Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3681758 Português

A oração


“Era uma vez um rei muito justo e bondoso” é exemplo clássico de: 

Alternativas
Q3681757 Português
Assinale a alternativa em que a forma plural do substantivo está empregada de maneira inadequada, segundo a norma culta: 
Alternativas
Q3681756 Português

O espelho que te imita (e te expõe)



No começo, a inteligência artificial era apenas isso: uma ferramenta. Um recurso técnico, útil para responder perguntas, organizar ideias, talvez escrever algo por curiosidade. Mas, com o tempo, algo mudou. A IA passou a aprender — e não apenas sobre o mundo, mas sobre quem a utilizava. Hoje, os sistemas mais avançados conseguem reconhecer padrões, vocabulário, estilo, hesitações e até o ritmo da escrita de seus usuários. O assistente se transforma em espelho. Um espelho que reflete não o corpo, mas o pensamento.


Essa personalização é, ao mesmo tempo, fascinante e delicada. Se a IA entende como você pensa, ela pode prever como você decide. E se pode prever, pode também influenciar. É aí que a ferramenta deixa de ser neutra. Ela passa a participar. No mundo corporativo, isso pode representar um salto de eficiência. Profissionais terão assistentes que antecipam seus raciocínios; empresas criarão produtos moldados com base na lógica emocional dos consumidores. Mas a mesma tecnologia que oferece conveniência também carrega riscos profundos.


Se a inteligência artificial personalizada guarda sua forma de pensar, o que acontece se for invadida? A violação não será apenas de dados, mas de identidade. Roubarão não um documento, mas a tua persona digital — teu modo de escrever, de reagir, de hesitar. O problema extrapola a tecnologia. É filosófico, ético, político. Se alguém pode acessar o teu reflexo mais fiel e usá-lo como bem entender, o que resta da tua autonomia?


O impacto disso vai muito além da privacidade. Na política, pode significar o fim do debate público. Em vez de discursos coletivos, teremos algoritmos moldando versões individualizadas da realidade. Cada eleitor receberá sua dose sob medida de verdade emocional. O marketing, por sua vez, deixará de vender produtos e passará a oferecer experiências afetivas ajustadas em tempo real. E o consumidor — ou o cidadão — poderá nem perceber que já não escolhe mais nada por conta própria.


Não se trata de ficção científica. Trata-se de futuro próximo. E a pergunta que se impõe não é se devemos ou não criar assistentes personalizados. A questão é: estamos preparados para lidar com o que eles nos revelam sobre nós mesmos? Porque, talvez, o grande risco não seja a máquina que pensa. Seja o espelho que devolve — com exatidão — quem somos. E o quanto disso estamos realmente prontos para encarar. 

Considerando o propósito comunicativo do texto, bem como o uso de estratégias discursivas, é possível afirmar que: 
Alternativas
Q3681755 Português

O espelho que te imita (e te expõe)



No começo, a inteligência artificial era apenas isso: uma ferramenta. Um recurso técnico, útil para responder perguntas, organizar ideias, talvez escrever algo por curiosidade. Mas, com o tempo, algo mudou. A IA passou a aprender — e não apenas sobre o mundo, mas sobre quem a utilizava. Hoje, os sistemas mais avançados conseguem reconhecer padrões, vocabulário, estilo, hesitações e até o ritmo da escrita de seus usuários. O assistente se transforma em espelho. Um espelho que reflete não o corpo, mas o pensamento.


Essa personalização é, ao mesmo tempo, fascinante e delicada. Se a IA entende como você pensa, ela pode prever como você decide. E se pode prever, pode também influenciar. É aí que a ferramenta deixa de ser neutra. Ela passa a participar. No mundo corporativo, isso pode representar um salto de eficiência. Profissionais terão assistentes que antecipam seus raciocínios; empresas criarão produtos moldados com base na lógica emocional dos consumidores. Mas a mesma tecnologia que oferece conveniência também carrega riscos profundos.


Se a inteligência artificial personalizada guarda sua forma de pensar, o que acontece se for invadida? A violação não será apenas de dados, mas de identidade. Roubarão não um documento, mas a tua persona digital — teu modo de escrever, de reagir, de hesitar. O problema extrapola a tecnologia. É filosófico, ético, político. Se alguém pode acessar o teu reflexo mais fiel e usá-lo como bem entender, o que resta da tua autonomia?


