Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3601739 Português
O cajueiro
    
    O cajueiro já devia ser velho quando nasci. Ele vive nas mais antigas recordações de minha infância: belo, imenso, no alto do morro, atrás de casa. Agora vem uma carta dizendo que ele caiu. Eu me lembro do outro cajueiro que era menor, e morreu há muito mais tempo.
    Eu me lembro dos pés de pinha, do cajá- -manga, da grande touceira de espadas-de-são-jorge (que nós chamávamos simplesmente “tala”) e da alta saboneteira que era nossa alegria e a cobiça de toda meninada do bairro porque fornecia centenas de bolas pretas para o jogo de gude. Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos e folhagens coloridas, lembro-me da parreira que cobria o caramanchão, e dos canteiros de flores humildes, “beijos”, violetas. Tudo sumira; mas o grande pé de fruta-pão ao lado de casa e o imenso cajueiro lá no alto eram como árvores sagradas protegendo a família. Cada menino que ia crescendo ia aprendendo o jeito de seu tronco, a cica de seu fruto, o lugar melhor para apoiar o pé e subir pelo cajueiro acima, ver de lá o telhado das casas do outro lado e os morros além, sentir o leve balanceio na brisa da tarde.
    No último verão ainda o vi; estava como sempre carregado de frutos amarelos, trêmulo de sanhaços. Chovera; mas assim mesmo fiz questão de que Carybé subisse o morro para vê-lo de perto, como quem apresenta a um amigo de outras terras um parente muito querido.
    A carta de minha irmã mais moça diz que ele caiu numa tarde de ventania, num fragor tremendo pela ribanceira; e caiu meio de lado, como se não quisesse quebrar o telhado de nossa velha casa. Diz que passou o dia abatida, pensando em nossa mãe, em nosso pai, em nossos irmãos que já morreram. Diz que seus filhos pequenos se assustaram; mas depois foram brincar nos galhos tombados.
    Foi agora, em fins de setembro. Estava carregado de flores.

(BRAGA, Rubem. Melhores Contos. Seleção de Davi Arrigucci Jr. Global Editora – 11ª edição, 2001.)
De acordo com o texto, as expressões destacadas mantêm o mesmo valor semântico se substituídas pelas palavras a seguir indicadas, EXCETO em: 
Alternativas
Q3601738 Português
O cajueiro
    
    O cajueiro já devia ser velho quando nasci. Ele vive nas mais antigas recordações de minha infância: belo, imenso, no alto do morro, atrás de casa. Agora vem uma carta dizendo que ele caiu. Eu me lembro do outro cajueiro que era menor, e morreu há muito mais tempo.
    Eu me lembro dos pés de pinha, do cajá- -manga, da grande touceira de espadas-de-são-jorge (que nós chamávamos simplesmente “tala”) e da alta saboneteira que era nossa alegria e a cobiça de toda meninada do bairro porque fornecia centenas de bolas pretas para o jogo de gude. Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos e folhagens coloridas, lembro-me da parreira que cobria o caramanchão, e dos canteiros de flores humildes, “beijos”, violetas. Tudo sumira; mas o grande pé de fruta-pão ao lado de casa e o imenso cajueiro lá no alto eram como árvores sagradas protegendo a família. Cada menino que ia crescendo ia aprendendo o jeito de seu tronco, a cica de seu fruto, o lugar melhor para apoiar o pé e subir pelo cajueiro acima, ver de lá o telhado das casas do outro lado e os morros além, sentir o leve balanceio na brisa da tarde.
    No último verão ainda o vi; estava como sempre carregado de frutos amarelos, trêmulo de sanhaços. Chovera; mas assim mesmo fiz questão de que Carybé subisse o morro para vê-lo de perto, como quem apresenta a um amigo de outras terras um parente muito querido.
    A carta de minha irmã mais moça diz que ele caiu numa tarde de ventania, num fragor tremendo pela ribanceira; e caiu meio de lado, como se não quisesse quebrar o telhado de nossa velha casa. Diz que passou o dia abatida, pensando em nossa mãe, em nosso pai, em nossos irmãos que já morreram. Diz que seus filhos pequenos se assustaram; mas depois foram brincar nos galhos tombados.
    Foi agora, em fins de setembro. Estava carregado de flores.

