a revolução, fez um foguete, foi para o espaço; tudo isso é uma historinha ridícula. Por que insistimos em transformar a vida em uma coisa útil? Nós temos que ter coragem de ser radicalmente vivos, e não ficar barganhando a sobrevivência. Se continuarmos comendo o planeta, vamos todos sobreviver por só mais um dia.

Eu tenho insistido com as pessoas, seja na minha aldeia, seja em qualquer lugar, que sobreviver já é uma negociação em torno da vida, que é um dom maravilhoso e não pode ser reduzido. Nós estamos, em nossa relação com a vida, como um peixinho num imenso oceano, em maravilhosa fruição. Nunca vai ocorrer a um peixinho que o oceano tem que ser útil, o oceano é a vida. Mas nós somos o tempo inteiro cobrados a fazer coisas úteis. É por isso que muita gente morre cedo, desiste dessa bobagem toda e vai embora.

Viver a experiência de fruir a vida de verdade deveria ser a maravilha da existência. Alguém vai dizer: "Mas tem tanta gente que vive em dificuldade material, que tem que morar em lugares de miséria e violência...". Porém os lugares de miséria e violência fomos nós que criamos, não têm existência por si. Todas as guerras em curso por aí são produzidas por nós. Também não podemos ficar alimentando essa ideia de destino: "Ah, aquele monte de gente sofreu, passou por aquela desgraceira toda, morreu, mas era o destino deles". Isso é uma sacanagem. Não é destino deles nem meu nem de ninguém: nós estamos aqui para fruir a vida, e quanto mais consciência despertarmos sobre a existência, mais intensamente a experimentamos. Sem autoenganação. Se você precisa sair correndo para uma igreja, para um ashram, para uma mesquita ou para um terreiro para se sentir em paz, preste atenção, porque isso pode ser um exercício, mas talvez não seja tudo o que você está esperando. As religiões, a política, as ideologias se prestam muito bem a emoldurar uma vida útil. Mas quem está interessado em existência utilitária deve achar que esse mundo está ótimo: um tremendo shopping. Os grandes templos contemporâneos são shoppings (inclusive alguns que são templos mesmo).

Os povos originários ainda estão presentes neste mundo não porque foram excluídos, mas porque escaparam, é interessante lembrar isso. Em várias regiões do planeta, resistiram com toda força e coragem para não serem completamente engolfados por esse mundo utilitário. Os povos nativos resistem a essa investida do branco porque sabem que ele está enganado, e, na maioria das vezes, são tratados como loucos. Escapar dessa captura, experimentar uma existência que não se rendeu ao sentido utilitário da vida, cria um lugar de silêncio interior. Nas regiões que sofreram uma forte interferência utilitária da vida, essa experiência de silêncio foi prejudicada.

[...]
Considere o seguinte trecho:
"Nós estamos, em nossa relação com a vida, como um peixinho num imenso oceano, em maravilhosa fruição." 

No trecho em questão, diferentes classes gramaticais e processos de formação de palavras contribuem para a construção da imagem poética e crítica mobilizada pelo autor. Com base nesse trecho, assinale a alternativa correta quanto à classificação gramatical das palavras empregadas.
Alternativas
Q3730730 Português
A vida não é útil

(Fragmento)

[...]


Uma operação de resgate tem como intuito salvar o corpo que está sendo flagelado e levá-lo para um outro lugar, onde será restaurado. Quem sabe, depois de uma reabilitação, ele pode até seguir operante na vida. Isso partindo da ideia de que a vida é útil, mas a vida não tem utilidade nenhuma. A vida é tão maravilhosa que a nossa mente tenta dar uma utilidade a ela, mas isso é uma besteira. A vida é fruição, é uma dança, só que é uma dança cósmica, e a gente quer reduzi-la a uma coreografia ridícula e utilitária. Uma biografia: alguém nasceu, fez isso, fez aquilo, cresceu, fundou uma cidade, inventou o fordismo, fez a revolução, fez um foguete, foi para o espaço; tudo isso é uma historinha ridícula. Por que insistimos em transformar a vida em uma coisa útil? Nós temos que ter coragem de ser radicalmente vivos, e não ficar barganhando a sobrevivência. Se continuarmos comendo o planeta, vamos todos sobreviver por só mais um dia.

