Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3742881 Português

Observe o texto a seguir.


Imagem associada para resolução da questão


https://autismolegal.com.br/direitos-do-autista/ 



O texto é um folder de campanha divulgado na página “Autismo Legal”, comprometida com a defesa dos direitos das pessoas com autismo no Brasil.


Considerando que o objetivo da campanha é estimular a participação ativa do leitor na causa autista, marque a opção em que se identifica corretamente o elemento textual que expressa a intenção comunicativa da campanha. 

Alternativas
Q3742880 Português
Leia o trecho a seguir.
Eles não podiam saber que a reação benevolente de Dona Geny era provocada por uma confidência feita por Dippenaar: dois dias antes, estivera a adiar a partida, porque tinha medo de não encontrar ninguém da família. Adiando, mantinha a esperança de que estivessem vivos. No entanto, no aeroporto, depois de apertar a mão de todos, mirando atentamente nos olhos de cada um, concentrado e talvez ligeiramente nervoso, o que se adivinhava pelo leve tremor da pálpebra esquerda, mais dada a confissões, Dippenaar aplicou um apertado abraço a Joseph Kiboro, seu companheiro de avionagem, o que enfraquecia decisivamente a tese janetiana de racismo.
PEPETELA. O quase fim do mundo [livro eletrônico]. São Paulo: Kapulana, 2020. p. 161.

O gerúndio indica, em geral, o aspecto durativo da ação verbal. No trecho destacado, o gerúndio do verbo “adiar” adquire um sentido específico em função da seguinte relação semântica com a segunda oração do período: 
Alternativas
Q3742879 Português
Acampamento Farroupilha termina neste domingo com público total superior a 2 milhões de pessoas
O tempo nublado e chuvoso que marcou o último final de semana do Acampamento Farroupilha trouxe transtornos, mas a meta de público almejada pelos organizadores do evento realizado no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, em Porto Alegre, foi alcançada conforme estimativa da concessionária do espaço, a empresa GAM3 Parks.
Pelas contas preliminares dos organizadores, a barreira de 2 milhões de frequentadores foi mais uma vez ultrapassada e ficou em um mesmo patamar do que o evento do ano passado.
Jornal Zero Hora, set. 2025: https://gauchazh.clicrbs.com.br/
Os conectivos são um recurso de coesão textual e podem apontar para direções argumentativas que conduzem o leitor à compreensão de informações implícitas.

Assinale a opção em que o primeiro período do primeiro parágrafo da notícia foi reescrito, mas sem alterar o sentido original.
Alternativas
Q3742878 Português
Leia o texto a seguir e observe o uso do conectivo “como”.
O que é trabalho voluntário?
O trabalho voluntário é uma atividade realizada por indivíduos de forma não remunerada, em benefício de outras pessoas, comunidades ou causas, sem a expectativa de receber compensação financeira.
Trabalhar como voluntário pode incluir atividades de prestação de serviços diretos, como assistência em abrigos de animais ou distribuição de alimentos em comunidades carentes, até a participação em projetos de conscientização e advocacia, como campanhas de proteção ambiental ou programas educacionais.
https://habitatbrasil.org.br/trabalho-voluntario/

É correto afirmar que, nas duas ocasiões, a conjunção destacada atua como elemento de 
Alternativas
Q3742877 Português
Observe o cartaz produzido pelo Centro de Voluntariado de São Paulo em homenagem ao Dia Internacional do Voluntário, celebrado em 5 de dezembro.


Imagem associada para resolução da questão
https://voluntariadoempresarial.com.br/8-cartazes-do-dia-internacional-dovoluntario-que-vao-fazer-voce-querer-abracar-o-mundo - acesso em 21.9.25


Considerando que esse gênero combina recursos verbais e não verbais para construir sua mensagem, assinale a opção que relaciona corretamente um desses recursos ao propósito comunicativo da campanha.
Alternativas
Q3742876 Português
Leia o trecho da crônica a seguir.

INIMIGOS

O apelido de Maria Teresa, para Norberto, era “Quequinha”. Depois do casamento, sempre que queria contar para os outros uma da sua mulher, o Norberto pegava sua mão carinhosamente e começava:

— Pois a Quequinha…

E a Quequinha, dengosa, protestava:

— Ora, Beto!

