Questões de Concurso Sobre português

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Ano: 2024 Banca: COPS-UEL Órgão: UEL Prova: COPS-UEL - 2024 - UEL - Conhecimentos Gerais |
Q3903322 Português
Leia o trecho da biografia de Henrietta Lacks.
Em 29 de janeiro de 1951, David Lacks estava sentado ao volante de seu velho Buick observando a chuva cair. Estava estacionado sob um enorme carvalho diante do Hospital Johns Hopkins com três de seus filhos – dois ainda de fralda – esperando a mãe deles, Henrietta. Minutos antes, ela saltara do carro, cobrira a cabeça com a jaqueta e entrara correndo no hospital, passando pelo banheiro das ‘pessoas de cor’, o único que ela estava autorizada a usar. No prédio ao lado, sob um elegante teto de cobre em forma de cúpula, uma estátua de mármore de Jesus de mais de três metros se erguia, braços abertos, recepcionando as pessoas onde um dia já fora a entrada principal do Johns Hopkins. Nunca ninguém da família de Henrietta consultara um médico do hospital sem antes parar na estátua de Jesus para depositar flores a seus pés, entoar uma prece e esfregar seu dedão do pé para dar sorte. Mas naquele dia Henrietta não parou.
SKLOOT, Rebecca. A vida imortal de Henrietta Lacks. Trad. Ivo Korytowski. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
Em relação ao trecho, considere as afirmativas a seguir.
I. A expressão “pessoas de cor”, utilizada para fazer referência a pessoas pretas durante períodos de segregação racial, revela que Henrietta era pessoa preta.
II. Os verbos no pretérito mais-que-perfeito “saltara”, “cobrira”, “entrara” marcam ações de Henrietta que são anteriores àquela presente em “naquele dia Henrietta não parou”.
III. O conectivo “mas” acrescenta uma ideia de concessão que confirma a regularidade das ações de Henrietta na frase “Mas naquele dia Henrietta não parou”.
IV. Em “com três de seus filhos”, no segundo período do texto, devido ao uso das preposições, fica explícito que o casal David e Henrietta Lacks tinha apenas três filhos.
Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPS-UEL Órgão: UEL Prova: COPS-UEL - 2024 - UEL - Conhecimentos Gerais |
Q3903309 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


As esculturas de Carlos Fajardo são armadilhas de captura do olhar. A tendência do olhar é o escorrer contínuo pelo espaço, rebatendo no corpo das coisas, enleando-se ou correndo rápido pelos seus contornos, deslizando nos limites torneados da topografia do mundo. Mais etéreo dos sentidos, o olhar se propaga atravessando transparências e só se estanca quando confrontado com o opaco. Pode então recuar, optar por outra direção ou aproveitar sua natureza líquida e escorrer pelas fendas e limites até atingir a luz. Mas as esculturas de Fajardo funcionam como corpos traiçoeiros que enredam o olhar em suas superfícies, injetam-lhe gravidade, obrigando-o a pousar e despender tempo numa paciente e problemática perscrutação. Na poética de Carlos Fajardo confluem três lógicas: a da ocupação do espaço, a da superfície e a do gesto formalizador. Elas concorrem entre si para o assalto ao olho do espectador. (...) A lógica de inserção de seus trabalhos dentro do espaço, seja ele um ambiente arquitetônico, seja uma paisagem, é pensada rigorosamente com o propósito de destruir logo de saída qualquer pretensão apriorística do olho, acostumado a querer controlar tudo desde sua cômoda posição a cavaleiro.


FARIAS, Agnaldo. Fajardo, Carlos Fajardo. Bienal de Veneza. Veneza, Exposição Internacional de Arte, 1993, p.45.

.escritoriodearte.com. 




A obra Cubo, de Carlos Fajardo, localizada na Universidade Estadual de Londrina, é uma escultura feita de tijolos encaixados, com uma abertura vertical que transpassa o interior do cubo nas quatro faces laterais.

Com base no texto e na imagem, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.

(  ) No texto, há reiteração semântica por meio das palavras “olhar” e “olho”, salientando que se trata de uma obra a ser apreciada visualmente.

(  ) Os elementos da escultura, espaço e forma, integram-se e convidam o espectador a se lançar na experiência livre do espaço arquitetônico.

(  ) A obra traz uma forma bidimensional em uma superfície pictórica, proporcionando um limite para o olhar.

(  ) A expressão “posição a cavaleiro” refere-se a Carlos Fajardo, reiterando a expressão “poética de Carlos Fajardo”.

(  ) O adjetivo “etéreo” pode ser substituído por “sublime”, mantendo-se a subjetividade e a figuratividade de “o olhar”.

Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPS-UEL Órgão: UEL Prova: COPS-UEL - 2024 - UEL - Conhecimentos Gerais |
Q3903307 Português

Leia o poema O Quinto Império, de Fernando Pessoa, a seguir, e responda à questão abaixo.


Triste de quem vive em casa,

Contente com o seu lar,

Sem que um sonho, no erguer de asa,

Faça até mais rubra a brasa

Da lareira a abandonar!

Triste de quem é feliz!

Vive porque a vida dura.

Nada na alma lhe diz

Mais que a lição da raiz —

Ter por vida a sepultura.

Eras sobre eras se somem

No tempo que em eras vem.

Ser descontente é ser homem.

Que as forças cegas se domem

Pela visão que a alma tem!

E assim, passados os quatro

Tempos do ser que sonhou,

A terra será teatro

Do dia claro, que no atro

Da erma noite começou.

Grécia, Roma, Cristandade,

Europa — os quatro se vão

Para onde vai toda idade.

Quem vem viver a verdade

Que morreu D. Sebastião?


PESSOA, Fernando. Melhores poemas de Fernando Pessoa. Seleção Teresa Rita Lopes. 12. ed. São Paulo: Global, 2004, p. 54-55. 

Sobre a forma do poema, considere as afirmativas a seguir.
I. O poema constitui-se de métrica irregular e todos os versos são octossílabos.
II. Observa-se o uso de anáfora e de paralelismos sintáticos nas três primeiras estrofes.
III. Há regularidade nas rimas de cada estrofe: o primeiro, o terceiro e o quarto versos rimam entre si; e o segundo verso rima com o quinto.
IV. Há no verso “Ter por vida a sepultura” tanto uma metonímia quanto uma antítese.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPS-UEL Órgão: UEL Prova: COPS-UEL - 2024 - UEL - Conhecimentos Gerais |
Q3903296 Português

Leia o texto a seguir.



Imagem associada para resolução da questão


Com base no texto, considere as afirmativas a seguir.


I. O humor do texto está no interesse similar sobre o conteúdo da aula manifestado na fala da professora e da estudante.


II. A preocupação da estudante está relacionada a questões vivenciadas pela sociedade contemporânea.


III. A crítica do texto está relacionada às diferentes percepções sobre quais conteúdos são importantes para o futuro.


IV. O aumento do nível do mar e a polarização ideológica estão entre os conteúdos de interesse da estudante.


Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPS-UEL Órgão: UEL Prova: COPS-UEL - 2024 - UEL - Conhecimentos Gerais |
Q3903287 Português
Leia o texto a seguir.
[...] Quando o Di Cavalcanti tomou sete facadas, o crime se consumou ali com a ajuda daqueles braços, mas aquela faca vinha sendo afiada de muito tempo passado. [...] Quando a população de democratas cresce subitamente após os acontecimentos trágicos do domingo, podemos perguntar onde se ocultavam então tantas vocações democráticas. Quando um policial foi arrancado do seu cavalo por mãos brutas e espancado, outro espancamento, o da lei, já ocorrera no ano de 2016. Quando nos preparamos para lembrar sempre – e assim o faremos – o dia 8 de janeiro de 2023, seria bom para nossa memória cansada lembrar também das datas de 17 de abril e 31 de agosto, ambas de 2016. Quando nos horrorizamos com a podridão da chusma transportada e remunerada deste janeiro brasiliense, poderíamos gastar um tanto do nosso horror para recordar como tudo isso começou. Quando a lembrança capengueia, podemos reativá-la com a voz firme e forte de quem sofreu primeiro as consequências disso que o Brasil sofre agora.
www.brasildefato.com.br

Com base no texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPS-UEL Órgão: UEL Prova: COPS-UEL - 2024 - UEL - Conhecimentos Gerais |
Q3903270 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.



Qual foi a última vez que você viu um girassol bem de perto? O que talvez você não tenha notado é como a posição das sementes faz com que a flor seja um primor da matemática.


No núcleo do girassol, há duas séries de curvas de sementes. Cada série vai para uma direção e o número de curvas não é o mesmo nas duas séries. Repare bem: se a flor tem 21 curvas para a esquerda, terá 34 para a direita. Se tem 34 para um lado, terá 55 para o outro. Se 55 curvas apontam para uma direção, 89 apontarão para outra.


Reconhece esse padrão? É a Sequência de Fibonacci. [...] O matemático italiano Leonardo Fibonacci detalhou esta sequência no livro Liber Abaci, de 1202, em que defende o uso da notação numérica indo-arábica e usa um problema hipotético com coelhos para exemplificar sua observação. Aliás, a natureza tem vários outros exemplos de ocorrências que seguem a Sequência Fibonacci: a concha do caramujo, a reprodução das abelhas e até o corpo humano.


