Questões de Concurso Sobre português

Questões Discursivas

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Q4184531 Português
Qual é a separação silábica correta da palavra “criatividade”? 
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Q4184530 Português
No trecho “a diversidade de leituras, que estimula a formação do pensamento crítico e a ampliação de horizontes, está em declínio”, a expressão “em declínio” pode ser substituída, sem alterar o sentido do trecho, por: 
Alternativas
Q4184529 Português
De acordo com o texto, analise as assertivas a seguir:
I. A pesquisa citada no texto menciona que menos da metade dos brasileiros não costuma ler livros.
II. A leitura, segundo o texto, ajuda no desenvolvimento da cidadania, da memória e da atenção.
III. O texto apresenta sugestões práticas para estimular o hábito da leitura no dia a dia.
Quais estão corretas? 
Alternativas
Q4184413 Português
No texto, a palavra “guardará” (l. 06) aparece entre aspas. O uso desse recurso mostra que o autor quis: 
Alternativas
Q4184412 Português
No trecho “Quando o assunto é alimentação, devemos ter uma coisa em mente: nada em excesso faz bem para o nosso corpo”, retirado do texto, o sinal de pontuação utilizado após “mente” poderia ser substituído, sem alterar o sentido principal do texto, por?
Alternativas
Q4184411 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma palavra que NÃO tem um encontro de consoantes. 
Alternativas
Q4184410 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma palavra proparoxítona (com a antepenúltima sílaba mais forte). 
Alternativas
Q4184409 Português
Qual palavra é escrita com ss, tal qual “excesso”? 
Alternativas
Q4184408 Português
Considerando os trechos retirados do texto, assinale a alternativa que apresenta um verbo flexionado na primeira pessoa do plural (nós).
Alternativas
Q4184407 Português
Qual das palavras da frase “Essa glicose é importante e será usada pelas células para garantir o seu funcionamento”, retirada do texto, é um pronome?
Alternativas
Q4184406 Português
No trecho “Nesses casos, é muito importante manter os dentes saudáveis”, retirado do texto, a palavra “saudáveis” se refere a uma característica dos dentes. Esse tipo de palavra é um:
Alternativas
Q4184405 Português
Assinale a alternativa que apresenta a correta separação silábica da palavra “exageradas”, retirada do texto. 
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Q4184404 Português
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o número de vogais e de consoantes da palavra “diabetes”, retirada do texto.
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Q4184403 Português
Qual das alternativas abaixo apresenta as palavras retiradas do texto em ordem alfabética? 
Alternativas
Q4184402 Português
Qual das seguintes palavras poderia substituir a palavra “destacar” (l. 18) sem alterar o sentido pretendido? 
Alternativas
Q4184401 Português
No texto, a palavra “moderação” (l. 19) tem sentido contrário a:
Alternativas
Q4184400 Português
No texto, a referência às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) tem como principal finalidade:
Alternativas
Q4184399 Português
A partir da leitura do texto, é correto inferir que o autor defende a ideia de que: 
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Q4184318 Português
TEXTO 2


Texto-base para a questão


PESQUISA EXPÕE COMO SISTEMAS DE RECONHECIMENTO FACIAL REPRODUZEM DESIGUALDADES SOCIAIS


Apresentada por Nina da Hora, dissertação de mestrado analisa racismo algorítmico e exclusões produzidas pela IA

Daniela Prandi - 12 maio 2026


    Antes de reconhecer alguém diante da câmera, um sistema de inteligência artificial (IA) precisa decidir se aquele rosto “existe”. É justamente nesse momento, anterior à identificação, que, segundo a cientista da computação Ana Carolina Silva das Neves da Hora, mais conhecida como Nina da Hora, começam os apagamentos produzidos pelas tecnologias de reconhecimento facial, tema de sua tese de mestrado, Do Rosto ao Vetor: Epistemicídio Computacional no Reconhecimento Facial, defendida nesta segunda-feira (11), no Instituto de Computação (IC).

