Questões de Concurso Sobre português

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Q4290236 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Mundo pouco


   O amo de Fabiana Crioula morreu em 1618, em Lima. Em seu testamento, rebaixou-lhe o preço da liberdade, de duzentos a cento e cinquenta pesos.

   Fabiana passou toda a noite sem dormir, perguntando- -se quanto valeria a sua caixa de madeira cheia de canela em pó. Ela não sabe somar, de modo que não pode calcular as liberdades que comprou, com seu trabalho, ao longo do meio século que leva no mundo, nem o preço dos filhos que fizeram nela e depois arrancaram dela.

   Nem bem desponta a alvorada, acode o pássaro a bater na janela com o bico. Cada dia, o mesmo pássaro avisa que é hora de despertar e andar.


    Fabiana boceja, senta na esteira e olha os pés gastos.


(Eduardo Galeano, Mulheres)
Assinale a alternativa que expressa adequadamente o significado da seguinte passagem:

“Nem bem desponta a alvorada, acode o pássaro a bater na janela com o bico.” (3o parágrafo)
Alternativas
Q4290235 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Mundo pouco


   O amo de Fabiana Crioula morreu em 1618, em Lima. Em seu testamento, rebaixou-lhe o preço da liberdade, de duzentos a cento e cinquenta pesos.

   Fabiana passou toda a noite sem dormir, perguntando- -se quanto valeria a sua caixa de madeira cheia de canela em pó. Ela não sabe somar, de modo que não pode calcular as liberdades que comprou, com seu trabalho, ao longo do meio século que leva no mundo, nem o preço dos filhos que fizeram nela e depois arrancaram dela.

   Nem bem desponta a alvorada, acode o pássaro a bater na janela com o bico. Cada dia, o mesmo pássaro avisa que é hora de despertar e andar.


    Fabiana boceja, senta na esteira e olha os pés gastos.


(Eduardo Galeano, Mulheres)
Na passagem “Ela não sabe somar, de modo que não pode calcular as liberdades que comprou...”, a expressão destacada estabelece relação de sentido de
Alternativas
Q4290234 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Mundo pouco


   O amo de Fabiana Crioula morreu em 1618, em Lima. Em seu testamento, rebaixou-lhe o preço da liberdade, de duzentos a cento e cinquenta pesos.

   Fabiana passou toda a noite sem dormir, perguntando- -se quanto valeria a sua caixa de madeira cheia de canela em pó. Ela não sabe somar, de modo que não pode calcular as liberdades que comprou, com seu trabalho, ao longo do meio século que leva no mundo, nem o preço dos filhos que fizeram nela e depois arrancaram dela.

   Nem bem desponta a alvorada, acode o pássaro a bater na janela com o bico. Cada dia, o mesmo pássaro avisa que é hora de despertar e andar.


    Fabiana boceja, senta na esteira e olha os pés gastos.


(Eduardo Galeano, Mulheres)
O pronome “lhe” expressa a noção de posse em “…rebaixou-lhe o preço da liberdade”, tal como ocorre com o termo destacado no trecho reescrito em:
Alternativas
Q4290233 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Mundo pouco


   O amo de Fabiana Crioula morreu em 1618, em Lima. Em seu testamento, rebaixou-lhe o preço da liberdade, de duzentos a cento e cinquenta pesos.

   Fabiana passou toda a noite sem dormir, perguntando- -se quanto valeria a sua caixa de madeira cheia de canela em pó. Ela não sabe somar, de modo que não pode calcular as liberdades que comprou, com seu trabalho, ao longo do meio século que leva no mundo, nem o preço dos filhos que fizeram nela e depois arrancaram dela.

   Nem bem desponta a alvorada, acode o pássaro a bater na janela com o bico. Cada dia, o mesmo pássaro avisa que é hora de despertar e andar.


    Fabiana boceja, senta na esteira e olha os pés gastos.