                                                                                    


Adaptado de: BRITO, Daiane. O girassol e a Sequência de Fibonacci. Publicado em 14/07/2014, atualizado em 21/12/2016. Revista Superinteressante. https://super.abril.com.br/


Sobre o emprego de sinais de pontuação no texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPS-UEL Órgão: UEL Prova: COPS-UEL - 2024 - UEL - Conhecimentos Gerais |
Q3903269 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.



Qual foi a última vez que você viu um girassol bem de perto? O que talvez você não tenha notado é como a posição das sementes faz com que a flor seja um primor da matemática.


No núcleo do girassol, há duas séries de curvas de sementes. Cada série vai para uma direção e o número de curvas não é o mesmo nas duas séries. Repare bem: se a flor tem 21 curvas para a esquerda, terá 34 para a direita. Se tem 34 para um lado, terá 55 para o outro. Se 55 curvas apontam para uma direção, 89 apontarão para outra.


Reconhece esse padrão? É a Sequência de Fibonacci. [...] O matemático italiano Leonardo Fibonacci detalhou esta sequência no livro Liber Abaci, de 1202, em que defende o uso da notação numérica indo-arábica e usa um problema hipotético com coelhos para exemplificar sua observação. Aliás, a natureza tem vários outros exemplos de ocorrências que seguem a Sequência Fibonacci: a concha do caramujo, a reprodução das abelhas e até o corpo humano.


                                                                                    


Adaptado de: BRITO, Daiane. O girassol e a Sequência de Fibonacci. Publicado em 14/07/2014, atualizado em 21/12/2016. Revista Superinteressante. https://super.abril.com.br/


Sobre o uso de recursos linguísticos e a produção de sentidos, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: TJ-PI Órgão: TJ-PI Prova: TJ-PI - 2024 - TJ-PI - Mediador Judicial |
Q3903117 Português
Com base no poema abaixo, responda a questão.


“O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, (linha 1).

Mas o Tejo não é mais belo que o rioque corre pela minha aldeia (linha 2).

Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.” (linha 3).


(Fernando Pessoa in Alberto Caeiro, O Guardador de Rebanhos, Athena, n. 4, jan./1925)
Na oração “O rio que corre pela minha aldeia”, presente em todos os versos, qual a função sintática de “...que corre pela minha aldeia.”?
Alternativas
Ano: 2024 Banca: TJ-PI Órgão: TJ-PI Prova: TJ-PI - 2024 - TJ-PI - Mediador Judicial |
Q3903116 Português
Com base no poema abaixo, responda a questão.


“O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, (linha 1).

Mas o Tejo não é mais belo que o rioque corre pela minha aldeia (linha 2).

Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.” (linha 3).


(Fernando Pessoa in Alberto Caeiro, O Guardador de Rebanhos, Athena, n. 4, jan./1925)
Com relação às estruturas sintáticas da linha 1 e da linha 2 da estrofe, pode-se dizer que:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: TJ-PI Órgão: TJ-PI Prova: TJ-PI - 2024 - TJ-PI - Mediador Judicial |
Q3903115 Português
Com base no poema abaixo, responda a questão.


“O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, (linha 1).

Mas o Tejo não é mais belo que o rioque corre pela minha aldeia (linha 2).

Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.” (linha 3).


(Fernando Pessoa in Alberto Caeiro, O Guardador de Rebanhos, Athena, n. 4, jan./1925)
A segunda linha do poema poderia ser reescrita sem alteração semântica, se a conjunção MAS fosse substituída por uma das conjunções da alternativa:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: TJ-PI Órgão: TJ-PI Prova: TJ-PI - 2024 - TJ-PI - Mediador Judicial |
Q3903114 Português
Marque a alternativa em que o termo sublinhado é objeto indireto.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: TJ-PI Órgão: TJ-PI Prova: TJ-PI - 2024 - TJ-PI - Mediador Judicial |
Q3903113 Português
Marque a alternativa em que o sujeito da oração é indeterminado.
Alternativas
Q3902256 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.



Areia movediça


Alargar praias para conter erosão costeira é defensável, mas pode revelar-se trabalho de Sísif



Salvo raras exceções, a população se beneficia com alterações da paisagem natural e apoia a construção de usinas de energia ou pontes e viadutos rodoviários. Quando se trata de alargar praias com toneladas de areia, nem preservacionistas criticam tais iniciativas– embora elas figurem entre os usos pouco sustentáveis de dinheiro público.