Eu tenho insistido com as pessoas, seja na minha aldeia, seja em qualquer lugar, que sobreviver já é uma negociação em torno da vida, que é um dom maravilhoso e não pode ser reduzido. Nós estamos, em nossa relação com a vida, como um peixinho num imenso oceano, em maravilhosa fruição. Nunca vai ocorrer a um peixinho que o oceano tem que ser útil, o oceano é a vida. Mas nós somos o tempo inteiro cobrados a fazer coisas úteis. É por isso que muita gente morre cedo, desiste dessa bobagem toda e vai embora.

Viver a experiência de fruir a vida de verdade deveria ser a maravilha da existência. Alguém vai dizer: "Mas tem tanta gente que vive em dificuldade material, que tem que morar em lugares de miséria e violência...". Porém os lugares de miséria e violência fomos nós que criamos, não têm existência por si. Todas as guerras em curso por aí são produzidas por nós. Também não podemos ficar alimentando essa ideia de destino: "Ah, aquele monte de gente sofreu, passou por aquela desgraceira toda, morreu, mas era o destino deles". Isso é uma sacanagem. Não é destino deles nem meu nem de ninguém: nós estamos aqui para fruir a vida, e quanto mais consciência despertarmos sobre a existência, mais intensamente a experimentamos. Sem autoenganação. Se você precisa sair correndo para uma igreja, para um ashram, para uma mesquita ou para um terreiro para se sentir em paz, preste atenção, porque isso pode ser um exercício, mas talvez não seja tudo o que você está esperando. As religiões, a política, as ideologias se prestam muito bem a emoldurar uma vida útil. Mas quem está interessado em existência utilitária deve achar que esse mundo está ótimo: um tremendo shopping. Os grandes templos contemporâneos são shoppings (inclusive alguns que são templos mesmo).

Os povos originários ainda estão presentes neste mundo não porque foram excluídos, mas porque escaparam, é interessante lembrar isso. Em várias regiões do planeta, resistiram com toda força e coragem para não serem completamente engolfados por esse mundo utilitário. Os povos nativos resistem a essa investida do branco porque sabem que ele está enganado, e, na maioria das vezes, são tratados como loucos. Escapar dessa captura, experimentar uma existência que não se rendeu ao sentido utilitário da vida, cria um lugar de silêncio interior. Nas regiões que sofreram uma forte interferência utilitária da vida, essa experiência de silêncio foi prejudicada.

[...]
Considere o seguinte trecho:
"Nós temos que ter coragem de ser radicalmente vivos, e não ficar barganhando a sobrevivência. Se  continuarmos comendo o planeta, vamos todos sobreviver por só mais um dia.
Eu tenho insistido com as pessoas, seja na minha aldeia, seja em qualquer lugar, que sobreviver já é uma negociação em torno da vida".

Com base no trecho apresentado, assinale a alternativa CORRETA sobre os usos das palavras "que" e "Se" em destaque.
Alternativas
Q3730729 Português
A vida não é útil

(Fragmento)

[...]


Uma operação de resgate tem como intuito salvar o corpo que está sendo flagelado e levá-lo para um outro lugar, onde será restaurado. Quem sabe, depois de uma reabilitação, ele pode até seguir operante na vida. Isso partindo da ideia de que a vida é útil, mas a vida não tem utilidade nenhuma. A vida é tão maravilhosa que a nossa mente tenta dar uma utilidade a ela, mas isso é uma besteira. A vida é fruição, é uma dança, só que é uma dança cósmica, e a gente quer reduzi-la a uma coreografia ridícula e utilitária. Uma biografia: alguém nasceu, fez isso, fez aquilo, cresceu, fundou uma cidade, inventou o fordismo, fez a revolução, fez um foguete, foi para o espaço; tudo isso é uma historinha ridícula. Por que insistimos em transformar a vida em uma coisa útil? Nós temos que ter coragem de ser radicalmente vivos, e não ficar barganhando a sobrevivência. Se continuarmos comendo o planeta, vamos todos sobreviver por só mais um dia.