(Eduardo Galeano, Mulheres)
Os elementos textuais levam a inferir que o narrador
Alternativas
Q4290097 Português
O escritor Vinícius de Moraes escreveu belos poemas. Há no caso em destaque um aposto:
Alternativas
Q4290096 Português
Assinale a opção que contenha ocorrência de oração sem sujeito: 
Alternativas
Q4290095 Português
São pares de sinônimos: 
Alternativas
Q4290094 Português
O radical do vocábulo foi INCORRETAMENTE identificado em:  
Alternativas
Q4290093 Português
Na ocorrência “Nunca poderia esperar resposta favorável a mim.”, o que está destacado deve ser classificado sintaticamente como: 
Alternativas
Q4290092 Português
O texto a seguir é referência para a questão:


É Preciso Saber Viver
Erasmo Carlos e Roberto Carlos

Quem espera que a vida
Seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco
Ou morrer na solidão
É preciso ter cuidado
Pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver

Toda pedra no caminho
Você pode retirar
Numa flor que tem espinhos
Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem
Você pode escolher
É preciso saber viver

É preciso saber viver
É preciso saber viver
É preciso saber viver
Saber viver 

Fonte: É Preciso Saber Viver. Disponível em <É Preciso Saber Viver - Titãs - LETRAS.MUS.BR>. Acesso em 22 mar. 2025. 
Sobre as características do texto:

I – Apresenta rimas.
II – Foi escrito para ser acompanhado por música.
III – Tem por objetivo entreter, estimular emoções, expressar sentimentos.
IV – Escolhe formas de produzir sonoridade com as palavras.

Estão CORRETOS apenas os casos em:  
Alternativas
Q4290091 Português
O texto a seguir é referência para a questão:


É Preciso Saber Viver
Erasmo Carlos e Roberto Carlos

Quem espera que a vida
Seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco
Ou morrer na solidão
É preciso ter cuidado
Pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver

Toda pedra no caminho
Você pode retirar
Numa flor que tem espinhos
Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem
Você pode escolher
É preciso saber viver

É preciso saber viver
É preciso saber viver
É preciso saber viver
Saber viver 

Fonte: É Preciso Saber Viver. Disponível em <É Preciso Saber Viver - Titãs - LETRAS.MUS.BR>. Acesso em 22 mar. 2025. 
O sentido do verbo “poder”, no texto, é indicado CORRETAMENTE pela seguinte expressão: 
Alternativas
Q4290090 Português
O texto a seguir é referência para a questão:


É Preciso Saber Viver
Erasmo Carlos e Roberto Carlos

Quem espera que a vida
Seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco
Ou morrer na solidão
É preciso ter cuidado
Pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver

Toda pedra no caminho
Você pode retirar
Numa flor que tem espinhos
Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem
Você pode escolher
É preciso saber viver

É preciso saber viver
É preciso saber viver
É preciso saber viver
Saber viver 

Fonte: É Preciso Saber Viver. Disponível em <É Preciso Saber Viver - Titãs - LETRAS.MUS.BR>. Acesso em 22 mar. 2025. 
No 12º verso, há uma figura de linguagem denominada: 
Alternativas
Q4290089 Português
O texto a seguir é referência para a questão:


É Preciso Saber Viver
Erasmo Carlos e Roberto Carlos

Quem espera que a vida
Seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco
Ou morrer na solidão
É preciso ter cuidado
Pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver

Toda pedra no caminho
Você pode retirar
Numa flor que tem espinhos
Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem
Você pode escolher
É preciso saber viver

É preciso saber viver
É preciso saber viver
É preciso saber viver
Saber viver 

Fonte: É Preciso Saber Viver. Disponível em <É Preciso Saber Viver - Titãs - LETRAS.MUS.BR>. Acesso em 22 mar. 2025. 
Julgue com C ou I conforme estejam CORRETAS ou INCORRETAS as afirmativas sobre o texto:

( ) Possui uma dimensão escrita inquestionável.
( ) Lança mão de recursos semelhantes ao processo de criação poética.
( ) Emprega recursos sonoros.
( ) Emprega recursos semânticos.
( ) Utiliza linguagem literal.