O impacto disso vai muito além da privacidade. Na política, pode significar o fim do debate público. Em vez de discursos coletivos, teremos algoritmos moldando versões individualizadas da realidade. Cada eleitor receberá sua dose sob medida de verdade emocional. O marketing, por sua vez, deixará de vender produtos e passará a oferecer experiências afetivas ajustadas em tempo real. E o consumidor — ou o cidadão — poderá nem perceber que já não escolhe mais nada por conta própria.


Não se trata de ficção científica. Trata-se de futuro próximo. E a pergunta que se impõe não é se devemos ou não criar assistentes personalizados. A questão é: estamos preparados para lidar com o que eles nos revelam sobre nós mesmos? Porque, talvez, o grande risco não seja a máquina que pensa. Seja o espelho que devolve — com exatidão — quem somos. E o quanto disso estamos realmente prontos para encarar. 

A respeito da estrutura argumentativa do texto, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3681754 Português

O espelho que te imita (e te expõe)



No começo, a inteligência artificial era apenas isso: uma ferramenta. Um recurso técnico, útil para responder perguntas, organizar ideias, talvez escrever algo por curiosidade. Mas, com o tempo, algo mudou. A IA passou a aprender — e não apenas sobre o mundo, mas sobre quem a utilizava. Hoje, os sistemas mais avançados conseguem reconhecer padrões, vocabulário, estilo, hesitações e até o ritmo da escrita de seus usuários. O assistente se transforma em espelho. Um espelho que reflete não o corpo, mas o pensamento.


Essa personalização é, ao mesmo tempo, fascinante e delicada. Se a IA entende como você pensa, ela pode prever como você decide. E se pode prever, pode também influenciar. É aí que a ferramenta deixa de ser neutra. Ela passa a participar. No mundo corporativo, isso pode representar um salto de eficiência. Profissionais terão assistentes que antecipam seus raciocínios; empresas criarão produtos moldados com base na lógica emocional dos consumidores. Mas a mesma tecnologia que oferece conveniência também carrega riscos profundos.


Se a inteligência artificial personalizada guarda sua forma de pensar, o que acontece se for invadida? A violação não será apenas de dados, mas de identidade. Roubarão não um documento, mas a tua persona digital — teu modo de escrever, de reagir, de hesitar. O problema extrapola a tecnologia. É filosófico, ético, político. Se alguém pode acessar o teu reflexo mais fiel e usá-lo como bem entender, o que resta da tua autonomia?


O impacto disso vai muito além da privacidade. Na política, pode significar o fim do debate público. Em vez de discursos coletivos, teremos algoritmos moldando versões individualizadas da realidade. Cada eleitor receberá sua dose sob medida de verdade emocional. O marketing, por sua vez, deixará de vender produtos e passará a oferecer experiências afetivas ajustadas em tempo real. E o consumidor — ou o cidadão — poderá nem perceber que já não escolhe mais nada por conta própria.


Não se trata de ficção científica. Trata-se de futuro próximo. E a pergunta que se impõe não é se devemos ou não criar assistentes personalizados. A questão é: estamos preparados para lidar com o que eles nos revelam sobre nós mesmos? Porque, talvez, o grande risco não seja a máquina que pensa. Seja o espelho que devolve — com exatidão — quem somos. E o quanto disso estamos realmente prontos para encarar. 

De acordo com o texto, a inteligência artificial personalizada deixa de ser uma simples ferramenta para se tornar um reflexo da subjetividade humana. Assinale a alternativa incorreta em relação a essa ideia central: 
Alternativas
Q3681753 Português

O espelho que te imita (e te expõe)



No começo, a inteligência artificial era apenas isso: uma ferramenta. Um recurso técnico, útil para responder perguntas, organizar ideias, talvez escrever algo por curiosidade. Mas, com o tempo, algo mudou. A IA passou a aprender — e não apenas sobre o mundo, mas sobre quem a utilizava. Hoje, os sistemas mais avançados conseguem reconhecer padrões, vocabulário, estilo, hesitações e até o ritmo da escrita de seus usuários. O assistente se transforma em espelho. Um espelho que reflete não o corpo, mas o pensamento.


Essa personalização é, ao mesmo tempo, fascinante e delicada. Se a IA entende como você pensa, ela pode prever como você decide. E se pode prever, pode também influenciar. É aí que a ferramenta deixa de ser neutra. Ela passa a participar. No mundo corporativo, isso pode representar um salto de eficiência. Profissionais terão assistentes que antecipam seus raciocínios; empresas criarão produtos moldados com base na lógica emocional dos consumidores. Mas a mesma tecnologia que oferece conveniência também carrega riscos profundos.


