Questões de Concurso Sobre português
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
As Letras são Infinitas
Estamos acostumados a pensar nos números como infinitos. E, de fato, eles o são. Ainda criança, fui atraído pela Matemática justamente por causa do infinito. Ele não cabe em nossas cabeças e, no entanto, falamos dele sem maior constrangimento. Estranho.
Foi apenas no entardecer da vida, porém, que descobri que as Letras também são Infinitas. E ouso afirmar: pertencem a um tipo de Infinito maior que o dos números.
O infinito, na Matemática, produz resultados profundamente contraintuitivos. Há, por exemplo, infinitos maiores que outros. "Infinito maior que infinito" soa como um paradoxo, mas não é. Para compreender isso, entretanto, é necessário um pouco de esforço e paciência. Algumas Verdades cobram tributo. [...]
O elemento da diagonal de Cantor é rebelde: recusa-se a ser confinado em qualquer lista pretensamente completa. [...]
Não me refiro, evidentemente, ao alfabeto nem às palavras. Ambos são finitos. Refiro-me à Literatura em seu sentido mais elevado. Esta expressa aquilo que os números são incapazes de comunicar. [...]
[...] Recorrendo à Liberdade das Letras, por analogia Poética com o Argumento da Diagonal de Cantor, concluo que elas pertencem a um Infinito superior ao dos números, e que as grandes Obras são rebeldes. Nenhuma interpretação consegue encerrá-las definitivamente. Como o elemento da diagonal de Cantor, elas sempre escapam à lista dos sentidos que julgávamos completos.
Os números podem ser infinitos; as Letras, por sua vez, são inesgotáveis. Tarde reconheci essa outra Verdade. Se a maturidade de hoje me tivesse sido dada na juventude, talvez eu tivesse seguido as Letras. O infinito dos números levou-me à Matemática. O Infinito inesgotável das Letras, esse Infinito maior que o infinito, teria me arrebatado com força maior.
YAMAGISHI, Michel E. Beleza. As Letras são Infinitas. Jornal da Unicamp, Campinas, 28 ago. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/08/28/michel-yamagishi/as-letras-sao-infinitas/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.)
"Como não obteve autorização prévia da chefia, o servidor cancelou o agendamento da reunião."
A reescrita que preserva o sentido de causa original e a correção gramatical é:
"O cachorro é um animal doméstico muito leal. Ele vive próximo ao ser humano há milhares de anos. Existem centenas de raças diferentes, cada uma com características próprias de tamanho, pelagem e comportamento. Os cães precisam de alimentação adequada, vacinação e carinho para viver com saúde."
O gênero textual ao qual esse trecho pertence é:
"Bata dois ovos inteiros em uma tigela. Acrescente uma xícara de farinha de trigo, meia xícara de leite e uma pitada de sal. Misture bem até formar uma massa homogênea. Unte a frigideira com manteiga e despeje a massa aos poucos."
O trecho acima pertence ao gênero textual denominado:
"O funcionário foi muito prudente ao conferir todos os relatórios antes da reunião."
A palavra que substitui o termo em destaque sem alterar o sentido original do texto é:
Assinale a alternativa que apresenta o número de frases a seguir em que o colocado do pronome destacado foi realizada de acordo com a norma-padrão.
- Tire-nos uma dúvida a respeito do chamado.
- Eu jamais os farei infelizes.
- Saímos cedo e não lhe demos satisfação.
- Peço muito que chame-nos de volta.
- Ela não chama-se Joana, e sim Mariana.

BROWNE, Dik. Hagar, o horrível. Disponível em: <https://www.instagram.com/p/DHbKr5kMaKO/>.
Na tirinha acima, é correto afirmar, em relação ao verbo “esperar”, que:
Assinale a alternativa em que os verbos completam corretamente os espaços em branco a seguir, na mesma ordem:
- _______ muitas tarefas a cumprir na escola.
- Ano passado _______ muitos casos de dengue.
- Naquele momento já _______ meio-dia e dez minutos.
Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente as lacunas a seguir, na mesma ordem:
“_______ você está me dizendo isso? Será que _______ está com medo ou tem outro motivo?”
Diga-me logo o _______ de tanta apreensão.”
