Questões de Concurso Comentadas sobre português
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Assinale a frase em que ocorre essa estratégia.
Considerando a possibilidade de unir as duas orações por meio de um pronome relativo, assinale a opção em que a construção resultante estaria correta, segundo a norma culta da língua portuguesa.
Com o tempo, ganhou uma reputação. Era de confiança. Um dia, foi procurado por um amigo com uma oferta de emprego. O salário era enorme.
– Por que eu? – quis saber.
– A posição é de muita responsabilidade – disse o amigo. – Recomendei você.
– Por quê?
– Pela sua descrição.
Subiu na vida. Dele se dizia que sabia tudo sobre todos, mas nunca abria a boca para falar de ninguém. Além de bem-informado, um gentleman.
Com base no trecho, assinale a afirmativa que apresenta uma análise adequada à gramática normativa.
Entre as suas frases assinale aquela em que ocorre uso indevido ou confusão entre as expressões “ao encontro de” e “de encontro a”.
Entre as frases a seguir, adaptadas do romance O Guarani, de José de Alencar, assinale a que apresenta o uso incorreto do acento indicativo de crase.
Assinale a frase em que o gerúndio tem valor modal.
Analise o uso do “se” em cada caso e assinale a opção em que ele atua como indeterminador do sujeito.
Assinale a frase em que o demonstrativo sublinhado está empregado de forma inadequada, segundo a norma culta da língua portuguesa.
Sr. Redator:
Desculpe os erros e a letra pois não sou costumeira nestas coisas de escrever e se hoje venho a vossa presença é para botar os pontos nos ii. Vi no jornal uma notícia sobre os furtos dos "Capitães da Areia" e logo depois veio a polícia e disse que ia perseguir eles e então o doutor dos menores veio com uma conversa dizendo que era uma pena que eles não se emendava no reformatório para onde ele mandava os pobres. É pra falar no tal do reformatório que eu escrevo estas mal traçadas linhas. Eu queria que seu jornal mandasse uma pessoa ver o tal do reformatório para ver como são tratados os filhos dos pobres que têm a desgraça de cair nas mãos daqueles guardas sem alma. Vá de repente e há de ver quem tem razão. É por essas e outras que existem os "Capitães da Areia". Também se quiser pode conversar com o Padre José Pedro, que foi capelão de lá e viu tudo isso. Ele também pode contar e com melhores palavras que eu não tenho.
Maria Ricardina, costureira. Adaptado de AMADO, Jorge. Capitães da Areia. Rio de Janeiro: Record, 2007. p. 10- 11.
O texto é uma carta escrita ao fictício “Jornal da Tarde”, denunciando os maus tratos impostos a menores delinquentes, no reformatório da cidade. Logo no início, a remetente anuncia sua pouca habilidade com a Língua Portuguesa e associa isso à sua condição social.
Um elemento textual de variação linguística que confirma essa condição social é
Observe os quadrinhos a seguir.

https://vidadesuporte.com.br - acesso em 25.9.25
O uso de pronomes é um importante recurso para coesão textual. Com base nisso, assinale a opção que identifica corretamente o referente do pronome relativo “que” no segundo quadrinho da tirinha.
Há quase 16 anos no ramo da maternidade, com duas experiências bem-sucedidas até aqui, me pergunto: o que fiz que merecesse ficar como exemplo para a posteridade? Ok, passei noites em claro, troquei muitas fraldas, levei e busquei do colégio umas 3 mil vezes – e ainda sigo na função. Fui a festinhas de aniversário barulhentas, passei fins de semana em pracinhas, ensinei a andar de bicicleta, levei a livrarias e cinemas, fiz vários curativos, impus limites, disse “não” quando era preciso e até quando não era preciso. Nada que uma mãe média também não faça.
O que elas aprenderam comigo? A devolver o que não é seu, a dizer a verdade, a ser gentil, a não depender demais dos outros, a aceitar que as pessoas não são todas iguais e que isso. Nem mesmo as mães são todas iguais, contrariando o famoso ditado. Há as que se sacrificaram, as que abriram mão de sua felicidade em troca da felicidade dos filhos, as que mantiveram casamentos horrorosos para não fazê-los sofrer com um lar desfacelado, as que trabalharam insanamente para não faltar nada em casa, as que sangraram por dentro e por fora para manter a família de pé.
Eu não fiz nada disso. Por sorte, a vida não me exigiu nenhuma atitude sobre-humana. Fui e sigo sendo uma mãe bem normalzinha. Que acerta, que erra, que faz o melhor que pode. Em comum com as supermães, apenas o amor, que é sempre inesgotável. Mas, medalha de honra ao mérito, não sei se mereço. Não me julgo sacrificada e tampouco sublime. Sou uma mulher que teve a sorte de ter a Julia e a Laura, uma mulher que se equilibra entre dúvidas e certezas e que consegue tirar um saldo positivo desta adorável bagunça.
MEDEIROS, Martha. Doidas e santas. São Paulo: L&PM Editores, 2008. p. 130-131.
A autora da crônica, ao falar sobre a maternidade, usa uma série de orações adjetivas, conforme as que estão sublinhadas no segundo parágrafo do texto.
No contexto da crônica, as orações adjetivas sublinhadas têm a função de
https://umbrasil.com/charge/charge-15012018/ - acesso em 21.9.25
Na charge, a relação de complementaridade entre os elementos verbais (palavras) e os não verbais (imagens) conduz o leitor à interpretação de que
De manhã o senhor Antonio Soeiro Cabral converso comigo, ele está horrorisado porque o Audálio é sosinho para escrever e não tem tempo para arranjar uma casa pra mim.
Preparei os filhos e fomos para a cidade. O Toninho véio visitar-me e voltamos para a cidade, paguei-lhe a viagem, várias pessoas parava e perguntava-se sou autora do Quarto de Despejo, elogia o livro.
4 de setembro de 1960
Levantei as 6 horas, preparei a refeição matinal. Eu não vou sair Estou apreciando Osasco por causa da tranquilidade, e o ar puro, da a impressão que eu sai do inferno, e estou no céu. Os visinhos olha-me e sorri, as crianças são em numeros menors porque não vivem nas ruas. Na favela as crianças pareçem numerosas por causa dos barracões ser unidos.
Adaptado de JESUS, Carolina Maria de. Casa de Alvenaria, volume 1: Osasco. São Paulo: Cia das Letras, 2021. p. 34-37.
O texto desta questão é um trecho do livro “Casa de Alvenaria”, obra literária escrita por Carolina Maria de Jesus, uma mulher moradora da Favela do Canindé (SP), catadora de lixo e mãe de três filhos, cuja história - contada em formato de diário - chamou a atenção do mercado editorial.
Sobre o trecho de “Casa de Alvenaria”, analise as afirmativas a seguir.
I. Os elementos linguísticos em desacordo com a norma culta da Língua Portuguesa, representam marcas identitárias da autora.
II. O conteúdo do texto apresenta grande valor literário pela presença de recursos metafóricos e de metalinguagem.
III. O formato em “diário” que estrutura a obra confere pessoalidade ao conteúdo e à forma como a autora narra suas memórias.
Está correto o que se afirma em