Levantamento da Folha detectou 24 megaprojetos para engordar praias, do Ceará a Santa Catarina, alguns já concluídos, outros em planejamento ou execução. Tudo somado, desde 2018, está uma montanha de 24,5 milhões de m3 de sílica, o suficiente para encher 12 estádios do Maracanã.


Comparado com o volume total dos mares da Terra (1,3 bilhão de Km3), e considerando que 1Km3 equivale a 1 bilhão de m3, a areia mobilizada nos empreendimentos balneários de fato não se qualifica nem como a proverbial gota no oceano. Já os recursos investidos, de R$ 1,8 bilhão, fazem diferença para os 21 municípios envolvidos.


Pode-se argumentar que o benefício em qualidade de vida compensa os custos, diluídos entre centenas de milhares de cidadãos. Ocorre que esse gênero de intervenção contém apenas temporariamente a contínua erosão marinha. Mesmo com obras complementares de enrocamento, exige-se reposição de areia. Mais dinheiro público se esvai com as ondas e a maré. Isso sem mencionar os casos em que se acelera o processo erosivo, como o da praia de Ponta Negra, em Natal (RN), em que uma obra incompleta solapou a tentativa de proteger o calçadão.


O problema da erosão marinha é generalizado no litoral brasileiro, e o enfrentamento fica a cargo de prefeituras ou governos estaduais, que não orçam recursos necessários para manutenção. Tendo em vista que os dados só vão piorar com a elevação do nível do mar, a questão demanda coordenação em nível federal.


Uma estratégia nessa direção se esboça com o prometido acréscimo da erosão costeira no Plano Nacional de Mudança do Clima, ora em revisão pelo Planalto. É um dos temas candentes no capítulo de adaptação para preparar a infraestrutura e o poder público para o aumento da temperatura e dos eventos extremos que ele acarreta, como ressacas portentosas. Mais que apenas alargar praias, governantes necessitam prevenir a possibilidade de que algumas delas terminem riscadas do mapa.


(Folha de S. Paulo. 07 de janeiro de 2024. Editorial. A2. Opinião)

Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o trecho que tem como função introduzir uma exemplificação acerca da ideia expressa no enunciado.
Alternativas
Q3902255 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.



Areia movediça


Alargar praias para conter erosão costeira é defensável, mas pode revelar-se trabalho de Sísif



Salvo raras exceções, a população se beneficia com alterações da paisagem natural e apoia a construção de usinas de energia ou pontes e viadutos rodoviários. Quando se trata de alargar praias com toneladas de areia, nem preservacionistas criticam tais iniciativas– embora elas figurem entre os usos pouco sustentáveis de dinheiro público.


Levantamento da Folha detectou 24 megaprojetos para engordar praias, do Ceará a Santa Catarina, alguns já concluídos, outros em planejamento ou execução. Tudo somado, desde 2018, está uma montanha de 24,5 milhões de m3 de sílica, o suficiente para encher 12 estádios do Maracanã.


Comparado com o volume total dos mares da Terra (1,3 bilhão de Km3), e considerando que 1Km3 equivale a 1 bilhão de m3, a areia mobilizada nos empreendimentos balneários de fato não se qualifica nem como a proverbial gota no oceano. Já os recursos investidos, de R$ 1,8 bilhão, fazem diferença para os 21 municípios envolvidos.


Pode-se argumentar que o benefício em qualidade de vida compensa os custos, diluídos entre centenas de milhares de cidadãos. Ocorre que esse gênero de intervenção contém apenas temporariamente a contínua erosão marinha. Mesmo com obras complementares de enrocamento, exige-se reposição de areia. Mais dinheiro público se esvai com as ondas e a maré. Isso sem mencionar os casos em que se acelera o processo erosivo, como o da praia de Ponta Negra, em Natal (RN), em que uma obra incompleta solapou a tentativa de proteger o calçadão.


O problema da erosão marinha é generalizado no litoral brasileiro, e o enfrentamento fica a cargo de prefeituras ou governos estaduais, que não orçam recursos necessários para manutenção. Tendo em vista que os dados só vão piorar com a elevação do nível do mar, a questão demanda coordenação em nível federal.


Uma estratégia nessa direção se esboça com o prometido acréscimo da erosão costeira no Plano Nacional de Mudança do Clima, ora em revisão pelo Planalto. É um dos temas candentes no capítulo de adaptação para preparar a infraestrutura e o poder público para o aumento da temperatura e dos eventos extremos que ele acarreta, como ressacas portentosas. Mais que apenas alargar praias, governantes necessitam prevenir a possibilidade de que algumas delas terminem riscadas do mapa.