Orientada pela professora Sandra Avila, do IC, e coorientada pela antropóloga Marisol Marini, da Universidade de São Paulo (USP), a tese teve na banca examinadora a socióloga Angela Figueiredo, da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), e o pesquisador Virgílio Almeida, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A pesquisa combina reflexão teórica e experimentos computacionais para analisar desigualdades em arquiteturas de detecção facial amplamente utilizadas em sistemas de IA. Da Hora propõe o conceito de “epistemicídio computacional”, inspirado nos trabalhos da filósofa Sueli Carneiro sobre o apagamento de sujeitos negros na produção do conhecimento. O trabalho multidisciplinar reúne computação, antropologia, artes visuais, estudos raciais e filosofia. A pesquisadora auditou arquiteturas de detecção facial utilizando uma base criada pela Meta, dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, a partir de vídeos enviados por pessoas de países como Brasil, Índia, Síria e Indonésia. Os resultados revelaram desigualdades profundas nos processos de detecção facial. “O dano já começa antes, quando o sistema sequer detecta aquele rosto como um rosto válido”, explica.

Em um dos experimentos, pessoas acima de 85 anos tiveram apenas 44% de taxa de detecção, enquanto grupos mais jovens alcançaram índices superiores a 90%. Em outros casos, determinados grupos simplesmente desapareciam dos sistemas. “Tivemos grupos com 0%. Normalmente, quando aparece um 0%, você roda o sistema de novo e tenta corrigir. Mas quis investigar por que aquelas pessoas tinham desaparecido”, diz.

Segundo Da Hora, os sistemas simplificam realidades complexas ao transformar diversidade humana em categorias rígidas. “É como se não existissem variações. Ou você é branco ou você é negro. Mas nós sabemos que isso não representa países como o Brasil.” Mais do que erros técnicos, a pesquisadora vê nesses resultados a materialização de escolhas políticas e históricas. “A etapa do reconhecimento só acumula problemas. Primeiro, o sistema precisa decidir que existe um rosto ali.” Em muitos casos, afirma, nem mesmo a autodeclaração das pessoas é suficiente. “Quando eu mando um vídeo dizendo quem eu sou, pessoas do outro lado podem dizer que eu não sou aquilo que estou dizendo. E, às vezes, a palavra delas vai valer mais.”

Segundo a pesquisadora, o problema não está apenas na precisão técnica. “A questão não é fazer a tecnologia funcionar melhor”, afirma. “É perguntar por que estamos insistindo em tecnologias que transformam pessoas em padrões de vigilância.” Da Hora vê a expansão dessas tecnologias como parte de uma transformação maior nas formas de controle social e circulação da informação. “O reconhecimento facial e as inteligências artificiais são vendidos como solução para tudo. Mas, muitas vezes, o que elas produzem é exclusão e aprofundamento de desigualdades. Eu queria entender o que se perde quando você transforma o rosto de uma pessoa em vetor matemático”, afirma.
Julgue as afirmativas abaixo, marcando V para as verdadeiras e F para as falsas.

a) (..) nas palavras: expansão e detecção – há o mesmo número de letras e de fonemas.
b) (..) “É como se não existissem variações. Ou você é branco ou você é negro. Mas nós sabemos que isso não representa países como o Brasil.” – o termo ou funciona como conjunção coordenativa aditiva.
c) (..) Em “Os resultados revelaram desigualdades profundas nos processos de detecção facial” – o termo desigualdades apresenta derivação prefixal.
d) (..) Em “Prestes a completar 31 anos, Nina da Hora se tornou uma das vozes mais conhecidas da discussão sobre tecnologia e racismo algorítmico no país. Colunista da MIT Technology Review Brasil, pesquisadora do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas (FGV)” – os termos colunista e pesquisadora marcam, respectivamente, coesão pronominal e coesão por elipse. 
e) (..) Em “Da Hora propõe o conceito de “epistemicídio computacional”, - o termo computacional funciona como adjetivo.

Assinale a sequência CORRETA. 
Alternativas
Q4184317 Português
TEXTO 2


Texto-base para a questão


PESQUISA EXPÕE COMO SISTEMAS DE RECONHECIMENTO FACIAL REPRODUZEM DESIGUALDADES SOCIAIS


Apresentada por Nina da Hora, dissertação de mestrado analisa racismo algorítmico e exclusões produzidas pela IA

Daniela Prandi - 12 maio 2026


    Antes de reconhecer alguém diante da câmera, um sistema de inteligência artificial (IA) precisa decidir se aquele rosto “existe”. É justamente nesse momento, anterior à identificação, que, segundo a cientista da computação Ana Carolina Silva das Neves da Hora, mais conhecida como Nina da Hora, começam os apagamentos produzidos pelas tecnologias de reconhecimento facial, tema de sua tese de mestrado, Do Rosto ao Vetor: Epistemicídio Computacional no Reconhecimento Facial, defendida nesta segunda-feira (11), no Instituto de Computação (IC).