Com o passar do tempo, o Norberto deixou de chamar a Maria Teresa de Quequinha; se ela estivesse ao seu lado e ele quisesse se referir a ela, dizia:

— A mulher aqui…

Ou, às vezes:

— Esta mulherzinha…

Mas nunca mais Quequinha.

(O tempo, o tempo. O amor tem mil inimigos, mas o pior deles é o tempo. O tempo ataca em silêncio. O tempo usa armas químicas.)

Com o tempo, Norberto passou a tratar a mulher por “Ela”.

— Ela odeia o Charles Bronson.

— Ah, não gosto mesmo.

Deve-se dizer que o Norberto, a esta altura, embora a chamasse de Ela, ainda usava um vago gesto da mão para indicá-la. Pior foi quando passou a dizer “essa aí” e apontar com o queixo.

— Essa aí…

E apontava com o queixo, até curvando a boca com um certo desdém.

(O tempo, o tempo. O tempo captura o amor e não o mata na hora. Vai tirando uma asa, depois a outra…)

Hoje, quando quer contar alguma coisa da mulher, o Norberto nem olha na sua direção. Faz um meneio de lado com a cabeça e diz:

— Aquilo…


(VERÍSSIMO, L. F. Novas comédias da vida privada. Porto Alegre: L&PM, 1996. p. 70-1)  
Em “Inimigos”, Veríssimo associa o passar do tempo às transformações nas relações amorosas por meio de recursos linguísticos e contextuais.
Assinale a opção em que se identifica o elemento linguístico que contribui diretamente para a construção da associação tempo-tratamento pretendida pelo autor. 
Alternativas
Q3742831 Português
Leia o trecho abaixo, retirado da cartilha Prevenção aos Acidentes Domésticos & Guia Rápido de Primeiros Socorros, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, e assinale a alternativa que apresenta o termo que preenche corretamente a lacuna:

Estudos mostram, no entanto, que 90% dos acidentes podem ser evitados com medidas simples e eficazes de mudança de comportamento e de _________, para a promoção da prevenção. 
Alternativas
Q3742818 Português
Observe o enunciado abaixo e assinale a alternativa que apresenta o termo que preenche corretamente a lacuna:

A educação desempenha papel fundamental, ao capacitar os cidadãos a compreenderem e reivindicarem seus direitos; ao mesmo tempo em que fomenta uma consciência social que valoriza a coletividade e a _________ ativa na construção de uma sociedade mais equitativa. 
Alternativas
Q3742507 Português

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CAZO, Luiz Fernando.  Disponível em 

<https://destaqueregional.jor.br/noticia/5782/charge-de

quarta-feira-15-1-2025>. 


Em relação à expressão destacada em “Quer dizer que isso aqui é que é um livro?!”, é correto afirmar que ela: 

Alternativas
Q3742506 Português
Assinale a alternativa em que as duas formas destacadas estão de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa em relação à colocação pronominal. 
Alternativas
Q3742505 Português
Assinale a alternativa em que o elemento destacado na sentença não se refere a nenhum outro termo do enunciado, servindo apenas para exprimir um sentimento do locutor.  
Alternativas
Q3742504 Português
“Agosto nos levou Drummond, cuja ausência empobrece um pouco mais este País, já tão carente de ideias e de poesia.” (Newton Cardoso)
Assinale a alternativa em que as palavras completam corretamente as lacunas abaixo, na mesma ordem, em relação à análise da palavra destacada no período acima.
Trata-se de uma palavra de natureza _______ que possui o sentido de _______ e introduz uma oração _______ com o valor de _______.  
Alternativas
Q3742503 Português
Assinale a alternativa em que a pontuação se encontra totalmente de acordo com a norma padrão da Língua Portuguesa. 
Alternativas
Q3742502 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.