Eu tenho insistido com as pessoas, seja na minha aldeia, seja em qualquer lugar, que sobreviver já é uma negociação em torno da vida, que é um dom maravilhoso e não pode ser reduzido. Nós estamos, em nossa relação com a vida, como um peixinho num imenso oceano, em maravilhosa fruição. Nunca vai ocorrer a um peixinho que o oceano tem que ser útil, o oceano é a vida. Mas nós somos o tempo inteiro cobrados a fazer coisas úteis. É por isso que muita gente morre cedo, desiste dessa bobagem toda e vai embora.

Viver a experiência de fruir a vida de verdade deveria ser a maravilha da existência. Alguém vai dizer: "Mas tem tanta gente que vive em dificuldade material, que tem que morar em lugares de miséria e violência...". Porém os lugares de miséria e violência fomos nós que criamos, não têm existência por si. Todas as guerras em curso por aí são produzidas por nós. Também não podemos ficar alimentando essa ideia de destino: "Ah, aquele monte de gente sofreu, passou por aquela desgraceira toda, morreu, mas era o destino deles". Isso é uma sacanagem. Não é destino deles nem meu nem de ninguém: nós estamos aqui para fruir a vida, e quanto mais consciência despertarmos sobre a existência, mais intensamente a experimentamos. Sem autoenganação. Se você precisa sair correndo para uma igreja, para um ashram, para uma mesquita ou para um terreiro para se sentir em paz, preste atenção, porque isso pode ser um exercício, mas talvez não seja tudo o que você está esperando. As religiões, a política, as ideologias se prestam muito bem a emoldurar uma vida útil. Mas quem está interessado em existência utilitária deve achar que esse mundo está ótimo: um tremendo shopping. Os grandes templos contemporâneos são shoppings (inclusive alguns que são templos mesmo).

Os povos originários ainda estão presentes neste mundo não porque foram excluídos, mas porque escaparam, é interessante lembrar isso. Em várias regiões do planeta, resistiram com toda força e coragem para não serem completamente engolfados por esse mundo utilitário. Os povos nativos resistem a essa investida do branco porque sabem que ele está enganado, e, na maioria das vezes, são tratados como loucos. Escapar dessa captura, experimentar uma existência que não se rendeu ao sentido utilitário da vida, cria um lugar de silêncio interior. Nas regiões que sofreram uma forte interferência utilitária da vida, essa experiência de silêncio foi prejudicada.

[...]
O uso da linguagem nas diferentes situações de comunicação reflete fatores como origem social, regional, cultural e histórica dos falantes. No fragmento, Ailton Krenak constrói um discurso que entrelaça pensamento filosófico, crítica social e saber ancestral, adotando marcas linguísticas que dialogam com o contexto de oralidade, de resistência cultural e de pertencimento identitário. Com base na linguagem empregada no fragmento, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3730728 Português
A vida não é útil

(Fragmento)

[...]


Uma operação de resgate tem como intuito salvar o corpo que está sendo flagelado e levá-lo para um outro lugar, onde será restaurado. Quem sabe, depois de uma reabilitação, ele pode até seguir operante na vida. Isso partindo da ideia de que a vida é útil, mas a vida não tem utilidade nenhuma. A vida é tão maravilhosa que a nossa mente tenta dar uma utilidade a ela, mas isso é uma besteira. A vida é fruição, é uma dança, só que é uma dança cósmica, e a gente quer reduzi-la a uma coreografia ridícula e utilitária. Uma biografia: alguém nasceu, fez isso, fez aquilo, cresceu, fundou uma cidade, inventou o fordismo, fez a revolução, fez um foguete, foi para o espaço; tudo isso é uma historinha ridícula. Por que insistimos em transformar a vida em uma coisa útil? Nós temos que ter coragem de ser radicalmente vivos, e não ficar barganhando a sobrevivência. Se continuarmos comendo o planeta, vamos todos sobreviver por só mais um dia.