A sequência CORRETA é: 
Alternativas
Q4290088 Português
O texto a seguir é referência para a questão:


É Preciso Saber Viver
Erasmo Carlos e Roberto Carlos

Quem espera que a vida
Seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco
Ou morrer na solidão
É preciso ter cuidado
Pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver

Toda pedra no caminho
Você pode retirar
Numa flor que tem espinhos
Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem
Você pode escolher
É preciso saber viver

É preciso saber viver
É preciso saber viver
É preciso saber viver
Saber viver 

Fonte: É Preciso Saber Viver. Disponível em <É Preciso Saber Viver - Titãs - LETRAS.MUS.BR>. Acesso em 22 mar. 2025. 
Entre as possibilidades de sentido para a palavra “ilusão”, no poema, NÃO se enquadra:
Alternativas
Q4290066 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão:


A Bola


        O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.


        O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “Legal!”. Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa. 


        – Como é que liga? – perguntou.


        – Como, como é que liga? Não se liga.


        O garoto procurou dentro do papel de embrulho. – Não tem manual de instrução?


        O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.


        – Não precisa manual de instrução.


        – O que é que ela faz?


        – Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.


        – O quê?


        – Controla, chuta…


        – Ah, então é uma bola.


        – Claro que é uma bola.


        – Uma bola, bola. Uma bola mesmo.


        – Você pensou que fosse o quê?


        – Nada, não.


        O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Baú, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente.


        O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina.


        O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.


        – Filho, olha.


        O garoto disse “Legal” mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.


(Luis Fernando Veríssimo. “A bola”. Comédias para se ler na escola, 2001. Adaptado)

Assinale a alternativa que apresenta conformidade com a norma-padrão de emprego do acento indicativo de crase.
Alternativas
Q4290065 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão:


A Bola


        O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.


        O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “Legal!”. Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa. 


        – Como é que liga? – perguntou.


        – Como, como é que liga? Não se liga.


        O garoto procurou dentro do papel de embrulho. – Não tem manual de instrução?


        O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.


        – Não precisa manual de instrução.


        – O que é que ela faz?


        – Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.


        – O quê?


        – Controla, chuta…


        – Ah, então é uma bola.


        – Claro que é uma bola.


        – Uma bola, bola. Uma bola mesmo.


        – Você pensou que fosse o quê?


        – Nada, não.


        O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Baú, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente.


        O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina.


        O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.


        – Filho, olha.


        O garoto disse “Legal” mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.


(Luis Fernando Veríssimo. “A bola”. Comédias para se ler na escola, 2001. Adaptado)

Na passagem “O garoto agradeceu, disse ‘Legal’ de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame.” (17° parágrafo), o pronome “o” (em destaque) está substituindo o termo:
Alternativas
Q4290064 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão:


A Bola


        O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.


        O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “Legal!”. Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa. 


        – Como é que liga? – perguntou.


        – Como, como é que liga? Não se liga.


        O garoto procurou dentro do papel de embrulho. – Não tem manual de instrução?


        O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.


        – Não precisa manual de instrução.


        – O que é que ela faz?


        – Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.


        – O quê?


        – Controla, chuta…


        – Ah, então é uma bola.


        – Claro que é uma bola.


        – Uma bola, bola. Uma bola mesmo.


        – Você pensou que fosse o quê?


        – Nada, não.


        O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Baú, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente.


        O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina.


        O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.


        – Filho, olha.


        O garoto disse “Legal” mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.


(Luis Fernando Veríssimo. “A bola”. Comédias para se ler na escola, 2001. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a frase construída a partir do texto obedece à norma-padrão de regência nominal.
Alternativas
Q4290063 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão:


A Bola


        O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.


        O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “Legal!”. Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa. 


        – Como é que liga? – perguntou.


        – Como, como é que liga? Não se liga.


        O garoto procurou dentro do papel de embrulho. – Não tem manual de instrução?


        O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.


        – Não precisa manual de instrução.


        – O que é que ela faz?


        – Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.


        – O quê?