         Há um silêncio estranho que atravessa os corredores da universidade. Não é o silêncio fértil da pesquisa em gestação, nem a pausa necessária de uma biblioteca que guarda segredos. É um silêncio saturado de ruídos artificiais: o clique incessante de formulários digitais, o acúmulo de PDFs em repositórios, a sucessão interminável de congressos que repetem fórmulas gastas. Publica-se como nunca; pensa-se como nunca tão pouco. O que antes era obra transformou-se em produto; o que antes era criação tornou-se estatística.

         Sob o neoliberalismo, a universidade deixou de ser refúgio dos “excêntricos” e transformou-se em fábrica de autopromoção. O pesquisador, em vez de intelectual público, converteu-se em gestor de si mesmo. Administra sua vida como uma empresa, contabiliza citações como moedas, transforma relatórios em capital simbólico. Não há mais tempo para o fôlego longo de uma obra; o tempo agora é o do ciclo quadrienal, do edital, da métrica.

         (...) Hoje, o pesquisador escreve sem se reconhecer no que publica; fala sem ser ouvido; produz sem dialogar. É o trabalho alienado em sua forma acadêmica: a teoria como mercadoria, o artigo como moeda, o currículo como mercadoria-espelho.

         E, no entanto, nem sempre foi assim. No passado, havia frestas que poderiam ser mais exploradas do que atualmente. Florestan Fernandes dedicava anos à elaboração de livros que não eram apenas reflexões sociológicas, mas instrumentos de intervenção histórica. Miguel Nicolelis, com seus projetos de grande fôlego, recusa a lógica imediatista da produtividade compulsiva, apostando na ciência como um agente de transformação social. Oswaldo Cruz e Carlos Chagas, com suas pesquisas de longa duração e campanhas de saúde pública, lembravam que a ciência é antes de tudo compromisso com a vida social, e não corrida por estatísticas. Cada um deles habita, hoje, o lugar da quase impossibilidade: seriam punidos pelo tempo que ousaram dedicar à obra, seriam penalizados por publicar “pouco”, seriam corrigidos por não obedecerem ao formato imposto pelas métricas. (...)


TELES, Gabriel. O deserto da imaginação e as ruínas da universidade 
neoliberal. Le Monde Diplomatique. 27 ago. 2025. Disponível em 
<https://diplomatique.org.br/o-deserto-da-imaginacao-e-as-ruinas-da
universidade-neoliberal/>. 
“[Oswaldo Cruz e Carlos Chagas] seriam penalizados por publicar ‘pouco’, seriam corrigidos por não obedecerem ao formato imposto pelas métricas.”
As locuções verbais destacadas no trecho acima referem-se a ações: 
Alternativas
Q3742501 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.


         Há um silêncio estranho que atravessa os corredores da universidade. Não é o silêncio fértil da pesquisa em gestação, nem a pausa necessária de uma biblioteca que guarda segredos. É um silêncio saturado de ruídos artificiais: o clique incessante de formulários digitais, o acúmulo de PDFs em repositórios, a sucessão interminável de congressos que repetem fórmulas gastas. Publica-se como nunca; pensa-se como nunca tão pouco. O que antes era obra transformou-se em produto; o que antes era criação tornou-se estatística.

         Sob o neoliberalismo, a universidade deixou de ser refúgio dos “excêntricos” e transformou-se em fábrica de autopromoção. O pesquisador, em vez de intelectual público, converteu-se em gestor de si mesmo. Administra sua vida como uma empresa, contabiliza citações como moedas, transforma relatórios em capital simbólico. Não há mais tempo para o fôlego longo de uma obra; o tempo agora é o do ciclo quadrienal, do edital, da métrica.

         (...) Hoje, o pesquisador escreve sem se reconhecer no que publica; fala sem ser ouvido; produz sem dialogar. É o trabalho alienado em sua forma acadêmica: a teoria como mercadoria, o artigo como moeda, o currículo como mercadoria-espelho.