Eu tenho insistido com as pessoas, seja na minha aldeia, seja em qualquer lugar, que sobreviver já é uma negociação em torno da vida, que é um dom maravilhoso e não pode ser reduzido. Nós estamos, em nossa relação com a vida, como um peixinho num imenso oceano, em maravilhosa fruição. Nunca vai ocorrer a um peixinho que o oceano tem que ser útil, o oceano é a vida. Mas nós somos o tempo inteiro cobrados a fazer coisas úteis. É por isso que muita gente morre cedo, desiste dessa bobagem toda e vai embora.

Viver a experiência de fruir a vida de verdade deveria ser a maravilha da existência. Alguém vai dizer: "Mas tem tanta gente que vive em dificuldade material, que tem que morar em lugares de miséria e violência...". Porém os lugares de miséria e violência fomos nós que criamos, não têm existência por si. Todas as guerras em curso por aí são produzidas por nós. Também não podemos ficar alimentando essa ideia de destino: "Ah, aquele monte de gente sofreu, passou por aquela desgraceira toda, morreu, mas era o destino deles". Isso é uma sacanagem. Não é destino deles nem meu nem de ninguém: nós estamos aqui para fruir a vida, e quanto mais consciência despertarmos sobre a existência, mais intensamente a experimentamos. Sem autoenganação. Se você precisa sair correndo para uma igreja, para um ashram, para uma mesquita ou para um terreiro para se sentir em paz, preste atenção, porque isso pode ser um exercício, mas talvez não seja tudo o que você está esperando. As religiões, a política, as ideologias se prestam muito bem a emoldurar uma vida útil. Mas quem está interessado em existência utilitária deve achar que esse mundo está ótimo: um tremendo shopping. Os grandes templos contemporâneos são shoppings (inclusive alguns que são templos mesmo).

Os povos originários ainda estão presentes neste mundo não porque foram excluídos, mas porque escaparam, é interessante lembrar isso. Em várias regiões do planeta, resistiram com toda força e coragem para não serem completamente engolfados por esse mundo utilitário. Os povos nativos resistem a essa investida do branco porque sabem que ele está enganado, e, na maioria das vezes, são tratados como loucos. Escapar dessa captura, experimentar uma existência que não se rendeu ao sentido utilitário da vida, cria um lugar de silêncio interior. Nas regiões que sofreram uma forte interferência utilitária da vida, essa experiência de silêncio foi prejudicada.

[...]
A linguagem pode cumprir diferentes funções nos textos. No fragmento de A Vida Não é Útil, Ailton Krenak constrói seu discurso por meio de uma visão crítica sobre o modo como a vida é conduzida na contemporaneidade. Considerando a função da linguagem que se sobressai, no fragmento, predomina a função:
Alternativas
Q3730727 Português
A vida não é útil

(Fragmento)

[...]


Uma operação de resgate tem como intuito salvar o corpo que está sendo flagelado e levá-lo para um outro lugar, onde será restaurado. Quem sabe, depois de uma reabilitação, ele pode até seguir operante na vida. Isso partindo da ideia de que a vida é útil, mas a vida não tem utilidade nenhuma. A vida é tão maravilhosa que a nossa mente tenta dar uma utilidade a ela, mas isso é uma besteira. A vida é fruição, é uma dança, só que é uma dança cósmica, e a gente quer reduzi-la a uma coreografia ridícula e utilitária. Uma biografia: alguém nasceu, fez isso, fez aquilo, cresceu, fundou uma cidade, inventou o fordismo, fez a revolução, fez um foguete, foi para o espaço; tudo isso é uma historinha ridícula. Por que insistimos em transformar a vida em uma coisa útil? Nós temos que ter coragem de ser radicalmente vivos, e não ficar barganhando a sobrevivência. Se continuarmos comendo o planeta, vamos todos sobreviver por só mais um dia.