Se a inteligência artificial personalizada guarda sua forma de pensar, o que acontece se for invadida? A violação não será apenas de dados, mas de identidade. Roubarão não um documento, mas a tua persona digital — teu modo de escrever, de reagir, de hesitar. O problema extrapola a tecnologia. É filosófico, ético, político. Se alguém pode acessar o teu reflexo mais fiel e usá-lo como bem entender, o que resta da tua autonomia?


O impacto disso vai muito além da privacidade. Na política, pode significar o fim do debate público. Em vez de discursos coletivos, teremos algoritmos moldando versões individualizadas da realidade. Cada eleitor receberá sua dose sob medida de verdade emocional. O marketing, por sua vez, deixará de vender produtos e passará a oferecer experiências afetivas ajustadas em tempo real. E o consumidor — ou o cidadão — poderá nem perceber que já não escolhe mais nada por conta própria.


Não se trata de ficção científica. Trata-se de futuro próximo. E a pergunta que se impõe não é se devemos ou não criar assistentes personalizados. A questão é: estamos preparados para lidar com o que eles nos revelam sobre nós mesmos? Porque, talvez, o grande risco não seja a máquina que pensa. Seja o espelho que devolve — com exatidão — quem somos. E o quanto disso estamos realmente prontos para encarar. 

No que se refere às implicações políticas do uso de IA personalizada, assinale a alternativa que apresenta uma conclusão coerente com os argumentos do texto: 
Alternativas
Q3681752 Português

O espelho que te imita (e te expõe)



No começo, a inteligência artificial era apenas isso: uma ferramenta. Um recurso técnico, útil para responder perguntas, organizar ideias, talvez escrever algo por curiosidade. Mas, com o tempo, algo mudou. A IA passou a aprender — e não apenas sobre o mundo, mas sobre quem a utilizava. Hoje, os sistemas mais avançados conseguem reconhecer padrões, vocabulário, estilo, hesitações e até o ritmo da escrita de seus usuários. O assistente se transforma em espelho. Um espelho que reflete não o corpo, mas o pensamento.


Essa personalização é, ao mesmo tempo, fascinante e delicada. Se a IA entende como você pensa, ela pode prever como você decide. E se pode prever, pode também influenciar. É aí que a ferramenta deixa de ser neutra. Ela passa a participar. No mundo corporativo, isso pode representar um salto de eficiência. Profissionais terão assistentes que antecipam seus raciocínios; empresas criarão produtos moldados com base na lógica emocional dos consumidores. Mas a mesma tecnologia que oferece conveniência também carrega riscos profundos.


Se a inteligência artificial personalizada guarda sua forma de pensar, o que acontece se for invadida? A violação não será apenas de dados, mas de identidade. Roubarão não um documento, mas a tua persona digital — teu modo de escrever, de reagir, de hesitar. O problema extrapola a tecnologia. É filosófico, ético, político. Se alguém pode acessar o teu reflexo mais fiel e usá-lo como bem entender, o que resta da tua autonomia?


O impacto disso vai muito além da privacidade. Na política, pode significar o fim do debate público. Em vez de discursos coletivos, teremos algoritmos moldando versões individualizadas da realidade. Cada eleitor receberá sua dose sob medida de verdade emocional. O marketing, por sua vez, deixará de vender produtos e passará a oferecer experiências afetivas ajustadas em tempo real. E o consumidor — ou o cidadão — poderá nem perceber que já não escolhe mais nada por conta própria.


Não se trata de ficção científica. Trata-se de futuro próximo. E a pergunta que se impõe não é se devemos ou não criar assistentes personalizados. A questão é: estamos preparados para lidar com o que eles nos revelam sobre nós mesmos? Porque, talvez, o grande risco não seja a máquina que pensa. Seja o espelho que devolve — com exatidão — quem somos. E o quanto disso estamos realmente prontos para encarar. 