         E, no entanto, nem sempre foi assim. No passado, havia frestas que poderiam ser mais exploradas do que atualmente. Florestan Fernandes dedicava anos à elaboração de livros que não eram apenas reflexões sociológicas, mas instrumentos de intervenção histórica. Miguel Nicolelis, com seus projetos de grande fôlego, recusa a lógica imediatista da produtividade compulsiva, apostando na ciência como um agente de transformação social. Oswaldo Cruz e Carlos Chagas, com suas pesquisas de longa duração e campanhas de saúde pública, lembravam que a ciência é antes de tudo compromisso com a vida social, e não corrida por estatísticas. Cada um deles habita, hoje, o lugar da quase impossibilidade: seriam punidos pelo tempo que ousaram dedicar à obra, seriam penalizados por publicar “pouco”, seriam corrigidos por não obedecerem ao formato imposto pelas métricas. (...)


TELES, Gabriel. O deserto da imaginação e as ruínas da universidade 
neoliberal. Le Monde Diplomatique. 27 ago. 2025. Disponível em 
<https://diplomatique.org.br/o-deserto-da-imaginacao-e-as-ruinas-da
universidade-neoliberal/>. 
“Há um silêncio estranho que atravessa os corredores da universidade.”

Assinale a alternativa que apresenta a figura de linguagem que se encontra no trecho acima, seguida de sua correta explicação. 
Alternativas
Q3742500 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.


         Há um silêncio estranho que atravessa os corredores da universidade. Não é o silêncio fértil da pesquisa em gestação, nem a pausa necessária de uma biblioteca que guarda segredos. É um silêncio saturado de ruídos artificiais: o clique incessante de formulários digitais, o acúmulo de PDFs em repositórios, a sucessão interminável de congressos que repetem fórmulas gastas. Publica-se como nunca; pensa-se como nunca tão pouco. O que antes era obra transformou-se em produto; o que antes era criação tornou-se estatística.

         Sob o neoliberalismo, a universidade deixou de ser refúgio dos “excêntricos” e transformou-se em fábrica de autopromoção. O pesquisador, em vez de intelectual público, converteu-se em gestor de si mesmo. Administra sua vida como uma empresa, contabiliza citações como moedas, transforma relatórios em capital simbólico. Não há mais tempo para o fôlego longo de uma obra; o tempo agora é o do ciclo quadrienal, do edital, da métrica.

         (...) Hoje, o pesquisador escreve sem se reconhecer no que publica; fala sem ser ouvido; produz sem dialogar. É o trabalho alienado em sua forma acadêmica: a teoria como mercadoria, o artigo como moeda, o currículo como mercadoria-espelho.

         E, no entanto, nem sempre foi assim. No passado, havia frestas que poderiam ser mais exploradas do que atualmente. Florestan Fernandes dedicava anos à elaboração de livros que não eram apenas reflexões sociológicas, mas instrumentos de intervenção histórica. Miguel Nicolelis, com seus projetos de grande fôlego, recusa a lógica imediatista da produtividade compulsiva, apostando na ciência como um agente de transformação social. Oswaldo Cruz e Carlos Chagas, com suas pesquisas de longa duração e campanhas de saúde pública, lembravam que a ciência é antes de tudo compromisso com a vida social, e não corrida por estatísticas. Cada um deles habita, hoje, o lugar da quase impossibilidade: seriam punidos pelo tempo que ousaram dedicar à obra, seriam penalizados por publicar “pouco”, seriam corrigidos por não obedecerem ao formato imposto pelas métricas. (...)


TELES, Gabriel. O deserto da imaginação e as ruínas da universidade 
neoliberal. Le Monde Diplomatique. 27 ago. 2025. Disponível em 
<https://diplomatique.org.br/o-deserto-da-imaginacao-e-as-ruinas-da
universidade-neoliberal/>. 
Assinale a alternativa que apresenta uma ideia em acordo com o conteúdo do texto acima. 
Alternativas
Q3742448 Português
Assinale a opção em que o valor do elemento destacado está corretamente indicado.
Alternativas
Q3742447 Português
Na frase “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”, só não se pode interpretar que
Alternativas
Q3742446 Português
Assinale a opção em que o verbo fazer tem função coesiva, retomando algo anteriormente enunciado.
Alternativas
Respostas
22461: E
22462: D
22463: C
22464: A
22465: C
22466: B
22467: A
22468: C
22469: B
22470: A
22471: B
22472: C
22473: C
22474: A
22475: E
22476: D
22477: B
22478: B
22479: C
22480: C