(Folha de S. Paulo. 07 de janeiro de 2024. Editorial. A2. Opinião)

Considerando o trecho “Tendo em vista que os dados só vão piorar com a elevação do nível do mar, a questão demanda coordenação em nível federal”, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, sua reescrita, sem alteração de sentido.
Alternativas
Q3902254 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.



Areia movediça


Alargar praias para conter erosão costeira é defensável, mas pode revelar-se trabalho de Sísif



Salvo raras exceções, a população se beneficia com alterações da paisagem natural e apoia a construção de usinas de energia ou pontes e viadutos rodoviários. Quando se trata de alargar praias com toneladas de areia, nem preservacionistas criticam tais iniciativas– embora elas figurem entre os usos pouco sustentáveis de dinheiro público.


Levantamento da Folha detectou 24 megaprojetos para engordar praias, do Ceará a Santa Catarina, alguns já concluídos, outros em planejamento ou execução. Tudo somado, desde 2018, está uma montanha de 24,5 milhões de m3 de sílica, o suficiente para encher 12 estádios do Maracanã.


Comparado com o volume total dos mares da Terra (1,3 bilhão de Km3), e considerando que 1Km3 equivale a 1 bilhão de m3, a areia mobilizada nos empreendimentos balneários de fato não se qualifica nem como a proverbial gota no oceano. Já os recursos investidos, de R$ 1,8 bilhão, fazem diferença para os 21 municípios envolvidos.


Pode-se argumentar que o benefício em qualidade de vida compensa os custos, diluídos entre centenas de milhares de cidadãos. Ocorre que esse gênero de intervenção contém apenas temporariamente a contínua erosão marinha. Mesmo com obras complementares de enrocamento, exige-se reposição de areia. Mais dinheiro público se esvai com as ondas e a maré. Isso sem mencionar os casos em que se acelera o processo erosivo, como o da praia de Ponta Negra, em Natal (RN), em que uma obra incompleta solapou a tentativa de proteger o calçadão.


O problema da erosão marinha é generalizado no litoral brasileiro, e o enfrentamento fica a cargo de prefeituras ou governos estaduais, que não orçam recursos necessários para manutenção. Tendo em vista que os dados só vão piorar com a elevação do nível do mar, a questão demanda coordenação em nível federal.


Uma estratégia nessa direção se esboça com o prometido acréscimo da erosão costeira no Plano Nacional de Mudança do Clima, ora em revisão pelo Planalto. É um dos temas candentes no capítulo de adaptação para preparar a infraestrutura e o poder público para o aumento da temperatura e dos eventos extremos que ele acarreta, como ressacas portentosas. Mais que apenas alargar praias, governantes necessitam prevenir a possibilidade de que algumas delas terminem riscadas do mapa.


(Folha de S. Paulo. 07 de janeiro de 2024. Editorial. A2. Opinião)

Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o fato principal citado no texto como empecilho ao sucesso do assunto em questão.
Alternativas
Q3902253 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.



Areia movediça


Alargar praias para conter erosão costeira é defensável, mas pode revelar-se trabalho de Sísif



Salvo raras exceções, a população se beneficia com alterações da paisagem natural e apoia a construção de usinas de energia ou pontes e viadutos rodoviários. Quando se trata de alargar praias com toneladas de areia, nem preservacionistas criticam tais iniciativas– embora elas figurem entre os usos pouco sustentáveis de dinheiro público.


Levantamento da Folha detectou 24 megaprojetos para engordar praias, do Ceará a Santa Catarina, alguns já concluídos, outros em planejamento ou execução. Tudo somado, desde 2018, está uma montanha de 24,5 milhões de m3 de sílica, o suficiente para encher 12 estádios do Maracanã.


Comparado com o volume total dos mares da Terra (1,3 bilhão de Km3), e considerando que 1Km3 equivale a 1 bilhão de m3, a areia mobilizada nos empreendimentos balneários de fato não se qualifica nem como a proverbial gota no oceano. Já os recursos investidos, de R$ 1,8 bilhão, fazem diferença para os 21 municípios envolvidos.


Pode-se argumentar que o benefício em qualidade de vida compensa os custos, diluídos entre centenas de milhares de cidadãos. Ocorre que esse gênero de intervenção contém apenas temporariamente a contínua erosão marinha. Mesmo com obras complementares de enrocamento, exige-se reposição de areia. Mais dinheiro público se esvai com as ondas e a maré. Isso sem mencionar os casos em que se acelera o processo erosivo, como o da praia de Ponta Negra, em Natal (RN), em que uma obra incompleta solapou a tentativa de proteger o calçadão.


O problema da erosão marinha é generalizado no litoral brasileiro, e o enfrentamento fica a cargo de prefeituras ou governos estaduais, que não orçam recursos necessários para manutenção. Tendo em vista que os dados só vão piorar com a elevação do nível do mar, a questão demanda coordenação em nível federal.