Eu tenho insistido com as pessoas, seja na minha aldeia, seja em qualquer lugar, que sobreviver já é uma negociação em torno da vida, que é um dom maravilhoso e não pode ser reduzido. Nós estamos, em nossa relação com a vida, como um peixinho num imenso oceano, em maravilhosa fruição. Nunca vai ocorrer a um peixinho que o oceano tem que ser útil, o oceano é a vida. Mas nós somos o tempo inteiro cobrados a fazer coisas úteis. É por isso que muita gente morre cedo, desiste dessa bobagem toda e vai embora.

Viver a experiência de fruir a vida de verdade deveria ser a maravilha da existência. Alguém vai dizer: "Mas tem tanta gente que vive em dificuldade material, que tem que morar em lugares de miséria e violência...". Porém os lugares de miséria e violência fomos nós que criamos, não têm existência por si. Todas as guerras em curso por aí são produzidas por nós. Também não podemos ficar alimentando essa ideia de destino: "Ah, aquele monte de gente sofreu, passou por aquela desgraceira toda, morreu, mas era o destino deles". Isso é uma sacanagem. Não é destino deles nem meu nem de ninguém: nós estamos aqui para fruir a vida, e quanto mais consciência despertarmos sobre a existência, mais intensamente a experimentamos. Sem autoenganação. Se você precisa sair correndo para uma igreja, para um ashram, para uma mesquita ou para um terreiro para se sentir em paz, preste atenção, porque isso pode ser um exercício, mas talvez não seja tudo o que você está esperando. As religiões, a política, as ideologias se prestam muito bem a emoldurar uma vida útil. Mas quem está interessado em existência utilitária deve achar que esse mundo está ótimo: um tremendo shopping. Os grandes templos contemporâneos são shoppings (inclusive alguns que são templos mesmo).

Os povos originários ainda estão presentes neste mundo não porque foram excluídos, mas porque escaparam, é interessante lembrar isso. Em várias regiões do planeta, resistiram com toda força e coragem para não serem completamente engolfados por esse mundo utilitário. Os povos nativos resistem a essa investida do branco porque sabem que ele está enganado, e, na maioria das vezes, são tratados como loucos. Escapar dessa captura, experimentar uma existência que não se rendeu ao sentido utilitário da vida, cria um lugar de silêncio interior. Nas regiões que sofreram uma forte interferência utilitária da vida, essa experiência de silêncio foi prejudicada.

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Textos são organizados segundo diferentes tipologias, isto é, formas de construção que revelam características textuais e intenções comunicativas predominantes de quem escreve. Em muitos casos, um mesmo texto pode mesclar essas estratégias, mas ainda assim evidencia uma sequência principal, responsável por sustentar o efeito de sentido dominante. Assinale a alternativa que identifica CORRETAMENTE a tipologia textual predominante do fragmento em questão.
Alternativas
Q3730726 Português
A vida não é útil

(Fragmento)

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Uma operação de resgate tem como intuito salvar o corpo que está sendo flagelado e levá-lo para um outro lugar, onde será restaurado. Quem sabe, depois de uma reabilitação, ele pode até seguir operante na vida. Isso partindo da ideia de que a vida é útil, mas a vida não tem utilidade nenhuma. A vida é tão maravilhosa que a nossa mente tenta dar uma utilidade a ela, mas isso é uma besteira. A vida é fruição, é uma dança, só que é uma dança cósmica, e a gente quer reduzi-la a uma coreografia ridícula e utilitária. Uma biografia: alguém nasceu, fez isso, fez aquilo, cresceu, fundou uma cidade, inventou o fordismo, fez a revolução, fez um foguete, foi para o espaço; tudo isso é uma historinha ridícula. Por que insistimos em transformar a vida em uma coisa útil? Nós temos que ter coragem de ser radicalmente vivos, e não ficar barganhando a sobrevivência. Se continuarmos comendo o planeta, vamos todos sobreviver por só mais um dia.

Eu tenho insistido com as pessoas, seja na minha aldeia, seja em qualquer lugar, que sobreviver já é uma negociação em torno da vida, que é um dom maravilhoso e não pode ser reduzido. Nós estamos, em nossa relação com a vida, como um peixinho num imenso oceano, em maravilhosa fruição. Nunca vai ocorrer a um peixinho que o oceano tem que ser útil, o oceano é a vida. Mas nós somos o tempo inteiro cobrados a fazer coisas úteis. É por isso que muita gente morre cedo, desiste dessa bobagem toda e vai embora.