Leia o texto a seguir para responder às questões
Vida
As grandes tragédias não são as que mancham as páginas dos jornais com o sangue e a dor de milhões de pessoas. As grandes tragédias são as que acontecem para todo mundo e quase ninguém fica sabendo, porque são fatos do dia a dia.
As grandes tragédias não têm aviso, simplesmente acontecem, como as grandes alegrias, escondidas atrás das janelas das casas e dos apartamentos que compõem as grandes cidades, as vilas e os povoados, perdidos pelo mundo afora.
É por isso que é impressionante chegar de avião, voando à noite, numa cidade como São Paulo. Milhões e milhões de lâmpadas falam de milhões de emoções que se sucedem, desencadeadas pelos motivos mais diversos, com os resultados mais diversos, fazendo escorrer as lágrimas, ou se abrir o riso, sem que ninguém, nem mesmo o vizinho ao lado, perceba o que está acontecendo.
É a vida em sua fatalidade. Em sua dimensão individual e coletiva, onde a peça de cá não se comunica com a de lá, mas juntas formam uma parte de um cenário maior, que é parte de outro cenário maior, que compõe outra ainda maior, até ultrapassar os limites da galáxia, invadir o cosmo e ser, completamente, dentro da unidade do universo, cada momento, um depois do outro.
Cada luz em cada janela respira a vida de quem mora em cada casa. E nenhuma é igual, nenhuma se confunde, nenhuma se repete, porque cada um de nós é um, único, indivisível e inclonável, e se a matéria é vã e pó, a alma é essência divina, sopro além da pretensão de qualquer pessoa, até das que acham que são deuses e podem criar, sem gerar, outro ser à sua imagem e semelhança.
MENDONÇA, Antônio Penteado. Vida. Crônicas da cidade. Disponível em: <https://cronicasdacidade.com.br/da-cidade/2026/04/29/vida-2/>
“Milhões e milhões de lâmpadas falam de milhões de emoções que se sucedem, desencadeadas pelos motivos mais diversos”
As palavras destacadas no trecho acima, na mesma ordem, são sinônimas de:
Leia o texto a seguir para responder às questões
Vida
As grandes tragédias não são as que mancham as páginas dos jornais com o sangue e a dor de milhões de pessoas. As grandes tragédias são as que acontecem para todo mundo e quase ninguém fica sabendo, porque são fatos do dia a dia.
As grandes tragédias não têm aviso, simplesmente acontecem, como as grandes alegrias, escondidas atrás das janelas das casas e dos apartamentos que compõem as grandes cidades, as vilas e os povoados, perdidos pelo mundo afora.
É por isso que é impressionante chegar de avião, voando à noite, numa cidade como São Paulo. Milhões e milhões de lâmpadas falam de milhões de emoções que se sucedem, desencadeadas pelos motivos mais diversos, com os resultados mais diversos, fazendo escorrer as lágrimas, ou se abrir o riso, sem que ninguém, nem mesmo o vizinho ao lado, perceba o que está acontecendo.
É a vida em sua fatalidade. Em sua dimensão individual e coletiva, onde a peça de cá não se comunica com a de lá, mas juntas formam uma parte de um cenário maior, que é parte de outro cenário maior, que compõe outra ainda maior, até ultrapassar os limites da galáxia, invadir o cosmo e ser, completamente, dentro da unidade do universo, cada momento, um depois do outro.
Cada luz em cada janela respira a vida de quem mora em cada casa. E nenhuma é igual, nenhuma se confunde, nenhuma se repete, porque cada um de nós é um, único, indivisível e inclonável, e se a matéria é vã e pó, a alma é essência divina, sopro além da pretensão de qualquer pessoa, até das que acham que são deuses e podem criar, sem gerar, outro ser à sua imagem e semelhança.
MENDONÇA, Antônio Penteado. Vida. Crônicas da cidade. Disponível em: <https://cronicasdacidade.com.br/da-cidade/2026/04/29/vida-2/>
“(...) escondidas atrás das janelas das casas e dos apartamentos que compõem as grandes cidades”
Assinale a alternativa cuja reescrita do verbo no trecho acima apresenta a forma destacada flexionada de acordo com a norma-padrão.