Uma estratégia nessa direção se esboça com o prometido acréscimo da erosão costeira no Plano Nacional de Mudança do Clima, ora em revisão pelo Planalto. É um dos temas candentes no capítulo de adaptação para preparar a infraestrutura e o poder público para o aumento da temperatura e dos eventos extremos que ele acarreta, como ressacas portentosas. Mais que apenas alargar praias, governantes necessitam prevenir a possibilidade de que algumas delas terminem riscadas do mapa.


(Folha de S. Paulo. 07 de janeiro de 2024. Editorial. A2. Opinião)

Acerca das palavras empregadas no texto, considere as afirmativas a seguir.

I. O texto apresenta alguns neologismos, ou seja, emprego de palavras novas ou com sentidos novos, por exemplo, “enrocamento”, “candentes” e “portentosas”.

II. Os termos “mega projetos ” e “infraestrutura” são substantivos formados a partir da junção de prefixos às palavras.

III. As palavras “enrocamento” e “enfrentamento” apresentam o mesmo processo de formação em sua constituição.

IV. Os termos “portentosas” e “proverbial” são usados no texto como adjetivos e são formados de modo semelhante, isto é, com acréscimo de sufixo.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3902252 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.



Areia movediça


Alargar praias para conter erosão costeira é defensável, mas pode revelar-se trabalho de Sísif



Salvo raras exceções, a população se beneficia com alterações da paisagem natural e apoia a construção de usinas de energia ou pontes e viadutos rodoviários. Quando se trata de alargar praias com toneladas de areia, nem preservacionistas criticam tais iniciativas– embora elas figurem entre os usos pouco sustentáveis de dinheiro público.


Levantamento da Folha detectou 24 megaprojetos para engordar praias, do Ceará a Santa Catarina, alguns já concluídos, outros em planejamento ou execução. Tudo somado, desde 2018, está uma montanha de 24,5 milhões de m3 de sílica, o suficiente para encher 12 estádios do Maracanã.


Comparado com o volume total dos mares da Terra (1,3 bilhão de Km3), e considerando que 1Km3 equivale a 1 bilhão de m3, a areia mobilizada nos empreendimentos balneários de fato não se qualifica nem como a proverbial gota no oceano. Já os recursos investidos, de R$ 1,8 bilhão, fazem diferença para os 21 municípios envolvidos.


Pode-se argumentar que o benefício em qualidade de vida compensa os custos, diluídos entre centenas de milhares de cidadãos. Ocorre que esse gênero de intervenção contém apenas temporariamente a contínua erosão marinha. Mesmo com obras complementares de enrocamento, exige-se reposição de areia. Mais dinheiro público se esvai com as ondas e a maré. Isso sem mencionar os casos em que se acelera o processo erosivo, como o da praia de Ponta Negra, em Natal (RN), em que uma obra incompleta solapou a tentativa de proteger o calçadão.


O problema da erosão marinha é generalizado no litoral brasileiro, e o enfrentamento fica a cargo de prefeituras ou governos estaduais, que não orçam recursos necessários para manutenção. Tendo em vista que os dados só vão piorar com a elevação do nível do mar, a questão demanda coordenação em nível federal.


Uma estratégia nessa direção se esboça com o prometido acréscimo da erosão costeira no Plano Nacional de Mudança do Clima, ora em revisão pelo Planalto. É um dos temas candentes no capítulo de adaptação para preparar a infraestrutura e o poder público para o aumento da temperatura e dos eventos extremos que ele acarreta, como ressacas portentosas. Mais que apenas alargar praias, governantes necessitam prevenir a possibilidade de que algumas delas terminem riscadas do mapa.


(Folha de S. Paulo. 07 de janeiro de 2024. Editorial. A2. Opinião)

Acerca do trecho “Alargar praias para conter erosão costeira é defensável, mas pode revelar-se trabalho de Sísifo”, considere as afirmativas a seguir.

I. O termo “mas” pode ser substituído pelo conectivo “e”, uma vez que a ideia sugerida na oração é de adição de informações.

II. A palavra “para” é uma preposição usada para indicar a causa do trabalho e contribuir para a progressão textual.

III. O termo “para” pode ser substituído pela expressão “a fim de”, uma vez que ambos indicam a finalidade da ação.

IV. A conjunção “mas” introduz uma relação de oposição entre as ideias sugeridas pelos termos “alargar praias” e “trabalho de Sísifo”.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3902251 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.