        – Controla, chuta…


        – Ah, então é uma bola.


        – Claro que é uma bola.


        – Uma bola, bola. Uma bola mesmo.


        – Você pensou que fosse o quê?


        – Nada, não.


        O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Baú, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente.


        O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina.


        O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.


        – Filho, olha.


        O garoto disse “Legal” mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.


(Luis Fernando Veríssimo. “A bola”. Comédias para se ler na escola, 2001. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a frase construída a partir do texto obedece à norma-padrão de concordância verbal.
Alternativas
Q4290062 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão:


A Bola


        O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.


        O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “Legal!”. Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa. 


        – Como é que liga? – perguntou.


        – Como, como é que liga? Não se liga.


        O garoto procurou dentro do papel de embrulho. – Não tem manual de instrução?


        O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.


        – Não precisa manual de instrução.


        – O que é que ela faz?


        – Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.


        – O quê?


        – Controla, chuta…


        – Ah, então é uma bola.


        – Claro que é uma bola.


        – Uma bola, bola. Uma bola mesmo.


        – Você pensou que fosse o quê?


        – Nada, não.


        O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Baú, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente.


        O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina.


        O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.


        – Filho, olha.


        O garoto disse “Legal” mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.


(Luis Fernando Veríssimo. “A bola”. Comédias para se ler na escola, 2001. Adaptado)

Considerando o que se menciona no 6o parágrafo: “O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros”, assinale a alternativa que melhor explica o porquê de o narrador fazer essa afirmação.
Alternativas
Q4290061 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão:

Mudanças climáticas já afetam 85% dos brasileiros, diz pesquisa

        Oito em cada dez pessoas (85%) já notam interferências das mudanças climáticas em seu cotidiano, sendo que quase metade (46%) julga esse impacto intenso. O dado foi obtido por equipes do Aurora Lab e da More in Common, em pesquisa sobre a transição de energias sujas para limpas, obtida com exclusividade pela Agência Brasil e que será lançada na próxima quarta-feira (27), em São Paulo.

        Como resultado das mudanças climáticas, as principais reclamações dos 2.630 participantes ouvidos foram:

•   ter que arcar com um custo maior de vida – 53%;
•  problemas de saúde física – 45%;
•  obstáculos ao acesso a seu local de trabalho – 40%;
•  adoecimento mental – 32%;
•  perda de renda – 17%;
•  perda de emprego – 10%.

        A proporção de brasileiros que confia que o governo deve ser a principal figura a garantir a proteção de trabalhadoras e trabalhadores nesse contexto é de sete a cada dez (67%). Outros indicados a essa função são empregadores (7%) e grupos auto-organizados, como os de direitos socioambientais (menos de 6%).
        
        O levantamento ainda demonstra elevada consciência (93%) de que os modelos de produção e consumo da sociedade precisam ser transformados para se enfrentar a crise climática. No total, 74% concordam totalmente com tal afirmação.

        Uma parcela de 67% acredita que essas mudanças trarão bons frutos para a classe trabalhadora, em termos de abertura de vagas. Somente 10% discordam disso e pensam que terão o efeito contrário, de redução dos postos de trabalho.

        De acordo com a pesquisa, mesmo em uma era de disseminação de fake news, os brasileiros ainda confiam no que a ciência diz. Universidades e cientistas são a fonte com mais credibilidade para 69% dos entrevistados, enquanto as redes sociais são o principal meio de informação de 65% deles, quando o assunto é clima.

(Letycia Treitero Kawada. Agência Brasil, 24.05.2026. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-05/mudancasclimaticas-ja-afetam-85-dos-brasileiros-diz-pesquisa. Adaptada)
No trecho “os brasileiros ainda confiam no que a ciência diz.” (6° parágrafo), a palavra em destaque expressa a ideia de
Alternativas
Respostas
821: D
822: A
823: D
824: B
825: B
826: C
827: A
828: B
829: A
830: D
831: C
832: A
833: B
834: D
835: A
836: D
837: D
838: E
839: B
840: A