A partir do texto, é possível inferir que o uso de inteligências artificiais personalizadas poderá alterar de forma significativa a noção tradicional de privacidade. Nesse sentido, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3681631 Português
Considere a seguinte sentença: “Tinha vontade de se mudar para outro país, todavia não podia fazê-lo.” A palavra “todavia”, neste contexto, exprime o mesmo sentido de:
Alternativas
Q3681630 Português
Não ocorre desvio ortográfico apenas em:
Alternativas
Q3681624 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Meu coração


          No fim, desculpe a literatura, é tudo entre nós e o nosso coração. Depois do dito e do feito, depois da paixão e da razão, depois da vida das células e da vida social e da vida cívica e das idas e das voltas, e da História e da biografia, e do que os outros fizeram conosco e nós fizemos com os outros, é tudo entre nós e ele. Segundos fora. Nós e ele. A única conversa que vale, a única intimidade que conta. O coração não tem nada a ver com nada, fora a sístole e a diástole e a sua fisiologia medíocre. Ele nem nos daria conversa, se não dependesse de nós, se não precisasse da embalagem, dos terminais e de alguém que cuide dele. Tudo que lhe atribuem, do mais romântico ao mais calhorda, é falso. Trata-se de um mero músculo, e de um músculo egoísta, que só quer saber da sua própria sobrevivência. Da qual, por uma cruel coincidência, depende a nossa.

        Fala-se do “time do coração”. Mentira. O coração não tem time. O coração não se interessa por futebol. Só hoje, por exemplo, o meu se deu conta de onde estava. Paris, Nantes, Marselha ou qualquer outra cidade, é tudo o mesmo para ele, desde que ele tenha um lugar seguro onde possa bater e cuidar da sua vidinha. Mas de repente ele se deu conta e pediu satisfações. Para onde eu o tinha trazido? Expliquei. A França, a Copa, o Brasil, os jogos, a beleza dos jogos...

       Meu coração não quis ouvir falar da beleza dos jogos. Ele não tem nenhum senso estético. Quis saber que história era aquela de morte súbita.

         — É uma maneira nova de decidir as partidas que acabam empatadas. Há uma prorrogação e quem marcar o primeiro gol ganha.

        Meu coração não quis acreditar.

        — Quer dizer que, se esse time pelo qual você torce, como é mesmo o nome?

        — Brasil.

     — Quer dizer que, se o Brasil empatar com algum outro time, tem prorrogação com morte súbita?

        — É...

        — Você sabia disso quando me trouxe para cá?

        — Sabia.

       — Você deliberadamente me trouxe a um evento em que eu posso parar de repente, mesmo não tendo nada a ver com isso? Não era para ser um campeonato de futebol, um esporte, um divertimento, enfim, nada que me dissesse respeito?

       — Desculpe. Eu tentei substituí-lo pelo distanciamento crítico, mas...

    — Só me diz uma coisa. Se a prorrogação terminar sem que ninguém marque gol, o que acontece?

       — Aí decidem nos pênaltis.

    — Me leva pra casa. Me leva pra casa imediatamente. E pare de me envolver nos seus divertimentos. Você parece que não tem coração.

       — Mas nada disso vai acontecer com o Brasil. Prorrogação, pênaltis, nada disso.

       — Quase aconteceu contra a Dinamarca!

       — É, mas...

       — Me tira daqui!


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Analise as sentenças a seguir, retiradas do texto:

I. Paris, Nantes, Marselha ou qualquer outra cidade, é tudo o mesmo para ele [...]
II. [...] desde que ele tenha um lugar seguro onde possa bater e cuidar da sua vidinha.
III. Mas de repente ele se deu conta e pediu satisfações.

O pronome pessoal “ele” é empregado como oblíquo apenas em:
Alternativas
Q3681565 Português
“A coesão textual é garantida, em grande parte, pelo uso adequado dos pronomes relativos, que permitem encadear argumentos e preservar clareza semântica” (Bechara, Moderna Gramática Portuguesa, 2009). Em artigos acadêmicos, essa prática reforça a consistência argumentativa.

Assinale a alternativa que apresenta uso adequado de pronome relativo.
Alternativas
Q3681564 Português
“O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, aprovado em 2009, buscou uniformizar usos escritos entre países lusófonos, introduzindo alterações em acentuação e hifenização” (Houaiss, Ortografia da Língua Portuguesa, 2010). Essas mudanças repercutem no ensino e na produção textual acadêmica.

Assinale a alternativa que apresenta aplicação correta das normas do Acordo Ortográfico.
Alternativas
Q3681559 Português
“Os conectores concessivos estabelecem relações lógicas de contraste, conferindo ao discurso complexidade sintática e argumentativa” (Bechara, Moderna Gramática Portuguesa, 2009). Esse recurso é amplamente explorado em textos acadêmicos e literários para tensionar expectativas do leitor.