Areia movediça


Alargar praias para conter erosão costeira é defensável, mas pode revelar-se trabalho de Sísif



Salvo raras exceções, a população se beneficia com alterações da paisagem natural e apoia a construção de usinas de energia ou pontes e viadutos rodoviários. Quando se trata de alargar praias com toneladas de areia, nem preservacionistas criticam tais iniciativas– embora elas figurem entre os usos pouco sustentáveis de dinheiro público.


Levantamento da Folha detectou 24 megaprojetos para engordar praias, do Ceará a Santa Catarina, alguns já concluídos, outros em planejamento ou execução. Tudo somado, desde 2018, está uma montanha de 24,5 milhões de m3 de sílica, o suficiente para encher 12 estádios do Maracanã.


Comparado com o volume total dos mares da Terra (1,3 bilhão de Km3), e considerando que 1Km3 equivale a 1 bilhão de m3, a areia mobilizada nos empreendimentos balneários de fato não se qualifica nem como a proverbial gota no oceano. Já os recursos investidos, de R$ 1,8 bilhão, fazem diferença para os 21 municípios envolvidos.


Pode-se argumentar que o benefício em qualidade de vida compensa os custos, diluídos entre centenas de milhares de cidadãos. Ocorre que esse gênero de intervenção contém apenas temporariamente a contínua erosão marinha. Mesmo com obras complementares de enrocamento, exige-se reposição de areia. Mais dinheiro público se esvai com as ondas e a maré. Isso sem mencionar os casos em que se acelera o processo erosivo, como o da praia de Ponta Negra, em Natal (RN), em que uma obra incompleta solapou a tentativa de proteger o calçadão.


O problema da erosão marinha é generalizado no litoral brasileiro, e o enfrentamento fica a cargo de prefeituras ou governos estaduais, que não orçam recursos necessários para manutenção. Tendo em vista que os dados só vão piorar com a elevação do nível do mar, a questão demanda coordenação em nível federal.


Uma estratégia nessa direção se esboça com o prometido acréscimo da erosão costeira no Plano Nacional de Mudança do Clima, ora em revisão pelo Planalto. É um dos temas candentes no capítulo de adaptação para preparar a infraestrutura e o poder público para o aumento da temperatura e dos eventos extremos que ele acarreta, como ressacas portentosas. Mais que apenas alargar praias, governantes necessitam prevenir a possibilidade de que algumas delas terminem riscadas do mapa.


(Folha de S. Paulo. 07 de janeiro de 2024. Editorial. A2. Opinião)

Acerca das informações veiculadas no texto, considere as afirmativas a seguir.

I. Ao citar Sísifo, o texto recorre à linguagem metafórica para concluir a ideia de que alargar praias é um trabalho interminável e desgastante.

II. Ao recorrer ao provérbio “gota no oceano”, o texto estabelece uma relação contraditória diante do volume total de mares citado anteriormente.

III. O trecho “Mais dinheiro público se esvai com as ondas e a maré” exemplifica a linguagem denotativa presente no texto.

IV. O fragmento “uma obra incompleta solapou a tentativa de proteger o calçadão” apresenta linguagem formal condizente com o assunto em questão.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3902250 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.



Pessoas negras e indígenas são os grupos sociais que menos têm acesso ao saneamento básico no Brasil, segundo dados do Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A pesquisa, realizada em 2022, levou em conta a proporção dos moradores em domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário por rede coletora, pluvial ou fossa séptica. Nacionalmente, a maior proporção de atendimento por serviços públicos de saneamento ocorre para as pessoas amarelas, seguidas das brancas.


Considerando as 18 cidades mais populosas do país, pessoas brancas ou amarelas também são as que mais têm acesso a este tipo de política pública. O destaque negativo ocorre na cidade de Maceió. A capital alagoana registra os piores índices para quase todos os grupos sociais, exceto indígenas. No município, entre os amarelos 40,4% das pessoas não têm acesso ao saneamento; entre os pretos, o número é de 35,9%; pardos são 34,9%, e brancos são 28%.


Já em relação aos indígenas, a cidade com os piores índices é Manaus. Na capital do Amazonas, 39,9% desse grupo não têm acesso ao saneamento. Por outro lado, o melhor atendimento em saneamento básico, para todos os grupos sociais, ocorre na cidade de Curitiba. No município, 99,6% dos amarelos são atendidos pela política. Entre a população branca na capital paranaense, 98,9%; pretos 97,9%; pardos 97,7%; e indígenas 97,2%.