Orientada pela professora Sandra Avila, do IC, e coorientada pela antropóloga Marisol Marini, da Universidade de São Paulo (USP), a tese teve na banca examinadora a socióloga Angela Figueiredo, da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), e o pesquisador Virgílio Almeida, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A pesquisa combina reflexão teórica e experimentos computacionais para analisar desigualdades em arquiteturas de detecção facial amplamente utilizadas em sistemas de IA. Da Hora propõe o conceito de “epistemicídio computacional”, inspirado nos trabalhos da filósofa Sueli Carneiro sobre o apagamento de sujeitos negros na produção do conhecimento. O trabalho multidisciplinar reúne computação, antropologia, artes visuais, estudos raciais e filosofia. A pesquisadora auditou arquiteturas de detecção facial utilizando uma base criada pela Meta, dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, a partir de vídeos enviados por pessoas de países como Brasil, Índia, Síria e Indonésia. Os resultados revelaram desigualdades profundas nos processos de detecção facial. “O dano já começa antes, quando o sistema sequer detecta aquele rosto como um rosto válido”, explica.

Em um dos experimentos, pessoas acima de 85 anos tiveram apenas 44% de taxa de detecção, enquanto grupos mais jovens alcançaram índices superiores a 90%. Em outros casos, determinados grupos simplesmente desapareciam dos sistemas. “Tivemos grupos com 0%. Normalmente, quando aparece um 0%, você roda o sistema de novo e tenta corrigir. Mas quis investigar por que aquelas pessoas tinham desaparecido”, diz.

Segundo Da Hora, os sistemas simplificam realidades complexas ao transformar diversidade humana em categorias rígidas. “É como se não existissem variações. Ou você é branco ou você é negro. Mas nós sabemos que isso não representa países como o Brasil.” Mais do que erros técnicos, a pesquisadora vê nesses resultados a materialização de escolhas políticas e históricas. “A etapa do reconhecimento só acumula problemas. Primeiro, o sistema precisa decidir que existe um rosto ali.” Em muitos casos, afirma, nem mesmo a autodeclaração das pessoas é suficiente. “Quando eu mando um vídeo dizendo quem eu sou, pessoas do outro lado podem dizer que eu não sou aquilo que estou dizendo. E, às vezes, a palavra delas vai valer mais.”

Segundo a pesquisadora, o problema não está apenas na precisão técnica. “A questão não é fazer a tecnologia funcionar melhor”, afirma. “É perguntar por que estamos insistindo em tecnologias que transformam pessoas em padrões de vigilância.” Da Hora vê a expansão dessas tecnologias como parte de uma transformação maior nas formas de controle social e circulação da informação. “O reconhecimento facial e as inteligências artificiais são vendidos como solução para tudo. Mas, muitas vezes, o que elas produzem é exclusão e aprofundamento de desigualdades. Eu queria entender o que se perde quando você transforma o rosto de uma pessoa em vetor matemático”, afirma.
Considere o fragmento abaixo e assinale a alternativa correta.

Fragmento
“A pesquisadora auditou arquiteturas de detecção facial utilizando uma base criada pela Meta, dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, a partir de vídeos enviados por pessoas de países como Brasil, Índia, Síria e Indonésia. Os resultados revelaram desigualdades profundas nos processos de detecção facial. “O dano já começa antes, quando o sistema sequer detecta aquele rosto como um rosto válido”, explica”.

I. No fragmento textual, a palavra quando funciona como uma locução adjetiva.
II. Em “Os resultados revelaram desigualdades profundas nos processos de detecção facial” há um verbo de ligação.
III. Em “Os resultados revelaram desigualdades profundas nos processos de detecção facial” a expressão em destaque funciona como objeto indireto.
IV. Em “O dano já começa antes, quando o sistema sequer detecta aquele rosto como um rosto válido” há uma oração subordinada adverbial temporal.
Alternativas
Respostas
1221: E
1222: D
1223: D
1224: C
1225: A
1226: B
1227: A
1228: B
1229: A
1230: D
1231: C
1232: C
1233: A
1234: B
1235: D
1236: C
1237: B
1238: D
1239: C
1240: D