Comando: Assinale a alternativa que apresenta um período corretamente estruturado com oração subordinada concessiva.
Alternativas
Q3681553 Português
“Todo texto é um tecido de citações, oriundas de inúmeros centros da cultura, e cada produção discursiva é necessariamente atravessada por vozes pré-existentes que lhe conferem densidade intertextual” (Barthes, A Morte do Autor, 1968). Em relatórios científicos sobre mudanças climáticas, observa-se a justaposição de dados técnicos, metáforas literárias e argumentos sociopolíticos.

Considerando a perspectiva barthesiana, identifique a alternativa que expressa adequadamente a função da intertextualidade nesses discursos.
Alternativas
Q3681308 Português
“Era daltônico(1) e não sabia. Chegou assim à idade adulta(2), sem se queixar das cores que não via. (...) E aos seus olhos, o azul(3) não era honestamente azul(4). Era verde(5).” (Otto Lara Resende)

Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta das palavras identificadas no trecho acima.
Alternativas
Q3681302 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Saudade do televizinho


     Houve tempo em que havia o televizinho. Será que sobra algum televizinho? Será que sobra, até mesmo, quem saiba o que é televizinho? Televizinho era a pessoa que, não tendo televisão em casa, se aproveitava da do vizinho. O jovem leitor duvida? Acha que se está aqui inventando vocábulo exótico, só para fazer graça? Pois corra aos dicionários. A palavra ali está, tanto no Aurélio como no Houaiss. Os dicionários têm isso de bom: conservam as palavras em desuso como os sedimentos conservam os fósseis. Neles repousam, em sono esplêndido, palavras como bufarinheiro e alcouceira, mandrana e parvajola. Ou então, diriam os moralistas, palavras que, embora em uso, identificam práticas em desuso: honestidade, vergonha, intimidade, virgindade...

   Quem viveu os primeiros anos da televisão sabe que o fenômeno da televizinhança não foi desprezível. Poucos tinham televisores em casa. Aos sem-TV, essa maioria de deserdados, restava correr à casa dos que a possuíam como os famintos correm aos sopões da caridade. O televizinho era um tipo social definido e reconhecido em seus direitos e sua individualidade. Os próprios apresentadores da TV se referiam a eles. Davam boa noite “aos televizinhos”. Depois, ele desapareceu. Desapareceu como, por exemplo, a figura do agregado, tão popular nos romances do século XIX. O agregado, mal comparando, era um televizinho sem televisão.

   As famílias livraram-se do agregado. Livraram-se em seguida, acrescente-se de passagem, do excesso de filhos e ficaram mais enxutas, para usar a palavra que lhes conviria se famílias fossem empresas – se é que não são. Mas, na medida em que, nos lares, se iam cortando os excessos, em matéria de seres humanos, iam-se, inversamente, multiplicando os aparelhos de TV. Ninguém mais deixava de tê-los. Nem mesmo os moradores de barracos. Triunfo! O televizinho de antes agora tinha seu próprio aparelho. Foi alcançado por ele, em seu avanço irresistível, como a maré, ao subir, alcança a praia toda. O vocábulo que o identificava virou forma sem conteúdo. (...)


TOLEDO, Roberto Pompeu. Saudade do televizinho. Veja. 25 fev. 2002.
Disponível em <https://www.observatoriodaimprensa.com.br/primeirasedicoes/roberto-pompeu-de-toledo-4/>.
Em relação ao texto “Saudade do televizinho”, é correto afirmar que o autor:
Alternativas
Q3680938 Português
Considerando-se a escrita e o significado das palavras, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.

(1) Caro.
(2) Carro.

( ) Quando algo tem um preço alto, elevado.
( ) Veículo usado para transportar pessoas.
( ) Alguém que é muito estimado, querido.
Alternativas
Q3680935 Português

Por que a polinização está em risco e o que isso significa para a nossa comida?



    A vida não seria como conhecemos sem as abelhas.

    Elas são polinizadoras poderosas e fundamentais para o ciclo reprodutivo das plantas. Ao transportar o polén do órgão masculino para o feminino da flor, garantem a formação de frutos e sementes, e cerca de 75% do que é cultivado pela humanidade se beneficia desse serviço.

    Segundo pesquisas, o trabalho de polinização é considerado um serviço ecossistêmico avaliado em cerca de R$ 50 bilhões por ano no Brasil.

    Cultivos estratégicos para a economia nacional, como café, soja e laranja, dependem diretamente desse trabalho.