Dos 18 municípios analisados, em 17 deles as populações negra (que inclui pretos e pardos) e indígena são o grupo social com menos acesso às políticas de saneamento. “Isso não é algo novo. O que está sendo colocado agora em números é, na verdade, o retrato de um processo histórico”, diz Victor de Jesus, um dos coordenadores do Núcleo Capixaba de Estudos da Experiência Humana em Meio Urbano. Segundo ele, este é um processo antigo. Desde o século XIX, quando passou a ser desenvolvido o planejamento urbano das cidades brasileiras, a população negra não foi integrada aos espaços.


“Essa população não participa do processo decisório, não constrói políticas públicas e não é reconhecida como sujeito de direito. Com isso, o setor institui uma política capitalista, que vê saneamento como mercadoria e, portanto, só quem pode ter acesso é quem pode pagar, o que exclui mais uma vez”.


Em 2022, o Brasil ainda registrava o equivalente a 49 milhões de habitantes sem atendimento adequado de esgoto e 4,8 milhões de pessoas sem água encanada, apesar do crescimento desses serviços.


(Adaptado de: RIBEIRO, Tayguara. População negra e indígena têm menor acesso à rede de esgoto. Folha de S. Paulo. 24 de fevereiro de 2024. B2. Cotidiano).

Sobre os recursos linguístico-semânticos utilizados no texto, considere as afirmativas a seguir.



I. No trecho “Segundo ele, este é um processo antigo”, o pronome destacado foi usado para evitar a repetição do nome de Victor de Jesus.



II. No fragmento “que vê saneamento como mercadoria e, portanto, só quem pode ter acesso é quem pode pagar”, o conectivo em destaque tem sentido conclusivo.



III. No trecho “Desde o século XIX, quando passou a ser desenvolvido o planejamento urbano das cidades brasileiras”, o termo destacado introduz uma noção de condicionalidade.



IV. Em “4,8 milhões de pessoas sem água encanada, apesar do crescimento desses serviços”, a expressão em destaque indica a consequência do fato informado.



Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3902249 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.



Pessoas negras e indígenas são os grupos sociais que menos têm acesso ao saneamento básico no Brasil, segundo dados do Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A pesquisa, realizada em 2022, levou em conta a proporção dos moradores em domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário por rede coletora, pluvial ou fossa séptica. Nacionalmente, a maior proporção de atendimento por serviços públicos de saneamento ocorre para as pessoas amarelas, seguidas das brancas.


Considerando as 18 cidades mais populosas do país, pessoas brancas ou amarelas também são as que mais têm acesso a este tipo de política pública. O destaque negativo ocorre na cidade de Maceió. A capital alagoana registra os piores índices para quase todos os grupos sociais, exceto indígenas. No município, entre os amarelos 40,4% das pessoas não têm acesso ao saneamento; entre os pretos, o número é de 35,9%; pardos são 34,9%, e brancos são 28%.


Já em relação aos indígenas, a cidade com os piores índices é Manaus. Na capital do Amazonas, 39,9% desse grupo não têm acesso ao saneamento. Por outro lado, o melhor atendimento em saneamento básico, para todos os grupos sociais, ocorre na cidade de Curitiba. No município, 99,6% dos amarelos são atendidos pela política. Entre a população branca na capital paranaense, 98,9%; pretos 97,9%; pardos 97,7%; e indígenas 97,2%.


Dos 18 municípios analisados, em 17 deles as populações negra (que inclui pretos e pardos) e indígena são o grupo social com menos acesso às políticas de saneamento. “Isso não é algo novo. O que está sendo colocado agora em números é, na verdade, o retrato de um processo histórico”, diz Victor de Jesus, um dos coordenadores do Núcleo Capixaba de Estudos da Experiência Humana em Meio Urbano. Segundo ele, este é um processo antigo. Desde o século XIX, quando passou a ser desenvolvido o planejamento urbano das cidades brasileiras, a população negra não foi integrada aos espaços.


“Essa população não participa do processo decisório, não constrói políticas públicas e não é reconhecida como sujeito de direito. Com isso, o setor institui uma política capitalista, que vê saneamento como mercadoria e, portanto, só quem pode ter acesso é quem pode pagar, o que exclui mais uma vez”.


Em 2022, o Brasil ainda registrava o equivalente a 49 milhões de habitantes sem atendimento adequado de esgoto e 4,8 milhões de pessoas sem água encanada, apesar do crescimento desses serviços.


(Adaptado de: RIBEIRO, Tayguara. População negra e indígena têm menor acesso à rede de esgoto. Folha de S. Paulo. 24 de fevereiro de 2024. B2. Cotidiano).

Sobre o vocabulário empregado no texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
149321: A
149322: C
149323: C
149324: E
149325: D
149326: D
149327: E
149328: C
149329: D
149330: A
149331: D
149332: C
149333: D
149334: C
149335: D
149336: E
149337: C
149338: B
149339: A
149340: E