Viver a experiência de fruir a vida de verdade deveria ser a maravilha da existência. Alguém vai dizer: "Mas tem tanta gente que vive em dificuldade material, que tem que morar em lugares de miséria e violência...". Porém os lugares de miséria e violência fomos nós que criamos, não têm existência por si. Todas as guerras em curso por aí são produzidas por nós. Também não podemos ficar alimentando essa ideia de destino: "Ah, aquele monte de gente sofreu, passou por aquela desgraceira toda, morreu, mas era o destino deles". Isso é uma sacanagem. Não é destino deles nem meu nem de ninguém: nós estamos aqui para fruir a vida, e quanto mais consciência despertarmos sobre a existência, mais intensamente a experimentamos. Sem autoenganação. Se você precisa sair correndo para uma igreja, para um ashram, para uma mesquita ou para um terreiro para se sentir em paz, preste atenção, porque isso pode ser um exercício, mas talvez não seja tudo o que você está esperando. As religiões, a política, as ideologias se prestam muito bem a emoldurar uma vida útil. Mas quem está interessado em existência utilitária deve achar que esse mundo está ótimo: um tremendo shopping. Os grandes templos contemporâneos são shoppings (inclusive alguns que são templos mesmo).

Os povos originários ainda estão presentes neste mundo não porque foram excluídos, mas porque escaparam, é interessante lembrar isso. Em várias regiões do planeta, resistiram com toda força e coragem para não serem completamente engolfados por esse mundo utilitário. Os povos nativos resistem a essa investida do branco porque sabem que ele está enganado, e, na maioria das vezes, são tratados como loucos. Escapar dessa captura, experimentar uma existência que não se rendeu ao sentido utilitário da vida, cria um lugar de silêncio interior. Nas regiões que sofreram uma forte interferência utilitária da vida, essa experiência de silêncio foi prejudicada.

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O texto é um fragmento da obra A Vida Não É Útil, de autoria do imortal da Academia Brasileira de Letras Ailton Krenak. De acordo com o fragmento proposto, é CORRETO afirmar que o autor:
Alternativas
Q3730508 Português
Leia o fragmento a seguir.

Já se disse, numa expressão feliz, que a contribuição brasileira para a civilização será de cordialidade – daremos ao mundo o “homem cordial”. A lhaneza no trato, a hospitalidade, a generosidade, virtudes tão gabadas por estrangeiros que nos visitam, representam, com efeito, um traço definido de caráter brasileiro, na medida, ao menos, em que permanece ativa e fecunda a influência ancestral dos padrões de convívio humano, informados no meio rural e patriarcal. Seria engano supor que essas virtudes possam significar “boas maneiras”, civilidade. São antes de tudo expressões legítimas de um fundo emotivo extremamente rico e transbordante.

HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. São Paulo, Companhia das Letras, 1995, p. 146.

Segundo o pensamento do autor, assinale a opção que indica uma consequência da cordialidade na sociabilidade brasileira.  
Alternativas
Q3730507 Português
Leia o texto a seguir.

A injúria, assim, não é apenas uma fala que descreve, mas expressa um domínio, um poder de ferir daquele que pode nomear sobre o outro, que é, então, objetificado. Como sabemos, a nomeação do desvio é uma operação de afirmação da norma, traçando uma linha divisória entre os que estão incluídos e aqueles que são excluídos do reconhecimento da dignidade e da proteção aos direitos. Operando como um enunciado performativo, segundo Didier Eribon, a injúria diz o que somos na medida em que nos faz ser o que e quem somos. Essa onipresença do insulto, que está sempre às voltas dos corpos LGBTI+ como ameaça potencial ou concreta, é um dos traços mais comuns dessa comunidade. Por séculos, acusados de pecadores nas Igrejas, de doentes nos hospitais e manicômios, de criminosos no sistema penal e prisional, de ameaçadores a ordem pública e aos bons costumes pelos poderes estatais, LGBTI+ foram permanentemente atravessados pelos discursos e práticas de controle político e sexual de suas subjetividades.