    O grau de dependência varia entre as culturas. Algumas frutas simplesmente não existiriam sem a ajuda das abelhas, como maçã e melão. Nesses cultivos, produtores chegam a alugar colmeias para garantir a polinização.

    No caso do maracujá, a abelha que poliniza a flor, a mamangava, é mais difícil de ser encontrada, e os produtores precisam realizar esse trabalho manualmente — alguns fazem até com a ponta dos dedos.

    Além da quantidade, as abelhas influenciam também a qualidade da produção. Um estudo da Embrapa mostrou que a presença desses insetos em cafezais poderia elevar o faturamento do café arábica — a variedade mais cultivada no Brasil — em até R$ 22 bilhões por ano.




Fonte: G1 - adaptado.

O título do texto é em formato de pergunta: “Por que a polinização está em risco e o que isso significa para a nossa comida?”. Sabe-se que é uma pergunta, pois a frase termina com:
Alternativas
Q3680934 Português

Por que a polinização está em risco e o que isso significa para a nossa comida?



    A vida não seria como conhecemos sem as abelhas.

    Elas são polinizadoras poderosas e fundamentais para o ciclo reprodutivo das plantas. Ao transportar o polén do órgão masculino para o feminino da flor, garantem a formação de frutos e sementes, e cerca de 75% do que é cultivado pela humanidade se beneficia desse serviço.

    Segundo pesquisas, o trabalho de polinização é considerado um serviço ecossistêmico avaliado em cerca de R$ 50 bilhões por ano no Brasil.

    Cultivos estratégicos para a economia nacional, como café, soja e laranja, dependem diretamente desse trabalho.

    O grau de dependência varia entre as culturas. Algumas frutas simplesmente não existiriam sem a ajuda das abelhas, como maçã e melão. Nesses cultivos, produtores chegam a alugar colmeias para garantir a polinização.

    No caso do maracujá, a abelha que poliniza a flor, a mamangava, é mais difícil de ser encontrada, e os produtores precisam realizar esse trabalho manualmente — alguns fazem até com a ponta dos dedos.

    Além da quantidade, as abelhas influenciam também a qualidade da produção. Um estudo da Embrapa mostrou que a presença desses insetos em cafezais poderia elevar o faturamento do café arábica — a variedade mais cultivada no Brasil — em até R$ 22 bilhões por ano.




Fonte: G1 - adaptado.

A palavra “cafezais”, presente no último parágrafo do texto, é um substantivo coletivo que representa o conjunto de plantas de café (os cafeeiros). Assinalar a alternativa que apresenta um coletivo de abelhas.
Alternativas
Q3680933 Português

Por que a polinização está em risco e o que isso significa para a nossa comida?



    A vida não seria como conhecemos sem as abelhas.

    Elas são polinizadoras poderosas e fundamentais para o ciclo reprodutivo das plantas. Ao transportar o polén do órgão masculino para o feminino da flor, garantem a formação de frutos e sementes, e cerca de 75% do que é cultivado pela humanidade se beneficia desse serviço.

    Segundo pesquisas, o trabalho de polinização é considerado um serviço ecossistêmico avaliado em cerca de R$ 50 bilhões por ano no Brasil.

    Cultivos estratégicos para a economia nacional, como café, soja e laranja, dependem diretamente desse trabalho.

    O grau de dependência varia entre as culturas. Algumas frutas simplesmente não existiriam sem a ajuda das abelhas, como maçã e melão. Nesses cultivos, produtores chegam a alugar colmeias para garantir a polinização.

    No caso do maracujá, a abelha que poliniza a flor, a mamangava, é mais difícil de ser encontrada, e os produtores precisam realizar esse trabalho manualmente — alguns fazem até com a ponta dos dedos.

    Além da quantidade, as abelhas influenciam também a qualidade da produção. Um estudo da Embrapa mostrou que a presença desses insetos em cafezais poderia elevar o faturamento do café arábica — a variedade mais cultivada no Brasil — em até R$ 22 bilhões por ano.




Fonte: G1 - adaptado.

No texto, uma palavra foi propositalmente acentuada de forma incorreta. Qual é essa palavra? 
Alternativas
Respostas
20681: C
20682: A
20683: C
20684: C
20685: C
20686: A
20687: D
20688: A
20689: A
20690: A
20691: B
20692: B
20693: A
20694: E
20695: E
20696: D
20697: B
20698: D
20699: C
20700: B