(BRAGA, Rubem. Melhores Contos. Seleção de Davi Arrigucci Jr. Global Editora – 11ª edição, 2001.)
O significado contextual do vocábulo “fragor”, no trecho “[...] num fragor tremendo pela ribanceira; [...]” (4º§), pode ser entendido como:
Alternativas
Q3601737 Português
O cajueiro
    
    O cajueiro já devia ser velho quando nasci. Ele vive nas mais antigas recordações de minha infância: belo, imenso, no alto do morro, atrás de casa. Agora vem uma carta dizendo que ele caiu. Eu me lembro do outro cajueiro que era menor, e morreu há muito mais tempo.
    Eu me lembro dos pés de pinha, do cajá- -manga, da grande touceira de espadas-de-são-jorge (que nós chamávamos simplesmente “tala”) e da alta saboneteira que era nossa alegria e a cobiça de toda meninada do bairro porque fornecia centenas de bolas pretas para o jogo de gude. Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos e folhagens coloridas, lembro-me da parreira que cobria o caramanchão, e dos canteiros de flores humildes, “beijos”, violetas. Tudo sumira; mas o grande pé de fruta-pão ao lado de casa e o imenso cajueiro lá no alto eram como árvores sagradas protegendo a família. Cada menino que ia crescendo ia aprendendo o jeito de seu tronco, a cica de seu fruto, o lugar melhor para apoiar o pé e subir pelo cajueiro acima, ver de lá o telhado das casas do outro lado e os morros além, sentir o leve balanceio na brisa da tarde.
    No último verão ainda o vi; estava como sempre carregado de frutos amarelos, trêmulo de sanhaços. Chovera; mas assim mesmo fiz questão de que Carybé subisse o morro para vê-lo de perto, como quem apresenta a um amigo de outras terras um parente muito querido.
    A carta de minha irmã mais moça diz que ele caiu numa tarde de ventania, num fragor tremendo pela ribanceira; e caiu meio de lado, como se não quisesse quebrar o telhado de nossa velha casa. Diz que passou o dia abatida, pensando em nossa mãe, em nosso pai, em nossos irmãos que já morreram. Diz que seus filhos pequenos se assustaram; mas depois foram brincar nos galhos tombados.
    Foi agora, em fins de setembro. Estava carregado de flores.

(BRAGA, Rubem. Melhores Contos. Seleção de Davi Arrigucci Jr. Global Editora – 11ª edição, 2001.)
A crônica “O cajueiro”, de Rubem Braga, é uma narrativa comovente sobre a relação entre o narrador e um cajueiro, que é descrito como uma árvore majestosa. Explícita ou implicitamente, é possível inferir que as ideias a seguir estão presentes no texto, EXCETO:
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Ano: 2025 Banca: COSEAC Órgão: UFF Prova: COSEAC - 2025 - UFF - Produtor Cultural |
Q3601520 Português
“Quem vê close, não vê corre.”

No Brasil, o uso das redes sociais tornou-se uma ferramenta essencial para artistas independentes divulgarem seus trabalhos. No entanto, não raramente, a mídia tradicional e o senso comum, frequentemente, idealizam essa presença digital, sem considerar as implicações concretas desse modelo. A opção que expressa, de forma mais crítica e precisa, essa realidade é:
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Ano: 2025 Banca: COSEAC Órgão: UFF Prova: COSEAC - 2025 - UFF - Produtor Cultural |
Q3601518 Português
As discussões sobre arte e cultura no Brasil acabam sendo, não raramente, guiadas por moduladores de classe e raça, uma vez que
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Ano: 2025 Banca: COSEAC Órgão: UFF Prova: COSEAC - 2025 - UFF - Produtor Cultural |
Q3601517 Português
Percebe-se, de acordo com Daniele Sampaio, que elaborar um projeto envolve outras responsabilidades além de angariar recursos humanos, materiais, econômicos e criativos, e que na condição de proponentes aprovados,
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Ano: 2025 Banca: COSEAC Órgão: UFF Prova: COSEAC - 2025 - UFF - Produtor Cultural |
Q3601512 Português
“Posso então reescrever minha terceira proposição: a construção do gênero ocorre hoje através das várias tecnologias do gênero (p. ex., o cinema) e discursos institucionais (p. ex., a teoria) com poder de controlar o campo do significado social e assim produzir, promover e "implantar" representações de gênero. Mas os termos para uma construção diferente do gênero também existem, nas margens dos discursos hegemônicos. Propostos de fora do contrato social heterossexual, e inscritos em práticas micropolíticas, tais termos podem também contribuir para a construção do gênero e seus efeitos ocorrem ao nível "local" de resistências, na subjetividade e na auto-representação.” Teresa de Lauretis

Esse trecho pode ser pensado como
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Ano: 2025 Banca: COSEAC Órgão: UFF Prova: COSEAC - 2025 - UFF - Produtor Cultural |
Q3601508 Português
A fotografia, principalmente a partir do final do século XX e início do XXI, com a popularização de câmeras, smartfones e outras formas de fotografia, torna-se uma poderosa ferramenta de representação e construção de mundos, 
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Ano: 2025 Banca: COSEAC Órgão: UFF Prova: COSEAC - 2025 - UFF - Produtor Cultural |
Q3601493 Português
Observe o texto:

Iaiá, kiriê, kiriê, iaiá
A refavela
Revela aquela
Que desce o morro e vem transar
O ambiente
Efervescente
De uma cidade a cintilar

A canção “Refavela”, de Gilberto Gil, 1977, pode ser ouvida em consonância com os escritos de Bell Hooks sobre a margem como um espaço de abertura radical, uma vez que
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Q3601327 Português
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, informe se os enunciados a seguir estão corretos (C) ou errados (E) e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) Envio-lhe anexas as cópias solicitadas.
( ) Envio-lhe anexo a certidão atualizada.
( ) Envio-lhe anexas as declarações pedidas.
( ) Segue anexas as documentações feitas.
( ) Envio-lhe anexos os expedientes do dia.
( ) Segue anexa as autorizações expedidas. 
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Q3601326 Português
“Precisamos ter isso bem resolvido, porque conversas corporativas precisam estar dentro de um contexto de trabalho.”

Assinale a alternativa que apresenta uma reescrita correta do trecho informado, sem alteração do seu significado básico e de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q3601325 Português
“Há pouco mais de meio século.” / “a internet ainda não existia.”

Assinale a alternativa em que os dois enunciados foram reescritos de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, mesmo com alteração de sentido.
Alternativas
Q3601324 Português
Assinale a alternativa cujo enunciado está de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q3601323 Português
Em relação à grafia das palavras, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3601322 Português
“O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente” (Pessoa, 1932). A oração destacada no poema de Fernando Pessoa introduz o sentido de
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Q3601039 Português
Analise o texto abaixo e responda à questão.


https://br.images.search.yahoo.com/search/images?p=niquel+tirinhas
No segundo quadrinho há uma locução verbal “quero ver”, em que:
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Q3601037 Português
Em relação ao correto tempo dos verbos, analise o parágrafo a seguir.

______ sol ou ______, não deixava de ir ao parque. Nada fazia que ele ______ de verdade. Quando ele se ______ mais, ______ realizar todos os seus desejos.

Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
Alternativas
Q3601036 Português
Analise o texto abaixo e responda à questão.


A responsabilidade dos robôs cirurgiões está nas mãos do médico.

    O século XXI tem suas peculiaridades. Muitas delas extremamente ligadas ao desenvolvimento tecnológico que engoliu todos os mercados e indústrias. Na medicina isso não é diferente e um dos exemplos mais claros é a cirurgia robótica. Décadas atrás, a possibilidade de um robô operar o corpo de um ser humano era mera ficção científica. Hoje é uma realidade presente até nos mais simples hospitais mundo afora. Todavia, ainda estamos falando de sistemas operacionais que não têm consciência e é aqui que fica a grande dúvida acerca do tema: de quem é a responsabilidade pelos robôs em centros cirúrgicos? [...]

https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/aresponsabilidedosroboscirurgioes
O tipo do texto acima é predominantemente:
Alternativas
Q3601035 Português
Analise o texto abaixo e responda à questão.


A responsabilidade dos robôs cirurgiões está nas mãos do médico.

    O século XXI tem suas peculiaridades. Muitas delas extremamente ligadas ao desenvolvimento tecnológico que engoliu todos os mercados e indústrias. Na medicina isso não é diferente e um dos exemplos mais claros é a cirurgia robótica. Décadas atrás, a possibilidade de um robô operar o corpo de um ser humano era mera ficção científica. Hoje é uma realidade presente até nos mais simples hospitais mundo afora. Todavia, ainda estamos falando de sistemas operacionais que não têm consciência e é aqui que fica a grande dúvida acerca do tema: de quem é a responsabilidade pelos robôs em centros cirúrgicos? [...]

https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/aresponsabilidedosroboscirurgioes
Em relação à leitura e à compreensão do texto acima, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).

( ) Uma das singularidades do século XXI é a cirurgia robótica.
( ) Robô operar o corpo de um ser humano é ficção científica.
( ) O desenvolvimento tecnológico é uma realidade inclusive nos hospitais mais simples.
( ) Nos centros cirúrgicos, a responsabilidade é dos robôs.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
Alternativas
Q3601034 Português
Assinale a alternativa incorreta, em relação ao emprego da crase. 
Alternativas
Respostas
22841: A
22842: A
22843: D
22844: C
22845: D
22846: D
22847: D
22848: A
22849: E
22850: B
22851: A
22852: D
22853: C
22854: A
22855: B
22856: A
22857: A
22858: D
22859: C
22860: D