QUINALHA, Renan. Movimento LGBTI+: Uma breve história do século XIX aos nossos dias. Belo Horizonte: Autêntica, 2022, p. 34.

Interpretando corretamente o trecho acima, é correto inferir que 
Alternativas
Q3730047 Português
Não Olhe para Cima (Don’t Look Up, Estados Unidos, 2021) [...] tem aquele humor cínico, abilolado e fora dos trilhos que é a marca do diretor e roteirista Adam McKay. Ri-se muito no filme, mas a piada é amarga: mesmo quando o desastre já é visível a olho nu há gente que não é capaz de se convencer de que vai leválo na cabeça. [...] Sexistas, negacionistas, populistas, vira-casacas, bois de presépio, inocentes, conscienciosos: Adam McKay faz chover estilhaços sobre todo mundo porque, por definição, é isso que fazem as catástrofes globais. Como aquele outro cometa, esse climático, do qual há pelo menos cinco décadas público e governos vêm sendo avisados: metade do planeta pega fogo, outra metade se afoga em enchentes, e segue robusto o contingente de chamuscados e molhados para os quais não, não pode ser tão sério assim.

Disponível em: www.isabelaboscov.com. Acesso em: 14 de novembro de 2024.
Em “[...] e segue robusto o contingente de chamuscados e molhados para os quais não, não pode ser tão sério assim.” O pronome relativo apresenta a função sintática de 
Alternativas
Q3730046 Português
Não Olhe para Cima (Don’t Look Up, Estados Unidos, 2021) [...] tem aquele humor cínico, abilolado e fora dos trilhos que é a marca do diretor e roteirista Adam McKay. Ri-se muito no filme, mas a piada é amarga: mesmo quando o desastre já é visível a olho nu há gente que não é capaz de se convencer de que vai leválo na cabeça. [...] Sexistas, negacionistas, populistas, vira-casacas, bois de presépio, inocentes, conscienciosos: Adam McKay faz chover estilhaços sobre todo mundo porque, por definição, é isso que fazem as catástrofes globais. Como aquele outro cometa, esse climático, do qual há pelo menos cinco décadas público e governos vêm sendo avisados: metade do planeta pega fogo, outra metade se afoga em enchentes, e segue robusto o contingente de chamuscados e molhados para os quais não, não pode ser tão sério assim.

Disponível em: www.isabelaboscov.com. Acesso em: 14 de novembro de 2024.
“[...] tem aquele humor cínico, abilolado e fora dos trilhos que é a marca do diretor e roteirista Adam McKay.” Acerca da expressão destacada, está correto o que se afirma, quanto ao processo de referenciação, que 
Alternativas
Q3730045 Português
Não Olhe para Cima (Don’t Look Up, Estados Unidos, 2021) [...] tem aquele humor cínico, abilolado e fora dos trilhos que é a marca do diretor e roteirista Adam McKay. Ri-se muito no filme, mas a piada é amarga: mesmo quando o desastre já é visível a olho nu há gente que não é capaz de se convencer de que vai leválo na cabeça. [...] Sexistas, negacionistas, populistas, vira-casacas, bois de presépio, inocentes, conscienciosos: Adam McKay faz chover estilhaços sobre todo mundo porque, por definição, é isso que fazem as catástrofes globais. Como aquele outro cometa, esse climático, do qual há pelo menos cinco décadas público e governos vêm sendo avisados: metade do planeta pega fogo, outra metade se afoga em enchentes, e segue robusto o contingente de chamuscados e molhados para os quais não, não pode ser tão sério assim.

Disponível em: www.isabelaboscov.com. Acesso em: 14 de novembro de 2024.
Nesse gênero textual resenha de filme, a crítica é construída porque 
Alternativas
Respostas
22901: D
22902: C
22903: D
22904: B
22905: A
22906: C
22907: C
22908: A
22909: A
22910: C
22911: C
22912: B
22913: D
22914: C
22915: A
22916: D
22917: C
22918: E
22919: A
22920: D